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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aumento de coroa clínica para restabelecimento das distâncias biológicas com finalidade restauradora - revisão da literatura]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: In clinical situations that involve subgingival finish line preparations, the restorative procedures may not be in agreement with the technical and biological standards. For a good prognosis, the dental treatment should be performed within mechanical, biological and aesthetic principles. Literature review: To meet these requirements the surgery for clinical crown increase has been widely used to re-establish the size of the clinical crown above the alveolar bone crest, allowing a better situation for the restorative treatment, for both direct and indirect restorations. Surgical procedures to increase the clinical crown include excision of soft tissue by gingivectomy and gingivoplasty or removal of bone through osteotomy and osteoplasty to reestablish the biologic width. Detailed history of the general health of the patient should be obtained prior to the surgery in order to promote an infection control. Final considerations: It is important to emphasize that precaution principles should be followed preoperatively, during surgery and also postoperatively, leading to clinical success.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Aumento de coroa cl&iacute;nica para restabelecimento das dist&acirc;ncias biol&oacute;gicas com finalidade restauradora &ndash; revis&atilde;o da literatura</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Periodontal surgery for biological width re-establishment with restorative purpose &ndash; literature review</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marcos Rissato<sup>I</sup>; Micheline Sandini Trentin<sup>II</sup>    <br></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;o-dentista graduado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo - RS    <br>   <sup>II</sup> Mestra em Periodontia pela Ulbra, especialista em Implantodontia e Doutora em Periodontia pela Unesp, professora Titular I da Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo - RS</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: em situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas nas quais se observam preparos com t&eacute;rminos subgengivais, nem sempre se consegue realizar procedimentos restauradores condizentes com o desejado pelos padr&otilde;es t&eacute;cnicos e biol&oacute;gicos. Para ser considerado satisfat&oacute;rio, todo o tratamento dent&aacute;rio deve obedecer a princ&iacute;pios mec&acirc;nicos, est&eacute;ticos e biol&oacute;gicos. Revis&atilde;o de literatura: para atender esses requisitos, a cirurgia de aumento de coroa cl&iacute;nica tem sido amplamente realizada, promovendo o aumento do tamanho da coroa cl&iacute;nica acima da crista &oacute;ssea alveolar, permitindo, assim, a realiza&ccedil;&atilde;o mais adequada de tratamentos restauradores, sejam por restaura&ccedil;&otilde;es diretas, sejam por meios prot&eacute;ticos. Os procedimentos cir&uacute;rgicos para aumento de coroa cl&iacute;nica compreendem a excis&atilde;o de tecidos moles atrav&eacute;s de gengivectomias e/ou gengivoplastias ou remo&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo atrav&eacute;s de osteotomias e osteoplastias (t&eacute;cnicas a retalho) visando o restabelecimento do espa&ccedil;o biol&oacute;gico, compreendido pelo epit&eacute;lio do sulco, epit&eacute;lio juncional e inser&ccedil;&atilde;o conjuntiva. Detalhada avalia&ccedil;&atilde;o do estado de sa&uacute;de geral do paciente deve ser feita previamente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento a fim de promover um melhor controle de infec&ccedil;&otilde;es. Considera&ccedil;&otilde;es finais: &eacute; importante salientar que existem cuidados a serem seguidos no pr&eacute;-operat&oacute;rio, durante o ato cir&uacute;rgico e tamb&eacute;m no p&oacute;s-operat&oacute;rio, culminando com o sucesso cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Espa&ccedil;o biol&oacute;gico. Osteotomia. Gengivectomia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introduction: In clinical situations that involve subgingival finish line preparations, the restorative procedures may not be in agreement with the technical and biological standards. For a good prognosis, the dental treatment should be performed within mechanical, biological and aesthetic principles. Literature review: To meet these requirements the surgery for clinical crown increase has been widely used to re-establish the size of the clinical crown above the alveolar bone crest, allowing a better situation for the restorative treatment, for both direct and indirect restorations. Surgical procedures to increase the clinical crown include excision of soft tissue by gingivectomy and gingivoplasty or removal of bone through osteotomy and osteoplasty to reestablish the biologic width. Detailed history of the general health of the patient should be obtained prior to the surgery in order to promote an infection control. Final considerations: It is important to emphasize that precaution principles should be followed preoperatively, during surgery and also postoperatively, leading to clinical success.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Gingivectomy. Osteotomy. Periodontium.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando ocorre a invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico, o organismo promove a reabsor&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo de sustenta&ccedil;&atilde;o para compensar o espa&ccedil;o perdido. Com isso, para que se obtenha &ecirc;xito no tratamento restaurador, sem que ocorram preju&iacute;zos ao tecido de sustenta&ccedil;&atilde;o, a cirurgia para o aumento de coroa cl&iacute;nica est&aacute; indicada. Comumente s&atilde;o encontradas margens cavit&aacute;rias subgengivais invadindo o espa&ccedil;o condizente ao espa&ccedil;o biol&oacute;gico (correspondentes ao epit&eacute;lio do sulco, epit&eacute;lio juncional e inser&ccedil;&atilde;o conjuntiva), sendo necess&aacute;ria, dessa forma, a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica para devolvermos as condi&ccedil;&otilde;es de normalidade aos tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o. Trist&atilde;o<sup>1</sup> (1992) estudou as dist&acirc;ncias biol&oacute;gicas atrav&eacute;s de an&aacute;lise histom&eacute;trica em humanos e, como resultado, obteve, para a m&eacute;dia da margem gengival ao topo da crista &oacute;ssea, a medida de 2,75 mm, variando entre 2,16 e 3,34 mm. Gargiulio et al<sup>2</sup>. (1961) realizaram um estudo histom&eacute;trico em animais e observaram um valor m&eacute;dio de 3,0 mm para as dist&acirc;ncia biol&oacute;gicas. Para que um tratamento restaurador n&atilde;o cause danos aos tecidos periodontais, o t&eacute;rmino do preparo deve estar localizado entre 3 a 4 mm da crista &oacute;ssea alveolar, preservando, dessa forma, a integridade do epit&eacute;lio juncional e inser&ccedil;&atilde;o conjuntiva. Nesse sentido a cirurgia de aumento de coroa cl&iacute;nica tem sido amplamente realizada por promover um aumento do tamanho da coroa cl&iacute;nica, permitindo, assim, melhor realiza&ccedil;&atilde;o de tratamentos restauradores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os procedimentos cir&uacute;rgicos para aumento de coroa cl&iacute;nica compreendem a excis&atilde;o ou de tecidos moles atrav&eacute;s de gengivectomias e gengivoplastias ou necessitando de remo&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo atrav&eacute;s de osteotomias e osteoplastias. A grande indica&ccedil;&atilde;o desse tipo de cirurgia &eacute; feita quando existe invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico, pois este &eacute; de grande import&acirc;ncia quando se almeja o sucesso, ou por ocasi&atilde;o de tratamento restaurador. Quando esse for invadido, ocorre reabsor&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo pelo organismo a fim de manter um espa&ccedil;o satisfat&oacute;rio condizente com a sa&uacute;de dos tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tanto, foi realizada revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica abordando as indica&ccedil;&otilde;es, contra indica&ccedil;&otilde;es e t&eacute;cnicas cir&uacute;rgicas para o aumento de coroa cl&iacute;nica com fins restauradores, revisando a literatura de autores consagrados na &aacute;rea, bem como artigos de peri&oacute;dicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Revis&atilde;o de literatura</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento dent&aacute;rio s&oacute; &eacute; considerado satisfat&oacute;rio quando respeitados os aspectos mec&acirc;nicos, biol&oacute;gicos e est&eacute;ticos, visando manter a integridade do tecido dental e a sa&uacute;de dos tecidos de suporte. Igualmente, objetiva-se ou procura-se sempre respeitar o espa&ccedil;o biol&oacute;gico, que consiste na dimens&atilde;o do periodonto compreendida da crista &oacute;ssea alveolar &agrave; margem gengival livre, caracterizando-se pelas estruturas bioanat&ocirc;micas do epit&eacute;lio sulcular, epit&eacute;lio juncional e inser&ccedil;&atilde;o conjuntiva<sup>3</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O espa&ccedil;o biol&oacute;gico tem por fun&ccedil;&atilde;o proteger os tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o do elemento dent&aacute;rio da agress&atilde;o bacteriana e suas toxinas, pois existe uma luta do organismo em manter sua integridade f&iacute;sica. Por isso quando ocorre a invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico ocorre uma migra&ccedil;&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o mais apical dessas estruturas<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em muitas situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, as condi&ccedil;&otilde;es ideais para a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento restaurador n&atilde;o est&atilde;o presentes, tendo o profissional que buscar alternativas no sentido de criar acesso &agrave; parede cervical da cavidade, a fim de possibilitar um campo operat&oacute;rio livre de contamina&ccedil;&atilde;o e umidade. Em situa&ccedil;&otilde;es em que isso ocorre, apenas procedimentos cir&uacute;rgico-periodontais podem promover condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis<sup>5</sup>. Dentre as op&ccedil;&otilde;es de procedimentos cir&uacute;rgico-periodontais que podem trazer benef&iacute;cios para o tratamento restaurador, pode-se destacar a cirurgia de aumento de coroa cl&iacute;nica. H&aacute; que se ressaltar, contudo, que, muitas vezes, o profissional deve aguardar um per&iacute;odo de cicatriza&ccedil;&atilde;o tecidual antes da realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento restaurador ou mesmo durante o ato cir&uacute;rgico e, com a exposi&ccedil;&atilde;o da cavidade, proceder &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Souza et al.<sup>6</sup> (2004), as restaura&ccedil;&otilde;es transcir&uacute;rgicas s&atilde;o procedimentos restauradores realizados em associa&ccedil;&atilde;o com procedimentos cir&uacute;rgico- periodontais. E s&atilde;o formas de conveni&ecirc;ncia os casos em que o acesso integral da les&atilde;o n&atilde;o pode ser efetuado de uma forma mais conservadora. Em cavidades que invadem o espa&ccedil;o biol&oacute;gico, a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, recuperando esse espa&ccedil;o, &eacute; de fundamental import&acirc;ncia para a obten&ccedil;&atilde;o de uma restaura&ccedil;&atilde;o adequada<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cirurgia para aumento de coroa cl&iacute;nica &eacute; indicada quando existir extensa destrui&ccedil;&atilde;o da coroa e/ou parte da raiz cujo remanescente receber&aacute; um tratamento restaurador direto ou indireto. Em casos de extrema destrui&ccedil;&atilde;o onde n&atilde;o seja poss&iacute;vel a reten&ccedil;&atilde;o do grampo do isolamento absoluto quando na necessidade de tratamento endod&ocirc;ntico ou ap&oacute;s extrus&otilde;es ortod&ocirc;nticas quando for necess&aacute;ria a remo&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo que acompanhou a erup&ccedil;&atilde;o adicional do elemento dental<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evolu&ccedil;&atilde;o das resinas compostas associada &agrave; melhoria dos sistemas de uni&atilde;o promoveu grandes avan&ccedil;os na odontologia restauradora, possibilitando a restaura&ccedil;&atilde;o de elementos extensamente destru&iacute;dos em apenas uma sess&atilde;o cl&iacute;nica. Quando associada a procedimentos cir&uacute;rgicos, essa pr&aacute;tica promove a restaura&ccedil;&atilde;o dos aspectos mec&acirc;nicos, biol&oacute;gico e est&eacute;ticos de uma forma mais vantajosa e mais r&aacute;pida<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As restaura&ccedil;&otilde;es transcir&uacute;rgicas t&ecirc;m o intuito de promover o restabelecimento funcional e est&eacute;tico, em menor tempo, preservando as dist&acirc;ncias biol&oacute;gicas e integridade dos tecidos periodontais<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico pode resultar em inflama&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica conduzindo &agrave; periodontite, podendo consequentemente evoluir para a perda do elemento dental. Dessa forma ocorre reabsor&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo alveolar como tentativa em restabelecer o espa&ccedil;o correspondente &agrave; inser&ccedil;&atilde;o conjuntiva<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As consequ&ecirc;ncias da invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico durante procedimentos restauradores s&atilde;o inflama&ccedil;&atilde;o gengival mesmo com controle satisfat&oacute;rio de placa, sensibilidade gengival a est&iacute;mulos mec&acirc;nicos, recess&atilde;o como forma fisiol&oacute;gica de remodela&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de bolsa periodontal<sup>11</sup>. A viola&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico pode resultar em forma&ccedil;&atilde;o de bolsa periodontal e perda &oacute;ssea alveolar, consequentemente recomenda-se que seja respeitado um espa&ccedil;o de pelo menos 3 mm entre a margem gengival e a crista &oacute;ssea alveolar<sup>12</sup>. Procedimentos de aumento de coroa cl&iacute;nica s&atilde;o executados a fim de permitir um preparo adequado, seja para o dente receber um tratamento restaurador direto, seja para moldagem e restaura&ccedil;&atilde;o de forma indireta. Tamb&eacute;m s&atilde;o indicados para ajustar as margens gengivais em casos de necessidade de melhoria est&eacute;tica<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o de restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica n&atilde;o &eacute; a abordagem mais indicada na maioria dos casos, uma vez que a realiza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do aumento de coroa cl&iacute;nica possibilita um melhor posicionamento do tecido gengival e facilita o procedimento restaurador<sup>14</sup>. Quando optarmos pela realiza&ccedil;&atilde;o da restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica, temos de levar em conta tamb&eacute;m o tipo de material restaurador usado. Segundo H&ouml;rsted-Bindslev e Mj&ouml;r<sup>15</sup> (1999), o am&aacute;lgama de prata oferece uma t&eacute;cnica pouco sens&iacute;vel e uma lisura superficial compat&iacute;vel com a situa&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica, oferecendo situa&ccedil;&otilde;es confort&aacute;veis e saud&aacute;veis ao periodonto se comparado ao cimento de ion&ocirc;mero de vidro ou &agrave;s resinas compostas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os cimentos de ion&ocirc;mero de vidro por sua vez s&atilde;o considerados biocompat&iacute;veis apresentando mol&eacute;culas grandes, baixa citotoxidade e capacidade de ades&atilde;o &agrave; estrutura dental o que os colocaria como mat&eacute;rias de primeira escolha, por&eacute;m, apresentam baixa capacidade de polimento, levando a um maior ac&uacute;mulo de placa bacteriana<sup>16-18</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em se tratando de utiliza&ccedil;&atilde;o de resinas compostas, as mais indicadas para ficar em contato direto com o periodonto s&atilde;o as resinas microparticuladas, pois proporcionam uma lisura superficial e um polimento mais satisfat&oacute;rio, o que reduz o ac&uacute;mulo de placa bacteriana. Tamb&eacute;m s&atilde;o consideradas biocompat&iacute;veis ap&oacute;s uma correta polimeriza&ccedil;&atilde;o, pois apresentam m&iacute;nima solubilidade e por&ccedil;&otilde;es de material n&atilde;o polimerizado, que seriam capazes de desenvolver rea&ccedil;&otilde;es de toxicidade aos tecidos<sup>15-17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O aumento de coroa cl&iacute;nica pode envolver apenas remo&ccedil;&atilde;o de tecido mole e/ou tecido mole e osso alveolar. Cada procedimento deve ser avaliado quanto &agrave; sua viabilidade e observando-se os princ&iacute;pios biol&oacute;gicos, realizando exames periodontais detalhados bem como avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores etiol&oacute;gicos e higiene bucal, presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es mucogengivais; avalia&ccedil;&atilde;o oclusal, al&eacute;m de um detalhado exame radiogr&aacute;fico, a fim de estabelecer um correto diagn&oacute;stico e indica&ccedil;&atilde;o da necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es para o procedimento cir&uacute;rgico de aumento de coroa cl&iacute;nica, segundo Cardoso e Gon&ccedil;alves<sup>19</sup> (2002): necessidade de elimina&ccedil;&atilde;o de bolsas, recontorno gengival em caso de dificuldade nas reabilita&ccedil;&otilde;es prot&eacute;ticas, hiperplasia gengival, desn&iacute;veis gengivais que interfiram na est&eacute;tica, ou qualquer outra raz&atilde;o em que n&atilde;o seja estabelecido um ambiente favor&aacute;vel para tratamentos restauradores (invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, segundo Cardoso e Gon&ccedil;alves (2002)<sup>19</sup>, contraindica-se o procedimento cir&uacute;rgico quando existir presen&ccedil;a de processo inflamat&oacute;rio nos tecidos envolvidos, controle de placa insatisfat&oacute;rio, propor&ccedil;&atilde;o coroa raiz desfavor&aacute;vel, risco de exposi&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o de furca, possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o de desn&iacute;veis que venham a interferir na est&eacute;tica e quando pela extens&atilde;o da les&atilde;o e pela import&acirc;ncia estrat&eacute;gica do dente n&atilde;o se justifique a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento ou ainda quando a faixa de gengiva inserida &eacute; insuficiente e com inten&ccedil;&atilde;o de realizar gengivectomia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Concei&ccedil;&atilde;o (2002)<sup>18</sup>, s&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es de aumento de coroa cl&iacute;nica: dentes com coroa cl&iacute;nica ou anat&ocirc;mica curta, hiperplasias gengivais, invas&atilde;o de espa&ccedil;o biol&oacute;gico ocasionado por fratura ou c&aacute;rie, apar&ecirc;ncia antiest&eacute;tica, dentes com preparos prot&eacute;ticos curtos e com falta de reten&ccedil;&atilde;o. A cirurgia apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es, que se d&atilde;o em dentes com defeitos &oacute;sseos verticais que necessitem regenera&ccedil;&atilde;o tecidual, dentes com mobilidade e pouca estrutura &oacute;ssea, casos de necessidade est&eacute;tica de frenectomia e em dentes com grandes defeitos &oacute;sseos onde n&atilde;o se deve realizar o retalho por vestibular e palatino ou lingual concomitantemente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Lindhe et al. (2005)<sup>20</sup>, indica-se o procedimento em casos onde exista um acesso inadequado para a realiza&ccedil;&atilde;o da raspagem e alisamento radicular, locais com dificuldade de controle de placa pelo paciente, corre&ccedil;&otilde;es de aberra&ccedil;&otilde;es gengivais, reposicionamento mais apical da margem gengival em restaura&ccedil;&otilde;es que retenham placa para facilitar a terapia restauradora apropriada e em caso de invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico. Por outro lado, &eacute; contraindicado nos casos de falta de coopera&ccedil;&atilde;o por parte do paciente; pacientes com comprometimento sist&ecirc;mico, assim como doen&ccedil;as cardiovasculares; transplantados; com discrasias sangu&iacute;neas; dist&uacute;rbios neurol&oacute;gicos e tabagistas. O aumento cir&uacute;rgico da coroa cl&iacute;nica pode ser realizado por meio de gengivectomia ou por t&eacute;cnicas a retalho associadas ou n&atilde;o &agrave; osteotomia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>T&eacute;cnicas a retalho</B> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Cardoso e Gon&ccedil;alves (2002),<sup>19</sup> afirmam que as t&eacute;cnicas a retalho compreendem os retalhos de espessura total ou parcial, podendo esses ser repostos, deslocados apicalmente, coronariamente ou lateralmente. Ao passo que para Lindhe et al. (2005)<sup>20</sup> as t&eacute;cnicas a retalho se classificam em original de Widman, de Neumann, modificado, posicionado apicalmente, de Widman modificado e para preserva&ccedil;&atilde;o de papila.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O grande diferencial na indica&ccedil;&atilde;o do tipo de cirurgia depende da necessidade ou n&atilde;o de remover tecido &oacute;sseo, pois quando essa remo&ccedil;&atilde;o est&aacute; dispensada, indica-se o retalho de espessura parcial. J&aacute; se a remo&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo se faz necess&aacute;ria, indica-se o retalho de espessura total, onde se descola tamb&eacute;m o peri&oacute;steo, expondo-se o tecido &oacute;sseo. Na t&eacute;cnica a retalho, a incis&atilde;o prim&aacute;ria &eacute; em bisel invertido e vai determinar a quantidade de gengiva a ser removida, a incis&atilde;o secund&aacute;ria &eacute; intrassulcular em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; crista alveolar e visa destacar o colar de gengiva incisado anteriormente e a incis&atilde;o terci&aacute;ria &eacute; interdental paralela ao plano oclusal. Com aux&iacute;lio de curetas &eacute; feita a remo&ccedil;&atilde;o do colar de gengiva excisado. Quando necess&aacute;rio, devem ser realizadas incis&otilde;es relaxantes<sup>19</sup>. A osteotomia &eacute; realizada quando houver invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico. Sendo essa indicada, deve ser realizada com aux&iacute;lio de cinz&eacute;is ou brocas, tomando-se o cuidado de irriga&ccedil;&atilde;o abundante. Em regi&otilde;es interproximais utilizam-se as limas Schluger, ou limas endod&ocirc;nticas do tipo Hedstr&ouml;em, para a remo&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo. Por meio da osteotomia, o tecido &oacute;sseo de suporte &eacute; desgastado em n&iacute;vel apical para que seja poss&iacute;vel restabelecer um contorno fisiol&oacute;gico, al&eacute;m de devolver as dist&acirc;ncias biol&oacute;gicas condizentes com a normalidade a fim de restabelecer a sa&uacute;de dos tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>. Muito comumente realiza-se osteoplastia, onde se busca proporcionar o contorno mais fisiol&oacute;gico poss&iacute;vel sem remover tecido &oacute;sseo de suporte. Em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, para uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o do retalho se faz necess&aacute;rio o emprego da t&eacute;cnica da osteoplastia a fim de promover o desgaste, diminuindo a espessura vest&iacute;bulo-lingual nas &aacute;reas interdentais e promovendo uma &oacute;tima adapta&ccedil;&atilde;o da mucosa sobre o tecido &oacute;sseo<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando conclu&iacute;da, a cirurgia deve ser irrigada com solu&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica a 0,9% e o retalho suturado, cobrindo totalmente a estrutura &oacute;ssea anteriormente exposta. Quando bem coaptados os bordos do tecido, descarta-se a necessidade de cimento cir&uacute;rgico. A higiene bucal deve ser orientada e particularizada, a fim de evitar o deslocamento do cimento cir&uacute;rgico, quando este estiver presente, e para o controle da forma&ccedil;&atilde;o de biofilme. A prescri&ccedil;&atilde;o de analg&eacute;sicos e anti-inflamat&oacute;rios pode tamb&eacute;m ser necess&aacute;ria, bem como solu&ccedil;&otilde;es antiss&eacute;pticas bucais nesse per&iacute;odo<sup>21,22</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Discuss&atilde;o</B> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma restaura&ccedil;&atilde;o, seja por meios diretos, seja indiretos, &eacute; importante que se respeite a integridade do periodonto, principalmente em casos onde as margens dessa restaura&ccedil;&atilde;o encontram-se subgengivais, o que dificulta a realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento restaurador dentro dos padr&otilde;es ideais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para iniciar tal discuss&atilde;o h&aacute; que se compreender o que &eacute; o espa&ccedil;o biol&oacute;gico, que, segundo Festugatto et al. (2000)<sup>3</sup>, trata da dimens&atilde;o do periodonto compreendida da crista &oacute;ssea alveolar &agrave; margem gengival livre, caracterizando-se pelas estruturas bioanat&ocirc;micas do epit&eacute;lio sulcular, epit&eacute;lio juncional e inser&ccedil;&atilde;o conjuntiva. Espa&ccedil;o este de pelo menos 3 mm entre a margem gengival e a crista &oacute;ssea alveolar<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cirurgia para aumento de coroa cl&iacute;nica envolve procedimentos para remo&ccedil;&atilde;o de tecidos moles e duros a fim de se obter uma coroa cl&iacute;nica com margens cervicais &iacute;ntegras acima da crista &oacute;ssea alveolar, o que permite melhor adapta&ccedil;&atilde;o e o restabelecimento do espa&ccedil;o biol&oacute;gico, devolvendo-se, assim, as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de aos tecidos de sustenta&ccedil;&atilde;o. O grande diferencial na escolha do tipo de cirurgia que ser&aacute; indicada depender&aacute; da necessidade ou n&atilde;o de se remover tecido &oacute;sseo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para situa&ccedil;&otilde;es em que seja necess&aacute;ria a remo&ccedil;&atilde;o de tecido &oacute;sseo, faz-se necess&aacute;ria a confec&ccedil;&atilde;o de retalho de espessura total (<a href="#fig01">Fig. 1A</a>), em caso onde apenas se indica a remo&ccedil;&atilde;o de tecido mole, por sua vez, indica-se a confec&ccedil;&atilde;o de retalho de espessura parcial (<a href="#fig01">Fig. 1B</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n2/a20fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O ato cir&uacute;rgico &eacute; precedido de uma avalia&ccedil;&atilde;o detalhada do estado de sa&uacute;de do paciente, onde um correto controle de infec&ccedil;&otilde;es deve ser realizado pelo profissional e pelo paciente, promovendo a diminui&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o do infiltrado inflamat&oacute;rio, melhorando, consequentemente, as condi&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e p&oacute;s-operat&oacute;rias. Salienta-se que um correto controle de placa bacteriana favorece qualquer procedimento odontol&oacute;gico, pois no caso da realiza&ccedil;&atilde;o de procedimento cir&uacute;rgico se faz necess&aacute;rio um bom estado de sa&uacute;de gengival, para que se obtenha sucesso no pr&eacute;, trans e p&oacute;s-operat&oacute;rio. Muitas vezes o que &eacute; tratado como contraindica&ccedil;&atilde;o deve ser compreendido como limita&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria, pois, como no caso de inflama&ccedil;&atilde;o gengival por falta ou defici&ecirc;ncia de higiene, pode se obter um ambiente favor&aacute;vel para a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento ap&oacute;s orienta&ccedil;&otilde;es de higiene e acompanhamento cl&iacute;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s realizada a sondagem periodontal, a qual envolve a medi&ccedil;&atilde;o da margem gengival at&eacute; a crista &oacute;ssea alveolar, medindo-se entre essa e a base do defeito do tecido dental (c&aacute;rie ou restaura&ccedil;&atilde;o anterior), determinadas as medidas com o aux&iacute;lio de uma sonda periodontal milimetrada, transfere-se a medida para a face externa da gengiva, obtendo-se as marca&ccedil;&otilde;es com pontos sangrantes na margem gengival, sendo ent&atilde;o delimitada a linha de incis&atilde;o. A incis&atilde;o prim&aacute;ria deve ser realizada com bisturi com l&acirc;mina 15, em bisel interno ou invertido, e visa determinar a quantidade de gengiva que dever&aacute; ser removida; a secund&aacute;ria &eacute; intrassulcular em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; crista alveolar e tem por objetivo destacar o colar de gengiva anteriormente incisado e a terceira incis&atilde;o &eacute; interdental, feita paralelamente ao plano oclusal e, quando necess&aacute;rio, indica-se a confec&ccedil;&atilde;o de incis&otilde;es relaxantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Posteriormente, efetua-se o rebatimento do retalho de espessura total, com aux&iacute;lio de descolador delicado (Molt), tomando-se o cuidado em evitar a dilacera&ccedil;&atilde;o das papilas interdentais, sendo que o bisel interno nos permite manter a quantidade adequada de gengiva queratinizada. A osteotomia normalmente &eacute; realizada utilizando-se instrumentos manuais (Cinzel de Rodhes n&ordm; 36-37, e limas Schluger n&ordm; 9-10) e o mesmo resultado &eacute; obtido com a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos rotat&oacute;rios sob abundante irriga&ccedil;&atilde;o, ou at&eacute; mesmo o emprego de limas endod&ocirc;nticas do tipo Hedstroem. Com aux&iacute;lio de uma sonda periodontal verifica-se a dist&acirc;ncia da crista &oacute;ssea ao t&eacute;rmino do preparo e quando essa for menor de 3 mm faz-se necess&aacute;ria a osteotomia. Sendo necess&aacute;rio, tamb&eacute;m ser&aacute; realizada osteoplastia cervical na vestibular e palatina ou lingual na regulariza&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo. A realiza&ccedil;&atilde;o da osteoplastia &eacute; indicada para dar ao tecido &oacute;sseo um melhor contorno, devolvendo a anatomia &oacute;ssea, com isso promover um melhor assentamento do retalho ao tecido &oacute;sseo e, consequentemente, devolvendo um contorno mais harm&ocirc;nico e fisiol&oacute;gico &agrave; est&eacute;tica do paciente. A sutura deve ser realizada a fim de preservar as papilas e promover uma adequada coapta&ccedil;&atilde;o dos bordos, que, quando alcan&ccedil;ada, dispensa o uso de cimento cir&uacute;rgico, caso contr&aacute;rio, o mesmo est&aacute; indicado. Cuidados p&oacute;s-operat&oacute;rios s&atilde;o necess&aacute;rios, al&eacute;m de uma rigorosa orienta&ccedil;&atilde;o de higiene oral, culminando para o sucesso do procedimento cir&uacute;rgico. As suturas devem ser removidas em sete a dez dias e o elemento dental deve ser restaurado provisoriamente, a fim de se estabelecer um correto contorno da coroa dental, ajudando no condicionamento gengival pr&eacute;vio &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o definitiva a qual s&oacute; deve ser realizada ap&oacute;s transcorrido um per&iacute;odo de 45 a 60 dias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Considera&ccedil;&otilde;es finais</B> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Procedimentos para o restabelecimento da dist&acirc;ncia biol&oacute;gica, quando devidamente indicados, permitem que sejam realizados de forma adequada procedimentos restauradores concomitantemente Incis&atilde;o Relaxante com a manuten&ccedil;&atilde;o da integridade dos tecidos periodontais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na escolha pela restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica, a op&ccedil;&atilde;o pelo uso das resinas compostas microparticuladas &eacute; uma boa escolha, lembrado sempre que um correto e adequado polimento e acabamento devem ser realizados a fim de reduzir o ac&uacute;mulo de placa bacteriana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Trist&atilde;o GC. Espa&ccedil;o biol&oacute;gico: estudo histom&eacute;trico em periodonto clinicamente normal de humanos. (Tese de Doutorado em Periodontia) S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=160817&pid=S1413-4012201200020002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Gargiulo AW, Wentz FM, Orban B. Dimension and relations of the dento gingival junction in humans J Periodontol 1961; 32(3):261-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Festugatto FE, Daudt FARL, R&ouml;sing CK. Aumento de coroa cl&iacute;nica: compara&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas de diagn&oacute;stico de invas&atilde;o do espa&ccedil;o biol&oacute;gico do periodonto. Sobrape, Revista de Periodontia, jan/jun 2000. Dispon&iacute;vel em: &lt;HTTP://www.revistasobrape. com.br/arquivos/edicao_anterior/ed_janjul_00/ file_D_2000_jan_jun_aum_coro_aum_coro.pdf&gt;. Acesso em: 05 maio 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Maynard JG, Wilson RD. Physiologic dimension of the periodontium fundamental to success ful restorative dentistry. J Periodontolol 1979, 50:170-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Cueva MA. Procedimentos Cir&uacute;rgico-periodontais aplicados &agrave; Dentist&iacute;ca Restauradora. In: CONCEI&Ccedil;&Atilde;O, E.N..Dent&iacute;stica: Sa&uacute;de e Est&eacute;tica. 1. ed. Porto Alegre: Artmed; 2000, p. 63-81. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Souza FHC, Grouchau, C.H., Klein C.A, Campos L.M. Restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica com envolvimento endod&ocirc;ntico: Relato de caso cl&iacute;nico. Stomatos 2004; 10(18):6-13. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Br&auml;gger U, Lauchenauer D, Lang NP. Surgical crown lengthening of the clinical crown. J Clin Periodontol. 1992; 19(1):58-63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Mondelli J. Dent&iacute;stica restauradora: Fundamentos Dent&iacute;stica Operat&oacute;ria. 1&ordf; ed, S&atilde;o Paulo: Ed. Santos 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Faria-e-Silva AL, Moura AS, Silva AM, Rodrigues JL, Brant LC. Restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica de pr&eacute;-molar com les&atilde;o extensa idiop&aacute;tica: Relato de caso. Clipe Odonto - UNITAU 2010, 2 (1):53-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">10. Cherulli TL, Menezes HHM, Carneiro KF, Quagliatto PS, Magalh&atilde;es D. Restaura&ccedil;&atilde;o transcir&uacute;rgica: Relato de caso cl&iacute;nico. Rev. de Odontologia da UNESP 2005; 34 (3):169. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Baratieri LN. Dent&iacute;stica: procedimentos preventivos e restauradores. 2. ed. Chicago: Quintessence, 1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Carranza J&uacute;nior FA, Newman MG. Periodontia cl&iacute;nica. 8&ordf;. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Newman MG, Takei HH, Klokkevold PR, Carranza FA. (Coord.). Carranza: Periodontia Cl&iacute;nica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2004, cap. 62, 701-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Da Silva PSL, Ximenes SRA, Moreira DM, Costa APC. Transurgical restoration in the absence of attached gingiva: A case report. Quintessence Int 2004; 35(1):35-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. H&ouml;rsted-Bindslev P, Mj&ouml;r IA. Dent&iacute;stica Operat&oacute;ria Moderna. 3.ed. S&atilde;o Paulo: Santos, 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Busato ALS. Dent&iacute;stica: Restaura&ccedil;&otilde;es em dentes anteriores. S&atilde;o Paulo: ed. Artes M&eacute;dicas, 1997. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Anusavice KJ, Phillips RW. (Coord.) Phillips materiais dent&aacute;rios. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Concei&ccedil;&atilde;o EN. DENT&Iacute;STICA: sa&uacute;de e est&eacute;tica. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas, 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Cardoso RJA, Gon&ccedil;alves EA. N. Est&eacute;tica 2. ed. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas, 2002. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">20. Lindhe J, Karring T, Lang NP, Moleri AB. (Tradutora). Tratado de periodontia cl&iacute;nica e implantologia oral. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Pedron IG, Utumi ER, Tancred ARC, Perrella A, Perez FEG. Sorriso gengival: cirurgia ressectiva coadjuvante &agrave; est&eacute;tica dental. &#91;relato de caso&#93;. Odonto 2010; 18(35):87-95. Dispon&iacute;vel em: &lt;https://www.metodista.br/revistas/revistasims/index. php/O1/article/viewPDFInterstitial/1564/1603&gt;. Acesso em: 05 mai. 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Elerati E.L, Assis M.P, Dos Reis W.C.FB. Aumento de coroa cl&iacute;nica na reabilita&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica do sorriso gengival. Revista Perionewns 2011; 5(2):139-44.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v17n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Micheline Sandini Trentin     <br>   Rua Bento Gon&ccedil;alves, 651/1301     <br>   99010-010 - Passo Fundo/RS</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:tmicheline@upf.br" target="_blank">tmicheline@upf.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 31/10/2011<br/> Aceito: 09/05/2012</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Tristão]]></surname>
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<source><![CDATA[Espaço biológico: estudo histométrico em periodonto clinicamente normal de humanos. (Tese de Doutorado em Periodontia)]]></source>
<year>1992</year>
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<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
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