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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do caráter psicogênico da halitose]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Halitosis is a breath condition that may alter in such an unpleasant manner for the patient as well as for the people whom he or she is related with, whether or not it is a pathologic condition. It is also known as a fetid breath, mouth stench, malodor or oral stench. The issue related to buccal odors has been a concern to society so far. Objective: the objective of this research was to evaluate the psychogenic character of halitosis in patients assisted in an Integrated Clinic of the Dentistry Department of the State University of Paraíba. Methodology: the methods used for this purpose included: interview, in which an adequate clinic form was required as well as the measurement of the halitosis degree through the use of a Breath Alert device. Results: 41.7% of the patients who showed a mild odor did not have self perception of their breath and 40% of the ones who showed moderated odor did not realize odor in his or her breath either. Therefore, 54% of the people who were interviewed that did not showed breath odor believed that halitosis. Conclusion: there seems to be a psychogenic character of halitosis, considering the existence of perception by non-carriers individuals and, in an opposed way, true halitosis is not often observed because of olfactory fatigue.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter psicog&ecirc;nico da halitose</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Evaluation of the psychogenic character of halitosis</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alyne Dantas de Souza<sup>*</sup>; Joaquina Ara&uacute;jo de Amorim<sup>**</sup>; Ruthin&eacute;ia Di&oacute;genes Alves Uch&ocirc;a Lins<sup>***</sup>; Miliani do Amaral Souza Maciel<sup>****</sup>; Renaly Nunes de Lucena<sup>****</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>*</sup> Especialista em Endodontia pela Universidade Estadual da Para&iacute;ba, Campina Grande, PB, Brasil.    <br>   <sup>**</sup> Professora Adjunta da disciplina de Odontologia Preventiva e Social do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual da Para&iacute;ba, Campina Grande, PB, Brasil.    <br>   <sup>***</sup> Doutora em Patologia Oral pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte; professora Adjunta da disciplina de Periodontia do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual da Para&iacute;ba, Campina Grande, PB, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>****</sup> Acad&ecirc;micas de Odontologia da Universidade Estadual da Para&iacute;ba, Campina Grande, PB, Brasil.</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o: A halitose &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o do h&aacute;lito na qual este se altera de forma desagrad&aacute;vel tanto para o paciente como para as pessoas com as quais se relaciona, podendo ou n&atilde;o significar uma condi&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica. Tamb&eacute;m &eacute; conhecida como h&aacute;lito f&eacute;tido, fedor da boca, mau h&aacute;lito ou mau odor oral. O problema referente aos odores bucais sempre constituiu um fator de preocupa&ccedil;&atilde;o para a sociedade e ainda hoje se mostra presente. Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi avaliar o car&aacute;ter psicog&ecirc;nico da halitose em pacientes atendidos nas cl&iacute;nicas integradas do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual da Para&iacute;ba. Metodologia: Os m&eacute;todos utilizados para este fim inclu&iacute;ram: entrevista, com preenchimento de uma ficha cl&iacute;nica apropriada e aferi&ccedil;&atilde;o do grau de halitose pelo uso do aparelho Breath Alert. Resultados: 41,7% dos pacientes que apresentavam um odor leve no h&aacute;lito n&atilde;o tinham autopercep&ccedil;&atilde;o da halitose e 40% dos que exibiam odor moderado tamb&eacute;m n&atilde;o percebiam o odor de seu h&aacute;lito. No entanto, 54% dos entrevistados que n&atilde;o apresentavam odor no h&aacute;lito acreditavam ser portadores de halitose. Conclus&atilde;o: Parece existir um car&aacute;ter psicog&ecirc;nico da halitose, tendo em vista a ocorr&ecirc;ncia de sua percep&ccedil;&atilde;o em indiv&iacute;duos n&atilde;o portadores, e, de forma contr&aacute;ria, a halitose verdadeira muitas vezes n&atilde;o &eacute; percebida em virtude, provavelmente, de uma fadiga olfat&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Halitose. Periodontia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introduction: Halitosis is a breath condition that may alter in such an unpleasant manner for the patient as well as for the people whom he or she is related with, whether or not it is a pathologic condition. It is also known as a fetid breath, mouth stench, malodor or oral stench. The issue related to buccal odors has been a concern to society so far. Objective: the objective of this research was to evaluate the psychogenic character of halitosis in patients assisted in an Integrated Clinic of the Dentistry Department of the State University of Para&iacute;ba. Methodology: the methods used for this purpose included: interview, in which an adequate clinic form was required as well as the measurement of the halitosis degree through the use of a Breath Alert device. Results: 41.7% of the patients who showed a mild odor did not have self perception of their breath and 40% of the ones who showed moderated odor did not realize odor in his or her breath either. Therefore, 54% of the people who were interviewed that did not showed breath odor believed that halitosis. Conclusion: there seems to be a psychogenic character of halitosis, considering the existence of perception by non-carriers individuals and, in an opposed way, true halitosis is not often observed because of olfactory fatigue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Halitosis. Periodontics.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hip&oacute;crates, o Pai da Medicina, na Gr&eacute;cia Antiga j&aacute; fazia refer&ecirc;ncia a uma disfun&ccedil;&atilde;o hoje popularmente conhecida por diversas denomina&ccedil;&otilde;es, dentre as quais "mau h&aacute;lito", e cientificamente abordada sob a terminologia "halitose" ou "ozostomia". N&atilde;o se trata de uma doen&ccedil;a, mas de uma altera&ccedil;&atilde;o do odor oral, indicativa da exist&ecirc;ncia de desordens de origem local ou sist&ecirc;mica. A halitose &eacute; um problema que atravessa a hist&oacute;ria, a cultura, a ra&ccedil;a e o sexo. Escritos sobre halitose datam dos tempos dos gregos e romanos<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A halitose &eacute; classificada em subjetiva (virtual, irreal ou psicog&ecirc;nica) e objetiva (real), sendo a primeira detectada apenas pelo suposto portador e a segunda, percept&iacute;vel tamb&eacute;m pelos examinadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es da cavidade oral que podem causar halitose s&atilde;o, entre outras, c&aacute;rie dent&aacute;ria, doen&ccedil;a periodontal, saburra lingual, processos endod&ocirc;nticos, ferida cir&uacute;rgica, impacta&ccedil;&atilde;o de alimentos nos espa&ccedil;os interproximais, pr&oacute;teses porosas ou mal-adaptadas, restaura&ccedil;&otilde;es mal-adaptadas, cistos com f&iacute;stula drenando para a cavidade bucal, ulcera&ccedil;&otilde;es e necrose. A maioria desses fatores causa halitose em virtude da decomposi&ccedil;&atilde;o do tecido, putrefa&ccedil;&atilde;o de amino&aacute;cidos e diminui&ccedil;&atilde;o do fluxo salivar, condi&ccedil;&otilde;es que resultam na libera&ccedil;&atilde;o de compostos sulfurados vol&aacute;teis<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a da halitose n&atilde;o &eacute; normal, exceto a halitose matinal, devendo, portanto, ser investigada a sua causa e posteriormente tratada. A vida moderna, por si, &eacute; um fator desencadeante da halitose. A agita&ccedil;&atilde;o e o estresse emocional causam uma maior libera&ccedil;&atilde;o de adrenalina no sangue, provocando inibi&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o de saliva, ressecamento da mucosa e o consequente aumento da descama&ccedil;&atilde;o epitelial. Al&eacute;m disso, a alimenta&ccedil;&atilde;o industrializada n&atilde;o promove o atrito necess&aacute;rio entre a l&iacute;ngua e o palato. Assim, a halitose encontra meios para constituir um problema em crescimento cont&iacute;nuo, respons&aacute;vel por consequ&ecirc;ncias bastante desagrad&aacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O olfato, assim como a vis&atilde;o, &eacute; suscet&iacute;vel a grande adapta&ccedil;&atilde;o. Na primeira exposi&ccedil;&atilde;o a um cheiro muito forte, a sensa&ccedil;&atilde;o pode ser muito intensa, mas dentro de um minuto quase n&atilde;o ser&aacute; mais sentido. Dessa forma, os indiv&iacute;duos s&atilde;o incapazes de mensurar a sua pr&oacute;pria halitose<sup>3</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os casos em que os indiv&iacute;duos acreditam sofrer de halitose sem nenhuma causa aparente s&atilde;o considerados de halitose psicog&ecirc;nica, que est&aacute; relacionada a problemas psicol&oacute;gicos, tais como depress&atilde;o, somatiza&ccedil;&atilde;o, epilepsia do lobo temporal e esquizofrenia<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A halitose ou altera&ccedil;&atilde;o do odor bucal pode provocar indesej&aacute;veis mudan&ccedil;as na vida de seu portador, que, quando percebe o seu problema, passa a se sentir inseguro ao se aproximar das pessoas, tornando-se retra&iacute;do e, muitas vezes, frio em seus contatos sociais<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O paciente que sofre de halitose &eacute; uma pessoa que procura por ajuda, geralmente com ansiedade e suspeitando de qualquer tratamento em virtude das experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias de tratamentos malsucedidos. A avalia&ccedil;&atilde;o da dieta e uma orienta&ccedil;&atilde;o sobre higieniza&ccedil;&atilde;o oral s&atilde;o essenciais no que diz respeito ao tratamento da halitose, al&eacute;m do aconselhamento psicol&oacute;gico, quando necess&aacute;rio. A halitose deve ser tratada com seriedade, e uma abordagem multifatorial e racional &eacute; essencial para a obten&ccedil;&atilde;o de bons resultados<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A cavidade bucal &eacute; um s&iacute;tio de gera&ccedil;&atilde;o de odor desagrad&aacute;vel. Por tal raz&atilde;o, o cirurgi&atilde;o-dentista dever ser capaz de diagnosticar e executar o tratamento adequado para cada caso ou, quando necess&aacute;rio, encaminhar o paciente a um especialista de outra &aacute;rea<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante do exposto, a presente pesquisa se prop&ocirc;s avaliar o car&aacute;ter psicog&ecirc;nico da halitose em pacientes atendidos nas Cl&iacute;nicas Odontol&oacute;gicas Integradas da UEPB, verificando tamb&eacute;m, em especial, a capacidade de autopercep&ccedil;&atilde;o da halitose pelos referidos pacientes.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sujeitos e m&eacute;todo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa foi do tipo descritiva, anal&iacute;tica e transversal. O universo compreendeu todos os indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 15 anos atendidos nas Cl&iacute;nicas Integradas do Departamento de Odontologia da UEPB. A amostra foi de conveni&ecirc;ncia, de acordo com a demanda espont&acirc;nea dos usu&aacute;rios nos dias de atendimento. Durante a fase de coleta de dados, compreendida entre outubro de 2003 e maio de 2004, foram investigados oitenta pacientes, com idade vari&aacute;vel entre 15 e 67 anos. Tais indiv&iacute;duos concordaram em participar da pesquisa, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido e propondo-se a responder &agrave;s quest&otilde;es da ficha e a submeter-se &agrave; aferi&ccedil;&atilde;o do h&aacute;lito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os instrumentos de diagn&oacute;stico utilizados para a coleta de dados foram: entrevista, com o preenchimento de uma ficha cl&iacute;nica apropriada contendo informa&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o do paciente (respeitando as normas vigentes no Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da UEPB, no qual obteve aprova&ccedil;&atilde;o), bem como informa&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; autopercep&ccedil;&atilde;o da halitose, e um aparelho aferidor port&aacute;til de h&aacute;lito (Breath Alert). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados coletados foram codificados, agrupados e processados, aplicando-se para an&aacute;lise o tratamento estat&iacute;stico descritivo e anal&iacute;tico. Foram utilizados o programa estat&iacute;stico SPSS 11.05&reg; (Statistical Package for Social Science &ndash; for Windows) e a planilha eletr&ocirc;nica Excel, sendo os resultados apresentados sob a forma da figuras e tabelas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab01">Tabela 1</a> revela a distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos pacientes investigados segundo o n&iacute;vel do h&aacute;lito aferido, classificado em N1 (sem odor), N2 (odor leve), N3 (odor moderado) e N4 (Odor forte). Constatou- se, por meio da aferi&ccedil;&atilde;o com o aparelho Breath Alert, que 78,7% dos pacientes investigados n&atilde;o apresentavam altera&ccedil;&otilde;es no h&aacute;lito (N1), os quais foram considerados portadores de h&aacute;lito sem odor, e 21,3% apresentavam alguma forma de altera&ccedil;&atilde;o no h&aacute;lito. Dos indiv&iacute;duos que exibiam halitose, 15% apresentavam odor leve (N2) e 6,3%, odor moderado (N3). Nenhum dos entrevistados apresentou odor forte, ou seja, N&iacute;vel 4. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v16n2/a05tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> exibe a distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos pacientes investigados quanto &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de halitose, mostrando que 55% dos entrevistados acreditavam n&atilde;o ter halitose, ao passo que 45% deles acreditavam ser portadores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v16n2/a05tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#fig01">Figura 1</a> exibe a distribui&ccedil;&atilde;o percentual dos pacientes investigados segundo o n&iacute;vel de h&aacute;lito aferido e a percep&ccedil;&atilde;o de halitose. Observou-se que 54% dos pacientes investigados que n&atilde;o apresentavam odor no h&aacute;lito acreditavam ser portadores de halitose. Entretanto, 41,7% daqueles que apresentavam um odor leve no h&aacute;lito n&atilde;o tinham autopercep&ccedil;&atilde;o da halitose e 40% dos que apresentavam odor moderado tamb&eacute;m n&atilde;o percebiam o odor de seu h&aacute;lito.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v16n2/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nadanovsky<sup>8</sup> (2003) afirma que poucas pesquisas foram feitas sobre a preval&ecirc;ncia de mau h&aacute;lito cr&ocirc;nico, tendo sido identificados nove estudos que, de alguma forma, relataram a preval&ecirc;ncia de halitose em alguma popula&ccedil;&atilde;o. Os indiv&iacute;duos que sofrem deste mal, frequentemente, n&atilde;o sabem disso, ao passo que outras pessoas acreditam que possuem mau h&aacute;lito, mas de fato n&atilde;o o t&ecirc;m. N&atilde;o se sabe a real preval&ecirc;ncia da halitose, uma vez que a melhor informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel at&eacute; o momento &eacute; a de que em torno de 11% a 19% das pessoas t&ecirc;m mau h&aacute;lito cr&ocirc;nico. Rendeiro e Bastos<sup>9</sup> (2007) conclu&iacute;ram em sua pesquisa que 47,1% dos pacientes relataram perceber a presen&ccedil;a da halitose e 42,9% tinham suas atividades de vida di&aacute;ria prejudicadas pela presen&ccedil;a dessa altera&ccedil;&atilde;o. Entretanto, desse total somente 4,3% procuraram o cirurgi&atilde;o-dentista para resolver o problema, apresentando coer&ecirc;ncia com o presente estudo, em que se percebem a in flu&ecirc;ncia direta da presen&ccedil;a da halitose e as altera&ccedil;&otilde;es da vida cotidiana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No&ccedil;&otilde;es preconcebidas confundem a habilidade de avaliar o pr&oacute;prio h&aacute;lito de forma objetiva. Al&eacute;m disso, n&atilde;o existe um m&eacute;todo v&aacute;lido, objetivo e comprovadamente reproduz&iacute;vel para definir, por meio de um exame m&eacute;dico ou odontol&oacute;gico, se a pessoa apresenta mau h&aacute;lito. Estudos que utilizaram o aparelho aferidor port&aacute;til Breath Alert&reg;, tamb&eacute;m utilizado nesta pesquisa para a medi&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de h&aacute;lito, revelaram ser este eficaz em sua finalidade, corroborando com os resultados encontrados no presente estudo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta pesquisa revelou que 46% dos pacientes examinados que n&atilde;o apresentavam odor no h&aacute;lito acreditavam ser portadores de halitose, dado que comprova a exist&ecirc;ncia do car&aacute;ter psicog&ecirc;nico da halitose. Em contrapartida, muitos indiv&iacute;duos que afirmaram n&atilde;o possuir halitose, na verdade, apresentavam altera&ccedil;&otilde;es no h&aacute;lito durante a aferi&ccedil;&atilde;o por meio do aparelho Breath Alert, corroborando com um relevante fator, a fadiga olfat&oacute;ria, ou seja, a acomoda&ccedil;&atilde;o dos sensores olfat&oacute;rios aos maus odores corporais do indiv&iacute;duo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base nos resultados encontrados, &eacute; poss&iacute;vel sugerir que parecem existir um car&aacute;ter psicog&ecirc;nico da halitose, em virtude da ocorr&ecirc;ncia de sua percep&ccedil;&atilde;o em indiv&iacute;duos n&atilde;o portadores, e um comprometimento da capacidade de autopercep&ccedil;&atilde;o da mesma pelos indiv&iacute;duos verdadeiramente portadores, resultante, provavelmente, de uma fadiga olfat&oacute;ria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Rosenberg M. Halitose: Perspectivas em pesquisa. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003. 173 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=146246&pid=S1413-4012201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Van Steenberghe D. Breath Malodor a step-by-step approach. Quintessence Books. 1. ed. Copenhagen, 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ayers KMS, Colquhoun ANK. Halitosis: causes, diagnosis and treatment. N Z Dent 1998; 94(418):156-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Replogle WH, Beebe DK. Halitosis. Am Fam Phys 1996; 53(4):1215-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Bosy A. Oral malodor: philosophical and practical aspects. J California Dent Assoc 1997; 63(3):196-201.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Rio ACCD, Nicola EMD, Teixeira ARF. Halitose: proposta de um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o. Rev Bras Otorrinolaringol 2007; 73(6):835-42.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Lima EMC, Moura JS, Oliveira VMB. Etiologia, diagn&oacute;stico e tratamento de halitose. Robrac 2003; 12(34):5-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Nadanovsky P. Evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica sobre preval&ecirc;ncia, diagn&oacute;stico e causas da halitose. In: Rosenberg M. Halitose: perspectivas em pesquisa. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 2003; 14:133-156. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Rendeiro MMP, Bastos LFB. Percep&ccedil;&atilde;o da halitose e sua rela&ccedil;&atilde;o com a qualidade de vida. ABO Nac 2007; 14(6):19-24.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v16n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Renaly Nunes de Lucena    <br>   Rua Hildo Menezes, 343 &ndash;    <br>   Bairro Jardim Bela Vista    <br>   58704-540 Patos - PB</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:renalynunes@yahoo.com.br" target="_blank">renalynunes@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 18.07.2010    <br> Aceito: 16.06.2011</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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