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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A análise da radiografia prévia pelo operador melhora o desempenho do localizador apical eletrônico em dentes com fratura radicular: estudo in vitro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: this study investigated whether the analysis of previous radiograph by the operator influences the performance of the electronic apex locator MiniApex®, upon measuring the working length in teeth with apical root fracture. Materials and method: twenty singlerooted lower premolars were randomly allocated in two groups: GA - teeth with intact root, and GB - teeth with simulated horizontal fracture on the apical third. The working length was determined by visual examination (visual WL) 1 mm shorter from either the total tooth length (GA) or the fracture line (GB). A single operator performed the working length electronic measures (electronic WL) using the 0.5 mark on the device's display. For both groups, the electronic measures were performed in two different moments: phase I - without analysis of previous radiograph, and phase II - with analysis of previous radiograph (measuring the apparent WL with a millimeter ruler). The performance of the apex locator was investigated by comparing each electronic WL measurement to the visual WL, using the Student's t test for data analysis. Results: there was not statistical difference in the GA group regarding the performance of the apex locator for phase I (p = 0.619), as well as for phase II (p = 0.177). There was statistical difference in the GB group for phase I (p = 0.003), but not for phase II (p = 0.489). Conclusion: The analysis of previous radiograph by the operator is imperative for clinical practice, and it improved the performance of the electronic apex locator MiniApex® during the measurement of the WL in extracted teeth with simulated apical root fracture.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Endodontia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>A an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via pelo operador melhora o desempenho do localizador apical eletr&ocirc;nico em dentes com fratura radicular: estudo in vitro</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>The analysis of previous radiograph by the operator improves the performance of the apex locator in teeth with root fracture: in vitro study</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tiago Andr&eacute; Fontoura de Melo<sup>I</sup>;Renata Grazziotin Soares<sup>II</sup>Daniele Muraro<sup>III</sup>;&Eacute;rica Couto Prebianca<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre em Endodontia. Professor do curso de Odontologia da Faculdade da Serra Ga&uacute;cha, Caxias do Sul, RS, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Doutora em Endodontia. Professora do curso de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   <sup>III</sup>Especialista em Endodontia, Porto Alegre, RS, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: este estudo objetivou investigar se a an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via pelo operador influencia no desempenho do localizador apical eletr&ocirc;nico MiniApex&reg; no momento da mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho em dentes com fratura radicular apical. Materiais e m&eacute;todo: vinte pr&eacute;-molares inferiores unirradiculares foram randomicamente divididos em dois grupos: GA &ndash; dentes com raiz &iacute;ntegra e GB &ndash; dentes com fratura horizontal simulada no ter&ccedil;o apical. O comprimento de trabalho foi determinado de forma visual (CTvisual) reduzindo-se 1 mm do comprimento total do dente (GA) ou da linha da fratura (GB). Um &uacute;nico operador realizou as medidas eletr&ocirc;nicas do comprimento de trabalho (CTeletr&ocirc;nico), utilizando a marca de 0.5 no display do aparelho. Para ambos os grupos, as medidas eletr&ocirc;nicas foram realizadas em fases distintas: fase I &ndash; sem an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via e fase II &ndash; com an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via (medindo-se com r&eacute;gua milimetrada o comprimento aparente de trabalho). O desempenho do localizador apical foi investigado por meio da compara&ccedil;&atilde;o de cada medida do CTeletr&ocirc;nico com o CTvisual; utilizando-se, para an&aacute;lise dos dados, o teste t de Student. Resultados: para o GA, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho do localizador tanto para a fase I (p = 0,619) como para a fase II (p = 0,177). Para o GB houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica para a fase I (p = 0,003), mas n&atilde;o para a fase II (p = 0,489). Conclus&atilde;o: a an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via pelo operador, fator indispens&aacute;vel na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, melhorou o desempenho do localizador eletr&ocirc;nico apical MiniApex&reg; durante a mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho em dentes extra&iacute;dos com fratura radicular apical simulada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave: </B>Endodontia. Diagn&oacute;stico. Fraturas dos dentes. Radiografia. Odontometria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: this study investigated whether the analysis of previous radiograph by the operator influences the performance of the electronic apex locator MiniApex&reg;, upon measuring the working length in teeth with apical root fracture. Materials and method: twenty singlerooted lower premolars were randomly allocated in two groups: GA &ndash; teeth with intact root, and GB &ndash; teeth with simulated horizontal fracture on the apical third. The working length was determined by visual examination (visual WL) 1 mm shorter from either the total tooth length (GA) or the fracture line (GB). A single operator performed the working length electronic measures (electronic WL) using the 0.5 mark on the device's display. For both groups, the electronic measures were performed in two different moments: phase I &ndash; without analysis of previous radiograph, and phase II &ndash; with analysis of previous radiograph (measuring the apparent WL with a millimeter ruler). The performance of the apex locator was investigated by comparing each electronic WL measurement to the visual WL, using the Student's t test for data analysis. Results: there was not statistical difference in the GA group regarding the performance of the apex locator for phase I (p = 0.619), as well as for phase II (p = 0.177). There was statistical difference in the GB group for phase I (p = 0.003), but not for phase II (p = 0.489). Conclusion: The analysis of previous radiograph by the operator is imperative for clinical practice, and it improved the performance of the electronic apex locator MiniApex&reg; during the measurement of the WL in extracted teeth with simulated apical root fracture. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords:</B> Endodontics. Diagnosis. Tooth fractures. Radiograph. Odontometry.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via &eacute; fundamental para se realizar um correto diagn&oacute;stico e plano de tratamento em endodontia<sup>1-3</sup>, evitando erros operat&oacute;rios durante o tratamento. Os exames radiogr&aacute;ficos auxiliam ao longo de todas as fases do preparo qu&iacute;mico mec&acirc;nico e, evidentemente, na mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho. No decorrer da reali</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">za&ccedil;&atilde;o da odontometria convencional pela t&eacute;cnica de Ingle<sup>4</sup>, s&atilde;o necess&aacute;rias, em m&eacute;dia, duas radiografias periapicais para a realiza&ccedil;&atilde;o da medida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Mais recentemente, com a dissemina&ccedil;&atilde;o do uso cl&iacute;nico dos aparelhos localizadores apicais eletr&ocirc;nicos, a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de tomadas radiogr&aacute;ficas durante a etapa de mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho endod&ocirc;ntico tem sido minimizada, ou at&eacute; dispensada. In&uacute;meros estudos cient&iacute;ficos v&ecirc;m mostrando a adequada acur&aacute;cia dos localizadores apicais eletr&ocirc;nicos, no que concerne &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da medida do comprimento de trabalho endod&ocirc;ntico, tanto em modelos in vitro<sup>5-8</sup>, quanto in vivo<sup>9,10</sup>. Dessa maneira, a realiza&ccedil;&atilde;o do exame radiogr&aacute;fico como coadjuvante ao uso do localizador apical na mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho &eacute; desnecess&aacute;ria. Em contrapartida, autores indicam a tomada radiogr&aacute;fica durante a fase de odontometria eletr&ocirc;nica quando o operador necessita de mais informa&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; anatomia, bem como em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, nas quais, por diferentes motivos, a medida permanece n&atilde;o confi&aacute;vel<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do exposto, a radiografia pr&eacute;via &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do tratamento endod&ocirc;ntico &eacute; indispens&aacute;vel, sendo um consenso entre os autores<sup>3,12,13</sup>. Essa tomada radiogr&aacute;fica permite ao operador verificar detalhes sobre a anatomia radicular e o comprimento aparente do dente, informa&ccedil;&otilde;es que possibilitam antever se o tratamento ocorrer&aacute; normalmente ou com alguma intercorr&ecirc;ncia. Em dentes traumatizados, por exemplo, que apresentam fratura radicular apical, a radiografia pr&eacute;via possibilita vislumbrar um comprimento adequado de trabalho, aqu&eacute;m da linha de fratura, objetivando a manuten&ccedil;&atilde;o da vitalidade do segmento apical<sup>14-16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, durante a utiliza&ccedil;&atilde;o do localizador apical eletr&ocirc;nico, a an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via acrescenta informa&ccedil;&otilde;es ao operador. Essas informa&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas podem servir como base para um aumento de sinestesia quando se utiliza o localizador apical eletr&ocirc;nico, o que poderia influenciar no desempenho do aparelho. Dessa maneira, este estudo investigou se a an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via pelo operador influencia no desempenho do localizador apical eletr&ocirc;nico MiniApex&reg; no momento da mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho em dentes com fratura radicular apical. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Materiais e m&eacute;todo</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade de Passo Fundo (Protocolo n&ordm; 10755612.0.0000.5342) previamente &agrave; sua realiza&ccedil;&atilde;o. Utilizaram-se 20 pr&eacute;-molares inferiores unirradiculares humanos extra&iacute;dos por motivos diversos, fornecidos pelo Banco de Dentes Humanos da mesma institui&ccedil;&atilde;o. Os dentes apresentavam comprimento e anatomia semelhantes, verificados </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">pelo exame visual. Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o foram observados por meio do exame radiogr&aacute;fico: tratamento endod&ocirc;ntico pr&eacute;vio, presen&ccedil;a de retentor intrarradicular, reabsor&ccedil;&otilde;es, calcifica&ccedil;&otilde;es, dilacera&ccedil;&otilde;es e fratura radicular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Preparo dos dentes</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um operador realizou abertura coron&aacute;ria e esvaziamento com limas tipo K #10 &#91;Dentsply/Maillefer &reg;&#93; e solu&ccedil;&atilde;o de hipoclorito de s&oacute;dio a 2,5%. Os dentes foram divididos de forma aleat&oacute;ria. Primeiramente, os dentes foram inseridos em um envelope opaco e, subsequentemente, removidos, um por vez, em dois grupos de dez. No GA (n = 10), os dentes permaneceram com a raiz &iacute;ntegra. No GB (n = 10), foi confeccionada uma canaleta, por meio de um disco de carburundum, perpendicular ao longo eixo da raiz, a aproximadamente 3 mm do &aacute;pice. Essa canaleta objetivou simular uma fratura radicular apical incompleta. Para tanto, foi confeccionada na dire&ccedil;&atilde;o vestibular para lingual, abrangendo 2/3 do di&acirc;metro da sec&ccedil;&atilde;o transversal naquele local.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Radiografias</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s preparo, cada dente foi fixado na superf&iacute;cie de um filme radiogr&aacute;fico (AGFA DENTUS M2 Comfort). As tomadas foram realizadas com o aparelho radiogr&aacute;fico (TIMEX 70C &ndash; Gnatus&reg;), operando em 70 kv, 08 mA e 0,20 segundos de exposi&ccedil;&atilde;o, posicionado de maneira que o raio central incidisse perpendicularmente ao filme radiogr&aacute;fico com uma dist&acirc;ncia focal de 40 cm. Essa etapa foi padronizada por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma plataforma previamente confeccionada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Determina&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho visual (CTvisual)</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o canal radicular repleto de hipoclorito de s&oacute;dio, inseriu-se uma lima tipo K #10 (Dentsply/ Maillefer&reg;) at&eacute; que sua ponta ficasse vis&iacute;vel no forame apical (para o GA), ou na linha da canaleta (para o GB). Ajustou-se o cursor de borracha no ponto de refer&ecirc;ncia e obteve-se o comprimento do dente (para o GA), ou o comprimento at&eacute; a linha da canaleta (para o GB). O CTvisual foi determinado diminuindo- se 1 mm do comprimento total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Determina&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho eletr&ocirc;nico (CTeletr&ocirc;nico)</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Fase I:    <br> Os dentes foram fixados em recipientes pl&aacute;sticos contendo alginato (Jeltrate-Dentsply&reg;) com a por&ccedil;&atilde;o radicular submersa no material. O canal radicular foi preenchido com hipoclorito de s&oacute;dio a </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2,5% at&eacute; o ter&ccedil;o cervical, deixando a c&acirc;mara pulpar isenta de solu&ccedil;&atilde;o. Um &uacute;nico operador experiente na utiliza&ccedil;&atilde;o do localizador apical MiniApex&reg; (SybronEndo) realizou as medidas, utilizando a marca de 0.5 no display do aparelho17, empregando limas tipo K compat&iacute;veis com o tamanho do canal radicular (#15, #20 ou #25 (Dentsply/Maillefer&reg;). A al&ccedil;a labial do aparelho foi inserida no alginato.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; Fase II:    <br>Em outro momento, o mesmo operador realizou exatamente os mesmos procedimentos descritos na fase I, por&eacute;m tendo analisado previamente a radiografia. Assim, foi poss&iacute;vel verificar a anatomia radiogr&aacute;fica do dente e medir, com r&eacute;gua endod&ocirc;ntica milimetrada, o comprimento do dente (para o GA), ou o comprimento at&eacute; a canaleta (para o GB). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>An&aacute;lise dos dados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desempenho do localizador apical foi investigado por meio da compara&ccedil;&atilde;o de cada medida do CTeletr&ocirc;nico (fase I e fase II) com o CTvisual, utilizando-se, para an&aacute;lise dos dados, o teste t de Student. A influ&ecirc;ncia da an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via no desempenho do localizador apical foi dicotomizada: 1) melhora o desempenho: quando n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os valores m&eacute;dios do CTvisual e do CTeletr&ocirc;nico (p &gt; 0,05), ou 2) n&atilde;o influencia no desempenho: quando houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os valores m&eacute;dios do CTvisual e do CTeletr&ocirc;nico (p &lt; 0,05).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <a href="#tab01">Tabela 1</a> mostra os valores m&eacute;dios (mm) e desvio-padr&atilde;o obtidos durante as mensura&ccedil;&otilde;es do CTvisual e do CTeletr&ocirc;nico (fases I e II) verificadas para os dentes dos dois grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para o GA (raiz &iacute;ntegra) n&atilde;o houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho do localizador tanto para a fase I (p = 0,619) como para a fase II (p = 0,177). Para o GB (fratura radicular simulada) houve diferen&ccedil;a estat&iacute;stica para a fase I (p = 0,003), mas n&atilde;o para a fase II (p = 0,489).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a07tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia da radiografia pr&eacute;via ao tratamento endod&ocirc;ntico em dentes com fratura radicular apical e o desafio de um adequado manejo dos localizadores apicais eletr&ocirc;nicos, objetivando precis&atilde;o na medida do comprimento de trabalho, foram os temas que impulsionaram esta investiga&ccedil;&atilde;o. Os resultados deste estudo in vitro mostraram que a an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via pelo operador, possibilitando medir o comprimento aparente do dente (ou do fragmento coron&aacute;rio, em casos de fratura), melhorou o desempenho do localizador eletr&ocirc;nico apical MiniApex&reg; durante a mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho em dentes extra&iacute;dos com fratura radicular apical simulada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Embora as radiografias periapicais forne&ccedil;am uma imagem bidimensional do sistema de canais, que &eacute; uma estrutura tridimensional, a sua interpreta&ccedil;&atilde;o permite observar detalhes da anatomia radicular interna e externa18. Alguns autores sugerem que duas radiografias periapicais de diagn&oacute;stico deveriam ser realizadas, por meio da t&eacute;cnica de dissocia&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica horizontal, para possibilitar uma cuidadosa avalia&ccedil;&atilde;o da morfologia do sistema de canais<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No presente estudo, o protocolo empregado para a realiza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de fratura horizontal incompleta junto &agrave; por&ccedil;&atilde;o apical da raiz dent&aacute;ria foi realizado conforme evid&ecirc;ncias dispon&iacute;veis na publica&ccedil;&atilde;o de Azabal et al.<sup>19</sup> (2004). Tais inj&uacute;rias &agrave; raiz comprometem o padr&atilde;o anat&ocirc;mico normal, o que pode interferir na sinestesia quando da utiliza&ccedil;&atilde;o do localizador apical eletr&ocirc;nico para mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho, que deve permanecer aqu&eacute;m do fragmento fraturado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa linha, os resultados deste estudo mostraram que a minuciosa an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via, com mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento aparente de trabalho, funciona como coadjuvante durante as manobras de utiliza&ccedil;&atilde;o do localizador apical MiniApex&reg; em dentes com fratura apical simulada, melhorando o seu desempenho. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para a melhora no desempenho do aparelho est&aacute; no aumento da sinestesia obtido pelo operador, que se torna ciente do poss&iacute;vel comprimento de trabalho a ser utilizado, par&acirc;metro fornecido pela radiografia pr&eacute;via.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Interessante notar que, nos dentes com ra&iacute;zes &iacute;ntegras (GA), a an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via n&atilde;o teve influ&ecirc;ncia no desempenho do aparelho, o que foi evidenciado pela aus&ecirc;ncia de diferen&ccedil;a estat&iacute;stica (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) entre as mensura&ccedil;&otilde;es do CTvisual e do CTeletr&ocirc;nico (tanto na fase I, como na fase II). A hip&oacute;tese que tenta justificar esse achado &eacute; que, em dentes com ra&iacute;zes &iacute;ntegras, o operador tem uma maior sensibilidade/sinestesia, mesmo sem a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma radiografia pr&eacute;via. Isso ocorre em virtude do funcionamento dos localizadores apicais eletr&ocirc;nicos que fecham o circuito quando h&aacute; o estreitamento no canal radicular, ou seja, o valor de imped&acirc;ncia medido se equipara ao da mucosa labial, local onde est&aacute; conectada a al&ccedil;a labial<sup>20</sup>. &Eacute; importante lembrar que o operador, durante a utiliza&ccedil;&atilde;o do MIniApex&reg; na fase I, n&atilde;o sabia se o dente apresentava raiz &iacute;ntegra ou fraturada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em virtude dos diferentes desenhos metodol&oacute;gicos, a literatura j&aacute; demonstrou precis&atilde;o na aferi&ccedil;&atilde;o de fraturas radiculares horizontais com o uso dos localizadores apicais<sup>19,21</sup>, bem como imprecis&atilde;o na detec&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de fratura radicular<sup>22,23</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante salientar que os resultados aqui encontrados n&atilde;o podem ser extrapolados de uma maneira direta para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica, em virtude dos diversos fatores implicados na mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho endod&ocirc;ntico de dentes fraturados em pacientes, tais como o envolvimento combinado de outros tipos de traumatismo, como fratura alveolar, por exemplo, al&eacute;m das caracter&iacute;sticas anat&ocirc;micas pr&oacute;prias do elemento dent&aacute;rio: atresia, calcifica&ccedil;&atilde;o, reabsor&ccedil;&atilde;o, entre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, &agrave; luz das limita&ccedil;&otilde;es deste estudo in vitro, &eacute; poss&iacute;vel concluir que an&aacute;lise da radiografia pr&eacute;via pelo operador, fator indispens&aacute;vel na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, melhorou o desempenho do localizador eletr&ocirc;nico apical MiniApex&reg; durante a mensura&ccedil;&atilde;o do comprimento de trabalho em dentes extra&iacute;dos com fratura radicular apical simulada.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Gutmann JL, Leonard JE. Problem solving in endodontic working-length determination. Compend Contin Educ Dent 1995; 16(3):288-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=156692&pid=S1413-4012201300030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Marques JLL, Fenyo-Pereira M, Safioti LML. An&aacute;lise radiogr&aacute;fica da qualidade do tratamento endod&ocirc;ntico e suas intera&ccedil;&otilde;es. Rev Bras Odontol 1996; 53(3):11-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Cantatore G, Berutti E, Castellucci A. Missed anatomy: frequency and clinical impact. Endodontic Topics 2009; 15(1):3-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Bramante CM, Berbert A. A critical evaluation of some methods of determining tooth length. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 1974; 37(3):463-73.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Goldberg F, Marroqu&iacute;n BB, Frajlich S, Dreyer C. In vitro evaluation of the ability of three apex locators to determine the working length during retreatment. J Endod 2005; 31(9):676-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. D'Assun&ccedil;&atilde;o FL, Albuquerque DS, Queiroz Ferreira LC. The ability of two apex locators to locate the apical foramen: an in vitro study. J Endod 2006; 32(6):560-2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Goldberg F, Frajlich S, Kuttler S, Manzur E, Brise&ntilde;o-Marroqu&iacute;n B. The evaluation of four electronic apex locators in teeth with simulated horizontal oblique root fractures. J Endod 2008; 34(12):1497-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. D'Assun&ccedil;&atilde;o FL, Albuquerque DS, Salazar-Silva JR, Dos Santos VC, Sousa JC. Ex vivo evaluation of the accuracy and coefficient of repeatability of three electronic apex locators using a simple mounting model: a preliminary report. Int Endod J 2010; 43(4):269-74.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Chevalier V, Arbab-Chirani R, Nicolas M, Morin V. Occurrence of no-function of two electronic apex locators: an in vivo study. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009; 108(6):61-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Renner D, Grazziotin-Soares R, Gavini G, Barletta FB. Influence of pulp condition on the accuracy of an electronic foramen locator in posterior teeth: an in vivo study. Braz Oral Res 2012; 26(2):106-11.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Lopes HP, Siqueira Jr. JF. Endodontia Biologia e T&eacute;cnica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Nattress BR, Martin DM. Predictability of radiographic diagnosis of variations in root canal anatomy in mandibular incisor and premolar teeth. Int Endod J 1991; 24(2):58-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Castellucci A. Endodontic radiography. In: Castellucci A. Endodontics. 2. ed. Florence: Tridente; 2006. v. 1. p. 66-119. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Malhotra N, Kundabala M, Acharaya S. A review of root fractures: diagnosis, treatment and prognosis. Dent Update 2011; 38(9):615-624. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Brito-J&uacute;nior M, Camilo CC, Soares JA, Souza LN, Moreira- -J&uacute;nior G, Faria e Silva AL. Endodontic management of a long-standing horizontal mid-root fracture: case report in a young patient. Pediatr Dent 2012; 34(3):69-71.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. May JJ, Cohenca N, Peters OA. Contemporary management of horizontal root fractures to the permanent dentition: diagnosis-radiologic assessment to include cone-beam computed tomography. Pediatr Dent 2013; 35(2):120-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Akisue E, Gratieri SD, Barletta FB, Caldeira CL, Grazziotin- Soares R, Gavini G. Not all electronic foramen locators are accurate in teeth with enlarged apical foramina: an in vitro comparison of 5 brands. J Endod 2014; 40(1):109-12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Slowey RR. Root canal anatomy. Road map to successful endodontics. Dent Clin North Am 1979; 23(4):555-73. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Azabal M, Garcia-Otero D, Macorra JC. Accuracy of the Justy II apex locator in determining working length in simulated horizontal and vertical fractures. Int Endod J 2004; 37(3):174-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Nekoofar MH. Electronic apex locators. Int Endod J 2005 Jun; 38(6):417-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Ebrahim AK, Wadachi R, Suda H. Accuracy of three different electronic apex locators in detecting simulated horizontal and vertical root fractures. Aust Endod J 2006; 32(2):64-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Zhang P. An in vitro study of two kinds of root apex locators to diagnose vertical root fracture. Hua Xi Kou Qiang Yi Xue Za Zhi 2009; 27(5):528-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Beri L, Matariya G. The evaluation of three electronic apex locators in teeth with simulated incomplete oblique root fractures. J Int Clin Dent Res Organ 2009; 3(1):49-54.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tiago Andr&eacute; Fontoura de Melo     <br>   Rua E&ccedil;a de Queir&oacute;z, 466/701, Petr&oacute;polis    <br> 90670-020 Porto Alegre/RS</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:tafmelo@gmail.com" target="_blank">tafmelo@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 10/08/2013    <br> Aceito: 21/01/2014</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Gutmann]]></surname>
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