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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de injúrias dentárias e orofaciais e o conhecimento dos atletas sobre as condutas emergenciais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: to evaluate the prevalence of dental traumatic injuries in athletes and the knowledge of sportsmen about emergency procedures in cases of dental trauma, as well as the frequency of mouth guard use. Material and Methods: a total of 179 sportsmen, aged between 7 and 28 years, who were amateur soccer athletes in the city of Campinas, SP, Brazil, were evaluated by a questionnaire to assess their knowledge about appropriate conduct in cases of dental trauma, previous experience and the types of injuries suffered during their time practicing sports, athlete/dentist surgeon relationship and the use of a mouth guard. The athletes were also clinically examined, evaluating the presence of traumatic lesions, treatment that had been performed and its sequels, dental grouping and number of affected teeth, type of lip sealing and the size of the incisal overjet. Results: the mean age was 14.8 years. Most of the respondents (72.6%) never received any information about dental trauma. Regarding the use of the mouth guard, only 2.8% reported use; 43% of the interviewees did not know how to proceed in cases of avulsion. Conclusion: the prevalence of dental trauma verified during clinical examination in the study population was 12.7%. Knowledge about appropriate post-traumatic conduct was insufficient. The use of mouth guards among the evaluated athletes was low.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ"><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Artigo Original/Odontologia do Esporte</B></font></p>     <p align="righ">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Preval&ecirc;ncia de inj&uacute;rias dent&aacute;rias e orofaciais e o conhecimento dos atletas sobre as condutas emergenciais</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Prevalence of dental and orofacial injuries and the knowledge of athletes about emergency procedures</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Kathya Aparecida Palatim Semencio<sup>I</sup>; Eduardo Rossini Ribeiro<sup>I</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Lucas Camargo Scudeler<sup>I</sup>; Marcos Frozoni<sup>I</sup>; Ma&iacute;ra Prado<sup>II</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Adriana De-Jesus-Soares<sup>I</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestrado em Endodontia, Centro de Pesquisas Odontol&oacute;gicas S&atilde;o Leopoldo Mandic, Campinas, SP, Brasil    <br> </font>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>II</sup> Faculdade de Odontologia, Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro, RJ, Brasil</font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Objetivo: </B>avaliar a preval&ecirc;ncia das inj&uacute;rias traum&aacute;ticas dent&aacute;rias em atletas e o conhecimento dos esportistas sobre as condutas emergenciais em casos de traumatismos dent&aacute;rios, assim como a frequ&ecirc;ncia do uso de protetores bucais. <B>Material e M&eacute;todos: </B>foram avaliados 179 esportistas, com idades entre 7 e 28 anos, atletas amadores de futebol, na cidade de Campinas-SP, atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio para avaliar os conhecimentos sobre a conduta a ser tomada em caso de trauma dent&aacute;rio, experi&ecirc;ncia anterior e os tipos de inj&uacute;rias sofridas durante a pr&aacute;tica esportiva, rela&ccedil;&atilde;o atleta/cirurgi&atilde;o-dentista e uso do protetor bucal. Os esportistas foram tamb&eacute;m examinados clinicamente, avaliando presen&ccedil;a de les&otilde;es traum&aacute;ticas, tratamento realizado/sequelas, grupamento dental, n&uacute;mero de dentes afetados, selamento labial e overjet incisal. <B>Resultados:</B> a m&eacute;dia de idade encontrada foi de 14,8 anos. A maioria (72,6%) relatou nunca ter recebido qualquer informa&ccedil;&atilde;o a respeito de trauma dent&aacute;rio. Em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do protetor bucal, apenas 2,8% relataram usar; 43% dos entrevistados n&atilde;o saberiam como proceder em um caso de avuls&atilde;o dent&aacute;ria. <B>Conclus&atilde;o:</B> a preval&ecirc;ncia de trauma dent&aacute;rio verificado durante o exame cl&iacute;nico na popula&ccedil;&atilde;o estudada foi de 12,7%. O conhecimento sobre as condutas p&oacute;s-trauma foram insuficientes. O uso dos protetores bucais entre os atletas avaliados foi baixo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Traumatismos dent&aacute;rios; Esportes; Odontologia.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objective: </b>to evaluate the prevalence of dental traumatic injuries in athletes and the knowledge of sportsmen about emergency procedures in cases of dental trauma, as well as the frequency of mouth guard use. <b>Material and Methods: </b>a total of 179 sportsmen, aged between 7 and 28 years, who were amateur soccer athletes in the city of Campinas, SP, Brazil, were evaluated by a questionnaire to assess their knowledge about appropriate conduct in cases of dental trauma, previous experience and the types of injuries suffered during their time practicing sports, athlete/dentist surgeon relationship and the use of a mouth guard. The athletes were also clinically examined, evaluating the presence of traumatic lesions, treatment that had been performed and its sequels, dental grouping and number of affected teeth, type of lip sealing and the size of the incisal overjet. <b>Results:</b> the mean age was 14.8 years. Most of the respondents (72.6%) never received any information about dental trauma. Regarding the use of the mouth guard, only 2.8% reported use; 43% of the interviewees did not know how to proceed in cases of avulsion. <b>Conclusion: </b>the prevalence of dental trauma verified during clinical examination in the study population was 12.7%. Knowledge about appropriate post-traumatic conduct was insufficient. The use of mouth guards among the evaluated athletes was low.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Dental injuries; Sports; Dentistry.</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As inj&uacute;rias traum&aacute;ticas dent&aacute;rias nas atividades esportivas, especialmente em crian&ccedil;as e adultos jovens, t&ecirc;m sido relatadas com frequ&ecirc;ncia. A intensidade e a frequ&ecirc;ncia do contato durante as competi&ccedil;&otilde;es podem ser os principais determinantes da les&atilde;o dent&aacute;ria e a maior frequ&ecirc;ncia de les&otilde;es orofaciais acontece em esportes de contato, ou seja, aqueles nos quais os esportistas interagem fisicamente, podendo haver choques ou colis&otilde;es.<sup>1-3</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A severidade dessas les&otilde;es traum&aacute;ticas pode variar, desde uma simples fratura de esmalte, at&eacute; danos mais s&eacute;rios, como nos casos de intrus&otilde;es e avuls&otilde;es dent&aacute;rias, que podem causar danos irrevers&iacute;veis &agrave; polpa e ao tecido periodontal, levando &agrave; perda do elemento dental.<sup>4</sup> A maioria dos casos de traumatismos dent&aacute;rios afetam os incisivos centrais superiores, devido a sua posi&ccedil;&atilde;o mais anterior e proeminente no arco dental. A associa&ccedil;&atilde;o dos fatores de risco como overjet acentuado e selamento labial inadequado, aumentam a frequ&ecirc;ncia dos traumatismos na regi&atilde;o anterior.<sup>4,5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma vez que os danos podem ser irrevers&iacute;veis e apresentar um progn&oacute;stico duvidoso, dependendo da intensidade e do tipo, a utiliza&ccedil;&atilde;o do protetor bucal pode reduzir significativamente a frequ&ecirc;ncia e a gravidade das les&otilde;es orofaciais no esporte. Portanto uma prote&ccedil;&atilde;o adequada com equipamentos de seguran&ccedil;a pode diminuir o n&uacute;mero e o grau de severidade destas inj&uacute;rias.<sup>3,6-9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O progn&oacute;stico favor&aacute;vel destes casos est&aacute; relacionado com medidas de pronto atendimento adequadas. O tratamento tardio ou medidas incorretas podem reduzir drasticamente o sucesso do tratamento levando, em muitos casos, &agrave; perda do elemento dent&aacute;rio.<sup>10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo em vista os fatores de risco relacionados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de traumatismos dent&aacute;rios e &agrave; ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es traum&aacute;ticas, durante a pr&aacute;tica esportiva, o presente estudo teve como objetivo avaliar a preval&ecirc;ncia das inj&uacute;rias traum&aacute;ticas dent&aacute;rias em atletas e o conhecimento dos esportistas sobre as condutas emergenciais em casos de traumatismos dent&aacute;rios, assim como a frequ&ecirc;ncia do uso de protetores bucais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Materiais e M&eacute;todos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Centro de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o S&atilde;o Leopoldo Mandic/Faculdade de Odontologia com o parecer de n&uacute;mero 917.390.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Sele&ccedil;&atilde;o dos Volunt&aacute;rios</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jogadores amadores, do sexo masculino, de escolas de futebol da cidade de Campinas-SP, foram convidados a participar da presente pesquisa. Conforme a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de sobre &Eacute;tica em Pesquisa envolvendo seres humanos os volunt&aacute;rios convidados a participar da pesquisa receberam o termo de consentimento livre e esclarecido, pelo qual os participantes foram informados da import&acirc;ncia da pesquisa, como seria realizado o exame cl&iacute;nico e a aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio, assim como os riscos e os benef&iacute;cios para os examinados e a privacidade das informa&ccedil;&otilde;es. Havendo o consentimento, o question&aacute;rio foi respondido e, ent&atilde;o, foi realizado o exame cl&iacute;nico nos esportistas para verificar a preval&ecirc;ncia e fatores relacionados ao trauma dental e o uso de protetores bucais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Avalia&ccedil;&atilde;o do Conhecimento sobre Trauma Dent&aacute;rio</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um question&aacute;rio com perguntas objetivas, escrito em l&iacute;ngua portuguesa, e de f&aacute;cil compreens&atilde;o foi entregue aos participantes da pesquisa (<a href="#quad01">Quadro 1</a>). Informa&ccedil;&otilde;es pessoais como nome, idade, data de nascimento, escolaridade, local da pr&aacute;tica esportiva foram inicialmente abordadas. Em seguida, o question&aacute;rio foi composto por quest&otilde;es que avaliavam a conduta e o conhecimento dos atletas das medidas a serem tomadas em caso de trauma dent&aacute;rio, sua experi&ecirc;ncia anterior e os tipos de inj&uacute;rias sofridas durante a pr&aacute;tica esportiva e a presen&ccedil;a do cirurgi&atilde;o-dentista nos centros da pr&aacute;tica esportiva. Por fim, os atletas responderam sobre o uso do protetor bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="quad01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03quad01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Avalia&ccedil;&atilde;o Cl&iacute;nica dos Atletas</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica foi realizada nas escolas onde os esportistas foram examinados atrav&eacute;s de exame cl&iacute;nico simples, com ilumina&ccedil;&atilde;o natural, por examinadores previamente calibrados, sem necessidade de equipamento odontol&oacute;gico, teste de sensibilidade pulpar ou exames radiogr&aacute;ficos. Apenas os incisivos superiores e inferiores foram avaliados, sendo escolhidos por serem os dentes mais suscept&iacute;veis aos traumatismos. Foi utilizada cadeira comum para os atletas e os cuidados necess&aacute;rios em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas de biosseguran&ccedil;a foram tomados, atrav&eacute;s do uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual (avental, gorro, m&aacute;scara, &oacute;culos de prote&ccedil;&atilde;o e luvas descart&aacute;veis).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre os atletas foi avaliado a preval&ecirc;ncia das les&otilde;es traum&aacute;ticas, tratamento realizado e suas sequelas, grupo dental e n&uacute;mero de dentes afetados. A avalia&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de traumatismo dent&aacute;rio foi baseada na classifica&ccedil;&atilde;o proposta por O'Brien modificada por Cortes.<sup>10</sup> Tamb&eacute;m foi avaliado o selamento labial e tamanho do overjet incisal.<sup>11</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o exame dos atletas, foram utilizados espelhos cl&iacute;nicos, esp&aacute;tulas descart&aacute;veis de madeira de ponta reta e gaze est&eacute;ril. O material foi levado em quantidade suficiente para cada dia de trabalho nos diferentes clubes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a medi&ccedil;&atilde;o do overjet incisal, o atleta foi posicionado em m&aacute;xima intercuspida&ccedil;&atilde;o e a medida determinada a partir da dist&acirc;ncia da face vestibular do incisivo inferior &agrave; face incisal do incisivo superior, atrav&eacute;s do aux&iacute;lio de uma esp&aacute;tula de madeira de ponta reta, cuja sinaliza&ccedil;&atilde;o foi realizada por um grafite (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Para impedir a infec&ccedil;&atilde;o cruzada durante as medi&ccedil;&otilde;es, a ponta do grafite foi mantida com um comprimento de 10 mil&iacute;metros e ap&oacute;s a sinaliza&ccedil;&atilde;o, esta ponta foi quebrada sobre a esp&aacute;tula de madeira. As esp&aacute;tulas, contendo a identifica&ccedil;&atilde;o de cada atleta, foram separadas individualmente em sacos descart&aacute;veis e por clube. Para facilitar a visualiza&ccedil;&atilde;o das marca&ccedil;&otilde;es nas esp&aacute;tulas, utilizou-se uma r&eacute;gua para ampliar a anota&ccedil;&atilde;o do grafite em toda a extens&atilde;o da mesma, confeccionando, logo ap&oacute;s uma pequena canaleta, com auxilio de um estilete, sobre a medida, para facilitar a coloca&ccedil;&atilde;o do paqu&iacute;metro digital, aumentando a precis&atilde;o na leitura. As medidas foram realizadas em laborat&oacute;rio, sobre bancada iluminada para melhor visualiza&ccedil;&atilde;o das refer&ecirc;ncias.<sup>12</sup> Os valores superiores a tr&ecirc;s mil&iacute;metros foram considerados como overjet incisal aumentado. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a verifica&ccedil;&atilde;o do selamento labial, o esportista leu um texto mentalmente para que o examinador pudesse observar a posi&ccedil;&atilde;o de seus l&aacute;bios sem que o mesmo percebesse.<sup>13</sup> A prote&ccedil;&atilde;o foi considerada adequada, se o l&aacute;bio cobrisse os incisivos superiores em posi&ccedil;&atilde;o de repouso, caso contr&aacute;rio, foi considerada inadequada. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os esportistas que foram diagnosticados ao exame cl&iacute;nico com algum tipo de traumatismo dent&aacute;rio, foram entrevistados com perguntas espec&iacute;ficas para investigar sobre a hist&oacute;ria passada do trauma dental, frequ&ecirc;ncia da pr&aacute;tica esportiva, uso de protetor bucal no momento do acidente, local em que ocorreu o acidente, etiologia e idade no momento do acidente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>An&aacute;lise de Dados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avalia&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios e das fichas dos exames cl&iacute;nicos os dados foram tabulados em planilha do Microsoft Excel 2010 e a an&aacute;lise descritiva dos mesmos foi calculada por meio da frequ&ecirc;ncia e porcentagem. As poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es existentes foram avaliadas utilizando o teste de Quiquadrado, adotando um p = 0,05.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Question&aacute;rio An&aacute;lise </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritiva da Popula&ccedil;&atilde;o Avaliada</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra desta pesquisa foi composta por 179 esportistas. Quanto &agrave; origem dos atletas, 85 (47,5%) eram jogadores da Escola Chute Inicial Corinthians, 94 (52,5%) eram jogadores da Escola de futebol Bate F&aacute;cil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os esportistas avaliados apresentavam entre 7 e 28 anos, com idade m&eacute;dia de 14,8 e mediana de 14 anos. A distribui&ccedil;&atilde;o da faixa et&aacute;ria &eacute; mostrada na <a href="#fig02">Figura 2</a>.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao tempo de realiza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica esportiva, 48 atletas (26,8%) realizavam a atividade h&aacute; menos de 3 anos, 49 (27,4%) entre 3 a 5 anos, 20 (11,2%) entre 6 a 9 anos e 32 (17,9%) praticavam o esporte h&aacute; mais de 10 anos. Vinte pessoas (11,2%) n&atilde;o responderam &agrave; pergunta. A maior frequ&ecirc;ncia de treino observado foi de duas vezes por semana com 54,2%, seguido dos esportistas que praticavam tr&ecirc;s vezes por semana (23,6%), uma vez por semana (9,5%), quatro vezes por semana (6,7%) e mais de cinco vezes por semana (1,7%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de escolaridade, 54,7% (98 indiv&iacute;duos) cursavam o ensino fundamental, 20,7% (37) o ensino m&eacute;dio, 21,2% (38) gradua&ccedil;&atilde;o em ensino superior e 3,4% (6) apresentavam n&iacute;vel superior completo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Conhecimento e Conduta dos Atletas em Rela&ccedil;&atilde;o ao Traumatismo Dent&aacute;rio e Experi&ecirc;ncia Anterior em Rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s Inj&uacute;rias Sofridas Durante a Pr&aacute;tica Esportiva e a Presen&ccedil;a do Dentista nos Centros de Treinamento</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; frequ&ecirc;ncia com a qual os atletas receberam algum tipo de orienta&ccedil;&atilde;o (palestra ou curso) sobre traumatismo dental, 72,6% (130) responderam que nunca receberam esse tipo de orienta&ccedil;&atilde;o e apenas 24% (43) j&aacute; receberam algum tipo de orienta&ccedil;&atilde;o sobre o trauma dental. Seis atletas (3,4%) n&atilde;o responderam a essa quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos 179 entrevistados, 54 (30,2%) relataram ser muito importante receber informa&ccedil;&otilde;es sobre o traumatismo dental, 84 (46,9%) relataram ser importante, 24 (13,4%) consideraram indiferente, 9 (5%) consideraram pouco importante, 3 (1,7%) consideraram desnecess&aacute;rio e 1 (0,6%) n&atilde;o respondeu. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; conduta a ser tomada frente ao trauma na face, 135 relatariam ao treinador, 13 procurariam um centro de sa&uacute;de, 10 a enfermaria, 8 um servi&ccedil;o especializado, 6 um dentista particular, 4 tomariam outra conduta e 3 n&atilde;o responderam (<a href="#fig03">Figura 3</a>).</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos entrevistados (72,7%) nunca sofreu traumatismo orofacial (cabe&ccedil;a-face-boca). &Agrave;queles que relataram a ocorr&ecirc;ncia de trauma, 21 casos (11,73%) foram na boca e 11 (6,15%) na cabe&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s les&otilde;es bucais, as duas mais frequentes foram o sangramento gengival (28,95%) e corte no l&aacute;bio, gengiva, bochecha ou l&iacute;ngua (28,95%), conforme apresentado na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao serem questionados sobre como proceder se ocorrer uma avuls&atilde;o dental devido a um trauma durante a pr&aacute;tica do esporte, 77 (43%) n&atilde;o sabem como proceder, 59 (33%) recolocariam o dente no lugar, 27 (15,1%) n&atilde;o recolocaria o dente, 14 (7,8%) n&atilde;o acredita que o dente tenha utilidade para o tratamento e 2 (1,1%) n&atilde;o responderam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mesmo foi questionado caso ocorresse uma fratura na coroa do dente e 81 (45,3%) guardariam o peda&ccedil;o do dente, 63 (5,2%) n&atilde;o sabem responder, 18 (10,1%), n&atilde;o acham que o fragmento dever&aacute; ser recolocado e 17 (9,5%) n&atilde;o acreditam na utilidade do fragmento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro fator analisado foi a presen&ccedil;a de dentista nos centro esportivos avaliados. Ao todo 143 (79,9%) participantes relataram que n&atilde;o existe a presen&ccedil;a do profissional e apenas 10 atletas (5,6%) responderam que o clube apresenta o servi&ccedil;o do cirurgi&atilde;o-dentista. Este dado denota que mesmo havendo o servi&ccedil;o no centro esportivo, nem todos os integrantes sabem da exist&ecirc;ncia do mesmo. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia do dentista nos clubes, 124 (69,3%) dos esportistas acreditam ser importante a presen&ccedil;a desse profissional e 27 (15,1%) n&atilde;o acham importante a presen&ccedil;a do dentista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uso do Protetor Bucal</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos 179 entrevistados, 173 (96,6%) n&atilde;o utilizam protetor bucal e apenas 5 (2,8%) fazem o uso. Dos esportistas que utilizam o protetor, 3 (60%) utilizam tanto nas partidas quanto nos treinos, 1 (20%) utiliza nas partidas e 1 (20%) utiliza nos treinos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m foi perguntado se j&aacute; fez o uso de protetor bucal e verificou-se que 27 (15,1%) j&aacute; haviam utilizado e 149 (83,2%) nunca utilizaram. Ainda, 3 atletas (1,7%) n&atilde;o responderam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao serem perguntados sobre as principais queixas dos esportistas que utilizaram protetor bucal, verificou-se que 7 (25,9%) relataram dificuldades na fala, 1 (3,7%) tanto na fala quanto na respira&ccedil;&atilde;o, 4 (14,8%) na respira&ccedil;&atilde;o, 3 (11,1%) relataram a boca seca, 4 (11,1%) outras queixas e alguns associaram v&aacute;rias queixas (<a href="#fig04">Figura 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da baixa porcentagem de uso de protetor, 54,2% (97) relataram ser importante usar, j&aacute; 43% (77) n&atilde;o consideram importante o uso e 2,8% (5) n&atilde;o responderam.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Exame Cl&iacute;nico</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No exame cl&iacute;nico, verificou-se que 158 (87,3%) n&atilde;o apresentaram sinais de traumatismo e 23 (12,7%) o apresentaram. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quarenta e dois esportistas (26,3%) apresentaram um overjet maior de 3 mm e 118 (73,8%) um overjet menor que 3 mm. Todos os examinados apresentaram um selamento labial adequado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; necessidade de tratamento odontol&oacute;gico, 98,9% (179) n&atilde;o precisavam do servi&ccedil;o e apenas 1,1% (2) necessitavam de tratamento relacionado ao traumatismo sofrido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto ao tipo do trauma e os dentes envolvidos, verificou- se que os tipos mais observados foram fratura coron&aacute;ria e reconstru&ccedil;&atilde;o devido a trauma anterior (<a href="#tab02">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Trinta dentes, em 23 esportistas, apresentavam sinais de traumatismos, sendo os incisivos centrais superiores os mais afetados (86,7%), seguidos pelos incisivos laterais superiores (10%) e incisivos centrais inferiores (3,3%).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Correla&ccedil;&otilde;es</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s correla&ccedil;&otilde;es avaliadas, n&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o entre a posi&ccedil;&atilde;o no jogo com a presen&ccedil;a de traumatismo (p = 0,983). Tamb&eacute;m n&atilde;o foi verificada associa&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a do trauma com o uso atual (p = 0,783) ou o uso anterior (p = 0,539) do protetor bucal. O tempo de atividade f&iacute;sica n&atilde;o influenciou na presen&ccedil;a de trauma (p = 0,42).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A idade foi um fator que apresentou associa&ccedil;&atilde;o com o traumatismo, sendo estatisticamente significante (p = 0,04). Os atletas menores at&eacute; 14 anos apresentaram uma maior porcentagem de trauma, totalizando 56,5%, quando comparado com os demais. Dos atletas com presen&ccedil;a de trauma 26,1% s&atilde;o menores de 9 anos e 30,4% est&atilde;o entre 10 a 14 anos (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro fator que mostrou diferen&ccedil;a estatisticamente significativa foi a presen&ccedil;a de trauma com o recebimento de informa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via sobre traumatismo dent&aacute;rio. Dos 23 que apresentaram trauma dental, 13 (56,5%) n&atilde;o receberam informa&ccedil;&otilde;es (palestras, cursos) sobre traumatismo dent&aacute;rio contra 7 (30,4%) que receberam. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Houve associa&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de trauma com a regi&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia do mesmo (p = 0,002). Dos 23 (100%) esportistas que tiveram fratura dental, 6 (26,1%) apresentaram les&otilde;es em boca, 5 (21,7%) les&otilde;es em boca e face. Se compararmos com os esportistas que j&aacute; apresentaram alguma les&atilde;o, mas sem fratura dental, 9% foi em boca e 3,2% em boca e face, conforme demonstrado na <a href="#tab04">Tabela 4</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/a03tab04.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Traumatismos s&atilde;o muito comuns nos esportes, principalmente nas modalidades que envolvem mais velocidade e contato entre os jogadores, o que os tornam mais suscetiveis aos traumas faciais e dentais.<sup>14,15</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preval&ecirc;ncia de trauma dent&aacute;rio encontrada nesta pesquisa durante o exame cl&iacute;nico foi de 12,7%, inferior aos estudos de Levin et al.,<sup>17</sup> onde a preval&ecirc;ncia encontrada foi de 27%, de Andrade et al.<sup>16</sup> que encontrou uma preval&ecirc;ncia de 49,6%. A diverg&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o aos achados de Andrade et al.<sup>16</sup> pode estar relacionada ao fato de no presente estudo a avalia&ccedil;&atilde;o ter inclu&iacute;do apenas jogadores amadores, que realizam poucos treinos por semana. A maioria dos atletas avaliados nessa pesquisa (54,2%) treina duas vezes por semana, enquanto que apenas 1,7% realizam treinos cinco vezes ou mais na semana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, 27,3% dos esportistas relataram ter sofrido algum tipo de trauma orofacial, sendo que as les&otilde;es orofaciais mais comuns foram na boca (11,73%) e na cabe&ccedil;a (6,15%). Quando as les&otilde;es aconteceram na boca, o sangramento gengival (28,95%) foi o mais frequente. Resultados semelhantes foram encontrados por Barberini et al.<sup>18</sup> e Onyeaso.<sup>19</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande maioria dos esportistas (72,6%) nunca recebeu qualquer informa&ccedil;&atilde;o sobre traumatismo dental. No entanto saber sobre o assunto foi considerado importante por 46,9% e muito importante por 30,2%, demonstrando o interesse do grupo em receber essas informa&ccedil;&otilde;es. Dados semelhantes foram encontrados nos estudo de Calado et al.<sup>20</sup> e Rodrigues et al.<sup>21</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso de sofrer um traumatismo dent&aacute;rio, a primeira conduta da maioria dos participantes (135) seria procurar a ajuda do treinador, o que demonstra que a equipe que acompanha os atletas necessita de conhecimentos sobre as corretas medidas de pronto atendimento quando forem solicitados. Nos casos de avuls&atilde;o dental apenas 33% dos participantes reimplantaria o dente, enquanto que 43% n&atilde;o saberia o que fazer. Para as fraturas dent&aacute;rias, 45,3% considera que o peda&ccedil;o do dente ter&aacute; alguma utilidade para o tratamento restaurador enquanto os demais participantes n&atilde;o souberam responder, n&atilde;o acham que o fragmento dever&aacute; ser recolocado ou n&atilde;o acreditam na utilidade do fragmento. Esses resultados demonstram que grande parte da popula&ccedil;&atilde;o entrevistada n&atilde;o tem ci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia dos procedimentos de emerg&ecirc;ncia apropriados nos casos de trauma dental. Infelizmente esses achados n&atilde;o s&atilde;o &uacute;nicos, sendo tamb&eacute;m encontrados nos estudos de Panzarini et al.<sup>22</sup> e Mori et al.<sup>23</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de protetores bucais, apenas 2,8% doa atletas usa protetor bucal, valores reduzidos, como observado tamb&eacute;m nos estudos realizados por Levin et al.,<sup>17</sup> Sethi et al.<sup>24</sup> e Dursun et al.<sup>25</sup> com 4,25%, 3% e 2,9% de uso, respectivamente. Dos esportistas que n&atilde;o usavam, 15,1% j&aacute; havia usado alguma vez e apresentava alguma queixa quanto ao uso, sendo a dificuldade na fala a principal queixa (25,9%), assim como Sethi et al.<sup>24</sup> com 33%. Apesar da falta de uso de protetores bucais, 54,2% dos entrevistados acha importante seu uso no pr&aacute;tica esportiva, o que indica a necessidade de aumentar o acesso dos esportistas aos protetores bucais para prevenir os traumatismos bucais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na avalia&ccedil;&atilde;o do overjet, foi escolhida uma metodologia apoiada nos resultados encontrados em estudos que mostravam o overjet incisal acima de 3 mm como um fator de risco ao trauma.<sup>26,27</sup> Nos esportistas avaliados, 26,3% apresentaram overjet maior que 3 mm. Nos achados desta pesquisa, n&atilde;o houve correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o trauma dental e o overjet acentuado. Estes resultados divergem de estudos pr&eacute;vios<sup>26,27</sup> e podem estar assocados a faixa acentuada de distribui&ccedil;&atilde;o da amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O dente mais afetado pelas les&otilde;es traumaticas foi o incisivo central superiore, correspondendo a 86,7% dos casos. Este resultado corrobora com estudos pr&eacute;vios.<sup>1,16</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&atilde;o foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o entre a posi&ccedil;&atilde;o no jogo com a ocorr&ecirc;ncia de trauma, divergindo dos achados de Correa et al.,<sup>14</sup> que relataram a posi&ccedil;&atilde;o de atacante, no futebol, como a posi&ccedil;&atilde;o mais frequentemente afetada por traumatismos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os traumatismos dent&aacute;rios t&ecirc;m caracter&iacute;sticas cumulativas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade. Neste estudo encontrou-se 82,6% dos traumatismos dent&aacute;rios na faixa et&aacute;ria de 9 at&eacute; 19 anos, corroborando com Soriano et al.<sup>5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora no presente estudo tenha havido a preocupa&ccedil;&atilde;o em se realizar uma valida&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios com atletas previamente a execu&ccedil;&atilde;o da pesquisa, uma explica&ccedil;&atilde;o do pesquisador para os participantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio e ainda a presen&ccedil;a de uma pessoa durante o teste para o esclarecimento de d&uacute;vidas, alguns de volunt&aacute;rios n&atilde;o responderam algumas perguntas. Por se tratar de um question&aacute;rio volunt&aacute;rio, os participantes n&atilde;o foram obrigados a retornar e responder todas as perguntas. Os autores entendem que este fato pode estar relacionado ao fato do question&aacute;rio ter sido aplicado antes do treinamento e alguns volunt&aacute;rios por quererem iniciar o treinamento n&atilde;o responderam a todas as quest&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com os dados obtidos nos question&aacute;rios e exame cl&iacute;nico, concluiu-se que: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a) A preval&ecirc;ncia das inj&uacute;rias traum&aacute;ticas dent&aacute;rias em esportistas amadores, jogadores de futebol, na cidade de Campinas- SP, foi de 12,7%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">b) A maioria dos esportistas, independentemente da idade e grau de instru&ccedil;&atilde;o, apresentou um conhecimento insuficiente sobre a conduta emergencial em casos de traumatismos dent&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">c) A frequ&ecirc;ncia de uso dos protetores bucais foi considerada baixa entre os esportistas (2,8%).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores agradecem ao professor Julio Vargas Neto pelo desenvolvimento da metodologia da medi&ccedil;&atilde;o de tamanho do overjet (trespasse horizontal).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Nonoyama T, Shimazaki Y, Nakagaki H, Tsuge S. Descriptive study of dental injury incurred by junior high school and high school students during participation in school sports clubs. Int Dent J. 2016;66(6):356-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=361621&pid=S0034-7272201700020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Collins CL, McKenzie LB, Ferketich AK, Andridge R, Xiang H, Comstock RD. Dental injuries sustained by high school athletes in the United States, from 2008/2009 through 2013/2014 academic years. Dent Traumatol. 2016;32(2):121-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Tiryaki M, Saygi G, Ozel Yildiz S, Yildirim Z, Erdemir U, Yucel T. Prevalence of dental injuries and awareness regarding mouthguards among basketball players and coaches. J Sports Med Phys Fitness. 2017 Impress. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Rashid H, Vohra F, Lillywhite GR. Restorative rehabilitation in a patient with sports trauma. Eur J Dent. 2016;10(4):571-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Soriano EP, Caldas Jr AF, Carvalho MVD, Amorim Filho HA. Prevalence and risk factors related to traumatic dental injuries in Brazilian schoolchildren. Dent Traumatol 2007;23(4):232-40.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Sepet E, Aren G, Dogan Onur O, Pinar Erdem A, Kuru S, Tolgay CG, et al. Knowledge of sports participants about dental emergency procedures and the use of mouthguards. Dent Traumatol. 2014;30(5):391-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Dursun E, Ilarslan YD, Ozgul O, Donmez G. Prevalence of dental trauma and mouthguard awareness among weekend warrior soccer players. J Oral Sci. 2015;57(3):191-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ilia E, Metcalfe K, Heffernan M. Prevalence of dental trauma and use of mouthguards in rugby union players. Aust Dent J. 2014;59(4):473-81. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Santiago E, Sim&otilde;es R, Soares D, Pereira JA, Caldas T. Protector Bucal "Custom- Made": Indica&ccedil;&otilde;es, Confec&ccedil;&atilde;o e Caracter&iacute;sticas Essenciais. Arq Med. 2008;22(1): 25-33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. C&ocirc;rtes MIS, Marcenes W, Sheiham A. Prevalence and correlates of traumatic injuries to the permanent teeth of school-children aged 9-14 years in Belo Horizonte, Brazil. Dent Traumatol 2001;17:22-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Paiva PCP, Paiva HN, Oliveira Filho PM, Cortes MIS. Preval&ecirc;ncia e fatores de risco associados ao traumatismo dent&aacute;rio em escolares de 12 anos de idade em Montes Claros, Minas Gerais, Brazil. Ci&ecirc;nc. sa&uacute;de coletiva &#91;online&#93;. 2015;20(4):1225-33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Nguyen QV, Bezemer PD, Habets L, Prahl- Andersen B. A sistematic review of the relationship between overjet size and traumatic dental injuries. Eur J Orthod. 1999;21:503-15.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. O'Mullane DM. Injured permanent incisor teeth: an epidemiological study. J Ir Dent Assoc 1972;18(4):160-73.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Correa MB, Schuch HS, Collares K, Torriani DD, Hallal PC, Demarco FF. Survey on the occurrence of dental trauma and preventive strategies among Brazilian professional soccer players. J Appl Oral Sci 2010;18:572-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Perunsky S, Lang B, Pohl Y, Filippi A. Level of Information concerning dental injuries and their prevention in Swiss basketball - a survey among players and coaches. Dent Traumatol. 2005;21:195-200. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Andrade RA, Evans PLS, Almeida ALS, Silva JJR, Guedes AML, F&aacute;bio Ribeiro Guedes FR, et al. Prevalence of dental trauma in Pan American Games athletes. Dent Traumatol 2010;26:248-53.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Levin L, Friedlander LD, Geiger SB. Dental and oral trauma and mouthguard use during sport activities in Israel. Dent Traumatol. 2003;19:237-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Barberini AF, Aun CE, Caldeira CL. Incid&ecirc;ncia de inj&uacute;rias orofaciais e utiliza&ccedil;&atilde;o de protetores bucais em diversos esportes de contato. Rev Odontol UNICID 2002;14(1):7-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Onyeaso CO. Secondary Athletes: A study of mouthguards. J Nat Medical Assoc. 2004;96(2):240-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Calado MV, Barbosa RG, Correia MN, Silva CHV. Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre traumatismo dent&aacute;rio entre os estudantes de educa&ccedil;&atilde;o fisica da UPE e UFPE. Int J Dent. 2004;3(2):358-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Rodrigues HJG, Silva RPR, Bastos RS, Bastos JRM. Odontologia Esportiva: aten&ccedil;&atilde;o dos atletas amadores aos cuidados de sa&uacute;de bucal na cidade de Bauru (SP). Rev. ABO Nac. 2005;17(1):35-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Panzarini SR, Pedrini D, Brandini DA, Poi WR, Santos MF, Correa JPT, et al. Physical education undergraduates and dental trauma knowledge. Dent Traumatol 2005;21:324-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Mori GG, Janj&aacute;como DMM, Castilho LR, Poi WR. Evaluating the knowledge of sports participants regarding dental emergency procedures. Dental Traumatol 2009; 25:305-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Sethi HS, Kaur G, Mangat SS, Gupta A, Singh I, Munjal D. Attitude toward mouthguard utilization among North Indian school children. J Int Soc Prev Comm Dent 2016;6(1):69-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Dursun E, Ilarslan YD, Ozgul O, Donmez G. Prevalence of dental trauma and mouthguard awareness among weekend warrior soccer players. J Oral Sci. 2015;57(3):191-4. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Belcheva AB, Indzhova KN, Stefanov RS. Risk factors for crown fractures of permanent incisors in children from Plovdiv. Folia Med (Plovdiv). 2008;50(2):50- 6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Singh G, Garg S, Damle SG, Dhindsa A, Kaur A, Singla S. A Study of Sports Related Occurrence of Traumatic Orodental Injuries and Associated Risk Factors in High School Students in North India. Asian J Sports Med 2014;5(3):e22766</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbo/v74n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Ma&iacute;ra Prado    <br>      e-mail: <a href="mailto:maira@metalmat.ufrj.br" target="_blank">maira@metalmat.ufrj.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 11/02/2017    <br> Aceito: 27/03/2017</b></font></p>     ]]></body>
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