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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da percepção e da experiência dos cirurgiões-dentistas da rede municipal de Pelotas/RS no atendimento aos portadores de fissuras labiopalatais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: to investigate the perception and the experience of dentists from the public service of Pelotas/ RS regarding the care for cleft lip and palate patients. Methods: forty three professionals from Basic Health Units, from Pelotas - RS, answered a questionnaire about professional practice, experience in the treatment of patients with cleft lip and palate and specific knowledge about the malformation. Results: it was observed that 37.2% of professionals treated cleft lip and palate patients and 67.4% would perform the proper dental treatment required; although 32.6% of the surveyed would recommend specialized professionals due to lack of knowledge on the subject; the majority of professional answered correctly the questions about specific knowledge, but 74.4% did not know the food habits in first age of life. About the existence of Centers of Multidisciplinary Rehabilitation for cleft lip and palate patients to know a center in Brazil and in Rio Grande do Sul, respectively 60.5% and 11.6% related to know this kind of centers. Conclusion: an important part of the professionals involved in this study (87,5%) had experience in treating patients with special needs, among them patients with cleft lip and palate. The congenital malformation was not an impediment to the realization of basic clinical procedures, but it was found lack of information on the subject. It is suggested that departments make available training to dentists from public services, considering that guidance to parents about oral hygiene in the region of the cleft, nutritional counseling and information about the rehabilitation process are important in primary health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o e da experi&ecirc;ncia dos cirurgi&otilde;es-dentistas da rede municipal de Pelotas/RS no atendimento aos portadores de fissuras labiopalatais</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Evaluation of perception and experience of dentists in the municipal network of Pelotas/RS in attendance of cleft lip and palate patients</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Makelen Mendes<sup>I</sup>; Michele Martins Silveira<sup>I</sup>; Francine dos Santos Costa<sup>I</sup>; Lisandrea Rocha Schardosim<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;s-dentistas graduadas pela Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas - RS, Brasil    <br> <sup>II</sup> Doutora em Estomatologia Cl&iacute;nica. Professora das Unidades de Cl&iacute;nica Infantil. Departamento de Odontologia Social e Preventiva, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Pelotas - RS, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objetivo: investigar a percep&ccedil;&atilde;o e a experi&ecirc;ncia dos cirurgi&otilde;es-dentistas da rede municipal de sa&uacute;de de Pelotas no atendimento a portadores de fissuras labiopalatais. M&eacute;todos: participaram do censo 43 profissionais de Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Pelotas - RS, os quais responderam a um question&aacute;rio sobre atua&ccedil;&atilde;o profissional, experi&ecirc;ncia no atendimento a pacientes portadores de fissura labiopalatal e conhecimento espec&iacute;fico sobre a malforma&ccedil;&atilde;o. Resultados: constatou-se que 37,2% dos profissionais atenderam pacientes portadores de fissura e 67,4% fariam o tratamento odontol&oacute;gico adequado, por&eacute;m 32,6% dos pesquisados os encaminhariam a profissionais especializados por falta de conhecimento no assunto. A maioria dos profissionais respondeu adequadamente &agrave;s quest&otilde;es de conhecimento espec&iacute;fico, mas 74,4% desconheciam o padr&atilde;o alimentar cariog&ecirc;nico no primeiro ano de vida. Foi relatado que 60,5% dos profissionais conheciam algum centro de aten&ccedil;&atilde;o multidisciplinar para reabilita&ccedil;&atilde;o de portadores de fissuras no Brasil, e 11,6% no Rio Grande do Sul. Conclus&atilde;o: parcela importante dos profissionais envolvidos neste estudo (87,5%) teve experi&ecirc;ncia no atendimento a pacientes com necessidades especiais, entre eles, pacientes portadores de fissuras labiopalatais. A malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita n&atilde;o foi impedimento para a realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos cl&iacute;nicos b&aacute;sicos, por&eacute;m, constatou-se falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o tema. Sugere-se que os servi&ccedil;os disponibilizem capacita&ccedil;&otilde;es aos cirurgi&otilde;es-dentistas da rede p&uacute;blica, tendo em vista que orienta&ccedil;&otilde;es aos pais sobre os cuidados com a higiene bucal na regi&atilde;o da fissura, aconselhamento alimentar e informa&ccedil;&otilde;es sobre o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Fenda labial. Fissura palatina. Percep&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objective: to investigate the perception and the experience of dentists from the public service of Pelotas/ RS regarding the care for cleft lip and palate patients. Methods: forty three professionals from Basic Health Units, from Pelotas - RS, answered a questionnaire about professional practice, experience in the treatment of patients with cleft lip and palate and specific knowledge about the malformation. Results: it was observed that 37.2% of professionals treated cleft lip and palate patients and 67.4% would perform the proper dental treatment required; although 32.6% of the surveyed would recommend specialized professionals due to lack of knowledge on the subject; the majority of professional answered correctly the questions about specific knowledge, but 74.4% did not know the food habits in first age of life. About the existence of Centers of Multidisciplinary Rehabilitation for cleft lip and palate patients to know a center in Brazil and in Rio Grande do Sul, respectively 60.5% and 11.6% related to know this kind of centers. Conclusion: an important part of the professionals involved in this study (87,5%) had experience in treating patients with special needs, among them patients with cleft lip and palate. The congenital malformation was not an impediment to the realization of basic clinical procedures, but it was found lack of information on the subject. It is suggested that departments make available training to dentists from public services, considering that guidance to parents about oral hygiene in the region of the cleft, nutritional counseling and information about the rehabilitation process are important in primary health.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Cleft lip. Cleft palate. Perception.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Respons&aacute;veis por 11,2% dos &oacute;bitos e segunda maior causa de mortalidade infantil<sup>2</sup>, as malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas podem ser conceituadas como malforma&ccedil;&otilde;es estruturais presentes ao nascimento, ocorridas durante a vida intrauterina<sup>2</sup>. Dentre as malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas craniofaciais, as fissuras labiopalatais s&atilde;o as mais comuns, destacando-se pela sua alta incid&ecirc;ncia, a qual est&aacute; estimada em um caso a cada seiscentos a setecentos nascimentos<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A aus&ecirc;ncia de integridade estrutural e anat&ocirc;mica apresenta grande relev&acirc;ncia no desenvolvimento funcional do sistema estomatogn&aacute;tico dos portadores de fissuras labiopalatais, podendo acarretar dificuldades para suc&ccedil;&atilde;o, degluti&ccedil;&atilde;o, mastiga&ccedil;&atilde;o, respira&ccedil;&atilde;o, fona&ccedil;&atilde;o e audi&ccedil;&atilde;o. Esses comprometimentos salientam a import&acirc;ncia de conhecimentos referentes &agrave; assist&ecirc;ncia desses pacientes pela equipe de sa&uacute;de<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave; sa&uacute;de bucal, os pacientes portadores de fissura apresentam-se mais suscet&iacute;veis a altera&ccedil;&otilde;es bucais<sup>5</sup>, sendo as anomalias dent&aacute;rias e maloclus&otilde;es as mais prevalentes<sup>6</sup>. Essas altera&ccedil;&otilde;es constituem fatores de risco determinantes para o incremento da doen&ccedil;a c&aacute;rie, por dificultarem a higiene bucal. Associadas a essas, outros fatores de risco tamb&eacute;m devem ser considerados, tais como h&aacute;bitos alimentares cariog&ecirc;nicos decorrentes das necessidades nutricionais, limita&ccedil;&otilde;es decorrentes da cirurgia reparadora que dificulta a higieniza&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o de aparelhos ortod&ocirc;nticos e prot&eacute;ticos, bem como fatores psicol&oacute;gicos que refletem atitudes permissivas dos pais<sup>7</sup>. Al&eacute;m disso, possuem alta preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as periodontais e traumatismos dent&aacute;rios<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando as comorbidades progn&oacute;sticas referidas e a maior incid&ecirc;ncia dessa malforma&ccedil;&atilde;o em indiv&iacute;duos com baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico<sup>7,9</sup>, torna-se clara a relev&acirc;ncia desse grupo de defeitos cong&ecirc;nitos para a sa&uacute;de p&uacute;blica. O atendimento aos portadores de fissuras, por requerer aten&ccedil;&atilde;o em todos os n&iacute;veis de complexidade, imp&otilde;e a necessidade de um trabalho integrado da equipe de sa&uacute;de. Os servi&ccedil;os devem se organizar para ofertar atendimento priorit&aacute;rio no &acirc;mbito da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, devendo haver unidades de refer&ecirc;ncia especializadas e hospitalares para os casos de maior complexidade<sup>10</sup>. Todos os membros da equipe de sa&uacute;de devem estar preparados para fornecer aten&ccedil;&atilde;o adequada, orienta&ccedil;&otilde;es e encaminhamentos, al&eacute;m de dar seguimento a cuidados rotineiros na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica<sup>11</sup>, visto que os cuidados com a crian&ccedil;a portadora de fissura devem ser implementados desde os primeiros meses de vida<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, o objetivo deste estudo &eacute; investigar a percep&ccedil;&atilde;o e a experi&ecirc;ncia dos cirurgi&otilde;es-dentistas da rede municipal de sa&uacute;de de Pelotas no atendimento a portadores de fissuras labiopalatais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Metodologia</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este estudo observacional do tipo transversal caracterizou-se por um censo envolvendo 53 cirurgi&otilde;es- dentistas (CDs) da rede municipal de sa&uacute;de da cidade de Pelotas - RS. A pesquisa recebeu parecer favor&aacute;vel do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (parecer n&ordm; 042/2007) e da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de para a execu&ccedil;&atilde;o. Para a sua realiza&ccedil;&atilde;o, cada entrevistado assinou o termo de consentimento livre e esclarecido concordando em participar da pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o dos profissionais foi realizada por meio de um question&aacute;rio contendo 16 quest&otilde;es de escolha simples referentes &agrave; atua&ccedil;&atilde;o profissional, experi&ecirc;ncia no atendimento a pacientes portadores de fissura labiopalatal e conhecimento espec&iacute;fico sobre a malforma&ccedil;&atilde;o. As seis quest&otilde;es de conhecimento espec&iacute;fico contemplavam etiologia, risco &agrave; c&aacute;rie, risco &agrave; doen&ccedil;a periodontal, altera&ccedil;&otilde;es bucais, padr&atilde;o alimentar no primeiro ano de vida e idade ideal para corre&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica do l&aacute;bio (queiloplastia) e palato (palatoplastia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, foi realizado um estudo piloto com dez cirurgi&otilde;es-dentistas e professores do curso de Odontologia da UFPel, tendo em vista a necessidade de adequa&ccedil;&atilde;o do instrumento da pesquisa. Algumas quest&otilde;es utilizadas foram previamente testadas em outro estudo<sup>13</sup>. Os question&aacute;rios foram entregues em m&atilde;os aos cirurgi&otilde;es-dentistas e eram recolhidos imediatamente ap&oacute;s o preenchimento ou entregues &agrave;s pesquisadoras posteriormente, conforme solicita&ccedil;&atilde;o do profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados e as frequ&ecirc;ncias obtidas neste estudo foram gerados em uma planilha do Microsoft Excel e observados por meio de estat&iacute;stica descritiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 53 profissionais atuantes no servi&ccedil;o p&uacute;blico, 43 (81,1%) responderam ao question&aacute;rio. Oito profissionais (15,1%) n&atilde;o participaram por estarem em f&eacute;rias, licen&ccedil;a ou por n&atilde;o entregarem o instrumento de coleta em tempo h&aacute;bil e dois se recusaram a participar da pesquisa. A distribui&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es- dentistas de acordo com a caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra est&aacute; disposta na <a href="#tab01">Tabela 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n2/a13tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es-dentistas de acordo com a experi&ecirc;ncia no atendimento aos pacientes portadores de fissuras labiopalatais est&aacute; disposta na <a href="#tab02">Tabela 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n2/a13tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre os 27 profissionais que n&atilde;o atenderam pacientes portadores de fissura labiopalatal, 24 (55,8%) informaram que n&atilde;o tiveram oportunidade e tr&ecirc;s (7,0%) optaram por encaminh&aacute;-los.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma parcela importante da amostra (32,6%) relatou que daria as orienta&ccedil;&otilde;es pertinentes aos pais, embora preferisse encaminhar a um servi&ccedil;o ou profissional especializado. Nesse caso, a Faculdade de Odontologia de Pelotas e o Servi&ccedil;o Buco-Maxilo-Facial do Hospital da Santa Casa de Pelotas foram os servi&ccedil;os mais citados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n2/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais participantes do estudo foram tamb&eacute;m questionados quanto ao conhecimento acerca da exist&ecirc;ncia de centros de aten&ccedil;&atilde;o multidisciplinar para a reabilita&ccedil;&atilde;o de portadores de fissuras no Brasil. Nas respostas, 26 deles (60,5%) citaram o Hospital de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Anomalias Craniofaciais (HRAC &ndash; Bauru - SP), Centro Pr&oacute;-Sorriso da Universidade de Alfenas (MG), Centrinho Prefeito Lu&iacute;s Gomes (Joinville - SC,) e Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Labiopalatal (CAIF &ndash; Curitiba - PR). Os demais profissionais relataram desconhecer a exist&ecirc;ncia de centros de reabilita&ccedil;&atilde;o. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; exist&ecirc;ncia de centros de sten&ccedil;&atilde;o multiprofissional no estado do Rio Grande do Sul, apenas cinco profissionais (11,6%) citaram a Funda&ccedil;&atilde;o para a Reabilita&ccedil;&atilde;o das Deformidades Craniofaciais (Fundef), situada em Lajeado - RS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil dos profissionais que atenderam pacientes portadores de fissura labiopalatal, 62,5% eram cl&iacute;nicos-gerais, formados h&aacute; mais de 15 anos (50%) e em quase 70% dos casos o atendimento ocorreu no servi&ccedil;o p&uacute;blico (68,8%).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o e da experi&ecirc;ncia dos cirurgi&otilde;es-dentistas da rede municipal de Pelotas no atendimento a pacientes portadores de fissuras labiopalatais permite que se tenha um perfil da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de bucal desses pacientes, assim como oferece subs&iacute;dios para a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os que os assiste.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Embora mais da metade dos profissionais entrevistados n&atilde;o tenha tido contato com pacientes portadores de fissura labiopalatal, uma parcela importante (37,2%) relatou ter tido experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica. Ainda, os resultados demonstraram que a procura pelo atendimento odontol&oacute;gico no servi&ccedil;o p&uacute;blico foi alta, fato que pode estar associado ao baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico dos portadores dessa malforma&ccedil;&atilde;o<sup>7,9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa n&atilde;o teve a pretens&atilde;o de avaliar conhecimentos aprofundados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s fissuras labiopalatais, muito menos discutir condutas cl&iacute;nicas. Dessa forma, as quest&otilde;es espec&iacute;ficas foram elaboradas para identificar o n&iacute;vel de conhecimentos b&aacute;sicos sobre a malforma&ccedil;&atilde;o. Quando questionados a respeito da etiologia das fissuras labiopalatais, a maioria dos entrevistados mostrou conhecimento a respeito, atribuindo &agrave;s fissuras causa multifatorial, ou seja, intera&ccedil;&atilde;o entre fatores gen&eacute;ticos e ambientais<sup>14,15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo alguns estudos encontrados na literatura<sup>6,8,16,17</sup>, os pacientes portadores de fissura apresentam maior risco &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria e &agrave; doen&ccedil;a periodontal se comparados a indiv&iacute;duos n&atilde;o portadores de fissura. Al&eacute;m disso, as altera&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias de forma, n&uacute;mero e posi&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o as altera&ccedil;&otilde;es bucais mais prevalentes nesses indiv&iacute;duos. A maioria dos cirurgi&otilde;es-dentistas deste estudo demonstrou conhecimento em rela&ccedil;&atilde;o ao risco &agrave; c&aacute;rie, &agrave; doen&ccedil;a periodontal e &agrave; presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es bucais presentes em indiv&iacute;duos portadores de fissuras. As justificativas relatadas pelos CDs para o risco ser maior foram atribu&iacute;das &agrave; escova&ccedil;&atilde;o deficiente, causada pelo receio dos pais na realiza&ccedil;&atilde;o da higiene bucal na regi&atilde;o da fissura, e &agrave; falta de conhecimento e de medidas preventivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fato de os profissionais demonstrarem conhecimento a respeito das altera&ccedil;&otilde;es bucais mais prevalentes nesse grupo de pacientes demonstra que a maioria dos cirurgi&otilde;es-dentistas est&aacute; ciente de que os mesmos pertencem a um grupo de risco para as doen&ccedil;as bucais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a literatura, os pacientes portadores de fissuras labiopalatais necessitam de uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais cal&oacute;rica no primeiro ano de vida devido &agrave;s necessidades nutricionais, para que possam ser submetidos &agrave;s cirurgias reparadoras. Al&eacute;m disso, as dificuldades em aceitar a malforma&ccedil;&atilde;o do filho e a culpa que sentem em rela&ccedil;&atilde;o ao seu nascimento desencadeiam atitudes permissivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o cariog&ecirc;nica<sup>7,18</sup>. Entretanto, a maioria (74,4%) dos profissionais entrevistados desconhece essas informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave;s etapas cir&uacute;rgicas de reabilita&ccedil;&atilde;o das fissuras labiopalatais, a primeira interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica no l&aacute;bio (queiloplastia) &eacute; realizada por volta dos tr&ecirc;s meses de idade, enquanto que a palatoplastia &eacute; realizada, em m&eacute;dia, aos 12 meses<sup>19</sup>. Quase metade dos cirurgi&otilde;es-dentistas (48,8%) demonstrou desconhecimento sobre esse tema, o que reflete diretamente nas orienta&ccedil;&otilde;es ofertadas aos pais da crian&ccedil;a portadora de fissura. Tendo em vista que o CD muitas vezes &eacute; o primeiro profissional procurado pela fam&iacute;lia<sup>7</sup>, essa constata&ccedil;&atilde;o pode refletir em encaminhamentos tardios para a reabilita&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, assim como prejudicar o desenvolvimento harm&ocirc;nico das estruturas faciais e a adapta&ccedil;&atilde;o dessa crian&ccedil;a &agrave; sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desconhecimento em rela&ccedil;&atilde;o a temas importantes na reabilita&ccedil;&atilde;o dos pacientes portadores de fissura, pelos profissionais deste estudo, principalmente relativo ao padr&atilde;o alimentar cariog&ecirc;nico, revela que n&atilde;o est&atilde;o adequadamente preparados para oferecer tais informa&ccedil;&otilde;es aos pais<sup>13,20</sup>. Essa constata&ccedil;&atilde;o corrobora os achados da literatura <sup>7,21,22</sup>, os quais revelaram que os familiares sentem-se insatisfeitos com as orienta&ccedil;&otilde;es recebidas dos profissionais de sa&uacute;de e t&ecirc;m necessidade de maiores informa&ccedil;&otilde;es a respeito dos cuidados b&aacute;sicos com o beb&ecirc; ao deixarem a maternidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fato de alguns profissionais optarem por encaminhar ou n&atilde;o atender esses pacientes pode ser reflexo da falta de experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica e inseguran&ccedil;a no atendimento aos pacientes portadores de necessidades especiais, o que justifica a necessidade de uma abordagem maior ao longo dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o<sup>23</sup>. Segundo alguns estudos,<sup>24, 25</sup> os estudantes de Odontologia apresentam conhecimento insufiinsuficiente em rela&ccedil;&atilde;o a aspectos relevantes das fissuras labiopalatais, comprovando a forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica deficiente, tanto te&oacute;rica como cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mais da metade dos cirurgi&otilde;es-dentistas entrevistados (60,5%) relatou ter conhecimento da exist&ecirc;ncia de centros de refer&ecirc;ncia multidisciplinar para a reabilita&ccedil;&atilde;o de pacientes portadores de fissura labiopalatal no Brasil, sendo um dos mais citados o Hospital de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Anomalias Craniofaciais (HRAC), em Bauru - SP. Esse resultado se destaca pela import&acirc;ncia atribu&iacute;da aos centros de reabilita&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, que oferecem orienta&ccedil;&atilde;o e encaminhamento aos pacientes &agrave; reabilita&ccedil;&atilde;o precoce e integral. A agilidade no processo de encaminhamento retarda o aparecimento de sequelas e diminui a ansiedade dos pais. Al&eacute;m disso, em todos os n&iacute;veis de cuidado em sa&uacute;de &eacute; imprescind&iacute;vel que ocorra a intera&ccedil;&atilde;o entre &aacute;reas profissionais, buscando oferecer assist&ecirc;ncia humanizada, resolutiva e de qualidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Concluiu-se que parcela importante dos profissionais envolvidos neste estudo (85,7%) teve experi&ecirc;ncia no atendimento a pacientes com necessidades especiais, entre eles, pacientes portadores de fissuras labiopalatais. A malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita n&atilde;o foi impedimento para a realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos cl&iacute;nicos b&aacute;sicos, por&eacute;m, constatou-se haver falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o tema. Sugere-se, nessa perspectiva, que os servi&ccedil;os disponibilizem capacita&ccedil;&otilde;es aos cirurgi&otilde;es-dentistas da rede p&uacute;blica, tendo em vista que orienta&ccedil;&otilde;es aos pais sobre os cuidados com a higiene bucal na regi&atilde;o da fissura, aconselhamento alimentar e informa&ccedil;&otilde;es sobre o processo de reabilita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Victora CG, Barros FC. Infant mortality due to perinatal causes in Brazil: trends, regional patterns and possible interventions. S&atilde;o Paulo Med J 2001; 119(1):33-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=160003&pid=S1413-4012201200020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Peres S; Lopes LD; Gomes RP. Fissuras l&aacute;bio-palatais: um enfoque gen&eacute;tico, ortod&ocirc;ntico e psicol&oacute;gico. Rev Inst Odontol Paul 1987; 5(1):1-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. World Health Organization. Human Genetics Programe. Global strategies to reduce the health-care burden of craniofacial abnormalities: report of WHO meetings on international collaborative research on craniofacial abnormalities. Geneva: World Health Organization; 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Mour&atilde;o D, Souza GS, Torres LVV, Vaz RN, Prado SG. Estudo sobre desenvolvimento fonol&oacute;gico em fissurados: implica&ccedil;&otilde;es na fala e linguagem. Rev Estudos 2006; 33(5/6):425-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Pedro RL, Tannure PN, Antunes LAA, Costa MC. Altera&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento dent&aacute;rio em pacientes portadores de fissuras de l&aacute;bio e/ou palato: Revis&atilde;o de literatura. Rev Odontol Univ Sao Paulo (Online) 2010; 22:65-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">6. Armada L, Dias LA, Tato NA, Alves MU. Preval&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es bucais em crian&ccedil;as portadoras de fendas labiopalatinas atendidas no Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto &ndash; RJ. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2005; 5(2):165- 70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Schardosim, LR; Nogueira, DA; Bosco, VL; Pereima, MJL. Beb&ecirc;s portadores de fissura labiopalatal: satisfa&ccedil;&atilde;o dos pais com as orienta&ccedil;&otilde;es recebidas dos profissionais. J B P Rev Ibero &ndash; Am Odontopediatr Odontol Beb&ecirc; 2004; 7(40):568-73. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Montandon EM, Duarte RC, Furtado PGC. Preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as bucais em crian&ccedil;as portadoras de fissuras labiopalatinas. J Bras Pediatr 2001; 4(17):68-73. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Cunha ECM, Fontana R, Fontana T, Silva WR, Moreira QVP, Garcias GL, et al. Antropometria e fatores de risco em rec&eacute;m- nascidos com fendas faciais. Rev Bras Epidemiol 2004; 7(4):417-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Caderno de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, n.17, 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Roda SR, Lopes VLGS. Aspectos odontol&oacute;gicos das fendas labiopalatinas e orienta&ccedil;&otilde;es para cuidados b&aacute;sicos. Rev Cienc Med 2008; 17(2):95-103. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Santos EC, Leite SGS, Santos SMC, Neves ZF, Passos XS, Silveira FFCF. An&aacute;lise qualitativa do padr&atilde;o alimentar de crian&ccedil;as portadoras de fissura de l&aacute;bio e/ou palato atendidas em um hospital de Goi&acirc;nia-GO. J Health Sci Inst 2011; 29(3):183-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Schardosim LR, Cherubini K, Nogueira DA, Czernay APC, Bosco VL. Percep&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista sobre as necessidades do paciente portador de fissura labiopalatal. J Bras Clin Odontol Int - Edi&ccedil;&atilde;oEspecial 2006; p. 01-04. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Capelozza Filho L, &Aacute;lvares ALG, Rossato C, Do Vale DMV, Janson GRP, Beltrami LER. Conceitos vigentes na etiologia das fissuras labiopalatinas. Rev Bras Cir 1988; 78(4):233-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Rocha R, Telles CS. O problema das fissuras l&aacute;biopalatais - diagn&oacute;stico e aspectos cl&iacute;nicos. RevSoc Bras Ortod 1990; 1(6):178-92. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">16. Neves ACC, Patroc&iacute;nio MC, Leme KP, Ul RT. Anomalias Dent&aacute;rias em Pacientes Portadores de Fissuras Labiopalatinas: Revis&atilde;o de literatura. Rev Biocienc 2002; 8(2):75-81. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Ahluwalia M, Brailsford SR, Tarelli E, Gilbert SC, Clark DT, Barnard K, et al. Dental caries, oral hygiene, and oral clearance in children with craniofacial disorders. J Dent Res 2004; 83(2):175-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Silveira JLGC, Weise CM. Representa&ccedil;&otilde;es Sociais das M&atilde;es de Crian&ccedil;as Portadoras de Fissuras Labiopalatinas sobre aleitamento. Pesq Bras Odontoped Clin Integr 2008, 8(2):215-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. HOSPITAL DE REABILITA&Ccedil;&Atilde;O DE ANOMALIAS CRANIOFACIAIS - HRAC. Protocolo de informa&ccedil;&otilde;es: Etapas terap&ecirc;uticas do processo de reabilita&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es labiopalatais. S&atilde;o Paulo: USP, 1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Dabed C, Cauvi C. Survey of dentist's experience with cleft palate children in Chile. Cleft Palate J 1998; 35(5):430-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Tomita NE, Fagote BF. Programa Educativo em Sa&uacute;de Bucal para Pacientes Especiais. Rev Odontol e Soc 1999; 1(1/2):45- 50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Young JL, O'Riordan M, Goldstein JA, Robin NH. What information do parents of newborns with cleft lip, palate, or both want to know? Cleft Palate J 2001; 38(10):55-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">23. Wolff AJ, Waldman B, Milano M, Perlman SP. Dental students' experience with and attitudes toward people with mental retardation. JADA 2004; 135(3):353-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Vallino LD, Lass NJ, Pannbacker M, Klaiman P, Miller P. Dental student's Knowledge of and Exposure to Cleft Palate. Cleft Palate J 1991; 28(2):169-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">25. Dias RB, Mattos BSC, Camara BS, Maia FAS, Coto NP. Fissuras Labiopalatinas: N&iacute;vel de conhecimento no curso de Odontologia. Rev Odontol Univ St Amaro 2001; 6(1/2):19-26.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v17n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Lisandrea Rocha Schardosim     <br> Rua Gon&ccedil;alves Chaves, 457 - Bairro Centro    <br>   96015-560 Pelotas/RS</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:lisandrears@hotmail.com" target="_blank">lisandrears@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 08/05/2012<br/> Aceito: 03/08/2012</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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