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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Orientando o Cirurgi&atilde;o-Dentista</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Guia pr&aacute;tico para cimenta&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses parciais fixas totalmente cer&acirc;micas</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Practical guide for cementation of all-ceramic fixed partial prostheses</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lucas Hian da Silva<sup>I</sup>;Susana Maria Salazar Marocho<sup>II</sup>; Alexandre Francisco Cesar<sup>III</sup>; Paulo Francisco Cesar<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> DDS, MSc. - Doutorando do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Biomateriais e Biologia Oral da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fousp)    <br>   <sup>II</sup> DDS, MSc., PhD. - P&oacute;s-doutoranda do departamento de Biomateriais e Biologia Oral da Fousp    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III </sup>DDS, MSc. - Professor do curso de especializa&ccedil;&atilde;o em Dent&iacute;stica da APCD de S&atilde;o Caetano do Sul    <br>   <sup>IV</sup>DDS, MSc., PhD. - Professor associado doutor do departamento de Biomateriais e Biologia Oral da Fousp</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v68n4/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cimenta&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses parciais fixas totalmente cer&acirc;micas ("metal-free") &eacute; um procedimento cl&iacute;nico de alta complexidade sobre o qual os dentistas precisam ter um conhecimento aprofundado que os permita alcan&ccedil;ar altas taxas de sucesso. Diversos fatores devem ser considerados no momento de se decidir qual o melhor procedimento de cimenta&ccedil;&atilde;o dessas pe&ccedil;as, tais como o tipo de substrato remanescente que receber&aacute; a pr&oacute;tese, a microestrutura do material cer&acirc;mico restaurador escolhido e a composi&ccedil;&atilde;o do cimento que ser&aacute; utilizado. Dependendo desses fatores, o protocolo de cimenta&ccedil;&atilde;o pode ter passos muito distintos e erros cometidos nesta fase podem trazer consequ&ecirc;ncias desagrad&aacute;veis como descolamento da pe&ccedil;a ou c&aacute;rie secund&aacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este guia se prop&otilde;e a apresentar, de forma objetiva e simplificada, os crit&eacute;rios para a sele&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de cimenta&ccedil;&atilde;o para as situa&ccedil;&otilde;es mais comuns encontradas nos casos de pr&oacute;teses parciais fixas totalmente cer&acirc;micas que s&atilde;o confeccionadas com infraestruturas de zirc&ocirc;nia tetragonal policristalina estabilizada por &iacute;tria (Y-TZP).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Quais tipos de restaura&ccedil;&otilde;es podem ser confeccionadas com infraestrutura em Y-TZP?</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha do material cer&acirc;mico ideal para a situa&ccedil;&atilde;o restauradora deve ser feita analisando-se algumas propriedades, como a sua capacidade est&eacute;tica e as suas propriedades mec&acirc;nicas que devem permitir o suporte as cargas oclusais da regi&atilde;o. Para coroas totais de dentes posteriores que s&atilde;o submetidos a alto carregamento mec&acirc;nico, a cer&acirc;mica de escolha deve ser a Y-TZP, que apresenta melhores propriedades mec&acirc;nicas do que porcelanas e vitro-cer&acirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Da mesma forma, pr&oacute;teses parciais fixas que envolvam mais de um elemento devem ser fabricadas com Y-TZP, devido &agrave; alta exig&ecirc;ncia mec&acirc;nica. Dentre as cer&acirc;micas, a que apresenta melhor desempenho na regi&atilde;o posterior &eacute; a Y-TZP, possuindo melhores propriedades mec&acirc;nicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras e pode ser considerada como a op&ccedil;&atilde;o mais indicada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Devemos utilizar tratamentos de superf&iacute;cie para restaura&ccedil;&otilde;es prot&eacute;ticas totalmente cer&acirc;micas que apresentam infraestrutura de Y-TZP?</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recomenda-se que todas as restaura&ccedil;&otilde;es prot&eacute;ticas metal-free recebam um tratamento de superf&iacute;cie na face em que ser&aacute; aplicado o agente cimentante. Este tratamento visa a garantir a melhor intera&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel entre a pr&oacute;tese e o cimento. O cl&iacute;nico deve saber que durante o procedimento de cimenta&ccedil;&atilde;o existem duas interfaces importantes a serem consideradas: a) interface entre cimento e dente e b) interface entre pr&oacute;tese e cimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pr&oacute;teses parciais fixas fabricadas &agrave; base cer&acirc;micas policristalinas recebem um tratamento da superf&iacute;cie de cimenta&ccedil;&atilde;o diferente do dispon&iacute;vel para porcelanas e vitro-cer&acirc;micas,<sup>1</sup> visto que o &aacute;cido hidrofluor&iacute;drico n&atilde;o &eacute; capaz de gerar modifica&ccedil;&otilde;es na superf&iacute;cie da Y-TZP que favore&ccedil;a sua uni&atilde;o ao cimento resinoso. Dessa forma, os tratamentos de jateamento com &oacute;xido de alum&iacute;nio revestido com s&iacute;lica (silicatiza&ccedil;&atilde;o) associado &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de silano e uso de primers cer&acirc;micos s&atilde;o as melhores op&ccedil;&otilde;es para estes materiais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A literatura cient&iacute;fica demonstrou que a associa&ccedil;&atilde;o dos tratamentos de superf&iacute;cie descritos no par&aacute;grafo acima seria a escolha ideal para cimentar as pe&ccedil;as de Y-TZP.<sup>2-4</sup> O procedimento mais recomendado para o tratamento da superf&iacute;cie interna da Y-TZP &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o da silicatiza&ccedil;&atilde;o, seguida da aplica&ccedil;&atilde;o de silano e primer cer&acirc;mico. O processo de silicatiza&ccedil;&atilde;o consiste em jatear a superf&iacute;cie com &oacute;xido de alum&iacute;nio revestido com s&iacute;lica criando microrreten&ccedil;&otilde;es e impregnando a superf&iacute;cie com s&iacute;lica. Uma vez que a superf&iacute;cie interna da pe&ccedil;a prot&eacute;tica encontra-se impregnada por silica, o uso do silano torna-se poss&iacute;vel. O silano vai atuar realizando uma uni&atilde;o qu&iacute;mica est&aacute;vel entre a s&iacute;lica (vidro) e o cimento resinoso. Para melhorar ainda mais a uni&atilde;o entre os substratos, est&aacute; indicado o uso conjunto de um primer cer&acirc;mico. Atualmente, existem diversos tipos de primers cer&acirc;micos no mercado e seus principais agentes ativos s&atilde;o os mon&ocirc;meros fosfatados, em especial o chamado de 10-metacriloiloxidecil dihidrogeno fosfato (MDP). O MDP funciona tamb&eacute;m como uma m&oacute;lecula bi-funcional far&aacute; liga&ccedil;&atilde;o entre o cimento resinoso e os &oacute;xidos met&aacute;licos, como por exemplo, o &oacute;xido de zirc&ocirc;nio (zirc&ocirc;nia). Esse uso associado do primer cer&acirc;mico refor&ccedil;ar&aacute; a uni&atilde;o entre agente cimentante e pe&ccedil;a cer&acirc;mica, agindo nas regi&otilde;es onde a silicatiza&ccedil;&atilde;o e a silaniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram efetivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; importante que os laborat&oacute;rios de pr&oacute;tese e/ou os cl&iacute;nicos tenham o conhecimento de que o jateamento da Y-TZP exige alguns cuidados, pois &eacute; recomendado que a silicatiza&ccedil;&atilde;o seja realizada com part&iacute;culas de tamanho pequeno, da ordem de 30 &mu;m, para se evitarem danos excessivos na superf&iacute;cie deste material, o que pode levar &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o do seu tempo de vida cl&iacute;nico. Uma vez respeitada esta condi&ccedil;&atilde;o, a literatura cient&iacute;fica mostra que este procedimento n&atilde;o afeta o tempo de vida das pe&ccedil;as prot&eacute;ticas.<sup>5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Quais agentes cimentantes devemos utilizar?</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha do agente cimentante tem significativa import&acirc;ncia tanto na est&eacute;tica como na uni&atilde;o ao substrato e resist&ecirc;ncia global da restaura&ccedil;&atilde;o. Inicialmente, parte-se do pressuposto que ao se realizar uma restaura&ccedil;&atilde;o prot&eacute;tica totalmente cer&acirc;mica o objetivo &eacute; atingir um alto n&iacute;vel de reabilita&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica e, portanto, deve-se fazer uso de cimentos resinosos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha do cimento resinoso vai depender diretamente do remanescente que ser&aacute; restaurado, seja ele substrato met&aacute;lico (n&uacute;cleos fundidos), substrato resinoso (preenchimento/retentores intrarradiculares de fibra de vidro) ou dente natural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Qual cimento utilizar para substrato met&aacute;lico?</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso onde o remanescente &eacute; um n&uacute;cleo met&aacute;lico fundido, a op&ccedil;&atilde;o do sistema de cimenta&ccedil;&atilde;o deve sempre ser a do primer autocondicionante e um cimento resinoso contendo MDP. A complexidade do material Y-TZP exige um cuidado diferenciado, que foi descrito no t&oacute;pico de tratamento de superf&iacute;cie. Neste caso, uso do cimento contendo MDP trar&aacute; esse efeito sin&eacute;rgico ao da silicatiza&ccedil;&atilde;o somada &agrave; silaniza&ccedil;&atilde;o e presen&ccedil;a de MDP. Al&eacute;m disso, teremos a uni&atilde;o qu&iacute;mica do MDP aos &iacute;ons met&aacute;licos do n&uacute;cleo.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Qual cimento utilizar para substrato resinoso ou dente natural?</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como mencionado, a cimenta&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses com infraestrutura em Y-TZP &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o restauradora em que se deve buscar efeito sin&eacute;rgico dos tratamentos dispon&iacute;veis para obter uma boa uni&atilde;o &agrave; pe&ccedil;a prot&eacute;tica. O sistema de cimenta&ccedil;&atilde;o escolhido para este caso &eacute; id&ecirc;ntico ao escolhido para o substrato met&aacute;lico pelos mesmos motivos anteriormente descritos, ou seja, uso de primer autocondicionante e cimento resinoso contendo MDP. Entretanto, uma pequena varia&ccedil;&atilde;o no procedimento de cimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada quando o substrato &eacute; dente natural ou existe uma grande presen&ccedil;a de esmalte dent&aacute;rio. Neste procedimento, faz-se necess&aacute;rio o condicionamento adicional do esmalte dent&aacute;rio com &aacute;cido fosf&oacute;rico previamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do primer e cimento. Como neste caso ser&aacute; utilizado o sistema de cimenta&ccedil;&atilde;o de primer autocondicionante e cimento resinoso contendo MDP, &eacute; importante lembrar que a efetividade do primer ac&iacute;dico para condicionar a estrutura do esmalte dental n&atilde;o &eacute; boa, o que torna necess&aacute;rio um condicionamento adicional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste guia foi apresentar as poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es de cimenta&ccedil;&atilde;o para situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas envolvendo pr&oacute;teses totalmente cer&acirc;micas com infraestrutura de Y-TZP. A constante evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas restauradores e cimentantes certamente trar&aacute; novas t&eacute;cnicas e m&eacute;todos mais eficazes e dur&aacute;veis que estar&atilde;o dispon&iacute;veis em um curto espa&ccedil;o de tempo, como por exemplo, os adesivos universais que contenham em sua composi&ccedil;&atilde;o &aacute;cido/primer/adesivo + silano + MDP, reduzindo passos e associando todos os efeitos desejados para todas as situa&ccedil;&otilde;es mais comuns.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brentel AS, Ozcan M, Valandro LF, Alarca LG, Amaral R, Bottino MA. Microtensile bond strength of a resin cement to feldpathic ceramic after different etching and silanization regimens in dry and aged conditions. Dent Mater, 2007;23:1323-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Silva LH, Costa AK, Queiroz JR, Bottino MA, Valandro LF. Ceramic primer heat-treatment effect on resin cement/Y-TZP bond strength. Oper Dent, 2012;37:634-40.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Tanaka R, Fujishima A, Shibata Y, Manabe A, Miyazaki T. Cooperation of phosphate monomer and silica modification on zirconia. J Dent Res, 2008;87:666-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Amaral R, Ozcan M, Valandro LF, Balducci I, Bottino MA. Effect of conditioning methods on the microtensile bond strength of phosphate monomer-based cement on zirconia ceramic in dry and aged conditions. Journal of biomedical materials research Part B, Applied biomaterials, 2008;85:1-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Zhang Y, Lawn BR, Malament KA, Van Thompson P, Rekow ED. Damage accumulation and fatigue life of particle-abraded ceramics. Int J Prosthodont, 2006;19:442-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Cavalcanti AN, Foxton RM, Watson TF, Oliveira MT, Giannini M, Marchi GM. Bond strength of resin cements to a zirconia ceramic with different surface treatments. Oper Dent, 2009;34:280-7.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lucas Hian da Silva     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>Depto. de Biomateriais e Biologia Oral     <br>Av. Prof. Lineu Prestes, 2227     <br>Cidade Universit&aacute;ria - S&atilde;o Paulo - SP     <br>05508-000 Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:cdhian@gmail.com" target="_blank">cdhian@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: set/2014    <br> Aceito: out/2014</b></font></p>     ]]></body>
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