<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1413-4012</journal-id>
<journal-title><![CDATA[RFO UPF]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RFO UPF]]></abbrev-journal-title>
<issn>1413-4012</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Odontologia da UPF]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1413-40122012000300015</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Frenectomia labial superior em paciente portador de aparelho ortodôntico: relato de caso clínico]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Upper labial frenectomy in patient wearing dental braces: a clinical case report]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Macedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marcela de Paula]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bárbara Silva de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Penido]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sérgio Milton Martins de Oliveira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Penido]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cláudia Valéria de Sousa Resende]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Católica de Minas Gerais Departamento de Odontologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Belo Horizonte MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,EAP-ABO Departamento de Odontologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Católica de Minas Gerais Departamento de Odontologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Belo Horizonte MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>332</fpage>
<lpage>335</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-40122012000300015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-40122012000300015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-40122012000300015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: O freio labial hipertrófico pode dificultar a higienização, restringir os movimentos de lábio, possibilitar acúmulo de placa bacteriana e prejudicar a fonética. Pode também gerar insatisfação estética para o paciente, além de poder causar diastema interincisal. Na literatura odontológica ainda existem controvérsias em relação ao diagnóstico, causas, consequências, assim como no tratamento dessa alteração. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo apresentar o caso clínico de paciente com nove anos de idade, na fase do patinho feio, com freio labial superior hipertrófico associado à diastema interincisal. Relato de caso: houve indicação para remoção cirúrgica do freio labial durante tratamento ortodôntico. A técnica de frenectomia escolhida foi a de Archer, também conhecida como "duplo pinçamento". O motivo para a intervenção cirúrgica foi a presença de freio labial superior fibroso, que, caso fosse mantido, não permitiria a estabilidade do caso após o fechamento do espaço interincisivo. Além disso, não havia espaço suficiente para erupção do incisivo lateral superior esquerdo. Considerações finais: Neste caso a eficácia do tratamento pôde ser observada, pois ocorreu fechamento do diastema interincisivo mediano, erupção do incisivo lateral permanente e ausência de recidiva.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The hypertrophic labial frenulum may difficult hygiene, restrict labial movements, allow biofilm accumulation, and affect phonetics. It may also cause esthetic dissatisfaction for the patient, as well as a midline diastema. In dental literature there are still some controversies about the diagnosis, causes, consequences, and treatment of such alteration. Objective: The aim of this article is to present a clinical case of a 9 year-old patient in the initial stage of mixed dentition with hypertrophic upper labial frenulum and midline diastema. Case report: surgical removal of the labial frenulum during orthodontic treatment was recommended. The frenectomy technique chosen was Archer's, also known as double clamping. The reason for surgery was the presence of fibrous upper labial frenulum, which if maintained would not allow the stability of the case after closing the midline space. Moreover, there was not enough space for eruption of the maxillary left lateral incisor. Final considerations: In this case the effectiveness of the treatment could be observed due to the closing of the midline diastema, the eruption of the permanent lateral incisor, and the absence of recurrence.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Freio labial.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diastema.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Retração gengival.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Labial frenulum.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Diastema.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Gingival recession.]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Frenectomia labial superior em paciente portador de aparelho ortod&ocirc;ntico: relato de caso cl&iacute;nico</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Upper labial frenectomy in patient wearing dental braces: a clinical case report</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marcela de Paula Macedo <sup>I</sup>; B&aacute;rbara Silva de Castro<sup> I</sup>; S&eacute;rgio Milton Martins de Oliveira Penido <sup>II</sup>; Cl&aacute;udia Val&eacute;ria de Sousa Resende Penido <sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Graduadas em Odontologia - Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Departamento de Odontologia, Belo Horizonte, MG, Brasil    <br>   <sup>II</sup> Doutor em Ortodontia pela FOAR - Unesp, coordenador dos cursos de Aperfei&ccedil;oamento e Especializa&ccedil;&atilde;o em Ortodontia da EAP-ABO MG, Departamento de Ortodontia, Regional Divin&oacute;polis    <br>   <sup>III</sup> Doutora em Odontopediatria pela FOAR - Unesp, professora Adjunto IV, Departamento de Odontologia, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: O freio labial hipertr&oacute;fico pode dificultar a higieniza&ccedil;&atilde;o, restringir os movimentos de l&aacute;bio, possibilitar ac&uacute;mulo de placa bacteriana e prejudicar a fon&eacute;tica. Pode tamb&eacute;m gerar insatisfa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica para o paciente, al&eacute;m de poder causar diastema interincisal. Na literatura odontol&oacute;gica ainda existem controv&eacute;rsias em rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico, causas, consequ&ecirc;ncias, assim como no tratamento dessa altera&ccedil;&atilde;o. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo apresentar o caso cl&iacute;nico de paciente com nove anos de idade, na fase do patinho feio, com freio labial superior hipertr&oacute;fico associado &agrave; diastema interincisal. Relato de caso: houve indica&ccedil;&atilde;o para remo&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica do freio labial durante tratamento ortod&ocirc;ntico. A t&eacute;cnica de frenectomia escolhida foi a de Archer, tamb&eacute;m conhecida como "duplo pin&ccedil;amento". O motivo para a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica foi a presen&ccedil;a de freio labial superior fibroso, que, caso fosse mantido, n&atilde;o permitiria a estabilidade do caso ap&oacute;s o fechamento do espa&ccedil;o interincisivo. Al&eacute;m disso, n&atilde;o havia espa&ccedil;o suficiente para erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral superior esquerdo. Considera&ccedil;&otilde;es finais: Neste caso a efic&aacute;cia do tratamento p&ocirc;de ser observada, pois ocorreu fechamento do diastema interincisivo mediano, erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral permanente e aus&ecirc;ncia de recidiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Freio labial. Diastema. Retra&ccedil;&atilde;o gengival.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Introduction: The hypertrophic labial frenulum may difficult hygiene, restrict labial movements, allow biofilm accumulation, and affect phonetics. It may also cause esthetic dissatisfaction for the patient, as well as a midline diastema. In dental literature there are still some controversies about the diagnosis, causes, consequences, and treatment of such alteration. Objective: The aim of this article is to present a clinical case of a 9 year-old patient in the initial stage of mixed dentition with hypertrophic upper labial frenulum and midline diastema. Case report: surgical removal of the labial frenulum during orthodontic treatment was recommended. The frenectomy technique chosen was Archer's, also known as double clamping. The reason for surgery was the presence of fibrous upper labial frenulum, which if maintained would not allow the stability of the case after closing the midline space. Moreover, there was not enough space for eruption of the maxillary left lateral incisor. Final considerations: In this case the effectiveness of the treatment could be observed due to the closing of the midline diastema, the eruption of the permanent lateral incisor, and the absence of recurrence.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Labial frenulum. Diastema. Gingival recession.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O freio labial &eacute; uma dobra na membrana mucosa, geralmente de forma triangular, que vai do l&aacute;bio superior ou inferior &agrave; mucosa alveolar, conectando uma estrutura m&oacute;vel a outra fixa. Geralmente est&aacute; localizado na linha mediana, entre os incisivos centrais<sup>1-3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O freio labial superior inicia-se na linha mediana da face interna labial e estende-se na linha de jun&ccedil;&atilde;o dos maxilares at&eacute; a face externa do peri&oacute;steo. Histologicamente &eacute; constitu&iacute;do de epit&eacute;lio pavimentoso estratificado queratinizado na &aacute;rea de gengiva inserida e n&atilde;o queratinizado na por&ccedil;&atilde;o vestibular, al&eacute;m de tecido conjuntivo frouxo altamente vascularizado<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em raz&atilde;o da sua constitui&ccedil;&atilde;o histol&oacute;gica, o freio &eacute; capaz de se adaptar a quaisquer dos movimentos dos l&aacute;bios sem grandes altera&ccedil;&otilde;es na sua forma. Portanto, sua fun&ccedil;&atilde;o seria limitar esses movimentos, promovendo estabiliza&ccedil;&atilde;o na linha m&eacute;dia do l&aacute;bio, impedindo a excessiva exposi&ccedil;&atilde;o da mucosa gengival. No rec&eacute;m-nascido, sua fun&ccedil;&atilde;o &eacute; ainda mais significativa, uma vez que pode auxiliar os m&uacute;sculos faciais no trabalho de suc&ccedil;&atilde;o do leite materno<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao nascimento, a estrutura do freio labial pode estar inserida na papila palatina. Por&eacute;m, com o desenvolvimento e concomitante crescimento vertical do processo alveolar e dos dentes para baixo e para frente, a sua posi&ccedil;&atilde;o varia, podendo atrofiar-se e assumir posi&ccedil;&atilde;o mais elevada. Neste caso &eacute; denominado de freio labial normal. No entanto, quando o freio mant&eacute;m sua inser&ccedil;&atilde;o na papila palatina aumentando o tamanho desta, denomina-se freio labial hipertr&oacute;fico<sup>5-7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O posicionamento anormal ou hipertrofia do freio labial superior pode dificultar a escova&ccedil;&atilde;o dos dentes, retra&ccedil;&atilde;o dos tecidos gengivais, restri&ccedil;&atilde;o dos movimentos labiais, interferindo na fona&ccedil;&atilde;o e est&eacute;tica do paciente, e ainda pode estar relacionado ao diastema interincisal<sup>2,6,8</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Existem controv&eacute;rsias entre os autores em rela&ccedil;&atilde;o ao momento ideal de interven&ccedil;&atilde;o para o freio labial hipertr&oacute;fico, assim como a associa&ccedil;&atilde;o com o tratamento ortod&ocirc;ntico. Alguns autores6 preconizam a cirurgia ap&oacute;s erup&ccedil;&atilde;o dos caninos permanentes, enquanto outros<sup>9</sup> recomendam ap&oacute;s erup&ccedil;&atilde;o dos incisivos laterais permanentes. No entanto, sugere- se interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica na dentadura mista, ap&oacute;s erup&ccedil;&atilde;o dos incisivos centrais superiores, caso haja aus&ecirc;ncia de espa&ccedil;o para erup&ccedil;&atilde;o dos incisivos laterais associado a freio labial hipertr&oacute;fico e diastema interincisal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O principal problema do tratamento ortod&ocirc;ntico dos diastemas interincisivos consiste na estabilidade p&oacute;s-tratamento quando a frenectomia n&atilde;o &eacute; realizada. Isso &eacute; explicado pelo fato de que, quando os incisivos s&atilde;o movimentados orotodonticamente, o tecido que estava entre eles fica acumulado. Diferentemente do tecido &oacute;sseo, o tecido gengival n&atilde;o sofre reabsor&ccedil;&atilde;o em curto per&iacute;odo de tempo. As fibras col&aacute;genas e el&aacute;sticas s&atilde;o ent&atilde;o comprimidas e ocorre uma for&ccedil;a de rea&ccedil;&atilde;o que pode resultar recidiva do diastema<sup>5,9,10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabendo-se que o freio labial hipertr&oacute;fico pode causar altera&ccedil;&otilde;es na integridade da sa&uacute;de bucal, este trabalho tem como objetivo apresentar o caso cl&iacute;nico de freio labial superior hipertr&oacute;fico associado a diastema interincisal e aus&ecirc;ncia de espa&ccedil;o para erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral superior esquerdo, com indica&ccedil;&atilde;o de frenectomia labial superior durante o tratamento ortod&ocirc;ntico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Relato do caso cl&iacute;nico</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Paciente LAM, nove anos de idade, do g&ecirc;nero masculino, veio encaminhado do ortodontista com indica&ccedil;&atilde;o para realiza&ccedil;&atilde;o de frenectomia labial superior. O paciente estava em tratamento ortod&ocirc;ntico interceptativo h&aacute; tr&ecirc;s meses. O motivo para indica&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica foi presen&ccedil;a de freio labial superior fibroso, que caso fosse mantido, n&atilde;o permitiria a estabilidade do caso ap&oacute;s o fechamento do espa&ccedil;o interincisivo. Al&eacute;m disto, n&atilde;o havia espa&ccedil;o suficiente para erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral superior esquerdo. Na anamnese n&atilde;o houve relato de nenhum envolvimento sist&ecirc;mico que contraindicasse o procedimento cir&uacute;rgico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao exame cl&iacute;nico, observou-se que ao ser pressionado, o freio labial produzia isquemia na papila palatina, sendo diagnosticado freio labial hipertr&oacute;fico hipertr&oacute;fico (<a href="#fig01">Figura 1</a>). O paciente encontrava-se na fase de dentadura mista. A radiografia panor&acirc;mica mostrou aus&ecirc;ncia de les&otilde;es patol&oacute;gicas e desenvolvimento normal dos dentes permanentes sucessores (<a href="#fig02">Figura 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a15fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os respons&aacute;veis foram informados a respeito do tratamento e da possibilidade de publica&ccedil;&atilde;o dos dados e, ent&atilde;o, assinaram o termo de consentimento livre esclarecido (TCLE). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi montado aparelho fixo parcial superior 2 x 2, com objetivo de alinhar e nivelar (<a href="#fig03">Figura 3</a>). A frenectomia foi realizada tr&ecirc;s meses ap&oacute;s o fechamento do espa&ccedil;o (<a href="#fig04">Figura 4</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a15fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a15fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A t&eacute;cnica cir&uacute;rgica escolhida foi a de Archer, tamb&eacute;m conhecida como duplo pin&ccedil;amento. Fez-se a antissepsia peribucal com digluconato de clorexidina a 2%, com aux&iacute;lio de uma pin&ccedil;a Kelly e gaze est&eacute;ril, e a intraoral com bochecho de solu&ccedil;&atilde;o aquosa de digluconato de clorexidina a 0,12% por 1min. Seguiu-se a anestesia t&oacute;pica e terminal infiltrativa em fundo de sulco, complementando na regi&atilde;o de rebordo junto &agrave; inser&ccedil;&atilde;o mais baixa do freio, com lidoca&iacute;na a 2% com epinefrina 1:100.000. Duas pin&ccedil;as hemost&aacute;ticas foram posicionadas no freio de tal maneira que uma ficasse paralela &agrave; superf&iacute;cie vestibular do rebordo alveolar e a outra paralela &agrave; superf&iacute;cie labial, formando um &acirc;ngulo de, aproximadamente, 120 graus. Com l&acirc;mina de bisturi n&uacute;mero 15 foram realizadas duas incis&otilde;es paralelas &agrave;s pin&ccedil;as hemost&aacute;ticas em forma de cunha na inser&ccedil;&atilde;o do freio no rebordo at&eacute; o limite da sua inser&ccedil;&atilde;o palatina. Ap&oacute;s as incis&otilde;es, foi realizado o deslocamento e remo&ccedil;&atilde;o de fibras que se encontravam aderidas ao osso para liberar a inser&ccedil;&atilde;o do freio. Realizou-se a sutura com pontos simples descont&iacute;nuos, que foram removidos ap&oacute;s sete dias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o da frenectomia, o paciente continuou o tratamento ortod&ocirc;ntico interceptativo at&eacute; o irrompimento do incisivo lateral, quando recebeu alta parcial. Foi observado fechamento do diastema, erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral esquerdo e aus&ecirc;ncia de recidiva. A <a href="#fig05">Figura 5</a> mostra a estabilidade do caso ap&oacute;s seis (A) e 18 meses (B) de tratamento. Retornos peri&oacute;dicos est&atilde;o sendo realizados para avaliar a necessidade de tratamento ortod&ocirc;ntico corretivo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a15fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existe um consenso entre os autores<sup>5,8-15</sup> a respeito do diagn&oacute;stico de freio labial superior hipertr&oacute;fico. Este pode ser feito por meio do tracionamento do l&aacute;bio superior onde se verifica isquemia e movimenta&ccedil;&atilde;o da papila interdental, al&eacute;m do uso de radiografias e modelos de estudo como meios auxiliares de diagn&oacute;stico. O caso cl&iacute;nico presente atendeu a esses crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diastema interincisivo apresentado no caso cl&iacute;nico pode estar relacionado ao freio labial superior hipertr&oacute;fico, pois este apresentava caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas, como inser&ccedil;&atilde;o baixa, al&eacute;m de ser bastante fibroso. No entanto, na literatura, alguns autores<sup>11,15</sup> levantaram d&uacute;vidas de que o freio hipertr&oacute;fico possa causar diastema ou estar diretamente relacionado com ele, considerando as duas anormalidades como entidades distintas. Isso seria em virtude do fato de que crian&ccedil;as durante a dentadura mista apresentam diastema interincisivo caracter&iacute;stico da fase do "patinho feio". Em condi&ccedil;&otilde;es de normalidade, esse diastema diminui com a erup&ccedil;&atilde;o dos incisivos laterais e fecha-se espontaneamente com a erup&ccedil;&atilde;o dos caninos permanentes<sup>1,5,7,10,15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por isso, existe na literatura<sup>5,8,10</sup> a tend&ecirc;ncia de interven&ccedil;&atilde;o tardia, ou seja, ap&oacute;s erup&ccedil;&atilde;o dos caninos ou segundos molares permanentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, uma vez descartada a associa&ccedil;&atilde;o do diastema com desenvolvimento normal, a interven&ccedil;&atilde;o precoce deve ser empregada<sup>1,5</sup>. A literatura<sup>11</sup> sugere que se deve aguardar a erup&ccedil;&atilde;o dos dentes permanentes antes de tomar qualquer medida para tratamento do diastema, exceto para situa&ccedil;&atilde;o onde esse espa&ccedil;o for de tal grandeza que impe&ccedil;a erup&ccedil;&atilde;o dos incisivos laterais<sup>11</sup>. O caso cl&iacute;nico apresentado mostra concord&acirc;ncia com a literatura, pois o tratamento foi realizado precocemente, antes do final da fase do "patinho feio", devido aus&ecirc;ncia de espa&ccedil;o suficiente para erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral superior esquerdo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A remo&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de um freio labial hipertr&oacute;fico em conjunto com o tratamento ortod&ocirc;ntico &eacute; muito vantajosa<sup>10,11</sup>. Verifica-se na literatura<sup>11</sup> que o freio labial espesso que inibe ou retarda os movimentos ortod&ocirc;nticos deveria ser eliminado durante a movimenta&ccedil;&atilde;o dos dentes ou antes desta. Nesse caso cl&iacute;nico, o tratamento de escolha foi o fechamento do diastema previamente &agrave; cirurgia. Essa sequ&ecirc;ncia de tratamento foi assim determinada pelo fato de alguns autores<sup>10,11</sup> mostrarem que quando se deseja obter atrofia do freio e evitar a possibilidade de recidiva esta &eacute; a conduta adequada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante de v&aacute;rias modalidades de tratamento, &eacute; de extrema import&acirc;ncia que um criterioso diagn&oacute;stico seja realizado com a finalidade de estabelecer o tratamento mais adequado para cada paciente. No caso relatado, essas etapas foram realizadas minuciosamente, e os objetivos esperados foram alcan&ccedil;ados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento indicado foi eficaz demonstrado pela estabilidade p&oacute;s-cir&uacute;rgica, pois ocorreu fechamento do diastema interincisivo mediano, erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral permanente e aus&ecirc;ncia de recidiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Vanzato JW, Sampaio JEC, Toledo BEC. Preval&ecirc;ncia do freio labial an&ocirc;malo e diastema mediano dos maxilares e sua interrela&ccedil;&atilde;o. Rev Ga&uacute;ch Odontol 1999; 47(1):27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=162674&pid=S1413-4012201200030001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Costa HS, Farias IOB, Cardoso CG. Frenectomia labial supe rior como terapia no fechamento interincisal. Rev Assoc Paul Cir Dent 2009; 63(4):308-3. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">3. Pi&eacute;-S&aacute;nchez J, Espa&ntilde;a-Tost AJ, Arnabat-Dom&iacute;nguez J, Gay-Escoda C. Comparative study of upper lip frenectomy with the CO2 laser versus the Er, Cr:YSGG laser. Med Oral Patol Oral Cir 2012; 17(2):228-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Ruli LP, Duarte CA, Milanezi LA, Perri SHV. Fr&ecirc;nulo labial superior e inferior: estudo cl&iacute;nico quanto a morfologia e local de inser&ccedil;&atilde;o e sua influ&ecirc;ncia na higiene bucal. Rev Odontol Uni S&atilde;o Paulo 1997:11(3):195-205. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Coutinho TCL, Vega OC, Portella W. Freio labial superior anormal relacionado com o diastema interincisal. Rev Ga&uacute;ch Odontol 1995; 43(4):207-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Cavalcante JA, Xavier P, Mello-Moura ACV, Alencar CJF, Imparato JCP. Diagn&oacute;stico e tratamento cir&uacute;rgico do freio teto labial persistente em pacientes no per&iacute;odo intertransit&oacute;rio da denti&ccedil;&atilde;o mista &ndash; relato de caso. Rev Inst Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de 2009; 27(3)290-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Shashua D, Artun J. Relapse after orthodontic correction of maxillary median diastema: A follow-up evaluation of consecutive cases. Angle Orthod 1999; 69(3):257-63. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Koora K, Muthu MS, Rathna PV. Spontaneous closure of midline diastema following frenectomy. J Indian Soc Pedod Prev Dent 2007; 25(1):23-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Haddad AE, Fonoff RN. Freio teto-labial persistente &ndash; Diagn&oacute;stico e tratamento cir&uacute;rgico. J Bras Odontopediatr Odontol Beb&ecirc; 2000; 3(19):125-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Valladares Neto J, Ribeiro AV, Silva Filho OG. O dilema do diastema mediano e freio labial superior: An&aacute;lise de pontos fundamentais. ROBRAC 1996; 6(19):9-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Kelman MB, Duarte CA. O freio labial superior e a sua influ&ecirc;ncia na ortodontia e periodontia. Revis&atilde;o de literatura. Rev Assoc Paul Cir Dent 1991; 45(5):581-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. D&iacute;az-Piz&aacute;n ME, Lagrav&egrave;re MO, Villena R. Midline diastema and frenum morphology in the primary dentition. J Dent Child 2006; 73(1):11-4. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">13. Chaubey KK, Arora VK, Thakur R, Narula IS. Perio-esthetic surgery: Using LPF with frenectomy for prevention of scar. J Indian Soc Periodontol 2011 (15):266-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Nogueira Filho GR, Benatti BB, Bittencourt S, Peruzzo DC, Casati MZ, Nociti Jr FH. Frenectomia associada ao enxerto gengival livre. Rev Ga&uacute;ch Odontol 2005; 53(2):128-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Lamenha EGR, Guimar&atilde;es RP, Vicente da Silva CH. Diastema mediano superior: aspectos etiol&oacute;gicos. Int J Dent 2007; 6(1):2-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Mittal M, Murray AM, Sandler JP. Maxillary labial frenectomy: indications and technique. Dent Update 2011; 38(3):159-62.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Cl&aacute;udia Val&eacute;ria de Sousa Resende Penido    <br>   Av. Dom Jos&eacute; Gaspar, 500    <br>   Pr&eacute;dio 46, Cora&ccedil;&atilde;o Eucar&iacute;stico    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   30535-610 Belo Horizonte - MG    <br>     e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:cvpenido@gmail.com" target="_blank">cvpenido@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vanzato]]></surname>
<given-names><![CDATA[JW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[JEC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Toledo]]></surname>
<given-names><![CDATA[BEC.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência do freio labial anômalo e diastema mediano dos maxilares e sua interrelação.]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Gaúch Odontol]]></source>
<year>1999</year>
<volume>47</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>27-34.</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
