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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Potencial osteoindutor de blocos de osso alógeno humano in vitro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The allogenic bone has several comparative advantages in relation to autograft bone, but its use is relatively recent and surrounded by uncertainties regarding the biological/immunological behavior and effectiveness as a biomaterial. Some authors consider the material strictly osteoconductive, while others believe that the material can also possess osteoinductive activity. Thus, we evaluated the osteoinductive potential of allograft bone by analyzing the effects of protein extracts from allograft blocks using human pre-osteoblastic cells. The protein extract from allograft block was incubated in cultures of pre-osteoblast cells in order to verify the cell proliferation potential. Moreover, it was employed the RT-qPCR, Alizarin and Von Kossa staining to evaluate the bone metabolism, as well as, the potential induction of calcium and phosphate nodule formation. Finally, it was quantified the morphogenetic protein BMP-2. It was possible to observe in the experimental group, an increase in the cell proliferation and cellular metabolism, as well as, a significant increase in the formation of nodules of calcium and phosphate in comparison to control group. It was possible to detect amounts of BMP-2 in six of nine total samples tested. It was possible to conclude that the mineralized allografts blocks have in vitro osteoinductive activity on osteoblastic cells.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Potencial osteoindutor de blocos de osso al&oacute;geno humano in vitro</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Osteoinductive potential of allogeneic human bone blocks in vitro</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alex Paulo S&eacute;rvio de Sousa <sup>I</sup>; Elizabeth Ferreira Martinez<sup> II</sup>;  Marcelo Henrique Napimoga <sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;o-Dentista - Mestre em Implantodontia pela Faculdade S&atilde;o Leopoldo    <br>   <sup>II</sup> Doutora em Biologia Celular - Docente da Faculdade S&atilde;o Leopoldo Mandic    <br>   <sup>III</sup> Doutor - Coordenador de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Faculdade S&atilde;o Leopoldo Mandic</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O enxerto al&oacute;geno apresenta diversas vantagens em rela&ccedil;&atilde;o ao enxerto aut&oacute;geno, por&eacute;m sua utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; relativamente recente e cercada de incertezas em rela&ccedil;&atilde;o ao seu comportamento biol&oacute;gico/imunol&oacute;gico e efic&aacute;cia como biomaterial. Alguns autores consideram-no estritamente osteocondutor, enquanto outros acreditam que ele pode ser osteoindutor. O objetivo deste trabalho foi estudar o potencial osteoindutor do osso al&oacute;geno analisando os efeitos dos extratos proteicos provenientes de blocos de aloenxerto sobre c&eacute;lulas pr&eacute;-osteobl&aacute;sticas humanas. As prote&iacute;nas extra&iacute;das dos blocos &oacute;sseos foram incubadas em culturas de c&eacute;lulas pr&eacute;-osteobl&aacute;sticas, a fim de verificar o potencial de indu&ccedil;&atilde;o de prolifera&ccedil;&atilde;o celular. Foram utilizados os m&eacute;todos do RT-qPCR, Vermelho de Alizarina e Von Kossa para avaliar o metabolismo das c&eacute;lulas &oacute;sseas e a forma&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos minerais contendo c&aacute;lcio e fosfato, respectivamente. Tamb&eacute;m foi pesquisado se havia nos blocos &oacute;sseos a prote&iacute;na morfogen&eacute;tica BMP-2. Foi poss&iacute;vel observar, nos grupos experimentais, aumento na prolifera&ccedil;&atilde;o celular, do metabolismo das c&eacute;lulas &oacute;sseas e da produ&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos de c&aacute;lcio e fosfato, em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo controle. Foi poss&iacute;vel detectar a presen&ccedil;a de BMP-2 em seis dos nove blocos &oacute;sseos. Conclui-se que os blocos de aloenxerto mineralizado possuem prote&iacute;nas com potencial osteoindutor quando testado seu comportamento in vitro em c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>transplante hom&oacute;logo; osteoblastos; osso e ossos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The allogenic bone has several comparative advantages in relation to autograft bone, but its use is relatively recent and surrounded by uncertainties regarding the biological/immunological behavior and effectiveness as a biomaterial. Some authors consider the material strictly osteoconductive, while others believe that the material can also possess osteoinductive activity. Thus, we evaluated the osteoinductive potential of allograft bone by analyzing the effects of protein extracts from allograft blocks using human pre-osteoblastic cells. The protein extract from allograft block was incubated in cultures of pre-osteoblast cells in order to verify the cell proliferation potential. Moreover, it was employed the RT-qPCR, Alizarin and Von Kossa staining to evaluate the bone metabolism, as well as, the potential induction of calcium and phosphate nodule formation. Finally, it was quantified the morphogenetic protein BMP-2. It was possible to observe in the experimental group, an increase in the cell proliferation and cellular metabolism, as well as, a significant increase in the formation of nodules of calcium and phosphate in comparison to control group. It was possible to detect amounts of BMP-2 in six of nine total samples tested. It was possible to conclude that the mineralized allografts blocks have in vitro osteoinductive activity on osteoblastic cells.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>bone transplantation; osteoblasts; bone and bones</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia cl&iacute;nica do presente estudo est&aacute; no conhecimento acerca das caracter&iacute;sticas do osso al&oacute;geno como material de enxerto. Chegamos &agrave; conclus&atilde;o de que o material &eacute; potencialmente osteoindutor, al&eacute;m de osteocondutor. Assim pode-se inferir que o osso al&oacute;geno deve ser considerado uma boa alternativa ao osso aut&oacute;geno para enxertias em blocos - situa&ccedil;&otilde;es que exigem uma maior capacidade do material de integrar-se biologicamente ao leito receptor. Al&eacute;m disso, os resultados aqui apresentados ajudam na compreens&atilde;o de que o osso al&oacute;geno &eacute; um material biologicamente vi&aacute;vel e apresenta-se como uma valiosa op&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica nos procedimentos reconstrutivos &oacute;sseos. No entanto, cabe a ressalva de que o osso al&oacute;geno pode desencadear uma resposta imunol&oacute;gica no indiv&iacute;duo receptor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os enxertos &oacute;sseos reconstrutivos pr&eacute;vios &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de implantes dentais foram desenvolvidos, inicialmente, tendo como material de elei&ccedil;&atilde;o o osso aut&oacute;geno, ou seja, a reposi&ccedil;&atilde;o do tecido perdido se d&aacute; atrav&eacute;s da obten&ccedil;&atilde;o em uma regi&atilde;o doadora no pr&oacute;prio indiv&iacute;duo. Algumas desvantagens relacionadas &agrave; enxertia aut&oacute;gena, sobretudo a necessidade de envolvimento de dois s&iacute;tios cir&uacute;rgicos (um apenas para a obten&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo doador), levaram ao desenvolvimento de t&eacute;cnicas que utilizam diferentes biomateriais. O osso al&oacute;geno, proveniente de um doador da mesma esp&eacute;cie, surgiu como uma alternativa principalmente para grandes reconstru&ccedil;&otilde;es que requerem uma maior quantidade de tecido.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A utiliza&ccedil;&atilde;o do osso al&oacute;geno na Implantodontia &eacute; relativamente recente e, portanto, ainda est&aacute; cercada de incertezas relacionadas &agrave; escolha do material, seu processamento e o risco de transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as. Os estudos t&ecirc;m-se mostrado discordantes quanto ao comportamento e o real potencial de utiliza&ccedil;&atilde;o deste material, principalmente quanto &agrave; efic&aacute;cia de sua incorpora&ccedil;&atilde;o ao leito receptor e sua capacidade de se portar como material n&atilde;o apenas osteocondutor, mas tamb&eacute;m osteoindutor, <sup>2-4</sup> al&eacute;m de incertezas no que se refere ao potencial de rea&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica do indiv&iacute;duo receptor frente aos blocos al&oacute;genos.<sup>5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A osteoindu&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo importante para a neoforma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, pois diz respeito &agrave; capacidade de recrutamento de c&eacute;lulas pluripotentes indiferenciadas e sua estimula&ccedil;&atilde;o para originarem novas c&eacute;lulas de fen&oacute;tipo osteobl&aacute;stico. Para isso, fatores de crescimento, principalmente as BMPs, devem estar presentes, e de forma vi&aacute;vel, no osso doador no momento da enxertia.<sup>4,6</sup> Por&eacute;m, o processamento necess&aacute;rio &agrave; inativa&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas no osso al&oacute;geno pode influenciar na sua pretensa capacidade osteoindutiva justamente por ser capaz de reduzir drasticamente, ou mesmo eliminar, a presen&ccedil;a destas prote&iacute;nas &oacute;sseas morfogen&eacute;ticas no interior do tecido. Mesmo presentes, as BMPs podem ainda ser inativadas por desnatura&ccedil;&atilde;o proteica durante o processamento.<sup>6</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo foi delineado para investigar o potencial osteoindutor dos blocos de osso al&oacute;geno congelados comumente utilizados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontol&oacute;gica. Propomo-nos a examinar e quantificar a presen&ccedil;a de BMP-2 e verificar a capacidade do extrato proteico proveniente das amostras em estimular culturas de c&eacute;lulas pr&eacute;-osteobl&aacute;sticas. Assim, queremos n&atilde;o apenas identificar a presen&ccedil;a da prote&iacute;na &oacute;ssea morfogen&eacute;tica nos blocos do aloenxerto, mas tamb&eacute;m utilizar a an&aacute;lise do comportamento das culturas celulares osteobl&aacute;sticas para demonstrar se estes fatores de crescimento apresentam-se ativos em sua capacidade de estimular a produ&ccedil;&atilde;o de novo tecido &oacute;sseo in vitro.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Configura&ccedil;&atilde;o da amostra </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram utilizados nove blocos de osso al&oacute;geno provenientes do Banco de Tecidos M&uacute;sculo-Esquel&eacute;ticos da Universidade de Mar&iacute;lia - UniOss. Os blocos tinham tamanhos e formatos padronizados de 15 mm x 10 mm. Foram utilizados blocos provenientes de diversos lotes, a fim de serem consideradas varia&ccedil;&otilde;es fenot&iacute;picas e genot&iacute;picas dos doadores. Todos os blocos foram previamente triturados de maneira est&eacute;ril pelo pr&oacute;prio banco de ossos e enviados na forma particulada e congelados. O presente projeto foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa para Seres Humanos do Centro de Pesquisas Odontol&oacute;gicas S&atilde;o Leopoldo Mandic (Campinas, Brasil) sob o n&uacute;mero de protocolo n&deg; 2012/0079.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Extra&ccedil;&atilde;o proteica </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cada um dos nove tubos contendo os blocos &oacute;sseos triturados foi acrescentado 1,5 mL de solu&ccedil;&atilde;o tamp&atilde;o de lise RIPA (Thermo Scientific, EUA) contendo em sua composi&ccedil;&atilde;o 50mM Tris HCl (pH 7,4), 150mM NaCl, 1mM EDTA, 1% Triton X-100, 1% desoxicolato de s&oacute;dio e 0,1% dodecil sulfato de s&oacute;dio (SDS) acrescido de coquetel inibidor de protease (Sigma, St. Louis, MO, EUA) na concentra&ccedil;&atilde;o final de 1%. Cada tubo foi ent&atilde;o agitado em um agitador (Phoenix AP 56) por 30 segundos para a homogeneiza&ccedil;&atilde;o dos elementos das amostras. As amostras foram levadas &agrave; centr&iacute;fuga (Eppendorf 5804 R) a 4&ordm;C, 1100 rpm, por 15 minutos, resultando em solu&ccedil;&otilde;es de tr&ecirc;s fases. A camada de cada amostra, correspondente aos extratos proteicos, foram pipetadas e transferidas para novos tubos de poliestireno (Eppendorf, EUA), devidamente identificados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quantifica&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;nas totais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a determina&ccedil;&atilde;o das prote&iacute;nas totais das amostras foi utilizado o ensaio BCA Protein Assay (Thermo Scientific, EUA) com curva padr&atilde;o de prote&iacute;nas utilizando-se albumina de soro bovino (Albumin Standard ou BSA). O ensaio foi realizado em microplacas de 96 po&ccedil;os (em temperatura ambiente), onde foram pipetadas as amostras-padr&atilde;o e as amostras pesquisadas. Foi utilizado um leitor de microplacas (Epoch Biotek, EUA), que, a partir da leitura da absorb&acirc;ncia das amostras-padr&atilde;o, determinou as concentra&ccedil;&otilde;es das prote&iacute;nas totais das nove amostras pesquisadas. Estas amostras resultantes da extra&ccedil;&atilde;o proteica dos blocos de osso al&oacute;geno, depois de quantificadas as prote&iacute;nas totais, foram ent&atilde;o utilizadas nas pr&oacute;ximas etapas deste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Prolifera&ccedil;&atilde;o celular</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Cada extrato proteico foi dilu&iacute;do at&eacute; atingir as concentra</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&ccedil;&otilde;es finais de 10 ng/mL, 50 ng/mL ou 100 ng/mL, as quais foram incubadas juntamente com culturas de pr&eacute;-osteoblastos humanos (HFOb) obtida do ATCC (American Type Collection, ATCC, VA, EUA) para determina&ccedil;&atilde;o da capacidade das prote&iacute;nas extra&iacute;da dos blocos &oacute;sseos em estimular a prolifera&ccedil;&atilde;o celular. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As c&eacute;lulas pr&eacute;-osteobl&aacute;sticas foram cultivadas em meio Essencial M&iacute;nimo alfa (&alpha;-MEM) (Nutricell&reg;, Campinas, SP, Brasil), suplementado com 10% de soro fetal bovino (Cultilab&reg;, Campinas, SP, Brasil) e 1% de solu&ccedil;&atilde;o antibi&oacute;tica-antimic&oacute;tica (Sigma, St. Louis, Missouri, EUA). Todos os procedimentos foram realizados em capela de fluxo laminar para manuten&ccedil;&atilde;o da esterilidade dos materiais e das subst&acirc;ncias utilizadas para o cultivo celular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As c&eacute;lulas foram mantidas em estufa a 34&ordm;C, em atmosfera &uacute;mida contendo 95% de ar e 5% de di&oacute;xido de carbono. O meio de cultura foi trocado a cada 2-3 dias e a progress&atilde;o da cultura avaliada por microscopia de fase em culturas crescidas sobre poliestireno (pl&aacute;stico), que serviu como controle.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi utilizado o m&eacute;todo de exclus&atilde;o vital por azul de Trypan ap&oacute;s 24, 48 e 72 horas &agrave; adi&ccedil;&atilde;o do extrato proteico para o estudo da prolifera&ccedil;&atilde;o celular. Para tal, ap&oacute;s atingirem a subconflu&ecirc;ncia, as c&eacute;lulas foram enzimaticamente desprendidas das placas e o precipitado de c&eacute;lulas resultante foi ressuspenso em 1 mL de meio. Foram retirados 10 &mu;L da suspens&atilde;o de c&eacute;lulas e a ela juntou-se 10 &mu;L de azul de Trypan, sendo que 1 &mu;L desta solu&ccedil;&atilde;o foi colocada em um hemocit&ocirc;metro (c&acirc;mara de Neubauer-Fisher Scientific, Pittsburgh, PA, EUA) e levado ao microsc&oacute;pio invertido de fase (Nikon, Eclipse TS100) para a contagem e observa&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Atividade celular osteobl&aacute;stica </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fim de mensurar a express&atilde;o de RNA mensageiro do RUNX- 2, fator de transcri&ccedil;&atilde;o que desencadeia a express&atilde;o dos genes relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de grande parte das prote&iacute;nas da matriz &oacute;ssea, como osteopontina, sialoprote&iacute;na &oacute;ssea, osteocalcina e fibronectina nas c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas<sup>7,8</sup> foi empregada a t&eacute;cnica de qPCR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para tal, as c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas foram cultivadas em placas de 10 cm2 por 72h na presen&ccedil;a das diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de extratos proteicos dos blocos &oacute;sseos. Ap&oacute;s este per&iacute;odo foi adicionado 1 ml de Trizol (Amersham) e a separa&ccedil;&atilde;o das fases ocorreu com a adi&ccedil;&atilde;o de 0,2 ml de clorof&oacute;rmio, seguida de centrifuga&ccedil;&atilde;o (12.000 g, 15 minutos, 4&ordm;C). O RNA foi precipitado a partir da fase aquosa com 0,5 ml de isopropanol, lavado com etanol 75% e ressuspendido em &aacute;gua. Foram obtidas amostras de RNA em duplicata das c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas tratadas com os extratos proteicos dos blocos de osso al&oacute;geno nas concentra&ccedil;&otilde;es de 10, 50 e 100 ng/ml, al&eacute;m do grupo controle (0 ng/ml).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A integridade das amostras foi verificada por eletroforese em gel denaturante de agarose a 1,2%. As amostras &iacute;ntegras apresentaram duas subunidades ribossomais: 18S e 28S. Ap&oacute;s a eletroforese, as amostras de RNA foram armazenadas em freezer - 80&deg;C. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quantifica&ccedil;&atilde;o das amostras de RNA total foi realizada em espectrofot&ocirc;metro (NanoDrop Techonologies) e estas foram submetidas &agrave; s&iacute;ntese de DNA complementar (cDNA) utilizando-se o kit Superscript III RTTM (Invitrogen). Para transcri&ccedil;&atilde;o reversa de cada amostra foi utilizado 1 &mu;g de RNA, 1,0 &mu;l de 50 &mu;M oligo(dT) e 1,0 &mu;l de 10 mM dNTPs os quais foram mantidos por 5 minutos a 65&deg;C e em seguida por 1 minuto a 4&deg;C. Para cada amostra, foram adicionados 10,0 &mu;l da seguinte mistura de rea&ccedil;&atilde;o: 2 &mu;l de tamp&atilde;o RT 10x, 4,0 &mu;l de 25 mM MgCl2, 2,0 &mu;l de 0,1 M DTT, 1,0 &mu;l de 40U/ &mu;l Rnase OUTTM e 1,0 &mu;l de 200 U/&mu;l Superscript III RTTM. A rea&ccedil;&atilde;o ocorreu por 50 minutos a 50&deg;C, seguida de 5 minutos a 85&deg;C. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As amostras de cDNAs utilizadas na rea&ccedil;&atilde;o de PCR em tempo real foram quantificadas em espectrofot&ocirc;metro. As rea&ccedil;&otilde;es foram feitas em duplicatas utilizando-se como sistema de detec&ccedil;&atilde;o o reagente SYBRTM Green contido no PCR Master Mix&reg; (Applied Biosytems), que tamb&eacute;m cont&eacute;m todos os reagentes necess&aacute;rios para PCR (dNTP's, MgCl2, tamp&atilde;o, Taq Ampli-Gold). Para a an&aacute;lise do fator de transcri&ccedil;&atilde;o RUNX-2, foi utilizado um primer espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A detec&ccedil;&atilde;o da amplifica&ccedil;&atilde;o em tempo real foi realizada no equipamento 7300 Real Time PCR System (Applied Biosystems) em gr&aacute;ficos de fluoresc&ecirc;ncia versus n&uacute;mero de ciclos. O programa foi iniciado a 95&deg;C/10 minutos, seguido de 40 ciclos: 95&deg;C/15 segundos e 60&deg;C/1 minuto. Ao final de uma amplifica&ccedil;&atilde;o normal adicionou-se um passo de 20 minutos, referente &agrave; curva de dissocia&ccedil;&atilde;o, no qual a temperatura aumenta gradualmente de 60&deg; para 95&deg;C.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A express&atilde;o dos genes do RUNX-2 foi determinada de forma relativa, ou seja, os valores de express&atilde;o foram normalizados em rela&ccedil;&atilde;o a genes end&oacute;geno &beta;-actina (ACTB). Foi utilizada a f&oacute;rmula de c&aacute;lculo 2-&Delta;&Delta;Ct que representam os n&iacute;veis de express&atilde;o do gene de interesse em ensaio de quantifica&ccedil;&atilde;o relativa. Os valores obtidos foram expressos em unidades arbitr&aacute;rias (UA). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Vermelho de Alizarina e Von Kossa </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A) Vermelho de Alizarina    <br> As c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas foram cultivadas com o extrato proteico obtidos dos blocos &oacute;sseos por 14 dias na concentra&ccedil;&atilde;o de 100 ng/ml, sendo que o meio de cultura foi trocado a cada 2-3 dias, assim como a adi&ccedil;&atilde;o de extrato proteico. Ap&oacute;s os 14 dias, os meios de cultura foram retirados e os po&ccedil;os lavados com solu&ccedil;&atilde;o de Hanks (Sigma), pH 7,4. As amostras foram fixadas com &aacute;lcool et&iacute;lico 70%, por 1 hora, a 4&ordm;C, seguido de lavagem com PBS e &aacute;gua destilada, sendo posteriormente coradas com vermelho de alizarina S (Sigma), pH 4,2 por 15 minutos. Ap&oacute;s o t&eacute;rmino, as l&acirc;minas foram lavadas e preparadas para an&aacute;lise em microsc&oacute;pio &oacute;ptico (Nikon eclipse E800, Jap&atilde;o). A presen&ccedil;a de dep&oacute;sitos de c&aacute;lcio foi identificada pelo aparecimento de uma colora&ccedil;&atilde;o vermelha na matriz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> B) Von Kossa     <br>As c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas foram cultivadas com o extrato proteico obtidos dos blocos &oacute;sseos por 14 dias na concentra&ccedil;&atilde;o de 100 ng/ml, sendo que o meio de cultura foi trocado a cada 2-3 dias, assim como a adi&ccedil;&atilde;o de extrato proteico. Ap&oacute;s os 14 dias, foram retirados os meios de cultura e colocados em cada po&ccedil;o 2 ml de nitrato de prata (AgNO3) por 20 minutos. Em seguida, os po&ccedil;os foram lavados com &aacute;gua destilada e acrescidos 2 ml de hidroquinona (C6H4(OH)2) por 2 minutos. Sem lavar, foram colocados. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2 ml de tiossulfato (S2O3 2&minus;) por 2 minutos. As amostras foram lavadas com &aacute;gua destilada e preparadas para an&aacute;lise em microsc&oacute;pio &oacute;ptico (Nikon eclipse E800, Jap&atilde;o). Os dep&oacute;sitos de fosfato foram identificados pela presen&ccedil;a de dep&oacute;sitos com colora&ccedil;&atilde;o negra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quantifica&ccedil;&atilde;o de BMP-2 </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, buscou-se quantificar a prote&iacute;na morfogen&eacute;tica-2 (BMP-2) nos blocos de osso al&oacute;geno. Para tal, a prote&iacute;na BMP- 2 foi quantificada por meio de teste ELISA. Em uma placa de poliestireno com 96 po&ccedil;os foram adsorvidos previamente os anticorpos monoclonais espec&iacute;ficos para o ant&iacute;geno pesquisado (BMP-2). Ap&oacute;s incuba&ccedil;&atilde;o overnight &agrave; temperatura ambiente, a placa foi lavada com tamp&atilde;o espec&iacute;fico e bloqueada com tamp&atilde;o de bloqueio contendo albumina por 2 horas. Em seguida, as amostras com os extratos proteicos obtidos de cada bloco de osso al&oacute;geno (n = 9) foram ent&atilde;o pipetadas em cada um destes po&ccedil;os de rea&ccedil;&atilde;o. As amostras foram ent&atilde;o incubadas por duas horas &agrave; temperatura ambiente em um agitador orbital horizontal regulado em 500 rpm. Ap&oacute;s este per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o, as amostras foram aspiradas e cada po&ccedil;o de rea&ccedil;&atilde;o novamente lavado com tamp&atilde;o espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O pr&oacute;ximo passo foi adicionar 200 uL de anticorpo anti-BMP-2 conjugado &agrave; peroxidase. E incubado por 1 hora a temperatura ambiente. Procedeu-se nova lavagem com tamp&atilde;o especifico e ent&atilde;o adicionado aos po&ccedil;os um substrato sol&uacute;vel TMB. Ap&oacute;s 30 minutos a rea&ccedil;&atilde;o colorim&eacute;trica foi paralisada com a adi&ccedil;&atilde;o de H2SO4 e levado a uma leitora de placas de ELISA para aquisi&ccedil;&atilde;o da absorb&acirc;ncia a 450 nm. Os dados foram gerados baseados na curva padr&atilde;o fornecidos pelo kit.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise estat&iacute;stica empregada para os diferentes testes foi a de compara&ccedil;&atilde;o m&uacute;ltipla ANOVA seguido de Bonferroni. O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia adotado foi de 5%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>             ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O comportamento das culturas de c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas tratadas com o extrato proteico proveniente dos blocos de osso al&oacute;geno, nas concentra&ccedil;&otilde;es de 10, 50 e 100 ng/ml, em rela&ccedil;&atilde;o aos grupos controles (n&atilde;o tratados), est&aacute; expresso na <a href="#fig01">Figura 1</a>. &Eacute; poss&iacute;vel observar que a taxa de prolifera&ccedil;&atilde;o celular das amostras e grupo controle n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa nos per&iacute;odos de 24 horas e 48 horas. No entanto, ap&oacute;s 72 horas a amostra contendo 100 ng/ml de extrato proteico dos blocos &oacute;sseos foi capaz de promover um aumento na taxa de prolifera&ccedil;&atilde;o celular estatisticamente significante (p &lt; 0,05) em rela&ccedil;&atilde;o aos demais grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida, analisamos a atividade metab&oacute;lica das c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas na presen&ccedil;a das diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de extrato proteico dos blocos de osso al&oacute;geno. Pode-se observar que a express&atilde;o do fator de transcri&ccedil;&atilde;o RUNX-2 ap&oacute;s 72 horas na presen&ccedil;a das tr&ecirc;s diferentes concentra&ccedil;&otilde;es do extrato proteico proveniente dos blocos de osso al&oacute;geno apresenta uma tend&ecirc;ncia de aumento da express&atilde;o do RUNX-2 especialmente nas amostras contendo 100 ng/ml (<a href="#fig02">Figura 2</a>), apesar de n&atilde;o ser</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a13fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">estatisticamente significante (p &gt; 0,05). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise da forma&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos mineralizados foi realizada atrav&eacute;s da compara&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o dos n&oacute;dulos de c&aacute;lcio e fosfato na presen&ccedil;a das diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de extrato proteico. O vermelho de Alizarina pigmenta n&oacute;dulos de c&aacute;lcio, enquanto o teste de Von Kossa evidencia os n&oacute;dulos de fosfato com uma colora&ccedil;&atilde;o negra. &Eacute; poss&iacute;vel observar na <a href="#fig03">Figura 3</a> um aumento expressivo na forma&ccedil;&atilde;o dos n&oacute;dulos de c&aacute;lcio, assim como um aumento expressivo na forma&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulos de fosfato (<a href="#fig04">Figura 4</a>) quando na presen&ccedil;a de 100 ng/ml de extrato proteico proveniente dos blocos de ossos al&oacute;genos, indicando que o extrato proteico foi capaz de aumentar a capacidade mineralizante dos osteoblastos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os dados obtidos pela pesquisa quantitativa para BMP-2 dos extratos proteicos provenientes dos nove blocos de osso al&oacute;geno estudados est&atilde;o expressos na <a href="#tab01">Tabela 1</a>. Os resultados mostram</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a13fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a13fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n2/a13tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> que foi poss&iacute;vel identificar e quantificar a prote&iacute;na &oacute;ssea morfogen&eacute;tica em seis dos nove blocos testados apresentando uma m&eacute;dia de 10,03 ng/ml de BMP-2.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conhecimento cient&iacute;fico atual acerca do potencial osteoindutor dos blocos de osso al&oacute;geno como material de enxertia &eacute; escasso e insuficiente. Apesar de cada vez mais utilizado na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontol&oacute;gica, conhece-se pouco a respeito das reais caracter&iacute;sticas do material, o que compromete a efici&ecirc;ncia de sua indica&ccedil;&atilde;o e uso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O osso al&oacute;geno &eacute; reconhecido como um material essencialmente osteocondutor e a literatura &eacute; bastante controversa quando se trata da sua atividade osteoindutora. Alguns estudos p&otilde;em em d&uacute;vida a capacidade do material em reter BMPs e liber&aacute;-las no s&iacute;tio receptor ao ponto de caracterizar-se uma atividade osteoindutora. <sup>9-11</sup> Outros autores acreditam que o aloenxerto pode apresentar ambas atividades, osteocondu&ccedil;&atilde;o e osteoindu&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que &eacute; poss&iacute;vel identificar na matriz &oacute;ssea do material, subst&acirc;ncias osteoindutoras, al&eacute;m do fato de que o material n&atilde;o ser esterilizado nem liofilizado poder preservar a capacidade de estimular a forma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea em &aacute;reas distantes do enxerto.<sup>12,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Delineamos os experimentos no sentido de investigarmos se o aloenxerto seria capaz de estimular a prolifera&ccedil;&atilde;o quantitativa das c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas, bem como se seria capaz de interferir em seu metabolismo no sentido de promover uma maior produ&ccedil;&atilde;o e deposi&ccedil;&atilde;o de tecido mineralizado, o que caracterizaria o potencial osteoindutor do material. Ademais, pesquisamos se, dentre o total de prote&iacute;nas extra&iacute;das dos blocos de osso al&oacute;geno, a BMP-2, reconhecidamente a prote&iacute;na &oacute;ssea morfogen&eacute;tica que possui a maior atividade osteoindutora, estaria presente, sendo capaz, inclusive, de atuar isoladamente na aus&ecirc;ncia de outros fatores de crescimento.<sup>14,15</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos neste estudo nos mostra que, na maioria dos blocos de osso al&oacute;geno mineralizado, por n&oacute;s pesquisados, a BMP-2 estava presente. Dos nove blocos do aloenxerto testados, apenas em tr&ecirc;s n&atilde;o foi poss&iacute;vel detectar a presen&ccedil;a de BMP-2. Este &eacute; um forte ind&iacute;cio do potencial osteoindutor do material de enxertia estudado. No entanto, cabe a ressalva de que foi poss&iacute;vel detectar a BMP-2 nos blocos, por&eacute;m, n&atilde;o testamos a atividade espec&iacute;fica desta prote&iacute;na. Estes dados corroboram com pesquisa pr&eacute;via na qual os autores tamb&eacute;m identificaram a presen&ccedil;a de BMP-2 em bloco de osso al&oacute;geno, por&eacute;m fizeram a ressalva de que haviam t&atilde;o somente identificado e quantificado os fatores de crescimento, e, assim, n&atilde;o poderiam atestar se estes estariam ou n&atilde;o bioativos em sua capacidade de desencadearem os eventos caracter&iacute;sticos da osteoindu&ccedil;&atilde;o.<sup>16</sup> Nossa pesquisa buscou explorar esta lacuna e, em adi&ccedil;&atilde;o a identifica&ccedil;&atilde;o do fator de crescimento, avan&ccedil;ou, com a utiliza&ccedil;&atilde;o dos demais experimentos aqui expostos, no intuito de apurar se estas prote&iacute;nas constituintes dos blocos de osso al&oacute;geno se mostrariam realmente ativas em</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">sua capacidade de estimular as c&eacute;lulas &oacute;sseas humanas in vitro. Interessante que os extratos proteicos dos blocos de aloenxerto aqui estudados apresentaram-se ativos o suficiente para estimular significativamente uma maior prolifera&ccedil;&atilde;o celular, bem como, o aumento da express&atilde;o do RUNX-2 e uma maior produ&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons c&aacute;lcio e fosfato pelas c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas humanas in vitro quando as c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas est&atilde;o em contato com as prote&iacute;nas provenientes dos blocos de osso al&oacute;geno. Estes dados, em conjunto, s&atilde;o outro forte ind&iacute;cio que apontam para a exist&ecirc;ncia de um potencial osteoindutor dos blocos de osso al&oacute;geno como material de enxerto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, cabe uma ressalva importante e muitas vezes negligenciada quando do uso de ossos al&oacute;genos provenientes de banco de tecidos. Atualmente, s&atilde;o adotados alguns procedimentos a fim de reduzir a antigenicidade do osso al&oacute;geno tal como o processamento e o ultracongelamento destas pe&ccedil;as, fazendo com que haja a morte celular diminuindo assim seu potencial imunog&ecirc;nico.<sup>17</sup> Contudo, apesar deste processamento, o enxerto destes blocos al&oacute;genos funciona como um aporte de prote&iacute;nas ou fragmentos de prote&iacute;nas estranhas no paciente receptor. Tem sido proposto que o grau de resposta imunol&oacute;gica do receptor contra o osso al&oacute;geno depende da concentra&ccedil;&atilde;o de ant&iacute;geno (prote&iacute;nas).<sup>18</sup> Em trabalho pr&eacute;vio, pacientes que receberam enxerto al&oacute;geno apresentaram resposta imunol&oacute;gica aumentada e produ&ccedil;&atilde;o de anticorpos contra in&uacute;meras prote&iacute;nas &oacute;sseas quando comparado com pacientes que n&atilde;o receberam enxerto al&oacute;geno.<sup>19</sup> Desta maneira, como demonstramos um potencial osteoindutor de extrato proteico de blocos al&oacute;genos, &eacute; poss&iacute;vel que estas prote&iacute;nas que est&atilde;o presentes nos blocos funcionem como potencial ant&iacute;geno quando transplantado para um receptor, uma vez que n&atilde;o &eacute; realizado nenhum tipo de cuidado em rela&ccedil;&atilde;o a tipagem de compatibilidade entre doador e receptor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o obstante, esta pesquisa nos impele a duas importantes ressalvas. A primeira, de que este &eacute; um estudo in vitro, portanto a extrapola&ccedil;&atilde;o dos resultados aqui obtidos para realidade cl&iacute;nica obviamente demanda a realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos que envolvam outras metodologias e pesquisem outros par&acirc;metros determinantes. A segunda, diretamente relacionada &agrave; anterior, &eacute; que utilizamos ao longo de todo o trabalho o termo "potencial osteoindutor", em detrimento da ideia de "propriedade osteoindutora", j&aacute; que esta &eacute; um conjunto de processos que s&oacute; poder&aacute; ser atestado definitivamente quando for devidamente demonstrada sua fun&ccedil;&atilde;o in vivo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conjunto de dados gerados por esta pesquisa nos permite concluir que os blocos de osso al&oacute;geno mineralizado apresentam atividade osteoindutora quando testados seu comportamento in vitro em c&eacute;lulas osteobl&aacute;sticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>APLICA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo avan&ccedil;a no conhecimento das caracter&iacute;sticas b&aacute;sicas dos aloenxertos mineralizados, como seus constituintes e potencial osteoindutor, o que ajuda a elucidar suas potenciais caracter&iacute;sticas para a utiliza&ccedil;&atilde;o como biomaterial em enxertias reconstrutivas dos maxilares.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Pelegrine AA, Macedo LGS, Cosmo LAM. Osso al&oacute;geno fresco congelado em reconstru&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas do tipo onlay. 1a ed. S&atilde;o Paulo: Napole&atilde;o Editora; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=417042&pid=S0004-5276201400020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Gondak R, Duvoisin C, Drechsel L, Navarro Jr W. Banco de tecidos musculoesquel&eacute;ticos: coleta, processamento e distribui&ccedil;&atilde;o. Implant news 2007;4(6):665-69.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Fontanari LA, Manne JM, Junior WT. Utiliza&ccedil;&atilde;o de enxerto &oacute;sseo hom&oacute;geno para reconstru&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas atr&oacute;ficas pr&eacute;-implante: banco de ossos. Implant news 2008;5(6):593-95.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Takata M, Sugimoto N, Yamamoto N, Shirai T, Hayashi K, Nishida H, et al. Activity of bone morphogenetic protein-7 after treatment at various temperatures: freezing vs. pasteurization vs. allograft. Cryobiology 2011;63(3):235-39.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Graham SM, Leonidou A, Aslam-Pervez N, Hamza A, Panteliadis P, Heliotis M, et al. Biological therapy of bone defects: the immunology of bone allo-transplantation. Expert Opin Biol Ther 2010;10(6):885-901. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Wildemann B, Kadow-Romacker A, Haas NP, Schmidmaier G. Quantification of various growth factors in different demineralized bone matrix preparations. J Biomed Mater Res 2006;437-42.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Komori T. Regulation of bone development and extracellular matrix protein genes by RUNX2. Cell Tissue Res 2010;339(1):189-95.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Andrade AD, Marinho CF, Barcelos M, Zorzal MB, Conz MB, Vidigal Jr GM. Biologia &oacute;ssea: uma revis&atilde;o da literatura. Implant news 2007;4(6):659-662.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Guerrero JS, Al-Jandan BA. Allograft for maxilary sinus floor augmentation: a retrospective study of 90 cases. Implant Dent 2012;21(2):136-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Buser D. 20 anos de regenera&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea guiada na implantodontia. 2a edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Quintessence; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Misch CE. Implantes dentais contempor&acirc;neos. 3a edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Elsevier; 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Ellis E, Douglas PS. Use of homologous bone in maxillofacial surgery. J. Maxillofac. Surg 1993;51:1181-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Pelegrine AA, Costa CES, Sendyk WR, Gromatky A. The comparative analysis of homologous fresh frozen bone and autogenous bone graft, associated or not with autogenous bone marrow, in rabbit calvaria: a clincal and histomorphometric study. Cell Tissue Bank 2011;12:171-84.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Bostrom M, Lane JH, Tomin E, Brwne M, Berberian W, Turek T, et al. Use of morphogenetic protein-2 in the rabbit ulnar nonunion model. Clin. Orthop 1996;327:272-82. 15. Wozney JM, Rosen V. Bone morphogenetic protein and bone morphogenetic protein gene family in bone formation and repair. Clin. Orthop 1998;346:26-37.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Wildemann B, Kadow-Romacker A, Pruss A, Haas NP, Schmidmaier G. Quantification of growth factors in allogenic bone grafts extracted with three different methods. Cell Tissue Bank. 2007;8:107-14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Giannoudis PV, Dinopoulos H, Tsiridis E. Bone substitutes: an update. Injury 2005;36(Suppl 3):S20-7 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Burchardt H. The biology of bone graft repair. Clin Orthop Relat Res 1983;(174):28-42 19. VandeVord PJ, Nasser S, Wooley PH. Immunological responses to bone soluble proteins in recipients of bone allografts. J Orthop Res 2005;23(5):1059-64.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Marcelo Henrique Napimoga    <br>Faculdade S&atilde;o Leopoldo Mandic    <br> Rua Jos&eacute; Rocha Junqueira, 13     <br>Ponte Preta &ndash; Campinas - SP     <br>13045-755 Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:marcelo.napimoga@gmail.com" target="_blank">marcelo.napimoga@gmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: mar/2014    <br> Aceito: mar/2014</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
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