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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Anomalias dentárias em indivíduos com fissura transforame incisivo unilateral e o tratamento endodôntico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: the aim of this study was to determine the prevalence of dental anomalies on the teeth which are positioned on the side of the cleft in individuals with unilateral cleft lip and palate and relate these anomalies to the difficulties concerning endodontic treatment, when necessary. Subjects and method: the comparative analysis was realized on the teeth adjacent to the cleft and its corresponding homologues, through panoramic radiographs. The radiographic observation was analyzed by an examiner using a magnifying glass, in a vertical negatoscope in the Radiographic Interpretation Room of HRAC-USP. The sample comprised subjects whose ages ranged from 9 to 37 years, who had permanent anterior teeth, with, at least a pair of homologues, presenting coronary and radicular conservation which allowed the radiographic interpretation of the whole pulpar area, without any previous endodontic and orthodontic treatment. Results: a total of 592 panoramic radiographs were analyzed, considering that 106 were according to the inclusion criteria. The most common anomaly found was dilaceration (78.30%), followed by rotated teeth (24.53%), microdontia (15.09%) and macrodontia (1.89%). For the statistical analysis, it was applied the Fisher Exact Test, and only macrodontia did not present statistically significant difference. The upper central left incisor presented most anomalies (58.82%). Male individuals presented higher prevalence (66.04%) and most of the individuals presented unilateral cleft lip and palate on the left side (68.87%). Conclusion: these results suggest that dental anomalies found in this study can affect the endodontic treatment and the professional must recognize them and take specific care and precautions during the treatment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Endodontia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Anomalias dent&aacute;rias em indiv&iacute;duos com fissura transforame incisivo unilateral e o tratamento endod&ocirc;ntico</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Dental anomalies in individuals with unilateral cleft lip and palate and endodontic treatment</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Andrea Cardoso Pereira<sup>I</sup>;Celso Kenji Nishiyama<sup>II</sup>;Lidiane de Castro Pinto<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Especialista em Endodontia HRAC-USP    <br>   <sup>II</sup>Doutor em Endodontia FOAR/Unesp, Chefe do Setor de Endodontia do Hospital de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Anomalias Craniofaciais, Universidade de S&atilde;o Paulo (HRAC-USP), Bauru, SP, Brasil    <br><sup>III</sup>Mestra em Patologia Bucal FOB/USP, Professora do setor de Endodontia do Hospital de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Anomalias Craniofaciais, Universidade de S&atilde;o Paulo (HRAC-USP), Bauru, SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br></font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivos: determinar a preval&ecirc;ncia de anomalias dent&aacute;rias nos dentes no lado da fissura labiopalatina em indiv&iacute;duos com fissura transforame incisivo unilateral e relacionar essas anomalias com as dificuldades no tratamento endod&ocirc;ntico, quando necess&aacute;rio. Sujeitos e m&eacute;todo: a an&aacute;lise comparativa foi realizada nos dentes adjacentes &agrave; fissura e em seus hom&oacute;logos correspondentes por meio de radiografias panor&acirc;micas. A observa&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica foi analisada por um examinador com o aux&iacute;lio de uma lupa com lente de vidro em negatosc&oacute;pio vertical da Sala de Interpreta&ccedil;&atilde;o Radiogr&aacute;fica do HRAC-USP. A amostra constava de indiv&iacute;duos com idades entre 9 e 37 anos, com presen&ccedil;a de dentes anteriores permanentes com no m&iacute;nimo um par de hom&oacute;logos e em estado de conserva&ccedil;&atilde;o coron&aacute;ria e radicular que permitisse a interpreta&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica de todo o espa&ccedil;o pulpar e com aus&ecirc;ncia de tratamento endod&ocirc;ntico e ortod&ocirc;ntico. Resultados: foram analisadas 592 radiografias panor&acirc;micas, das quais 106 estavam dentro dos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. A anomalia mais encontrada foi a dilacera&ccedil;&atilde;o (78,30%), seguida da girovers&atilde;o (24,53%), microdontia (15,9%) e macrodontia (1,89%). Para an&aacute;lise estat&iacute;stica foi aplicado o teste exato de Fisher, e apenas a macrodontia n&atilde;o apresentou diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa. O incisivo central esquerdo foi o dente mais acometido por anomalias (58,82%). O g&ecirc;nero masculino foi o mais prevalente (66,04%), e a maioria dos indiv&iacute;duos apresentou fissura transforame incisivo do lado esquerdo (68,87%). Conclus&atilde;o: as anomalias dent&aacute;rias encontradas neste estudo podem alterar o tratamento endod&ocirc;ntico, e o profissional deve reconhec&ecirc;-las e tomar os devidos cuidados e precau&ccedil;&otilde;es durante o tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave:</B> Endodontia. Fissura palatina. Radiografia panor&acirc;mica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: the aim of this study was to determine the prevalence of dental anomalies on the teeth which are positioned on the side of the cleft in individuals with unilateral cleft lip and palate and relate these anomalies to the difficulties concerning endodontic treatment, when necessary. Subjects and method: the comparative analysis was realized on the teeth adjacent to the cleft and its corresponding homologues, through panoramic radiographs. The radiographic observation was analyzed by an examiner using a magnifying glass, in a vertical negatoscope in the Radiographic Interpretation Room of HRAC-USP. The sample comprised subjects whose ages ranged from 9 to 37 years, who had permanent anterior teeth, with, at least a pair of homologues, presenting coronary and radicular conservation which allowed the radiographic interpretation of the whole pulpar area, without any previous endodontic and orthodontic treatment. Results: a total of 592 panoramic radiographs were analyzed, considering that 106 were according to the inclusion criteria. The most common anomaly found was dilaceration (78.30%), followed by rotated teeth (24.53%), microdontia (15.09%) and macrodontia (1.89%). For the statistical analysis, it was applied the Fisher Exact Test, and only macrodontia did not present statistically significant difference. The upper central left incisor presented most anomalies (58.82%). Male individuals presented higher prevalence (66.04%) and most of the individuals presented unilateral cleft lip and palate on the left side (68.87%). Conclusion: these results suggest that dental anomalies found in this study can affect the endodontic treatment and the professional must recognize them and take specific care and precautions during the treatment. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords:</B> Cleft palate. Panoramic radiography.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As fissuras labiopalatinas constituem uma grande fra&ccedil;&atilde;o de todos os defeitos cong&ecirc;nitos humanos e s&atilde;o not&aacute;veis por sua etiologia complexa e morbidade significativa ao longo da vida. O aumento da incid&ecirc;ncia desses defeitos pode ser atribu&iacute;do &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade e da morbidade p&oacute;s-natal e p&oacute;s-operat&oacute;ria e ao aumento dos fatores epidemiol&oacute;gicos gen&eacute;ticos e ambientais<sup>1</sup>. Eles afetam aproximadamente um em cada 700 nascimentos, uma frequ&ecirc;ncia que pode variar de acordo com a regi&atilde;o geogr&aacute;fica e o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico. Coletivamente, a fissura labiopalatina apresenta um grande impacto cl&iacute;nico, exigindo atendimento cir&uacute;rgico, odontol&oacute;gico, fonoaudiol&oacute;gico e psicol&oacute;gico durante a inf&acirc;ncia e a adolesc&ecirc;ncia<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A intera&ccedil;&atilde;o etiol&oacute;gica complexa das fissuras labiopalatinas, intercalando predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, hereditariedade e os fatores teratog&ecirc;nicos extragen&eacute;ticos, ditos ambientais, dificulta esclarecer aos pais o motivo de seu surgimento. No entanto, este pode ser atribu&iacute;do a uma fatalidade biol&oacute;gica, por ser dif&iacute;cil identificar um fator causal espec&iacute;fico na maioria das fissuras<sup>2</sup>. Alguns estudos t&ecirc;m sugerido que a ingest&atilde;o materna de &aacute;cido f&oacute;lico durante a gravidez precoce pode reduzir os riscos de ocorr&ecirc;ncia das fissuras labiopalatinas. No entanto, os seus efeitos globais s&atilde;o inconsistentes<sup>3</sup>. Investigando-se as varia&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas que influenciam a absor&ccedil;&atilde;o celular, o transporte e o metabolismo do &aacute;cido f&oacute;lico, poder&atilde;o ser obtidos maiores entendimentos sobre o papel dessa vitamina na patog&ecirc;nese das fissuras<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando comparado com a popula&ccedil;&atilde;o em geral, os indiv&iacute;duos com fissuras labiopalatinas apresentam maior preval&ecirc;ncia de anomalias dent&aacute;rias, tais como varia&ccedil;&otilde;es no n&uacute;mero de dentes e posi&ccedil;&atilde;o e dimens&otilde;es reduzidas dos dentes, a maioria dos quais est&atilde;o localizados na &aacute;rea da fissura<sup>5</sup>. Entre as anomalias, destacam-se o dens in dente, taurodontia, hipodontia, dilacera&ccedil;&atilde;o, fus&atilde;o, gemina&ccedil;&atilde;o, dentes girovertidos e supranumer&aacute;rios, sendo o exame radiogr&aacute;fico considerado complementar, nestes casos, fundamental na observa&ccedil;&atilde;o de defeitos e varia&ccedil;&otilde;es na estrutura, tamanho, forma e posi&ccedil;&atilde;o dos elementos dent&aacute;rios<sup>6-9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste trabalho &eacute; realizar criteriosa an&aacute;lise radiogr&aacute;fica do espa&ccedil;o pulpar e suas poss&iacute;veis altera&ccedil;&otilde;es relacionadas com as anomalias dent&aacute;rias que possam comprometer ou alterar o tratamento endod&ocirc;ntico nos indiv&iacute;duos com fissura.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Sujeitos e m&eacute;todo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa em Seres Humanos do Hospital de Reabilita&ccedil;&atilde;o de Anomalias Craniofaciais (HRAC-USP) sob of&iacute;cio de n&ordm; 69/2011. A partir de estudo radiogr&aacute;fico dos indiv&iacute;duos matriculados no HRAC-USP na cidade de Bauru-SP, foi realizada an&aacute;lise comparativa dos dentes adjacentes &agrave; fissura e seus hom&oacute;logos correspondentes. Para a sele&ccedil;&atilde;o da amostra foram exigidos os seguintes requisitos: indiv&iacute;duos com fissura transforame incisivo unilateral direita ou esquerda; do g&ecirc;nero feminino ou masculino; com idade acima de 9 anos; exist&ecirc;ncia de radiografias panor&acirc;micas no arquivo do Setor de Radiologia do HRAC-USP, em boas condi&ccedil;&otilde;es de contraste e nitidez; presen&ccedil;a de dentes anteriores superiores permanentes com no m&iacute;nimo um par de hom&oacute;logos e em estado de conserva&ccedil;&atilde;o coron&aacute;ria e radicular que permitisse a interpreta&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica de todo o espa&ccedil;o pulpar; aus&ecirc;ncia de tratamento endod&ocirc;ntico e ortod&ocirc;ntico; registros contendo identifica&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo (n&uacute;mero do prontu&aacute;rio do HRAC-USP, </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">nome, idade, g&ecirc;nero), especifica&ccedil;&atilde;o dos hom&oacute;logos adjacentes &agrave; fissura e n&atilde;o adjacentes e rela&ccedil;&atilde;o das prov&aacute;veis anomalias (macrodontia, microdontia, girovers&atilde;o, gemina&ccedil;&atilde;o, fus&atilde;o, ra&iacute;zes supranumer&aacute;rias, dilacera&ccedil;&atilde;o, dens in dente). A observa&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica foi realizada por um examinador com o aux&iacute;lio de uma lupa com lente de vidro, aumento 3x e 75 mm de di&acirc;metro, em negatosc&oacute;pio vertical da Sala de Interpreta&ccedil;&atilde;o Radiogr&aacute;fica do HRAC-USP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Resultados</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foram analisadas 592 radiografias panor&acirc;micas, das quais 106 estavam dentro dos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o. A idade dos indiv&iacute;duos variou de 9 a 37 anos, e a m&eacute;dia foi de 17,5 anos. Os resultados deste estudo est&atilde;o expressos em forma de tabelas. A <a href="#tab01">Tabela 1</a> mostra a compara&ccedil;&atilde;o relacionando a presen&ccedil;a de anomalias nos lados adjacentes e n&atilde;o adjacentes &agrave; fissura, na qual se observa uma diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa, com exce&ccedil;&atilde;o da macrodontia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab02">Tabela 2</a> mostra a compara&ccedil;&atilde;o relacionando a presen&ccedil;a de anomalias nos dentes adjacentes e n&atilde;o adjacentes &agrave; fissura, na qual tamb&eacute;m se observa uma diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa. Em ambos os resultados expressos nas tabelas foi aplicado o teste exato de Fisher.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As Tabelas <a href="#tab04">4</a> e <a href="#tab05">5</a> mostram a prevalência dos indivíduos quanto ao gênero e ao lado da fissura, respectivamente, e ambas representam resultado descritivo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12tab04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12tab05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ocorr&ecirc;ncia de fissuras labiopalatinas e o desenvolvimento dos germes dent&aacute;rios t&ecirc;m estreita rela&ccedil;&atilde;o embriol&oacute;gica em termos de tempo e posi&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica. Sugere-se que os genes da fissura podem produzir dist&uacute;rbios nos tecidos, afetando a l&acirc;mina dent&aacute;ria<sup>10</sup>. Indiv&iacute;duos com fissuras apresentam maior preval&ecirc;ncia de anomalias dent&aacute;rias que indiv&iacute;duos sem fissura, e a gravidade da anomalia parece estar diretamente relacionada com a gravidade da fissura. Estudos recentes t&ecirc;m implicado que a presen&ccedil;a de anomalias dent&aacute;rias pode representar um marcador cl&iacute;nico adicional para as fissuras orais, propondo um fundo gen&eacute;tico comum entre as condi&ccedil;&otilde;es<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O estudo detalhado das anomalias &eacute; essencial para compreender como elas podem levar a m&aacute; oclus&atilde;o, deformidades est&eacute;ticas, acidentes e complica&ccedil;&otilde;es durante a extra&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria ou tratamento endod&ocirc;ntico. A fim de diagnosticar essas anomalias, al&eacute;m de observa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, exames como a radiografia s&atilde;o essenciais e desempenham um importante papel no diagn&oacute;stico diferencial. Neste estudo, a radiografia panor&acirc;mica foi escolhida para avaliar a presen&ccedil;a de anomalias dent&aacute;rias, pois se trata de uma t&eacute;cnica radiol&oacute;gica que permite produzir uma &uacute;nica imagem da estrutura facial, incluindo a maxila e mand&iacute;bula e suas estruturas de apoio. Essa t&eacute;cnica possui muitas vantagens, tais como ampla cobertura de dentes, baixa dose de radia&ccedil;&atilde;o e tempo curto de processamento. O reconhecimento precoce das anomalias dent&aacute;rias &eacute; importante do ponto de vista terap&ecirc;utico, j&aacute; que elas podem ocasionar v&aacute;rias complica&ccedil;&otilde;es<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste trabalho, observa-se maior predomin&acirc;ncia das fissuras labiopalatinas no g&ecirc;nero masculino, o que corrobora os achados de outros autores, com exce&ccedil;&atilde;o das fissuras p&oacute;s-forame incisivo, que acometem mais o g&ecirc;nero feminino<sup>13-16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A fissura transforame incisivo unilateral foi escolhida por permitir a compara&ccedil;&atilde;o dos dentes com o lado n&atilde;o fissurado. A maior preval&ecirc;ncia desse tipo fissura do lado esquerdo, neste trabalho, &eacute; concordante com o resultado de Freitas et al.<sup>13</sup>, que encontraram ser esta a de maior frequ&ecirc;ncia no HRAC-USP. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dilacera&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig01">Fig. 1</a>) &eacute; o resultado da anomalia de desenvolvimento que provoca uma mudan&ccedil;a abrupta na inclina&ccedil;&atilde;o axial entre a coroa e a raiz de um dente. Durante a odontog&ecirc;nese, qualquer fator que possa mudar o metabolismo e as condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas ao redor do germe dent&aacute;rio pode perturbar o seu desenvolvimento. Poss&iacute;veis fatores que contribuem s&atilde;o: les&otilde;es traum&aacute;ticas aos dentes dec&iacute;duos, patog&ecirc;neses de um predecessor prim&aacute;rio, presen&ccedil;a de um cisto adjacente, odontoma ou dente supranumer&aacute;rio, gen&eacute;tica ou fatores de desenvolvimento. As dilacera&ccedil;&otilde;es podem se apresentar de v&aacute;rias maneiras, incluindo um atraso na erup&ccedil;&atilde;o do dente afetado, reten&ccedil;&atilde;o prolongada de um dente dec&iacute;duo ou dentes assintom&aacute;ticos<sup>6</sup>. Neste estudo, a dilacera&ccedil;&atilde;o foi a anomalia mais encontrada, num total de 78,30% no lado adjacente &agrave; fissura e de 16,98% no lado n&atilde;o adjacente. Esses achados s&atilde;o superiores aos de outros trabalhos, que encontraram 19,2% dessa anomalia em indiv&iacute;duos com fissuras labiopalatinas9 e 15%12 e 9,5%17 em indiv&iacute;duos sem fissuras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O reconhecimento e o diagn&oacute;stico da dilacera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o essenciais para qualquer dente que requer tratamento endod&ocirc;ntico, extra&ccedil;&atilde;o ou movimento ortod&ocirc;ntico. Nos dentes dilacerados, o acesso &agrave; cavidade pulpar deve ser rigorosamente seguido por meio de boas radiografias pr&eacute;-operat&oacute;rias e de trabalho. O acesso deve ser o mais direto poss&iacute;vel ao ter&ccedil;o apical do canal (dentro dos limites da dilacera&ccedil;&atilde;o), e deve ser feita a pr&eacute;-curvatura de todos os instrumentos a serem usados, al&eacute;m de uma eficiente irriga&ccedil;&atilde;o. A movimenta&ccedil;&atilde;o ortod&ocirc;ntica em dentes dilacerados pode causar uma severa reabsor&ccedil;&atilde;o da raiz, o que pode complicar seriamente o tratamento endod&ocirc;ntico. Outra complica&ccedil;&atilde;o no tratamento endod&ocirc;ntico desses casos &eacute; a incapacidade da lima em acompanhar a curvatura do canal, o que pode resultar em transporte apical, perfura&ccedil;&atilde;o e quebra do instrumento. Portanto, &eacute; essencial pr&eacute;-curvar todos os instrumentos para permitir que as limas possam seguir as curvaturas, respeitando a anatomia original do canal principal, e n&atilde;o apenas cortar em linha reta. Instrumentos feitos a partir de n&iacute;quel-tit&acirc;nio podem ajudar a manter a curvatura dos canais radiculares em muitos dentes. No entanto, em geral, canais radiculares dilacerados n&atilde;o s&atilde;o adequados para o uso de instrumentos rotat&oacute;rios devido &agrave; extens&atilde;o das curvaturas que devem ser negociadas. Todos os instrumentos utilizados dentro dos canais radiculares devem ser descartados ap&oacute;s o uso na preven&ccedil;&atilde;o de fraturas. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; t&eacute;cnica de obtura&ccedil;&atilde;o, a condensa&ccedil;&atilde;o lateral pode ser muito eficaz na maioria dos dentes, mas em dentes dilacerados essa t&eacute;cnica pode ser dif&iacute;cil e, &agrave;s vezes, imposs&iacute;vel. No entanto, se esta for escolhida, &eacute; recomend&aacute;vel o uso de espa&ccedil;adores de n&iacute;quel-tit&acirc;nio para o preenchimento de canais radiculares acentuadamente curvos, visto que possibilitam a penetra&ccedil;&atilde;o em profundidade e distribui&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as de maneira mais uniforme que os de a&ccedil;o inoxid&aacute;vel6. Outra op&ccedil;&atilde;o de tratamento para os dentes dilacerados quando o tratamento convencional n&atilde;o for poss&iacute;vel &eacute; realizar a cirurgia paraendod&ocirc;ntica, atrav&eacute;s da apicectomia<sup>18,19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentes girovertidos (<a href="#fig02">Fig. 2</a>) podem ser classificados quando a superf&iacute;cie mesial ou a superf&iacute;cie distal dos dentes estiver desviada a partir da linha da arcada dent&aacute;ria. Essa informa&ccedil;&atilde;o pode ser obtida atrav&eacute;s de radiografias, registros dent&aacute;rios e mode </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">los de gesso<sup>20</sup>. </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estudo de Tortora et al.<sup>21</sup> (2008), a girovers&atilde;o em indiv&iacute;duos com fissura unilateral de l&aacute;bio e palato esteve presente em 42,7% dos incisivos centrais e em 6,1% dos incisivos laterais, e no lado n&atilde;o fissurado esteve presente em 20,7% e 9,7% nos incisivos centrais e laterais, respectivamente. Lai et al.<sup>20</sup> (2009) observaram a girovers&atilde;o em 78,1% dos indiv&iacute;duos com fissura unilateral de l&aacute;bio e palato e 19,2% no lado n&atilde;o fissurado. Esses achados s&atilde;o superiores aos do nosso estudo, em que se encontrou a girovers&atilde;o em 24,53% nos dentes no lado adjacente &agrave; fissura e 0,94% no lado n&atilde;o adjacente. Dentes girovertidos oferecem dificuldades ao tratamento endod&ocirc;ntico, como o acesso e a visibilidade ao canal radicular, sendo muitas vezes necess&aacute;rio o acesso pela face vestibular ou faces proximais, o que normalmente se realiza pela palatina ou lingual. O isolamento absoluto tamb&eacute;m &eacute; dificultado, necessitando de alguns m&eacute;todos auxiliares, como o uso de grampos especiais, amarrias, cianocrilato para fixar o dique de borracha e reconstru&ccedil;&otilde;es com resina. As radiografias, igualmente, devem ser realizadas com mais cautela devido a essas altera&ccedil;&otilde;es de posi&ccedil;&atilde;o, necessitando, em alguns casos, de mudan&ccedil;as na angula&ccedil;&atilde;o do feixe de Rx, e o localizador foraminal eletr&ocirc;nico pode ser usado no momento da odontometria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A microdontia e a macrodontia podem ser consideradas se existirem um ou mais dentes menores ou maiores do que os classificados dentro da normalidade, ou seja, se eles estiverem fora dos limites normais de varia&ccedil;&atilde;o20. Neste trabalho, a microdontia (<a href="#fig03">Fig. 3</a>) foi encontrada em 15,09% dos indiv&iacute;duos no lado adjacente &agrave; fissura e em 2,83% no lado n&atilde;o adjacente. J&aacute; o estudo de Jamal et al.<sup>9</sup> (2010) assinalou 37,2% de indiv&iacute;duos com microdontia, e Akcam et al.<sup>5</sup> (2010) encontraram uma preval&ecirc;ncia de 6,1% dessa anomalia em indiv&iacute;duos com fissura unilateral de l&aacute;bio e palato. Lai et al.20 (2009) observaram a microdontia em 60,3% no lado fissurado e 3,9% no lado n&atilde;o fissurado. Em todos esses estudos, o dente mais afetado pela microdontia foi o incisivo lateral superior. Ezoddini et al.<sup>12</sup> (2007) detectaram a frequ&ecirc;ncia de 2,5% dessa anomalia em indiv&iacute;duos sem fissura. Em rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento endod&ocirc;ntico, devemos ter cuidado durante as fases de abertura coron&aacute;ria, odontometria e preparo biomec&acirc;nico, pois as dimens&otilde;es est&atilde;o abaixo do normal. Logo, n&atilde;o se recomenda fazer desgastes excessivos, principalmente com o uso de brocas, e deve-se ter aten&ccedil;&atilde;o durante as tomadas radiogr&aacute;ficas para que estas forne&ccedil;am a real exatid&atilde;o dos dentes, sem distor&ccedil;&otilde;es ou alongamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/a12fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A macrodontia, neste trabalho, n&atilde;o apresentou preval&ecirc;ncia estat&iacute;stica significativa, nem foram encontrados estudos que mostrem a sua frequ&ecirc;ncia em indiv&iacute;duos com fissura. Existem outras anomalias dent&aacute;rias que podem alterar o tratamento endod&ocirc;ntico, como a fus&atilde;o, gemina&ccedil;&atilde;o, dens in dente, taurodontismo, no entanto, n&atilde;o estas foram encontradas nas radiografias examinadas para este estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As anomalias dent&aacute;rias, em geral, t&ecirc;m sido encontradas de forma mais prevalente em indiv&iacute;duos com fissuras labiopalatinas, quando comparados com a popula&ccedil;&atilde;o em geral, sendo as anomalias localizadas, na maioria das vezes, na &aacute;rea da fissura<sup>22</sup>. Os resultados variados na literatura podem ser explicados pela aplica&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios diferentes em diferentes estudos e pela falta de padroniza&ccedil;&atilde;o dos dados5. Portanto, ao observar esses resultados, ressalta- -se a import&acirc;ncia de o endodontista, que trabalha com indiv&iacute;duos com fissuras labiopalatinas, conhecer as anomalias dent&aacute;rias &ndash; na medida em que alguns indiv&iacute;duos deste estudo apresentaram mais de uma anomalia &ndash;, com o objetivo de reconhec&ecirc;-las precocemente, por meio de um eficiente exame radiogr&aacute;fico, elaborando um plano de tratamento adequado para cada caso, de modo a prever e evitar iatrogenias numa regi&atilde;o anat&ocirc;mica em que a perda de um elemento dent&aacute;rio pode acarretar graves consequ&ecirc;ncias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseado nos dados obtidos neste estudo, conclu&iacute;mos que as anomalias dent&aacute;rias em indiv&iacute;duos com fissura transforame incisivo unilateral, como a dilacera&ccedil;&atilde;o, a girovers&atilde;o e a microdontia, s&atilde;o mais prevalentes no lado adjacente &agrave; fissura em compara&ccedil;&atilde;o ao lado n&atilde;o adjacente, demonstrando diferen</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&ccedil;a estat&iacute;stica significativa. Al&eacute;m disso, conclu&iacute;mos que estas podem alterar o tratamento endod&ocirc;ntico, devendo o endodontista estar apto a reconhec&ecirc;-las e tomar os devidos cuidados e precau&ccedil;&otilde;es durante o curso de tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao setor de Radiologia do HRAC/USP por disponibilizar e permitir a avaliação das radiografias necessárias para este estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Al Omari F, Al-Omari IK. Cleft lip and palate in Jordan: birth prevalence rate. Cleft Palate Craniofac J 2004; 41(6):609-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=157292&pid=S1413-4012201300030001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brandalize APC, Bandinelli E, Borba JB, F&eacute;lix TM, Roisenberg I, Sch&uuml;ler-Faccini L. Polymorphisms in genes MTHFR, MTR and MTRR are not risk factors for cleft lip/palate in South Brazil. Braz J Med Biol Res 2007; 40(6):787-91. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Wehby GL, Murray JC. Folic acid and orofacial clefts: a review of the evidence. Oral Dis 2010; 16(1):11-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Bufalino A, Parana&iacute;ba LMR, Aquino SN, Martelli-J&uacute;nior H, Swerts MSO, Coletta RD. Maternal polymorphisms in folic acid metabolic genes are associated with nonsyndromic cleft lip and/or palate in the brazillian population. Birth Defects Res Part A Clin Mol Teratol 2010; 88(11):980-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Akcam MO, Evirgen S, Uslu O, Memikoglu UT. Dental anomalies in individuals with cleft lip and/or palate. Eur J Orthod 2010; 32(2):207-13.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Jafarzadeh H, Abbott PV. Dilaceration: review of an endodontic challenge. J Endod 2007; 33(9):1025-30.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Kusgoz A, Yildirim T, Kayipmaz S, Saricaoglu S. Nonsurgical endodontic treatment of type III dens invaginatus in maxillary canine: an 18-month follow up. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2009; 107(3):e103-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Keles A, &Ccedil;akici F. Endodontic treatment of a maxillary lateral incisor with vital pulp, periradicular lesion and type III dens invaginatus. Int Endod J 2010; 43(7):608-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Jamal GAA, Hazza'a AM, Rawashdeh MA. Prevalence of dental anomalies in a population of cleft lip and palate patients. Cleft Palate Craniofac J 2010; 47(4):413-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Tannure PN, Oliveira CAGR, Maia LC, Granjeiro JM, Costa MC. Prevalence of dental anomalies in non-syndromic individuals with cleft lip and palate: a systematic review and meta-analysis. Cleft Palate Craniofac J 2012; 49(2):194-200. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Letra A, Menezes R, Granjeiro JM, Vieira AR. Defining subphenotypes for oral clefts based on dental development. J Dent Res 2007; 86(10):986-91. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ezoddini AF, Sheikhha MH, Ahmadi H. Prevalence of dental anomalies: a radiographic study. Com Dent Health 2007; 24(3):140-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Freitas JAS, Dalben GS, Santamaria J&uacute;nior M, Freitas PZ. Current data on the characterization of oral clefts in Brazil. Braz Oral Res 2004; 18(2):128-33.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Baroneza JE, Faria MJSS, Kuasne H, Carneiro JLVC, Oliveira JC. Dados epidemiol&oacute;gicos de portadores de fissuras labiopalatinas de uma institui&ccedil;&atilde;o especializada de Londrina, estado do Paran&aacute;. Acta Sci Health Sci 2005; 27(1):31-5.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Yassaei S, Mehrgerdy Z, Zareshahi G. Prevalence of cleft lip and palate in births from 2003-2006 in Iran. Com Dent Health 2010; 27(2):118-21.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Longombe AO, Tshimbila Kabangu JMV. The epidemiological approach of clefts lip and palate in the eastern of Democratic Republic of Congo. Ann Chir Plast Esth&eacute;t 2012; 57(3):245-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Miloglu O, Cakia F, Caglayan F, Yilmaz A-B, Demirkaya F. The prevalence of root dilacerations in a Turkish population. Med Oral Patol Oral Cir Bucal 2010; 15(3):e441-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Karabucak B, Ishii H, Kratchman SI. Conventional and surgical endodontic retreatment of a maxillary lateral incisor with unusual anatomy. Int Endod J 2008; 41(6):524-31.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Valladares Neto J, Costa SP, Estrela C. Orthodontic-surgical- endodontic management of unerupted maxillary central incisor with distoangular root dilaceration. J Endod 2010; 36(4):755-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Lai MC, King NM, Wong HM. Abnormalities of maxillary anterior teeth in chinese children with cleft lip and palate. Cleft Palate Craniofac J 2009; 46(1):58-64.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Tortora C, Meazzini MC, Garattini G, Brusati R. Prevalence of abnormalities in dental structure, position, and eruption pattern in a population of unilateral and bilateral cleft lip and palate patients. Cleft Palate Craniofac J 2008; 45(2):154-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Ribeiro LL, Neves LT, Costa B, Gomide MR. Dental anomalies of the permanent lateral incisors and prevalence of hypodontia outside the cleft area in complete unilateral cleft lip and palate. Cleft Palate Craniofac J 2003; 40(2):172-5.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lidiane de Castro Pinto Rua Silvio Marchione, 3-20     <br> Vila Nova Cidade Universit&aacute;ria     <br>17012-900 Bauru &ndash; SP </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:lidianedecastro@ig.com.br" target="_blank">lidianedecastro@ig.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 24/11/2013    <br> Aceito:14/12/2013</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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