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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Como as pesquisas de excelência em qualidade de vida relacionada à saúde bucal podem contribuir para a prática clínica?]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Excel&ecirc;ncia na Odontologia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Como as pesquisas de excel&ecirc;ncia em qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de bucal podem contribuir para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica?</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>How the research excellence in oral health related quality of life can contribute for clinical practice?</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marcelo B&ouml;necker<sup>I</sup>;Jenny Abanto <sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Bolsista de produtividade em Pesquisa 2 CNPq. Professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, &Aacute;rea de Concentra&ccedil;&atilde;o Odontopediatria - Fousp    <br>   <sup>II</sup>P&oacute;s-Doutoranda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, &Aacute;rea de Concentra&ccedil;&atilde;o Odontopediatria &ndash; Fousp &ndash; Bolsista Fapespq</font>         <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Conceitos de sa&uacute;de bucal e qualidade de vida </B>Desde o ano de 1948, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) j&aacute; definia sa&uacute;de como "estado completo de bem-estar f&iacute;sico, mental e social e n&atilde;o meramente a aus&ecirc;ncia da doen&ccedil;a ou enfermidade".<sup>1</sup> Com base nessa defini&ccedil;&atilde;o, conceitos contempor&acirc;neos de sa&uacute;de sugerem que a sa&uacute;de bucal seja definida em termos de bem-estar f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social em rela&ccedil;&atilde;o ao estado bucal.<sup>2</sup> Por tal motivo, o conceito de sa&uacute;de bucal englobou tamb&eacute;m aspectos da qualidade de vida (QV) e a inclus&atilde;o de fatores antes n&atilde;o considerados, tais como: sintomas bucais, limita&ccedil;&otilde;es funcionais, bem-estar emocional e social. A QV pode ser definida como "a percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo de sua posi&ccedil;&atilde;o na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nos quais ele vive, e em rela&ccedil;&atilde;o aos seus objetivos, expectativas, padr&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es".<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <B>Qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de bucal (QVRSB) </B>A QVRSB refere-se ao impacto que as condi&ccedil;&otilde;es bucais t&ecirc;m nas atividades di&aacute;rias, bem-estar e qualidade de vida dos indiv&iacute;duos. Tal conceito remete a avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal por meio de m&eacute;todos que incluem ambos os aspectos cl&iacute;nicos objetivos e subjetivos em rela&ccedil;&atilde;o ao impacto das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de/ doen&ccedil;a nas atividades f&iacute;sicas e psicossociais de um indiv&iacute;duo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Em fun&ccedil;&atilde;o desses aspectos, os instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o da QVRSB devem considerar a perspectiva das pessoas e das popula&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o se restringir apenas &agrave; perspectiva de profissionais de sa&uacute;de e pesquisadores.<sup>4</sup> Nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, os indicadores cl&iacute;nicos utilizados na pr&aacute;tica odontol&oacute;gica estavam restritos &agrave; presen&ccedil;a e severidade das doen&ccedil;as bucais, &agrave; dor e a aspectos est&eacute;ticos, por&eacute;m, apesar de ainda n&atilde;o ser uma pr&aacute;tica comum, atualmente, entende-se que para realizar o diagn&oacute;stico e plano de tratamento &eacute; tamb&eacute;m importante analisar o impacto que estes indicadores cl&iacute;nicos t&ecirc;m na vida da popula&ccedil;&atilde;o adulta e infantil.</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <B>Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, a percep&ccedil;&atilde;o do paciente (adultos, pais e/ ou pr&oacute;prias crian&ccedil;as) sobre a sua sa&uacute;de bucal e o conhecimento dos fatores que motivam estas percep&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de grande import&acirc;ncia para os cl&iacute;nicos. Estas informa&ccedil;&otilde;es auxiliam na elabora&ccedil;&atilde;o do planejamento e tratamento necess&aacute;rio para melhorar a sa&uacute;de bucal do indiv&iacute;duo, possibilitando, tamb&eacute;m, uma melhor QVRSB e, consequentemente, melhores possibilidades e expectativas psicossociais para as pessoas. Compreender os fatores que afetam a percep&ccedil;&atilde;o sobre a sa&uacute;de bucal e QVRSB pode mudar a Odontologia e desenvolver estrat&eacute;gias que ajudem a superar obst&aacute;culos no acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. Do ponto de vista epidemiol&oacute;gico, a avalia&ccedil;&atilde;o da QVRSB pode auxiliar na elabora&ccedil;&atilde;o e/ou modifica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de P&uacute;blica, destinando os recursos humanos, t&eacute;cnicos e econ&ocirc;micos para doen&ccedil;as bucais que sejam efetivamente consideradas como problemas de sa&uacute;de bucal desde a percep&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o.</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Instrumentos de mensura&ccedil;&atilde;o da QVRSB</B>     <br>Os instrumentos de QVRSB procuram refletir a multidimensionalidade do conceito de QV e devem possuir certas propriedades psicom&eacute;tricas consideradas essenciais enquanto instrumentos de medida: confiabilidade, validade e responsividade.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Antes de testar as propriedades psicom&eacute;tricas de um instrumento em idioma diferente &agrave; sua vers&atilde;o original &eacute; muito importante que o mesmo tenha passado previamente por um rigoroso processo de tradu&ccedil;&atilde;o, retro-tradu&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o transcultural ao idioma em que vai ser testado, antes que as suas caracter&iacute;sticas como instrumento mensurador sejam avaliadas. <B>A adapta&ccedil;&atilde;o transcultural e a valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos de QVRSB para um idioma diferente do original t&ecirc;m importantes implica&ccedil;&otilde;es para a pesquisa e a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Em primeiro lugar, pode fornecer conhecimento sobre os impactos das condi&ccedil;&otilde;es bucais nas atividades di&aacute;rias dos indiv&iacute;duos. Em segundo lugar, pode ser usado pelos cl&iacute;nicos para avaliar o sucesso de tratamentos odontol&oacute;gicos e, em terceiro lugar, pode ser potencialmente usado como desfecho na avalia&ccedil;&atilde;o de programas de sa&uacute;de p&uacute;blica para ponderar a necessidade de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos para a faixa et&aacute;ria alvo<sup>7</sup>. </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, para que um instrumento possa ser empregado como desfecho em estudos cl&iacute;nicos, o mesmo precisa ser responsivo, ou seja, deve detectar mudan&ccedil;as cl&iacute;nicas minimamente importantes depois do tratamento.6 Atualmente, a responsabilidade dos instrumentos de QVRSB t&ecirc;m se tornado relevante dada a tend&ecirc;ncia gradativa de usar medidas de QVRSB como desfechos em ensaios cl&iacute;nicos e estudos longitudinais. Assim, instrumentos com responsabilidade comprovada devem ser utilizados em estudos cl&iacute;nicos com o objetivo de conhecer quais interven&ccedil;&otilde;es odontol&oacute;gicas proporcionam uma melhor QVRSB para os pacientes e, desta maneira, fornecer ao cl&iacute;nico as op&ccedil;&otilde;es de tratamento que garantem um sucesso n&atilde;o somente cl&iacute;nico, mas tamb&eacute;m psicossocial. Dessa forma, os recursos institucionais ou do governo poder&atilde;o ser destinados para interven&ccedil;&otilde;es que possuam efetividade abrangente para a melhoria da QVRSB de uma popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, o profissional tamb&eacute;m pode lan&ccedil;ar m&atilde;o do uso destes instrumentos dentro da anamnese e evolu&ccedil;&atilde;o do tratamento odontol&oacute;gico do paciente, visto que desta maneira pode se monitorar as mudan&ccedil;as positivas ou negativas geradas pelo tratamento nos sintomas bucais, limita&ccedil;&otilde;es funcionais, bem-estar emocional e social do paciente, fazendo com que novas estrat&eacute;gias ou tratamentos complementares sejam adotados caso n&atilde;o tenha sido atingido o sucesso integral do tratamento na vida do paciente.</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>&Eacute; importante destacar que no Brasil muitos instrumentos de QVRSB para uso em adultos e crian&ccedil;as j&aacute; t&ecirc;m sido adaptados transculturalmente e validados, podendo ser utilizados no contexto de pesquisa e na pr&aacute;tica cl&iacute;nica di&aacute;ria. </b>Dentro do curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o em Odontopediatria, da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), temos produzido artigos cient&iacute;ficos referentes a esta linha de pesquisa, principalmente em pr&eacute;-escolares. Em parceria com a University College London e a UFMG, recentemente foi adaptado transculturalmente ao idioma portugu&ecirc;s do Brasil e validado o instrumento Scale of Oral Health Outcomes for 5-year-old children (SOHO-5)<sup>8</sup>, o qual mensura a QVRSB de crian&ccedil;as por meio de auto-relatos e relatos secund&aacute;rios dos pais. A vers&atilde;o brasileira do SOHO-5 apresentou propriedades psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias de confiabilidade e validade, podendo ser aplicada como instrumento de mensura&ccedil;&atilde;o de QVRSB em crian&ccedil;as de cinco e seis anos de idade no Brasil. O nosso grupo de pesquisa tamb&eacute;m avaliou a responsividade deste instrumento9, sendo que foi constatada uma melhora significativa na QVRSB das crian&ccedil;as ap&oacute;s o tratamento odontol&oacute;gico e destacado o papel fundamental do tratamento na melhora da QVRSB da popula&ccedil;&atilde;o infantil. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Impacto das condi&ccedil;&otilde;es bucais na QVRSB</B>     <br>At&eacute; o presente momento, a nossa equipe na Fousp tem publicado estudos no estado de S&atilde;o Paulo,<B> avaliando o impacto de problemas bucais, tais como a c&aacute;rie dent&aacute;ria, les&otilde;es dent&aacute;rias traum&aacute;ticas (LDT) e maloclus&otilde;es na QVRSB de pr&eacute;-escolares<sup>10-12</sup> e seus pais<sup>13</sup>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria, verificou-se que, tanto a baixa quanto a alta experi&ecirc;ncia desta doen&ccedil;a, afetam negativamente a QVRSB durante a inf&acirc;ncia, tanto desde a percep&ccedil;&atilde;o dos pais, quanto das pr&oacute;prias crian&ccedil;as<sup>10,11</sup>. Assim, pr&eacute;-escolares com c&aacute;rie dent&aacute;ria t&ecirc;m uma maior frequ&ecirc;ncia e gravidade de impactos bucais em atividades tais como comer, beber, falar, dormir, ficar irritadas, evitar sorrir/rir e brincar em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie. Tamb&eacute;m foi demonstrada uma associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a maior experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em crian&ccedil;as e alguns sentimentos negativos e atividades restritas nos pais, tais como perda de dias de trabalho, menor tempo para os pais cuidarem deles mesmos, sono, atividades familiares interrompidas, sentimentos de culpa, preocupa&ccedil;&atilde;o com o futuro dos seus filhos e, inclusive, sentimentos de constrangimento em lugares p&uacute;blicos<sup>13</sup>. Existe, atualmente, um consenso na literatura mundial em rela&ccedil;&atilde;o ao impacto negativo da doen&ccedil;a c&aacute;rie na QVRSB de pr&eacute;-escolares. </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Um estudo epidemiol&oacute;gico recente publicado pelo nosso grupo verificou que a presen&ccedil;a de LDT's complicadas (aquelas com exposi&ccedil;&atilde;o pulpar e/ou luxa&ccedil;&atilde;o do dente) est&atilde;o associadas a uma pior QVRSB em pr&eacute;-escolares, enquanto que as maloclus&otilde;es n&atilde;o apresentam impacto nesta faixa et&aacute;ria<sup>12</sup>. O impacto negativo das LDT's complicadas est&atilde;o associadas ao dom&iacute;nio de sintomas orais, auto-imagem e intera&ccedil;&atilde;o social da crian&ccedil;a. </B>Por&eacute;m, para agu&ccedil;ar a controv&eacute;rsia atual sobre o assunto em pr&eacute;-escolares, outro estudo recente do nosso grupo utilizando o SOHO-5 demonstrou que, de forma geral, as LDTs n&atilde;o apresentam impacto na QVRSB de crian&ccedil;as de cinco e seis anos de idade<sup>11</sup>. Contudo, h&aacute; poucos estudos avaliando o impacto das LDT's e maloclus&otilde;es na QVRSB de crian&ccedil;as com idade igual ou inferior a seis anos, sendo que a evid&ecirc;ncia &eacute; ainda conflitante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir do exposto, fica claro como as pesquisas de excel&ecirc;ncia em QVRSB v&ecirc;m contribuindo para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica e planejamento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, direcionando os recursos p&uacute;blicos e enfatizando a prioriza&ccedil;&atilde;o do tratamento odontol&oacute;gico para doen&ccedil;as bucais com impacto negativo na QV da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. WHO. Preamble to the Constitution of the World Health Organization as adopted by the International Health Conference, New York, 19-22 June, 1946; signed on 22 July 1946 by the representatives of 61 States (Official Records of the World Health Organization, no. 2, p. 100) and entered into force on 7 April 1948. Dispon&iacute;vel em: http://www. who.int/about/definition/ en/print.html).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=418260&pid=S0004-5276201400030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Gherunpong S, Sheiham A, Tsakos G. A sociodental approach to assessing children's oral health needs: integrating an oral health-related quality of life (OHRQoL) measure into oral health service planning. Bull World Health Organ. 2006;84(1):36-42.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. World Health Organization. WHOQOL &ndash; measuring quality of life. The World Health Organization quality of life instruments. Geneva: World Health Organization; 1997. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Seidl EM, Zannon CMLC. Quality of life and health: conceptual and methodological issues. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2004;20(2):580-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. McDowell I, Neweel C. Measuring health: a guide to rating scales and questionnaires. 2nd ed. New York: Oxford University Press; 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Guyatt G, Walter S, Norman G. Measuring change over time: assessing the usefulness of evaluative instruments. J Chron Dis. 1987;40(2):171-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Watt RG, Harnett R, Daly B, Fuller SS, Kay E, Morgan A, Munday P, Nowjack-Raymer R, Treasure ET. Evaluating oral health promotion: need for quality outcome measures. Community Dent Oral Epidemiol. 2006;34(1):11-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Abanto J, Tsakos G, Paiva SM, Goursand D, Raggio DP, B&ouml;necker M. Cross-cultural adaptation and psychometric properties of the Brazilian version of the scale of oral health outcomes for 5-year-old children (SOHO-5). Health Qual Life Outcomes. 2013;11:16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Abanto J, Tsakos G, Ardenghi TM, Paiva SM, Raggio DP, Sheiham A, B&ouml;necker M. Responsiveness to change for the Brazilian Scale of Oral Health Outcomes for 5-year-old children (SOHO-5). Health Qual Life Outcomes. 2013; 11(1):137. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Abanto J, Carvalho TS, Mendes FM, Wanderley MT, B&ouml;necker M, Raggio DP. Impact of oral diseases and disorders on oral health-related quality of life of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol. 2011;39(2):105-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Abanto J, Tsakos G, Paiva SM, Carvalho TS, Raggio DP, B&ouml;necker M. Impact of dental caries and trauma on quality of life among 5- to 6-year-old children: perceptions of parents and children. Community Dent Oral Epidemiol. 2014 Jan 25. doi: 10.1111/cdoe.12099. &#91;Epub ahead of print&#93; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Abanto J, Tello G, Bonini GC, Oliveira LB, Murakami C, B&ouml;necker M. Impact of traumatic dental injuries and malocclusions on quality of life of preschool children: a population-based study. Int J Paediatr Dent. 2014 Jan 5. doi: 10.1111/ipd.12092. &#91;Epub ahead of print&#93; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Abanto J, Paiva SM, Raggio DP, Celiberti P, Aldrigui JM, B&ouml;necker M. The impact of dental caries and trauma in children on family quality of life. Community Dent Oral Epidemiol. 2012;40(4):323-31.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   </font></p>      ]]></body>
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