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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos - revisão de literatura e relato de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Bisphosphonates are drugs which are commonly used to treat osteoporosis and metastatic neoplasm in bone tissue. A strong link has recently been identified between chronic use of these drugs and the development of osteonecrosis in the jawbone, clinically characterized by bone exposure on these places. Case report: Patient aged 42 years, leukoderma, female, 8 years diagnosed with invasive breast ductal carcinoma. After four years of continuous use of bisphosphonates, it evolved with a pain in the mouth and halitosis, showing, at the clinical examination, mucosal ulceration and bone exposure in the jaw. Besides stopping the use of bisphosphonates, the treatment established was: antibiotic therapy, surgical debridement and topical measures of oral hygiene, thus there was no regression of the lesion. Final considerations: Patients with cancer are increasingly exposed to bisphosphonates due to the growing chronicity of cancer. The high level of suspicion for osteonecrosis in the jaw should be applied in everyone who uses this type of drugs. A prolonged treatment with the drug is presented as an additional risk factor. Patients undergoing appointment with dentists in order to eliminate any infectious focus. Extractions or any other traumatic procedures shall be avoided during chemotherapy. The interruption of treatment ought to be widely discussed by the involved professionals seeking to list its advantages and disadvantages. Antibiotic therapy seems to be the most effective way to control the necrotic lesions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Osteonecrose.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Osteonecrose dos maxilares induzida por bisfosfonatos &ndash; revis&atilde;o de literatura e relato de caso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Osteonecrosis in the jawbone induced by bisphosphonates &ndash; review of literature and case report</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marcelo Luis Dotto<sup>*</sup>; Anderson Cesar Dotto<sup>**</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>*</sup> M&eacute;dico especialista em Oncologia Cl&iacute;nica, professor da disciplina de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Santa Cruz do Sul, Departamento de Biologia e Farm&aacute;cia, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.    <br>   <sup>**</sup> Acad&ecirc;mico da Faculdade de Odontologia da Universidade de Santa Cruz do Sul, Departamento de Enfermagem e Odontologia, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introdu&ccedil;&atilde;o: Os bisfosfonatos s&atilde;o f&aacute;rmacos comumente utilizados no tratamento da osteoporose e de neoplasias com met&aacute;stases em tecido &oacute;sseo. Recentemente, vem sendo identificada uma forte rela&ccedil;&atilde;o entre o uso cr&ocirc;nico desses medicamentos e o desenvolvimento de osteonecroses de mand&iacute;bula e maxila, caracterizadas clinicamente por exposi&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas nestes locais. Relato de caso: Paciente de 42 anos, leucoderma, g&ecirc;nero feminino, diagnosticada h&aacute; oito anos com carcinoma ductal invasor da mama. Ap&oacute;s quatro anos do uso cont&iacute;nuo de bisfosfonatos, evoluiu com quadro de dor na cavidade oral e halitose. Ao exame cl&iacute;nico, apresentava ulcera&ccedil;&atilde;o da mucosa e exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea na maxila. Al&eacute;m da interrup&ccedil;&atilde;o do uso de bisfosfonatos, o tratamento institu&iacute;do foi antibioticoterapia, debridamento cir&uacute;rgico e medidas t&oacute;picas de higiene oral, por&eacute;m sem regress&atilde;o da les&atilde;o j&aacute; estabelecida. Considera&ccedil;&otilde;es finais: Os pacientes oncol&oacute;gicos estar&atilde;o cada vez mais expostos aos bisfosfonatos em raz&atilde;o da crescente cronicidade do c&acirc;ncer. O alto n&iacute;vel de suspeita para a osteonecrose dos maxilares deve ser empregado em todos os indiv&iacute;duos que fazem uso dessa classe de medicamentos. O tempo prolongado de tratamento com o f&aacute;rmaco apresenta-se como um fator de risco adicional. Pacientes que ser&atilde;o submetidos ao tratamento com bisfosfonatos dever&atilde;o, primeiramente, passar por consultas pr&eacute;vias com cirurgi&otilde;es- dentistas com o intuito de eliminar todo e qualquer foco infeccioso. Exodontias ou quaisquer outros procedimentos traum&aacute;ticos devem ser evitados durante a quimioterapia. A interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento deve ser amplamente discutida pelos profissionais envolvidos, buscando elencar suas vantagens e desvantagens. Antibioticoterapia parece ser a maneira mais eficaz de controlar as les&otilde;es necr&oacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Osteonecrose. Maxilares. Difosfonatos. Manifesta&ccedil;&otilde;es bucais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Introduction: Bisphosphonates are drugs which are commonly used to treat osteoporosis and metastatic neoplasm in bone tissue. A strong link has recently been identified between chronic use of these drugs and the development of osteonecrosis in the jawbone, clinically characterized by bone exposure on these places. Case report: Patient aged 42 years, leukoderma, female, 8 years diagnosed with invasive breast ductal carcinoma. After four years of continuous use of bisphosphonates, it evolved with a pain in the mouth and halitosis, showing, at the clinical examination, mucosal ulceration and bone exposure in the jaw. Besides stopping the use of bisphosphonates, the treatment established was: antibiotic therapy, surgical debridement and topical measures of oral hygiene, thus there was no regression of the lesion. Final considerations: Patients with cancer are increasingly exposed to bisphosphonates due to the growing chronicity of cancer. The high level of suspicion for osteonecrosis in the jaw should be applied in everyone who uses this type of drugs. A prolonged treatment with the drug is presented as an additional risk factor. Patients undergoing appointment with dentists in order to eliminate any infectious focus. Extractions or any other traumatic procedures shall be avoided during chemotherapy. The interruption of treatment ought to be widely discussed by the involved professionals seeking to list its advantages and disadvantages. Antibiotic therapy seems to be the most effective way to control the necrotic lesions.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Osteonecrosis. Jaw. Diphosphonates. Oral manifestations.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; ineg&aacute;vel a import&acirc;ncia dos diversos f&aacute;rmacos dispon&iacute;veis no mercado no combate &agrave; gama de patologias conhecidas atualmente. Por&eacute;m, da mesma forma, &eacute; ineg&aacute;vel que muitos desses f&aacute;rmacos apresentam efeitos adversos ainda desconhecidos pelos profissionais de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os bisfosfonatos s&atilde;o medicamentos que reduzem a reabsor&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e estimulam a atividade osteobl&aacute;stica e a apoptose de osteoclastos<sup>1</sup>. Por essas raz&otilde;es, s&atilde;o frequentemente administrados em pacientes com osteoporose e comumente empregados no tratamento do c&acirc;ncer de mama, pr&oacute;stata, pulm&atilde;o e mieloma m&uacute;ltiplo<sup>2</sup>. Em pacientes com osteoporose, tal tratamento busca estacionar a progress&atilde;o da perda &oacute;ssea e promover o consequente aumento de densidade, diminuindo o risco de fraturas<sup>3</sup>; em pacientes com c&acirc;ncer, ameniza a perda &oacute;ssea resultante das met&aacute;stases<sup>4</sup>. Relatos cl&iacute;nicos t&ecirc;m comprovado a efic&aacute;cia dos tratamentos a base de bisfosfonatos no controle da dor e da perda &oacute;ssea sendo, dessa forma, muito utilizados em hospitais e cl&iacute;nicas de oncologia<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar dos benef&iacute;cios associados ao tratamento com bisfosfonatos, esses medicamentos v&ecirc;m sendo relacionados desde 2003 a uma debilitante patologia, cujas manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas acometem exclusivamente a mand&iacute;bula e a maxila, denominada de "osteonecrose dos maxilares"<sup>5,6</sup>. A osteonecrose de mand&iacute;bula e maxila pode ser induzida por radioterapia, infec&ccedil;&otilde;es e determinadas drogas<sup>7</sup>. Por&eacute;m, por possuir uma etiologia ainda n&atilde;o completamente elucidada, relatos cl&iacute;nicos diagnosticaram in&uacute;meros casos desta patologia associados a pacientes submetidos a tratamentos a base de bisfosfonatos e que sofreram interven&ccedil;&otilde;es odontol&oacute;gicas, como, por exemplo, exodontias ou cirurgias envolvendo tecidos &oacute;sseos dessas regi&otilde;es<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto a maxila quanto a mand&iacute;bula s&atilde;o ossos mais suscet&iacute;veis &agrave; osteonecrose por causa da sua localiza&ccedil;&atilde;o peculiar. Isso ocorre em virtude da &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o dessas estruturas com a cavidade oral e sua microbiota, como tamb&eacute;m da sua exposi&ccedil;&atilde;o frequente ao ambiente externo decorrente dos procedimentos odontol&oacute;gicos, tornando-as, dessa forma, mais sujeitas a infec&ccedil;&otilde;es<sup>2</sup>.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Revis&atilde;o de literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">In&uacute;meros casos de osteonecrose t&ecirc;m sido observados tanto na maxila quanto na mand&iacute;bula, por&eacute;m apresentam-se em maior frequ&ecirc;ncia na mand&iacute;bula e em locais que sofreram extra&ccedil;&otilde;es de elementos dent&aacute;rios<sup>6,8</sup>. Dessa forma, a osteonecrose dos maxilares, conforme Martins et al.<sup>9</sup> (2009), "&eacute; a incapacidade do tecido &oacute;sseo afetado em reparar e se remodelar frente a quadros inflamat&oacute;rios desencadeados por estresse mec&acirc;nico (mastiga&ccedil;&atilde;o), exodontias, irrita&ccedil;&otilde;es por pr&oacute;teses ou infec&ccedil;&atilde;o dental e periodontal". O desenvolvimento da osteonecrose dos maxilares pode estar atrelado a v&aacute;rios fatores de risco, dentre os quais a pot&ecirc;ncia de cada tipo de bisfosfonato, o tipo de administra&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup> &ndash; sendo a intravenosa a que confere maior risco &ndash;, a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento, o tipo de c&acirc;ncer, diabetes, uso de &aacute;lcool e tabaco, presen&ccedil;a ou n&atilde;o de traumas cir&uacute;rgicos (principalmente extra&ccedil;&otilde;es) e pobre higiene oral<sup>10</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, diversos casos de osteonecrose dos maxilares t&ecirc;m sido associados ao uso de bisfosfonatos. Um acompanhamento de uma paciente de 46 anos com diagn&oacute;stico de mieloma m&uacute;ltiplo h&aacute; sete anos foi descrito em 2005. Decorridos cinco anos de terapia mensal com bisfosfonatos (Pamidronato &ndash; Aredia &ndash; 90 mg), a paciente apresentou dor de dente mandibular &agrave; direita, acompanhada de trismo, disestesia e halitose<sup>11</sup>. Ap&oacute;s avalia&ccedil;&otilde;es em consult&oacute;rio odontol&oacute;gico, foi submetida a exodontia e tratamento com antibi&oacute;ticos, por&eacute;m sem melhoras consider&aacute;veis<sup>11</sup>. Conforme os autores, ao exame cl&iacute;nico verificou-se ulcera&ccedil;&atilde;o e necrose da mucosa bucal, al&eacute;m de uma fistula&ccedil;&atilde;o odontofacial<sup>11</sup>. O exame radiogr&aacute;fico da mand&iacute;bula sugeriu necrose &oacute;ssea<sup>11</sup>. Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico, o tratamento com bisfosfonatos foi suspenso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na literatura encontra-se relatado o caso de uma paciente de 62 anos com hist&oacute;ria de mieloma m&uacute;ltiplo havia cinco anos, tratada com bisfosfonatos (infus&otilde;es intravenosas mensais de Pamidronato &ndash; 90 mg). Ap&oacute;s cinco anos de terapia com essa classe de medicamentos, a paciente apresentou dores em elementos dentais e na mand&iacute;bula. Ao exame f&iacute;sico, Lima et al.<sup>12</sup> (2008) identificaram "tumora&ccedil;&atilde;o em mand&iacute;bula &agrave; direita de 6 cm de di&acirc;metro, hiperemiada e dolorosa, com les&otilde;es ulcerativas em gengiva e necrose da mucosa bucal adjacente &agrave;s &aacute;reas de exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, edema e descarga purulenta". A tomografia computadorizada apresentou les&otilde;es l&iacute;ticas em mand&iacute;bula com eros&atilde;o cortical<sup>12</sup>. O tratamento com bisfosfonatos foi interrompido e a paciente recebeu f&aacute;rmacos para controlar a dor (opioides) e as infec&ccedil;&otilde;es (clindamicina), al&eacute;m de uma transfus&atilde;o de hem&aacute;cias<sup>12</sup>. N&atilde;o foi observada regress&atilde;o da necrose na mand&iacute;bula. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dois casos de pacientes do sexo feminino usu&aacute;rias de bisfosfonatos que desenvolveram osteonecrose depois de meses de tratamento foram descritos por profissionais das &aacute;reas da odontologia e da oncologia em 2006. Ambas as pacientes se queixavam de desconforto e dor ao usar a pr&oacute;tese dent&aacute;ria e uma delas associava o in&iacute;cio desse processo a uma extra&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria ocorrida cerca de um ano antes2. As duas pacientes relataram terem tido c&acirc;ncer de mama e met&aacute;stases &oacute;sseas tratadas com r&aacute;dio e quimioterapia<sup>2</sup>. Dentre os medicamentos usados havia sido institu&iacute;da a aplica&ccedil;&atilde;o mensal intravenosa de bisfosfonatos (4 mg). Segundo os autores, em uma das pacientes, ao exame cl&iacute;nico, observavamse &aacute;reas de tecido &oacute;sseo exposto e necr&oacute;tico em todo o rebordo alveolar superior e na mand&iacute;bula, pr&oacute;ximo &agrave; regi&atilde;o de molares esquerdos<sup>2</sup>; na segunda paciente, foram observadas tr&ecirc;s &aacute;reas de tecido &oacute;sseo necr&oacute;tico exposto na mand&iacute;bula, com di&acirc;metro de 1 cm cada, sendo duas do lado esquerdo e uma do lado direito<sup>2</sup>. O tratamento com bisfosfonatos foi interrompido em uma das pacientes e em ambas foi institu&iacute;do o uso de antibioticoterapia com o aux&iacute;lio de colut&oacute;rio a base de clorexidina<sup>2</sup>. Uma delas apresentou diminui&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de tecido &oacute;sseo exposto e segue o tratamento com antibi&oacute;ticos (ciprofloxacina sist&ecirc;mica) e uso t&oacute;pico de colut&oacute;rio a base de clorexidina. Os resultados da segunda paciente n&atilde;o s&atilde;o elencados pelos autores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na literatura encontra-se relatado o caso de uma paciente de cinquenta anos diagnosticada com c&acirc;ncer de mama h&aacute; quatro anos e presen&ccedil;a de met&aacute;stases &oacute;sseas. Decorridos 27 meses de tratamento com bisfosfonatos (infus&otilde;es intravenosas de &aacute;cido zoledr&ocirc;nico 4 mg/m&ecirc;s), a paciente queixou-se de intensa dor de dente, amolecimento dos mesmos e altera&ccedil;&atilde;o no paladar<sup>13</sup>. Segundo descrito, foi identificada a presen&ccedil;a de edema e hiperemia gengival, halitose e secre&ccedil;&atilde;o purulenta pr&oacute;xima &agrave; regi&atilde;o dos molares inferiores &agrave; direita<sup>13</sup>. Ap&oacute;s orienta&ccedil;&otilde;es sobre higiene bucal e alimenta&ccedil;&atilde;o, foram ministrados &agrave; paciente analg&eacute;sicos para o controle da dor, suspens&atilde;o do tratamento com bisfosfonatos e encaminhamento a um cirurgi&atilde;o-dentista especializado, que promoveu a extra&ccedil;&atilde;o de todos os elementos dent&aacute;rios, seguida de oxigena&ccedil;&atilde;o hiperb&aacute;rica e antibioticoterapia<sup>13</sup>. Conforme os autores, as les&otilde;es &oacute;sseas metast&aacute;ticas, assim como as dosagens s&eacute;ricas de marcadores tumorais espec&iacute;ficas, continuam est&aacute;veis, por&eacute;m a paciente queixa-se de dores &oacute;sseas difusas<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santos et al.<sup>14</sup> (2008) publicaram caso de uma paciente de 69 anos diagnosticada com mieloma m&uacute;ltiplo e que foi submetida a tratamento com bisfosfonatos durante nove meses (Zometa 4 mg/m&ecirc;s). Como descrito pelos autores, a paciente apresentava periodontite em v&aacute;rios dentes e exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea na regi&atilde;o do tr&iacute;gono retromolar &agrave; direita, com 0,2 mm de di&acirc;metro. Em uma primeira interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, o osso necr&oacute;tico foi removido quarenta dias ap&oacute;s a interrup&ccedil;&atilde;o da quimioterapia e do tratamento com bisfosfonatos<sup>14</sup>. N&atilde;o havendo repara&ccedil;&atilde;o tecidual na &aacute;rea removida, uma segunda cirurgia foi realizada 45 dias ap&oacute;s a primeira com o objetivo, segundo os autores, de decorticar o osso exposto e arredondar as bordas cortantes, facilitando a coapta&ccedil;&atilde;o das bordas gengivais<sup>14</sup>. Conforme descrito, ap&oacute;s essas interven&ccedil;&otilde;es houve reparo tecidual e a mucosa permaneceu &iacute;ntegra durante o per&iacute;odo de acompanhamento<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Entre fevereiro de 2001 e novembro de 2003, 63 casos de osteonecrose dos maxilares relacionados com terapias a base de bisfosfonatos foram observados por Ruggiero et al.<sup>15</sup> (2004). Desses, 56 foram submetidos ao tratamento via intravenosa (pamidronato 90 mg e &aacute;cido zoledr&ocirc;nico 4 mg) e sete via oral<sup>15</sup>. O grupo de pacientes observado dividia-se entre 39 do sexo feminino e 24 do sexo masculino, com idade entre 43 e 89 anos. Os diagn&oacute;sticos mais comuns associados com a osteonecrose dos maxilares foram mieloma m&uacute;ltiplo, com 44% dos casos; c&acirc;ncer de mama, com 32% dos casos; osteoporose, representando 13% dos casos, e c&acirc;ncer de pr&oacute;stata, 5%<sup>15</sup>. O perfil da maioria dos bisfosfonatos utilizados com o grupo observado correspondia a pamidronato (57%) e &aacute;cido zoledr&ocirc;nico (31%)<sup>15</sup>. A osteonecrose manifestou-se na maxila em 24 dos pacientes (38%), sendo 19 de forma unilateral e 5 bilateral<sup>15</sup>. J&aacute; a osteonecrose de mand&iacute;bula desenvolveu-se em quarenta pacientes (63%), dos quais 37 de forma unilateral e 3 bilateral<sup>15</sup>. Tais percentuais se apresentam dessa forma porque em um dos pacientes acompanhados foi observada osteonecrose nos quatro hemiarcos. Interessante observar que 54 dos 63 pacientes acompanhados pelo estudo haviam sido submetidos a cirurgias dentoalveolares ou exodontias durante o tratamento com bisfosfonatos. A respeito do tratamento, a maioria dos pacientes foi tratada com debridamento m&iacute;nimo sob anestesia local e sequestrectomia, ou seja, remo&ccedil;&atilde;o do osso necrosado, sendo que em nenhum dos pacientes houve cicatriza&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es<sup>15</sup>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Relato de caso</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paciente de 42 anos, leucoderma, g&ecirc;nero feminino, diagnosticada h&aacute; oito anos com carcinoma ductal invasor da mama. O estadiamento sist&ecirc;mico demonstrou a presen&ccedil;a de met&aacute;stases &oacute;sseas m&uacute;ltiplas e uma &uacute;nica les&atilde;o hep&aacute;tica. Iniciou tratamento quimioter&aacute;pico com o regime FAC (fluorouracil, doxorrubicina, ciclofosfamida) no total de seis ciclos administrados a cada 21 dias; na sequ&ecirc;ncia recebeu citrato de tamoxifeno na dose oral de 20 mg ao dia. Permaneceu com a doen&ccedil;a controlada e assintom&aacute;tica durante quatro anos. Ap&oacute;s esse per&iacute;odo, evoluiu com dores, aumento da fosfatase alcalina s&eacute;rica e novos pontos de hipercapta&ccedil;&atilde;o na cintilografia &oacute;ssea com tecn&eacute;sio, caracterizando n&iacute;tida progress&atilde;o da patologia. Nesse momento, iniciou-se com quimioterapia sist&ecirc;mica com a medica&ccedil;&atilde;o paclitaxel na dose de 175 mg/m<sup>2</sup> a cada 21 dias, no total de oito ciclos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com esse tratamento os exames mostraram remiss&atilde;o completa da les&atilde;o hep&aacute;tica, queda dos n&iacute;veis da fosfatase alcalina e resolu&ccedil;&atilde;o da dor &oacute;ssea. Sendo a doen&ccedil;a horm&ocirc;nio dependente e a paciente pr&eacute;-menop&aacute;usica, optou-se por ooforectomia bilateral. No mesmo momento se iniciou o uso de &aacute;cido zoledr&ocirc;nico na dose de 4 mg, dilu&iacute;da em 100 mL de soro fisiol&oacute;gico e infundido num per&iacute;odo de 15min com ciclos a cada 28 dias, com o intuito de controlar as dores &oacute;sseas e reduzir eventos esquel&eacute;ticos (risco de fraturas patol&oacute;gicas). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s quatro anos do uso cont&iacute;nuo de bisfosfonatos, evoluiu com quadro de dor na cavidade oral e halitose. Em uma primeira avalia&ccedil;&atilde;o realizada pelo seu cirurgi&atilde;o-dentista de confian&ccedil;a, evidenciaramse quadro de halitose e uma pequena &aacute;rea leucopl&aacute;sica de, aproximadamente, 1 cm na maxila, junto ao rebordo residual esquerdo, correspondente &agrave; regi&atilde;o de canino. O profissional odontol&oacute;gico receitou-lhe anti-inflamat&oacute;rio n&atilde;o esteroidal (cetoprofeno 100 mg de 8/8h). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s duas semanas, a paciente retornou ao consult&oacute;rio odontol&oacute;gico referindo piora do quadro &aacute;lgico. Ao exame cl&iacute;nico, apresentava ulcera&ccedil;&atilde;o da mucosa e exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea. Ainda sem uma elucida&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, a paciente retornou ao oncologista, o qual optou por suspens&atilde;o do tratamento com &aacute;cido zoledr&ocirc;nico e encaminhamento a um cirurgi&atilde;o bucomaxilofacial. Nesse momento, apresentava osso necr&oacute;tico na maxila, lado esquerdo, junto ao rebordo residual, regi&atilde;o de canino, pr&eacute;-molares e molares (<a href="#fig01">Fig. 1</a>). Exames radiogr&aacute;ficos revelaram hipodensidade &oacute;ssea. Al&eacute;m da interrup&ccedil;&atilde;o do uso de bisfosfonatos, o tratamento institu&iacute;do foi antibioticoterapia (ciprofloxacino 500 mg de 12/12h), debridamento cir&uacute;rgico e medidas t&oacute;picas de higiene oral com colut&oacute;rio a base de clorexidina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com essas medidas, houve uma melhora sintom&aacute;tica, principalmente da dor e da halitose, por&eacute;m sem regress&atilde;o da les&atilde;o j&aacute; estabelecida. A paciente veio a falecer, aproximadamente, 18 meses ap&oacute;s a suspens&atilde;o da terapia com bisfosfonatos em virtude da progress&atilde;o da doen&ccedil;a no f&iacute;gado e consequente fal&ecirc;ncia hep&aacute;tica. Durante esses 18 meses, necessitou de acompanhamento odontol&oacute;gico especializado, visando controlar poss&iacute;veis infec&ccedil;&otilde;es oriundas do ac&uacute;mulo de placa bacteriana.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v16n2/a21fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O relato descreve uma situa&ccedil;&atilde;o que poder&aacute; se tornar cada vez mais frequente, considerando o aumento da indica&ccedil;&atilde;o do uso de bisfosfonatos no tratamento do c&acirc;ncer e a maior sobrevida dos pacientes acometidos por essa patologia. Da mesma forma, o c&acirc;ncer tem sido considerado por muitos uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, acarretando, assim, uma exposi&ccedil;&atilde;o prolongada a essa classe de medicamentos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento t&atilde;o logo a suspeita do diagn&oacute;stico foi estabelecida teve contribui&ccedil;&atilde;o decisiva no intuito de evitar sequelas maiores &agrave; paciente. Da&iacute; a import&acirc;ncia do alto n&iacute;vel de suspeita para essa patologia em todos os pacientes que estejam em uso de bisfosfonatos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O caso descrito demonstra que o tempo prolongado de uso de bisfosfonatos, principalmente quando este ultrapassa os dois anos, apresenta-se como um fator de risco adicional. Como a suspeita do diagn&oacute;stico foi precoce e somada &agrave; r&aacute;pida interven&ccedil;&atilde;o e &agrave; imediata suspens&atilde;o do medicamento, conseguiu-se propiciar uma boa qualidade de vida &agrave; paciente, sem sintomas e sem fistula&ccedil;&atilde;o com a fossa nasal, por&eacute;m com uma incompleta cicatriza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o. Apesar de mantida a qualidade de vida da paciente, ficou evidente a queda dos n&iacute;veis de socializa&ccedil;&atilde;o e da autoestima. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os casos elencados anteriormente na revis&atilde;o de literatura, como tamb&eacute;m o apresentado por este estudo, s&atilde;o uma amostra do j&aacute; consider&aacute;vel n&uacute;mero de relatos que buscam relacionar o uso de bisfosfonatos, principalmente pamidronato e &aacute;cido zoledr&ocirc;nico, com o desenvolvimento de osteonecrose dos maxilares, especialmente em pacientes submetidos a exodontias ou cirurgias dentoalveolares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, percebe-se que a preven&ccedil;&atilde;o por meio da realiza&ccedil;&atilde;o de exames cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos, tanto por parte do m&eacute;dico oncologista como por um cirurgi&atilde;o-dentista, anteriormente e durante o tratamento com bisfosfonatos, &eacute; a melhor forma de inibir tais altera&ccedil;&otilde;es, principalmente quando esses f&aacute;rmacos forem administrados via intravenosa. Como existe a suspeita de que o uso cr&ocirc;nico de bisfosfonatos associado a traumas pode desencadear infec&ccedil;&otilde;es orais, exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e progress&atilde;o para uma futura osteonecrose dos maxilares, torna-se indispens&aacute;vel que haja um sinergismo entre esses profissionais de sa&uacute;de, com o intuito de informar ao paciente o risco-benef&iacute;cio de cada procedimento a ser realizado, como tamb&eacute;m as complica&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis desse tratamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Migliorati et al.<sup>16</sup> (2008) orientam que todos os pacientes que necessitem come&ccedil;ar o tratamento com bisfosfonatos por via intravenosa devem ser analisados anteriormente e acompanhados durante a terapia por um cirurgi&atilde;o-dentista, como tamb&eacute;m aqueles pacientes que iniciarem o tratamento via oral. Como a incid&ecirc;ncia de osteonecrose dos maxilares antes dos seis meses de tratamento &eacute; baixa, a realiza&ccedil;&atilde;o de todos os procedimentos dent&aacute;rios necess&aacute;rios anteriormente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o desses medicamentos torna-se fundamental para a diminui&ccedil;&atilde;o do risco de desenvolvimento da patologia. As consultas pr&eacute;vias ao cirurgi&atilde;o-dentista devem ter como objetivo a elimina&ccedil;&atilde;o total de qualquer poss&iacute;vel foco de infec&ccedil;&atilde;o, buscando a diminui&ccedil;&atilde;o do ac&uacute;mulo de placa bacteriana, controle das inflama&ccedil;&otilde;es periodontais, elimina&ccedil;&atilde;o de c&aacute;ries e restaura&ccedil;&otilde;es deficientes, perfeito ajuste de pr&oacute;teses mal-adaptadas e orienta&ccedil;&otilde;es para uma higiene bucal adequada16. J&aacute; em pacientes nos quais os bisfosfonatos j&aacute; venham sendo ministrados, a principal orienta&ccedil;&atilde;o &eacute; evitar, sempre que poss&iacute;vel, exodontias e, quando realmente necess&aacute;rias, devem ser feitas procurando causar traumas m&iacute;nimos<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como observado em alguns estudos<sup>2,9,14</sup>, por se tratar de uma patologia pouco conhecida, a osteonecrose dos maxilares n&atilde;o possui ainda um tratamento baseado em orienta&ccedil;&otilde;es padronizadas. Ressec&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas, sequestrectomia, debridamentos locais da ferida, oxigena&ccedil;&atilde;o hiperb&aacute;rica e antibioticoterapia s&atilde;o as abordagens mais citadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento com bisfosfonatos, buscando o objetivo de delimitar as &aacute;reas necrosadas e posterior recupera&ccedil;&atilde;o tecidual, parece mostrarse ineficaz. Isso ocorre pelo fato de o medicamento permanecer por um longo per&iacute;odo no organismo. Tal decis&atilde;o deve ser amplamente discutida pelos profissionais envolvidos, buscando suas vantagens e desvantagens, j&aacute; que, na maioria dos casos, a sobrevida dos pacientes est&aacute; associada &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da terapia. Um procedimento a ser seguido poderia ser a substitui&ccedil;&atilde;o do medicamento quando poss&iacute;vel, tendo como op&ccedil;&atilde;o o clodronato.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os pacientes oncol&oacute;gicos estar&atilde;o cada vez mais expostos aos bisfosfonatos em raz&atilde;o da crescente cronicidade do c&acirc;ncer. O alto n&iacute;vel de suspeita para a osteonecrose dos maxilares deve ser empregado em todos os indiv&iacute;duos que fazem uso dessa classe de medicamentos. O tempo prolongado de tratamento com o f&aacute;rmaco apresenta-se como um fator de risco adicional. Pacientes que ser&atilde;o submetidos ao tratamento com bisfosfonatos dever&atilde;o, primeiramente, passar por consultas pr&eacute;vias com cirurgi&otilde;esdentistas com o intuito de eliminar todo e qualquer foco infeccioso. Pacientes que j&aacute; venham sendo tratados com bisfosfonatos, como tamb&eacute;m aqueles que j&aacute; finalizaram a terapia, devem evitar ao m&aacute;ximo exodontias ou qualquer outro procedimento traum&aacute;tico em maxila e mand&iacute;bula. A associa&ccedil;&atilde;o entre a interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento com bisfosfonatos e uso de antibioticoterapia &eacute; o m&eacute;todo mais utilizado visando ao controle da enfermidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Rang HP, Dale MM, Ritter JM, Moore PK. Farmacologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=148210&pid=S1413-4012201100020002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Gegler A, Cherubini K, Figueiredo MAZ, Yurgel LS, Azambuja AA. Bisfosfonatos e osteonecrose maxilar: revis&atilde;o de literatura e relato de dois casos. Rev Bras Cancerol 2006; 52(1):25-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Neo J, Chew CL, Yap A, Sidhu S. Clinical evaluation of tooth-colored materials in cervical lesions. Am J Dent. 1996; 9(1):15-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Grippo JO. Abfractions: a new classification of hard tissue lesions of teeth. J Esthet Dent 1991; 3(1):14-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Ruggiero SL, Gralow J, Marx RE, Hoff AO, Schubert MM, Huryn JM, et al. Practical guidelines for the prevention, diagnosis and treatment of osteonecrosis of the jaw in patients with cancer. J Clin Oncol Prac 2006; 2:7-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Marx RE, Sawatari Y, Fortin M, Broumand V. Bisphosphonate- induced exposed bone (osteonecrosis/osteopetrosis) of the jaws: risk factors, recognition, prevention, and treatment. J Oral Maxillofac Surg 2005; 63(11):1567-75.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Bagan JV, Murillo J, Jimenez Y, Poveda R, Milian MA, Sanchis JM, et al. Avascular jaw osteonecrosis in association with cancer chemotherapy: series of 10 cases. J Oral Pathol Med 2005; 34:120-3.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Migliorati CA. Bisphosphonates and oral cavity avascular bone necrosis. J Clin Oncol 2003; 21(22):4253-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Martins MAT, Giglio A, Martins MD, Pavesi VCS, Lascala CA. Osteonecrose dos maxilares associada ao uso de bisfosfonatos: importante complica&ccedil;&atilde;o do tratamento oncol&oacute;gico. Rev Bras Hematol Hemoter 2009; 31(1):41-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Durie BG, Katz M, Crowley J. Osteonecrosis of the jaw and bisphosphonates. N Engl J Med 2005; 353(1):99-102. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Melo AC, Bastos M, Bastos MR, Loureiro AS, Ara&uacute;jo SS. Osteonecrose da mand&iacute;bula em paciente portador de mieloma m&uacute;ltiplo: patologia secund&aacute;ria ao uso do pamidronato. Rev Bras Hematol Hemoter 2005; 27(3): 221-2. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Lima CA, Torres LR, Gualdani LM, Narciso-Schiavon JL, Schiavon LL, Latorre LC, et al. Buzzoleti FC. Les&atilde;o l&iacute;tica de mand&iacute;bula em mulher com mieloma m&uacute;ltiplo usu&aacute;ria de bisfosfonato. Rev Bras Reumatol 2008; 48(1):59-61.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Moura VPT, Fonseca SM, Guti&eacute;rrez MGR. Cuidando de paciente com c&acirc;ncer de mama e osteonecrose mandibular induzida por bisfostonato: relato de experi&ecirc;ncia. Acta paul enferm. 2009; 22(1):89-92.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Santos PSS, Gambirazi LM, Felix VB, Magalh&atilde;es MHCG. Osteonecrose maxilar em pacientes portadores de doen&ccedil;as neopl&aacute;sicas sob uso de bisfosfonatos. Rev Bras Hematol Hemoter 2008; 30(6):501-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Ruggiero SL, Mehrotra B, Rosemberg TJ, Engroff SL. Osteonecrosis of the jaws associated with the use of bisphosphonates: a rewiew of 63 cases. J Oral Maxillofac Surg 2004; 62(5):527-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Migliorati CA, Casiglia J, Epstein J, Jacobsen PL, Siegel MA, Woo SB. Managing the care of patients with bisphosphonates- associated osteonecrosis: an American Academy of Oral Medicine position paper. J Am Dent Assoc 2005; 136(12):1658-68.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v16n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Anderson Cesar Dotto    <br>   Rua S&atilde;o Gabriel, 165/402, Centro    <br>   96820-540 Santa Cruz do Sul - RS</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:andersondotto@hotmail.com" target="_blank">andersondotto@hotmail.com</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 09.07.2010    <br> Aceito: 05.04.2011</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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