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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações da Implantologia sobre a osteonecrose dos maxilares potencializada pela terapia com bisfosfonatos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Traumatic lesions or surgical interventions, such as: exodontics or the implants placement, promote infection of the necrotic area with microorganisms present in the oral cavity. In spite of lower statistically incidence, the osteonecrosis potentiated by bisphosphonates constitutes alteration of high morbidity, causing drastic decrease of comfort and quality of life for the patients with committed immunity. The objective of this work is to do a review about the pharmacological bisphosphonates action in patients rehabilitated with implants and the aetiology of failures induced by avascular osteonecrosis of the jaws.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Considera&ccedil;&otilde;es da Implantologia sobre a osteonecrose dos maxilares potencializada pela terapia com bisfosfonatos</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Implantology considerations about osteonecrosis of the jaws powerful by bisphosphonate therapy</i></b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luciano Bonatelli Bispo <sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Doutor em Dent&iacute;stica pela FO/USP Especialista Implantodontia SENAC/Tiradentes    <br> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Les&otilde;es traum&aacute;ticas ou interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, tais como: exodontias ou a coloca&ccedil;&atilde;o de implantes, promovem infec&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o necr&oacute;tica com micro-organismos presentes na cavidade bucal. Apesar de incid&ecirc;ncia estatisticamente baixa, a osteonecrose potencializada por bisfosfonatos constitui altera&ccedil;&atilde;o de alta morbidade, ocasionando dr&aacute;stica diminui&ccedil;&atilde;o do conforto e da qualidade de vida para os pacientes com imunidade comprometida. O objetivo desse trabalho &eacute; fazer uma revis&atilde;o sobre a a&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica dos bisfosfonatos em pacientes reabilitados com implantes e a etiologia das falhas induzidas pela necrose avascular dos maxilares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>bisfosfonatos; implantes dent&aacute;rios; osteonecrose.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Traumatic lesions or surgical interventions, such as: exodontics or the implants placement, promote infection of the necrotic area with microorganisms present in the oral cavity. In spite of lower statistically incidence, the osteonecrosis potentiated by bisphosphonates constitutes alteration of high morbidity, causing drastic decrease of comfort and quality of life for the patients with committed immunity. The objective of this work is to do a review about the pharmacological bisphosphonates action in patients rehabilitated with implants and the aetiology of failures induced by avascular osteonecrosis of the jaws.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>bisphosphonates; dental implants; osteonecrosis.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fen&ocirc;meno da osseointegra&ccedil;&atilde;o &eacute; definido como uma conex&atilde;o direta, estrutural e funcional entre o osso vivo, maduro, organizado e a superf&iacute;cie de um implante end&oacute;sseo submetido &agrave; carga funcional por um longo per&iacute;odo de tempo <sup>1,7</sup>. Falhas nesse fen&ocirc;meno t&ecirc;m sido associadas &agrave; terapia preventiva e de manuten&ccedil;&atilde;o com bisfosfonatos em pacientes com patologias &oacute;sseas, doen&ccedil;a de Paget, hipercalcemia maligna, les&otilde;es osteol&iacute;ticas advindas de mieloma m&uacute;ltiplo, fraturas patol&oacute;gicas, compress&atilde;o da medula espinhal, osteoporose induzida por esteroides ou p&oacute;s-menopausa, bem como met&aacute;stases &oacute;sseas de tumores com origem na mama, pr&oacute;stata ou pulm&otilde;es <sup>(9)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2003, os primeiros casos de osteonecrose dos maxilares associada &agrave; terap&ecirc;utica com bisfosfonatos foram descritos por cirurgi&otilde;es maxilofaciais, com osso exposto, n&atilde;o cicatricial e necr&oacute;tico em pacientes oncol&oacute;gicos submetidos ao tratamento com bisfosfonatos endovenosos. Embora a preced&ecirc;ncia de ensaios cl&iacute;nicos controlados, os fabricantes negligenciaram o exame meticuloso das estruturas &oacute;sseas cranianas. Em 2004, o laborat&oacute;rio respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o em larga escala do pamidronato e zoledronato alertou profissionais da sa&uacute;de sobre os riscos de desenvolvimento da osteonecrose, fato tamb&eacute;m estendido em 2005 para os f&aacute;rmacos da mesma classe, por&eacute;m nas formas orais <sup>(8)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em recente estudo, 59% dos pacientes que desenvolveram osteonecrose dos maxilares associadas com implantes osseointegrados tinham recebido terapia intravenosa com bisfosfonatos, enquanto 41% ingeriam bisfosfonatos por via oral. Devido ao alarme provocado na comunidade cient&iacute;fica mundial pelo aparecimento da osteonecrose dos maxilares em pacientes reabilitados com implantes e terapia com bisfosfonatos intravenosos, tal associa&ccedil;&atilde;o passou a ser definida e melhor controlada. No entanto, o aumento do n&uacute;mero de indiv&iacute;duos que fazem uso dos bisfosfonatos orais para tratamento da osteoporose p&oacute;s-menopausa (<a href="#fig01">Figura 1</a>), doen&ccedil;a de Paget e osteog&ecirc;nese imperfeita passou a ser objeto de controv&eacute;rsias pela possibilidade, diminu&iacute;da, por&eacute;m incidente, de manifesta&ccedil;&otilde;es da osteonecrose maxilar ap&oacute;s coloca&ccedil;&atilde;o de implantes <sup>(22,28)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo desse trabalho &eacute; fazer uma revis&atilde;o sobre os aspectos relacionados com a osteonecrose dos maxilares potencializada pela terapia medicamentosa com bisfosfonatos, por via endovenosa e oral, e o insucesso no progn&oacute;stico de implantes osseointegrados nesses pacientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Revis&atilde;o da Literatura</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bisfosfonatos s&atilde;o compostos an&aacute;logos ao pirofosfato inorg&acirc;nico. Anteriormente conhecidos como difosfonatos, descobertos no s&eacute;culo XIX, foram sintetizados em larga escala na Alemanha, em 1865. Usados na ind&uacute;stria t&ecirc;xtil, tiveram aplica&ccedil;&atilde;o no encanamento evitando a deposi&ccedil;&atilde;o de carbonato de c&aacute;lcio em suas paredes internas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A base para o desenvolvimento dos modernos bisfosfonatos foram os achados de que o pirofosfato inorg&acirc;nico do soro e da urina eram capazes de inibir a precipita&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lcio in vitro <sup>(16,37)</sup>. Aproximadamente, em 1968, descobriu-se que tinha fun&ccedil;&atilde;o em se unir com a hidroxiapatita presente no corpo humano, sendo neutralizados na mucosa estomacal. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1995, STARK &amp; EPKER <sup>(35)</sup> relataram um caso de paciente com terapia com bisfosfonados que perderam 5 implantes mandibulares, sendo os pioneiros em descrever altera&ccedil;&otilde;es correlatas com a Implantodontia. Posteriormente, os difosfonatos tiveram a formula&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica alterada para resistirem &agrave; via parenteral sem sofrerem influ&ecirc;ncia das pirofosfatases g&aacute;stricas <sup>(15)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARX (26), em 2003, e, posteriormente, RUGGIERO et al. <sup>(32)</sup>, 2004, comprovaram a rela&ccedil;&atilde;o desses medicamentos com a necrose avascular dos maxilares, principalmente na mand&iacute;bula. Incorporam-se na estrutura &oacute;ssea, degradando-se de forma lenta, com meia-vida de at&eacute; 12 anos. Al&eacute;m do alto turnover, a mand&iacute;bula tem uma maior tend&ecirc;ncia em acumular o f&oacute;sforo, devido a suas caracter&iacute;sticas anat&ocirc;micas e fisiol&oacute;gicas, designadamente sua menor vasculariza&ccedil;&atilde;o, bem como o car&aacute;ter terminal da art&eacute;ria mandibular, o que justifica a les&atilde;o preferencial nesse local <sup>(6,8)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2007, a Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Cirurgi&otilde;es Maxilofaciais e Orais (AAOMS) <sup>(4)</sup> publicaram diretrizes para orienta&ccedil;&atilde;o dos profissionais da &aacute;rea de sa&uacute;de, atentando para a persist&ecirc;ncia da les&atilde;o necr&oacute;tica por mais de 8 semanas, n&atilde;o havendo hist&oacute;ria pr&eacute;via de radioterapia da regi&atilde;o dos maxilares e relato de tratamento do paciente, interrompido ou atual, com bisfosfonatos. Tais diretrizes se baseiam na ado&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas, dadas as complica&ccedil;&otilde;es causadas no complexo maxilofacial pela terap&ecirc;utica com bisfosfonatos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal consenso afirma que pacientes que ser&atilde;o submetidos &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o com implantes osseointegrados devem ser orientados para: execu&ccedil;&atilde;o de exames de rotina na cavidade bucal e execu&ccedil;&atilde;o de tratamentos de emerg&ecirc;ncia n&atilde;o invasivos antecipadamente; estabilidade de quaisquer afec&ccedil;&otilde;es bucais; evitar traumas ou procedimentos invasivos antes do in&iacute;cio da terap&ecirc;utica com bisfosfonatos; evitar procedimentos invasivos como a coloca&ccedil;&atilde;o de implantes, caso necess&aacute;rio, interromper 3 meses antes da interven&ccedil;&atilde;o e 3 meses depois com consentimento do m&eacute;dico que prescreve a terapia medicamentosa <sup>(4)</sup> e promover pr&oacute;teses sobre implantes adaptadas e reembasadas evitando traumatismos <sup>(8)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2009, a Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Cirurgi&otilde;es Maxilofaciais e Orais (AAOMS) <sup>(5)</sup> publicou uma atualiza&ccedil;&atilde;o modificando o est&aacute;gio de classifica&ccedil;&atilde;o dos pacientes acometidos pela osteonecrose e propondo estrat&eacute;gias de tratamento. Cita que quinolonas, metronidazol, clindamicina, doxiciclina e eritromicina t&ecirc;m sido medica&ccedil;&otilde;es utilizadas em pacientes al&eacute;rgicos &agrave; penicilina; prop&ocirc;s que, a infec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; a etiologia prim&aacute;ria da osteonecrose dos maxilares potencializada por bisfosfonatos. </font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os bisfosfonatos s&atilde;o incorporados aos osteoclastos durante sua fun&ccedil;&atilde;o reabsortiva e interferem na via do mevamevalonato. Identificada por KATSUKI &amp; BLOCH <sup>(21)</sup>, 1967; tamb&eacute;m por LYNEN <sup>(25)</sup>, em 1967, a via do mevalonato participa da s&iacute;ntese do colesterol (<a href="#fig02">Figura 2</a>), integrante da estrutura molecular do citoesqueleto <sup>(29)</sup>. Tr&ecirc;s mol&eacute;culas acetil succinil-coenzima A, transportadas da mitoc&ocirc;ndria, condensam-se para formar 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A. A enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A redutase pode reduzi-la em mevalonato <sup>(38)</sup>. O primeiro a participar da s&iacute;ntese do colesterol. Sem interfer&ecirc;ncia ocorre a fosforila&ccedil;&atilde;o e descarboxila&ccedil;&atilde;o do mevalonato para tornar-se isopentenil pirofosfato, que se condensa com seu is&ocirc;mero, dimetilalil pirofosfato, para formar geranil pirofosfato, que, rapidamente, se condensa com outro isopentenil pirofosfato pela enzima farnesil difosfato sintase para formar farnesil pirofosfato <sup>(18)</sup>. A inibi&ccedil;&atilde;o dessa via pelos bisfosfonatos evita transi&ccedil;&otilde;es dentro da c&eacute;lula, principalmente o transporte de ves&iacute;culas intracelulares <sup>(24)</sup>. Assim, os osteoclastos s&atilde;o incapazes de formar o "bordo em escova ou bordo ondulado", essencial para prender o osteoclasto &agrave; superf&iacute;cie que ser&aacute; reabsorvida, delimitando a &aacute;rea que ser&aacute; exposta &agrave; fosfatase &aacute;cida, separando as part&iacute;culas de col&aacute;geno e mineral nas Lacunas de Howship <sup>(3)</sup>. Assim, os bisfosfonatos nitrogenados, mais potentes &ndash; pamidronato, ibandronato, alendronato e zoledronato &ndash; induzem apoptose nos osteoclastos, inibindo enzimas da via do mevalonato e prevenindo a prenila&ccedil;&atilde;o (principalmente a geranilgeranila&ccedil;&atilde;o) de pequenas prote&iacute;nas que se ligam &agrave; geranilgeranil pirofosfato, que s&atilde;o essenciais para o tr&aacute;fego de ves&iacute;culas e manuten&ccedil;&atilde;o da integridade do citoesqueleto. A geranilgeranila&ccedil;&atilde;o &eacute; a liga&ccedil;&atilde;o de um lip&iacute;deo de 20 carbonos (geranilgeranil) a certas prote&iacute;nas, incluindo prote&iacute;nas-G regulat&oacute;rias chaves, tais como Rac, Rho, Cdc-42, e v&aacute;rios membros da fam&iacute;lia Rab. A geranilgeranila&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para ancorar essas prote&iacute;nas na membrana plasm&aacute;tica ou em membranas intracelulares (<a href="#fig03">Figura 3</a>). A aus&ecirc;ncia desse processo resulta em um bloqueio ou mudan&ccedil;a em eventos sinalizadores que em &uacute;ltima inst&acirc;ncia levam &agrave; indu&ccedil;&atilde;o das caspases (nome derivado de sua fun&ccedil;&atilde;o molecular caracter&iacute;stica: cysteine-aspartic-acid-proteases) e &agrave; apoptose <sup>(36)</sup>. Os bisfosfonatos n&atilde;o nitrogenados, tais como etidronato, clodronato e tiludronato (<a href="#quad01">Quadro 1</a>) tamb&eacute;m inibem a via do mevalonato at&eacute; o n&iacute;vel da forma&ccedil;&atilde;o do farnesil prifosfato, produzindo metab&oacute;litos apopt&oacute;ticos. Tal inibi&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o do farnesil pirofosfato resulta no aumento da produ&ccedil;&atilde;o do isopentenil difosfato, que pode ser convertida num an&aacute;logo da adenosina trifosfato (ATP) - fonte de energia intracelular. Incorporam-se na cadeia de fosfato de ATP tornando-a n&atilde;o hidrolis&aacute;vel, inibem a fun&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas e causam a apoptose (morte celular programa) osteocl&aacute;stica <sup>(10)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dos bisfosfonatos nitrogenados inibirem a s&iacute;ntese de geranil pirofosfato gerando a desregula&ccedil;&atilde;o das prote&iacute;nas necess&aacute;rias para o transporte vesicular, a apoptose osteocl&aacute;stica pode ser suprimida por citocinas osteoclastog&ecirc;nicas da pr&oacute;pria les&atilde;o necr&oacute;tica [fator &alpha; necr&oacute;tico de tumores, fatores que estimulam a coloniza&ccedil;&atilde;o por macr&oacute;fagos e ativadores de receptores do fator de transcri&ccedil;&atilde;o nuclear (NF-kB) e interleucinas 6&alpha;]. S&oacute; a NF-kB causa diminui&ccedil;&atilde;o de Esp&eacute;cies Reativas de Oxig&ecirc;nio (ERO) oxidantes e das citocinas pr&oacute;-inflamat&oacute;rias (culminando com a&ccedil;&atilde;o anti-inflamat&oacute;ria), at&eacute; o aumento do pool de glutationa (importante antioxidante end&oacute;geno presente nas c&eacute;lulas) e a defesa contra a peroxida&ccedil;&atilde;o lip&iacute;dica da membrana celular. Apesar desses fatores serem sensitivos ao oxig&ecirc;nio e a fundamenta&ccedil;&atilde;o da terapia hiperb&aacute;rica para controle da osteonecrose ser baseada no combate a esses osteoclastog&ecirc;nicos <sup>(17)</sup>, essa modalidade terap&ecirc;utica n&atilde;o provou ser bem sucedida <sup>(5,27)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora existam estudos que demonstrem os efeitos antiangiog&ecirc;nicos dos bisfosfonatos como o pamidronato e o zoledronato, esse n&atilde;o parece ser o maior respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o da osteonecrose dos maxilares, conforme RINC&Oacute;N et al. <sup>(31)</sup>, em 2007. Contr&aacute;rio a esse autor, os bisfosfonatos podem diminuir drasticamente a perfus&atilde;o &oacute;ssea conforme a literatura consultada. Reduzindo os n&iacute;veis dos fatores de crescimento endotelial vascular (VEGF) ap&oacute;s 21 dias de administra&ccedil;&atilde;o <sup>(20)</sup>. Em adi&ccedil;&atilde;o, zoledronato, bisfosfonado de terceira gera&ccedil;&atilde;o, pode induzir uma redu&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis dos fatores de crescimento derivados das plaquetas no soro (PDGF). O potencial antiangiog&ecirc;nico dos bisfosfonatos foi confirmado (33), pela significante diminui&ccedil;&atilde;o dos fatores de crescimento derivados das plaquetas (PDGF) quando comparados aos fatores de crescimento endotelial vascular (VEGF). Os fatores de crescimento derivados das plaquetas no soro (PDGF) s&atilde;o encontrados em diversos tipos de tumores s&oacute;lidos e t&ecirc;m menor potencial de induzir mitoses, mas tamb&eacute;m estimulam a quimiotaxia das c&eacute;lulas endoteliais. J&aacute; os fatores de crescimento endotelial vascular (VEGF) s&atilde;o fatores angiog&ecirc;nicos mais potentes, sendo acelerados pelos tumores capazes de produzir aumentada angiog&ecirc;nese, servindo como progn&oacute;stico para avaliar a progress&atilde;o de um tumor e sua malignidade <sup>(34)</sup>. H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o entre os fatores de crescimento derivados das plaquetas (PDGF) por ser um potente fator mit&oacute;tico, contribuindo para a prolifera&ccedil;&atilde;o de osteoblastos, que est&atilde;o envolvidos tamb&eacute;m, na regula&ccedil;&atilde;o dos osteoclastos, que por sua vez, participam diretamente na reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e indiretamente induzem a prolifera&ccedil;&atilde;o endotelial vascular e a angiog&ecirc;nese. Entretanto, os bisfosfonatos acabam interagindo com o turnover &oacute;sseo e vascular afetando a qualidade e a quantidade do tecido &oacute;sseo, t&atilde;o importante para a Implantodontia, causando o ac&uacute;mulo de microdanos e alterando as propriedades do tecido, afetando a homeostasia do tecido neoformado ao redor das fixa&ccedil;&otilde;es, tornando-o propenso a infec&ccedil;&otilde;es <sup>(20)</sup>. Tais achados est&atilde;o em conformidade com FILLEUL et al. <sup>(14)</sup>, em 2010, que n&atilde;o encontraram resultados animadores com o uso do plasma rico em plaquetas (PRP) para tratamento das osteonecroses dos maxilares em detrimento das propostas de ADORNATO et al. <sup>(2)</sup>, em 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sucesso da osseintegra&ccedil;&atilde;o dos implantes envolvem tr&ecirc;s fases: a primeira fase implica no recrutamento e migra&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas osteog&ecirc;nicas na superf&iacute;cie do implante. A segunda segunda fase constitui a neoforma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea na jun&ccedil;&atilde;o do osso pr&eacute;-existente e o implante. Essas duas fases, com osteocondu&ccedil;&atilde;o e neoforma&ccedil;&atilde;o, resultam no contato osteog&ecirc;nico com a superf&iacute;cie do implante. A terceira fase &eacute; a de remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, que envolve o turnover propriamente dito. H&aacute; problemas na integra&ccedil;&atilde;o ocorrendo na primeira fase, quando do uso de bisfosfonatos, ou ainda, quando j&aacute; houve a osseointegra&ccedil;&atilde;o, na terceira fase, em que h&aacute; um turnover acentuado, aumentando-se o potencial de perda da osseointegra&ccedil;&atilde;o (19). Soma-se, uma combina&ccedil;&atilde;o da inibi&ccedil;&atilde;o dos queratin&oacute;citos endoteliais tamb&eacute;m produzindo uma redu&ccedil;&atilde;o na capacidade de cicatriza&ccedil;&atilde;o dos tecidos peri-implantares <sup>(23)</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falha em implantes &eacute; um processo multifatorial e repetitivos insucessos t&ecirc;m sido associados &agrave; susceptibilidade individual, sugerindo fatores de risco gen&eacute;tico. O polimorfismo funcional nas falhas de implantes s&atilde;o varia&ccedil;&otilde;es nas part&iacute;culas gen&eacute;ticas da interleucina-1 (IL-1), que exibe propriedades inflamat&oacute;rias e reabsortivas no osso. Existem correla&ccedil;&otilde;es entre a perda de implantes e o polimorfismo gen&eacute;tico da matriz de metaloproteinase 1 (MMP-1), com a prote&iacute;na morfogen&eacute;tica do osso 4 (BMP-4) e com o gene receptor da calcitonina, com consequente perda &oacute;ssea marginal antes da carga mastigat&oacute;ria <sup>(23)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A osteonecrose tem como fatores desencadeantes mais comuns a exodontia e o trauma iatrog&ecirc;nico, embora 25% dos casos ocorram espontaneamente, sem fatores desencadeantes aparentes ou relatos precisos dos pacientes. A incapacidade do osso hipodin&acirc;mico e hipovascularizado para compensar a necessidade de remodela&ccedil;&atilde;o e repara&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea decorrentes de estresse fisiol&oacute;gico (mastiga&ccedil;&atilde;o), trauma iatrog&ecirc;nico (pr&oacute;tese mal adaptada), procedimentos cir&uacute;rgicos (coloca&ccedil;&atilde;o de implantes) ou infec&ccedil;&otilde;es de origem dent&aacute;ria t&ecirc;m contribu&iacute;do para o seu aparecimento como fatores locais. Tamb&eacute;m, a exist&ecirc;ncia de fatores predisponentes, como a utiliza&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos com propriedades antiangiog&ecirc;nicas (glicocorticoides, talidomida) ou de diabetes mellitus e doen&ccedil;a vascular perif&eacute;rica, fazem destas situa&ccedil;&otilde;es fatores de risco sist&ecirc;mico <sup>(8)</sup>.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da falta de limita&ccedil;&otilde;es radiogr&aacute;ficas da extens&atilde;o da les&atilde;o necr&oacute;tica <sup>(11)</sup>, da dificuldade de obten&ccedil;&atilde;o das margens seguras de tecido &oacute;sseo sadio quando da ressec&ccedil;&atilde;o para tratamento <sup>(19,27)</sup>, bem como da pobre resposta aos antibi&oacute;ticos convencionais <sup>(12)</sup>. A alta estabilidade no soro humano normal e elevado grau de lipossolubilidade do cloridrato de doxiciclina 200 mg por dia, antibi&oacute;tico de amplo espectro derivado sint&eacute;tico da oxitetraciclina (<a href="#fig04">Figura 4</a>), demonstra resultados otimizados, por&eacute;m ainda desafiantes com meses de tratamento <sup>(30)</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em detrimento aos efeitos antitumorais dos bisfosfonatos <sup>(20,36)</sup>, relatos de LIDDELOW &amp; KLINEBERG <sup>(23)</sup>, em 2011, afirmam que o risco de osteonecrose dos maxilares, tomando bisfosfonatos orais, ap&oacute;s cirurgia de implante dent&aacute;rio, foi estimado em 1 em 2.000 para 8.000 pacientes, dependente do tempo e da dosagem, com 3 anos um tempo consider&aacute;vel e de alerta para o profissional. Devido &agrave; baixa incid&ecirc;ncia, por&eacute;m alta morbidade dos pacientes acometidos com a osteonecrose dos maxilares induzida ou potencializada pelos bisfosfonatos de uso oral ou endovenoso, cuidados s&atilde;o necess&aacute;rios. A inexist&ecirc;ncia de tratamentos consensuais e com evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, a falta de &ecirc;nfase no entendimento dos mecanismos fisiopatol&oacute;gicos e a neglig&ecirc;ncia na ado&ccedil;&atilde;o de cuidados cl&iacute;nicos antecipados <sup>(8)</sup> quando do planejamento e controle na Implantodontia, tornam a osteonecrose dos maxilares um s&eacute;rio problema de sa&uacute;de p&uacute;blica a ser confrontado nos pr&oacute;ximos anos. Ainda mais, tendo em vista o aumento das prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas dos bisfosfonatos nos casos de osteoporose e para pacientes oncol&oacute;gicos, concomitante ao aumento das reabilita&ccedil;&otilde;es implantossuportadas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v70n2/a20fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v70n2/a20fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v70n2/a20fig03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v70n2/a20fig04.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="quad01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v70n2/a20quad01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Conclus&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o das terapias propostas para tratamento da osteonecrose dos maxilares, credita-se &agrave; preven&ccedil;&atilde;o o ponto crucial quando da prescri&ccedil;&atilde;o dos bisfosfonatos. O minucioso acompanhamento desses pacientes junto ao m&eacute;dico que milita a terap&ecirc;utica medicamentosa faz do cirurgi&atilde;o- dentista, particularmente do implantodontista, s&eacute;rio formador de opini&atilde;o quanto aos riscos, diminutos, por&eacute;m realistas, da osteonecrose potencializada por tais drogas. Situa-se tal acompanhamento, como um dos requisitos para a longevidade das reabilita&ccedil;&otilde;es implantossuportadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O entendimento da farmacodin&acirc;mica e da atua&ccedil;&atilde;o dessa classe de medicamentos nos osteoclastos e no acometimento antiangiog&ecirc;nico promovido s&atilde;o pe&ccedil;as chaves na compreens&atilde;o de tal afec&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A elucida&ccedil;&atilde;o dos mecanismos gen&eacute;ticos envolvidos, que promovem a maior ou menor susceptibilidade &agrave; osteonecrose, tamb&eacute;m carecem de melhor investiga&ccedil;&atilde;o. O cloridrato de doxiciclina 200 mg por dia, dentro da literatura consultada, demonstrou ser a interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria no controle da infec&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, apesar do longo per&iacute;odo de tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. ADELL, R., ERIKSSON, B., LEKHOLM, U. et al. Long-term follow-up study of osseointegrated implants in the treatment of totally edentulous jaw. Int. J. Oral Maxillofac. Implants. 1990; 5 (4): 347-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=344414&pid=S0034-7272201300020002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. ADORNATO, M. C., MORCOS, I., ROZANSKI, J. The treatment of bisphosphonate-associated osteonecrosis of the jaws with bone resection and autologous platelet-derived growth factors. J. Am. Dent. Assoc. 2007; 138 (7): 971-77.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. ALAKANGAS, A., SELANDER, K., MULARI, M. et al. Alendronate disturbs vesicular trafficking in osteoclasts. Calcif Tissue Int. 2002; 70 (1): 40-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. AMERICAN ASSOCIATION OF ORAL AND MAXILLOFACIAL SURGEONS (AAOMS). Position paper on bisphosphonate-related osteonecrosis of the jaws. J. Oral Maxillofac. Surg. 2007; 65 (3): 369-76.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. AMERICAN ASSOCIATION OF ORAL AND MAXILLOFACIAL SURGEONS (AAOMS). Position paper on bisphosphonate-related osteonecrosis of the jaws-2009 Update. J. Oral Maxillofac. Surg. 2009; 67 (1): 2-12.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. BOYDE, A. Jaw bone necrosis and bisphosphonates: microanatomical questions. BoneKEY-Osteovision. 2006; 3 (9): 19-23.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. BR&Aring;NEMARK, P-I., ZARB, G. A., ALBREKTSSON, T. Tissue-integrated prostheses. Osseointegration in clinical dentistry. Chicago: Quintessence Publishing Co. Inc. 1985. p. 350. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. CARVALHO, A., MENDES, R. A., CARVALHO, D. et al. Osteonecrose da mand&iacute;bula associada a bisfosfonatos intravenosos em doentes oncol&oacute;gicos. Acta Med. Port. 2008; 21 (5): 505-10.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. CARVALHO, P. S. P., SANTOS, H. F., DUARTE, B. G. et al. Principais aspectos da cirurgia bucomaxilofacial no paciente sob terapia com bifosfonatos. RFO. 2010; 15 (2): 183-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. DUNFORD, J. E., THOMPSON, K., COXON, F. P. et al. Structure-activity relationships for inhibition of farnesyl diphosphate synthase in vitro and inhibition of bone resorption in vivo by nitrogen-containing bisphosphonates. J. Pharmacol. Exp. Ther. 2001; 296 (2): 235-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. FAVIA, G., PIATTELLI, A., SPORTELLI, P. et al. Osteonecrosis of the posterior mandible after implant insertion: a clinical and histological case report. Clin. Impl. Dent. Relat. Res. 2011; 13 (1): 58-63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. FERLITO, S., LIARDO, C., PUZZO, S. Bisphosphonates and dental implants: a case report and a brief review of literature. Minerva Stomatol. 2011; 60 (1-2): 75-81.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. FERREIRA J&Uacute;NIOR, C. D., CASADO, P. L., BARBOZA, E. S. P. Osteonecrose associada aos bisfosfonatos na Odontologia. Rev. Periodontia. 2007; 17 (4): 24-30.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. FILLEUL, O., CROMPOT, E., SASSEZ, S. Bisphosphonate induced osteonecrosis of the jaw a review of 2400 patient cases. J. Cancer Res. Clin. Oncol. 2010; 136 (8): 1117-24.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. FLEISCH, H. Development of bisphosphonates. Breast Cancer Res. 2002; 4 (1): 30-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. FLEISCH, H., RUSSELL, R. G., STRAUMANN, F. Effect of pyrophosphate on dissolution of hydroxyapatite and its possible importance in calcium homeostasis. Exp. Biol. Med. 1966; 122 (2): 317-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. FREIBERGER, J. J., PADILLA-BURGOS, R., CHHOEU, A. H. et al. Am. Assoc. Oral Maxillofac. Surg. 2007; 65 (7): 1321-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. GOBER, H. J., KISTOWSKA, M., ANGMAN, L. et al. Human T cell receptor gamma delta cells recognize endogenous mevalonate metabolites in tumor cells. J. Exp. Med. 2003; 197 (2): 163-8.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. GOSS, A., BARTOLD, M., SAMBROOK, P. et al. The nature and frequency of bisphosphonate-associated osteonecrosis of the jaws in dental implant patients: a south australian case series. J. Oral Maxillofac. Surg. 2010; 68 (2): 337-43.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. HERBOZO, P. J., BRIONES, D. L., FERRES, A. J. et al. Severe spontaneous cases of bisphosphonate-related osteonecrosis of the jaws. J. Oral Maxillofac. Surg. 2007; 65 (8): 1650-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. KATSUKI, H., BLOCH, K. Studies on the biosynthesis of ergosterols in yeast: Formation on methylated intermediates. J. Biol. Chem. 1967; 242 (2): 222-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. LAZAROVICI, T. S., YAHALOM, R., TAICHER, S. et al. Bisphosphonate- related osteonecrosis of the jaw associated with dental implants. J. Oral Maxillofac. Surg. 2010; 68 (4): 790-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. LIDDELOW, G., KLINEBERG, I. Patient-related risk factors for implant therapy. A critique of pertinent literature. Australian Dent. J. 2011; 56 (4): 417-26.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. LUCKMAN, S. P., COXON, F. P., EBETINO, F. H. et al. Heterocycle-containing bisphosphonates cause apoptosis and inhibit bone resorption by preventing prenylation: Evidence from structure-activity relationships in J774 macrophages. J. Bone Miner Res. 1998; 13 (11): 1668-78.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. LYNEN, F. Biosynthetic pathways from acetate to natural procucts. Pure Appl. Chem. 1967; 14 (1): 137-68.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. MARX, R. E. Pamidronate (Aredia) and zoledronate (Zometa) induced avascular necrosis of the jaws: a growing epidemic. J. Oral Maxillofac. Surg. 2003; 61 (9): 1115-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. MIGLIORATI, C. A., CASIGLIA, J., EPSTEIN, J. et al. O tratamento de pacientes com osteonecrose associada aos bisfosfonatos. Uma tomada de posi&ccedil;&atilde;o da Academia Americana de Medicina Oral. JADA. 2006; 6 (3): 5-16.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. MONTOYA-CARRALERO, J., PARRA-MINO, P., RAM&Iacute;REZ-FERN&Aacute;NDEZ, P. et al. Dental implants in patients treated with oral bisphosphonates. A bibliographic review. Med. Oral Patol. Oral Cir. Bucal. 2010; 15 (1): e65-e69. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. MORAN, L. A., SCRIMGEOUR, K. G., HORTON, H. R. et al. Biochemistry. New Jersey: Prentice Hall, 1994. p. 852. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. PAUTKE, C., BAUER, F., TISCHER, T. et al. Fluorescence-guided bone resection in bisphosphonate-associated osteonecrosis of the jaws. J. Oral Maxillofac. Surg. 2009; 67 (3): 471-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 31. RINC&Oacute;N, I. H., RODR&Iacute;GUEZ, I. Z., TAMBAY, M. C. et al. Osteonecrosis of the jaws and bisphosphonates. Report of fifteen cases. Therapeutic recommendations. Med. Oral Patol. Oral Cir. Bucal. 2007; 12 (4): E267-71.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. RUGGIERO, S. L., MEHROTRA, B., ROSENBERG, T. J. et al. Osteonecrosis of the jaws associated with the use of bisphosphonates: a review of 63 cases. J. Oral Maxillofac. Surg. 2004; 62 (5): 527-34.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 33. SANTINI, D., VICENZI, B., AWISATI, G. et al. Pamidronate induces modifications of circulating angiogenetic factors in cancer patients. Clin. Cancer Res. 2002; 8 (5): 1080-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. SANTINI, D., VINCENZI, B., DICUONZO, G. et al. Zoledronic acid induces significant and long-lasting modifications of circulating angiogenic factors in cancer patients. Clin. Cancer Res. 2003; 9 (8): 2893-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. STARCK, W. J., EPKER, B. N. Failure of osseointegrated dental implants after diphosphonate therapy for osteoporosis: a case report. Int. J. Oral Maxillofac. Implants. 1995; 10 (1): 74-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. VASCONCELLOS, D. V., DUARTE, M. E., MAIA, R. C. Efeito antitumoral dos bisfosfonatos: uma nova perspectiva terap&ecirc;utica. Rev. Bras. Cancerol. 2004; 50 (1): 45-54.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 37. WANG, H., WEBER, D., MCCAULEY, L. K. Effect of long-term oral bisphosphonates on implant wound healing: literature review and a case report. J. Periodontol. 2007; 78 (3): 584-94.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 38. WATANABE, Y., SHIOMI, M., TSUJITA, Y. et al. Preventive effect of pravastatin sodium, a potent inhibitor of 3-hydroxy-3-methylglutaryl coenzyme A reductase, on coronary atherosclerosis and xanthoma in WHHL rabbits. Biochim Biophys Acta. 1988; 960 (3): 294-302.</font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbo/v70n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Luciano Bonatelli Bispo    <br>   Av. Doutor Bernardino Brito Fonseca de Carvalho, 70/126 - Torre 2 - Vila Matilde    <br>   S&atilde;o Paulo/SP, Brasil - CEP: 03535-000</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:lbbispo@ig.com.br" target="_blank">lbbispo@ig.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em</b> 03/05/2013<br/> <b>Aprovado em</b> 31/05/2013</font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[ERIKSSON]]></surname>
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<surname><![CDATA[LEKHOLM]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Long-term follow-up study of osseointegrated implants in the treatment of totally edentulous jaw.]]></article-title>
<source><![CDATA[Int. J. Oral Maxillofac. Implants.]]></source>
<year>1990</year>
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