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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A decrease of dental caries occurrence has been observed on the last years. However, its prevalence is still high among younger children around the world. The main biological and behavior factors related to this process are the existence of cariogenic biofilms and frequent ingestion of fermentable carbohydrates. Inadequate feeding habits, especially in the first year after birth, associated to high use of sugars, sweet drinks, breastfeeding under spontaneous demand after 12 months of age, nighty feeding habits and absence of periodic biofilm control configure important risk factors for caries occurrence. This study consists on a literature review about the correlation between feeding habits and dental caries prevalence focused on feeding routines initiated and established immediately after birth and its influence on primary childhood experience of dental caries. The research strategy involved oral health describers related to feeding habits during breastfeeding and dental caries prevalence during childhood, under databases of PUBMED, LILACS and COCHRANE. The known of feeding habits hole on caries control during the first stages of life can help dentists to adopt effective means to prevent and control dental caries prevalence in children.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo convidado</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Pr&aacute;ticas alimentares e c&aacute;rie dent&aacute;ria - uma abordagem sobre a primeira inf&acirc;ncia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Feeding practices and dental caries - approach on early childhood</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Susana Paim dos Santos<sup>I</sup>; Graciete Oliveira Vieira<sup>II</sup>; Ana Isabel Fonseca Scavuzzi<sup>III</sup>; Isaac Suzart Gomes Filho<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Doutorado em Processos Interativos de &Oacute;rg&atilde;os e Sistemas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) - Professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana - BA    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup> Doutorado em Medicina e Sa&uacute;de pela UFBA - Professora titular da Universidade Estadual de Feira de Santana &ndash; BA    <br>   <sup>III</sup> Doutorado pela Universidade de Pernambuco - Professora titular da Universidade Estadual de Feira de Santana - BA    <br>   <sup>IV</sup> Doutorado em Odontologia (Periodontia) pela Universidade de S&atilde;o Paulo - Professor titular da Universidade Estadual de Feira de Santana - BA</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O decl&iacute;nio da c&aacute;rie dent&aacute;ria tem sido observado nos &uacute;ltimos anos. Entretanto, a alta preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a em crian&ccedil;as jovens &eacute; uma realidade em todo o mundo. Os principais fatores biol&oacute;gicos e comportamentais relacionados ao processo s&atilde;o a presen&ccedil;a de biofilme cariog&ecirc;nico e a ingesta frequente de carboidratos ferment&aacute;veis, respectivamente. Os h&aacute;bitos alimentares inadequados estabelecidos, especialmente, a partir do primeiro ano de vida, como o alto consumo de a&ccedil;&uacute;cares e bebidas ado&ccedil;adas, o aleitamento materno sob livre demanda e alimenta&ccedil;&atilde;o noturna, e a falta de controle peri&oacute;dico de biofilme constituem importantes fatores de risco ao processo. Este trabalho apresenta uma revis&atilde;o de literatura sobre a rela&ccedil;&atilde;o dieta e c&aacute;rie dent&aacute;ria, focalizando os h&aacute;bitos alimentares iniciados e estabelecidos no in&iacute;cio da vida e sua repercuss&atilde;o ao longo da primeira inf&acirc;ncia. A estrat&eacute;gia da pesquisa envolveu Descritores em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, como h&aacute;bitos alimentares na lact&acirc;ncia e &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as, atrav&eacute;s de bases de dados especializadas, como PUBMED, LILACS and COCHRANE. Reconhecer o papel da dieta no controle da c&aacute;rie nos primeiros anos de vida poder&aacute; auxiliar o profissional de Odontologia a adotar medidas efetivas para preven&ccedil;&atilde;o e controle da doen&ccedil;a, nesse per&iacute;odo de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>h&aacute;bitos alimentares; crian&ccedil;a; aleitamento materno; c&aacute;rie dent&aacute;ria; estudos longitudinais; fatores de risco.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A decrease of dental caries occurrence has been observed on the last years. However, its prevalence is still high among younger children around the world. The main biological and behavior factors related to this process are the existence of cariogenic biofilms and frequent ingestion of fermentable carbohydrates. Inadequate feeding habits, especially in the first year after birth, associated to high use of sugars, sweet drinks, breastfeeding under spontaneous demand after 12 months of age, nighty feeding habits and absence of periodic biofilm control configure important risk factors for caries occurrence. This study consists on a literature review about the correlation between feeding habits and dental caries prevalence focused on feeding routines initiated and established immediately after birth and its influence on primary childhood experience of dental caries. The research strategy involved oral health describers related to feeding habits during breastfeeding and dental caries prevalence during childhood, under databases of PUBMED, LILACS and COCHRANE. The known of feeding habits hole on caries control during the first stages of life can help dentists to adopt effective means to prevent and control dental caries prevalence in children.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>food habits; child; breastfeeding; dental caries; longitudinal studies; caries, risk factors.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A c&aacute;rie dent&aacute;ria &eacute; a mais prevalente das doen&ccedil;as n&atilde;o comunicantes que acometem adultos e crian&ccedil;as, em todo o mundo. Atualmente, apesar dos &uacute;ltimos indicadores constatarem o decl&iacute;nio da doen&ccedil;a, a preval&ecirc;ncia na primeira inf&acirc;ncia tem sido preocupante. O &uacute;ltimo levantamento de sa&uacute;de bucal do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de identificou que o &iacute;ndice de c&aacute;rie em crian&ccedil;as aos 5 anos de idade est&aacute; acima do m&aacute;ximo recomendado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), que &eacute; abaixo de 3,0, e o componente cariado continua o mais expressivo, quando comparado com os achados anteriores.<sup>1</sup> De acordo com o relat&oacute;rio, a dificuldade de acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos e h&aacute;bitos alimentares e de higiene inadequados nos primeiros anos de vida parecem contribuir com esse cen&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a primeira inf&acirc;ncia constitui um per&iacute;odo cr&iacute;tico para a ocorr&ecirc;ncia e a gravidade de c&aacute;rie, muitos estudos t&ecirc;m se voltado para elucidar os fatores de risco relacionados aos primeiros anos de vida, como as pr&aacute;ticas alimentares, e sua repercuss&atilde;o ao longo da inf&acirc;ncia.<sup>2,3,4,5,6</sup> Essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute; plaus&iacute;vel, pois a c&aacute;rie dent&aacute;ria &eacute; um processo bacteriano, no qual a dieta tem um papel de destaque. Dentre seus componentes, a sacarose representa o mais cr&iacute;tico, considerando as mudan&ccedil;as bioqu&iacute;micas e microbiol&oacute;gicas que imp&otilde;em ao metabolismo do biofilme dental, levando a uma sele&ccedil;&atilde;o microbiana com maior potencial cariog&ecirc;nico.<sup>7</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fatores microbianos s&atilde;o essenciais ao desenvolvimento do processo clinicamente, mas este pode ser agravado devido aos fatores diet&eacute;ticos.<sup>8</sup> Algumas pr&aacute;ticas alimentares nos primeiros anos de vida, como a dura&ccedil;&atilde;o e frequ&ecirc;ncia do aleitamento materno (AM), a &eacute;poca de introdu&ccedil;&atilde;o e os tipos de alimentos complementares, tem sido largamente estudadas devido &agrave; estreita rela&ccedil;&atilde;o com a c&aacute;rie no curso da inf&acirc;ncia.<sup>9,10,11</sup> Al&eacute;m das pr&aacute;ticas listadas, podem ser acrescentados o uso de mamadeira noturna e de alimentos s&oacute;lidos ado&ccedil;ados artificialmente nessa idade, que parecem se constituir em potenciais fatores de risco &agrave; gravidade do processo<sup>3</sup>; a alta frequ&ecirc;ncia de consumo de lanches ou bebidas ado&ccedil;adas<sup>12</sup>; e os problemas nutricionais.13 Um fator determinante &eacute; a pr&aacute;tica inadequada de higiene bucal.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em virtude da exposi&ccedil;&atilde;o precoce a pr&aacute;ticas alimentares inadequadas ser considerada um fator relevante na experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em crian&ccedil;as jovens, justifica-se entender essa rela&ccedil;&atilde;o. Assim, o presente estudo apresenta uma revis&atilde;o de literatura sobre a associa&ccedil;&atilde;o entre dieta e c&aacute;rie dent&aacute;ria, particularizando os h&aacute;bitos alimentares iniciados e estabelecidos no in&iacute;cio da vida e sua repercuss&atilde;o ao longo da inf&acirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tanto, os Descritores em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de foram relacionados aos h&aacute;bitos alimentares na lact&acirc;ncia e &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as. Consultaram-se as bases de dados especializadas Medline, a partir da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PUBMED), Literatura Latino-americana em Ci&ecirc;ncias e Sa&uacute;de (LILACS) e Biblioteca COCHRANE (Cochrane Central). Os descritores utilizados foram: dental caries, dental caries prevalence, child, schoolchildren, feeding, breastfeeding, food habits, bottle feeding, prospective studies, cohort studies, epidemiology. Os artigos originais e revis&otilde;es sistem&aacute;ticas foram priorizadas estabelecendo-se como limite temporal os &uacute;ltimos dez anos. Entretanto, outros estudos foram inclu&iacute;dos, a partir do exame &agrave;s refer&ecirc;ncias dos estudos consultados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Pr&aacute;ticas alimentares nos primeiros anos de vida</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A educa&ccedil;&atilde;o alimentar &eacute; um processo complexo, que tem o seu in&iacute;cio ainda na inf&acirc;ncia, e depende da intera&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a com o alimento, com a fam&iacute;lia e com o meio-ambiente. Determinantes culturais e sociais s&atilde;o marcantes sobre a prefer&ecirc;ncia dos alimentos e esta surge desde os primeiros meses de vida.<sup>15</sup> Mas tais prefer&ecirc;ncias s&atilde;o constru&iacute;das a partir de pr&aacute;ticas alimentares estabelecidas desde o nascimento da crian&ccedil;a, das quais o AM tem um papel fundamental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O AM &eacute; a &uacute;nica forma de prover a alimenta&ccedil;&atilde;o ideal para o crescimento e desenvolvimento das crian&ccedil;as, nos primeiros meses de vida, al&eacute;m de ser uma parte integral do processo reprodutivo com importantes implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de das m&atilde;es. No termo aleitamento materno exclusivo (AME), o provimento de todos os l&iacute;quidos e nutrientes &eacute; feito exclusivamente atrav&eacute;s do leite materno. No AM predominante, o lactente recebe, al&eacute;m do leite materno, &aacute;gua ou bebidas &agrave; base de &aacute;gua, como sucos e ch&aacute;s. O AM parcial ou misto representa o complemento com outros alimentos.<sup>16</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os benef&iacute;cios da amamenta&ccedil;&atilde;o transcendem &agrave;s necessidades da crian&ccedil;a, alcan&ccedil;ando tamb&eacute;m as m&atilde;es em v&aacute;rios aspectos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, dentre os v&aacute;rios argumentos a favor do AM, pode-se destacar: a preven&ccedil;&atilde;o de morte infantil, de diarreia e de infec&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria; a diminui&ccedil;&atilde;o do risco de alergias, de hipertens&atilde;o, colesterol alto, diabetes e obesidade; a melhoria na nutri&ccedil;&atilde;o; o efeito positivo na intelig&ecirc;ncia e no desenvolvimento da cavidade bucal. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&atilde;e, o ato de aleitar aumenta a prote&ccedil;&atilde;o contra o c&acirc;ncer de mama, reduz o risco de nova gravidez, promove o v&iacute;nculo afetivo entre m&atilde;e e filho, promove menores custos financeiros e melhor qualidade de vida.<sup>17,18</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas o efeito do AM nos diversos desfechos est&aacute; provavelmente ligado ao pr&oacute;prio leite materno, alimento &uacute;nico que possui nutrientes exclusivos, n&atilde;o presentes nas formula&ccedil;&otilde;es infantis industrializadas, que participam de diversas rea&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas. O leite materno possui enzimas, horm&ocirc;nios, fatores de crescimento e subst&acirc;ncias imunol&oacute;gicas que criam uma defesa espec&iacute;fica no hospedeiro imaturo contra agentes infecciosos. Esses contribuintes celulares podem prevenir, particularmente, as infec&ccedil;&otilde;es do trato respirat&oacute;rio na inf&acirc;ncia, com o desenvolvimento de asma e rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas. Portanto, o leite materno promove uma ampla defesa multifatorial anti-inflamat&oacute;ria ao lactente.<sup>19</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos anos, o Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de do Brasil tem promovido a&ccedil;&otilde;es para estimular na popula&ccedil;&atilde;o o AM at&eacute; os dois anos de idade. O incentivo para implementa&ccedil;&atilde;o da Iniciativa Hospital Amigos da Crian&ccedil;a (IHAC) por todo pa&iacute;s vem atrelado a essa diretriz, sustentado pela orienta&ccedil;&atilde;o conjunta de &oacute;rg&atilde;os internacionais, dentre os quais OMS, Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNICEF) e Academia Americana de Pediatria (AAP).<sup>16</sup> A iniciativa faz parte de uma mobiliza&ccedil;&atilde;o global para implementar pr&aacute;ticas visando &agrave; promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e suporte ao AM. No Brasil, as a&ccedil;&otilde;es foram consolidadas a partir de 2013, quando institu&iacute;da a Estrat&eacute;gia Amamenta e Alimenta Brasil, e os indicadores quanto &agrave; pr&aacute;tica t&ecirc;m mostrado um avan&ccedil;o.<sup>20</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todavia, dados epidemiol&oacute;gicos atestam que essa pr&aacute;tica ainda n&atilde;o est&aacute; consolidada nas diversas regi&otilde;es do Brasil.<sup>21</sup> Achados de um estudo de coorte de nascidos vivos, iniciado em 2004 em Feira de Santana-BA, revelaram que a primiparidade, o cansa&ccedil;o f&iacute;sico, a aus&ecirc;ncia de orienta&ccedil;&atilde;o de AM no hospital, os baixos n&iacute;veis de escolaridade e de renda, foram fatores associados ao desmame precoce.<sup>22</sup> Adicionalmente, a falta de experi&ecirc;ncia materna, o uso de hor&aacute;rios fixos para o AM, uso de chupeta, depress&atilde;o p&oacute;s-parto e o uso de mamadeira tamb&eacute;m foram identificados nesse cen&aacute;rio. <sup>22,23,24</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A alimenta&ccedil;&atilde;o complementar ao aleitamento deve ser introduzida a partir de seis meses de idade, selecionando-se estrategicamente os alimentos dos diversos grupos alimentares. As crian&ccedil;as de 6 a 24 meses de idade, que fazem o AM, devem ser acompanhadas e orientadas, pois o momento &eacute; cr&iacute;tico para a promo&ccedil;&atilde;o de uma nutri&ccedil;&atilde;o adequada<sup>20</sup>, sendo essas recomenda&ccedil;&otilde;es corroboradas pela AAP.<sup>17</sup> Especialmente para a sa&uacute;de bucal, esse momento &eacute; crucial para o estabelecimento de h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis n&atilde;o cariog&ecirc;nicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O alimento complementar &eacute; qualquer alimento nutritivo, s&oacute;lido ou l&iacute;quido, diferente do leite humano, oferecido &agrave; crian&ccedil;a amamentada. Os alimentos especialmente preparados para as crian&ccedil;as pequenas antes de passarem a receber os alimentos consumidos pela fam&iacute;lia s&atilde;o chamados de alimentos de transi&ccedil;&atilde;o. O tempo de transi&ccedil;&atilde;o, o modo como a crian&ccedil;a vai ser alimentada e os tipos de alimentos s&oacute;lidos e l&iacute;quidos que os pais oferecem em v&aacute;rias idades podem ter s&eacute;rias implica&ccedil;&otilde;es em curto e em longo prazo.<sup>15</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A alimenta&ccedil;&atilde;o complementar deve ser dada, inicialmente, 3 vezes ao dia, aumentando gradualmente at&eacute; 5 vezes por dia aos 12 meses de idade. As crian&ccedil;as entre 12 e 24 meses deveriam receber 3 refei&ccedil;&otilde;es e 2 lanches nutritivos, al&eacute;m do leite materno.<sup>25</sup> No entanto, a introdu&ccedil;&atilde;o de alimentos s&oacute;lidos, muitas vezes, ocorre bem antes do recomendado. Os preditores fortemente relacionados ao desmame precoce s&atilde;o perda de peso e baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico materno, m&atilde;es mais jovens, fumantes antes da gravidez e a dura&ccedil;&atilde;o do AM menor do que 4 meses de vida.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, foi elaborado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) e pelo Programa de Promo&ccedil;&atilde;o e Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-americana de Sa&uacute;de (OPAS), um guia alimentar para crian&ccedil;as menores de 2 anos, contendo recomenda&ccedil;&otilde;es para uma alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, visando a subsidiar os profissionais de sa&uacute;de a recomendarem pr&aacute;ticas alimentares saud&aacute;veis para os beb&ecirc;s.<sup>25</sup> As recomenda&ccedil;&otilde;es alimentares do MS, denominadas "Os 10 passos para a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel das crian&ccedil;as menores de dois anos", est&atilde;o apresentadas no <a href="#quad01">Quadro 1</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dessas iniciativas, m&atilde;es, em especial, de baixa renda, n&atilde;o seguem usualmente as diretrizes. Isto indica que a orienta&ccedil;&atilde;o da nutri&ccedil;&atilde;o e alimenta&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es com esse perfil deve ser objeto de programas de interven&ccedil;&atilde;o nutricional.<sup>15</sup> Achados revelam que a introdu&ccedil;&atilde;o precoce de alimentos desde o primeiro ano de vida &eacute; uma realidade<sup>27</sup> e, infelizmente, o AM predominante tem superado o exclusivo no primeiro m&ecirc;s de vida, pois as m&atilde;es insistem na introdu&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua, ch&aacute; e outros leites.<sup>21</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As evid&ecirc;ncias sugerem que o padr&atilde;o alimentar na lact&acirc;ncia, definido pelo AM e pela introdu&ccedil;&atilde;o do alimento complementar, no primeiro ano de vida, podem influenciar os h&aacute;bitos alimentares ao longo do tempo, gerando um impacto na sa&uacute;de da crian&ccedil;a, ao deixar um registro no comportamento alimentar e nas fun&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas. Assim, um start positivo nesse per&iacute;odo de vida conduziria a padr&otilde;es alimentares mais favor&aacute;veis &agrave; sa&uacute;de<sup>28</sup>; e, nesse contexto, deve-se tamb&eacute;m incluir a sa&uacute;de bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Odontopediatria, em suas diretrizes recentemente revisadas<sup>29</sup>, refor&ccedil;a que o aleitamento materno &eacute; a melhor via para se alcan&ccedil;ar o padr&atilde;o de desenvolvimento f&iacute;sico-social da crian&ccedil;a. Mas salienta que o AM sob livre demanda, depois da introdu&ccedil;&atilde;o de outros carboidratos ferment&aacute;veis da dieta, somado &agrave; higiene bucal inadequada, constituem fator de risco &agrave; c&aacute;rie em lactentes e crian&ccedil;as jovens. Essa rela&ccedil;&atilde;o ser&aacute; discutida a seguir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>C&aacute;rie dent&aacute;ria na primeira inf&acirc;ncia e pr&aacute;ticas alimentares</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em fun&ccedil;&atilde;o dos investimentos em sa&uacute;de nos &uacute;ltimos anos, t&ecirc;m-se observado ganhos expressivos nos n&iacute;veis de sa&uacute;de bucal na maioria dos pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento. No Brasil, os resultados do SB 2003 e 2010 mostraram um decl&iacute;nio na experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie, medida pelo CPO-D da popula&ccedil;&atilde;o infantil, em especial nas crian&ccedil;as de 12 anos de idade, que atingiram a meta preconizada pela OMS, que &eacute; de CPO-D &le; 3,0. Este resultado indica baixa preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o de gravidade determinada pela Institui&ccedil;&atilde;o.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, existe uma lacuna na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal, na preven&ccedil;&atilde;o e na assist&ecirc;ncia &agrave;s crian&ccedil;as de 0 a 5 anos. Estudos epidemiol&oacute;gicos demonstram que a ocorr&ecirc;ncia de c&aacute;rie e a gravidade ainda s&atilde;o um problema nessa faixa et&aacute;ria, especialmente em crian&ccedil;as de fam&iacute;lia de baixa renda.<sup>3</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A c&aacute;rie dent&aacute;ria &eacute; um processo cr&ocirc;nico e multifatorial, que se inicia a partir da a&ccedil;&atilde;o de um cons&oacute;rcio microbiano organizado, o chamado biofilme dental, com cariogenicidade suficientemente capaz de produzir danos &agrave;s superf&iacute;cies dent&aacute;rias espec&iacute;ficas e de promover uma cascata de eventos metab&oacute;licos. O avan&ccedil;o do desafio cariog&ecirc;nico culmina com a destrui&ccedil;&atilde;o localizada de &aacute;reas espec&iacute;ficas. Estas n&atilde;o representam s&iacute;tios suscept&iacute;veis por causa da "composi&ccedil;&atilde;o deficiente dos tecidos", mas s&atilde;o reflexo do desequil&iacute;brio das condi&ccedil;&otilde;es ambientais em tecidos dentais, frente &agrave; a&ccedil;&atilde;o de produtos &aacute;cidos, provenientes do metabolismo dos carboidratos da dieta pelos microrganismos presentes no biofilme.<sup>30</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse processo pode ser controlado e potencialmente revertido a est&aacute;gios iniciais, mas n&atilde;o &eacute; autolimitante; sem o controle do biofilme peri&oacute;dico e a redu&ccedil;&atilde;o de ingesta de a&ccedil;&uacute;car ele pode progredir at&eacute; a destrui&ccedil;&atilde;o da estrutura dent&aacute;ria de forma irrevers&iacute;vel. Os processos metab&oacute;licos e bioqu&iacute;micos que ocorrem no biofilme sofrem influ&ecirc;ncia do fluxo e da capacidade tamp&atilde;o salivar, exposi&ccedil;&atilde;o ao fluoreto, consumo de a&ccedil;&uacute;car na dieta e h&aacute;bitos de higiene bucal.<sup>30,31</sup> Por conseguinte, o processo metab&oacute;lico no biofilme sobre os dentes &eacute; um acontecimento fisiol&oacute;gico, determinado pela biodiversidade na cavidade bucal. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="quad01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n1/a03quad01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dos microrganismos serem essenciais na c&aacute;rie dent&aacute;ria, o desenvolvimento do processo &eacute; agravado por dois fatores: os associados &agrave; dieta8, como a alta frequ&ecirc;ncia de consumo de lanches ou bebidas, ambos adocicados<sup>12</sup>, h&aacute;bitos alimentares inadequados<sup>32</sup> e irregulares<sup>3,4</sup>; problemas nutricionais<sup>13</sup>; e os relacionados &agrave; higiene bucal inadequada<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existem in&uacute;meras propostas para examinar fatores que contribuem para a c&aacute;rie dent&aacute;ria ao longo do tempo. Uma das teorias que estudos epidemiol&oacute;gicos tem adotado &eacute; a Life Course Approach, desenvolvida por Kuh e Bem-Shlomo, em 1997.<sup>2</sup> Ela postula que muito do que acontece intra&uacute;tero e no in&iacute;cio da vida influencia a sa&uacute;de mais tarde e em todo o curso de vida. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, essa teoria sugere que os recursos biol&oacute;gicos individuais s&atilde;o influenciados pelos seguintes fatores: gen&eacute;tica, desenvolvimento pr&eacute; e p&oacute;s-natal e pelo ambiente f&iacute;sico e social no in&iacute;cio da vida.<sup>33</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quais os fatores de risco &agrave; c&aacute;rie que podem ser destacados na inf&acirc;ncia? Os fatores biol&oacute;gicos, relacionados a consequ&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, os fatores socioecon&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos, educacionais e comportamentais; e os relacionados ao desenvolvimento do indiv&iacute;duo. <sup>34,35</sup> Esses fatores, ilustrados na <a href="#fig01">Figura 1</a>, ora podem estar em harmonia, ora em desequil&iacute;brio; e, neste contexto, a frequ&ecirc;ncia, a intensidade e o tempo s&atilde;o importantes na modula&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup>36</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n1/a03fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como visto previamente, h&aacute; uma estreita rela&ccedil;&atilde;o entre a exposi&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria ao a&ccedil;&uacute;car, a composi&ccedil;&atilde;o do biofilme dental e a gravidade do processo de c&aacute;rie<sup>7</sup>. Os comportamentos que limitam o consumo de a&ccedil;&uacute;car reduzem o uso de mamadeira e fixam os hor&aacute;rios das refei&ccedil;&otilde;es e lanches, tem implica&ccedil;&otilde;es positivas nos agravos.<sup>37</sup> Presume-se que o estilo de vida e os h&aacute;bitos bucais dos cuidadores da crian&ccedil;a parecem ter forte associa&ccedil;&atilde;o com o estabelecimento dessas pr&aacute;ticas. Achados de estudos transversais e longitudinais afirmam que fatores determinantes no in&iacute;cio da vida, ligados &agrave;s pr&aacute;ticas alimentares e de higiene bucal, como higiene bucal pobre por parte dos pais, o uso de a&ccedil;&uacute;car e a alimenta&ccedil;&atilde;o noturna, constituem fatores de grande expressividade no risco ao incremento de c&aacute;rie na inf&acirc;ncia, em longo prazo.<sup>2,3,4,9,12,35</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das pr&aacute;ticas atualmente investigadas &eacute; o AM. Estudos mostram que as crian&ccedil;as que n&atilde;o fizeram o AME ou cujo desmame aconteceu precocemente apresentam maior risco &agrave; c&aacute;rie, especialmente na express&atilde;o mais grave do processo. Essas evid&ecirc;ncias sugerem que a dura&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica teria um efeito protetor em rela&ccedil;&atilde;o ao agravo, pois na aus&ecirc;ncia do AM a incorpora&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos alimentares n&atilde;o saud&aacute;veis tendem a ocorrer, incluindo os cariog&ecirc;nicos. Ademais, os h&aacute;bitos inadequados podem comprometer a qualidade na sa&uacute;de da crian&ccedil;a e gerar programa&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas negativas pela ingest&atilde;o inadequada e precoce de gorduras saturadas, a&ccedil;&uacute;cares e s&oacute;dio.<sup>38</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, relatos no Brasil e em outros pa&iacute;ses do mundo t&ecirc;m chamado a aten&ccedil;&atilde;o sobre a alta frequ&ecirc;ncia do aleitamento e a sua dura&ccedil;&atilde;o, especialmente na livre demanda, durante o sono e ap&oacute;s os 12 meses de idade. Essa pr&aacute;tica tem apresentado associa&ccedil;&atilde;o positiva em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; CPI e ao padr&atilde;o de gravidade e por se constitu&iacute;rem em fatores de risco.<sup>3,39</sup> Esses elementos podem ter repercuss&atilde;o em curto e em longo prazo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dados recentes, ainda n&atilde;o publicados pelo nosso grupo de pesquisa, de uma coorte de nascidos vivos, desenhada para estudar a associa&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas alimentares no primeiro ano de vida e a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em crian&ccedil;as de 10 anos de idade, revelaram que a presen&ccedil;a do AM e sua frequ&ecirc;ncia maior ou igual a quatro vezes ao dia apresentaram associa&ccedil;&atilde;o positiva com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie ao longo do tempo. Ap&oacute;s os ajustes por confundidores ligados a outras pr&aacute;ticas alimentares potencialmente cariog&ecirc;nicas, como consumo de bebidas industrializadas, uso de mamadeira para tomar outros l&iacute;quidos e alimenta&ccedil;&atilde;o noturna, os resultados ainda se mantiveram significantes. Tais achados endossam a necessidade de interven&ccedil;&atilde;o e acompanhamento das pr&aacute;ticas alimentares das crian&ccedil;as a partir do primeiro ano de vida, para alcan&ccedil;ar uma melhor sa&uacute;de bucal no futuro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Publica&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias de estudos de coorte, em crian&ccedil;as brasileiras, tamb&eacute;m identificaram um alto risco &agrave; carie quando o AM prolongado foi realizado em alta frequ&ecirc;ncia ou sob livre demanda, ap&oacute;s os 12 meses de idade. Mas, os autores tamb&eacute;m identificaram que outras pr&aacute;ticas alimentares foram significantes, como alto consumo de a&ccedil;&uacute;car e de lanches.<sup>3,37,40</sup> Apesar de a OMS indicar o AM at&eacute; 2 anos de idade, essa pr&aacute;tica a partir dos 12 meses de idade, sem o devido acompanhamento odontol&oacute;gico, deve ser vista com cautela, pois um padr&atilde;o mais grave de CPI tem sido diagnosticado em crian&ccedil;as que fazem em alta frequ&ecirc;ncia, especialmente durante a noite.<sup>3,40</sup> Em contrapartida, alguns estudos longitudinais n&atilde;o endossam que o AM exclusivo e prolongado contribua para o desenvolvimento de c&aacute;rie em lactentes.<sup>41</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a frequ&ecirc;ncia do AM ap&oacute;s os 12 meses de idade est&aacute; ligada &agrave; rela&ccedil;&atilde;o dose-resposta e &agrave; gravidade da doen&ccedil;a. A plausibilidade biol&oacute;gica que busca esclarecer a rela&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas, com a presen&ccedil;a de c&aacute;rie, baseia-se no conhecimento de que o contato frequente e prolongado do leite materno nos dentes pode resultar em condi&ccedil;&otilde;es acidog&ecirc;nicas similares &agrave;s geradas na presen&ccedil;a de carboidratos ferment&aacute;veis, levando &agrave; sucessiva diminui&ccedil;&atilde;o do pH e a perdas acentuadas de minerais. Portanto, o leite materno pode ser cariog&ecirc;nico em condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, mas o ajuste de vari&aacute;veis confundidoras e modificadoras de efeito, como a higiene bucal, deve ser mais estudado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A recomenda&ccedil;&atilde;o atualizada proposta pela AAPD &eacute; que, a partir do sexto m&ecirc;s de vida, a m&atilde;e passe a utilizar copos ou x&iacute;caras para o consumo de l&iacute;quidos. O per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre o AME, o AM misto e a introdu&ccedil;&atilde;o da alimenta&ccedil;&atilde;o complementar &eacute; um momento- chave para o estabelecimento de h&aacute;bitos alimentares saud&aacute;veis. Mas, nem sempre isso &eacute; implementado. Registros sinalizam que o uso da mamadeira para dormir ou durante o sono &eacute; um comportamento frequente, elevando o risco de c&aacute;rie ao longo do tempo39, devido ao aumento do potencial cariog&ecirc;nico na cavidade bucal.<sup>42</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro ponto de grande relev&acirc;ncia no contexto de sa&uacute;de, que tem chamado a aten&ccedil;&atilde;o da comunidade cient&iacute;fica, &eacute; o consumo de alimentos doces ou ado&ccedil;ados, a partir do primeiro de vida, como pr&aacute;tica comum. Evid&ecirc;ncias sugerem que a combina&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o de bebidas ado&ccedil;adas mais do que uma vez na semana, em idade precoce, poderia ser um preditor de c&aacute;rie, ao longo do tempo; al&eacute;m disso, o aumento do consumo de a&ccedil;&uacute;cares seria linear com o passar dos anos.38 Mas, ainda n&atilde;o est&aacute; claro se &eacute; a frequ&ecirc;ncia ou a quantidade de a&ccedil;&uacute;car ingerido que leva ao aumento do risco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A OMS publicou recentemente as recomenda&ccedil;&otilde;es sobre a ingest&atilde;o de a&ccedil;&uacute;cares para adultos e crian&ccedil;as, fixando em &lt;5% de a&ccedil;&uacute;car livre; e salienta que os efeitos negativos da c&aacute;rie sobre a sa&uacute;de s&atilde;o cumulativos porque o processo &eacute; o resultado de exposi&ccedil;&atilde;o aos alimentos com alta concentra&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;cares livres, ao longo da vida. Ent&atilde;o, mesmo uma pequena redu&ccedil;&atilde;o do risco &agrave; c&aacute;rie na inf&acirc;ncia tem signific&acirc;ncia na vida futura do indiv&iacute;duo.<sup>43</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A c&aacute;rie dent&aacute;ria em todas as faixas et&aacute;rias tem sido investigada de forma global, para identificar os fatores de risco, os determinantes socioecon&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos e comportamentais, interrelacionados com o agravo; e essas caracter&iacute;sticas devem ser pesquisadas para elaborar a&ccedil;&otilde;es efetivas nas popula&ccedil;&otilde;es e tra&ccedil;ar medidas eficazes para todos os padr&otilde;es de gravidade da doen&ccedil;a. Na inf&acirc;ncia, especialmente, esse direcionamento &eacute; relevante porque nem sempre as crian&ccedil;as de alto risco &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria s&atilde;o as respons&aacute;veis pelo incremento do agravo.<sup>44</sup> Dessa maneira, na perspectiva de sa&uacute;de p&uacute;blica, as estrat&eacute;gias preventivas e de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de deveriam ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o para toda a popula&ccedil;&atilde;o e suas especificidades e n&atilde;o somente visando aos grupos polarizados da doen&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, o estabelecimento precoce de h&aacute;bitos alimentares cariog&ecirc;nicos e a falta de higiene bucal ou a sua inadequa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o uma realidade, levando ao aumento do desafio cariog&ecirc;nico e &agrave; ocorr&ecirc;ncia de c&aacute;rie. O impacto mais importante desse agravo e suas consequ&ecirc;ncias na crian&ccedil;a &eacute; a interfer&ecirc;ncia no crescimento e no ganho de peso, pois a dor e a infec&ccedil;&atilde;o alteram o apetite e o sono, a ingest&atilde;o alimentar e os processos metab&oacute;licos.<sup>45</sup> Essas evid&ecirc;ncias s&atilde;o comumente reconhecidas na pr&aacute;tica odontopedi&aacute;trica, em especial, na assist&ecirc;ncia p&uacute;blica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isto pode ser compensado se um bom controle peri&oacute;dico do biofilme e a redu&ccedil;&atilde;o de ingest&atilde;o de alimentos potencialmente cariog&ecirc;nicos estiverem em equil&iacute;brio. Mas se houver bons h&aacute;bitos de controle de biofilme e as pr&aacute;ticas alimentares forem inadequadas, mesmo assim, o controle da c&aacute;rie pode ser observado.<sup>46</sup> No entanto, a higiene bucal frequente e adequada realizada pelas m&atilde;es e cuidadores n&atilde;o tem sido uma realidade para quem milita na pr&aacute;tica cl&iacute;nica odontopedi&aacute;trica, especialmente, no atendimento do pr&eacute;-escolar. Os casos de c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia t&ecirc;m sido crescentes e os servi&ccedil;os p&uacute;blicos n&atilde;o conseguem absorver essa demanda e realizar as a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rias, pois o manejo, nesses casos, &eacute; muito dif&iacute;cil, requerendo conhecimentos e habilidades espec&iacute;ficas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pol&iacute;ticas de sa&uacute;de deveriam ser dirigidas para empreender melhorias &agrave; sa&uacute;de geral e a bucal faz parte desse contexto. Os protocolos da Academia Americana de Pediatria, baseados nas orienta&ccedil;&otilde;es da OMS e da Unicef, recomendam o aleitamento materno at&eacute; os dois anos ou mais; e essa pol&iacute;tica de est&iacute;mulo ao aleitamento vem crescendo em todo o mundo.<sup>17</sup> Mas, as a&ccedil;&otilde;es de valoriza&ccedil;&atilde;o e a motiva&ccedil;&atilde;o do AM deveriam ser implementadas de maneira conjunta com a Odontologia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante da magnitude do problema, a c&aacute;rie dent&aacute;ria n&atilde;o pode ser analisada somente do ponto de vista biol&oacute;gico ou como consequ&ecirc;ncia da a&ccedil;&atilde;o de bact&eacute;rias envolvidas no processo. Diversos fatores e confundidores est&atilde;o relacionados &agrave; ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, cada um com a sua expressividade. Al&eacute;m das consequ&ecirc;ncias cl&iacute;nicas passadas e atuais, onde se relataram os aspectos hist&oacute;ricos da doen&ccedil;a, observa-se que esta transcende o universo biol&oacute;gico, atingindo, com grande repercuss&atilde;o, a qualidade de vida das crian&ccedil;as acometidas.<sup>47</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base no exposto, devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o a uma dieta desfavor&aacute;vel no in&iacute;cio da vida ser um fator determinante na preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie precoce, e que os h&aacute;bitos alimentares s&atilde;o formados, especialmente, nesse per&iacute;odo, faz-se necess&aacute;ria &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es voltadas para a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas alimentares favor&aacute;veis na preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Numa atua&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea, refor&ccedil;am-se o aconselhamento diet&eacute;tico racional em programas p&uacute;blicos e privados de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de na primeira inf&acirc;ncia e o fortalecimento da participa&ccedil;&atilde;o do profissional de Odontologia na equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia, desde o acompanhamento gestacional, para implementar a&ccedil;&otilde;es para melhoria do controle de biofilme peri&oacute;dico e para instituir pr&aacute;ticas saud&aacute;veis o mais precoce poss&iacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto SBBrasil 2010 &#91;Internet&#93;. &#91;cited 2016 Feb 12&#93;. Available from: http://dab.saude.gov.br/CNSB/sbbrasil/ </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=430024&pid=S0004-5276201600010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Peres MA, Latorre M do RD de O, Sheiham A, Peres KG, Barros FC, Hernandez PG, et al. Social and biological early life influences on severity of dental caries in children aged 6 years. Community Dentistry and Oral Epidemiology. 2005 Feb;33(1):53&ndash;63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Feldens CA, Giugliani ERJ, Vigo &Aacute;, V&iacute;tolo MR. Early feeding practices and severe early childhood caries in four-year-old children from southern Brazil: a birth cohort study. Caries Res. 2010 Sept;44(5):445&ndash;52.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Arora A, Scott JA, Bhole S, Do L, Schwarz E, Blinkhorn AS. Early childhood feeding practices and dental caries in preschool children: a multi-centre birth cohort study. BMC Public Health. 2011 Jan;11(1):28. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Nobile CG, Fortunato L, Bianco A, Pileggi C, Pavia M. Pattern and severity of early childhood caries in Southern Italy: a preschool-based cross-sectional study. BMC Public Health. 2014 Feb;14(1):206. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Martins M, Sardenberg F, Abreu M, Vale M, Paiva S, Pordeus I. Factors associated with dental caries in Brazilian children: a multilevel approach. Community Dent Oral Epidemiol. 2014 Agosto;42(4):289&ndash;99. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Nobre dos Santos M, Melo dos Santos L, Francisco SB, Cury JA. Relationship among Dental Plaque Composition, Daily Sugar Exposure and Caries in the Primary Dentition. Caries Research. 2002 Sept/Oct;36(5):347&ndash;52.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Kanasi E, Johansson I, Lu SC, Kressin NR, Nunn ME, Kent R, Tanner AC: Microbial risk markers for childhood caries in pediatricians' offices. J Dent Res 2010 Apr;89:378-383. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Feldens CA, Kramer PF, Rodrigues PH, Sequeira MC, Vitolo MR. Maternal education is an independent determinant of cariogenic feeding practices in the first year of life. European Archives of Paediatric Dentistry. 2012 Abril;13(2):70-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Gonz&aacute;lez-Chica DA, Gon&ccedil;alves H, Nazmi A, Santos IS, Barros AJ, Matijasevich A, et al. Seasonality of infant feeding practices in three Brazilian birth cohorts. Int J Epidemiol. 2012 June;41(3):743&ndash;52. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Skugarevsky O, Wade KH, Richmond RC, Martin RM, Tilling K, Patel R, et al. Effects of promoting longer-term and exclusive breastfeeding on childhood eating attitudes: a cluster-randomized trial. Int J Epidemiol. 2014 Aug; 43(4):1263-71 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Thitasomakul S, Piwat S, Thearmontree A, Chankanka O, Pithpornchaiyakul W, Madyusoh S. Risks for early childhood caries analyzed by negative binomial models. J Dent Res. 2009 Feb;88(2):137&ndash;41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Feldens CA, Giugliani ERJ, Duncan BB, Drachler M de L, V&iacute;tolo MR. Long-term effectiveness of a nutritional program in reducing early childhood caries: a randomized trial. Community Dent Oral Epidemiol. 2010 Aug;38(4):324&ndash;32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Hashim R, Williams SM, Murray Thomson W. Diet and caries experience among preschool children in Ajman, United Arab Emirates. Eur J Oral Sci. 2009 Dec;117(6):734&ndash;40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Fein SB, Labiner-Wolfe J, Scanlon KS, Grummer-Strawn LM. Selected Complementary Feeding Practices and Their Association With Maternal Education. PEDIATRICS. 2008 Oct;122(Supplement):S91&ndash;7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. WHO Global strategy for infant and young child feeding &#91;Internet&#93;. WHO. &#91;cited 2014 Oct 15&#93;. Available from: http://www.who.int/nutrition/publications/infantfeeding/ 9241562218/en/ </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Eidelman AI, Schanler RJ, Johnston M, Landers S, Noble L, Szucs K, et al. Breastfeeding and the Use of Human Milk. Pediatrics. 2012 Mar;129(3):827&ndash;41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Salone LR, Vann WF, Dee DL. Breastfeeding An overview of oral and general health benefits. JADA. 2013 Feb;144(2):143&ndash;51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Guilbert TW, Stern DA, Morgan WJ, Martinez FD, Wright AL. Effect of Breastfeeding on Lung Function in Childhood and Modulation by Maternal Asthma and Atopy. Am J Respir Crit Care Med. 2007 Nov;176(9):843&ndash;8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#91;Internet&#93;. &#91;cited 2016 Feb 11&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://bvsms. saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt1920_05_09_2013.html </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Venancio SI, Escuder MML, Saldiva SRDM. Breastfeeding practice in the Brazilian capital cities and the Federal District: current status and advances. Jornal de Pediatria. 2010 Aug;86(4):317&ndash;24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Vieira GO, Martins C da C, Vieira T de O, Oliveira NF de, Silva LR. Factors predicting early discontinuation of exclusive breastfeeding in the first month of life. Jornal de Pediatria &#91;Internet&#93;. 2010 Oct; &#91;cited 2014 Oct 21&#93;;0(0). Available from: http://www.jped.com.br/ ArtigoDetalhe.aspx?varArtigo=2130&amp;idioma=pt-BR </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. do Nascimento MBR, Reis MAM, Franco SC, Issler H, Ferraro AA, Grisi SJFE. Exclusive Breastfeeding in Southern Brazil: Prevalence and Associated Factors. Breastfeeding Medicine. 2009 Nov;5(2):79&ndash;85. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Feldens CA, Vitolo MR, Rauber F, Cruz LN, Hilgert JB. Risk Factors for Discontinuing Breastfeeding in Southern Brazil: A Survival Analysis. Maternal and Child Health Journal. 2012 Aug;16(6):1257&ndash;65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Dez passos para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel: guia alimentar para crian&ccedil;as menores de 2 anos: &aacute;lbum seriado / Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 2003. Dispon&iacute;vel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Scott JA, Binns CW, Graham KI, Oddy WH. Predictors of the early introduction of solid foods in infants: results of a cohort study. BMC Pediatrics. 2009 Sep 22;9(1):60. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Vieira GO, Silva LR, Vieira T de O, Almeida JAG de, Cabral VA. Feeding habits of breastfed and non-breastfed children up to 1 year old. Jornal de Pediatria. 2004 Sep;80(5):411&ndash;6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Abraham EC, Godwin J, Sherriff A, Armstrong J. Infant feeding in relation to eating patterns in the second year of life and weight status in the fourth year. Public Health Nutrition. 2012 Sep;15(09):1705&ndash;14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Policy on Dietary Recommendations for Infants, Children, and Adolescents. Pediatric Dentistry. 2014 Oct;36(6):56&ndash;8. 30. Kidd E. The implications of the new paradigm of dental caries. Journal of Dentistry. 2011 Dezembro;39 (Supplement 2):S3&ndash;8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Ismail AI, Tellez M, Pitts NB, Ekstrand KR, Ricketts D, Longbottom C, et al. Caries management pathways preserve dental tissues and promote oral health. Community Dent Oral Epidemiol. 2013 Feb;41(1):e12&ndash;40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Palmer CA, Kent R Jr, Loo CY, Hughes CV, Stutius E, Pradhan N, et al. Diet and caries-associated bacteria in severe early childhood caries. J Dent Res. 2010 Nov;89(11):1224&ndash;9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Zhou Y, Yang JY, Lo ECM, Lin HC. The Contribution of Life Course Determinants to Early Childhood Caries: A 2-Year Cohort Study. Caries Research. 2012 April;46(2):87&ndash;94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Retnakumari N, Cyriac G. Childhood caries as influenced by maternal and child characteristics in pre-school children of Kerala-an epidemiological study. Contemp Clin Dent. 2012 Jan;3(1):2&ndash;8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Masumo R, Bardsen A, Mashoto K, Astrom AN. Prevalence and socio-behavioral influence of early childhood caries, ECC, and feeding habits among 6 - 36 months old children in Uganda and Tanzania. BMC Oral Health. 2012 Jul;12:24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Fejerskov O. Concepts of dental caries and their consequences for understanding the disease. Community Dentistry and Oral Epidemiology. 1997 Feb;25(1):5&ndash;12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Chaffee BW, Cheng A. Global Research Trends on Early-Life Feeding Practices and Early Childhood Caries: a Systematic Review. J Oral Dis. 2014 May;2014:675658. http://dx.doi. org/10.1155/2014/675658 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Liang Hong, Levy SM, Warren JJ, Broffitt B. Infant Breast-feeding and Childhood Caries: A Nine-year Study. Pediatric Dentistry. 2014 Aug;36(4):342&ndash;7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. Tanaka K, Miyake Y, Sasaki S, Hirota Y. Infant Feeding Practices and Risk of Dental Caries in Japan: The Osaka Maternal and Child Health Study. Pediatric Dentistry. 2013 Jun 5;35(3):267&ndash;71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. Chaffee BW, Feldens CA, V&iacute;tolo MR. Association of long-duration breastfeeding and dental caries estimated with marginal structural models. Annals of Epidemiology. 2014 Jun;24(6):448&ndash;54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">41. Kramer MS, Vanilovich I, Matush L, Bogdanovich N, Zhang X, Shishko G, et al. The Effect of Prolonged and Exclusive Breast-Feeding on Dental Caries in Early School-Age Children. Caries Research. 2007 nov;41(6):484&ndash;8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. Marshall TA, Levy SM, Broffitt B, Warren JJ, Eichenberger-Gilmore JM, Burns TL, et al. Dental Caries and Beverage Consumption in Young Children. Pediatrics. 2003 Sept;112(3):e184&ndash;91. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">43. Guideline: Sugars intake for adults and children. Geneva: World Health Organization; 2015&#91;cited 2016 Feb&#93;. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK285537/ </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. Batchelor PA, Sheiham A. The distribution of burden of dental caries in schoolchildren: a critique of the high-risk caries prevention strategy for populations. BMC Oral Health. 2006 Jan;6(1):3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. Sheiham A. Oral health, general health and quality of life. Bull World Health Organ. 2005 Sep;83(9):644. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">46. Sheiham A, James WPT. A new understanding of the relationship between sugars, dental caries and fluoride use: implications for limits on sugars consumption. Public Health Nutrition. 2014 Oct;17(10):2176&ndash;84. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">47. Gradella CMF, Bernab&eacute; E, B&ouml;necker M, Oliveira LB. Caries prevalence and severity, and quality of life in Brazilian 2- to 4-year-old children. Community Dent Oral Epidemiol. 2011 Dec;39(6):498&ndash;504.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v70n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Susana Paim dos Santos     <br>   Universidade Estadual de Feira de Santana     <br> Departamento de Sa&uacute;de, m&oacute;dulo 6     <br>   Av. Transnordestina, s/n     <br>   Novo Horizonte - Feira de Santana &ndash; BA     <br>   44036-900    <br>   Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:supaim1965@gmail.com" target="_blank">supaim1965@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: jan/2016    <br> Aceito: fev/2016</b></font></p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil.^dMinistério da Saúde.</collab>
<source><![CDATA[Projeto SBBrasil 2010]]></source>
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