<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0004-5276</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista da Associacao Paulista de Cirurgioes Dentistas]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Assoc. Paul. Cir. Dent.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0004-5276</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Associacão Paulista de Cirurgiões-Dentistas]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0004-52762016000300019</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento de pacientes sobre o uso de benzodiazepínicos no controle da ansiedade em Odontologia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient awareness on the use of benzodiazepines for anxiety control in Dentistry]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baeder]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando Martins]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bacci]]></surname>
<given-names><![CDATA[José Eduardo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel Furtado]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Paulo Henrique Lopes da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Unicsul  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São Paulo SP]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Unicsul  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Faculdades Integradas de Patos  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Unicsul  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>70</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>333</fpage>
<lpage>337</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0004-52762016000300019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0004-52762016000300019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0004-52762016000300019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi avaliar o conhecimento de pacientes sobre técnica de sedação consciente com benzodiazepínicos e sua aceitação no controle de medo e ansiedade para o tratamento odontológico. Método: Esta pesquisa baseou-se em um estudo quantitativo com abordagem descritiva através da coleta de dados realizada pelo próprio pesquisador com a finalidade de assegurar uniformidade de interpretação dos resultados através de questionários. Os pacientes antes do atendimento receberam orientação do questionário e então foram convidados a responder. Nesse momento foram prestados os devidos esclarecimentos aos responsáveis quanto à finalidade dos questionários e orientados no sentido de que os dados seriam mantidos em sigilo. Os dados foram analisados por meio de tabelas cruzando a classe socioeconômica de 150 pacientes, selecionados igualitariamente entre as classes A/B, C e D/E. A associação entre a classe social e as respostas às questões foram avaliados pelo teste exato de Fisher. Resultados: A questão 1, primeira consulta ao Cirurgião-Dentista, destaca que todos os pacientes da Classe A/B já haviam comparecido ao Cirurgião-Dentista antes, contra 86% da classe C e 94% da Classe D/E. A questão 2 aborda se o Cirurgião-Dentista afere sinais vitais na anamnese, 40% dos Cirurgiões-Dentistas classe A/B afere sinais vitais e apenas 20% dos odontólogos que trabalham com uma população de classe C, D e E. As questões 3, 4 e 5 (sobre medo do cirurgião, doenças e vícios) se mostraram semelhantemente distribuída entre as classes. E as questões 6 e 7 sobre o uso de ansiolítico destaca a maior frequência na Classe A/B, o dobro da Classe C, que por sua vez também é o dobro da Classe D/E. Das sete questões avaliadas, quatro se mostraram significativamente associadas à classe social. Conclusão: Classes sociais A/B têm mais aceitação e conhecimento sobre o uso de benzodiazepínicos no controle de medo e ansiedade na Odontologia. As classes menos favorecidas economicamente frequentam menos ou nunca tiveram acesso ao tratamento odontológico. A classe A/B são as que mais têm acesso aos recursos relacionados aos conhecimentos técnicos odontológicos Nos dias atuais houve uma redução significativa do medo relacionado ao tratamento odontológico.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: The aim of this study was to evaluate patient awareness on the use of conscious sedation with benzodiazepines and their acceptance for the control of fear, pain and anxiety during dental treatment. Method: this research was based on quantitative analysis with a descriptive approach through data gathering, conducted by the researcher, in order to ensure uniformity in the interpretation of the results originated from the questionnaires. Patients were informed of the questionnaire prior to treatment and then, invited to participate in the study. At this moment, appropriate information was provided to the responsible party about the purpose of the questionnaires including its confidentiality. Data were analyzed by means of tables contrasting the socio-economic status of 150 patients, selected equally between classes A/B, C and D/E. The correlation between socio-economic status and the answers to the questions were evaluated by Fisher's exact test. Results: Answers to Question 1, regarding patients first visit to the dentist, showed that all patients from Class A/B have been seen by a dentist before, against 86% of class C and 94% of Class D/E. Question 2 addressed vital signs during anamnesis. 40% of dental surgeons who treated patients from class A/B assessed vital signs, against only 20% of dentists who treated patients from class C, D and E. Questions 3, 4 and 5 (regarding fear, diseases and addictions) showed equal distribution between all classes. Finally, questions 6 and 7, addressing the use of anxiolytics, highlighted the highest frequency in Class A/B, which was double of that from Class C. From a total of 7 questions the answers to, 4 showed significant correlation with socio-economic status. Conclusion: classes A/B have more acceptance and awareness about the use of benzodiazepines for the control of the fear and anxiety in dentistry. The poorer classes have had less (or no) access to dental treatment. Class A / B have had the most access to resources related to dental expertise. In addition, there has been significant reduction of fear related to dental treatment.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ansiedade]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[assistência odontológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[sedação consciente.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[anxiety]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[dental care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[conscious sedation.]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo original</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Conhecimento de pacientes sobre o uso de benzodiazep&iacute;nicos no controle da ansiedade em Odontologia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Patient awareness on the use of benzodiazepines for anxiety control in Dentistry</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fernando Martins Baeder<sup>I</sup>; Jos&eacute; Eduardo Bacci<sup>II</sup>; Daniel Furtado Silva<sup>III</sup>; Paulo Henrique Lopes da Silva<sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Professor de Farmacologia da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), S&atilde;o Paulo/SP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>II </sup>Professor de Periodontia da Unicsul    <br>   <sup>III </sup>Professor de Cirurgia e Traumatologia das Faculdades Integradas de Patos    <br>   <sup>IV </sup>Graduado em Odontologia pela Unicsul    <br>       <br>       <br>       <br>       <br>       <br>       <br> </font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi avaliar o conhecimento de pacientes sobre t&eacute;cnica de seda&ccedil;&atilde;o consciente com benzodiazep&iacute;nicos e sua aceita&ccedil;&atilde;o no controle de medo e ansiedade para o tratamento odontol&oacute;gico. M&eacute;todo: Esta pesquisa baseou-se em um estudo quantitativo com abordagem descritiva atrav&eacute;s da coleta de dados realizada pelo pr&oacute;prio pesquisador com a finalidade de assegurar uniformidade de interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados atrav&eacute;s de question&aacute;rios. Os pacientes antes do atendimento receberam orienta&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio e ent&atilde;o foram convidados a responder. Nesse momento foram prestados os devidos esclarecimentos aos respons&aacute;veis quanto &agrave; finalidade dos question&aacute;rios e orientados no sentido de que os dados seriam mantidos em sigilo. Os dados foram analisados por meio de tabelas cruzando a classe socioecon&ocirc;mica de 150 pacientes, selecionados igualitariamente entre as classes A/B, C e D/E. A associa&ccedil;&atilde;o entre a classe social e as respostas &agrave;s quest&otilde;es foram avaliados pelo teste exato de Fisher. Resultados: A quest&atilde;o 1, primeira consulta ao Cirurgi&atilde;o-Dentista, destaca que todos os pacientes da Classe A/B j&aacute; haviam comparecido ao Cirurgi&atilde;o-Dentista antes, contra 86% da classe C e 94% da Classe D/E. A quest&atilde;o 2 aborda se o Cirurgi&atilde;o-Dentista afere sinais vitais na anamnese, 40% dos Cirurgi&otilde;es-Dentistas classe A/B afere sinais vitais e apenas 20% dos odont&oacute;logos que trabalham com uma popula&ccedil;&atilde;o de classe C, D e E. As quest&otilde;es 3, 4 e 5 (sobre medo do cirurgi&atilde;o, doen&ccedil;as e v&iacute;cios) se mostraram semelhantemente distribu&iacute;da entre as classes. E as quest&otilde;es 6 e 7 sobre o uso de ansiol&iacute;tico destaca a maior frequ&ecirc;ncia na Classe A/B, o dobro da Classe C, que por sua vez tamb&eacute;m &eacute; o dobro da Classe D/E. Das sete quest&otilde;es avaliadas, quatro se mostraram significativamente associadas &agrave; classe social. Conclus&atilde;o: Classes sociais A/B t&ecirc;m mais aceita&ccedil;&atilde;o e conhecimento sobre o uso de benzodiazep&iacute;nicos no controle de medo e ansiedade na Odontologia. As classes menos favorecidas economicamente frequentam menos ou nunca tiveram acesso ao tratamento odontol&oacute;gico. A classe A/B s&atilde;o as que mais t&ecirc;m acesso aos recursos relacionados aos conhecimentos t&eacute;cnicos odontol&oacute;gicos Nos dias atuais houve uma redu&ccedil;&atilde;o significativa do medo relacionado ao tratamento odontol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>ansiedade; assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica; seda&ccedil;&atilde;o consciente.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: The aim of this study was to evaluate patient awareness on the use of conscious sedation with benzodiazepines and their acceptance for the control of fear, pain and anxiety during dental treatment. Method: this research was based on quantitative analysis with a descriptive approach through data gathering, conducted by the researcher, in order to ensure uniformity in the interpretation of the results originated from the questionnaires. Patients were informed of the questionnaire prior to treatment and then, invited to participate in the study. At this moment, appropriate information was provided to the responsible party about the purpose of the questionnaires including its confidentiality. Data were analyzed by means of tables contrasting the socio-economic status of 150 patients, selected equally between classes A/B, C and D/E. The correlation between socio-economic status and the answers to the questions were evaluated by Fisher's exact test. Results: Answers to Question 1, regarding patients first visit to the dentist, showed that all patients from Class A/B have been seen by a dentist before, against 86% of class C and 94% of Class D/E. Question 2 addressed vital signs during anamnesis. 40% of dental surgeons who treated patients from class A/B assessed vital signs, against only 20% of dentists who treated patients from class C, D and E. Questions 3, 4 and 5 (regarding fear, diseases and addictions) showed equal distribution between all classes. Finally, questions 6 and 7, addressing the use of anxiolytics, highlighted the highest frequency in Class A/B, which was double of that from Class C. From a total of 7 questions the answers to, 4 showed significant correlation with socio-economic status. Conclusion: classes A/B have more acceptance and awareness about the use of benzodiazepines for the control of the fear and anxiety in dentistry. The poorer classes have had less (or no) access to dental treatment. Class A / B have had the most access to resources related to dental expertise. In addition, there has been significant reduction of fear related to dental treatment.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>anxiety; dental care; conscious sedation.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Apesar dos avan&ccedil;os cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos e do aperfei&ccedil;oamento das t&eacute;cnicas de condicionamento, o tratamento odontol&oacute;gico continua n&atilde;o sendo prazeroso ou agrad&aacute;vel. &Eacute; comum encontrarmos pacientes extremamente ansiosos ou apreensivos.<sup>1,2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com Malamed<sup>3</sup>,"ir ao dentista" posiciona-se na segunda coloca&ccedil;&atilde;o entre medos e temores mais frequentes da popula&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seda&ccedil;&atilde;o consciente se constitui num m&eacute;todo efetivo de controle da ansiedade, por produzir depress&atilde;o m&iacute;nima de consci&ecirc;ncia, n&atilde;o causando depress&atilde;o respirat&oacute;ria, na qual o paciente permanece responsivo durante a seda&ccedil;&atilde;o.<sup>4</sup> A American Society of Anesthesiologists ASA (Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Anestesiologia)<sup>6</sup>, classificou a seda&ccedil;&atilde;o de acordo com o tipo de depress&atilde;o causada em m&iacute;nima, moderada e profunda.<sup>5</sup> Em todos os pacientes a fun&ccedil;&atilde;o cardiovascular se mant&eacute;m normal alterando apenas o n&iacute;vel de seda&ccedil;&atilde;o e a resposta ao comando verbal do Cirurgi&atilde;o-Dentista; estas s&atilde;o caracter&iacute;sticas importantes para um bom protocolo de redu&ccedil;&atilde;o de ansiedade em Odontologia.<sup>2,7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na cl&iacute;nica odontol&oacute;gica, os benzodiazep&iacute;nicos (BZD) s&atilde;o os ansiol&iacute;ticos mais empregados para se obter a seda&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima por via oral pela efic&aacute;cia boa margem de seguran&ccedil;a cl&iacute;nica e facilidade posologia.<sup>7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seda&ccedil;&atilde;o consciente pode ser obtida por meios farmacol&oacute;gicos e n&atilde;o farmacol&oacute;gicos. O uso de f&aacute;rmacos para essa finalidade deve ser considerado pelo cl&iacute;nico quando a iatroseda&ccedil;&atilde;o (tranquiliza&ccedil;&atilde;o verbal) n&atilde;o for suficiente o bastante para condicionar o paciente.<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da comprovada efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a cl&iacute;nica, muitos Cirurgi&otilde;es-Dentistas ainda apresentam certa resist&ecirc;ncia e inseguran&ccedil;a ao prescrever benzodiazep&iacute;nicos, provavelmente pela falta de conhecimento de alguns aspectos relacionados &agrave; sua farmacologia, ou mesmo pela prec&aacute;ria anamnese antes dos procedimentos odontol&oacute;gicos.<sup>8</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seda&ccedil;&atilde;o consciente se constitui num m&eacute;todo efetivo de controle da ansiedade, por produzir depress&atilde;o m&iacute;nima do n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia do paciente, n&atilde;o afetando sua capacidade de respirar de forma autom&aacute;tica e independente e de responder &agrave; estimula&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e ao comando verbal.<sup>4</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os benzodiazep&iacute;nicos apresentam baixa incid&ecirc;ncia de efeitos colaterais, particularmente quando empregados em dose &uacute;nica ou por tempo restrito. A sonol&ecirc;ncia &eacute; o mais comum desses efeitos, principalmente com o uso do midazolam e do triazolam, por conta de sua a&ccedil;&atilde;o hipn&oacute;tica (indu&ccedil;&atilde;o do sono fisiol&oacute;gico).<sup>8</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo quando se empregam pequenas doses de benzodiazep&iacute;nicos, uma pequena percentagem dos pacientes pode apresentar efeitos paradoxais, ou seja, ao inv&eacute;s da seda&ccedil;&atilde;o esperada, o paciente apresenta excita&ccedil;&atilde;o, agita&ccedil;&atilde;o e irritabilidade. Caso isso aconte&ccedil;a, a consulta deve ser adiada, mantendo-se o paciente em observa&ccedil;&atilde;o at&eacute; a cessa&ccedil;&atilde;o desses efeitos.<sup>9</sup> Os efeitos paradoxais s&atilde;o mais comuns em crian&ccedil;as e idosos lembrando que a agita&ccedil;&atilde;o pode favorecer a queda nos idosos. Pelo fato de dificilmente produzir esses efeitos, o lorazepam &eacute; considerado como o agente ideal para seda&ccedil;&atilde;o consciente desse grupo de pacientes.<sup>7,3</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amn&eacute;sia anter&oacute;grada &eacute; outro efeito colateral dos benzodiazep&iacute;nicos, que pode ocorrer mesmo quando empregados em dose &uacute;nica. &Eacute; definida como o esquecimento dos fatos que se ligam a um evento tomado como ponto de refer&ecirc;ncia. Geralmente coincide como pico da atividade do medicamento sendo mais comum com o uso do midazolam e do lorazepam.<sup>7,3</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns profissionais consideram a amn&eacute;sia anter&oacute;grada como ben&eacute;fica (efeito desej&aacute;vel), pois o paciente n&atilde;o ir&aacute; recordar da maioria dos procedimentos, alguns traum&aacute;ticos, que poderiam servir de experi&ecirc;ncia negativa. Outros t&ecirc;m a amn&eacute;sia anter&oacute;grada como indesej&aacute;vel (efeito adverso), pelo fato de o paciente n&atilde;o se lembrar das orienta&ccedil;&otilde;es e cuidados p&oacute;s-operat&oacute;rios, recomendados pelo profissional.<sup>7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sendo a seda&ccedil;&atilde;o consciente uma excelente alternativa no controle de ansiedade e medo para tratamento odontol&oacute;gico, o objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento e aceita&ccedil;&atilde;o de pacientes quanto &agrave; t&eacute;cnica de seda&ccedil;&atilde;o consciente com benzodiazep&iacute;nicos no controle do medo e da ansiedade no tratamento odontol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Objetivo geral</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Avaliar o conhecimento e a aceita&ccedil;&atilde;o dos pacientes das t&eacute;cnicas de seda&ccedil;&atilde;o consciente com benzodiazep&iacute;nicos no controle do medo e ansiedade na Odontologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Objetivo espec&iacute;fico</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Descrever dados obtidos por meio de uma pesquisa sobre medo e ansiedade; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificar visitas ao Cirurgi&atilde;o-Dentista;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Identificar principais medos relacionados ao Cirurgi&atilde;o-Dentista; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificar ansiedade em pacientes com depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica; Identificar, por meio do paciente, se o profissional realiza anamnese identificando sinais vitais que possam influenciar no tratamento odontol&oacute;gico associado &agrave; seda&ccedil;&atilde;o; e </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avaliar a aceita&ccedil;&atilde;o de tratamento no controle de medo e ansiedade com benzodiazep&iacute;nicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Casu&iacute;stica</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo foi realizado em consult&oacute;rios odontol&oacute;gicos particulares na regi&atilde;o da zona leste e sul de S&atilde;o Paulo no per&iacute;odo de 01/2015 a 10/2015. Foram feitas perguntas a 150 pacientes entre 20 a 62 anos que procuraram atendimento odontol&oacute;gico nos consult&oacute;rios particulares no per&iacute;odo matutino, vespertino e noturno no ano de 2015. Foi solicitada a assinatura do termo de contrato livre e esclarecido seguindo as normas baseadas na resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012 do Conselho Nacional do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, publicado no di&aacute;rio oficial n. 30.1,13/06/13.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pacientes atendidos em consult&oacute;rios particulares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Crit&eacute;rios de exclus&atilde;o</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pacientes abaixo de 20 anos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pacientes que n&atilde;o sabem ler e escrever; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pacientes com defici&ecirc;ncias com impossibilidades de responder o question&aacute;rio; e </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pacientes que se negavam a responder os question&aacute;rios</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa baseou-se em um estudo quantitativo com abordagem descritiva atrav&eacute;s da coleta de dados realizada pelo pr&oacute;prio pesquisador com a finalidade de assegurar uniformidade de interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados atrav&eacute;s de question&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes antes do atendimento receberam orienta&ccedil;&atilde;o sobre o question&aacute;rio e foram convidados a responder. Nesse momento, foram prestados os devidos esclarecimentos aos respons&aacute;veis quanto &agrave; finalidade dos question&aacute;rios e orientados no sentido de que os dados seriam mantidos em sigilo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o segundo a classe econ&ocirc;mica foram baseados no Crit&eacute;rio de Classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mico Brasil 2012; os dados foram agrupadas em classes de maiores rendas A/B, C classe intermedi&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o e D/E, de baixa renda.10 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados do pesquisador foram analisados por meio de tabelas cruzando a classe social de 150 pacientes, selecionados igualitariamente entre as classes A/B, C e D/E. A <a href="#tab01">Tabela 1</a> descreve os resultados concatenados numa &uacute;nica imagem, uma vez que os resultados foram entregues em tabelas distintas (uma para cada classe social). A associa&ccedil;&atilde;o entre a classe social e as respostas &agrave;s quest&otilde;es foi avaliada pelo teste exato de Fisher.<sup>11,12</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>RESULTADO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados est&atilde;o apresentados em tabela e gr&aacute;fico de frequ&ecirc;ncias absolutas para descrever as vari&aacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab01">tabela 1</a> s&atilde;o apresentados os question&aacute;rios comparados &agrave;s vari&aacute;veis categ&oacute;ricas para os grupos relacionados segundo as classes sociais. Nessa tabela, interpreta-se o percentual de indiv&iacute;duos nas suas classes sociais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o 1 (Primeiro contato com Cirurgi&atilde;o-Dentista?) destaca que todos os pacientes da Classe A j&aacute; haviam comparecido ao Cirurgi&atilde;o-Dentista antes, e 86% da classe C e 94% da Classe D/E nunca compareceram a uma consulta odontol&oacute;gica (p= 0,018). Quanto &agrave; quest&atilde;o 2 relacionada a aferi&ccedil;&atilde;o de sinais vitais feita pelo Cirurgi&atilde;o-Dentista na anamnese; os dados mostraram que na classe A eram realizados estes procedimentos quatro vezes mais do que as classes C, D e E (p&lt;0,001). As respostas 3, 4 e 5 (sobre medo do cirurgi&atilde;o, doen&ccedil;as e v&iacute;cios) n&atilde;o mostraram diferen&ccedil;a estatisticamente significativa. As quest&otilde;es 6 e 7 destacam maior frequ&ecirc;ncia de respostas afirmativas na Classe A(p&lt;0,001). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <a href="#graf01">gráfico 1</a> &eacute; op&ccedil;&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o da tabela descrita acima contendo todas as compara&ccedil;&otilde;es conjuntamente. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a19tab01.jpg">      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/a19graf01.jpg">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os testes foram interpretados considerando n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5% e realizados com aux&iacute;lio do software R 3.2.1.<sup>13</sup> O gr&aacute;fico utilizou o pacote ggplot2.<sup>14</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seda&ccedil;&atilde;o consciente na Odontologia &eacute; mais comumente aplicada por benzodiazep&iacute;nicos e pelo &oacute;xido nitroso.<sup>15</sup> A seda&ccedil;&atilde;o com benzodiazep&iacute;nicos &eacute; caracterizada como uma redu&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de atividade e excitabilidade do paciente, sendo classificada pela American Society of Anesthesiologists-ASA<sup>6</sup> em m&iacute;nima, moderada e profunda. O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento e a aceita&ccedil;&atilde;o de pacientes quanto &agrave;s t&eacute;cnicas de seda&ccedil;&atilde;o. Os resultados obtidos neste estudo nos permitem afirmar que as classes sociais mais favorecidas t&ecirc;m maior aceita&ccedil;&atilde;o em fazer uso de ansiol&iacute;ticos para tratamento odontol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fun&ccedil;&atilde;o cardiovascular nas seda&ccedil;&otilde;es normalmente est&aacute; mantida, j&aacute; a fun&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria espont&acirc;nea pode apresentar altera&ccedil;&otilde;es nos casos de seda&ccedil;&atilde;o profunda, podendo haver a necessidade de assist&ecirc;ncia ventilat&oacute;ria.<sup>3,7,15,16</sup> Talvez a falta de conhecimento t&eacute;cnico relacionado a seda&ccedil;&atilde;o e &agrave; possibilidade de intercorr&ecirc;ncias m&eacute;dicas seja o fator determinante para n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o de seda&ccedil;&atilde;o pelas popula&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas menos favorecidas, apenas 22% das classes sociais D/E aceitariam o uso de ansiol&iacute;tico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ansiol&iacute;tico ideal deveria ser prontamente absorvido, apresentar r&aacute;pido in&iacute;cio de a&ccedil;&atilde;o e alto &iacute;ndice terap&ecirc;utico e proporcionar pronta recupera&ccedil;&atilde;o, sem causar preju&iacute;zos psicomotores. <sup>3,7,15</sup> Nem sempre uma mesma droga consegue reunir todos os atributos desej&aacute;veis.<sup>17</sup> A complexidade sobre os poss&iacute;veis efeitos negativos e a n&atilde;o informa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o, segundo nossos dados, as poss&iacute;veis causas relacionadas a n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o do uso de benzodiazep&iacute;nicos; visto que as classes C e D/E, menos instru&iacute;das, foram as classes que menos aceitaram o usos de ansiol&iacute;tico na consulta odontol&oacute;gica. Classe A/B, 80% dos pacientes aceitariam o uso de ansiol&iacute;tico antes da consulta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os benzodiazep&iacute;nicos apresentam poucos efeitos adversos e toxicidade, principalmente em tratamentos de curta dura&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso do uso em Odontologia.<sup>18,19</sup> Nas classes A/B, 50% da popula&ccedil;&atilde;o fazem uso desta droga no controle da ansiedade no consult&oacute;rio odontol&oacute;gico, talvez por receberem maior orienta&ccedil;&atilde;o dos Cirurgi&otilde;es-Dentistas sobre esse tipo de protocolo. Nossos dados mostram que nas classes C e D/E apenas 20% dos Cirurgi&otilde;es-Dentistas fazem anamnese aferindo sinais vitais o que mostra um desconhecimento sist&ecirc;mico sobre as comorbidades e indica&ccedil;&otilde;es no uso de benzodiazep&iacute;nicos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento odontol&oacute;gico foi considerado o segundo entre os medos e temores mais frequentes.<sup>3</sup> Ao Contr&aacute;rio de Malamed, nossos dados mostram que dos 150 pacientes, apenas 22 a 24% relataram medo relacionado ao tratamento odontol&oacute;gico, talvez em fun&ccedil;&atilde;o do acesso a informa&ccedil;&otilde;es sobre o tratamento odontol&oacute;gico e suas t&eacute;cnicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de o enfoque odontol&oacute;gico educativo e preventivo ser cada vez mais crescente, a divulga&ccedil;&atilde;o de novas t&eacute;cnicas na sa&uacute;de e na Odontologia tem sido um grande desafio para nossa sociedade, o que explica o medo de novas abordagens protocolares. 20 Em conformidade com o estudo acima, nossos dados mostram que 100% da classe A/B mais instru&iacute;da frequentam com regularidade o consult&oacute;rio odontol&oacute;gico (p=0,018), e s&atilde;o atendidos por profissionais que realizam anamnese e aferem sinais vitais. Essa abordagem sist&ecirc;mica talvez seja uma justificativa para melhor aceita&ccedil;&atilde;o dos procedimentos com seda&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Classes sociais A/B t&ecirc;m mais aceita&ccedil;&atilde;o e conhecimento sobre o uso de benzodiazep&iacute;nicos no controle de medo e ansiedade na Odontologia; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; As classes menos favorecidas economicamente frequentam menos ou nunca tiveram acesso ao tratamento odontol&oacute;gico; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Classes A/B s&atilde;o as que mais t&ecirc;m acesso aos recursos relacionados &agrave;s t&eacute;cnicas odontol&oacute;gicas; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Nos dias atuais houve uma redu&ccedil;&atilde;o significativa do medo relacionado ao tratamento odontol&oacute;gico; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; As classes C e D/E n&atilde;o realizam aferi&ccedil;&atilde;o de sinais vitais atrav&eacute;s da anamnese. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Oosterink FM, de Jongh A, Hoogstraten J. Prevalence of dental fear and phobia relative to other fear and phobia subtypes. Eur J Oral Sci. 2009;117:135&ndash;143 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Carter AE, Carter G, Boschen M, AlShwaimi E, George R. Pathways of fear and anxiety in dentistry: A review. World J Clin Cases. 2014 Nov 16;2(11):642-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. MALAMED SF. Seda&ccedil;&atilde;o na odontologia. 5ed. Mosby. 2013 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Haas DA. Oral anf inhalation conscious sedation. Dental Clin North Am. 1999; 43:341-59. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Ranali J, Volpato MC, Ramacciato JC. Seda&ccedil;&atilde;o Consciente em Implante Dental. Revista Implant News. 2005, mar./abr., 2(2): 105-187. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. American Society of Anesthesiologists (ASA). Practice Guidelines for Sedation and Analgesia by Non-Anesthesiologists. Anesthesiology 2002; 96:1004&ndash;17 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Shavlokhova EA, Ostre&#301;kov IF, Korolenkova MV. &#91;Sedation with midazolam for ambulatory pediatric dentistry&#93;. Anesteziol Reanimatol. 2014 Sep-Oct;59(5):48-52. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Azevedo ID, Ferreira MA, da Costa AP, Bosco VL, Moritz RD. Efficacy and safety of midazolam for sedation in pediatric dentistry: a controlled clinical trial. J Dent Child (Chic). 2013 Sep-Dec;80(3):133-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Roelofse JA, Stegmann DH, Hartshorne J, Joubert JJ. Paradoxical reactions to rectal midazolam as premedication in children. Int J Oral Maxillofac Surg. 1990 Feb;19(1):2-6. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. ABEP &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Empresas de Pesquisa &ndash; 2112 &ndash; www.abep.org-abep@abep.org </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. AGRESTI, A. (1991) Categorical Data Analysis. 2&ordf;ed, New York: John Wiley and Sons, 2002. 710 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. BUSSAB, W.O. e MORETTIN, P.A. (2006). Estat&iacute;stica B&aacute;sica. S&atilde;o Paulo, Ed. Saraiva, 6. ed. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. R Core Team (2014). R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. ISBN 3-900051-07-0, URL http:// www.R-project.org/. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. WICKHAM, H. (2009) ggplot2: Elegant Graphics for Data Analysis. 3&ordf; ed. Springer, 221p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Macedo-Rodrigues LWW, Rebou&ccedil;as PD. O uso de Benzodiazep&iacute;nicos e N2 O/O2 na seda&ccedil;&atilde;o consciente em Odontopediatria. Journal of The Lins Dentistry School. 2015, 25(1) 55-59. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Becker DE. Pharmacological considerations for conscious sedation: clinical applications of receptor funcion. Anesth Prog. 1991; 38:33-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Roelofse JA, Joubert JJ. Unpleasant sequelae of benzodiazepine sedation. Anaesthesia. 1990 Oct;45(10):890-1. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Cogo K, Bergamaschi CC, Yatsuda R, Volpato MC, Andrade ED. Seda&ccedil;&atilde;o Consciente com Benzodiazep&iacute;nicos em Odontologia. Rev. Odonto Universidade Cidade de S&atilde;o Paulo. 2006 maio-ago; 18(2):181-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Andrade, ED. Terap&ecirc;utica Medicamentosa em Odontologia. 3ed. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2014. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. PAULETO A R C, PEREIRA, M LT, CYRINO, E G.Sa&uacute;de bucal: uma revis&atilde;o cr&iacute;tica sobre programa&ccedil;&otilde;es educativas para escolares. Ci&ecirc;nc. sa&uacute;de coletiva. 2004,1 (9): 121-130.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/apcd/v70n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fernando Martins Baeder     <br>   Rua Nebraska, 60 apto 81     <br>   Brooklin Novo - S&atilde;o Paulo &ndash; SP     <br>   04550-010     <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:fernandobaeder@uol.com.br" target="_blank">fernandobaeder@uol.com.br</a></font></p></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font> </p> </p></font>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: fev/2016    <br> Aceito: mar/2016</b></font></p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oosterink]]></surname>
<given-names><![CDATA[FM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Jongh]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hoogstraten]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of dental fear and phobia relative to other fear and phobia subtypes.]]></article-title>
<source><![CDATA[Eur J Oral Sci.]]></source>
<year>2009</year>
<volume>117</volume>
<page-range>135-143</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
