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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evidências científicas para o diagnóstico e tratamento da DTM e a relação com a oclusão e a ortodontia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Several concepts involve the etiology of TMD and its relation to occlusion and orthodontics, which has been subject of discussion and controversy, complicating the diagnosis and the construction of an effective therapy for the disorder. The relationship of these three areas has been widely questioned and it is very likely that a paradigm shift is happening concerning TMD. Literature Review: Etiology is multifactorial and complex, so the attempt to isolate a universal cause has not been successful. Signs and symptoms may manifest in several ways and, moreover, inadequate treatments may lead to iatrogenic therapies, allowing the chronicity of symptoms. The aim of this study was to present the existing information on TMD, considering its physiological character, etiology, diagnostic methods, and the different forms of treatment. Additionally, to discuss possible relationship with other areas of dentistry, especially orthodontics and occlusion, through a literature review of national and international databases (PubMed, Scielo, Bireme and Google Scholar). Final considerations: Although controversial, scientific evidence does not seem to support both orthodontics/ TMD and occlusion/TMD relationships. Nevertheless, it is important to stress that occlusal and orthodontic treatment, when correctly conducted, play a crucial role in dentistry since they are involved in several distinct and relevant aspects of function and esthetics of the stomatognathic system and, therefore, they should not be overlooked by dental professionals.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas para o diagn&oacute;stico e tratamento da DTM e a rela&ccedil;&atilde;o com a oclus&atilde;o e a ortodontia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Scientific evidence for the diagnosis and treatment of TMD and its relation to occlusion and orthodontics</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Suelen Cristina Sartoretto <sup>I</sup>; Yuri Dal Bello <sup>II</sup>; Alvaro Della Bona <sup>III</sup>; Marina Sousa Azevedo<sup> III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Acad&ecirc;mica da Faculdade Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil    <br>   <sup>II </sup>Aluno do curso de mestrado do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil    <br>   <sup>III</sup> PhD, coordenador e professor Titular do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> </font>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: V&aacute;rios conceitos envolvem a etiologia da DTM e a rela&ccedil;&atilde;o com a oclus&atilde;o e a ortodontia, o que tem sido objeto de discuss&atilde;o e controv&eacute;rsias, dificultando o diagn&oacute;stico e a constru&ccedil;&atilde;o de uma terap&ecirc;utica eficiente para a disfun&ccedil;&atilde;o. O relacionamento dessas tr&ecirc;s &aacute;reas tem sido amplamente questionado e &eacute; muito prov&aacute;vel que uma mudan&ccedil;a de paradigma esteja acontecendo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; DTM. Revis&atilde;o de literatura: A etiologia &eacute; complexa e multifatorial, por isso, a tentativa de isolar uma causa universal n&atilde;o tem sido bem-sucedida. Os sinais e sintomas podem se manifestar de v&aacute;rias formas e, ainda, terapias inadequadas podem gerar iatrogenias, permitindo a cronifica&ccedil;&atilde;o da sintomatologia. O objetivo deste trabalho foi apresentar as informa&ccedil;&otilde;es existentes sobre o universo da DTM, considerando seu car&aacute;ter fisiol&oacute;gico, etiol&oacute;gico, m&eacute;todos diagn&oacute;sticos e as diferentes formas de tratamento. Al&eacute;m disso, apresenta poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es com outras &aacute;reas da odontologia, especialmente a oclus&atilde;o e a ortodontia, por meio de uma revis&atilde;o de literatura em bases de dados nacionais e internacionais (PubMed, Scielo, Bireme e Google Acad&ecirc;mico). Considera&ccedil;&otilde;es finais: Embora controversas, as evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas parecem n&atilde;o suportar a rela&ccedil;&atilde;o ortodontia/DTM, bem como a rela&ccedil;&atilde;o oclus&atilde;o/DTM. Apesar disso, &eacute; importante ressaltar que os tratamentos oclusal e ortod&ocirc;ntico, corretamente conduzidos, tem papel imprescind&iacute;vel na odontologia, pois est&atilde;o envolvidos em diversos outros aspectos relevantes para a fun&ccedil;&atilde;o e est&eacute;tica do sistema estomatogn&aacute;tico e, portanto, n&atilde;o devem ser negligenciados pelos profissionais da odontologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Transtornos da ATM. Oclus&atilde;o dent&aacute;ria. Ortodontia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Introduction: Several concepts involve the etiology of TMD and its relation to occlusion and orthodontics, which has been subject of discussion and controversy, complicating the diagnosis and the construction of an effective therapy for the disorder. The relationship of these three areas has been widely questioned and it is very likely that a paradigm shift is happening concerning TMD. Literature Review: Etiology is multifactorial and complex, so the attempt to isolate a universal cause has not been successful. Signs and symptoms may manifest in several ways and, moreover, inadequate treatments may lead to iatrogenic therapies, allowing the chronicity of symptoms. The aim of this study was to present the existing information on TMD, considering its physiological character, etiology, diagnostic methods, and the different forms of treatment. Additionally, to discuss possible relationship with other areas of dentistry, especially orthodontics and occlusion, through a literature review of national and international databases (PubMed, Scielo, Bireme and Google Scholar). Final considerations: Although controversial, scientific evidence does not seem to support both orthodontics/ TMD and occlusion/TMD relationships. Nevertheless, it is important to stress that occlusal and orthodontic treatment, when correctly conducted, play a crucial role in dentistry since they are involved in several distinct and relevant aspects of function and esthetics of the stomatognathic system and, therefore, they should not be overlooked by dental professionals.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Temporomandibular joint disorders. Dental occlusion. Orthodontics.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular (DTM) &eacute; uma doen&ccedil;a complexa, de car&aacute;ter c&iacute;clico ou transit&oacute;rio, com causas multifatoriais, e os sinais e sintomas podem se manifestar por meio de v&aacute;rias formas. A poss&iacute;vel rela&ccedil;&atilde;o com a ortodontia e a oclus&atilde;o dificulta a realiza&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico adequado e a constru&ccedil;&atilde;o de uma terap&ecirc;utica eficiente para a disfun&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A forte rela&ccedil;&atilde;o da denti&ccedil;&atilde;o com a DTM foi estabelecida &ndash; erroneamente &ndash; h&aacute; d&eacute;cadas. As conclus&otilde;es equivocadas originaram-se da interpreta&ccedil;&atilde;o de resultados de estudos retrospectivos de s&eacute;ries de casos. Alguns conceitos ultrapassados, de assuntos esgotados &agrave;s vezes, influenciam muitos cl&iacute;nicos. Essas ideias de tratamento provocam insatisfa&ccedil;&atilde;o nos que acompanham a ci&ecirc;ncia e prejudicam os que se submetem aos tratamentos. Quanto menos letal uma condi&ccedil;&atilde;o &eacute;, mais suscet&iacute;vel est&aacute; a essa impropriedade<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na presen&ccedil;a de artigos cient&iacute;ficos mais consistentes, o relacionamento dessas tr&ecirc;s entidades tem sido amplamente questionado, e &eacute; muito prov&aacute;vel que uma mudan&ccedil;a de paradigma esteja acontecendo na &aacute;rea da DTM. Assim, &eacute; necess&aacute;ria a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento te&oacute;rico-cient&iacute;fico mais s&oacute;lido em torno dessas rela&ccedil;&otilde;es para que as evid&ecirc;ncias sejam confirmadas. Al&eacute;m do que, &eacute; cada vez mais frequente o aparecimento de pacientes portadores de DTM, o que exige do profissional n&atilde;o s&oacute; conhecimento dessa doen&ccedil;a, mas o manejo apropriado desses indiv&iacute;duos com uma vis&atilde;o hol&iacute;stica e multidisciplinar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo tem como objetivo apresentar de forma clara e fundamentada as informa&ccedil;&otilde;es existentes sobre a DTM, considerando o car&aacute;ter fisiol&oacute;gico da articula&ccedil;&atilde;o, a etiologia multifatorial, os m&eacute;todos diagn&oacute;sticos e as formas de tratamento. Al&eacute;m disso, apresenta poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es com outras &aacute;reas da odontologia, especialmente a oclus&atilde;o e a ortodontia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>Revis&atilde;o de literatura</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular (ATM) &eacute;, certamente, uma das mais complexas articula&ccedil;&otilde;es do corpo humano e, como parte do sistema estomatogn&aacute;tico, est&aacute; diretamente relacionada a fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas gerais. Interliga tecidos independentes, mantendo a efici&ecirc;ncia dos movimentos e a estabilidade da mand&iacute;bula. &Eacute; respons&aacute;vel pelos movimentos mastigat&oacute;rios e pelas atividades funcionais, como falar, mastigar e deglutir, al&eacute;m de atividades parafuncionais, que s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es realizadas sem um objetivo espec&iacute;fico e de forma inconsciente<sup>2-3</sup>. A ATM &eacute; uma estrutura que sofre continuamente mudan&ccedil;as estruturais. Essas mudan&ccedil;as ocorrem por modela&ccedil;&atilde;o e remodela&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e s&atilde;o respons&aacute;veis pela adapta&ccedil;&atilde;o do tecido articular frente &agrave;s for&ccedil;as cont&iacute;nuas que atuam sobre este. Ultrapassando o limite da ATM, as for&ccedil;as atuantes nesse tecido tornam-se inj&uacute;rias, favorecendo o aparecimento da DTM<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muitas s&atilde;o as denomina&ccedil;&otilde;es utilizadas para designar a condi&ccedil;&atilde;o dolorosa musculoesquel&eacute;tica orofacial: s&iacute;ndrome de Costen, s&iacute;ndrome da ATM, disfun&ccedil;&atilde;o mandibular, s&iacute;ndrome da dor e disfun&ccedil;&atilde;o miofacial, desordens craniomandibulares, disfun&ccedil;&atilde;o craniomandibular, disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular, DTM<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Academia Americana de Dor Orofacial define a DTM como um conjunto de dist&uacute;rbios que envolvem os m&uacute;sculos mastigat&oacute;rios, a ATM e as estruturas associadas<sup>5</sup>. Al&eacute;m disso, &eacute; apontada como a principal causa de dor de origem n&atilde;o dental na regi&atilde;o orofacial, incluindo cabe&ccedil;a, face e estruturas relacionadas.</font></p>  <font size="2" face="Verdana"><b>Etiologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A etiologia e patofisiologia dessa desordem ainda &eacute; pobremente conhecida<sup>6</sup>. Estudos recentes demonstram que a DTM tem origem multifatorial, por isso, a tentativa de isolar uma causa n&iacute;tida e universal n&atilde;o tem sido bem-sucedida<sup>5</sup>. Apesar disso, pesquisas relatam que a etiologia da DTM gira em torno de uma inter-rela&ccedil;&atilde;o entre tr&ecirc;s fatores: psicocomportamentais, oclusais e neuromusculares. Dessa forma, o entendimento da origem e das caracter&iacute;sticas dessas altera&ccedil;&otilde;es, bem como o planejamento do respectivo tratamento, tem relev&acirc;ncia no entendimento da DTM<sup>7-8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fatores psicocomportamentais ou psicossociais, como ansiedade, estresse e depress&atilde;o, s&atilde;o considerados atualmente como os principais fatores etiol&oacute;gicos da DTM<sup>9-10</sup>. Esses autores mencionam que h&aacute; uma depress&atilde;o moderada ou grave nos pacientes portadores de DTM grave, e que todos os pacientes que apresentaram depress&atilde;o grave apresentaram algum tipo de DTM. Selaimen et al.<sup>11</sup> (2005) conclu&iacute;ram que a depress&atilde;o desempenha um papel important&iacute;ssimo n&atilde;o s&oacute; na etiologia, como tamb&eacute;m na perpetua&ccedil;&atilde;o da DTM. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pessoas expostas a v&aacute;rios fatores estressantes comumente demonstram um aumento de hiperatividade muscular<sup>12</sup>. &Eacute; importante lembrar que o tipo e a intensidade de estresse variam muito de um indiv&iacute;duo para outro. Dessa forma, torna-se dif&iacute;cil julgar a intensidade de um fator estressante no paciente<sup>13</sup>. Mesmo assim, o cirurgi&atilde;o-dentista deve estar atento ao envolvimento ou n&atilde;o de fatores psicol&oacute;gicos, emocionais e sociais nesses pacientes, pois muitos sintomas org&acirc;nicos t&ecirc;m substrato emocional<sup>10,12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um estudo que avaliou pacientes com DTM demonstrou que o estresse influencia a sintomatologia da DTM, j&aacute; que de 48 pacientes atendidos com DTM, 89,6% necessitavam de atendimento psicol&oacute;gico<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A participa&ccedil;&atilde;o dos fatores oclusais e os h&aacute;bitos parafuncionais na etiologia da DTM s&atilde;o controversos. Segundo alguns estudos, esses dist&uacute;rbios podem ocorrer em raz&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas, traumas e/ou problemas psicossociais e podem produzir altera&ccedil;&otilde;es suficientes para desencadear problemas na articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular<sup>7,15,16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Santos et al.<sup>17</sup> (2006) afirmam que em virtude da possibilidade de as disfun&ccedil;&otilde;es da ATM se originarem no in&iacute;cio do crescimento craniofacial, h&aacute; um elevado n&uacute;mero de crian&ccedil;as que apresentam sinais e sintomas associados com dist&uacute;rbios temporomandibulares. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o entre DTM e fatores de ordem econ&ocirc;mica, n&iacute;vel de escolaridade e faixa et&aacute;ria foi determinada como sendo negativa<sup>18-19</sup>. Apesar disso, estudos apontam que grande parte dos estudantes universit&aacute;rios apresentam algum sinal ou sintoma de disfun&ccedil;&atilde;o<sup>20-21</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O g&ecirc;nero parece possuir papel importante na rela&ccedil;&atilde;o com a DTM, pois pesquisas d&atilde;o conta de que essa altera&ccedil;&atilde;o &eacute; mais comum em mulheres principalmente em idade f&eacute;rtil. Acredita-se que os n&iacute;veis hormonais est&atilde;o relacionados ao aumento da vulnerabilidade gen&eacute;tica &agrave; DTM, explicando a alta frequ&ecirc;ncia de DTM em mulheres<sup>22-24</sup>. Carrara et al.<sup>8</sup> (2010) citam os fatores que supostamente s&atilde;o mais relevantes, subdividindo-os em fatores predisponentes (que aumentam o risco da DTM), fatores iniciadores (que causam a instala&ccedil;&atilde;o da DTM) e fatores perpetuantes (que interferem no controle da patologia). Dentre os mais relevantes encontram-se o trauma (direto, indireto ou microtrauma), fatores psicossociais (ansiedade, depress&atilde;o etc.) e fatores fisiopatol&oacute;gicos (sist&ecirc;micos, locais e gen&eacute;ticos). Por&eacute;m, ainda &eacute; dif&iacute;cil estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o causal entre essas altera&ccedil;&otilde;es e DTM. </font></p>  <font size="2" face="Verdana"><b>Sintomatologia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sintomas mais frequentes relatados pelos pacientes com DTM s&atilde;o dores na face, articula&ccedil;&atilde;o e/ou m&uacute;sculos mastigat&oacute;rios. Exemplo disso s&atilde;o os estudos realizados por Pereira et al.<sup>25</sup> (2005) e Santos et al.<sup>17</sup> (2006), onde 100% dos indiv&iacute;duos com diagn&oacute;stico de DTM apresentaram dor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dor de cabe&ccedil;a pode ser resultado das estruturas temporomandibulares ou pode ser referida na ATM proveniente de outras &aacute;reas da cabe&ccedil;a. Essa coincid&ecirc;ncia se deve ao fato de que o nervo trig&ecirc;meo &eacute; o caminho final para a dor de cabe&ccedil;a e para a DTM, tornando a rela&ccedil;&atilde;o dor de cabe&ccedil;a e DTM um tanto confusa. Tem sido sugerido que a DTM e a dor de cabe&ccedil;a s&atilde;o entidades distintas, mas que podem estar associadas, atuando de forma rec&iacute;proca como fatores agravantes ou perpetuantes<sup>26</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Manifesta&ccedil;&otilde;es como zumbido, plenitude auricular, otalgia, tonturas, al&eacute;m de desarranjo no disco articular com redu&ccedil;&atilde;o, que &eacute; caracterizado pela presen&ccedil;a de estalidos durante a abertura e fechamento da boca, e desarranjos sem redu&ccedil;&atilde;o, que refletem uma limita&ccedil;&atilde;o na abertura bucal, tamb&eacute;m podem ser manifesta&ccedil;&otilde;es de pacientes com DTM<sup>5,27</sup>. O estudo epidemiol&oacute;gico desenvolvido por Gon&ccedil;alves et al.<sup>28</sup> (2009) relata que no Brasil aproximadamente 37,5% da popula&ccedil;&atilde;o apresenta ao menos um sintoma de DTM. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Altera&ccedil;&otilde;es no complexo temporomandibular tamb&eacute;m podem refletir em adapta&ccedil;&otilde;es em todo o sistema muscular do indiv&iacute;duo, desencadeando altera&ccedil;&otilde;es posturais (posi&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a e da cintura escapular), podendo resultar em modifica&ccedil;&otilde;es em toda a biomec&acirc;nica corporal<sup>29</sup>. </font></p>  <font size="2" face="Verdana"><b>Diagn&oacute;stico</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito ao diagn&oacute;stico da DTM, verifica- se que ainda n&atilde;o h&aacute; m&eacute;todo confi&aacute;vel de diagn&oacute;stico e mensura&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a e severidade da DTM que possa ser usado de maneira irrestrita por pesquisadores e cl&iacute;nicos. Apesar disso, para o diagn&oacute;stico de casos individuais, a anamnese continua sendo o passo mais importante na formula&ccedil;&atilde;o da impress&atilde;o diagn&oacute;stica inicial<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No exame anamn&eacute;sico deve ser feita uma completa identifica&ccedil;&atilde;o de fatores predisponentes, fatores iniciadores e fatores perpetuantes<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O cirurgi&atilde;o dentista, desde o in&iacute;cio do diagn&oacute;stico, precisa estar atento ao envolvimento ou n&atilde;o de fatores psicol&oacute;gicos, emocionais (ansiedade, depress&atilde;o e estresse), fatores cognitivos (expectativas e significados) e sociais, pois muitos casos de DTM t&ecirc;m substrato emocional. Dessa forma, ele poder&aacute; distinguir o grau de comprometimento psicol&oacute;gico na disfun&ccedil;&atilde;o apresentada, e o quanto esses fatores psicossociais est&atilde;o interferindo no desenvolvimento da doen&ccedil;a, para, assim, poder indicar a necessidade de encaminhamento psicol&oacute;gico<sup>30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Leeuw<sup>5</sup> (2010), o exame f&iacute;sico, que consiste, resumidamente, na palpa&ccedil;&atilde;o da ATM e musculatura, na mensura&ccedil;&atilde;o da movimenta&ccedil;&atilde;o ativa e an&aacute;lise de ru&iacute;dos articulares quando executado por profissionais treinados e calibrados, &eacute; instrumento importante no diagn&oacute;stico e formula&ccedil;&atilde;o de propostas de terapia, assim como de acompanhamento da efic&aacute;cia dos tratamentos propostos. Al&eacute;m disso, a polissonografia e as imagens da ATM s&atilde;o tidas como meios auxiliares importantes na avalia&ccedil;&atilde;o da ATM e estruturas associadas, e consequentemente no diagn&oacute;stico de DTM<sup>8</sup>. </font></p>  <font size="2" face="Verdana"><b>DTM e ortodontia</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">B&oacute;sio<sup>31</sup> (2004) cita que durante os anos 1970 e 1980 a ideia da rela&ccedil;&atilde;o causal entre DTM e m&aacute; oclus&atilde;o era evidente. Consequentemente, a DTM deveria desaparecer quando eliminada a m&aacute; oclus&atilde;o por meio de um tratamento ortod&ocirc;ntico ou prot&eacute;tico proporcionado pela mudan&ccedil;a de esquema oclusal. A partir de 1990, as evid&ecirc;ncias t&ecirc;m mostrado que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a nos sinais e sintomas de DTM entre os pacientes que foram tratados ortodonticamente e os que n&atilde;o foram tratados<sup>32-33</sup>. Um trabalho onde 1.081 crian&ccedil;as foram avaliadas demonstrou que a realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento ortod&ocirc;ntico n&atilde;o altera os valores de preval&ecirc;ncia, nem de incid&ecirc;ncia de DTM nos indiv&iacute;duos<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A necessidade de investigar o relacionamento entre ortodontistas e DTM vem da ocorr&ecirc;ncia de casos legais em que pacientes responsabilizaram ortodontistas por causar sintomas de DTM durante ou ap&oacute;s o tratamento ortod&ocirc;ntico<sup>34</sup>. McNamara et al.<sup>32</sup> (1995) listaram sete conclus&otilde;es que refutam essa poss&iacute;vel associa&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; sinais e sintomas de DTM ocorrem em pacientes saud&aacute;veis;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; sinais e sintomas de DTM aumentam com a idade, particularmente durante a adolesc&ecirc;ncia;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; tratamento ortod&ocirc;ntico executado durante a adolesc&ecirc;ncia n&atilde;o aumenta ou diminui as chances de desenvolvimento de DTM posteriormente;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; a extra&ccedil;&atilde;o de dentes como parte do tratamento ortod&ocirc;ntico n&atilde;o aumenta o risco de desenvolvimento de DTM;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; n&atilde;o h&aacute; risco elevado de DTM associado com nenhum tipo de mecanismo ortod&ocirc;ntico particular;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; embora uma oclus&atilde;o est&aacute;vel seja um objetivo razo&aacute;vel do tratamento ortod&ocirc;ntico, n&atilde;o alcan&ccedil;ar uma oclus&atilde;o ideal n&atilde;o resulta em sinais e sintomas de DTM;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; n&atilde;o tem sido demonstrado nenhum m&eacute;todo de preven&ccedil;&atilde;o de DTM. Quando sinais e sintomas severos de DTM est&atilde;o presentes, tratamentos simples podem alivi&aacute;-los na maioria dos pacientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dibbets e Van der Weele<sup>35</sup> (1992) acompanharam pacientes que foram submetidos aos mais variados tratamentos ortod&ocirc;nticos, e ap&oacute;s vinte anos de acompanhamento os autores conclu&iacute;ram que nem tratamento ortod&ocirc;ntico nem extra&ccedil;&atilde;o tem um relacionamento causal com sinais e sintomas de DTM. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Henrikson e Nilder<sup>36</sup> (2000) compararam jovens mulheres de 11 a 15 anos de idade tratadas e n&atilde;o tratadas por ortodontia. Os autores conclu&iacute;ram que o tratamento ortod&ocirc;ntico n&atilde;o aumenta o risco nem piora os sinais pr&eacute;-tratamento de DTM. Pelo contr&aacute;rio, indiv&iacute;duos com classe II e sinais de DTM de origem muscular parecem ser beneficiados funcionalmente por tratamento ortod&ocirc;ntico numa perspectiva de dois anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Num estudo longitudinal de coorte investigando o relacionamento entre tratamento ortod&ocirc;ntico e DTM, Macfarlane et al.<sup>24</sup> (2009) conclu&iacute;ram que o tratamento ortod&ocirc;ntico n&atilde;o causa nem previne DTM e que participantes com hist&oacute;ria de tratamento ortod&ocirc;ntico n&atilde;o t&ecirc;m risco elevado de desenvolver DTM. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora muitos ortodontistas afirmem que h&aacute; uma melhora no quadro de sintomas da DTM imediatamente ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o do aparelho ortod&ocirc;ntico, tem sido aceito que boa parte dessa evolu&ccedil;&atilde;o &eacute; em virtude da nova situa&ccedil;&atilde;o intraoral, desencadeando um processo de cogni&ccedil;&atilde;o, onde a nova situa&ccedil;&atilde;o funciona como um alerta para o indiv&iacute;duo abandonar os maus h&aacute;bitos, como, por exemplo, apertar os dentes, al&eacute;m de aumentar a sua ader&ecirc;ncia ao tratamento, incrementando o &iacute;ndice de sucesso do mesmo<sup>33</sup>. Em estudo realizado por Stephan- Filho<sup>37</sup> (2005), onde o objetivo era avaliar as atitudes e cren&ccedil;as dos ortodontistas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; DTM e &agrave; dor orofacial (DOF), por meio da aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio, concluiu-se que a maior parte dos entrevistados n&atilde;o se sente segura com rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico, decis&atilde;o terap&ecirc;utica e avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados do tratamento de DTM/DOF. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Michelotti et al.<sup>38</sup> (2005), os sinais e sintomas de DTM s&atilde;o flutuantes e imprevis&iacute;veis e podem emergir durante o tratamento ortod&ocirc;ntico. O ortodontista deve informar o paciente que a DTM &eacute; uma altera&ccedil;&atilde;o frequente na popula&ccedil;&atilde;o em geral e a etiologia &eacute; multifatorial, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel estabelecer uma correla&ccedil;&atilde;o com o tratamento ortod&ocirc;ntico. Para Machen<sup>39</sup> (1990), antes do tratamento ortod&ocirc;ntico &eacute; aconselh&aacute;vel executar uma triagem para examinar a presen&ccedil;a de DTM. Por raz&otilde;es m&eacute;dico- legais, todos os achados, incluindo sons, desvios durante os movimentos mandibulares ou dor, devem ser anotados e atualizados a cada seis meses e um consentimento informado deve ser assinado pelo paciente. Se o paciente apresentar sinais e sintomas antes do tratamento ortod&ocirc;ntico, o primeiro passo deve ser a obten&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico; segundo &eacute; resolver a dor, seguindo um protocolo conservativo de tratamento, incluindo farmacoterapia, aconselhamento, terapia comportamental, terapia f&iacute;sica ou aparelhos oclusais<sup>38</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Resultados obtidos por Kim et al.<sup>40</sup> (2002), por meio de uma meta-an&aacute;lise, indicaram n&atilde;o haver estudos apontando que o tratamento ortod&ocirc;ntico aumenta a preval&ecirc;ncia de DTM. Somente um dos 31 artigos analisados apontou o desenvolvimento do dist&uacute;rbio ap&oacute;s extra&ccedil;&atilde;o dental devido ao tratamento ortod&ocirc;ntico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma pesquisa realizada por Diatchenko et al.<sup>41</sup> (2005) analisou a influ&ecirc;ncia gen&eacute;tica na ocorr&ecirc;ncia de DTM. Os resultados demonstraram que entre pessoas com uma variante do gene codificado (catechol-O-methyltransferase), que &eacute; uma enzima associada com dor, o risco de desenvolver DTM foi significativamente maior para sujeitos que reportaram uma hist&oacute;ria de tratamento ortod&ocirc;ntico. Esses achados abrem um novo cen&aacute;rio no risco para desenvolvimento de DTM que necessita de investiga&ccedil;&otilde;es futuras. </font></p>  <font size="2" face="Verdana"><b>DTM e oclus&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Especialidades dentro da odontologia defendiam diferentes conceitos para os efeitos causais e curativos da DTM. Os primeiros sinais e sintomas foram descritos por Costen<sup>42</sup> em 1934, e v&aacute;rios autores passaram a acreditar nesses conceitos espec&iacute;ficos. Costen acreditava que os problemas de disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular eram ocasionados pela m&aacute; oclus&atilde;o<sup>31</sup>. Al&eacute;m disso, ele defendia que mudan&ccedil;as na condi&ccedil;&atilde;o dental guiariam mudan&ccedil;as anat&ocirc;micas na ATM, criando sintomas auriculares<sup>42</sup>. Posteriormente, interfer&ecirc;ncias oclusais foram consideradas como fatores de risco para DTM. Foi sugerido que um equil&iacute;brio oclusal forneceria balanceio muscular para eliminar o bruxismo43. Por&eacute;m, estudos de eletromiografia objetivando testar essa hip&oacute;tese aplicando interfer&ecirc;ncias oclusais experimentais encontraram resultados inconsistentes<sup>44-45</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como citado anteriormente, as altera&ccedil;&otilde;es oclusais inicialmente foram postuladas como principais fatores etiol&oacute;gicos de DTM, e com a evolu&ccedil;&atilde;o das pesquisas essa rela&ccedil;&atilde;o foi perdendo for&ccedil;a<sup>46</sup>. Essa baixa relev&acirc;ncia &eacute; encontrada em estudos como o de Legrell e Isberg<sup>47</sup> (1999), que observaram que a DTM intracapsular pode provocar altera&ccedil;&atilde;o na posi&ccedil;&atilde;o da mand&iacute;bula e, consequentemente, na oclus&atilde;o dent&aacute;ria. Esse estudo determinou um relacionamento direto de causa e efeito, onde a m&aacute; oclus&atilde;o n&atilde;o seria o fator respons&aacute;vel pelo problema da DTM intracapsular, mas, sim, o resultado do problema. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pullinger e Seligman<sup>48</sup> (2000), examinando 381 pacientes, conclu&iacute;ram que a oclus&atilde;o dent&aacute;ria &eacute; respons&aacute;vel por apenas uma pequena parcela dos casos de DTM e tamb&eacute;m que os movimentos de deslizamento c&ecirc;ntrico entre m&aacute;xima intercuspida&ccedil;&atilde;o habitual (MIH) e posi&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o c&ecirc;ntrica (PRC) e o overjet acentuado foram os fatores oclusais investigados que mostraram maior probabilidade para o desenvolvimento de DTM intracapsular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de verificar a associa&ccedil;&atilde;o entre DTM e alguns fatores oclusais, Marinho et al.<sup>49</sup> (2009) procuram avaliar se a presen&ccedil;a de contatos oclusais no lado de balanceio e/ou de discrep&acirc;ncia entre RC e MIH maior que 2 mm tem correla&ccedil;&atilde;o significativa com a DTM. Os autores conclu&iacute;ram que n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante e que os fatores oclusais parecem ser apenas uma pe&ccedil;a no mosaico do processo multifatorial da DTM. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em 1988, Grene e Laskin<sup>50</sup> publicaram uma lista de dez mitos a respeito da rela&ccedil;&atilde;o DTM/oclus&atilde;o, que continuam sendo discutidos atualmente:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; pessoas com certos tipos de maloclus&atilde;o (por exemplo, classe II divis&atilde;o 2, overbite profundo) s&atilde;o mais propensos &agrave; DTM;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; pessoas com orienta&ccedil;&atilde;o incisiva acentuada ou aus&ecirc;ncia de guia incisal s&atilde;o mais propensas a desenvolver DTM; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; pessoas com desarmonias maxilomandibulares grosseiras s&atilde;o propensas a desenvolver DTM;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; radiografias pr&eacute;vias ao tratamento ortod&ocirc;ntico de ambas as ATMs devem ser feitas e a posi&ccedil;&atilde;o dos c&ocirc;ndilos avaliada para que o tratamento produza um bom relacionamento entre c&ocirc;ndilo e fossa;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; tratamento ortod&ocirc;ntico bem executado reduz a probabilidade de desenvolvimento subsequente de DTM; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; finaliza&ccedil;&atilde;o de tratamento ortod&ocirc;ntico de acordo com fun&ccedil;&otilde;es oclusais espec&iacute;ficas reduz a probabilidade de desenvolvimento de DTM;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; uso de certos procedimentos e/ou aparelhos ortod&ocirc;nticos tradicionais pode aumentar a probabilidade de DTM; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; pacientes adultos que t&ecirc;m algum tipo de desarmonia oclusal junto com sintomas de DTM precisar&aacute; de alguma forma de corre&ccedil;&atilde;o oclusal;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &bull; retrus&atilde;o da mand&iacute;bula por causas naturais ou por procedimentos &eacute; o maior fator na etiologia de DTM;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> &bull; quando a mand&iacute;bula &eacute; distalizada (retru&iacute;da), o disco articular pode se deslocar para frente do c&ocirc;ndilo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> De acordo com a opini&atilde;o cient&iacute;fica, nenhuma dessas coloca&ccedil;&otilde;es &eacute; evidente. A maior parte dos estudos executados usando um delineamento apropriado e avaliando vari&aacute;veis relevantes foi incapaz de mostrar que a terapia ortod&ocirc;ntica tem efeito preventivo ou curativo na ocorr&ecirc;ncia de DTM. Portanto, embora v&aacute;rias m&aacute;s oclus&otilde;es tenham sido associadas com sinais e sintomas de DTM, os estudos publicados n&atilde;o t&ecirc;m sido executados com rigoroso delineamento e s&atilde;o abertos &agrave;s cr&iacute;ticas. Al&eacute;m disso, &eacute; fato que diversos estudos que investigam o relacionamento de fatores oclusais com DTM utilizam amostras pequenas ou estudantes como controle. O controle deve ser da mesma popula&ccedil;&atilde;o dos casos, reduzindo a possibilidade de vieses6. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Tratamento</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A terapia de qualquer patologia depende da adequada avalia&ccedil;&atilde;o do caso, al&eacute;m da considera&ccedil;&atilde;o de aspectos importantes, como, por exemplo, se a desordem est&aacute; ou ir&aacute; influenciar posteriormente no tratamento<sup>7</sup>. Segundo Koh e Robinson<sup>51</sup> (2004), a pr&aacute;tica da odontologia baseada em evid&ecirc;ncia n&atilde;o ampara a prescri&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas que promovam mudan&ccedil;as oclusais complexas e irrevers&iacute;veis, como o ajuste oclusal por desgaste seletivo, terapia ortod&ocirc;ntica, cirurgia ortogn&aacute;tica ou t&eacute;cnicas de reabilita&ccedil;&atilde;o oral prot&eacute;tica no tratamento da DTM. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um estudo com pacientes apresentando sinais e sintomas de DTM prop&ocirc;s tratamento utilizando placa oclusal miorrelaxante de acetato com 2 mm de espessura durante um m&ecirc;s. Decorrido esse per&iacute;odo, verificou-se que o uso da placa permitiu melhora no quadro &aacute;lgico na maioria dos indiv&iacute;duos, al&eacute;m de melhor distribui&ccedil;&atilde;o do lado de predomin&acirc;ncia mastigat&oacute;ria e altera&ccedil;&atilde;o do lado de inclina&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a<sup>29</sup>. Controlar a dor, recuperar a fun&ccedil;&atilde;o do aparelho mastigat&oacute;rio, reeducar o paciente e amenizar cargas adversas que perpetuam o problema s&atilde;o os objetivos do tratamento da DTM, al&eacute;m do que tem sido proposto que a respira&ccedil;&atilde;o e a postura exercem pap&eacute;is importantes na DTM, e que a reeduca&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a esses fatores podem ser relevantes no tratamento da DTM<sup>52</sup>. Terapias inadequadas podem gerar iatrogenias, permitir a cronifica&ccedil;&atilde;o da dor, al&eacute;m de induzir o paciente a acreditar, equivocadamente, que sua patologia deveria ser tratada por profissional de outra especialidade. A utiliza&ccedil;&atilde;o inicial de terapias n&atilde;o invasivas, como a educa&ccedil;&atilde;o, farmacoterapia, fisioterapia, treinamento postural, interven&ccedil;&atilde;o comportamental, s&atilde;o recomendadas em virtude da alt&iacute;ssima efic&aacute;cia<sup>6,8</sup>. A terapia com medica&ccedil;&atilde;o opioide ou, ainda, o uso de antidepressivos e anticonvulsivantes quando corretamente empregados podem ser importantes auxiliares no tratamento da DTM<sup>53</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pr&aacute;tica cir&uacute;rgica na ATM &eacute; necess&aacute;ria em casos espec&iacute;ficos, tais como anquilose, fraturas e determinados dist&uacute;rbios cong&ecirc;nitos ou de desenvolvimento<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estruturas danificadas na ATM t&ecirc;m uma capacidade limitada de regenera&ccedil;&atilde;o, como &eacute; o caso da cartilagem do disco articular. Pesquisas com c&eacute;lulas- tronco t&ecirc;m apresentado resultados bastante promissores nessa &aacute;rea com o desenvolvimento de c&eacute;lulas condrog&ecirc;nicas a partir de c&eacute;lulas mesenquimais indiferenciadas provenientes de tecido medular54, cord&atilde;o umbilical<sup>55</sup> ou, ainda, c&eacute;lulas do fluido sinovial presente na ATM<sup>56</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O flu&iacute;do sinovial presente na ATM atua na lubrifica&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o do disco articular, al&eacute;m de facilitar a movimenta&ccedil;&atilde;o da ATM. Al&eacute;m disso tem sido proposto que esse flu&iacute;do &eacute; fonte de c&eacute;lulas mesenquimais indiferenciadas<sup>57</sup>. Um estudo em que foram removidas essas c&eacute;lulas indiferenciadas do l&iacute;quido sinovial da ATM de pacientes com disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular demonstrou que essas c&eacute;lulas apresentaram potencial de diferencia&ccedil;&atilde;o em diversas linhagens celulares, como, por exemplo, c&eacute;lulas osteog&ecirc;nicas e condrog&ecirc;nicas. Assim, foi proposto que essas c&eacute;lulas mesenquimais podem ter um papel importante na regenera&ccedil;&atilde;o dos tecidos articulares numa situa&ccedil;&atilde;o de inj&uacute;ria<sup>58</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, embora mais pesquisas sejam necess&aacute;rias, a aplica&ccedil;&atilde;o da engenharia tecidual por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas-tronco poder&aacute; se apresentar como alternativa no tratamento de pacientes com DTM no futuro. </font></p>      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por ser cada vez mais frequente o aparecimento de pacientes portadores de DTM na cl&iacute;nica di&aacute;ria, a exig&ecirc;ncia por parte do profissional aumenta n&atilde;o s&oacute; pelo conhecimento dessa doen&ccedil;a e suas implica&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m pelo manejo apropriado desses indiv&iacute;duos com uma vis&atilde;o hol&iacute;stica e multidisciplinar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A anamnese continua sendo o passo mais importante na forma&ccedil;&atilde;o da impress&atilde;o diagn&oacute;stica inicial. Apesar disso, verifica-se que ainda n&atilde;o h&aacute; m&eacute;todo confi&aacute;vel de diagn&oacute;stico e mensura&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a e severidade da DTM que possa ser usado de maneira irrestrita pelos pesquisadores e cl&iacute;nicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora mais pesquisas sejam necess&aacute;rias, estudos recentes apontam para a aplica&ccedil;&atilde;o da engenharia tecidual pela utiliza&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas-tronco como alternativa no tratamento de pacientes com DTM. At&eacute; o presente momento, com base na literatura pertinente, parece l&iacute;cito afirmar que a DTM apresenta um car&aacute;ter multifatorial, com diagn&oacute;stico e tratamento complexos, exigindo um conhecimento amplo e multidisciplinar para o tratamento adequado dos pacientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora permane&ccedil;am assuntos controversos, as evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas parecem n&atilde;o suportar a rela&ccedil;&atilde;o ortodontia-DTM, bem como a rela&ccedil;&atilde;o oclus&atilde;o-DTM. Apesar disso, &eacute; importante ressaltar que os tratamentos oclusal e ortod&ocirc;ntico, corretamente conduzidos, continuam tendo papel imprescind&iacute;vel na odontologia, pois est&atilde;o envolvidos em diversos outros aspectos relevantes para a fun&ccedil;&atilde;o e est&eacute;tica do sistema estomatogn&aacute;tico e, portanto, n&atilde;o devem ser negligenciados pelos profissionais da odontologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Faber J. Tratamento da disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular (DTM) e dor orofacial. Dental Press J Orthod 2010; 15(3):5- 6. (Editorial) </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=163180&pid=S1413-4012201200030001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Matheus RA, Ghelardi IR, Vega N, Domingos B, Tanaka EE, Almeida SM, et al. A rela&ccedil;&atilde;o entre os h&aacute;bitos parafuncionais e a posi&ccedil;&atilde;o do disco articular em pacientes sintom&aacute;ticos para disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular. Rev Bras Odont 2005; 62(1/2):9-12.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 3. Teixeira SA, Almeida FM. A influ&ecirc;ncia do tratamento ortod&ocirc;ntico nas disfun&ccedil;&otilde;es temporomandibulares. Arq Bras Odontol. 2007; 2:129-36.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> 4. Siqueira JTT, Teixeira MJ. Dor orofacial: Diagn&oacute;stico, terap&ecirc;utica e qualidade de vida. 2. Ed. S&atilde;o Paulo: Editora Maio; 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 5. Leeuw R. Dor orofacial: guia de avalia&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico e tratamento. 4. Ed. S&atilde;o Paulo: Quintessence; 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 6. Michelotti A, Iodice G. The role of orthodontics in temporomandibular disorders. Journal of Oral Rehabil 2010; 37(6):411-29.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 7. Melo GM, Barbosa FS. Parafun&ccedil;&atilde;o x DTM: a influ&ecirc;ncia dos h&aacute;bitos parafuncionais na etiologia das desordens temporomandibulares. POS- Prespect. Oral Sci 2009; 1(1):43-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 8. Carrara SV, Conti PCR, Juliana SB. Termo do 1&ordm; Consenso em Disfun&ccedil;&atilde;o Temporomandibular e dor Orofacial. Dental Press J Orthod 2010; 15(3):114-20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 9. Toledo BAS, Capote TSO, Campos JADB. Associa&ccedil;&atilde;o entre disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular e depress&atilde;o. Cienc Odontol Bras 2008; 11(4):75-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 10. Coronatto EAS, Zuccoloto MCC, Bataglion C, Bitondi MBM. Associa&ccedil;&atilde;o entre disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular e ansiedade: estudo epidemiol&oacute;gico em pacientes ed&ecirc;ntulos. J Dent, Recife 2009; 8(1):6-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 11. Selaimen C, Brilhante D, Grossi ML. Depression and neuropsychologic testing in patients with temporomandibular disorders. Rev Odonto Ci&ecirc;nc. Porto Alegre 2005; 20(48):148- 56.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 12. Davis DM, Fiske J, Scott B, Radford DR. The emotional effects of tooth loss: a preliminary quantitative study. Br Dent J, Ribeir&atilde;o Preto 2000; 188(9):503-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Okeson JP. Fundamentos de oclus&atilde;o e desordens temporomandibulares. 2. Ed. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 1992.</font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> 24. Macfarlane TV, Kenealy P, Kingdon HA, Mohlin BO, Pilley JR, Richmond S, et al. Twenty-year cohort study of health gain from orthodontic treatment: temporomandibular disorders. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2009; 135(6): 692. e1- 692.e8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 25. Pereira KNF, Andrade LLS, Costa MLG, Portal TF. Sinais e sintomas de pacientes com disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular. Rev. CEFAC 2005; 7(2):221-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 26. Graff-Radford SB. Temporomandibular disorder and headache. Dent Clin N Am 2007; 51(1):129-54.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 27. Roda RF, Fern&aacute;ndez JMD, Baz&aacute;n SH, Soriano YJ, Marigaix M, Sarrion G. A review of temporomandibular joint disease (TMJ). Part II: Clinical and radiological semiology. Morbidy processes. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2008; 13(2):102-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 28. Gon&ccedil;alves DA, Speciali JG, Jales LC, Camparis CM, Bigal ME. Temporomandibular symptoms, migraine and chronic daily headaches in the population. Neurology 2009; 73(8):645-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 29. Strini PJSA, Sousa GC, Bernardino Junior R, Strini PJSA, Neto AJF. Altera&ccedil;&otilde;es biomec&acirc;nicas em pacientes portadores de disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular antes e ap&oacute;s o uso de dispositivos oclusais. Revista Odonto 2009; 17(33):42-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 30. Cestari K, Camparis CM, Fatores psicol&oacute;gicos: sua import&acirc;ncia no diagn&oacute;stico das Desordens Temporomandibulares. JBA 2002; 2(5):54-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">31. B&oacute;sio J&Aacute;. O paradigma da rela&ccedil;&atilde;o entre oclus&atilde;o, Ortodontia e disfun&ccedil;&atilde;o t&ecirc;mporo-mandibular. Rev Dental Press Ortodon Ortop Facial 2004; 9(6):84-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">32. Mcnamara JA, Seligman D, Okeson J. Occlusion, Orthodontic treatment and temporomandibular disorders: a review. J Orofacial Pain 1996; 9(1):73-90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">33. Conti PCR. Ortodontia e disfun&ccedil;&otilde;es temporomandibulares: o estado da arte. R Dental Press Ortodon Ortop Facial 2009; 14(6):12-3. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">34. Pollack B. Cases of note. Michigan jury awards $850,000 on ortho case: a tempest in a teapot. Am J Orthodon Dentofacial Orthop 1988; 94(4):358-60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">35. Dibbets JM, Van Der Weele LT. Long-term effects orthodontic treatment, including extraction, on sings and symptoms attributed to CMD. Eur J. Orthod 1992; 14(1):16-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">36. Henrikson T, Nilner M. Temporomandibular disorders and the need for stomatognathic treatment in orthodontically treated and untreated girls. Eur J Orthod 2000; 22(3):283- 92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">37. Estephan-Filho EJM. Levantamento das atitudes e cren&ccedil;as dos ortodontistas com rela&ccedil;&atilde;o a disfun&ccedil;&atilde;o t&ecirc;mporo-mandibular e dor orofacial. Dental Press Ortodon Ortop Facial 2005; 10(4): 60-75. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">38. Michelotti A, De Wijer A, Steenks MH, Farella M. Home-exercise regimes for the management of non-specific temporomandibular disorders. J Oral Rehabil 2005; 32(11):779-85. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">39. Machen DE. Legal aspects of orthodontic pratice: risk management concepts. Excellent diagnostic informed consent practice and record keeping make a difference. Am J Orthod Dentofacial Orthop 1990; 98(4):381-82. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">40. Kim MR, Graber TM, Viana MA. Orthodontics and temporomandibular disorders: A meta-analysis. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2002; 121(5):438-46.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 41. Diatchenko L, Slade GD, Nackley AG, Bhalang K, Sigurdsson A, Belfer I. Genetic basis for individual variations on pain perception and the development of a chronic pain condition. Hum Mol Genet 2005; 14(1):135-43. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">42. Costen JB. A syndrome of ear and sinus symptoms dependent upon disturbed function of the temporomanubular joint. Ann Otol Rhinol Laryngol 1934; 106(10):805-19. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">43. Ramfjord SP. Bruxism, a clinical and electromyographic study. J Am Dent Assoc 1961; 62:21-44. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">44. Belser UC, Hannam AG. The influence of altered working-side oclusal guidance on masticatory muscles and related jaw movement. J Prosthet Dent 1985; 53(3):406-13. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">45. Christensen LV, Rassouli NM. Experimental Occlusal Interferences. Part I.A review. J Oral Rehabil 1995; 22(7):515-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">46. Martins DC, Avalia&ccedil;&atilde;o das disfun&ccedil;&otilde;es temporomandibulares no exame ortod&ocirc;ntico inicial. Rev Dent Press Ortodon Ortop Facial 2000; 5(1):12-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 47. Legrell PE, Isberg A. Mandibular length and midline asymmetry after experimentally induced temporomandibular joint disk displacement in rabbits. Am J Orthod Dentalfacial Orthop 1999; 115(3):247-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">48. Pullinger AG, Seligman DA. Quantification and validation of predictive values of occlusal variables in temporomandibular disorders using a multifactorial analysis. J Prosthet Dent 2000; 83(1):66-75. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">49. Marinho CC, Cruz FLG, Leite FPP. Correla&ccedil;&atilde;o entre a oclus&atilde;o e a disfun&ccedil;&atilde;o temporomandibular. Rev Odonto 2009; 17(34):49-55.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 50. Greene CS, Laskin DM, Long-term status of TM clicking in patients with myofascial pain and dysfunction. J Am Dent Assoc 1988; 117(3):461-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">51. Koh H, Robinson PG, Occlusal adjustment for treating and preventing temporomandibular joint disorders. J Oral Rehabil 2004; 31(4):287-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">52. Bartley J. Breathing and temporomandibular joint disease. J Bodyw Mov 2011; 15(3):291-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">53. Bouloux GF. Use of opioids in long-term management of temporomandibular joint dysfunction. J Oral Maxillofac Surg 2011; 69(7):1885-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">54. Johnstone B, Hering TM, Caplan AI, Goldberg VM Yoo JU. In vitro chondrogenesis of bone marrow-derived mesenchymal progenitor cells. Exp Cell Res 1998; 238(1):265-72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">55. Bailey MM, Wang L, Bode CJ, Mitchell KE, Detemore, M. S. A comparison of humn umbilical cord mtrix stem cells and temporomandibular joint condylar chondrocytes for tissue engineering temporomandibular joint condylar cartilage. Tissue Eng 2007; 13(8):2003-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">56. Hegewald AA, Ringe J, Bartel J, Kr&uuml;ger I, Notter M, Barnewitz D, et al. Hyaluronic acid and autologous synovial fluid induce chondrogenic differenciation of equine mesenchymal stem cell: a preliminary study. Tissue Cell 2004; 36(6):431-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">57. Meng QG, Long X. A hypothetical biological synovial fluid for treatment of temporomandibular joint disease. Med Hypotheses 2007; 70(4):835-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">58. Koyama N, Okubo Y, Nakao K, Osawa K, Fujimura K, Bessho K. Pluripotency of medenchymal cells derived from synovial fluid inpatients with temporomandibular joint disorder. Life Sci 2011; 89(19-20):741-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">59. Mohlin BO, Derweduwen K, Pilley R, Kingdon A, Shaw WC, Kenealy P. Malocclusion and temporomandibular disorder: a comparison of adolescents with moderate to severe dysfunction with those without signs and symptoms of temporomandibular disorder an their further development to 30 years of age. Angle orthod 2004, 74(3):319-27. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Suelen Cristina Sartoretto    <br>   Rua Cipriano Jos&eacute; Breda, 17, Bairro Nossa Senhora Aparecida    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   99590-000 Rondinha - RS    <br>    </font><font size="2" face="Verdana">   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:susartoretto@hotmail.com" target="_blank">susartoretto@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Faber]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamento da disfunção temporomandibular (DTM) e dor orofacial.]]></article-title>
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