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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To evaluate the effect of different disinfecting techniques of alginate impressions (immersion and pulverized) on the accuracy of stone casts. Methods: From a truncated-cone-shaped master troquel and PVC trays, alginate impressions (Jeltrate Dustless) were produced and divided into five groups (n = 7) according to the disinfecting mode (Control - without disinfection; HipPul - pulverized with sodium hypochlorite; HipIm - immersion in sodium hypochlorite; CloPul - chlorhexidine pulverized; CloIm - imersion in chlorhexidine). After disinfection, the molds were filled in type III dental stone (Herodent) according to the manufacture's recommendation and then measured using a digital caliper. The results were submitted to statistical analysis (Anova and Tukey or Krsukal-Wallis and Dunn). Results: All groups showed some degree of distortion, even if not significant. However, the method of immersion in 1% sodium hypochlorite showed significantly higher dimensional alteration when compared to Control. Conclusion: Immersion in 1% sodium hypochlorite was the less suitable method for disinfection of alginate impressions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Materiais para moldagem odontológica.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Efeito de diferentes t&eacute;cnicas de desinfec&ccedil;&atilde;o na precis&atilde;o de moldes de alginato avaliada em modelos de gesso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Effect of different disinfection techniques on the accuracy of alginate impressions evaluated on stone casts</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Nayne Lara Marques Pedrosa <sup>I</sup>; Joana Ang&eacute;lica Ferreira de Campos Abreu <sup>I</sup>; Ailla Carla Lancellotti <sup>II</sup>; Mario Alexandre Coelho Sinhoreti<sup> III</sup>; Luciano de Souza Gon&ccedil;alves <sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I </sup>Acad&ecirc;micas do curso de Odontologia pela Universidade de Uberaba, Laborat&oacute;rio de Biomateriais, Uberaba, MG, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Mestra em Materiais Dent&aacute;rios, aluna de doutorado do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Materiais Dent&aacute;rios da Faculdade de Odontologia de Piracicaba &ndash; Unicamp, &aacute;rea materiais dent&aacute;rios, Piracicaba, SP, Brasil    <br>   <sup>III</sup> Mestre e Doutor em Materiais Dent&aacute;rios, professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Materiais Dent&aacute;rios da Faculdade de Odontologia de Piracicaba &ndash; Unicamp, &aacute;rea materiais dent&aacute;rios, Piracicaba, SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV </sup>Mestre e Doutor em Materiais Dent&aacute;rios, professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Universidade de Uberaba, Laborat&oacute;rio de Biomateriais, Uberaba, MG, Brasil</font>    <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objetivo: Avaliar o efeito de diferentes t&eacute;cnicas de desinfec&ccedil;&atilde;o de moldes de alginato (imers&atilde;o e pulveriza&ccedil;&atilde;o) sobre a precis&atilde;o em modelos de gessos. M&eacute;todos: A partir de um troquel mestre em formato de tronco de cone e moldeiras de PVC, foram gerados moldes de alginato (Jeltrate Dustless), e ent&atilde;o distribu&iacute;dos em cinco grupos (n = 7) de acordo com o m&eacute;todo de desinfec&ccedil;&atilde;o a ser realizado (controle &ndash; sem desinfec&ccedil;&atilde;o; HipPul &ndash; pulverizado com hipoclorito de s&oacute;dio; HipIm &ndash; imers&atilde;o em hipoclorito de s&oacute;dio; CloPul &ndash; pulverizado com clorexedina; CloIm &ndash; imers&atilde;o em clorexedina). Ap&oacute;s a desinfec&ccedil;&atilde;o, os moldes foram vazados em gesso pedra tipo III (Herodent), segundo recomenda&ccedil;&otilde;es do fabricante, e ent&atilde;o medidos com um paqu&iacute;metro digital e submetidos &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica (Anova e Tukey e Krsukal-Wallis e Dunn). Resultados: Todos os grupos apresentaram um determinado grau de distor&ccedil;&atilde;o mesmo que n&atilde;o significativa. Entretanto, o m&eacute;todo de imers&atilde;o com hipoclorito de s&oacute;dio a 1%, apresentou altera&ccedil;&atilde;o dimensional significativamente maior quando comparado ao grupo de controle. Conclus&atilde;o: A imers&atilde;o em hipoclorito de s&oacute;dio 1% se mostrou o m&eacute;todo menos indicado para desinfec&ccedil;&atilde;o dos moldes de alginato.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Materiais para moldagem odontol&oacute;gica. Clorexidina. Hipoclorito de s&oacute;dio. Desinfec&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Objective: To evaluate the effect of different disinfecting techniques of alginate impressions (immersion and pulverized) on the accuracy of stone casts. Methods: From a truncated-cone-shaped master troquel and PVC trays, alginate impressions (Jeltrate Dustless) were produced and divided into five groups (n = 7) according to the disinfecting mode (Control &ndash; without disinfection; HipPul &ndash; pulverized with sodium hypochlorite; HipIm &ndash; immersion in sodium hypochlorite; CloPul &ndash; chlorhexidine pulverized; CloIm &ndash; imersion in chlorhexidine). After disinfection, the molds were filled in type III dental stone (Herodent) according to the manufacture's recommendation and then measured using a digital caliper. The results were submitted to statistical analysis (Anova and Tukey or Krsukal-Wallis and Dunn). Results: All groups showed some degree of distortion, even if not significant. However, the method of immersion in 1% sodium hypochlorite showed significantly higher dimensional alteration when compared to Control. Conclusion: Immersion in 1% sodium hypochlorite was the less suitable method for disinfection of alginate impressions.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Dental impression material. Chlorhexidine. Sodium hypochlorite. Disinfection.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pr&aacute;tica odontol&oacute;gica implica em contato direto com pacientes portadores de micro-organismos causadores de uma grande variedade de infec&ccedil;&otilde;es. Segundo um estudo pr&eacute;vio<sup>1</sup>, v&aacute;rios micro-organismos est&atilde;o frequentemente presentes em moldes obtidos na cavidade bucal. O Enterococcus faecalis &eacute; a bact&eacute;ria mais comummente encontrada na cavidade bucal, no trato gastrointestinal e em retratamentos endod&ocirc;nticos. O staphylococcus aureus est&aacute; relacionado com infec&ccedil;&otilde;es respirat&oacute;rias. O Staphylococcus epidermidis faz parte da flora normal e, consequentemente, &eacute; encontrado na pele e membranas mucosas. A Candida albicans &eacute; um agente causal de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas orais e genital. Assim, al&eacute;m de medidas individuais de prote&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;ria a desinfec&ccedil;&atilde;o desses moldes produzidos durante a pr&aacute;tica em consult&oacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os procedimentos odontol&oacute;gicos incluem o contato com secre&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o desde a saliva at&eacute; o sangue, que constituem meios constantes de infec&ccedil;&otilde;es cruzadas. Moldes constituem um dos principais vetores na cadeia de infec&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>, principalmente no caso de hidrocoloides, pois com estrutura semelhante ao &aacute;gar, o alginato &eacute; um potencial substrato para o crescimento de micro-organismos<sup>3</sup>. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio que todos os moldes sejam lavados e desinfetados para, assim, prevenir a transmiss&atilde;o de doen&ccedil;as infecciosas<sup>4,5</sup> sem prejudicar sua precis&atilde;o dimensional, uma vez que os modelos produzidos a partir desses moldes s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para o correto diagn&oacute;stico e planejamento do tratamento a ser proposto<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos materiais de moldagem mais comumente utilizados para realizar moldagens de estudo &eacute; o alginato de pot&aacute;ssio, um hidrocoloide irrevers&iacute;vel, que apresenta f&aacute;cil manipula&ccedil;&atilde;o e baixo custo quando comparado aos materiais elastom&eacute;ricos<sup>6</sup>. A natureza hidr&oacute;fila do hidrocoloide irrevers&iacute;vel pode induzir altera&ccedil;&otilde;es dimensionais quando submetido a procedimentos de desinfec&ccedil;&atilde;o, a qual &eacute; repassada nos modelos de gesso produzidos a partir desses moldes<sup>7,8</sup>. Assim, quando moldes de alginato s&atilde;o imersos em solu&ccedil;&otilde;es desinfetantes por tempo prolongado, podem ocorrer altera&ccedil;&otilde;es dimensionais no modelo de gesso resultante<sup>9</sup>. Por&eacute;m, h&aacute; evid&ecirc;ncias de que, sob a forma de pulveriza&ccedil;&atilde;o, esses desinfetantes n&atilde;o causam altera&ccedil;&otilde;es dimensionais significantes no modelo de gesso final<sup>10</sup>. No entanto, ainda n&atilde;o h&aacute; um consenso sobre qual a melhor forma de desinfec&ccedil;&atilde;o<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existe no mercado uma grande variedade de antimicrobianos utilizados para desinfec&ccedil;&atilde;o em odontologia. Por&eacute;m, alguns fatores devem ser considerados dentro da pr&aacute;tica de desinfec&ccedil;&atilde;o das impress&otilde;es dent&aacute;rias, como garantir que o produto de desinfec&ccedil;&atilde;o seja eficaz e que os componentes qu&iacute;micos desses produtos de desinfec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o influenciem na estabilidade dimensional e na reprodu&ccedil;&atilde;o de detalhes do material de moldagem e dos modelos resultantes<sup>7</sup>. Portanto, o material e a t&eacute;cnica de escolha devem ser eficazes e n&atilde;o interferir na precis&atilde;o dos modelos de gesso<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, o objetivo no presente estudo foi avaliar a precis&atilde;o dos modelos produzidos a partir de moldes de alginato, desinfetados pelos m&eacute;todos de imers&atilde;o e pulveriza&ccedil;&atilde;o, com clorexidina 2% e hipoclorito de s&oacute;dio a 1%. A hip&oacute;tese avaliada foi de que os m&eacute;todos de desinfec&ccedil;&atilde;o por imers&atilde;o apresentariam menor precis&atilde;o quando comparados aos m&eacute;todos por pulveriza&ccedil;&atilde;o independente do agente utilizado para a desinfec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Materiais e m&eacute;todo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os materiais utilizados neste estudo est&atilde;o descritos na <a href="#tab01">Tabela 1</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a07tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o procedimento de moldagem, uma moldeira cil&iacute;ndrica em tubos de PVC (Tigre S.A. Joinville, SC, Brasil) perfurada com di&acirc;metro interno de 15 mm e um troquel mestre met&aacute;lico em formato de tronco de cone met&aacute;lico com 5 mm de altura e 8,6 mm de di&acirc;metro na posi&ccedil;&atilde;o 1, 8,8 mm de di&acirc;metro na posi&ccedil;&atilde;o 2 e 9,0 mm de di&acirc;metro na posi&ccedil;&atilde;o 3 foram confeccionados baseados em um diagrama representado em um estudo pr&eacute;vio<sup>4</sup>, como demonstrado na <a href="#fig01">Figura 1</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Preparo das amostras</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a moldagem do troquel mestre, o alginato foi proporcionado de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es do fabricante e manipulado pelo tempo determinado de 1min. O material foi depositado nas moldeiras; ap&oacute;s o preenchimento da moldeira o troquel mestre foi posicionado manualmente e mantido em posi&ccedil;&atilde;o por 3 min. Ap&oacute;s, a moldeira foi removida do troquel e o molde inspecionado para a identifica&ccedil;&atilde;o de bolhas ou distor&ccedil;&otilde;es. Quando defeitos eram identificados, os moldes eram descartados e o procedimento de moldagem repetido. Os moldes selecionados foram lavados em &aacute;gua corrente por 1min e secados com leves jatos de ar da seringa tr&iacute;plice, por 1min. Os moldes foram ent&atilde;o aleatoriamente distribu&iacute;dos em cinco grupos (n = 7), de acordo com o m&eacute;todo de desinfec&ccedil;&atilde;o a ser realizado. A divis&atilde;o dos grupos &eacute; mostrada na <a href="#tab02">Tabela 2</a>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a07tab02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o dos respectivos m&eacute;todos de desinfec&ccedil;&atilde;o, os moldes foram lavados em &aacute;gua corrente por 1 min e o excesso de umidade removido com um leve jato de ar por 5 s. O gesso foi manipulado manualmente de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es do fabricante e vazado com a esp&aacute;tula para gesso sob vibra&ccedil;&atilde;o at&eacute; o preenchimento do molde. Ap&oacute;s 40min, o modelo foi separado do molde e deixado em ambiente seco e ventilado por 2 h, at&eacute; o in&iacute;cio das medi&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Mensura&ccedil;&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tr&ecirc;s mensura&ccedil;&otilde;es foram realizadas sobre o troquel mestre com um paqu&iacute;metro digital com precis&atilde;o de 0,01 mm (Mytutoyo, T&oacute;quio, Jap&atilde;o) em cada uma das posi&ccedil;&otilde;es enumeradas na <a href="#fig01">Figura 1</a>. A m&eacute;dia das tr&ecirc;s mensura&ccedil;&otilde;es determinou o di&acirc;metro em cada posi&ccedil;&atilde;o. O mesmo procedimento foi realizado sobre os modelos de gesso para a determina&ccedil;&atilde;o dos di&acirc;metros nas tr&ecirc;s posi&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s as mensura&ccedil;&otilde;es do di&acirc;metro encontrado em cada posi&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o met&aacute;lico foi subtra&iacute;do o valor da posi&ccedil;&atilde;o correspondente encontrado no modelo de gesso, resultando no valor da altera&ccedil;&atilde;o dimensional.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b> </font>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados das posi&ccedil;&otilde;es 1 e 2 apresentaram distribui&ccedil;&atilde;o normal (P = 0,229 e P = 0,333, respectivamente) e igualdade das vari&acirc;ncias (P = 0,113 e P = 0,295). A an&aacute;lise de vari&acirc;ncia de um fator e o teste de Tukey foram aplicados a cada uma das posi&ccedil;&otilde;es. A posi&ccedil;&atilde;o 3 tamb&eacute;m apresentou distribui&ccedil;&atilde;o normal (P = 0,229), entretanto n&atilde;o houve igualdade nas vari&acirc;ncias (P &lt; 0,05). Dessa forma, os resultados da posi&ccedil;&atilde;o 3 foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis e a diferen&ccedil;as apontadas pelo teste de Dunn.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig02">Figura 2</a> est&atilde;o expressos os resultados de varia&ccedil;&atilde;o dimensional para os diferentes tratamentos em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo de controle. Na posi&ccedil;&atilde;o 1 HipIm apresentou diferen&ccedil;a significativa para os demais grupos a exce&ccedil;&atilde;o de CloPul, ambos foram estatisticamente superiores ao grupo de controle. Os demais grupos n&atilde;o diferiam entre si. Nas posi&ccedil;&otilde;es 2 e 3 HipIm apresentou maiores valores de varia&ccedil;&atilde;o dimensional quando comparado a todos os demais grupos, os quais n&atilde;o diferiram entre si.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A desinfec&ccedil;&atilde;o dos moldes de alginato &eacute; um procedimento de extrema import&acirc;ncia para reduzir os riscos de infec&ccedil;&atilde;o cruzada em odontologia; entretanto, as solu&ccedil;&otilde;es desinfetantes podem influenciar negativamente a precis&atilde;o de materiais de moldagem hidr&oacute;filos como o alginato. Diferentes t&eacute;cnicas e solu&ccedil;&otilde;es desinfetantes s&atilde;o costumeiramente empregadas com o objetivo de promover uma desinfec&ccedil;&atilde;o eficiente com a menor distor&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel do molde. A hip&oacute;tese de que os m&eacute;todos de desinfec&ccedil;&atilde;o por imers&atilde;o apresentariam menor precis&atilde;o quando comparados aos m&eacute;todos por pulveriza&ccedil;&atilde;o independente da solu&ccedil;&atilde;o utilizada foi rejeitada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados mostram que houve altera&ccedil;&atilde;o dimensional significativa para a posi&ccedil;&atilde;o 1 quando a imers&atilde;o em NaOCl 1% foi utilizada, diferentemente de estudos que n&atilde;o encontraram altera&ccedil;&otilde;es dimensionais significantes<sup>5,13</sup>. Altera&ccedil;&otilde;es n&atilde;o significativas foram encontradas quando a imers&atilde;o foi realizada em clorexedina. Estudos anteriores mostraram que a desinfec&ccedil;&atilde;o por imers&atilde;o provoca a expans&atilde;o do molde de alginato<sup>4,9,12</sup>, que &eacute; explicada pelo fen&ocirc;meno de embebi&ccedil;&atilde;o. A embebi&ccedil;&atilde;o promove a dilata&ccedil;&atilde;o em virtude da absor&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos, principalmente a &aacute;gua6, que se deposita entre as cadeias geleificadas e as part&iacute;culas de carga do material. Num estudo pr&eacute;vio, a maior altera&ccedil;&atilde;o dimensional ocorreu onde a espessura de alginato foi maior. Isso ocorre porque na maior espessura do material o efeito causado pela absor&ccedil;&atilde;o do l&iacute;quido &eacute; mais percept&iacute;vel<sup>14</sup>; entretanto, em nosso estudo essa rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi bem estabelecida. Embora se possa observar uma tend&ecirc;ncia desse comportamento nos valores num&eacute;ricos do grupo imerso em NaOCl, o mesmo j&aacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o claro no grupo pulverizado com clorexedina ou, mesmo, invertida nos demais grupos. Nas posi&ccedil;&otilde;es 2 e 3 somente a imers&atilde;o em hipoclorito apresentou diferen&ccedil;a significativa para os demais grupos. A diferen&ccedil;a de espessura do alginato pode ter reduzido a diferen&ccedil;a entre os tratamentos, mantendo a diferen&ccedil;a apenas para o tratamento que apresentou a maior altera&ccedil;&atilde;o, mesmo sem uma rela&ccedil;&atilde;o direta com valores num&eacute;ricos de altera&ccedil;&atilde;o dimensional. Esse fato confirma os achados de um estudo anterior, que mostra que o desenvolvimento de altera&ccedil;&otilde;es dimensionais dentro do alginato &eacute; evento mais complexo que um simples aumento ou diminui&ccedil;&atilde;o de volume<sup>12</sup>. O pH das solu&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m pode ter influenciado na compara&ccedil;&atilde;o entre as solu&ccedil;&otilde;es (5,9 para a clorexedina e 12,6 para o hipoclorito de s&oacute;dio)<sup>14</sup>. O pH da clorexidina &eacute; mais pr&oacute;ximo do neutro, enquanto o do hipoclorito apresenta alta alcalinidade, essa diferen&ccedil;a de pH poderia interferir na superf&iacute;cie do alginato e tamb&eacute;m induzir &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua pelo contato com &aacute;cido alg&iacute;nico, em consequ&ecirc;ncia uma prov&aacute;vel neutraliza&ccedil;&atilde;o do meio, entretanto a intera&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica entre essas subst&acirc;ncias necessita ser melhor investigada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; clorexidina 2%, observou-se neste estudo que os resultados foram estatisticamente mais precisos que o da imers&atilde;o em hipoclorito de s&oacute;dio 1%, em todas as posi&ccedil;&otilde;es. No quesito de potencial de desinfec&ccedil;&atilde;o, a clorexidina tem atividade antibacteriana e antif&uacute;ngica de espectro amplo, motivando seu uso em odontologia<sup>2</sup>. Entretanto, o mecanismo de intera&ccedil;&atilde;o da clorexidina com o alginato n&atilde;o est&aacute; bem esclarecido. Como mencionado anteriormente, o efeito do pH pr&oacute;ximo ao da &aacute;gua destilada pode resultar em menores altera&ccedil;&otilde;es, principalmente quando comparado com o pH altamente alcalino do NaOCl, significativamente maior e potencializado pela imers&atilde;o no produto. Esse pode ser um dos fatores que faz da clorexidina a solu&ccedil;&atilde;o mais adequada para a desinfec&ccedil;&atilde;o dos moldes de alginato quando comparada &agrave; imers&atilde;o em solu&ccedil;&atilde;o de NaOCl a 1%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Baseados nos resultados do presente estudo, observou-se que todos os meios apresentaram um determinado grau de distor&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, os m&eacute;todos de desinfec&ccedil;&atilde;o nos quais a distor&ccedil;&atilde;o foi significativa (imers&atilde;o em hipoclorito de s&oacute;dio 1%) podem ser contraindicados para a desinfec&ccedil;&atilde;o de moldes de alginato. Um estudo anterior10 afirmou que desinfetantes qu&iacute;micos pulverizados n&atilde;o causam mudan&ccedil;as significativas na altera&ccedil;&atilde;o dimensional nos modelos de gesso resultantes. Isso foi apenas parcialmente confirmado pelo presente estudo, pois na posi&ccedil;&atilde;o 1 a pulveriza&ccedil;&atilde;o com clorexidina a 2% mostrou-se estatisticamente maior que o grupo de controle, mostrando a necessidade de estudos mais precisos sobre o efeito dessas solu&ccedil;&otilde;es desinfetantes referente ao alginato. Al&eacute;m disso, pode-se sugerir o uso da clorexidina na desinfe&ccedil;&atilde;o da cavidade bucal imediatamente antes do procedimento de moldagem, reduzindo o potencial de contamina&ccedil;&atilde;o do modelo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, sugere-se, em estudos futuros, a avalia&ccedil;&atilde;o de outras vari&aacute;veis, como tempos de desinfec&ccedil;&atilde;o, diferentes concentra&ccedil;&otilde;es de solu&ccedil;&otilde;es desinfetantes e o efeito dessas solu&ccedil;&otilde;es sobre o material de moldagem n&atilde;o apenas sobre a precis&atilde;o, mas tamb&eacute;m a qualidade da reprodu&ccedil;&atilde;o de detalhes das superf&iacute;cies moldadas. Al&eacute;m disso, a correla&ccedil;&atilde;o entre o potencial de desinfec&ccedil;&atilde;o a eventuais distor&ccedil;&otilde;es causadas por estes tamb&eacute;m poderia ser avaliada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentro das limita&ccedil;&otilde;es do estudo, conclui-se que todos os m&eacute;todos de pulveriza&ccedil;&atilde;o apresentaram um determinado n&iacute;vel de distor&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo de controle. A imers&atilde;o em hipoclorito de s&oacute;dio a 1% apresentou distor&ccedil;&atilde;o significante quando comparado ao grupo de controle, mostrando-se o m&eacute;todo menos indicado para a desinfec&ccedil;&atilde;o dos moldes de alginato.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Matalon S, Eini A, Gorfil C, Ben-Amar A, Slutzky H. Do dental impression materials play a role in cross contamination? Quintessence Int 2011;42:e124-130.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=161675&pid=S1413-4012201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Casemiro LA, Pires-de-Souza Fde C, Panzeri H, Martins CH, Ito IY. In vitro antimicrobial activity of irreversible hydrocolloid impressions against 12 oral microorganisms. Braz Oral Res 2007;21:323-329. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Guru R, Saleem M, Singh R, Patil A. Microbiological appraisal of three different brands of commercially available irreversible hydrocolloid impression materials: an in vitro study. J Contemp Dent Pract 2011;12:35-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Hiraguchi H, Nakagawa H, Kaketani M, Hirose H, Nishiyama M. Effects of disinfection of combined agar/alginate impressions on the dimensional accuracy of stone casts. Dent Mater J 2007;26:457-462. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">5. Herrera SP, Merchant VA. Dimensional stability of dental impressions after immersion disinfection. J Am Dent Assoc 1986;113:419-422. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Imbery TA, Nehring J, Janus C, Moon PC. Accuracy and dimensional stability of extended-pour and conventional alginate impression materials. J Am Dent Assoc 2010;141:32- 39. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Rentzia A, Coleman DC, O'Donnell MJ, Dowling AH, O'Sullivan M. Disinfection procedures: their efficacy and effect on dimensional accuracy and surface quality of an irreversible hydrocolloid impression material. J Dent 2011;39:133-140. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Nassar U, Aziz T, Flores-Mir C. Dimensional stability of irreversible hydrocolloid impression materials as a function of pouring time: a systematic review. J Prosthet Dent 2011;106:126-133. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Muzaffar D, Braden M, Parker S, Patel MP. The effect of disinfecting solutions on the dimensional stability of dental alginate impression materials. Dent Mater 2012;28:749- 755. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Semensato AP, Crosariol SK, Marchini L. Evaluation of the antimicrobial activity and dimensional alterations of alginate impression disinfectants. Eur J Prosthodont Restor Dent 2009;17:121-125. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Hussain SM, Tredwin CJ, Nesbit M, Moles DR. The effect of disinfection on irreversible hydrocolloid and type III gypsum casts. Eur J Prosthodont Restor Dent 2006;14:50-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Muzaffar D, Ahsan SH, Afaq A. Dimensional changes in alginate impression during immersion in a disinfectant solution. J Pak Med Assoc 2011;61:756-759. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Taylor RL, Wright PS, Maryan C. Disinfection procedures: their effect on the dimensional accuracy and surface quality of irreversible hydrocolloid impression materials and gypsum casts. Dent Mater 2002;18:103-110. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Estrela C, Estrela CR, Guimaraes LF, Silva RS, Pecora JD. Surface tension of calcium hydroxide associated with different substances. J Appl Oral Sci 2005;13:152-156. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Luciano de Souza Gon&ccedil;alves    <br>   Laborat&oacute;rio de Biomateriais, Bloco C sala 03, Campus Aeroporto    <br>   Av. Nen&ecirc; Sabino, 1801, Bairro Universit&aacute;rio    <br>   38.055-500 Uberaba - MG</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:goncalves1976@yahoo.com.br" target="_blank">goncalves1976@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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