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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Momento atual da Odontologia para Pessoas com Deficiência na América Latina: situação do Chile e Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Health care is an essential factor for the quality of life of human beings. Based upon this fact, information about the rights of disabled people presented by the WHO International Convention shows that people with disabilities must have the opportunity to access the highest level of health care without any prejudice. Furthermore, the State must guarantee such accessibility. In Chile 20% of the adult population presents some degree of disability; which means, a person who shows some limitation in regard to his/her physical, mental, intellectual, sensorial or other condition, and restricted participation in the society. In regard to the gender distribution, 14.8% of the man population and 24.9% of the woman population present some degree of deficiency. In Brazil, approximately 24.0% of the population (45.606.048 people) presents some deficiency (at least one of the searched deficiencies), including hearing, physical, visual, intellectual, autism disorder, ostomies and restricted mobility impairments. In this group, 25.800.681 people (26.5%) are women and 19.805.367 people (21.2%) are men. In general, according to the global assessment of the health condition of disabled people, their oral health is poor and their access to dental care is limited. Then, Chile and Brazil have developed projects to specifically contribute to the oral health of disable people. In this direction, Brazil has formulated public policies to guarantee autonomy and wider support of the health system, and of the education and work systems as well, improving the quality of life of disabled people.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo original (convidado)</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Momento atual da Odontologia para Pessoas com Defici&ecirc;ncia na Am&eacute;rica Latina: situa&ccedil;&atilde;o do Chile e Brasil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Current Status of the Dental Care Provided to Disabled People in Latin America: Chilean and Brazilian scenarios</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aida Sabbagh Haddad<sup>I</sup></b><b>; Elizabeth L&oacute;pez Tagle<sup>II; </sup></b><b>Vivian de Agostino Biella Passos<sup>III</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial e em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais, doutora em Diagn&oacute;stico Bucal/Radiologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II</sup> Mestrado em Sa&uacute;de P&uacute;blica - Chefe do Departamento de Sa&uacute;de Bucal - Subsecretaria de Sa&uacute;de P&uacute;blica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Chile    <br>   <sup>III</sup> Doutora em Ci&ecirc;ncias da Reabilita&ccedil;&atilde;o pelo Hospital de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Anomalias Craniofaciais da Universidade de S&atilde;o Paulo (HRAC-USP/Bauru-S&atilde;o Paulo) - Professora assistente nas disciplinas de Odontopediatria (incluindo Odontologia para PNE) e Dent&iacute;stica da Faculdade de Odontologia da Universidade do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o (USC), Bauru, S&atilde;o Paulo    <br> </font>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de &eacute; um fator essencial para a qualidade de vida do ser humano. Baseado nesse fato a Conven&ccedil;&atilde;o Internacional sobre os direitos das pessoas com defici&ecirc;ncia da ONU aponta que as Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Incapacidade t&ecirc;m o direito de desfrutar o mais alto padr&atilde;o ating&iacute;vel de sa&uacute;de sem discrimina&ccedil;&atilde;o; assim, o estado deve tomar as medidas adequadas para garantir seu acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. No Chile 20% da popula&ccedil;&atilde;o adulta apresenta algum grau de defici&ecirc;ncia, ou seja, aquela que em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desenvolvimento f&iacute;sico, mental, intelectual, sensorial ou outras condi&ccedil;&otilde;es, mostram restri&ccedil;&otilde;es &agrave; participa&ccedil;&atilde;o plena e ativa na sociedade. Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por g&ecirc;nero, as mulheres apresentam maior preval&ecirc;ncia de pessoas com algum grau de defici&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos homens. No Brasil, aproximadamente 24% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira (45.606.048 de pessoas) apresenta algum tipo de defici&ecirc;ncia, pelo menos uma das defici&ecirc;ncias investigadas, incluindo as defici&ecirc;ncias auditiva, f&iacute;sica, visual, intelectual, transtorno do espectro autista, ostomias e mobilidade reduzida. Desses indiv&iacute;duos, 25.800.681 de pessoas (56,5%) s&atilde;o mulheres e 19.805.367 (43,5%) s&atilde;o homens. De acordo com o estudo da situa&ccedil;&atilde;o global da pessoa com defici&ecirc;ncia, a sa&uacute;de bucal geralmente &eacute; ruim e o acesso a cuidados odontol&oacute;gicos &eacute; limitado. No Chile e no Brasil, c&aacute;rie e doen&ccedil;a periodontal, est&atilde;o dentro das patologias orais de maior preval&ecirc;ncia, que aumentam com a idade e que surgem de forma desigual, afetando principalmente popula&ccedil;&atilde;o de periferia e de baixa renda. Assim, tanto o Chile como o Brasil t&ecirc;m desenvolvido projetos que visam contribuir para que a pessoa com defici&ecirc;ncia consiga ser atendida em suas necessidades espec&iacute;ficas na &aacute;rea da sa&uacute;de bucal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>pessoa com defici&ecirc;ncia; sa&uacute;de p&uacute;blica; sa&uacute;de bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Health care is an essential factor for the quality of life of human beings. Based upon this fact, information about the rights of disabled people presented by the WHO International Convention shows that people with disabilities must have the opportunity to access the highest level of health care without any prejudice. Furthermore, the State must guarantee such accessibility. In Chile 20% of the adult population presents some degree of disability; which means, a person who shows some limitation in regard to his/her physical, mental, intellectual, sensorial or other condition, and restricted participation in the society. In regard to the gender distribution, 14.8% of the man population and 24.9% of the woman population present some degree of deficiency. In Brazil, approximately 24.0% of the population (45.606.048 people) presents some deficiency (at least one of the searched deficiencies), including hearing, physical, visual, intellectual, autism disorder, ostomies and restricted mobility impairments. In this group, 25.800.681 people (26.5%) are women and 19.805.367 people (21.2%) are men. In general, according to the global assessment of the health condition of disabled people, their oral health is poor and their access to dental care is limited. Then, Chile and Brazil have developed projects to specifically contribute to the oral health of disable people. In this direction, Brazil has formulated public policies to guarantee autonomy and wider support of the health system, and of the education and work systems as well, improving the quality of life of disabled people.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>disabled people; public health care; oral care.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELEV&Acirc;NCIA CL&Iacute;NICA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Divulgar e correlacionar a atual situa&ccedil;&atilde;o do atendimento odontol&oacute;gico, em n&iacute;vel da pol&iacute;tica p&uacute;blica nacional de sa&uacute;de, nas pessoas com defici&ecirc;ncia no Chile e no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) afirma que uma sociedade inclusiva garante espa&ccedil;os sociais para todas as pessoas, fortalecendo atitudes de aceita&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as individuais e coletivas, e enfatiza a import&acirc;ncia do pertencer, da conviv&ecirc;ncia, coopera&ccedil;&atilde;o e contribui&ccedil;&atilde;o de todos para uma vida mais justa, saud&aacute;vel e igualit&aacute;ria. Esse processo democr&aacute;tico constitui-se no reconhecimento de que todos os seres humanos s&atilde;o livres, iguais e t&ecirc;m o direito de exercer plenamente sua cidadania. Dessa forma, a inclus&atilde;o social &eacute; o direito de todos os seres humanos ao lado da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de define a sa&uacute;de como "um estado de completo bem-estar f&iacute;sico, mental e social, e n&atilde;o meramente a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou enfermidade". Assim, a sa&uacute;de &eacute; um fator preponderante na qualidade de vida das pessoas. Neste contexto, a Conven&ccedil;&atilde;o Internacional sobre os direitos das pessoas com defici&ecirc;ncia da ONU aponta que as Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Incapacidade (PESI), t&ecirc;m o direito de desfrutar o mais alto padr&atilde;o ating&iacute;vel de sa&uacute;de sem discrimina&ccedil;&atilde;o, portanto, o estado deve tomar as medidas adequadas para garantir o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, incluindo a promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o, tratamento, habilita&ccedil;&atilde;o, reabilita&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o para a situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia; deve garantir o acesso das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade (PESI) ao sistema de sa&uacute;de em condi&ccedil;&otilde;es de igualdade, em compara&ccedil;&atilde;o com o resto da popula&ccedil;&atilde;o e avaliar o atual acesso dos mesmos aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, tanto no que diz respeito a acessibilidade da infraestrutura, como aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e privados.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Chile, a lei n&ordm; 20.422 promulgada em 2010 e modificada em 2015<sup>2</sup> assinalam que "a preven&ccedil;&atilde;o de incapacidades e reabilita&ccedil;&atilde;o constituem uma obriga&ccedil;&atilde;o do Estado e, al&eacute;m disso, um direito e um dever &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia, suas fam&iacute;lias e da sociedade como um todo." Essa lei &eacute; baseada no desenho e implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es destinadas a melhorar o acesso &agrave; sa&uacute;de e reabilita&ccedil;&atilde;o das PESI, de maneira coordenada, descentralizados e com elevados padr&otilde;es t&eacute;cnicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> De acordo com o II Estudo de Incapacidade Nacional<sup>3</sup>, no Chile 20% da popula&ccedil;&atilde;o adulta apresenta algum grau de defici&ecirc;ncia, entendendo-se como uma pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade, PESI, aquela que, em rela&ccedil;&atilde;o ao seu desenvolvimento f&iacute;sico, mental, intelectual, sensorial ou outras condi&ccedil;&otilde;es, ao interagir com diferentes barreiras contextuais, atitudinais e ambientais, mostram restri&ccedil;&otilde;es &agrave; participa&ccedil;&atilde;o plena e ativa na sociedade. Aproximadamente 8,3% da popula&ccedil;&atilde;o maiores de 18 anos de idade t&ecirc;m graves problemas em seu desempenho (defici&ecirc;ncia grave) e aproximadamente 11,7% apresentam defici&ecirc;ncia de leve a moderada. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por g&ecirc;nero, 14,8% dos homens e 24,9% das mulheres t&ecirc;m algum grau de defici&ecirc;ncia (<a href="#graf01">Gráfico 1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade est&aacute; intimamente relacionada com o envelhecimento das pessoas e sua renda e, afeta em maior propor&ccedil;&atilde;o as mulheres. Assim, pode ser visto no (<a href="#graf02">Gráfico 2</a>) que quanto maior a renda familiar per capita, menor a porcentagem da popula&ccedil;&atilde;o adulta em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia.<sup>3</sup> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n2/a06graf01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n2/a06graf02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o a sua depend&ecirc;ncia funcional, 40,4% das PESI </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">declararam ter extrema dificuldade ou incapacidade de realizar tarefas b&aacute;sicas de vida di&aacute;ria, ou que devem receber ajuda com alta frequ&ecirc;ncia (muitas vezes ou sempre). Do total das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade, 41,2% deles t&ecirc;m um cuidador<sup>3</sup>, dentro ou fora de casa, sendo este em 73,9% do sexo feminino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sa&uacute;de bucal</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o estudo da situa&ccedil;&atilde;o global da defici&ecirc;ncia, a sa&uacute;de bucal de muitas pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade &eacute; ruim e o acesso a cuidados odontol&oacute;gicos &eacute; limitado.<sup>4</sup> A Academia Americana de Odontopediatria considera que pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia tem maior risco de desenvolver doen&ccedil;as bucais.<sup>5</sup> O aumento do risco de c&aacute;rie est&aacute; relacionado com a dificuldade de manter adequada higiene oral, uso frequente de drogas a&ccedil;ucaradas e consumo inadequado de alimentos cariog&ecirc;nicos.<sup>6</sup> Al&eacute;m disso, pessoas com defici&ecirc;ncia intelectual e funcionamento social, tem geralmente pior n&iacute;vel de higiene oral e controle de placa bacteriana, o que se traduz em doen&ccedil;a periodontal.<sup>7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Chile, c&aacute;rie e doen&ccedil;a gengival e periodontal, est&atilde;o dentro das patologias orais de maior preval&ecirc;ncia, que aumentam com a idade e que surgem em forma desigual, afetando principalmente popula&ccedil;&atilde;o de maior ruralidade e de baixa renda.<sup>8</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desigualdade na sa&uacute;de bucal &eacute; maior em pessoas com defici&ecirc;ncia, pois elas e suas fam&iacute;lias experimentam ainda, um maior n&iacute;vel de pobreza e menos oportunidades de educa&ccedil;&atilde;o, emprego e independ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em geral.<sup>9</sup> As PESI t&ecirc;m menos dentes, mais elementos dentais sem tratar e mais doen&ccedil;a gengival em compara&ccedil;&atilde;o com a popula&ccedil;&atilde;o.<sup>6</sup> Isto tem um efeito negativo significativo do ponto de vista da dor e o sofrimento que causam; a perda da capacidade funcional e qualidade de vida trazem como consequ&ecirc;ncia implica&ccedil;&otilde;es importantes para a nutri&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o, confian&ccedil;as em si mesmos e, em geral, a sua participa&ccedil;&atilde;o e inclus&atilde;o na sociedade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Boa parte da necessidade de tratamento odontol&oacute;gico das PESI pode ser evitada. A presta&ccedil;&atilde;o de cuidados curativos &eacute; onerosa, tanto para o estado como para a fam&iacute;lia, raz&atilde;o pela qual &eacute; fundamental a entrega de ferramentas educacionais para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a inser&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es preventivas.<sup>10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de bucal</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chile tem priorizado a sa&uacute;de bucal em suas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Os objetivos sanit&aacute;rios definidos pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de especificam os desafios e estrat&eacute;gias para lidar com eles de forma justa e eficiente. No in&iacute;cio da d&eacute;cada 2011-2020, foi estabelecido como alvo na sa&uacute;de bucal "prevenir e reduzir a morbilidade bucal de maior preval&ecirc;ncia em crian&ccedil;as abaixo dos 20 anos, com destaque para os mais vulner&aacute;veis". Os objetivos para este per&iacute;odo s&atilde;o relacionados com o aumento de crian&ccedil;as de 6 anos livres de c&aacute;ries e com a redu&ccedil;&atilde;o dos danos por c&aacute;rie em adolescentes com idade de 12 anos, centrando-se esses objetivos na popula&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e na diminui&ccedil;&atilde;o da lacuna de desigualdade em sa&uacute;de oral.<sup>11</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das principais estrat&eacute;gias propostas para atingir as metas de sa&uacute;de descritas &eacute; o Modelo de Interven&ccedil;&atilde;o Promocional e Preventiva de Doen&ccedil;as Orais, para a instala&ccedil;&atilde;o precoce dos h&aacute;bitos de higiene e alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em crian&ccedil;as envolvidas no sistema de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar e escolar e, o refor&ccedil;o do componente da sa&uacute;de bucal no modelo de aten&ccedil;&atilde;o integral focado na fam&iacute;lia e na comunidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este modelo, como se observa na <a href="#tab01">tabela 1</a>, considera nove estrat&eacute;gias que s&atilde;o desenvolvidas nas &aacute;reas de a&ccedil;&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de, reconhecendo que a a&ccedil;&atilde;o intersetorial &eacute; essencial para alcan&ccedil;ar resultados sustent&aacute;veis em sa&uacute;de. O &acirc;mbito de a&ccedil;&atilde;o em estrat&eacute;gias de ensino &eacute; desenvolvido em estabelecimentos de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar, enquanto as estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de desenvolvidas nos estabelecimentos sanit&aacute;rios se integram no modelo de sa&uacute;de integrado baseados na fam&iacute;lia e na comunidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estrat&eacute;gias definidas no campo da educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cinco e descritas a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Promover h&aacute;bitos saud&aacute;veis, com &ecirc;nfase na alimenta&ccedil;&atilde;o e higiene: visa incorporar h&aacute;bitos saud&aacute;veis de alimenta&ccedil;&atilde;o e higiene oral nas atividades di&aacute;rias das crian&ccedil;as em educa&ccedil;&atilde;o infantil, definindo, promovendo o consumo de &aacute;gua pot&aacute;vel e monitorando a escova&ccedil;&atilde;o de dentes nos espa&ccedil;os apropriados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Instalar o apropriado uso de fluoretos como prote&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica de c&aacute;rie: uso di&aacute;rio de pasta dental e a aplica&ccedil;&atilde;o semestral de verniz de fl&uacute;or em crian&ccedil;as que frequentam estabelecimentos de educa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-escolar. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n2/a06tab01.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Melhoria da sa&uacute;de bucal das pessoas respons&aacute;veis pelo cuidado de crian&ccedil;as pequenas: inclui aten&ccedil;&atilde;o dental do pessoal educador a fim de lhes permitir recuperar sua sa&uacute;de bucal, quando eles a perderam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Promover o autocuidado da sa&uacute;de bucal em comunidades educativas atrav&eacute;s da participa&ccedil;&atilde;o na concep&ccedil;&atilde;o do programa a n&iacute;vel local: incentivar o trabalho integrado dos setores da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de a n&iacute;vel local com a finalidade de programar as estrat&eacute;gias do modelo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Integrar os pais e encarregados da educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as no cuidado dos seus dentes: visa promover o trabalho do educador e do pessoal de sa&uacute;de com as fam&iacute;lias de crian&ccedil;as que frequentam as escolas na primeira inf&acirc;ncia, a fim de motivar e conseguir compartilhar a responsabilidade de cuidar da sa&uacute;de bucal infantil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &acirc;mbito da a&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de considera quatro estrat&eacute;gias, integradas ao modelo de aten&ccedil;&atilde;o integral, com abordagem de fam&iacute;lia e comunidade. As estrat&eacute;gias s&atilde;o as seguintes: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Promover a sa&uacute;de bucal desde a gravidez: considera cuidar da sa&uacute;de bucal da mulher gr&aacute;vida e a entrega de ferramentas, permitindo- a se sentir capaz de cuidar da sa&uacute;de bucal da sua crian&ccedil;a. Esta estrat&eacute;gia corresponde a uma Garantia Expl&iacute;cita em Sa&uacute;de (GES), em vigor desde 2010.<sup>12</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Promover a incorpora&ccedil;&atilde;o do componente de sa&uacute;de bucal na supervis&atilde;o da crian&ccedil;a: visa integrar a sa&uacute;de bucal em controles de sa&uacute;de do filho que t&ecirc;m como objetivos promover a sa&uacute;de da crian&ccedil;a de uma forma abrangente e detectar precocemente e prontamente o risco de desenvolver qualquer anomalia ou doen&ccedil;a que possa ocorrer.<sup>13</sup> Esta estrat&eacute;gia considera a forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal dos trabalhadores que realizam os controles de sa&uacute;de da crian&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Instalar o uso apropriado de prote&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para patologias bucais mais prevalentes de acordo com o risco: considera a avalia&ccedil;&atilde;o antecipada do risco de desenvolvimento de patologias bucais para instala&ccedil;&atilde;o de medidas espec&iacute;ficas de preven&ccedil;&atilde;o, antes que o dano ocorra. Esta estrat&eacute;gia incorpora o atendimento odontol&oacute;gico completo &agrave;s crian&ccedil;as de 6 anos de idade, o que corresponde a uma Garantia Expl&iacute;cita de Sa&uacute;de (GES) existente desde 2005<sup>9</sup> e controles odontol&oacute;gicos em idades mais jovens. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Instalar a vigil&acirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o no controle da popula&ccedil;&atilde;o em risco de adquirir a doen&ccedil;a: visa definir uma popula&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;da a uma equipe de sa&uacute;de para planejar a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de de acordo com suas necessidades e determinantes sociais, gerenciando a demanda e a capacidade de resposta em alcan&ccedil;ar um melhor estado de sa&uacute;de dessa popula&ccedil;&atilde;o.<sup>14</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, no Chile, desde 1996 &eacute; usada a fluoreta&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua pot&aacute;vel, como medida de sa&uacute;de p&uacute;blica rent&aacute;vel para a preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria. Ela est&aacute; atualmente presente em 14 regi&otilde;es do pa&iacute;s, cobrindo aproximadamente 83% da popula&ccedil;&atilde;o urbana, isto &eacute;, aproximadamente 12.700.000 pessoas. Em &aacute;reas rurais, desde 2004, o programa de alimenta&ccedil;&atilde;o escolar incorporou o leite fluoretado (PAE/F), destinadas &agrave;s escolas rurais de 1&deg; ao 8&deg; ano do ensino b&aacute;sico. Atualmente este programa beneficia 243 cidades em 11 regi&otilde;es, com um total aproximado de 3.635 escolas abrangendo 170.263 crian&ccedil;as. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, o Chile garante acesso, oportunidade e prote&ccedil;&atilde;o financeira, por lei, para atendimento odontol&oacute;gico completo &agrave;s crian&ccedil;as at&eacute; 6 anos de idade, mulheres gr&aacute;vidas, adultos de 60 anos ou mais e, a emerg&ecirc;ncia dent&aacute;ria considerada entre as 80 patologias do regime de Garantias Expl&iacute;citas em Salud (GES). Estas garantias constituem direitos para as pessoas que devem ser outorgados pelo sistema de sa&uacute;de e cujo tratamento deve ser efetuado cada vez que for diagnosticada qualquer uma das patologias inclu&iacute;das obedecendo aos requisitos que s&atilde;o estabelecidos para cada uma delas. Al&eacute;m disso, desde o nascimento e at&eacute; os 9 anos, uma equipe de sa&uacute;de executa dentro do controle da sa&uacute;de da crian&ccedil;a, uma avalia&ccedil;&atilde;o bucal, onde pode ser acessado o programa de atendimento odontol&oacute;gico aos 2 anos e aos 4 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presidenta Michelle Bachelet incluiu a Sa&uacute;de Bucal dentro de seu programa de governo 2014-2018, incorporando o atendimento odontol&oacute;gico orientado &agrave;s mulheres vulner&aacute;veis de 15 anos ou mais, benefici&aacute;rias do Sistema P&uacute;blico de Sa&uacute;de (Programa Mais Sorrisos para o Chile); jovens do 4&ordm; ano do ensino m&eacute;dio em escolas municipais, al&eacute;m de um programa de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o destinado &agrave;s crian&ccedil;as de 2 a 5 anos, desenvolvido em institui&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-escolares dependentes do Estado, Conselho Nacional de Jardins de inf&acirc;ncia - JUNJI-, Funda&ccedil;&atilde;o Integra e Escolas Municipalizadas (Programa Semeando Sorrisos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que a popula&ccedil;&atilde;o do Chile em 2015 era de 18.105.371 habitantes, o Sistema de Sa&uacute;de P&uacute;blica, de acordo com os registros do departamento de estat&iacute;sticas e informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, foi informado que 1.630.000 de pessoas tiveram acesso a atendimento odontol&oacute;gico integral, 420.000 pessoas foram atendidas por emerg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica y 3.000.000 de pessoas foram atendidas por alguma necessidade odontol&oacute;gica espec&iacute;fica (morbilidade). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Progresso e desafios dos cuidadosda sa&uacute;de bucal das PESI</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir do ano de 2005, na rede de sa&uacute;de p&uacute;blica, tem sido aplicada uma maior cobertura de atendimento odontol&oacute;gico integral &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncias individuais, considerando os n&iacute;veis de medo ou ansiedade que podem ocorrer. Duas institui&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de desenvolvem um Programa de atendimento odontol&oacute;gico sob seda&ccedil;&atilde;o, no qual a equipe foi formada para executar a t&eacute;cnica e, al&eacute;m disso, elaborar e publicar a Normativa do controle da ansiedade no atendimento odontol&oacute;gico. A primeira edi&ccedil;&atilde;o foi publicada em 2005 e outras em 2007 e 2015, coletando evid&ecirc;ncias e a experi&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Dentro das indica&ccedil;&otilde;es para o uso de seda&ccedil;&atilde;o para o tratamento dent&aacute;rio em Odontopediatria, a falta de coopera&ccedil;&atilde;o para o atendimento por parte do paciente, devido &agrave; defici&ecirc;ncia f&iacute;sica ou cognitiva, &eacute; uma das principais causas para a indica&ccedil;&atilde;o da seda&ccedil;&atilde;o; assim, esse documento tem permitido orientar as equipes de sa&uacute;de para fornecer um servi&ccedil;o acolhedor, amig&aacute;vel e com a melhor tecnologia poss&iacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o ano de 2012, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de publicou o Guia da Cl&iacute;nica de Sa&uacute;de Bucal Integral para indiv&iacute;duos menores de 20 anos, com defici&ecirc;ncia e que necessitam de cuidados odontol&oacute;gicos especiais. Este guia, que foi preparado por um grupo de especialistas, fornece recomenda&ccedil;&otilde;es com base na melhor evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel para ser uma refer&ecirc;ncia ao atendimento odontol&oacute;gico integral de pessoas abaixo dos 20 anos, em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia, com transtornos de movimenta&ccedil;&atilde;o ou dificuldade para seguir ordens simples e que s&atilde;o atendidos nos estabelecimentos p&uacute;blicos e privados do pa&iacute;s.<sup>16</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab02">tabela 2</a> apresenta o fluxograma da modalidade de aten&ccedil;&atilde;o para pessoas abaixo dos 20 anos de idade em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade<sup>16</sup> que est&aacute; contida no guia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, no mesmo ano 2012, foi estabelecido pelo Fondo Nacional de Salud (FONASA), um mecanismo de pagamento compreendendo benef&iacute;cios odontol&oacute;gicos a n&iacute;vel hospitalar aos pacientes com incapacidades, atrav&eacute;s do Programa de Benef&iacute;cio Valorizado (PPV). Isso permite ao estabelecimento do n&iacute;vel secund&aacute;rio de sa&uacute;de, conceder, agendar e negociar o n&uacute;mero de benef&iacute;cios anualmente. Durante o primeiro ano de funcionamento do programa foi poss&iacute;vel realizar o tratamento odontol&oacute;gico sob anestesia geral para 397 PESI e cuidados dent&aacute;rios convencionais em ambulat&oacute;rio para 3.256 PESI. Esses n&uacute;meros t&ecirc;m aumentado ao longo do tempo onde foram atendidos 599 casos sob anestesia geral e 4.158 ambulatorialmente, no ano de 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para acessar esses benef&iacute;cios os destinat&aacute;rios devem pertencer a FONASA, ter menos de 20 anos de idade e apresentar uma condi&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia que impe&ccedil;a seu atendimento em forma tradicional. Existem tr&ecirc;s tipos de benef&iacute;cios em PPV: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Preven&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria para crian&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia: essa aten&ccedil;&atilde;o considera educa&ccedil;&atilde;o preventiva de sa&uacute;de bucal, avalia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do exame da sa&uacute;de bucal do indiv&iacute;duo, duas aplica&ccedil;&otilde;es de verniz de fl&uacute;or ao ano e a entrega de duas escovas e um creme dental. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n2/a06tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Atendimento odontol&oacute;gico na cadeira odontol&oacute;gica em crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia: considera al&eacute;m da preven&ccedil;&atilde;o, o tratamento reabilitador ambulatorial. Inclui a aplica&ccedil;&atilde;o de selantes e fl&uacute;or verniz duas vezes no ano, entrega de duas escovas e creme dental, remo&ccedil;&atilde;o de t&aacute;rtaro e polimento coron&aacute;rio, restaura&ccedil;&otilde;es, endodontia e extra&ccedil;&otilde;es se necess&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Atendimento odontol&oacute;gico sob seda&ccedil;&atilde;o em crian&ccedil;as com defici&ecirc;ncia: corresponde ao cuidado dental preventivo e reabilitador em ambiente hospitalar. Al&eacute;m dos benef&iacute;cios acima mencionados, inclui exames laboratoriais se for necess&aacute;rio, para maior seguran&ccedil;a neste tipo de tratamento odontol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2013, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de publicou o Guia de Higiene Bucal em pessoas com defici&ecirc;ncia: dicas aos cuidadores, onde proferiu recomenda&ccedil;&otilde;es para facilitar os cuidados de sa&uacute;de bucal em casa, dando conselhos aos cuidadores para manter uma boa higiene bucal da pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia.<sup>17</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos de educa&ccedil;&atilde;o e treinamento do recurso humano na rede de sa&uacute;de, a partir do ano de 2014, o Servicio Nacional de Discapacidad (SENADIS), em conjunto com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e da Universidade do Chile, desenvolveu um projeto de treinamento te&oacute;rico e pr&aacute;tico aos Cirurgi&otilde;es-Dentistas e assistentes dent&aacute;rios da rede de sa&uacute;de p&uacute;blica, em cuidados especiais &agrave;s PESI, incluindo as fam&iacute;lias e seus cuidadores no referido processo. Assim, j&aacute; foram treinados Cirurgi&otilde;es-Dentistas e assistentes dent&aacute;rios em nove regi&otilde;es do pa&iacute;s. Espera-se completar 15 regi&otilde;es em 2016, com o objetivo de fornecer ferramentas para um maior n&uacute;mero de profissionais odontol&oacute;gicos, os quais orientados possam cuidar da sa&uacute;de de PESI e, portanto, melhorar o acesso ao atendimento odontol&oacute;gico em todo territ&oacute;rio nacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, consciente da necessidade de fortalecer a forma&ccedil;&atilde;o dos Cirurgi&otilde;es-Dentistas em cuidados odontol&oacute;gicos secund&aacute;rios, das PESI, financiou o diploma de atendimento odontol&oacute;gico para Pacientes que Necessitam de Cuidados Especiais, ministrado pela Faculdade de Odontologia da Universidade do Chile. Assim, 14 profissionais foram orientados cujo objetivo foi formar uma grande rede no Chile que possa responder a essa necessidade de aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica, a partir do ano de 2015. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para contar com informa&ccedil;&otilde;es sobre cuidados dent&aacute;rios das PESI no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de, a partir do ano 2015, foram registradas todas as atividades odontol&oacute;gicas, preventivas e curativas, identificando se as pessoas est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de incapacidade; esse registro tem a finalidade de quantificar o acesso aos cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;ria, o uso de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos e tipo de consultas executadas, para uma melhor gest&atilde;o dos cuidados odontol&oacute;gicos oferecidos. De acordo com o levantamento estat&iacute;stico, no ano 2015 foram realizadas 36.913 atividades sob os cuidados de sa&uacute;de prim&aacute;rias, 1.081 atendimentos odontol&oacute;gicos integrais (preventivo-curativo) e 134 consultas de emerg&ecirc;ncias dent&aacute;rias. Do total de pacientes atendidos, 26% apresentaram-se no momento do exame, livres de c&aacute;ries. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Chile, a sa&uacute;de bucal das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de defici&ecirc;ncia foi progressivamente incorporada na pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de, visando melhorar o acesso ao atendimento odontol&oacute;gico das PESI, com programas que v&atilde;o desde a promo&ccedil;&atilde;o at&eacute; a reabilita&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal. No entanto, a cobertura ainda &eacute; baixa, e nem todas as pessoas que mais precisam podem acessar esta aten&ccedil;&atilde;o em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos grandes desafios que temos como pa&iacute;s, &eacute; desenvolver as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas inclusivas. O "Plan Nacional de Salud Bucal", que est&aacute; sendo constru&iacute;do para os pr&oacute;ximos 15 anos, tem considerado a elabora&ccedil;&atilde;o participativa e intersetorial, considerando ainda a defini&ccedil;&atilde;o dos seus eixos estrat&eacute;gicos e a incorpora&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal de pessoas com defici&ecirc;ncia, n&atilde;o s&oacute; no campo do tratamento curativo, mas essencialmente no preventivo e promocional para a inclus&atilde;o social, com foco sobre as determinantes sociais e as necessidades de sa&uacute;de de todas as PESI. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Odontologia para Pessoas com Defici&ecirc;ncia no Brasil</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a Declara&ccedil;&atilde;o dos Direitos das Pessoas com Defici&ecirc;ncias, promulgada pela Assembleia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), por meio da Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 542 de 9 de dezembro de 1975, ficou estabelecido em seu Art. 6 que as pessoas com defici&ecirc;ncia teriam direito a tratamento m&eacute;dico, psicol&oacute;gico e funcional, reabilita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica e social, al&eacute;m de outros servi&ccedil;os que garantissem seu processo de integra&ccedil;&atilde;o social, solicitando aos Estados Membros a ado&ccedil;&atilde;o de medidas nacionais e internacionais de apoio e prote&ccedil;&atilde;o a esses indiv&iacute;duos.<sup>18</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil promulgada em 1988 criou v&aacute;rios dispositivos relacionados aos direitos das pessoas com defici&ecirc;ncia, atribuindo em seu Art. 23, inciso II, ser responsabilidade da Uni&atilde;o, Estados e Munic&iacute;pios a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, prote&ccedil;&atilde;o e garantia de direitos.<sup>19</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Conven&ccedil;&atilde;o sobre os Direitos da Pessoa com Defici&ecirc;ncia promulgada pelo Estado brasileiro, por meio do Decreto n&ordm; 6.949, de 25 de agosto de 2009<sup>20</sup>, estabeleceu a acessibilidade como foco principal para a garantia dos direitos oferecidos &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncias e apresentou como defini&ccedil;&atilde;o que "pessoa com defici&ecirc;ncia (PcD) &eacute; aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza f&iacute;sica, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em intera&ccedil;&atilde;o com diversas barreiras, podem obstruir sua participa&ccedil;&atilde;o plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es com as demais pessoas" (Art. 1&deg;). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa trajet&oacute;ria o Brasil tem dado maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave; formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que garantem autonomia e amplia&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e trabalho, melhorando a qualidade de vida das pessoas com defici&ecirc;ncia. Em 17 de novembro de 2011 foi lan&ccedil;ado o Plano Viver sem Limite: Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Defici&ecirc;ncia (Decreto N&deg; 7.612)<sup>21</sup>, em que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, juntamente com mais 16 Minist&eacute;rios, instituiu a Rede de Cuidados &agrave; Sa&uacute;de da Pessoa com Defici&ecirc;ncia no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de - SUS, estabelecendo diretrizes para o cuidado &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia tempor&aacute;ria ou permanente, progressiva, regressiva ou est&aacute;vel, intermitente ou cont&iacute;nua. O Plano Viver sem Limite apresenta como diretrizes: garantia de um sistema educacional inclusivo; garantia de equipamentos p&uacute;blicos de educa&ccedil;&atilde;o acess&iacute;veis &agrave;s PcD, inclusive por meio de transporte adequado; amplia&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o das PcD no mercado de trabalho, mediante capacita&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o profissional; amplia&ccedil;&atilde;o do acesso das PcD &agrave;s pol&iacute;ticas de assist&ecirc;ncia social e de combate &agrave; extrema pobreza; preven&ccedil;&atilde;o das causas de defici&ecirc;ncia; amplia&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o da rede de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da PcD, em especial os servi&ccedil;os de habilita&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o; amplia&ccedil;&atilde;o do acesso das PcD &agrave; habita&ccedil;&atilde;o adapt&aacute;vel e com recursos de acessibilidade; promo&ccedil;&atilde;o do acesso do desenvolvimento e da inova&ccedil;&atilde;o em tecnologia assistida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a Odontologia no Brasil, o Plano Viver sem Limite estabelece: aumento em 20% no financiamento do SUS para 420 Centros de Especialidades Odontol&oacute;gicas (CEOs) para atendimento &agrave;s PcD; adequa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos para 27 centros cir&uacute;rgicos em hospitais gerais; al&eacute;m de capacita&ccedil;&atilde;o para equipes de sa&uacute;de bucal por meio da qualifica&ccedil;&atilde;o de seis mil e seiscentos profissionais da Odontologia do servi&ccedil;o p&uacute;blico brasileiro para atendimento de PcD.<sup>21</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com essa iniciativa foi implementada a Rede de Cuidados &agrave; Pessoa com Defici&ecirc;ncia (Portaria N&deg; 793, de 24 de abril de 2012)<sup>22</sup>, com a cria&ccedil;&atilde;o, amplia&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o de pontos de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de para PcD, no &acirc;mbito do SUS. Essa rede contempla a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica; Aten&ccedil;&atilde;o Especializada em Reabilita&ccedil;&atilde;o Auditiva, F&iacute;sica, Intelectual, Visual, Ostomia e M&uacute;ltiplas Defici&ecirc;ncias; e Aten&ccedil;&atilde;o Hospitalar e de Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia. Surge ent&atilde;o o desafio de promover acesso qualificado &agrave; sa&uacute;de para todos, tendo a equidade como estrat&eacute;gia no sentido de acolher diferen&ccedil;as e contornar desigualdades. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No &acirc;mbito da sa&uacute;de bucal, a Rede de Cuidados &agrave; Pessoa com Defici&ecirc;ncia<sup>22</sup> se prop&otilde;e a garantir o atendimento odontol&oacute;gico qualificado a todos os indiv&iacute;duos que apresentem algum tipo de defici&ecirc;ncia, devendo esse atendimento ser iniciado na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, que referenciar&aacute; para a aten&ccedil;&atilde;o especializada (Centro de Especialidades Odontol&oacute;gicas-CEO) ou aten&ccedil;&atilde;o hospitalar (Atendimento odontol&oacute;gico sob anestesia geral). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, a Portaria Ministerial N&deg; 1.341 de 29/06/2012 criou incentivos adicionais para os CEO que fizerem parte da Rede de Cuidados &agrave; Pessoa com Defici&ecirc;ncia (RCPD).<sup>23</sup> Todos os CEO credenciados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) podem solicitar o incentivo adicional. Os incentivos s&atilde;o da seguinte ordem:,</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; R$ 1.650,00 mensais para o CEO Tipo I (m&iacute;nimo de 3 CD) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; R$ 2.200,00 mensais para o CEO Tipo II (m&iacute;nimo de 4 CD) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; R$ 3.850,00 mensais para o CEO Tipo III (m&iacute;nimo de 7 CD) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente s&atilde;o 915 CEOs distribu&iacute;dos em 759 munic&iacute;pios brasileiros, que oferecem servi&ccedil;os especializados como tratamento endod&ocirc;ntico, cirurgia oral menor, periodontia, diagn&oacute;stico bucal (&ecirc;nfase para c&acirc;ncer bucal), coloca&ccedil;&atilde;o de implantes e tratamento ortod&ocirc;ntico. Esses centros integram a Rede de Cuidados &agrave; Pessoa com Defici&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. No Brasil, de acordo com o IBGE (2010)24, aproximadamente 24% (45.606.048) da popula&ccedil;&atilde;o brasileira apresenta algum tipo de defici&ecirc;ncia (pelo menos uma das defici&ecirc;ncias investigadas), incluindo as defici&ecirc;ncias auditiva, f&iacute;sica, visual, intelectual, transtorno do espectro autista, ostomias e mobilidade reduzida. Desses indiv&iacute;duos, 25.800.681 (56,5%) s&atilde;o mulheres e 19.805.367 (43,5%) s&atilde;o homens. V&aacute;rios s&atilde;o os tipos de defici&ecirc;ncia, sendo a defici&ecirc;ncia visual a mais prevalente, afetando 18,75% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Em segundo lugar apresenta-se a defici&ecirc;ncia f&iacute;sica/motora, ocorrendo em 6,95% da popula&ccedil;&atilde;o, seguida da defici&ecirc;ncia auditiva, em 5,09% e defici&ecirc;ncia mental ou intelectual, em 1,40%. Ainda, observou-se que 8,3% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira apresentava pelo menos um tipo de defici&ecirc;ncia severa, sendo 3,46% com defici&ecirc;ncia visual severa, 1,12% com defici&ecirc;ncia auditiva severa, 2,33% com defici&ecirc;ncia motora severa e 1,4% com defici&ecirc;ncia mental ou intelectual severa. Das 45.606.048 pessoas com defici&ecirc;ncia 1,6% s&atilde;o totalmente cegas, 7,6% s&atilde;o totalmente surdas, 1,62% n&atilde;o conseguem se locomover. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o das pessoas com defici&ecirc;ncia no Brasil por modalidade e graus de dificuldade est&aacute; demonstrada na <a href="#tab01">tabela 1</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As dificuldades associadas aos tratamentos de sa&uacute;de para pessoas com defici&ecirc;ncias s&atilde;o reconhecidas, principalmente no que se refere &agrave; Odontologia. Dessa forma buscam-se estrat&eacute;gias para prover cuidados odontol&oacute;gicos a esses indiv&iacute;duos, no &acirc;mbito do servi&ccedil;o p&uacute;blico e de institui&ccedil;&otilde;es que prestam atendimentos a essa popula&ccedil;&atilde;o. Espera-se, desse modo: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Fornecer subs&iacute;dios para instruir entidades e profissionais interessados no estabelecimento de rotinas de atendimento a PcD. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Aprimorar os servi&ccedil;os das entidades e profissionais que j&aacute; disponibilizam esses atendimentos em suas unidades. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Repercutir e fomentar entre as entidades que n&atilde;o disponibilizam esses servi&ccedil;os, que a Odontologia deve ser encarada como uma especialidade cl&iacute;nica primordial no processo de reabilita&ccedil;&atilde;o das PcD.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 2004, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;ou as diretrizes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal conhecida como Brasil Sorridente<sup>25</sup>, visando &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal no &acirc;mbito do SUS e assumindo o compromisso de qualificar a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, por meio de uma pol&iacute;tica de educa&ccedil;&atilde;o permanente para as equipes de sa&uacute;de bucal e do incentivo &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas dos usu&aacute;rios, dando suporte &agrave; aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de e &agrave;s necessidades dos diferentes grupos populacionais, na perspectiva da universalidade, integralidade e equidade da aten&ccedil;&atilde;o. A pol&iacute;tica determina que o atendimento odontol&oacute;gico deva ocorrer em todas as esferas da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de (RAS) do SUS: Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e Aten&ccedil;&atilde;o Especializada, seja ambulatorial ou hospitalar, compreendendo a&ccedil;&otilde;es da aten&ccedil;&atilde;o domiciliar e de urg&ecirc;ncia. Como princ&iacute;pio da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal das pessoas com defici&ecirc;ncia no SUS, a organiza&ccedil;&atilde;o do cuidado na Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de tamb&eacute;m dever&aacute; ser de forma integral, compreendendo todas as esferas de aten&ccedil;&atilde;o, visando a expans&atilde;o do acesso e reduzindo a segmenta&ccedil;&atilde;o entre servi&ccedil;os assistenciais e fragmenta&ccedil;&atilde;o do cuidado &agrave; sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Redes de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de configuram-se como mecanismo de articula&ccedil;&atilde;o entre os pontos de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, potencializando a assist&ecirc;ncia ao paciente, por meio do cuidado compartilhado, de forma horizontal, promovendo a corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o dos casos pelas equipes de sa&uacute;de, envolvendo em certo territ&oacute;rio as equipes de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, equipes hospitalares, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e equipes ambulatoriais especializadas.<sup>26</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cuidado em sa&uacute;de bucal, na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, estabelece a necessidade de se ampliar a oferta e qualidade dos servi&ccedil;os prestados, aumentando a resolutividade do cuidado e incluindo a&ccedil;&otilde;es de acolhimento humanizado. Deve ser o ponto de entrada principal do usu&aacute;rio do SUS, garantindo a universalidade do acesso e cobertura universal da pessoa com defici&ecirc;ncia. Os servi&ccedil;os de sa&uacute;de devem ter acessibilidade e tamb&eacute;m pessoal capacitado e treinado para o atendimento odontol&oacute;gico da PcD.<sup>27</sup> A equipe de sa&uacute;de deve trabalhar para aumentar a autonomia e estimular pr&aacute;ticas de autocuidado por pacientes, fam&iacute;lias e comunidades.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; responsabilidade da Equipe de Sa&uacute;de Bucal (ESB) acolher as PcD de acordo com sua compet&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o e escopo, prestando assist&ecirc;ncia &agrave;s queixas, encaminhando para realiza&ccedil;&atilde;o de exames complementares e para unidades de aten&ccedil;&atilde;o especializada somente quando necess&aacute;rio. Al&eacute;m disso, devem orientar familiares e cuidadores para que os mesmos possam tornar-se colaboradores no processo de cuidado das PcD que necessitam de atendimento em sa&uacute;de bucal.<sup>28</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o publicou em 7 de janeiro a Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 167, de 15 de dezembro de 2015, do Conselho Federal de Odontologia<sup>29</sup>, determinando que os Conselhos Regionais orientem os profissionais sob sua jurisdi&ccedil;&atilde;o a cumprirem as regras estabelecidas pela Lei Federal 13.146/2015 para atendimento priorit&aacute;rio &agrave; pessoa com defici&ecirc;ncia. Em seu Art. 2&deg; define que nas cl&iacute;nicas e nos consult&oacute;rios odontol&oacute;gicos, tanto no &acirc;mbito privado como no p&uacute;blico, dever&aacute; ser priorizado o agendamento &agrave;s pessoas com necessidades especiais ou que tiverem sua mobilidade reduzida. O atendimento preferencial e obrigat&oacute;rio constitui-se na aten&ccedil;&atilde;o imediata em todos os n&iacute;veis de servi&ccedil;o de sa&uacute;de, sendo importante que o profissional priorize o agendamento e atendimento desses pacientes em rela&ccedil;&atilde;o aos demais que n&atilde;o possuem defici&ecirc;ncia ou mobilidade reduzida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal<sup>25</sup>, buscam-se duas formas de inser&ccedil;&atilde;o transversal da sa&uacute;de bucal: por linhas de cuidado (reconhecimento de especificidades pr&oacute;prias da idade, podendo ser trabalhada como sa&uacute;de da crian&ccedil;a, do adolescente, adulto e idoso) e por condi&ccedil;&atilde;o de vida (sa&uacute;de da mulher, do trabalhador, das pessoas com defici&ecirc;ncia, hipertensos, diab&eacute;ticos, dentre outras). Representa um novo espa&ccedil;o de pr&aacute;ticas e rela&ccedil;&otilde;es a serem constru&iacute;das com possibilidades de reorientar o processo de trabalho e inser&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal no &acirc;mbito dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. As maiores possibilidades de ganhos situam-se nos campos do trabalho em equipe, das rela&ccedil;&otilde;es com os usu&aacute;rios e da gest&atilde;o, implicando uma nova forma de se produzir o cuidado em sa&uacute;de bucal.<sup>25</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A defici&ecirc;ncia faz parte da condi&ccedil;&atilde;o humana tornando-a com necessidades especiais. Quase todas as pessoas ter&atilde;o uma defici&ecirc;ncia tempor&aacute;ria ou permanente em algum momento de suas vidas, e aqueles que sobreviverem ao envelhecimento enfrentar&atilde;o dificuldades cada vez maiores com a funcionalidade de seus corpos. Segundo o Relat&oacute;rio Mundial sobre a Defici&ecirc;ncia, publicado em 2011 pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), mais de um bilh&atilde;o de pessoas convivem com algum tipo de defici&ecirc;ncia. &Eacute; considerada uma quest&atilde;o de direitos humanos, porque essas pessoas enfrentam desigualdades, por exemplo, quando n&atilde;o t&ecirc;m acesso igualit&aacute;rio aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, emprego ou participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em fun&ccedil;&atilde;o de sua defici&ecirc;ncia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Chile 20% da popula&ccedil;&atilde;o adulta apresenta algum grau de defici&ecirc;ncia, ou seja, com altera&ccedil;&atilde;o no seu desenvolvimento f&iacute;sico, mental, intelectual, sensorial ou outras condi&ccedil;&otilde;es; no Brasil aproximadamente 24% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira apresenta algum tipo de defici&ecirc;ncia (pelo menos uma das defici&ecirc;ncias investigadas), incluindo as defici&ecirc;ncias auditiva, f&iacute;sica, visual, intelectual, transtorno do espectro autista, ostomias e mobilidade reduzida. Embora as diferen&ccedil;as populacionais na porcentagem de defici&ecirc;ncias entre os dois pa&iacute;ses n&atilde;o sejam grandes, devemos observar que a avalia&ccedil;&atilde;o realizada no Chile inclui outras condi&ccedil;&otilde;es sem enumer&aacute;-las e, ainda altera&ccedil;&otilde;es mentais as quais n&atilde;o foram avaliadas no Brasil. J&aacute; no Brasil foram inclu&iacute;dos transtorno do espectro autista, ostomias e mobilidade reduzida &agrave;s quais n&atilde;o foram especificadas no Chile. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao g&ecirc;nero das pessoas com algum grau de defici&ecirc;ncia, tanto no Chile como no Brasil as mulheres apresentam maior preval&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero masculino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A preval&ecirc;ncia das pessoas com defici&ecirc;ncia consideradas no Brasil pelo IBGE<sup>24</sup> na verdade s&atilde;o inferiores aquelas que s&atilde;o observadas pelo Cirurgi&atilde;o-Dentista na pr&aacute;tica di&aacute;ria e que necessitam de aten&ccedil;&atilde;o e cuidados especiais pelo profissional no seu atendimento odontol&oacute;gico; assim, a especialidade Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais, reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia desde 2001, abrange indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncia intelectual, f&iacute;sica, anomalias cong&ecirc;nitas, dist&uacute;rbios comportamentais, transtornos psiqui&aacute;tricos, dist&uacute;rbios sensoriais e de comunica&ccedil;&atilde;o, doen&ccedil;as sist&ecirc;micas cr&ocirc;nicas, doen&ccedil;as infectocontagiosas e condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A literatura cient&iacute;fica no que se refere &agrave; Odontologia aponta que a sa&uacute;de bucal das pessoas com defici&ecirc;ncia apresenta principalmente, uma alta incidencia das doen&ccedil;as c&aacute;rie e periodontal. As dificuldades associadas aos tratamentos de sa&uacute;de para pessoas com defici&ecirc;ncias s&atilde;o reconhecidas; se inicia pela aus&ecirc;ncia da disciplina de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais na gradua&ccedil;&atilde;o, na maioria das faculdades de Odontologia do Brasil havendo, portanto uma lacuna na forma&ccedil;&atilde;o de Cirurgi&otilde;es-Dentistas aptos a esse atendimento. Assim, cursos de capacita&ccedil;&atilde;o e de especializa&ccedil;&atilde;o nessa &aacute;rea s&atilde;o extremamente importantes ao aprimoramento do profissional para atender o grande contingente de pessoas com defici&ecirc;ncia, pois atualmente, de acordo com os dados do CFO somente 582 especialistas em Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais em todo o Brasil foram registrados, para atenderem aproximadamente 24,5% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Boa parte da necessidade de tratamento odontol&oacute;gico das pessoas com defici&ecirc;ncia pode ser evitada. A realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos odontol&oacute;gicos curativos e reabilitadores s&atilde;o onerosos, tanto para o estado como para a fam&iacute;lia, raz&atilde;o pela qual &eacute; fundamental a entrega de ferramentas educacionais para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e a inser&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es preventivas.<sup>10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, h&aacute; a necessidade de buscar estrat&eacute;gias para prover cuidados odontol&oacute;gicos a esses indiv&iacute;duos n&atilde;o s&oacute; no &acirc;mbito privado, mas principalmente no &acirc;mbito do servi&ccedil;o p&uacute;blico e de institui&ccedil;&otilde;es que prestam atendimentos a essa popula&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, &eacute; de alta relev&acirc;ncia que o Chile atrav&eacute;s do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem priorizado a sa&uacute;de bucal das pessoas com defici&ecirc;ncia onde especificaram estrat&eacute;gias de 2011 a 2020, estabelecendo como alvo "prevenir e reduzir a morbilidade bucal de maior preval&ecirc;ncia em indiv&iacute;duos com idade abaixo dos 20 anos, com destaque para os mais vulner&aacute;veis". Em 2012 foi publicado um Guia da Cl&iacute;nica de Sa&uacute;de Bucal Integral para indiv&iacute;duos menores de 20 anos com defici&ecirc;ncia e o Fundo Nacional de Sa&uacute;de estabeleceu um mecanismo de pagamento para benef&iacute;cios odotol&oacute;gicos em n&iacute;vel hospitalar para pessoas com defici&ecirc;ncia; finalmente entre as a&ccedil;&otilde;es &agrave; pessoa com defici&ecirc;ncia, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Chile estabeleceu um modelo de interven&ccedil;&atilde;o de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e preven&ccedil;&atilde;o de enfermidades bucais integradas ao modelo de aten&ccedil;&atilde;o integral, com abordagem da fam&iacute;lia e comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil a Constitui&ccedil;&atilde;o promulgada em 1988 criou v&aacute;rios dispositivos relacionados aos direitos &agrave; assist&ecirc;ncia da sa&uacute;de das pessoas com defici&ecirc;ncia. Nessa trajet&oacute;ria os &oacute;rg&atilde;os governamentais no &acirc;mbito da Odontologia t&ecirc;m formulado pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ampliando o acesso das pessoas com defici&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de bucal, dentro do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &ndash; SUS; esse atendimento odontol&oacute;gico qualificado estabelece diretrizes para o cuidado dessa popula&ccedil;&atilde;o, o qual deve ser iniciado na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, que referenciar&aacute; &agrave; aten&ccedil;&atilde;o especializada (Centros de Especialidades Odontol&oacute;gicas-CEO) ambulatorial ou hospitalar sob anestesia geral, compreendendo a&ccedil;&otilde;es da aten&ccedil;&atilde;o domiciliar e de urg&ecirc;ncia. O cuidado em sa&uacute;de bucal na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica deve ser o ponto de entrada principal do usu&aacute;rio do SUS o qual tem a necessidade de se ampliar a oferta e qualidade dos servi&ccedil;os prestados. Os CEOs embora estejam presentes em 759 munic&iacute;pios brasileiros ainda s&atilde;o insuficientes para o atendimento da grande popula&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; de suma import&acirc;ncia considerar ainda que o atendimento odontol&oacute;gico das pessoas com defici&ecirc;ncia, tanto no setor p&uacute;blico como no privado dever&aacute; ser realizado com a participa&ccedil;&atilde;o de uma equipe multiprofissional e/ou multidisciplinar visando alcan&ccedil;ar as melhores condi&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis em sua sa&uacute;de bucal e geral.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O Brasil e Chile, apesar de que as suas realidades sejam diferentes no que tange as dimens&otilde;es territoriais e populacionais, apresentam semelhan&ccedil;a quanto a suas altas preval&ecirc;ncias de pessoas com defici&ecirc;ncias na popula&ccedil;&atilde;o. Na &aacute;rea da sa&uacute;de bucal, embora n&atilde;o seja ainda o ideal, atualmente uma rede de servi&ccedil;os especializados amplia o acesso das pessoas com defici&ecirc;ncia aos estabelecimentos de sa&uacute;de p&uacute;blicos, com programas que v&atilde;o desde a preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o at&eacute; a reabilita&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal, contribuindo para a sua integra&ccedil;&atilde;o social e uma melhor qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, a cobertura desse atendimento ainda &eacute; insuficiente, e nem todas as pessoas que mais precisam podem acessar esta aten&ccedil;&atilde;o em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s, tanto no Chile como no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>APLICA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O poder p&uacute;blico estatal, tanto o brasileiro como o chileno, tem contemplado projetos no eixo da sa&uacute;de, incluindo a sa&uacute;de bucal da pessoa com defici&ecirc;ncia, que visam contribuir diretamente para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa, em que a pessoa com defici&ecirc;ncia consiga ser atendida em suas necessidades espec&iacute;ficas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Naciones Unidas. Convenci&oacute;n sobre los derechos de las personas con discapacidad; 2006 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://www.un.org/spanish/disabilities/default.asp?id=497 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=432444&pid=S0004-5276201600020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Ministerio de Planificaci&oacute;n. Ley N&ordm; 20.422. Establece normas sobre igualdad de oportunidades e inclusi&oacute;n social de personas con discapacidad. Santiago, Chile; 2015. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ministerio de Desarrollo Social. II Estudio Nacional de la Discapacidad. Santiago, Chile; 2015 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://www.senadis.gob.cl/pag/671/1263/publicaciones </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Universidad Nacional Aut&oacute;noma de Honduras, OPS. Situaci&oacute;n Mundial de la Discapacidad; 2013 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://www.bvs.hn/Honduras/Discapacidad/ Docentes/Situacion%20Mundial%20de%20la%20Discapacidad.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. American Academy of Pediatric Dentistry. Guideline on management of dental patients with special health care needs; 2012 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://www. aapd.org/media/policies_guidelines/g_shcn.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Scottish Intercollegiate Guidelines Network. Preventing dental caries in children at high caries risk: targeted prevention of dental caries in the permanent teeth of 6-16 year olds presenting for dental care. Edinburgh; 2000. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. British Society for Disability and Oral Health, Royal College of Surgeons of England. Clinical guidelines and integrated care pathways for the oral health care of people with learning disabilities. UK; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ministerio de Salud. An&aacute;lisis de la Situaci&oacute;n de Salud Bucal en Chile. Santiago, Chile; 2010 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://www.minsal.cl/salud-bucal/ </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Faulks D, Freedman L, Thompson S, Sagheri D, Dougall A. 2012. The value of education in special care dentistry as a means of reducing inequalities in oral health. Eur J Dent Educ 16(4):195-201. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Watt GR, Listl S, Peres M, Heilman A. Social inequalities in oral health: from evidence to action. UK: International Centre for Oral Health Inequalities Research and Policy; 2015 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://nebula.wsimg.com/604637088cabf4db588c5 7f1fc1d8029?AccessKeyId=72A54FA9729E02B94516&amp;disposition=0&amp;alloworigin=1 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Ministerio de Salud. Estrategia Nacional de Salud para el cumplimiento de los Objetivos Sanitarios de la D&eacute;cada 2011-2020. Santiago, Chile; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ministerio de Salud. Aprueba garant&iacute;as expl&iacute;citas en salud del r&eacute;gimen general de garant&iacute;as en salud. Santiago, Chile; 2013 &#91;revisado Feb 2016&#93;. Disponible en: http://www.minsal. gob.cl/portal/url/item/d692c627c623b9cae040010164016563.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Ministerio de Salud. Norma t&eacute;cnica para la supervisi&oacute;n de ni&ntilde;os y ni&ntilde;as de 0 a 9 en atenci&oacute;n primaria de salud. Programa nacional de salud de la infancia. Santiago, Chile; 2014 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://web.minsal.cl/sites/default/files/files/2014_Norma%20 T%C3%A9cnica%20para%20la%20supervisi%C3%B3n%20de%20ni%C3%B1os%20y%20 ni%C3%B1as%20de%200%20a%209%20en%20APS_web(1).pdf </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Ministerio de Salud. Orientaciones para la implementaci&oacute;n del modelo de atenci&oacute;n integral de salud familiar y comunitaria. Santiago, Chile; 2012 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en: http://web.minsal.cl/portal/url/item/e7b24eef3e5cb5d1e0400101650128e9.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Ministerio de Salud. Norma de control de la ansiedad en la atenci&oacute;n odontol&oacute;gica. Santiago, Chile; 2007 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Ministerio de Salud, Gu&iacute;a Cl&iacute;nica Salud Oral Integral para menores de 20 a&ntilde;os en situaci&oacute;n de discapacidad que requieren de cuidados especiales en odontolog&iacute;a. Santiago, Chile; 2012 &#91;revisado en Feb. 2016&#93;. Disponible en: http://diprece.minsal.cl/programas-de-salud/ salud-bucal-2/informacion-al-profesional-salud-bucal/guias-clinicas/ </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Ministerio de Salud. Higiene bucal en personas en situaci&oacute;n de discapacidad. Consejos para los cuidadores. Santiago, Chile; 2013 &#91;revisado en Feb 2016&#93;. Disponible en http://diprece. minsal.cl/programas-de-salud/salud-bucal-2/informacion-al-profesional-salud- </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. United Nations. Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights. Declaration on the Rights of Disabled Persons. Proclaimed by General Assembly. Resolution 3447 of 9 December 1975. Available from &lt; URL: http://www2.ohchr.org/English/law/res3447. htm. &#91;2010 JULY 14&#93;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil de 1988. Di&aacute;rio Oficial &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Poder Legislativo, Bras&iacute;lia, DF, 5 out. 1988, Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 1. 1988. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://www2.camara.leg.br/legin/fed/consti/1988/constituicao-1988-5-outubro-1988-322142-norma-pl.html. Acesso em 12 set. 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Brasil. Decreto N&deg; 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Conven&ccedil;&atilde;o sobre os Direitos da Pessoa com Defici&ecirc;ncia e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de mar&ccedil;o de 2007. Di&aacute;rio Oficial &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Poder Executivo, Bras&iacute;lia, DF, 26 ago. 2009, Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 3. 2009. Dispon&iacute;vel em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2009/decreto- 6949-25-agosto-590871-publicacaooriginal-115983-pe.html. Acesso em: 12 set. 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Brasil. Decreto N&deg; 7.612, de 17 de novembro de 2011. Institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Defici&ecirc;ncia &ndash; Plano Viver sem Limites. Di&aacute;rio Oficial &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Poder Executivo, Bras&iacute;lia, DF, 18 de novembro de 2011, Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 12. 2011. Dispon&iacute;vel em: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2011/decreto-7612-17-novembro-2011-611789-norma-pe.html. Acesso em 12 set.2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Gabinete do Ministro da Sa&uacute;de. Portaria N&deg; 793, de 24 de abril de 2012. Institui a Rede de Cuidados &agrave; Pessoa com Defici&ecirc;ncia no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Di&aacute;rio Oficial &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, DF, 25 de abril de 2012, Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 94. 2012. Dispon&iacute;vel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ saudelegis/gm/2012/prt0793_24_04_2012.html. Acesso em: 11 nov. 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Informa&ccedil;&otilde;es sobre o CEO: Portaria Ministerial N&deg; 1.341 de 29/06/2012 - Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 24. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, 2010. Dispon&iacute;vel em: http://www.ibge.gov.br Acesso em: 11 mar. 2016. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia, 2004. Dispon&iacute;vel em: &lt;http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/politica_ nacional_brasil_sorridente.pdf&gt;. Acesso em: 04 set. 2014. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Silva SF. Redes de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de no SUS. Campinas (SP): Idisa/Conasems; 2008. P.151-201. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Pol&iacute;tica nacional de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Caldas Jr AF, Machiavelli JL. Organizadores. Aten&ccedil;&atilde;o e Cuidado da Sa&uacute;de Bucal da Pessoa com Defici&ecirc;ncia: Protocolos, Diretrizes e Condutas para Cirurgi&otilde;es-Dentistas. UNA-SUS UFPE. Recife. Editora Universit&aacute;ria (UFPE), 2013. 231p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 167, de 15 de dezembro de 2015, do Conselho Federal de Odontologia. DOU 07/01/2016, Se&ccedil;&atilde;o I, P&aacute;g. 41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Sabbagh-Haddad A, Magalh&atilde;es MH. Odontologia para pacientes com necessidades especiais. S&atilde;o Paulo: Santos; 2007 p.1-5.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v70n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aida Sabbagh Haddad     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Al. dos Maracatins, 426 &ndash; cj. 912     <br>   Moema - S&atilde;o Paulo &ndash; SP     <br>   04089-000     <br>   Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:aidasabbagh@hotmail.com" target="_blank">aidasabbagh@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: mar/2016    <br> Aceito: abr/2016</b></font></p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Naciones Unidas.</collab>
<source><![CDATA[Convención sobre los derechos de las personas con discapacidad]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
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