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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The tooth structure is a mineralized tissue which are realized several clinical procedures with the aim to repair the congenital defects or problems caused by trauma and diseases such as caries. The use of natural, artificial or synthetic materials, for total or partial replacement, restoration or growth of biological tissues was always a major concern in dentistry. The materials used for the replacement and regeneration of bone structure belong to the materials class called biomaterials. These materials have contributed significantly to the advance of Modern Dentistry. To perform the desired function and to stimulate an adequate response of biological tissues by histological repair, the biomaterials need to show a group of satisfactory physical, chemical and biological properties. Before the realization of constant scientific research and of the significant increase in clinical use of biomaterials, besides of great competition between technology companies responsible for the development of materials, a quick progress has occurred in this area, resulting in the synthesis of new biomaterials and knowledge about the interactions between biomaterials and biological tissues. Thus, the aim of this study was to analyze, through extensive literature review, the current state of the biomaterials in dentistry, besides to attempt to delineate future perspectives, looking mainly the synthetic biomaterials.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AUTOR CONVIDADO </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Biomateriais na Odontologia: panorama atual e perspectivas futuras</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Biomaterials in Dentistry: current view and future perspectives</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&aacute;rio Alexandre Coelho Sinhoreti<sup>I</sup>; Rafael Pino Vitti<sup>II</sup>; Louren&ccedil;o Correr-Sobrinho<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I </sup>Mestre e Doutor em Materiais Dent&aacute;rios e Professor titular da &aacute;rea de Materiais Dent&aacute;rios da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp    <br> <sup>II</sup> Doutor em Materiais Dent&aacute;rios e p&oacute;sdoutorando na &aacute;rea Materiais Dent&aacute;rios pela FOP/Unicamp    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Mestre em Materiais Dent&aacute;rios, Doutor em Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral e Professor titular da &aacute;rea de Materiais Dent&aacute;rios da FOP/ Unicamp</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A estrutura dental &eacute; um tecido mineralizado onde s&atilde;o realizados diversos procedimentos cl&iacute;nicos com o objetivo de reparar os defeitos de origem cong&ecirc;nita ou causados por traumas e doen&ccedil;as, como a c&aacute;rie. A utiliza&ccedil;&atilde;o de materiais naturais, artificiais ou sint&eacute;ticos, para substitui&ccedil;&atilde;o total ou parcial, restaura&ccedil;&atilde;o ou aumento dos tecidos biol&oacute;gicos, sempre foi uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o na Odontologia. Os materiais utilizados para a substitui&ccedil;&atilde;o e regenera&ccedil;&atilde;o da estrutura &oacute;ssea enquadram-se na classe de materiais denominados biomateriais. Esses materiais t&ecirc;m contribu&iacute;do significativamente para o avan&ccedil;o da Odontologia Moderna. Para desempenhar a fun&ccedil;&atilde;o desejada e estimular uma resposta adequada dos tecidos vivos por meio de reparo histol&oacute;gico, os biomateriais devem apresentar um conjunto satisfat&oacute;rio de propriedades f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas. Diante da realiza&ccedil;&atilde;o de constantes pesquisas cient&iacute;ficas e do aumento significante do uso cl&iacute;nico dos biomateriais, al&eacute;m da grande concorr&ecirc;ncia existente entre as empresas de tecnologia respons&aacute;veis pelo desenvolvimento dos materiais, um r&aacute;pido progresso vem ocorrendo dentro dessa &aacute;rea, resultando na s&iacute;ntese de novos biomateriais e no conhecimento sobre as intera&ccedil;&otilde;es entre biomateriais e tecidos biol&oacute;gicos. Dessa forma, este estudo teve como objetivo analisar, por meio de extensa revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, o atual estado no qual se encontram os biomateriais na Odontologia, al&eacute;m de tentar tra&ccedil;ar as perspectivas futuras, examinando principalmente os biomateriais sint&eacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>materiais dent&aacute;rios; histocompatibilidade; ligas dent&aacute;rias; pol&iacute;meros; fosfatos de c&aacute;lcio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The tooth structure is a mineralized tissue which are realized several clinical procedures with the aim to repair the congenital defects or problems caused by trauma and diseases such as caries. The use of natural, artificial or synthetic materials, for total or partial replacement, restoration or growth of biological tissues was always a major concern in dentistry. The materials used for the replacement and regeneration of bone structure belong to the materials class called biomaterials. These materials have contributed significantly to the advance of Modern Dentistry. To perform the desired function and to stimulate an adequate response of biological tissues by histological repair, the biomaterials need to show a group of satisfactory physical, chemical and biological properties. Before the realization of constant scientific research and of the significant increase in clinical use of biomaterials, besides of great competition between technology companies responsible for the development of materials, a quick progress has occurred in this area, resulting in the synthesis of new biomaterials and knowledge about the interactions between biomaterials and biological tissues. Thus, the aim of this study was to analyze, through extensive literature review, the current state of the biomaterials in dentistry, besides to attempt to delineate future perspectives, looking mainly the synthetic biomaterials.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>dental materials; histocompatibility; dental alloys; polymers; calcium phosphates.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Biomateriais s&atilde;o materiais naturais ou sint&eacute;ticos utilizados em contato com sistemas biol&oacute;gicos cuja finalidade &eacute; reparar ou substituir tecidos, &oacute;rg&atilde;os ou fun&ccedil;&otilde;es do organismo, com o objetivo de manter ou melhorar a qualidade de vida do paciente.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; mais de um s&eacute;culo, guiados por estudos cl&iacute;nicos e experimentais, os pesquisadores procuram desenvolver materiais com caracter&iacute;sticas adequadas para substitui&ccedil;&atilde;o total ou parcial dos tecidos biol&oacute;gicos presentes no corpo humano por ocasi&atilde;o de alguma patologia ou traumatismos diversos, visando assim uma recomposi&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima poss&iacute;vel da ideal para anatomia e a fun&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o comprometida. Os primeiros registros da utiliza&ccedil;&atilde;o de biomateriais datam de 4.000 A.C.<sup>2</sup>; entretanto, o uso desses materiais estavam fadados ao insucesso, uma vez que eram desconhecidos os conceitos relativos aos materiais, a infec&ccedil;&atilde;o e as rea&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas.<sup>3</sup> Os biomateriais devem apresentar propriedades f&iacute;sicas e biol&oacute;gicas compat&iacute;veis com os tecidos biol&oacute;gicos do hospedeiro, de modo a estimular uma resposta adequada dos mesmos. Sendo assim, para se utilizar um biomaterial com seguran&ccedil;a, o mesmo deve apresentar tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas b&aacute;sicas: (1) biocompatibilidade, n&atilde;o induzindo respostas biol&oacute;gicas adversas, como rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas e inflamat&oacute;rias n&atilde;o toler&aacute;veis pelo organismo; (2) alta osteocondutividade, estimulando o crescimento de c&eacute;lulas &oacute;sseas; e (3) bioatividade, que &eacute; a capacidade do material em se unir com tecido biol&oacute;gico.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dois grandes marcos no desenvolvimento dos biomateriais foram as duas grandes guerras mundiais. Na tentativa de evitar a amputa&ccedil;&atilde;o ou promover a recupera&ccedil;&atilde;o dos membros que tiveram suas fun&ccedil;&otilde;es comprometidas, ocorreu uma busca incessante por materiais que n&atilde;o fossem nocivos e n&atilde;o induzissem rejei&ccedil;&atilde;o. At&eacute; meados da I Guerra Mundial, apesar de avan&ccedil;os consider&aacute;veis na ci&ecirc;ncia dos biomateriais, nenhum dos materiais aplicados apresentava biocompatibilidade com o hospedeiro. Os maiores avan&ccedil;os nesse campo ocorreram ap&oacute;s a II Guerra Mundial, com importante papel da Odontologia, principalmente ap&oacute;s o advento da osseointegra&ccedil;&atilde;o, conceito introduzido por pesquisadores liderados pelo m&eacute;dico ortopedista sueco Per-Ingvar Br&aring;nemark.<sup>4</sup> Com isso, as pesquisas passaram a se concentrar em materiais que visam acelerar a osseointegra&ccedil;&atilde;o, ou seja, diminuir o tempo necess&aacute;rio para a aposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ci&ecirc;ncia dos biomateriais tem apresentado grande evolu&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as ao desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico multidisciplinar de diversas &aacute;reas como Medicina, Odontologia, Biologia, Engenharia, F&iacute;sica e Qu&iacute;mica. No decorrer das &uacute;ltimas d&eacute;cadas observa-se um significante aumento na utiliza&ccedil;&atilde;o dos biomateriais, justificado pelo aumento da expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, ao elevado &iacute;ndice de traumas e doen&ccedil;as que demandam a necessidade de se realizar tratamentos cada vez mais eficazes.<sup>1,5</sup> Isso tudo est&aacute; aliado a grande concorr&ecirc;ncia entre as corpora&ccedil;&otilde;es industriais de inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, principalmente no campo da nanotecnologia, a qual tem promovido r&aacute;pido progresso na &aacute;rea de biomateriais, proporcionando o desenvolvimento de novos materiais e dispositivos para aplica&ccedil;&otilde;es biom&eacute;dicas, al&eacute;m de maior conhecimento sobre a intera&ccedil;&atilde;o entre biomateriais e tecidos biol&oacute;gicos.<sup>5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 1. Classifica&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os biomateriais podem ser classificados de acordo com a sua origem, sendo biol&oacute;gicos (aut&oacute;genos &ndash; paciente; al&oacute;genos &ndash; doador; ou xen&oacute;genos - animal) ou sint&eacute;ticos/alopl&aacute;sticos (metais, cer&acirc;micos e pol&iacute;meros), ou atrav&eacute;s da resposta induzida ao meio biol&oacute;gico (bioinertes, bioabsorv&iacute;veis e bioativos). Os materiais bioativos possuem a capacidade de interagir intimamente com o tecido biol&oacute;gico (bioades&atilde;o), diferentemente dos materiais bioinertes e bioabsorv&iacute;veis, onde a resposta induzida por esses materiais se d&aacute; por meio da forma&ccedil;&atilde;o de uma camada de tecido fibroso entre o material e o tecido biol&oacute;gico, impossibilitando assim, a intera&ccedil;&atilde;o direta entre material e tecido, o que poder&aacute; acarretar em instabilidades e falhas.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A evolu&ccedil;&atilde;o dos biomateriais &eacute; caracterizada por tr&ecirc;s diferentes gera&ccedil;&otilde;es. A primeira gera&ccedil;&atilde;o corresponde aos materiais bioinertes, cujo foco &eacute; o de n&atilde;o provocar rea&ccedil;&atilde;o de corpo estranho no organismo. J&aacute; a segunda gera&ccedil;&atilde;o engloba os materiais bioativos e biodegrad&aacute;veis e a terceira gera&ccedil;&atilde;o os materiais respons&aacute;veis por estimular respostas celulares em n&iacute;veis moleculares (biomim&eacute;tica e engenharia tecidual). &Eacute; importante ter em mente que essas gera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o interpretadas de forma conceitual e n&atilde;o cronol&oacute;gica, uma vez que cada uma delas representa evolu&ccedil;&atilde;o nas propriedades dos materiais, ou seja, os biomateriais desenvolvidos atualmente n&atilde;o necessariamente pertencem a terceira gera&ccedil;&atilde;o.<sup>6</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2. Biomateriais na Odontologia</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Odontologia, novos produtos s&atilde;o lan&ccedil;ados constantemente no mercado. Tais produtos s&atilde;o utilizados em &iacute;ntimo contato com tecidos biol&oacute;gicos como polpa, dentina, tecido periodontal e osso alveolar. Dessa forma, os biomateriais devem ser utilizados com cautela. Sua indica&ccedil;&atilde;o nas diversas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas deve ser sempre bem avaliada, levando em considera&ccedil;&atilde;o crit&eacute;rios cl&iacute;nicos e &eacute;ticos quanto aos riscos e benef&iacute;cios do tratamento. Para isso, h&aacute; a necessidade de o Cirurgi&atilde;o-Dentista conhecer as caracter&iacute;sticas e propriedades dos biomateriais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ci&ecirc;ncia dos materiais dent&aacute;rios visa pesquisar e desenvolver biomateriais sint&eacute;ticos a serem empregados na cavidade bucal. A utiliza&ccedil;&atilde;o de biomateriais sint&eacute;ticos, ao inv&eacute;s dos naturais, apresenta algumas vantagens, tais como: evitar a coleta de materiais aut&oacute;genos ou o uso de materiais al&oacute;genos a partir de um banco de tecidos; redu&ccedil;&atilde;o de tempo cl&iacute;nico no tratamento; diminui&ccedil;&atilde;o da extens&atilde;o da ferida cir&uacute;rgica, evitando complica&ccedil;&otilde;es como danos nos nervos e vasos sangu&iacute;neos, forma&ccedil;&atilde;o de hematoma ou desenvolvimento de um processo inflamat&oacute;rio, proporcionando maior conforto para o paciente; e o fato dos materiais sint&eacute;ticos serem sintetizados sob condi&ccedil;&otilde;es controladas, sendo suas composi&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas e propriedades f&iacute;sicas e qu&iacute;micas conhecidas, al&eacute;m de estarem dispon&iacute;veis em qualquer tempo e quantidade.<sup>7,8</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, especial aten&ccedil;&atilde;o tem sido dada &agrave; pesquisa e s&iacute;ntese de novos biomateriais sint&eacute;ticos. Atualmente, tr&ecirc;s tipos de biomateriais s&atilde;o comumente utilizados em aplica&ccedil;&otilde;es na Odontologia: metais, pol&iacute;meros e cer&acirc;micas (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). Estes biomateriais podem ser classificados de acordo com suas propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas e mec&acirc;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2.1. Metais</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os biomateriais met&aacute;licos s&atilde;o considerados os menos biocompat&iacute;veis de todos os biomateriais sint&eacute;ticos.<sup>9</sup> Poucos materiais met&aacute;licos utilizados na ind&uacute;stria s&atilde;o biocompat&iacute;veis e poss&iacute;veis de serem usados no corpo humano.<sup>10</sup> Eles s&atilde;o propensos a apresentar corros&atilde;o em meio fisiol&oacute;gico. Mesmo se utilizando metais mais resistentes &agrave; corros&atilde;o, como o a&ccedil;o inoxid&aacute;vel e as ligas de cobalto- cromo e de tit&acirc;nio, ainda assim esses materiais s&atilde;o corro&iacute;dos. Assim, devido &agrave; corros&atilde;o, poss&iacute;veis efeitos sist&ecirc;micos dos produtos de degrada&ccedil;&atilde;o dessas ligas met&aacute;licas devem ser considerados. Outras desvantagens das ligas met&aacute;licas s&atilde;o suas altas densidades e elevados m&oacute;dulos de elasticidade, quando comparados com os dentes e outros tecidos da cavidade bucal. Entretanto, embora os biomateriais met&aacute;licos apresentem esses inconvenientes, eles possuem propriedades mec&acirc;nicas superiores aos outros biomateriais,<sup>9</sup> como a capacidade em suportar estresse sob tens&atilde;o, podendo certas ligas atingir valores muito elevados, apresentando dessa forma natureza din&acirc;mica.<sup>10</sup> Por isso, biomateriais met&aacute;licos resistentes o suficiente para suportar altas cargas sem fraturar por fadiga s&atilde;o amplamente utilizados para reconstru&ccedil;&otilde;es parciais ou totais de dentes e outras estruturas &oacute;sseas da cavidade bucal.<sup>10</sup> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v67n4/a03tab01.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em raz&atilde;o das propriedades mec&acirc;nicas, da resist&ecirc;ncia &agrave; corros&atilde;o e da biocompatibilidade, o tit&acirc;nio puro e suas ligas figuram hoje entre os biomateriais met&aacute;licos mais utilizado na Odontologia,<sup>11</sup> sejam nos implantes osseointegrados ou em estruturas met&aacute;licas de pr&oacute;tese sobre implantes, eliminando, dessa forma, poss&iacute;veis efeitos biol&oacute;gicos adversos entre as diferentes ligas met&aacute;licas empregadas nas mais diversas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas.<sup>12</sup> Dentre as propriedades favor&aacute;veis intr&iacute;nsecas ao tit&acirc;nio, pode-se citar seu baixo peso espec&iacute;fico, que o torna um material muito mais leve que as ligas met&aacute;licas usuais; sua boa rela&ccedil;&atilde;o entre peso e resist&ecirc;ncia mec&acirc;nica, oferecendo assim a possibilidade de fabrica&ccedil;&atilde;o de materiais leves e ao mesmo tempo resistentes; seu m&oacute;dulo de elasticidade mais pr&oacute;ximo ao do osso que o de outros biomateriais met&aacute;licos, permitindo melhor distribui&ccedil;&atilde;o das cargas mastigat&oacute;rias; e sua excelente biocompatibilidade, al&eacute;m de elevada resist&ecirc;ncia &agrave; corros&atilde;o.<sup>10,13</sup> A despeito da exist&ecirc;ncia de v&aacute;rios tipos e marcas de biomateriais &agrave; base de tit&acirc;nio para uso na Odontologia, diversos estudos in vitro e in vivo mostram maior forma&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo ao redor de quaisquer implantes feitos de tit&acirc;nio em contraste a fixa&ccedil;&otilde;es feitas por outros materiais met&aacute;licos, favorecendo assim a osseointegra&ccedil;&atilde;o e refor&ccedil;ando a ideia de que os implantes de tit&acirc;nio possuem maior capacidade de interagir com os tecidos biol&oacute;gicos do hospedeiro do que implantes fabricados a partir de outros materiais.<sup>14,15</sup> Deve-se levar em considera&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas superficiais dos implantes de tit&acirc;nio no processo de osseointegra&ccedil;&atilde;o, pois o contato inicial dos fluidos corp&oacute;reos com o biomaterial se d&aacute; por meio de sua superf&iacute;cie, onde ir&atilde;o ocorrer as intera&ccedil;&otilde;es moleculares que desencadeiam uma gama de rea&ccedil;&otilde;es entre o biomaterial, os fluidos e as c&eacute;lulas teciduais, respons&aacute;veis pelo crescimento de tecido &oacute;sseo ao longo da superf&iacute;cie do implante.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2.2. Pol&iacute;meros</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os biomateriais polim&eacute;ricos sint&eacute;ticos foram utilizados pela primeira vez na Odontologia no s&eacute;culo 19, quando a guta-percha, material derivado do l&aacute;tex, foi utilizada como material de moldagem. Ainda hoje, a guta-percha &eacute; um material de extrema relev&acirc;ncia cl&iacute;nica, com ampla utiliza&ccedil;&atilde;o nos tratamentos endod&ocirc;nticos.<sup>16</sup> O primeiro pol&iacute;mero r&iacute;gido introduzido na Odontologia foi o polimetil metacrilato (PMMA), o qual vem sendo utilizado desde 1930 para as mais diversas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, principalmente a confec&ccedil;&atilde;o de dentes e pr&oacute;teses artificiais, al&eacute;m de aparelhos ortod&ocirc;nticos. Em 1963, foi desenvolvida a mol&eacute;cula de Bis-GMA (Bisfenol Glicidil Metacrilato)<sup>17</sup>, um importante passo no desenvolvimento dos biomateriais polim&eacute;ricos, visto que, at&eacute; hoje, o Bis-GMA e v&aacute;rias outras mol&eacute;culas continuam sendo desenvolvidas e estudadas para serem empregadas na Odontologia Restauradora. Atualmente, grande parte das pesquisas continuam focadas na s&iacute;ntese de novos mon&ocirc;meros resinosos para fabrica&ccedil;&atilde;o de adesivos dentin&aacute;rios que formem pol&iacute;meros cada vez mais est&aacute;veis no que diz respeito &agrave; uni&atilde;o dente-restaura&ccedil;&atilde;o.<sup>18-20</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pol&iacute;meros abrangem uma variedade imensa de materiais odontol&oacute;gicos, que v&atilde;o desde os materiais de moldagem at&eacute; os materiais utilizados em cirurgias, como fios de sutura ou biomateriais &agrave; base de silicone usados nos procedimentos de reconstru&ccedil;&atilde;o facial.<sup>16</sup> Devido a baixa densidade, os pol&iacute;meros s&atilde;o adequados para substitui&ccedil;&atilde;o de tecidos moles da cavidade bucal. Entretanto, eles n&atilde;o devem ser t&oacute;xicos ou apresentar res&iacute;duos monom&eacute;ricos. As principais caracter&iacute;sticas desses pol&iacute;meros s&atilde;o a alta ductilidade, boa compatibilidade e resili&ecirc;ncia, al&eacute;m de n&atilde;o serem suscept&iacute;veis ao processo corrosivo. Baixas resist&ecirc;ncias mec&acirc;nicas inerentes a esses materiais podem ser melhoradas refor&ccedil;ando-os com fibras de carbono.<sup>16</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um pol&iacute;mero muito utilizado em cirurgias faciais &eacute; o polietileno poroso, que possui uma estrutura linear da cadeia de carbono e serve como pol&iacute;mero base para outros materiais, tais como o polipropileno e o politetrafluoretileno.<sup>21</sup> O polietileno poroso n&atilde;o sofre degrada&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o reabsorve significativamente, al&eacute;m de apresentar a vantagem de permitir o crescimento vascular e de tecido mole e &oacute;sseo.<sup>22</sup> H&aacute; tamb&eacute;m os pol&iacute;meros reabsorv&iacute;veis, que podem ser utilizados nas cirurgias de fixa&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea como alternativa ao tit&acirc;nio e suas ligas. Esses pol&iacute;meros geralmente s&atilde;o formados por copol&iacute;meros, compostos por subst&acirc;ncias como o &aacute;cido poli-L-l&aacute;tico (PLLA) e o &aacute;cido poliglig&oacute;lico (PGA).<sup>23</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2.3. Cer&acirc;micos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Biocer&acirc;micas s&atilde;o definidas como biomateriais s&oacute;lidos inorg&acirc;nicos e inertes constitu&iacute;dos por uma ou mais fases cristalinas ou amorfas. Elas se destacam dos biomateriais met&aacute;licos e polim&eacute;ricos por apresentarem maior estabilidade qu&iacute;mica superficial. As cer&acirc;micas compostas de alumina, zirc&ocirc;nia, leucita, entre outras, s&atilde;o exemplos de biocer&acirc;micas utilizadas na confec&ccedil;&atilde;o de coroas unit&aacute;rias, pr&oacute;teses fixas, inlays, onlays e facetas est&eacute;ticas. S&atilde;o materiais est&aacute;veis a altas temperaturas e possuem resist&ecirc;ncia &agrave; corros&atilde;o e fraturas, baixo coeficiente de fric&ccedil;&atilde;o, grande resist&ecirc;ncia ao desgaste e dureza.<sup>24</sup> Entretanto, esses materiais n&atilde;o possuem a mesma efici&ecirc;ncia na integra&ccedil;&atilde;o com o tecido &oacute;sseo que os fosfatos biocer&acirc;micos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, as biocer&acirc;micas de fosfato de c&aacute;lcio s&atilde;o os principais materiais pesquisados e utilizados na formula&ccedil;&atilde;o de biomateriais empregados em casos cl&iacute;nicos onde h&aacute; a necessidade de neoforma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. E isso &eacute; justificado pelo fato dos fosfatos de c&aacute;lcio possuirem caracter&iacute;sticas mineral&oacute;gicas semelhantes &agrave; estrutura dental e tecidos &oacute;sseos. Al&eacute;m disso, s&atilde;o materiais que apresentam excelente biocompatibilidade, bioatividade e variadas taxas de dissolu&ccedil;&atilde;o e adsor&ccedil;&atilde;o, que s&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias aos processos de osteoindu&ccedil;&atilde;o e osseointegra&ccedil;&atilde;o.<sup>25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem fosfatos de c&aacute;lcio em diversas fases cristalinas que s&atilde;o obtidos por diferentes m&eacute;todos de fabrica&ccedil;&atilde;o e utilizados posteriormente na composi&ccedil;&atilde;o de cimentos odontol&oacute;gicos (cimentos de fosfato de c&aacute;lcio). Uma forma de se classificar os fosfatos de c&aacute;lcio &eacute; por meio da raz&atilde;o molar entre os &aacute;tomos de c&aacute;lcio e f&oacute;sforo (rela&ccedil;&atilde;o Ca/P). A <a href="#tab02">Tabela 2</a> mostra algumas fases cristalinas e composi&ccedil;&otilde;es de fosfatos de c&aacute;lcio, representados por suas respectivas raz&otilde;es molares.<sup>26</sup> (Ver <a href="#tab02">tabela 2</a> ) </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas pesquisas in vivo que utilizaram diferentes metodologias e composi&ccedil;&otilde;es de biocer&acirc;micas avaliaram a forma&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo e da osseointegra&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do tempo de aplica&ccedil;&atilde;o do material.<sup>27</sup> Os resultados colocam em evid&ecirc;ncia duas diferentes biocer&acirc;micas e que s&atilde;o at&eacute; hoje os fosfatos de c&aacute;lcio mais conhecidos e estudados: hidroxiapatita (HA) e fosfato tric&aacute;lcico (TCP). Estes biomateriais s&atilde;o naturalmente bioativos e apresentam excelente biocompatibilidade, bioatividade, diferentes taxas de dissolu&ccedil;&atilde;o, aus&ecirc;ncia de toxicidade e osteocondutividade (indicam o caminho para o crescimento &oacute;sseo), favorecendo dessa forma a osteoindu&ccedil;&atilde;o, osseointegra&ccedil;&atilde;o e a neoforma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea quando colocados em meio biol&oacute;gico.<sup>1</sup> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v67n4/a03tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2.3.1. Hidroxiapatita (HA)</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O termo apatita tem origem na palavra grega "apato", que significa engano, pois esse biomaterial era frequentemente confundido com outros minerais. A HA pode ser encontrada em estruturas &oacute;sseas, sendo o principal constituinte do esmalte dent&aacute;rio. Al&eacute;m da forma natural, v&aacute;rios tipos de HA podem ser sintetizadas por diferentes m&eacute;todos de fabrica&ccedil;&atilde;o, sendo a mais pesquisada e utilizada na odontologia a HA estequiom&eacute;trica na composi&ccedil;&atilde;o Ca10(PO4)6(OH)2. A forma sint&eacute;tica da HA apresenta similaridade qu&iacute;mica e cristalogr&aacute;fica; entretanto, n&atilde;o id&ecirc;ntica &agrave; HA natural. Pode-se encontrar a HA em duas formas: densa, sendo inteiramente sint&eacute;tica, sem poros e fabricadas a partir de blocos ou gr&atilde;os; porosa, podendo ser produzida sinteticamente ou por meio de esqueletos de corais marinhos.<sup>8</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com promissoras aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, a HA tem sido produzida e utilizada clinicamente desde o in&iacute;cio dos anos 80 como biomaterial na reconstitui&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo e em revestimento de substratos met&aacute;licos. &Eacute; um material que apresenta ades&atilde;o ao tecido dental, aus&ecirc;ncia de toxicidade local e sist&ecirc;mica, aus&ecirc;ncia de respostas inflamat&oacute;rias e excelentes propriedades de biocompatibilidade e osteocondutividade, permitindo a prolifera&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas &oacute;sseas, como fibroblastos e osteoblastos.<sup>25</sup> Entretanto, a HA possui um baixo &iacute;ndice de bioatividade e lenta taxa de degrada&ccedil;&atilde;o, fatores que s&atilde;o limitantes para sua utiliza&ccedil;&atilde;o, uma vez que a reabsor&ccedil;&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica desejada para os biomateriais, j&aacute; que o processo de degrada&ccedil;&atilde;o ocorre concomitantemente a reposi&ccedil;&atilde;o do osso em forma&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Odontologia, al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o da HA em procedimentos cir&uacute;rgicos onde h&aacute; a necessidade de repara&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, muitas pesquisas v&ecirc;m adicionando a HA na composi&ccedil;&atilde;o de cimentos endod&ocirc;nticos na tentativa de melhorar as propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas desses materiais.<sup>28</sup> Comercialmente, a HA sint&eacute;tica pode ser encontrada como componente principal em alguns cimentos endod&ocirc;nticos como Bioseal (Ogna Laboratori Farmaceutici, Muggi&ograve;, It&aacute;lia) e Apatite Root Sealer I, II e III (Dentsply-Sankin, T&oacute;quio, Jap&atilde;o). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2.3.2. Fosfato tric&aacute;lcico (TCP)</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TCP &eacute; um biomaterial de f&aacute;cil dissolu&ccedil;&atilde;o em meio biol&oacute;gico, uma vez que ele n&atilde;o &eacute; est&aacute;vel em solu&ccedil;&atilde;o aquosa ou na presen&ccedil;a de umidade. Sua capacidade de dissolu&ccedil;&atilde;o e adsor&ccedil;&atilde;o nos tecidos biol&oacute;gicos chega a ser 12 vezes maior que a HA. Naturalmente, encontramos TCP em calcifica&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas, como c&aacute;lculos dent&aacute;rios e urin&aacute;rios, al&eacute;m de ser o principal constituinte inorg&acirc;nico nas les&otilde;es de c&aacute;rie dent&aacute;ria.<sup>1</sup> Sinteticamente, esse tipo de fosfato pode ser encontrado nas formas de p&oacute; (gr&acirc;nulos microporosos) e gel, sendo a forma de p&oacute; a mais utilizada na Odontologia por favorecer a microporosidade entre os gr&acirc;nulos, estimulando a prolifera&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas osteogenitoras e contribuindo, dessa forma, com os processos de osteoindu&ccedil;&atilde;o, osseointegra&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de novo tecido &oacute;sseo. Devido ao seu comportamento biodegrad&aacute;vel, o TCP nas formas alotr&oacute;picas &alpha; e &beta; tem se tornado objeto de interesse na &aacute;rea de biomateriais, sendo utilizado na Odontologia como material de preenchimento em cavidades, regi&otilde;es com defeitos &oacute;sseos e fixa&ccedil;&atilde;o de tecidos moles.<sup>1,25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2.3.3. Agregado de tri&oacute;xido mineral (MTA)</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro biomaterial cer&acirc;mico com grande destaque nas pesquisas cient&iacute;ficas e de ampla utiliza&ccedil;&atilde;o na Odontologia &eacute; o MTA. Cimentos &agrave; base de MTA s&atilde;o materiais bioativos e biocompat&iacute;veis que tomam presa em contato com a &aacute;gua, sangue ou outros fluidos, formando hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio. O hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio eleva o pH do meio promovendo a ativa&ccedil;&atilde;o da fosfatase alcalina e, consequentemente, iniciando o processo de mineraliza&ccedil;&atilde;o. E mais, em contato com fluidos teciduais esse hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio se dissocia em &iacute;ons c&aacute;lcio e hidroxila.<sup>28</sup> Os &iacute;ons c&aacute;lcio, quando em contato com o tecido conjuntivo, determinam uma &aacute;rea de necrose formando o di&oacute;xido de carbono. Este, junto com o hidr&oacute;xido de c&aacute;lcio, formam cristais de calcita (carbonato de c&aacute;lcio) que servem de n&uacute;cleo de calcifica&ccedil;&atilde;o. A alcalinidade do meio estimula o tecido conjuntivo a secretar uma glicoprote&iacute;na, chamada fibronectina, que, juntamente com os cristais de calcita, estimulam a forma&ccedil;&atilde;o de col&aacute;geno tipo I, o qual, com o c&aacute;lcio, induz a mineraliza&ccedil;&atilde;o.<sup>29</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura nos mostra diversos estudos avaliando as propriedades f&iacute;sico-qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas de materiais &agrave; base de MTA, principalmente cimentos endod&ocirc;nticos experimentais e comerciais (MTA Fillapex, Angelus, Londrina, Brasil).<sup>30</sup> Entretanto, o emprego de MTA na composi&ccedil;&atilde;o desses cimentos, principalmente quando utilizados nos procedimentos de retro-obtura&ccedil;&atilde;o, trazem algumas limita&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas por apresentarem dif&iacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o e longo tempo de presa. Mas, a composi&ccedil;&atilde;o dos cimentos &agrave; base de MTA pode ser modificada com o intuito de melhorar suas propriedades biol&oacute;gicas e f&iacute;sico-qu&iacute;micas. Alguns estudos mostram que a adi&ccedil;&atilde;o de outras fontes de c&aacute;lcio na composi&ccedil;&atilde;o de cimentos &agrave; base de MTA pode reduzir o tempo de presa e induzir a forma&ccedil;&atilde;o de apatita.<sup>28</sup></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o de biomateriais na Odontologia ocorre em escala cada vez mais ampla. Diversas pesquisas t&ecirc;m demonstrado a s&iacute;ntese de novos biomateriais aplicados em todas as &aacute;reas da Odontologia com promissores resultados. O uso dos biomateriais clinicamente deve passar essencialmente por an&aacute;lises em todo seu percurso de avalia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica englobando, desde os ensaios laboratoriais in vitro, at&eacute; os estudos cl&iacute;nicos longitudinais in vivo. Dessa forma, o desenvolvimento de biocer&acirc;micas e de pr&oacute;teses constitu&iacute;das por esses materiais deve ocorrer sob as mesmas condi&ccedil;&otilde;es de interdisciplinaridade que determinam o desenvolvimento de qualquer outro material odontol&oacute;gico. Al&eacute;m disso, h&aacute; a necessidade do conhecimento de todas as propriedades aqui citadas por parte do Cirurgi&atilde;o-Dentista, para que exista uma discuss&atilde;o cr&iacute;tica sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o dos biomateriais, evitando ficar somente com as informa&ccedil;&otilde;es comerciais, que muitas vezes s&atilde;o incompletas e superficiais. A oportunidade de se discutir a utiliza&ccedil;&atilde;o dos biomateriais na Odontologia, por meio da ci&ecirc;ncia dos materiais dent&aacute;rios, amplia o conhecimento deste tema para os pro&#64257;ssionais e pesquisadores. A diversidade de aplica&ccedil;&otilde;es dos biomateriais, assim como suas diferen&ccedil;as qu&iacute;micas, f&iacute;sicas, biol&oacute;gicas e morfol&oacute;gicas, faz da pesquisa nesta &aacute;rea do conhecimento um trabalho com caracter&iacute;sticas eminentemente interdisciplinares. Dentro deste contexto, os profissionais da &aacute;rea de Engenharia de Materiais podem contribuir de forma significativa para a evolu&ccedil;&atilde;o desta &aacute;rea e para o aumento do leque de sua aplicabilidade, por meio do desenvolvimento de novos e eficazes biomateriais e tamb&eacute;m na elucida&ccedil;&atilde;o dos mecanismos que governam a regenera&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Guastaldi AC, Aparecida AH. Fosfatos de c&aacute;lcio de interesse biol&oacute;gico: import&acirc;ncia como biomateriais, propriedades e m&eacute;todos de obten&ccedil;&atilde;o de recobrimentos. Quim Nova 2010;33(6):1352-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412284&pid=S0004-5276201300040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Silver F, Doillon C. Interactions of biological and implantable materials. 1st ed. New Jersey: John Wiley &amp; Sons Inc; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412286&pid=S0004-5276201300040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ratner BD, Bryant SJ. Biomaterials: where we have been and where we are going. Annu Rev Biomed Eng 2004;6:47-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412288&pid=S0004-5276201300040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Br&aring;nemark PI. Osseointegration and its experimental background. J Prosthet Dent 1983;50:399-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412290&pid=S0004-5276201300040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Camargo NHA, Delima SA, Aguiar JF, Gemelli E, Tomiyama M. Synthesis and characterization of nanostructures calcium phosphates powders and calcium phosphates/Al2O3-&alpha; nanocomposites. JAM 2009;41(3):33-43. </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Hench L, Polak J. Third generation biomedical materials. Science 2002:295(5557), 1014-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412293&pid=S0004-5276201300040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Rogers GF, Greene AK. Autogenous bone graft: basic science and clinical implications. J Craniofac Surg 2012;23(1):323-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412295&pid=S0004-5276201300040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Aitasalo KM, Peltola MJ. Bioactive glass hydroxyapatite in fronto-orbital defect reconstruction. Plast Reconstr Surg 2007;120(7):1963-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412297&pid=S0004-5276201300040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lima PM. Caracteriza&ccedil;&atilde;o de revestimentos de hidroxiapatita depositados por aspers&atilde;o t&eacute;rmica a plasma sobre a liga Ti-13Nb-13Zr para aplica&ccedil;&atilde;o em implantes dent&aacute;rios &#91;Tese de Doutorado&#93;. Campinas: Faculdade de Engenharia Mec&acirc;nica; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412299&pid=S0004-5276201300040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Davis JR. Handbook of materials for medical devices. 1st ed. Ohio: ASM International; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412301&pid=S0004-5276201300040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Suba C, Velich N, Turi C, Szab&oacute; G. Surface analysis methods of biomaterials used in oral surgery: literature review. J Craniofac Surg 2005;16(1):31-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412303&pid=S0004-5276201300040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Cecconi BT, Koeppen RG, Phoenix RD, Cecconi ML. Casting titanium partial denture frameworks: a radiographic evaluation. J Prosthet Dent 2002;87(3):277- 80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412305&pid=S0004-5276201300040000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Massar C. Comparative investigation of the surface properties of commercial titanium dental implants. Part I: chemical composition. J Mater Sci Mater Med 2002; 13(6):535-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412307&pid=S0004-5276201300040000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Lausmaa J. Surface Spectroscopic characterization of titanum implant materials. J. Electron Spectrosc Relat Phenom 1996;81(3):343-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412309&pid=S0004-5276201300040000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Thomsen P, Larsson C, Ericson LE, Sennerby L, Lausmaa J, Kasemo B. Structure of the interface between rabbit cortica bone and implants of gold, zirconium and titanium. J Mater Sci Mater Med 1997;8(11):653-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412311&pid=S0004-5276201300040000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Bhaduri SB, Bhaduri S. Biomaterials for dental apliccations. In: Narayan R. Biomedical Materials. 1st ed. New York, Springer, 2009:295-326 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412313&pid=S0004-5276201300040000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Bowen Rl. Properties of a silica-reinforced polymer for dental restorations. J Am Dent Assoc 1963;66:57-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412314&pid=S0004-5276201300040000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Epasinghe DJ, Yiu CK, Burrow MF, Tay FR, King NM. Effect of proanthocyanidin incorporation into dental adhesive resin on resin-dentine bond strength. J Dent 2012;40(3):173-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412316&pid=S0004-5276201300040000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Yiu CK, Hiraishi N, Tay FR, King NM. Effect of chlorhexidine incorporation into dental adhesive resin on durability of resin-dentin bond. J Adhes Dent 2012;14(4):355-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412318&pid=S0004-5276201300040000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Leal FB, Lima GS, Collares FM, Samuel SM, Petzhold CL, Piva E, et al. Iodonium salt improves the dentin bonding performance in an experimental dental adhesive resin. Int J Adhes Adhes 2012;38:1-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412320&pid=S0004-5276201300040000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Rah DK. Art of replacing craniofacial bone defects. Yonsei Med J 2000;41(6):756-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412322&pid=S0004-5276201300040000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Maia M, Klein ES, Monje TV, Pagliosa C. Reconstru&ccedil;&atilde;o da estrutura facial por biomateriais: revis&atilde;o de literatura. Rev Bras Cir Pl&aacute;st 2010;25(3):566-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412324&pid=S0004-5276201300040000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Burstein FD. Resorbable distraction of the mandible: technical evolution and clinical experience. J Craniofac Surg 2008;19(3):637-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412326&pid=S0004-5276201300040000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Anusavice KJ. Phillips - Materiais Dent&aacute;rios. 11&ordf; ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412328&pid=S0004-5276201300040000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Best SM, Porter AE, Thian ES, Huang JJ. Bioceramics: past, present and for the future. Eur Ceram Soc 2008;28(7):1319-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412330&pid=S0004-5276201300040000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Aoki H. Science and medical applications of hydroxyapatite. 1st ed. Tokio: JAAS; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412332&pid=S0004-5276201300040000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Levandowski-JR N. Biocer&acirc;micas nanoestruturadas para aumento &oacute;sseo guiado: um estudo comparativo in vivo. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia de Santo Amaro; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412334&pid=S0004-5276201300040000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Gandolfi MG, Iacono F, Agee K, Siboni F, Tay F, Pashley DH, et al. Setting time and expansion in different soaking media of experimental accelerated calcium-silicate cements and ProRoot MTA. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009;108:39-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412336&pid=S0004-5276201300040000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Yaltirik M, Ozbas H, Bilgic B, Issever H. Reactions of connective tissue to mineral trioxide aggregate and amalgam. J Endod 2004;30(2):95-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412338&pid=S0004-5276201300040000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Vitti RP, Prati C, Silva EJ, Sinhoreti MAC, Zanchi CH, Souza e Silva MG, et al. Physical Properties of MTA Fillapex Sealer. J Endod 2013; 39(7):915-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=412340&pid=S0004-5276201300040000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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