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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lesões por esforços repetitivos (LER) e distúrbios osteomusculares (Dort) em dentistas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[RSI is a pathology related to work activities The RSI is a pathological illness related to work activities carried out by dentists whose have high chance of developing it at some point in life and it's not caused by a single reason. The repetitive movements performed by dentists, bad posture and even everyday stress can lead them to the development of RSI. The aim of this study was to identify the reasons why these professionals have a high probability of developing the disease, assess the risk behaviors and protective attitudes and what are the forms of treatment given. It was found that the use of medication, rest and physiotherapy interventions are important in times of crisis, while the stress management, exercise stretching and muscle strengthening have proved important protective means to fight these diseases.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[lesão por esforço repetitivo (LER)]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort)]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos (LER) e dist&uacute;rbios osteomusculares (Dort) em dentistas</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Injuries for repetitive strain (RSI) and work related musculoskeletal disorders (WRMD) in dentists</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Urubatan Vieira de Medeiros<sup>I</sup>; Giane Ghisleni Segatto<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I </sup>Doutor (USP)   Professor Titular do Departamento de Odontologia   Preventiva e Comunit&aacute;ria da Uerj e UFRJ    <br> <sup>II</sup> Especialista em Odontologia do Trabalho pela Faculdade S&atilde;o Leopoldo Mandic </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As LER/Dort est&atilde;o relacionadas &agrave;s atividades   laborais realizadas pelos cirurgi&otilde;es-dentistas que   podem desenvolv&ecirc;-las durante sua vida profissional.   Elas n&atilde;o possuem causa &uacute;nica, havendo uma s&eacute;rie de   fatores que colaboram para o seu aparecimento, como   os movimentos repetidos, a m&aacute; postura e o estresse.   O objetivo deste estudo foi identificar a alta probabilidade   dos dentistas desenvolverem estas patologias,   avaliar as condutas de risco e as prote&ccedil;&atilde;o e quais as   formas de tratamento indicadas. Verificou-se que o   uso de medicamentos, as interven&ccedil;&otilde;es fisioter&aacute;picas   e o repouso s&atilde;o importantes nos momentos de crise,   enquanto que o controle do estresse e a pr&aacute;tica de   exerc&iacute;cios de alongamento e refor&ccedil;o muscular t&ecirc;m se   revelado importantes meios protetores no combate a estas doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>les&atilde;o por esfor&ccedil;o repetitivo (LER);   dist&uacute;rbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort);doen&ccedil;as ocupacionais em dentistas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RSI is a pathology related to work activities The   RSI is a pathological illness related to work activities   carried out by dentists whose have high chance of developing   it at some point in life and it's not caused by   a single reason. The repetitive movements performed   by dentists, bad posture and even everyday stress can   lead them to the development of RSI. The aim of this   study was to identify the reasons why these professionals   have a high probability of developing the disease,   assess the risk behaviors and protective attitudes and   what are the forms of treatment given. It was found   that the use of medication, rest and physiotherapy interventions   are important in times of crisis, while the   stress management, exercise stretching and muscle   strengthening have proved important protective means to fight these diseases.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Repetitive Strain Injury (RSI); Work   Related Musculoskeletal Disorders (WRMD); occupational   diseases in dentists.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Les&otilde;es por Esfor&ccedil;o Repetitivo (LER)/Dist&uacute;rbio Osteomuscular Relacionado   ao Trabalho (Dort) representam um problema de sa&uacute;de   muito prevalente no mundo atual, acometendo diversas categorias de   trabalhadores. S&atilde;o doen&ccedil;as provenientes da inser&ccedil;&atilde;o de tecnologias modernas   como a mecaniza&ccedil;&atilde;o e automa&ccedil;&atilde;o dos processos de trabalho, ignorando   a falta de adapta&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores para a inser&ccedil;&atilde;o nessa   nova realidade. Os trabalhadores fazem menos esfor&ccedil;o para desempenharem   suas tarefas, por&eacute;m os movimentos s&atilde;o repetidos e muitas vezes est&aacute;ticos,   sobrecarregando sempre o mesmo grupo muscular, pela manuten&ccedil;&atilde;o de uma   postura por vezes inadequada e durante longos per&iacute;odos por dia. Este comportamento,   associado a outros fatores predisponentes pode levar ao desenvolvimento de dist&uacute;rbios osteomusculares relacionados ao trabalho <sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A exist&ecirc;ncia do trabalho repetitivo data de muito tempo, havendo relatos   de meados de 1700 <sup>7,8</sup>. O Jap&atilde;o foi um dos primeiros pa&iacute;ses a reconhecer   esta patologia como decorrente do trabalho. Por volta dos anos 1980 &eacute; que   no Brasil come&ccedil;aram a aparecer os primeiros casos de LER, e eles estavam   ligados &agrave; profiss&atilde;o dos digitadores <sup>4,14</sup>. As LER/Dort s&atilde;o doen&ccedil;as muito   frequentes provocadas pela atividade laboral. S&atilde;o patologias de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico   j&aacute; que dependem do relato subjetivo de quem as possui, bem como de   aspectos psicol&oacute;gicos e da suscetibilidade individual <sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Muitas das patologias que acometem os dentistas e auxiliares est&atilde;o relacionadas   diretamente ao ambiente de trabalho. As LER, atualmente renomeadas   de Dort, s&atilde;o um exemplo disto. Elas representam uma s&eacute;rie de altera&ccedil;&otilde;es   que atingem m&uacute;sculos, f&aacute;scias musculares, vasos, tend&otilde;es, ligamentos,   nervos e articula&ccedil;&otilde;es <sup>13,18</sup>. S&atilde;o caracterizadas por dor cr&ocirc;nica que afeta   principalmente pesco&ccedil;o, cintura escapular e membros superiores, cuja origem  &eacute; a atividade laboral. &Eacute; muito comum haver dor, diminui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a e   fadiga do local afetado, havendo tens&atilde;o, contratura muscular e altera&ccedil;&atilde;o da   motricidade <sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  As LER/Dort t&ecirc;m aumentado muito nos &uacute;ltimos anos, caracterizando   uma verdadeira epidemia <sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os fatores considerados de risco para estas patologias s&atilde;o os movimentos   repetitivos, o uso de aparelhos n&atilde;o ergon&ocirc;micos, a postura de trabalho inadequada,   o uso de for&ccedil;a excessiva nos procedimentos, o repouso insuficiente,   a falta de condicionamento f&iacute;sico, a press&atilde;o psicol&oacute;gica por resultados e as   metas de produtividade, entre outros <sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  As formas mais comuns de apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica destas patologias em dentistas   s&atilde;o as tendinites, tenossinovites, s&iacute;ndrome do t&uacute;nel do carpo, miosites e bursites.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O diagn&oacute;stico das LER/Dort &eacute; basicamente cl&iacute;nico e &eacute; feito atrav&eacute;s de estudo   da vida profissional pregressa, da hist&oacute;ria da doen&ccedil;a e de exame f&iacute;sico   minucioso. O tipo de fun&ccedil;&atilde;o realizada no trabalho, a frequ&ecirc;ncia dos movimentos,   os equipamentos empregados, a postura durante a jornada, as condi&ccedil;&otilde;es   ambientais, o tempo na fun&ccedil;&atilde;o, a exist&ecirc;ncia de pausas durante o trabalho   e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais com colegas e superiores s&atilde;o analisados <sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Quanto ao tratamento, para que seja eficiente e reabilitador, possibilitando a reinser&ccedil;&atilde;o do trabalhador no mercado de trabalho, deve   ter um car&aacute;ter multidisciplinar atrav&eacute;s de um esfor&ccedil;o cooperativo   de profissionais de diversas &aacute;reas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os profissionais da &aacute;rea de Odontologia est&atilde;o muito suscet&iacute;veis   a estas patologias, devendo estar atentos aos primeiros   sinais de altera&ccedil;&atilde;o para que possam prevenir e trat&aacute;-las o   mais cedo poss&iacute;vel, evitando o comprometimento de estruturas   anat&ocirc;micas importantes para a profiss&atilde;o, aumentando   a longevidade laboral. Este estudo tem o intuito de alertar   a classe odontol&oacute;gica para este problema, caracterizar os   sintomas e as formas mais comuns de apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica   das LER/Dort em cirurgi&otilde;es-dentistas, avaliar os riscos   delas em dentistas e ainda propor formas de preven&ccedil;&atilde;o e   tratamento de modo integral, tanto do ponto de vista f&iacute;sico   quanto ps&iacute;quico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O estudo das patologias do trabalho como as LER/Dort   faz parte de uma &aacute;rea que vem ganhando espa&ccedil;o e import&acirc;ncia   no mundo atual e no Brasil, que &eacute; a ci&ecirc;ncia que estuda   a sa&uacute;de do trabalhador. Embora j&aacute; se tenha avan&ccedil;ado   muito neste sentido, desde os tempos de Ramazzini, ainda   s&atilde;o necess&aacute;rios estudos mais direcionados sobre LER/   Dort e a profiss&atilde;o de cirurgi&atilde;o-dentista, a fim de prevenir   o surgimento destas patologias e melhorar a qualidade e   a longevidade da vida profissional do dentista. Ressaltamos   a import&acirc;ncia do estudo da ergonomia no ambiente   odontol&oacute;gico, possibilitando a confec&ccedil;&atilde;o de mobili&aacute;rio e   de instrumentos mais adequados &agrave;s necessidades laborais   do CD, visando minimizar o processo de fadiga ao longo   do dia de trabalho <sup>16</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Em pesquisa realizada com cirurgi&otilde;es-dentistas, 56%   dos entrevistados quando questionados sobre pausas entre   os atendimentos, responderam que n&atilde;o o fazem. Questionados   sobre os alongamentos, 75% afirmam que n&atilde;o realizam.   A atividade f&iacute;sica foi perguntada, obtendo-se como   resposta que somente 41% desenvolvem-na contra 59% de   sedent&aacute;rios. A investiga&ccedil;&atilde;o das causas de dor, se presentes,   tamb&eacute;m foi par&acirc;metro questionado. Nos 12 meses anteriores  &agrave; pesquisa, somente 20% relataram aus&ecirc;ncia de dor, 34%   dos entrevistados n&atilde;o procuraram ajuda, 20% tiveram um   diagn&oacute;stico de lombalgia, 13% receberam o diagn&oacute;stico de   Dort, 7% por cento com h&eacute;rnia de disco e 6% ainda n&atilde;o possuem   um diagn&oacute;stico conclu&iacute;do <sup>6</sup>.</font>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Material e M&eacute;todo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O material utilizado foi uma busca n&atilde;o exaustiva na literatura   especializada, utilizando as bases de dados dispon&iacute;veis.   Foram utilizadas publica&ccedil;&otilde;es a partir de 1991 at&eacute; 2011   e a metodologia baseou-se na an&aacute;lise criteriosa dos trabalhos   selecionados.</font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As LER/Dort s&atilde;o doen&ccedil;as caracterizadas por dor cr&ocirc;nica   que afetam m&uacute;sculos, nervos ou tend&otilde;es na regi&atilde;o do   pesco&ccedil;o, cintura escapular e membros superiores e cuja etiologia est&aacute; obrigatoriamente relacionada aos movimentos repetitivos realizados no trabalho, for&ccedil;ando sempre a mesma musculatura e mantendo-se posturas inadequadas. Fatores biomec&acirc;nicos aliados &agrave; postura est&aacute;tica, frio, vibra&ccedil;&atilde;o e insatisfa&ccedil;&atilde;o no trabalho s&atilde;o fatores colaboradores <sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os fatores presentes no trabalho que predisp&otilde;em as LER   e Dort s&atilde;o repetitividade (fator de risco mais frequentemente   referido), esfor&ccedil;o e for&ccedil;a, postura inadequada, trabalho   muscular est&aacute;tico, invariabilidade de tarefas, choques e   impactos, press&atilde;o mec&acirc;nica, vibra&ccedil;&atilde;o, frio, sobrecarga cont&iacute;nua   das estruturas anat&ocirc;micas ou falta de tempo para se   recuperar no trabalho, fatores organizacionais, sendo que   sobre todos estes fatores ainda agem outros que seria a intensidade,   a dura&ccedil;&atilde;o e a frequ&ecirc;ncia. Quanto maiores estes   fatores, maior o risco <sup>4</sup>. A super utiliza&ccedil;&atilde;o das estruturas   anat&ocirc;micas e a falta de tempo para recupera&ccedil;&atilde;o desta musculatura  &eacute; que v&atilde;o causar a doen&ccedil;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os cirurgi&otilde;es-dentistas s&atilde;o profissionais que se encaixam   neste perfil, j&aacute; que realizam movimentos repetidos,   permanecem durante horas em posi&ccedil;&otilde;es desconfort&aacute;veis e   inadequadas ergonomicamente, realizando atividades que   requerem aten&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o extremas e n&atilde;o raramente   tendo que cumprir metas em curto prazo de tempo para   atendimento. Essa realidade gera alto estresse, ansiedade e   tens&atilde;o muscular excessiva o que indubitavelmente levar&aacute; a   altera&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas. O dentista emprega a for&ccedil;a em muitas   a&ccedil;&otilde;es realizadas durante os tratamentos, necessitando ainda   de precis&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o de movimentos finos na grande   maioria de seus procedimentos. Isto aumenta o risco desses   profissionais desenvolverem estas patologias. O surgimento   de intercorr&ecirc;ncias durante o atendimento como fraturas,   hemorragias, o pr&oacute;prio atendimento de urg&ecirc;ncia, que n&atilde;o   permite que se fa&ccedil;a um planejamento, porque &eacute; inesperado,   o mau funcionamento dos equipamentos, o fato de atender   os pacientes conscientes e apreensivos s&atilde;o fatores que levam   o profissional a n&iacute;veis de estresse alt&iacute;ssimos. O estresse &eacute;  um fator colaborador importante na g&ecirc;nese das LER/Dort.   Muitos autores concordam que entre as profiss&otilde;es de sa&uacute;de a pratica odontol&oacute;gica &eacute; a mais estressante <sup>13,17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  SILVA et al. <sup>18</sup> realizaram uma pesquisa no 18&ordm; Congresso   Internacional de Odontologia de S&atilde;o Paulo, em 1998, e constataram   que a dor estava presente em 57% dos dentistas entrevistados e 17% referenciaram altera&ccedil;&otilde;es como as LER/Dort.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O cirurgi&atilde;o-dentista faz parte de um grupo profissional   exposto a um risco consider&aacute;vel de desenvolver LER/Dort   pela realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas de forma inadequada do ponto de   vista biomec&acirc;nico e devido ao fato de utilizar equipamentos   e instrumentos que desrespeitam os princ&iacute;pios ergon&ocirc;micos.   Como exemplo podemos citar o uso de instrumentos   rotat&oacute;rios, cuja vibra&ccedil;&atilde;o emitida pode propagar-se pelos   tend&otilde;es, provocando les&otilde;es e, ainda, devido a sua posi&ccedil;&atilde;o   de trabalho estes profissionais ficam, por longos per&iacute;odos,   com o tronco inclinado para frente fazendo movimentos   rotacionais, para alcan&ccedil;ar os instrumentais necess&aacute;rios ao   procedimento <sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Especificamente para a Odontologia, os principais centros de ergonomia no mundo atual, como o Human Performance   Institute (HPI), no Jap&atilde;o, e o Center for Study of   Human Performance in Dentistry, nos EUA, recomendam a   Odontologia a quatro m&atilde;os, ou seja, o dentista trabalhando   juntamente com um auxiliar direto, o que segundo estudos   minimizaria o risco de desenvolver LER/Dort. Muito embora   os centros especializados em ergonomia ligados a Odontologia   n&atilde;o determinem uma t&eacute;cnica universalmente aceita   como correta para o atendimento odontol&oacute;gico, algumas caracter&iacute;sticas   de atendimento s&atilde;o comuns a todos. O paciente   deve estar em posi&ccedil;&atilde;o supina e fazendo-se analogia aos ponteiros   de um rel&oacute;gio, a cabe&ccedil;a do paciente representaria &agrave;s   12 horas e os p&eacute;s &agrave;s 6 horas. A posi&ccedil;&atilde;o 9 horas seria ocupada   pelo dentista que usa vis&atilde;o direta e a posi&ccedil;&atilde;o entre 10 horas   e 12h e 30min para o dentista que usa vis&atilde;o indireta. Em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave; posi&ccedil;&atilde;o do auxiliar, a indica&ccedil;&atilde;o &eacute; que sua posi&ccedil;&atilde;o   varie de 3 horas at&eacute; 5 horas, ficando 10 cm mais elevado que   o campo operat&oacute;rio <sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Os dist&uacute;rbios osteomusculares s&atilde;o queixas comuns e de   destaque entre os CDs e revelam a &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o entre a   pr&aacute;tica odontol&oacute;gica e o desenvolvimento de LER/Dort pelo   desgaste f&iacute;sico e psicol&oacute;gico a que o profissional &eacute; submetido   no seu cotidiano laboral. Os dist&uacute;rbios musculoesquel&eacute;ticos   representam graves problemas para os dentistas, interferindo   inclusive na sua capacidade funcional. Problemas como   degenera&ccedil;&atilde;o de discos intervertebrais na regi&atilde;o cervical da   coluna, bursite, tendinite e artrite nas m&atilde;os s&atilde;o doen&ccedil;as   muito prevalentes em dentistas <sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  As patologias mais frequentes que s&atilde;o resultado de LER/   Dort s&atilde;o representadas pelas seguintes entidades cl&iacute;nicas   <sup>10,11,18</sup>:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> a) S&iacute;ndrome do t&uacute;nel do carpo: &eacute; compress&atilde;o do nervo mediano   em n&iacute;vel de punho devido &agrave; inflama&ccedil;&atilde;o dos tend&otilde;es,   espessamento e fibrose. Produz dor e impot&ecirc;ncia funcional   durante a flex&atilde;o do primeiro, segundo e terceiro dedos e borda   interna do quarto dedo. &Eacute; a s&iacute;ndrome de mais interesse   para o cirurgi&atilde;o-dentista, porque representa um dist&uacute;rbio   ocupacional frequente principalmente entre periodontistas   e endodontistas, e est&aacute; mais ligada &agrave; repeti&ccedil;&atilde;o do movimento   do que &agrave; for&ccedil;a empregada;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> b) S&iacute;ndrome do t&uacute;nel ulnar: atinge a face flexora e extensora   do quarto e quinto dedos e regi&atilde;o hipotenar. &Eacute; a compress&atilde;o   do nervo ulnar em torno do osso pisiforme. Provoca dor e   impot&ecirc;ncia funcional atingindo a face ulnar da m&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> c) Epicondilite lateral e medial: &eacute; a inflama&ccedil;&atilde;o do local de   inser&ccedil;&atilde;o dos m&uacute;sculos epicondilianos. Provoca dor que se   dissemina para m&atilde;o e ombro, causa hipertonia e edema.&Eacute;  uma condi&ccedil;&atilde;o que facilmente se torna cr&ocirc;nica e se agrava   com o retorno aos movimentos for&ccedil;ados e repetitivos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> d) Bursite: &eacute; a inflama&ccedil;&atilde;o da membrana sinovial ocorrendo   geralmente no ombro, provocada por movimentos de flex&atilde;o   e abdu&ccedil;&atilde;o do bra&ccedil;o, causa bastante dor;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> e) Tendinites: s&atilde;o inflama&ccedil;&otilde;es que acometem os tend&otilde;es. As   mais comuns s&atilde;o as que acometem os m&uacute;sculos supraespinhoso   e b&iacute;ceps braquial, ambos da articula&ccedil;&atilde;o do ombro;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> f) Tenossinovites: s&atilde;o inflama&ccedil;&otilde;es das bainhas tendinosas,   geralmente acometem os m&uacute;sculos flexores do punho e dedos,   causando dor e dificuldades de realizar movimentos.   H&aacute; presen&ccedil;a de edema e perda de for&ccedil;a muscular;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> g) Cervicobraquialgia: &eacute; a dor na regi&atilde;o cervical da coluna,   podendo se disseminar para os membros superiores.  &Eacute; provocada por fadiga muscular, movimentos repetitivos   e posturas incorretas. Os m&uacute;sculos mais suscet&iacute;veis s&atilde;o o   trap&eacute;zio, o elevador da esc&aacute;pula, os romboides, o supraespinhoso   e os cervicais;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> h) S&iacute;ndrome do desfiladeiro tor&aacute;cico: &eacute; a compress&atilde;o do feixe   v&aacute;sculo-nervoso da regi&atilde;o cervicobraquial quando ele   atravessa os m&uacute;sculos do pesco&ccedil;o, em n&iacute;vel de escalenos.   Causa dor em todo o membro superior;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> i) Dedo em gatilho: &eacute; a constri&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria do tend&atilde;o,   com forma&ccedil;&atilde;o de n&oacute;dulo. Atinge a superf&iacute;cie palmar das   articula&ccedil;&otilde;es entre falanges e metacarpo, impedindo a extens&atilde;o   normal dos dedos da m&atilde;o. Quando o movimento de   extens&atilde;o &eacute; for&ccedil;ado o dedo salta, por isso o nome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  As LER s&atilde;o classificadas em quatro est&aacute;gios, conforme a   gravidade <sup>11,13</sup>:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> a) Grau I: representa a fase inicial das les&otilde;es, onde as queixas   s&atilde;o subjetivas e a dor rara. H&aacute; relatos de sensa&ccedil;&atilde;o de peso e   desconforto na regi&atilde;o afetada, como bra&ccedil;os e ombros, sensa&ccedil;&atilde;o   essa evidenciada geralmente pela manh&atilde;, ao levantar.   Pode haver dor quando a regi&atilde;o afetada for comprimida e   comumente os portadores relatam que os objetos comuns   parecem mais pesados do que o habitual. Neste est&aacute;gio as   LER dificilmente prejudicam o rendimento no trabalho e o   progn&oacute;stico &eacute; &oacute;timo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> b) Grau II: a dor nesta fase &eacute; mais intensa e localizada e aumenta  &agrave; medida que o quadro cl&iacute;nico evolui. A sintomatologia   dolorosa est&aacute; presente durante o trabalho cotidiano, de   forma intermitente. A dor, apesar de ser de m&eacute;dia intensidade,   j&aacute; afeta o rendimento no trabalho, principalmente nos   momentos de exacerba&ccedil;&atilde;o. Pode haver calor, parestesia, leve   edema e altera&ccedil;&otilde;es de sensibilidade. O repouso e a desacelera&ccedil;&atilde;o   do ritmo de trabalho proporcionam o desaparecimento   da dor. O progn&oacute;stico &eacute; bastante favor&aacute;vel;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> c) Grau III: nesta fase a dor se intensifica ainda mais, tornando-se persistente. Os trabalhadores t&ecirc;m mais queixas. O repouso   somente alivia a dor, mas ela persiste. &Eacute; comum a perda   da for&ccedil;a muscular e a parestesia. O edema &eacute; frequente e   ocorre hipertonia muscular e sens&iacute;vel queda na produtividade.   H&aacute; dificuldades para segurar objetos e as tarefas cotidianas   ficam prejudicadas. H&aacute; dificuldade para dormir e dor   noturna. O afastamento das atividades laborais para poupar   os membros afetados evitando dores j&aacute; n&atilde;o surte mais efeito.   H&aacute; edema bem pronunciado na regi&atilde;o afetada, calor, crepita&ccedil;&atilde;o,   perda de movimentos, m&atilde;os frias e suadas e muita dor   durante a realiza&ccedil;&atilde;o de movimentos simples. O progn&oacute;stico  &eacute; reservado e depende muito do pronto-atendimento;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> d) Grau IV: esta fase &eacute; a mais grave e a de maior sofrimento   para o paciente. A dor &eacute; muito intensa e constante, podendo   chegar ao insuport&aacute;vel. Qualquer movimento &eacute; fator agravante para a dor. Ocorrem atrofias, principalmente dos dedos,   perda da for&ccedil;a muscular e dos movimentos. O paciente   perde a capacidade de trabalho e fica inv&aacute;lido. Essa fase &eacute;  caracterizada por dist&uacute;rbios psicol&oacute;gicos, depress&atilde;o, ansiedade   e ang&uacute;stia, exatamente pela perda da capacidade laboral   e pelas dificuldades cotidianas impostas pela doen&ccedil;a. O   progn&oacute;stico &eacute; sombrio. O pr&oacute;prio paciente n&atilde;o acredita na   sua capacidade de recupera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O diagn&oacute;stico das LER/Dort &eacute; basicamente cl&iacute;nico e &eacute;  feito atrav&eacute;s de estudo da vida profissional pregressa, da hist&oacute;ria   da doen&ccedil;a e de exame f&iacute;sico minucioso. S&atilde;o analisados   o tipo de fun&ccedil;&atilde;o realizada no trabalho, a frequ&ecirc;ncia dos movimentos,   os equipamentos empregados, a postura durante   a jornada, as condi&ccedil;&otilde;es ambientais, o tempo na fun&ccedil;&atilde;o, a   exist&ecirc;ncia de pausas durante o trabalho e as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais   com colegas e superiores. Os fatores psicossociais   ligados &agrave; profiss&atilde;o, tais como ambiente laboral agrad&aacute;vel,   bom relacionamento interpessoal e a satisfa&ccedil;&atilde;o profissional   tendem a minimizar o aparecimento destas altera&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas,   independentemente do perfil de personalidade de   cada um, enquanto o estresse, depress&atilde;o, ansiedade e preocupa&ccedil;&atilde;o   excessiva est&atilde;o relacionados a uma maior frequ&ecirc;ncia   de desenvolvimento da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Em um estudo feito por PEREIRA et al. <sup>12</sup> tanto os   dentistas cl&iacute;nicos gerais (40,71%) quantos os especialistas   (43,57%) referiram a presen&ccedil;a de Dort. A especialidade com   maior n&uacute;mero de profissionais afetados foi a Endodontia.   A posi&ccedil;&atilde;o de trabalho mais frequentemente utilizada pelos   entrevistados foi a de 11 horas entre os especialistas   (27,12%) e entre os cl&iacute;nicos gerais (12,71%). A forma mais   utilizada pelo dentista para atendimento foi a posi&ccedil;&atilde;o sentada   adotada por 55 especialistas e 48 cl&iacute;nicos. Segundo os   entrevistados, a regi&atilde;o do corpo mais afetada por Dort foi   a lombar, seguida pelo ombro e coluna cervical. Quanto &agrave;  carga hor&aacute;ria, os dentistas que mais apresentaram Dort tinham   40 horas semanais de trabalho ou mais. Ainda entre   os dentistas que referiram apresentar Dort, 61,4% dos cl&iacute;nicos   procuraram ajuda m&eacute;dica, enquanto que para os especialistas   o &iacute;ndice foi de 59,02%, n&atilde;o diferindo muito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Segundo CASARIN <sup>5</sup>, 60% dos dentistas apresentam   algum tipo de dor m&uacute;sculo-esquel&eacute;tica no ambiente de trabalho,   sendo a regi&atilde;o de pesco&ccedil;o, costas, ombros e membros   superiores os locais mais referidos de dor. Como j&aacute; se sabe, as   Dort s&atilde;o muitos comuns em dentistas e s&atilde;o decorrentes de   posi&ccedil;&otilde;es est&aacute;ticas inadequadas mantidas durante a atividade   laboral e tamb&eacute;m s&atilde;o resultado do alto n&iacute;vel de precis&atilde;o e exig&ecirc;ncia   que a profiss&atilde;o requer e, mais do que isso, s&atilde;o respons&aacute;veis   pela precocidade de aposentadoria destes profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O tratamento para as LER/Dort &eacute; feito de forma multidisciplinar   <sup>9</sup>, onde profissionais de diferentes &aacute;reas trabalham   de forma integrada, associando diferentes recursos   terap&ecirc;uticos, desde o uso de medica&ccedil;&atilde;o, fisioterapia, exerc&iacute;cios   f&iacute;sicos e at&eacute; bloqueios anest&eacute;sicos e cirurgias nos casos   mais avan&ccedil;ados. Terapias alternativas como acupuntura,   homeopatia, laserterapia entre outras s&atilde;o bastante difundidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Inicialmente, quando surgem os sintomas, a primeira   coisa a fazer &eacute; afastar-se de imediato dos fatores de risco,   cessando com atividades que demandam esfor&ccedil;o repetitivo   e imobilizando a regi&atilde;o afetada. Recomenda-se ainda fazer   repouso e procurar um m&eacute;dico imediatamente. Na verdade,   como os sintomas aparecem lentamente, o profissional   muitas vezes se acostuma com eles, postergando a consulta   ao m&eacute;dico, o que acaba comprometendo o sucesso do tratamento,   j&aacute; que a doen&ccedil;a vai evoluindo, e quanto mais tardio   o tratamento pior o progn&oacute;stico <sup>10,16</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  H&aacute; necessidade de conscientiza&ccedil;&atilde;o dos dentistas sobre as   LER/Dort, bem como de formas de preveni-las. A ado&ccedil;&atilde;o   de um estilo de vida saud&aacute;vel, a pr&aacute;tica de esportes, a realiza&ccedil;&atilde;o   de exerc&iacute;cios de alongamento, medidas para controlar   ou minimizar situa&ccedil;&otilde;es de estresse, organiza&ccedil;&atilde;o no   trabalho e ado&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios ergon&ocirc;micos s&atilde;o fatores de   prote&ccedil;&atilde;o contra estas doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Um princ&iacute;pio muito importante para prevenir as LER/   Dort &eacute; a ergonomia. Esta ci&ecirc;ncia estuda a atividade do homem   no trabalho e tem como objetivo a racionaliza&ccedil;&atilde;o e   simplifica&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho, permitindo ao trabalhador   que ele produza mais e melhor, e tenha mais conforto   e menos fadiga. A ergonomia sustenta alguns pontos importantes,   como manter as articula&ccedil;&otilde;es numa posi&ccedil;&atilde;o neutra e   pr&oacute;ximas ao corpo, evitar a flex&atilde;o ventral da coluna vertebral,   evitar a rota&ccedil;&atilde;o do tronco e a press&atilde;o sobre os discos   vertebrais, evitar for&ccedil;as e movimentos r&aacute;pidos, alternar postura   e movimentos, prevenir a exaust&atilde;o muscular e executar   pausas frequentes durante a jornada di&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A pr&aacute;tica esportiva pode representar um fator de prote&ccedil;&atilde;o   para evitar LER/Dort. A cinesioterapia (tratamento atrav&eacute;s   do movimento) compreende a utiliza&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios e procedimentos   manuais para devolver a fun&ccedil;&atilde;o ao indiv&iacute;duo. A   cinesioterapia pode ser passiva (massagens e manipula&ccedil;&otilde;es),   ativa-assistida como a reeduca&ccedil;&atilde;o postural global (RPG) e   hidroterapia, e ativa, atrav&eacute;s do fortalecimento muscular   por meio de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos. Exerc&iacute;cios de alongamento   s&atilde;o muito importantes na preven&ccedil;&atilde;o e, se realizados durante   as atividades di&aacute;rias na forma de gin&aacute;stica laboral, ser&atilde;o   extremamente protetores contra estas doen&ccedil;as. Todos os   m&uacute;sculos do corpo devem ser alongados durante a realiza&ccedil;&atilde;o   dos exerc&iacute;cios, mas preferencialmente os mais exigidos  &eacute; que devem receber aten&ccedil;&atilde;o especial. A gin&aacute;stica laboral&eacute;  muito recomendada porque al&eacute;m de promover a melhora da   condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do trabalhador (dentista) tamb&eacute;m contribui   para aumentar a disposi&ccedil;&atilde;o, a motiva&ccedil;&atilde;o e o humor durante   o trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Conclus&atilde;o</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o que nos propusemos realizar e tendo em   vista os achados na literatura especializada parece-nos l&iacute;cito concluir que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  1 - as LER/Dort s&atilde;o doen&ccedil;as derivadas de atividades profissionais   como a exercida pelo cirurgi&atilde;o-dentista onde o esfor&ccedil;o repetitivo &eacute; uma constante, havendo intensa solicita&ccedil;&atilde;o muscular, durante v&aacute;rias horas por dia;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2 - o n&uacute;mero de profissionais afetados vem aumentando nos &uacute;ltimos anos o que torna a patologia importante para a classe   odontol&oacute;gica;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3 - as LER/Dort s&atilde;o doen&ccedil;as cujas causas s&atilde;o multifatoriais, sendo muito importante analisar os fatores de risco envolvidos para   poder compreender sua etiologia e adotar medidas preventivas. Dentre os fatores desencadeantes podemos listar repetitividade   (fator de risco mais frequentemente referido), esfor&ccedil;o e for&ccedil;a, postura inadequada, trabalho muscular est&aacute;tico, invariabilidade de   tarefas, choques e impactos, press&atilde;o mec&acirc;nica, vibra&ccedil;&atilde;o, frio, sobrecarga cont&iacute;nua das estruturas anat&ocirc;micas ou falta de tempo   para se recuperar no trabalho e alguns fatores n&atilde;o ocupacionais como atividades dom&eacute;sticas, esportivas e manuais. A vida sedent&aacute;ria,   a perda da elasticidade muscular natural, o sobrepeso, a diminui&ccedil;&atilde;o da elasticidade das articula&ccedil;&otilde;es, a m&aacute; postura, somados  &agrave;s doen&ccedil;as degenerativas s&atilde;o fatores agravantes para o desenvolvimento das doen&ccedil;as ocupacionais. Os acometimentos posturais   s&atilde;o os mais negligenciados pelos cirurgi&otilde;es-dentistas, pois seus efeitos s&oacute; aparecer&atilde;o depois de anos;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4 - os sintomas das LER/Dort acompanham os est&aacute;gios em que elas se encontram, sendo nas fases iniciais mais leves e requerendo   tratamentos mais simples, enquanto que a neglig&ecirc;ncia aos sintomas prim&aacute;rios leva a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a a est&aacute;gios mais severos,   onde os sintomas s&atilde;o mais exacerbados, as dores permanentes, com menor chance de cura podendo levar a sequelas f&iacute;sicas e psicol&oacute;gicas   importantes e at&eacute; mesmo a aposentadoria precoce e invalidez;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5 - n&atilde;o h&aacute; uma unanimidade sobre os tipos de interven&ccedil;&atilde;o mais adequados para o tratamento destas patologias, entretanto, recomenda-se que o tratamento seja individualizado para cada paciente, compreendendo desde interven&ccedil;&otilde;es fisioter&aacute;picas at&eacute; o uso de   medicamentos como analg&eacute;sicos e anti-inflamat&oacute;rios para controlar a sintomatologia dolorosa. Formas de tratamento alternativo   como a acupuntura, reeduca&ccedil;&atilde;o postural global, gin&aacute;stica laboral, entre outras, proporcionam o al&iacute;vio da dor e s&atilde;o coadjuvantes   na terapia. A restri&ccedil;&atilde;o de movimentos e o repouso da regi&atilde;o afetada s&atilde;o importantes para a melhora do quadro, o que geralmente   implica em afastamento tempor&aacute;rio do trabalho. Em casos mais graves s&atilde;o necess&aacute;rias interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6 - &eacute; fundamental que o cirurgi&atilde;o-dentista se conscientize da import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o das LER/Dort. A ado&ccedil;&atilde;o de um estilo de   vida saud&aacute;vel com realiza&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas, dieta adequada, procura de meios de controle do estresse, realiza&ccedil;&atilde;o de pausas   durante a jornada di&aacute;ria e ado&ccedil;&atilde;o de princ&iacute;pios ergon&ocirc;micos s&atilde;o fatores de prote&ccedil;&atilde;o importantes para essas patologias.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. ABREU, M. H. N. G., COSTA, A. R., BRAGA, A. R. et al. DASH entre   estudantes de curso de Odontologia, Belo Horizonte. Rev. Abeno. 2007; 8 (1): 16-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335044&pid=S0034-7272201200010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. BARRETO, H. J. J. Como prevenir as les&otilde;es mais comuns do cirurgi&atilde;o-dentista. RBO. 2001; 58 (1): 6-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335046&pid=S0034-7272201200010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. BORSOI, I. C. F., SANTOS, A. O. R., AC&Aacute;RIO, S. H. A. Trabalhadores   amedrontados, envergonhados e (in) v&aacute;lidos: viol&ecirc;ncia e humilha&ccedil;&atilde;o nas   pol&iacute;ticas de reabilita&ccedil;&atilde;o por LER/DORT. &#91;1&#93;. Rev. Psicol. Pol&iacute;tica. 2006;   6 (12).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335048&pid=S0034-7272201200010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas   e Estrat&eacute;gicas. &Aacute;rea T&eacute;cnica de Sa&uacute;de do Trabalhador. Les&otilde;es por esfor&ccedil;os   repetitivos (LER) - e Dist&uacute;rbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho   (Dort) Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas   e Estrat&eacute;gicas, &Aacute;rea T&eacute;cnica de Sa&uacute;de do Trabalhador; elabora&ccedil;&atilde;o MAENO,   M., ALMEIDA, I. M., MARTINS, M. C. et al. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335050&pid=S0034-7272201200010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. CASARIN, C. A. S., CARIA, P. H. F. Comportamento muscular durante   diferentes pr&aacute;ticas odontol&oacute;gicas. Cienc. Odontol. Bras. 2008; 11 (2): 64-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335052&pid=S0034-7272201200010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA &ndash; RR. Indicadores   de Dort nos cirurgi&otilde;es-dentistas de Boa Vista-Roraima. Dispon&iacute;vel em   <a href="www.carvalho.odo.br" target="_blank">www.carvalho.odo.br</a>. Acesso em: 21/10/2011.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. GONZALES, L. R., LUCCA, S. R., KITAMURA, S. et al. Contribui&ccedil;&otilde;es   para a investiga&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos - dist&uacute;rbios osteomusculares   relacionados com o trabalho em membros superiores. Rev.   Soc. Clin. Med. 2008; 6 (2): 72-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335055&pid=S0034-7272201200010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. GRAVINA, M. E. R. LER &ndash; les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos: uma reflex&atilde;o   sobre os aspectos psicossociais &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o   Paulo; 2001.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. IKARI, T. E., MANTELLI, M., CORR&Ecirc;A FILHO, H. R. et al. Tratamento de LER/Dort: interven&ccedil;&otilde;es fisioter&aacute;picas: Rev. Cienc. M&eacute;d. 2007;   16 (4-6): 233-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335058&pid=S0034-7272201200010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. L&Eacute;O, J. A., COURY, H. J. C. G. Em que os dist&uacute;rbios osteomusculares   relacionados ao trabalho (Dort) se diferenciam das les&otilde;es por esfor&ccedil;os repetitivos   (LER). Fisiot. Movim. Out/97-mar/98; (2): 93-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335060&pid=S0034-7272201200010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. OLIVEIRA, C. R. Les&atilde;o por esfor&ccedil;os repetitivos (LER). Rev. Bras. Sa&uacute;de   Ocup. 1991; 19 (73): 59-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335062&pid=S0034-7272201200010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. PEREIRA, F. T. F., LOPES, F. F., OLIVEIRA, A. E. 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(BR).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=335076&pid=S0034-7272201200010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbo/v11n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Urubatan Vieira de Medeiros    <br>   Rua Bar&atilde;o da Torre, 205/502 &ndash; Ipanema    <br>   Rio de Janeiro/RJ, Brasil &ndash; CEP: 22411-001</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:umedeiros@globo.com" target="_blank">umedeiros@globo.com</a></font></p>     ]]></body>
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