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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To define a treatment protocol for orbital fractures, comparing it to the various forms of treatment existent in current literature. Methods: The proposed protocol was based on clinical experience acquired by a maxillo-facial surgeon in three hospitals in Porto Alegre - RS. We selected the most relevant articles on the subject, discussing different forms of orbital fractures treatment. Results: After clinical and radiographic evaluation, when observing neurologic or ocular lesions, patients should be referred to an ophthalmologist and neurologist, respectively. After the diagnosis of the maxillo-facial surgeon the treatment must be performed according to the orbital anatomical region involved. Conclusion: The setting of a quality protocol for a trauma service is essentially important, since orbital fractures should be diagnosed accurately and quickly, seeking an appropriate treatment to minimize its after-effects.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Protocolo de tratamento em fraturas orbit&aacute;rias</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Treatment protocol for orbital fractures</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Neimar Scolari <sup>I</sup>; Claiton Heitz <sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;o-dentista, residente multiprofissional em sa&uacute;de - cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial no Hospital S&atilde;o Lucas da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   <sup>II </sup>Professor Titular de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia da PUCRS, coordenador resid&ecirc;ncia multiprofissional em sa&uacute;de &ndash; cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>    </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objetivo: Definir um protocolo de tratamento em fraturas orbit&aacute;rias, comparando-o com as diversas formas de tratamento existentes na literatura atual. Metodologia: O protocolo proposto foi elaborado com base na experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica adquirida por um cirurgi&atilde;o bucomaxilofacial junto a tr&ecirc;s hospitais em Porto Alegre - RS. Foram selecionados artigos de maior relev&acirc;ncia sobre o assunto, discutindo diferentes formas de tratamento das fraturas orbit&aacute;rias. Resultados: Ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e radiogr&aacute;fica, quando constatados les&otilde;es oculares ou neurol&oacute;gicas, os pacientes devem ser encaminhados ao oftalmologista e neurologista, respectivamente. Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico do cirurgi&atilde;o bucomaxilofacial, o tratamento deve ser realizado de acordo com a regi&atilde;o anat&ocirc;mica orbit&aacute;ria envolvida. Conclus&atilde;o: O estabelecimento de um protocolo num servi&ccedil;o de trauma de qualidade &eacute; de fundamental import&acirc;ncia, visto que as fraturas orbit&aacute;rias devem ser diagnosticadas com precis&atilde;o e rapidez, visando a um tratamento adequado que minimize suas sequelas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>&Oacute;rbita. Fraturas orbit&aacute;rias. Protocolos cl&iacute;nicos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objective: To define a treatment protocol for orbital fractures, comparing it to the various forms of treatment existent in current literature. Methods: The proposed protocol was based on clinical experience acquired by a maxillo-facial surgeon in three hospitals in Porto Alegre - RS. We selected the most relevant articles on the subject, discussing different forms of orbital fractures treatment. Results: After clinical and radiographic evaluation, when observing neurologic or ocular lesions, patients should be referred to an ophthalmologist and neurologist, respectively. After the diagnosis of the maxillo-facial surgeon the treatment must be performed according to the orbital anatomical region involved. Conclusion: The setting of a quality protocol for a trauma service is essentially important, since orbital fractures should be diagnosed accurately and quickly, seeking an appropriate treatment to minimize its after-effects.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Orbit. Orbital fractures. Clinical protocols.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), traumas est&atilde;o entre as principais causas de morte no mundo. Todos os dias, 16.000 pessoas morrem como resultado de algum tipo de trauma<sup>1</sup>. Entre os v&aacute;rios tipos de trauma, o facial &eacute; o mais not&aacute;vel, em raz&atilde;o das suas consequ&ecirc;ncias emocionais e funcionais e a possibilidade de deformidades permanentes<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais causas dos traumas de face nas na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento s&atilde;o os acidentes de tr&acirc;nsito<sup>3-5</sup>, agress&otilde;es, quedas, les&otilde;es relacionadas com esportes e conflitos civis<sup>6</sup>. J&aacute; nos pa&iacute;ses desenvolvidos, os assaltos s&atilde;o a etiologia mais frequente em tais fraturas<sup>7-8</sup>. A grande variabilidade na preval&ecirc;ncia relatada<sup>9</sup> &eacute; em virtude de uma variedade de fatores, tais como o ambiente, g&ecirc;nero, idade, n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, bem como o mecanismo da inj&uacute;ria<sup>10-11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria de les&otilde;es na face deve-se &agrave; enorme exposi&ccedil;&atilde;o e &agrave; pouca prote&ccedil;&atilde;o dessa regi&atilde;o, o que acarreta frequentemente les&otilde;es graves. As les&otilde;es da cabe&ccedil;a e da face podem representar 50% de todas as mortes traum&aacute;ticas<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico e o tratamento de les&otilde;es traum&aacute;ticas faciais obtiveram grande progresso nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Trata-se de um trauma de abrang&ecirc;ncia multidisciplinar, envolvendo especialmente especialidades odontol&oacute;gicas e m&eacute;dicas: oftalmologia, cirurgia pl&aacute;stica, cirurgia e traumatologia bucomaxilofaciais e neurocirurgia. Uma agress&atilde;o localizada na face n&atilde;o envolve apenas tecido mole e ossos, mas tamb&eacute;m, por extens&atilde;o, pode acometer o c&eacute;rebro, olhos, seios da face e denti&ccedil;&atilde;o<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Portanto, o tratamento dessas fraturas exige a habilidade do cirurgi&atilde;o em estabelecer o seu correto diagn&oacute;stico e, posteriormente, executar seu reparo cir&uacute;rgico ou n&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sequelas do inadequado tratamento das fraturas orbit&aacute;rias, como enoftalmia, restri&ccedil;&atilde;o da mobilidade ocular e distopia ocular ou orbital, representam problemas est&eacute;ticos e funcionais muito dif&iacute;ceis, sen&atilde;o imposs&iacute;veis de serem corrigidos<sup>14</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como objetivo definir um protocolo de tratamento diante das fraturas orbit&aacute;rias, comparando-o com as formas de tratamento existentes na literatura atual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Metodologia</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta proposta de protocolo de tratamento de fraturas orbit&aacute;rias (<a href="#fig01">Fig. 1</a>) foi elaborada com base na experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica adquirida por um cirurgi&atilde;o bucomaxilofacial junto a tr&ecirc;s hospitais na cidade de Porto Alegre - RS, sendo que dois deles s&atilde;o considerados refer&ecirc;ncia no tratamento do trauma. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se uma pesquisa utilizando a ferramenta chamada "pesquisa m&uacute;ltipla", dispon&iacute;vel junto ao site da biblioteca central Irm&atilde;o Jos&eacute; Ot&atilde;o, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, para realizar o acesso &agrave; base de dados, utilizando as palavras-chaves na l&iacute;ngua inglesa: "orbital fractures, orbit, treatment protocols", com a finalidade de buscar artigos com maior relev&acirc;ncia sobre o assunto. Os artigos foram selecionados aleatoriamente ap&oacute;s sua listagem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O protocolo de tratamento de fraturas orbit&aacute;rias, detalhado no fluxograma abaixo, descreve passo a passo a conduta a ser adotada pelo profissional que atende e ser&aacute; respons&aacute;vel pelo tratamento e/ou encaminhamento desse paciente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v17n3/a21fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Traumas faciais s&atilde;o de grande import&acirc;ncia na sociedade moderna porque t&ecirc;m influ&ecirc;ncias emocionais e funcionais na vida das pessoas e podem causar deformidades permanentes. Al&eacute;m disso, frequentemente envolvem graves inj&uacute;rias<sup>2,12,15</sup>. V&aacute;rios pesquisadores t&ecirc;m descrito as etiologias do trauma facial. No entanto, essas causas mudam anualmente de acordo com a sua localiza&ccedil;&atilde;o, em virtude da mudan&ccedil;a acentuada no perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o<sup>16-17-18-19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O desenvolvimento de protocolos em hospitais refer&ecirc;ncia de trauma &eacute; de suma import&acirc;ncia. Esses funcionam como guias de orienta&ccedil;&atilde;o e podem ser usados com a finalidade de padronizar condutas ancoradas na literatura cient&iacute;fica, que, por sua vez, devem ser somados &agrave; experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica do profissional no atendimento a esses pacientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O trauma ocular quando presente em fraturas orbit&aacute;rias pode ter o envolvimento de outros ossos da face ou se apresentar de forma isolada na &oacute;rbita<sup>20</sup>, representando de 4 a 10% de todas as fraturas faciais<sup>21-22</sup>. Les&otilde;es oculares associadas com grandes traumas, onde o n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia &eacute; reduzido ou inexistente, o paciente pode n&atilde;o relatar sintomas resultando em les&otilde;es "fatais" para sua vis&atilde;o<sup>23-24</sup>. O profissional deve estar atento &agrave;s queixas do paciente quando relatadas. Clinicamente podem estar presentes: edema, hemorragia subconjuntival, equimose periorbit&aacute;ria, hematoma periorbit&aacute;rio, diplopia, enoftalmia, perfura&ccedil;&atilde;o do globo ocular, lacera&ccedil;&atilde;o palpebral, entre outros<sup>25</sup>. Nesses casos, o oftalmologista deve fazer a avalia&ccedil;&atilde;o das respostas pupilares, campos visuais e um exame de fundo de olho<sup>24-25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pacientes acometidos por trauma cranioencef&aacute;lico (TCE), muitas vezes se encontram insconscientes, e s&atilde;o classificados pela escala de Glasgow, avaliando os par&acirc;metros de abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Fraturas basilares de cr&acirc;nio, evidenciadas pelos sinais cl&iacute;nicos de otorreia ou rinorreia, sinal de Battle, equimose periorbital bilateral ou evidenciadas em tomografias computadorizadas devem ser diagnosticadas e tratadas primariamente com fechamento da f&iacute;stula liqu&oacute;rica pelo neurocirurgi&atilde;o<sup>25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o oftalmol&oacute;gica e neurol&oacute;gica precede a classifica&ccedil;&atilde;o das fraturas orbit&aacute;rias segundo o protocolo descrito. Eventualmente, oftalmologista e neurologista podem ser solicitados novamente para o fechamento do diagn&oacute;stico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fraturas de teto orbit&aacute;rio s&atilde;o as mais raras comparadas com outras paredes que envolvem a &oacute;rbita<sup>26</sup>. No entanto, quando ocorrem, acometem o osso frontal (seio frontal), podendo resultar em les&otilde;es oculares severas<sup>27-28</sup>. Essas fraturas podem se estender internamente, ocupando a por&ccedil;&atilde;o posterior da &oacute;rbita, envolvendo o canal &oacute;tico<sup>25</sup>. Nesses casos, neurocirurgi&otilde;es devem ser os respons&aacute;veis pelo tratamento, caso exista comprometimento encef&aacute;lico, cabendo ao cirurgi&atilde;o bucomaxilofacial, num tratamento multidisciplinar, executar a redu&ccedil;&atilde;o e posterior fixa&ccedil;&atilde;o interna r&iacute;gida e/ou reconstru&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica das fraturas<sup>29</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Les&otilde;es que acometem isoladamente a parede lateral da &oacute;rbita tamb&eacute;m podem ser consideradas raras<sup>26</sup>. Frequentemente, em traumas orbit&aacute;rios, ocorrem deslocamentos insignificantes nessa parede, e quando ocorrem fraturas, s&atilde;o na regi&atilde;o da sutura frontozigom&aacute;tica<sup>25</sup>. Nos casos onde n&atilde;o existem queixas de acuidade visual, defeitos est&eacute;ticos ou maiores deslocamentos &oacute;sseos, optou-se pela proserva&ccedil;&atilde;o. Caso contr&aacute;rio, a redu&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica da parede lateral poder&aacute; ser aliada &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o interna r&iacute;gida no momento da abordagem para tratamento da fratura existente na sutura frontozigom&aacute;tica<sup>30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos sinais mais evidentes da fratura da parede medial &eacute; um dist&uacute;rbio de mobilidade, adu&ccedil;&atilde;o geralmente deficiente, causada por danos ou encarceramento do m&uacute;sculo reto medial. Outras estruturas que podem ser lesadas com fraturas da parede medial incluem tend&atilde;o cantal medial, tr&oacute;clea e sistema de drenagem lacrimal<sup>30</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os achados cl&iacute;nicos sugestivos de uma fratura da parede medial, al&eacute;m do edema periorbital e equimoses, hemorragia subconjuntival e enfisema subcut&acirc;neo podem estar presentes. &Eacute; importante estar alerta para a rinorreia, que representa les&otilde;es para as meninges e &eacute;, portanto, uma indica&ccedil;&atilde;o para uso profil&aacute;tico de antibi&oacute;ticos de amplo espectro<sup>25,30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em fraturas orbit&aacute;rias que acometem a parede medial, o tratamento cir&uacute;rgico, se necess&aacute;rio, deve ser executado ap&oacute;s novo exame cl&iacute;nico de reavalia&ccedil;&atilde;o do paciente em at&eacute; duas semanas, visto que a presen&ccedil;a de edema sobre a regi&atilde;o fraturada pode "mascarar" o exame inicial<sup>30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Les&otilde;es que acometem o assoalho orbit&aacute;rio s&atilde;o muito comuns<sup>25,30</sup>. Geralmente, ao exame cl&iacute;nico (ap&oacute;s duas semanas do trauma) o paciente apresenta edema e equimose periorbit&aacute;ria, assoaciado &agrave; dor. Se o rebordo infraorbit&aacute;rio estiver envolvido, durante a sua palpa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel sentir um degrau na regi&atilde;o. Eventualmente o paciente pode ter queixas de hiperestesia, disestesia ou hiperalgesia, quando o nervo infraorbit&aacute;rio estiver envolvido<sup>30</sup>. Em fraturas do tipo blow-out, ocorre o extravasamento da gordura periorbit&aacute;ria para o interior do seio maxilar. O m&uacute;sculo reto inferior tamb&eacute;m pode se encontrar aprisionado no interior da fratura, limitando o movimento vertical ocular<sup>14,25,30</sup>. No caso de poss&iacute;vel aprisionamento, devem ser avaliados os sinais do reflexo oculocard&iacute;aco: bradicardia, n&aacute;usea e s&iacute;ncope, que podem estar presentes<sup>31</sup>. Nessas situa&ccedil;&otilde;es, o reparo cir&uacute;rgico deve ser realizado, sob pena desse m&uacute;sculo permanecer encarcerado no interior da fratura e causar dano neuromuscular permanente<sup>16,25,30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As fraturas faciais que ocorrem concomitantemente com o trauma orbit&aacute;rio podem ser mais importantes. Geralmente est&atilde;o associadas ao trauma de grande impacto e grande energia cin&eacute;tica<sup>16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A equimose e a dor periorbit&aacute;ria s&atilde;o sinais e sintomas mais comuns associados com as fraturas do osso orbital<sup>32</sup>. Se durante o exame cl&iacute;nico n&atilde;o se constata fratura de nariz e zigoma, um achado de hemorragia subconjuntival &eacute; suficiente para o diagn&oacute;stico de fratura do osso frontal. J&aacute; as fraturas naso-&oacute;rbito-etmoidal (NOE) podem produzir deformidade nasal, edema e equimose palpebral, hemorragia subconjuntival, extravasamento de fluido cerebroespinhal, telecanto traum&aacute;tico, &acirc;ngulos cantais aumentados e at&eacute; mesmo cegueira<sup>33-34</sup>. Les&otilde;es frontais podem estar associadas com anestesia ou parestesia do nervo supraorbit&aacute;rio e supratroclear<sup>5</sup>. Nessas situa&ccedil;&otilde;es, interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas podem salvar a vida do paciente. A atua&ccedil;&atilde;o conjunta dos profissionais, como neurocirurgi&atilde;o, cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico, cirurgi&atilde;o bucomaxilofacial, oftalmologista e otorrinolaringologista, faz-se necess&aacute;ria, podendo representar excel&ecirc;ncia no reparo aos danos causados pelo trauma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso de protocolos de tratamento de fraturas orbit&aacute;rias em servi&ccedil;os de trauma possibilita agilidade e rapidez no fechamento diagn&oacute;stico e tratamento dos traumas faciais que acometem a popula&ccedil;&atilde;o em geral. Atrav&eacute;s deles pode-se unificar as formas de tratamento, amparados em evid&ecirc;ncias. No entanto, a literatura atual possui poucos registros de servi&ccedil;os que est&atilde;o aptos e atuam ancorados em protocolos. Maiores estudos devem ser realizados na tentativa de instituir protocolos cl&iacute;nicos em centros de trauma, aperfei&ccedil;oando os j&aacute; existentes.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Peden M, McGee K, Krug E. Injury: a leading cause of the global burdenof disease, 2000. Geneva: Word Health Organization; 2002. &#91;cited 2012 Jan 12.&#93; Available from: http:// whqlibdoc.who.int/publications/2002/9241562323.pdf </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=163408&pid=S1413-4012201200030002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Bisson JI, Shepherd JP, Dhutia M. Psychological sequelae of facial trauma. J Trauma 1997; 43:496-500. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Ansari MH. Maxillofacial fractures in Hamedan province, Iran: a retrospective study (1987-2001). J Craniomaxillofac Surg 2004; 32:28-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Oji C. Jaw fractures in Enugu, Nigeria, 1985-95. Br J Oral Maxillofac Surg 1999; 37:106-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Adebayo ET, Ajike OS, Adekeye EO. Analysis of the pattern of maxillofacial fractures in Kaduna, Nigeria. Br J Oral Maxillofac Surg 2003; 41:396-400. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Chuong R, Kaban LB. Fractures of the zygomatic complex. J Oral Maxillofac Surg 1986; 44:283. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Afzelius L, Rosen C. Facial fractures. Int J Oral Surg 1980; 9:25-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Fridrich KL, Pena-Velasco G, Olson RAJ. Changing trends with mandibular fractures. J Oral Maxillofac Surg 1992; 50:586-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Haug RH, Prather J, Indresano AT. An epidemiologic survey of facial fractures and concomitant injuries. J Oral Maxillofac Surg 1990; 48(9):926-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Adekeye EO. The pattern of fractures of the facial skeleton in Kaduna, Nigeria: A survey of 1447 cases. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1980; 49:491. </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<br>   Avenida Ipiranga, 6681 &ndash; Partenon    <br>   90.619-900 Porto Alegre - RS    <br>    e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:cheitz@terra.com.br" target="_blank">cheitz@terra.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Peden]]></surname>
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<surname><![CDATA[McGee]]></surname>
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<surname><![CDATA[Krug]]></surname>
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<source><![CDATA[Injury: a leading cause of the global burdenof disease]]></source>
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