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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rugosidade superficial das resinas compostas: estética e longevidade clínica]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-40122014000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-40122014000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-40122014000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Introdução: com os avanços tecnológicos, os pesquisadores e as indústrias odontológicas tentam desenvolver materiais com características que melhorem a estética e ao mesmo tempo a longevidade clínica. Sabe-se que a superfície de um material restaurador influencia diretamente na estética e na sua longevidade clínica, indicando o sucesso ou insucesso desse. Objetivo: este estudo, realizado por meio da revisão da literatura, teve como objetivo apresentar os achados da literatura sobre a comparação da rugosidade superficial dos compósitos nanoparticulados em relação aos compósitos microparticulados e microhibridos, para verificar os possíveis sucessos e insucessos dessa tecnologia de "nanoparticulas" implantada recentemente na odontologia. Revisão de literatura: muitos estudos mostram que uma superfície irregular, com rugosidades, implica no manchamento e no acúmulo de biofilme dental, acarretando prejuízo à restauração e à saúde bucal do paciente. Também se conseguiu observar importantes diferenças superficiais dos compósitos nanoparticulados com os compósitos microhíbrido e microparticulado. Considerações finais: a superfície dos compósitos nanoparticulados é mais regular que a dos compósitos microparticulados e microhíbridos, essa regularidade é fundamental para a estética e para a longevidade clínica do material.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Due totechnological advances, researchers and dental industries, trying to develop materials with characteristics that improve aesthetics while the clinical longevity. It is known that the surface of a restorative material directly influences the aesthetics and longevity clinic, indicating the success or failure of the same. Objective: this study was conducted hrough literature review aimed to present the findings of the literature on the comparison of the surface roughness of the composite nanoparticles compared to microparticulate and microhibridos composites and to verify the possible successes and failures of this new technology "nanoparticles". Literature review: many studies show that a rough surface with roughness, implies staining and accumulation of biofilm, causing damage to the restoration and the patient's oral health. Also we could see important differences surface of composites with nanoparticles to microparticles and microhybrid composites. Final considerations: the surface of the nanoparticles composite is more regular than the microparticulateandmicrohibridos composites, this regularity is crucial for aesthetics and clinical longevity of the material.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Rugosidade superficial das resinas compostas: est&eacute;tica e longevidade cl&iacute;nica</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Surface roughness of composite resins: esthetic and clinical longevity</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caleb Shitsuka<sup>I</sup> Ricardo Shitsuka<sup>II</sup> Maria Salete Nah&aacute;s Pires Corr&ecirc;a<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Mestre em odontopediatria e doutorando em Ci&ecirc;ncias Odontol&oacute;gicas, Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, Departamento de Ortodontia e odontopediatria, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil.     <br><SUP>II</SUP> Mestre em Engenharia de Materiais, Doutor em Ensino de Ci&ecirc;ncias, professor adjunto da Universidade Federal de Itajub&aacute;, Itabira-MG, Brasil.     <br><SUP>III</SUP> Mestre e Doutora em odontopediatria, professora Livre Docente da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo, Departamento de Ortodontia e odontopediatria, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil.</sup></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: com os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos, os pesquisadores e as ind&uacute;strias odontol&oacute;gicas tentam desenvolver materiais com caracter&iacute;sticas que melhorem a est&eacute;tica e ao mesmo tempo a longevidade cl&iacute;nica. Sabe-se que a superf&iacute;cie de um material restaurador influencia diretamente na est&eacute;tica e na sua longevidade cl&iacute;nica, indicando o sucesso ou insucesso desse. Objetivo: este estudo, realizado por meio da revis&atilde;o da literatura, teve como objetivo apresentar os achados da literatura sobre a compara&ccedil;&atilde;o da rugosidade superficial dos comp&oacute;sitos nanoparticulados em rela&ccedil;&atilde;o aos comp&oacute;sitos microparticulados e microhibridos, para verificar os poss&iacute;veis sucessos e insucessos dessa tecnologia de "nanoparticulas" implantada recentemente na odontologia. Revis&atilde;o de literatura: muitos estudos mostram que uma superf&iacute;cie irregular, com rugosidades, implica no manchamento e no ac&uacute;mulo de biofilme dental, acarretando preju&iacute;zo &agrave; restaura&ccedil;&atilde;o e &agrave; sa&uacute;de bucal do paciente. Tamb&eacute;m se conseguiu observar importantes diferen&ccedil;as superficiais dos comp&oacute;sitos nanoparticulados com os comp&oacute;sitos microh&iacute;brido e microparticulado. Considera&ccedil;&otilde;es finais: a superf&iacute;cie dos comp&oacute;sitos nanoparticulados &eacute; mais regular que a dos comp&oacute;sitos microparticulados e microh&iacute;bridos, essa regularidade &eacute; fundamental para a est&eacute;tica e para a longevidade cl&iacute;nica do material.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave:</B> Resina composta. Nanotecnologia. Rugosidade superficial.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Due totechnological advances, researchers and dental industries, trying to develop materials with characteristics that improve aesthetics while the clinical longevity. It is known that the surface of a restorative material directly influences the aesthetics and longevity clinic, indicating the success or failure of the same. Objective: this study was conducted hrough literature review aimed to present the findings of the literature on the comparison of the surface roughness of the composite nanoparticles compared to microparticulate and microhibridos composites and to verify the possible successes and failures of this new technology "nanoparticles". Literature review: many studies show that a rough surface with roughness, implies staining and accumulation of biofilm, causing damage to the restoration and the patient's oral health. Also we could see important differences surface of composites with nanoparticles to microparticles and microhybrid composites. Final considerations: the surface of the nanoparticles composite is more regular than the microparticulateandmicrohibridos composites, this regularity is crucial for aesthetics and clinical longevity of the material.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Composite resin. Nanotecnology. Surface roughness.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os materiais odontol&oacute;gicos v&ecirc;m sendo utilizados desde tempos antigos na tentativa de restaurar em partes ou por completo as estruturas dentais. Muitos materiais foram eleitos para fazer essa reabilita&ccedil;&atilde;o, como o ouro, o am&aacute;lgama, a prata, e, mais recentemente, com as cores mais semelhantes aos dos dentes, as resinas e as porcelanas<sup>1,2</sup>. Nos tempos atuais, a est&eacute;tica vem sendo predominante na escolha dos materiais a serem utilizados, pois os pacientes est&atilde;o em busca do sorriso perfeito.Consequentemente, o profissional tem que se atualizar para enfrentar essa nova realidade<sup>3-5</sup>. Portanto, as ind&uacute;strias de materiais odontol&oacute;gicos juntamente com pesquisadores est&atilde;o voltados para essa nova realidade. Dessa forma, os avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos tentaram unir a est&eacute;tica com a durabilidade dos materiais dent&aacute;rios restauradores para que esses tenham condi&ccedil;&otilde;es de cumprir as exig&ecirc;ncias cl&iacute;nicas<sup>4,6</sup>. Com uma grande variedade de cores que conseguem copiar ao m&aacute;ximo os elementos dentais, e com seu baixo custo, as resinas compostas se tornaram o material de prefer&ecirc;ncia pela grande maioria dos dentistas, a qual traz, ainda, a vantagem de n&atilde;o precisar desgastar remanescente dental sadio, pois sua uni&atilde;o com o dente &eacute; feito por adesividade<sup>6-9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A resina composta tem passado por um processo de evolu&ccedil;&atilde;o nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, ela geralmente &eacute; classificada pelo tamanho de carga que se tem, desde as primeiras resinas feitas na d&eacute;cada de 70 que eram as macroparticuladas, com part&iacute;culas que chegavam a medir ate 50&mu;m, passando pelas resinas compostas de part&iacute;culas pequenas que mediam de 0,5 a 3&mu;m, depois pelas microparticuladas com part&iacute;culas de 0,04&mu;m, pelas h&iacute;bridas com cargas de 0,04 a 14&mu;m e microhibridas com cargas de 0,04 a 5&mu;m, e recentemente pelas nanoparticuladas com part&iacute;culas de 5 a 100nm<sup>10,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse material nanoparticulado foi desenvolvido com uma matriz da resina que possui part&iacute;culas nanom&eacute;tricas de s&iacute;lica tratadas por silano, que s&atilde;o unidas a um nanoaglomerado de zirc&ocirc;nia-s&iacute;lica e tratadas com silano, formando o comp&oacute;sito nanoparticulado<sup>11-13</sup>. A nanotecnologia vem sendo usada pelas ind&uacute;strias de modo geral, para melhorar produtos que j&aacute; fazem parte do nosso dia a dia e que usamos frequentemente<sup>14</sup> e v&ecirc;m, cada vez mais, ganhando espa&ccedil;o no mercado odontol&oacute;gico<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como objetivo apresentar os achados de uma revis&atilde;o de literatura, realizada no site PubMed com artigos de 2003 a 2013, as palavras-chave utilizadas na pesquisa foram "nanofiled", "composite", "resin", "surface", "roughness". Foram inclusos os artigos sobre a compara&ccedil;&atilde;o da rugosidade superficial dos comp&oacute;sitos nanoparticulados com os comp&oacute;sitos microparticulados e microh&iacute;bridos para verificar os poss&iacute;veis sucessos e insucessos dessa recente tecnologia implantada na odontologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Revis&atilde;o da literatura</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A superf&iacute;cie de todos os tipos de resinas compostas restauradoras est&aacute; diretamente ligada com o sucesso da restaura&ccedil;&atilde;o, pois uma superf&iacute;cie rugosa causa o ac&uacute;mulo de biofilme dental, tanto afetando a est&eacute;tica da restaura&ccedil;&atilde;o com manchamentos quanto expondo a riscos de c&aacute;ries secund&aacute;rias e de inflama&ccedil;&atilde;o gengival<sup>3,5,16</sup>. Todos os comp&oacute;sitos tendem a ter um maior manchamento quando apresentam mais rugosidade superficial. Portanto, o polimento &eacute; um importante procedimento que deve ser feito para diminuir a rugosidade superficial do material, mantendo, consequentemente, a est&eacute;tica e a longevidade cl&iacute;nica<sup>17,18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos compararam o comp&oacute;sito nanoparticulado com outros tipos de resinas compostas e observaram que as resinas nanoparticuladas, apresentaram melhor caracter&iacute;stica de polimento, sendo poss&iacute;vel torna-las mais lisa e suave ap&oacute;s esse procedimento<sup>19,20</sup>. Al&eacute;m disso, as caracter&iacute;sticas &oacute;pticas do material mostraram-se mais similares &agrave;s do esmalte e suas part&iacute;culas mais transl&uacute;cidas<sup>21</sup>. De outra forma, o estudo de Mitra et al.<sup>14</sup> (2003) apontou que os comp&oacute;sitos nanoparticulados demonstraram melhor reten&ccedil;&atilde;o de polimento do que os comp&oacute;sitos microh&iacute;bridos e uma equival&ecirc;ncia comparada com os comp&oacute;sitos microparticulados, no entanto, as cores transl&uacute;cidas dos nanoparticulados mostraram melhor reten&ccedil;&atilde;o de polimento que as microparticuladas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O polimento da resina nanoparticulada &eacute; semelhante ao das resinas microparticuladas, todavia &eacute; melhor que o das resinas microh&iacute;bridas. Algumas fotos, feitas com um microsc&oacute;pio eletr&ocirc;nico de varredura mostraram que a superf&iacute;cie do comp&oacute;sito nanoparticulado n&atilde;o apresentou crateras nem extrus&atilde;o de part&iacute;culas e ficou relativamente lisa, enquanto dos comp&oacute;sitos microh&iacute;bridos, apresentaram superf&iacute;cies &aacute;speras, as part&iacute;culas de cargas extra&iacute;ram, sendo evidente o surgimento de crateras<sup>22</sup>. Clinicamente, a resina nanoparticulada apresenta um bom polimento, e essa habilidade de controlar a &aacute;rea da superf&iacute;cie faz com que elas tenham alta resist&ecirc;ncia e baixo desgaste. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mesmo sem levar em conta as t&eacute;cnicas de acabamento e de polimento, as resinas nanoparticuladas apresentaram menos desgaste e tamb&eacute;m uma menor rugosidade superficial, quando comparadas com as resinas compostas microh&iacute;bridas.<sup>23</sup> Por&eacute;m, sabe-se que, com o passar do tempo, as resinas compostas sofrem degrada&ccedil;&atilde;o e deteriora&ccedil;&atilde;o no meio bucal, assim como a grande maioria dos materiais dent&aacute;rios, podendo resultar em fraturas e altera&ccedil;&otilde;es de cor<sup>24</sup>. Por isso, devem ser feitos procedimentos para tentar minimizar esse efeito de degrada&ccedil;&atilde;o dos comp&oacute;sitos<sup>18</sup>. A utiliza&ccedil;&atilde;o de discos de micro granula&ccedil;&atilde;o melhora o tratamento das superf&iacute;cies dos comp&oacute;sitos de resinas, j&aacute; cobrir a superf&iacute;cie com sistema adesiva aumenta a rugosidade da superf&iacute;cie, podendo ent&atilde;o acarretar danos a restaura&ccedil;&atilde;o<sup>25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido aos frequentes desafios que os materiais restauradores sofrem na cavidade bucal, Reddyet al.<sup>26</sup> (2013) avaliaram a a&ccedil;&atilde;o de algumas bebidas sobre a superf&iacute;cie de alguns comp&oacute;sitos e verificaram que, ao final de um longo per&iacute;odo de tempo (30 dias) sob a&ccedil;&atilde;o dessas bebidas, a resina composta nanoparticulada mostrou menos rugosidade superficial e altera&ccedil;&atilde;o de cor do que as resinas compostas microh&iacute;bridas. Outro estudo observou que para os comp&oacute;sitos nanoparticulados, microparticulados e microh&iacute;bridos ocorreu um aumento da rugosidade ap&oacute;s a quinta semana de ensaios com ciclos de escova&ccedil;&atilde;o e uso de enxaguat&oacute;rios bucais<sup>27</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale ressaltar que a qualidade e a durabilidade das restaura&ccedil;&otilde;es em resina composta est&atilde;o diretamente ligadas tanto com o material escolhido, quanto com a t&eacute;cnica empregada pelo cirurgi&atilde;o-dentista<sup>26</sup>.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido &agrave;s exig&ecirc;ncias est&eacute;ticas atuais por parte dos pacientes, as resinas compostas com suas praticidades de utiliza&ccedil;&atilde;o como: variedade de cor, baixo custo, menor tempo de trabalho, vem sendo o material dent&aacute;rio restaurador preferido pela maioria dos cirurgi&otilde;es-dentistas<sup>5,9</sup>. Com isso, esse material vem sendo modificado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, para melhoria das suas propriedades<sup>10</sup>. Atualmente, a nanotecnologia est&aacute; sendo utilizada para facilitar a vida das pessoas em diversas &aacute;reas, e vem sendo empregada na odontologia com as resinas nanopart&iacute;culadas, inseridas no mercado h&aacute; alguns anos<sup>11,15</sup>. Sabe-se que a superf&iacute;cie das resinas compostas est&aacute; diretamente ligada com o sucesso e a vida &uacute;til da restaura&ccedil;&atilde;o, quanto mais lisa a superf&iacute;cie, menor o manchamento e o ac&uacute;mulo de biofilme<sup>5</sup>. Os estudos encontrados nessa revis&atilde;o da literatura mostram que as resinas nanopart&iacute;culadas tem uma superf&iacute;cie mais lisa ap&oacute;s o polimento comparadas com as resinas microh&iacute;bridas e similares aos das resinas micropart&iacute;culadas<sup>14,19-22</sup>. Isso indica que as reinas nanopart&iacute;culadas e micropart&iacute;culadas possam ter uma melhor est&eacute;tica e longevidade superficial que as resinas microh&iacute;bridas. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para essa superf&iacute;cie menos rugosa &eacute; o tamanho da carga, que &eacute; menor nas resinas nanopart&iacute;culadas e micropart&iacute;culadascomparado com as resina microh&iacute;brida<sup>10,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outros testes com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; degrada&ccedil;&atilde;o do material restaurador na cavidade bucal, com influ&ecirc;ncia de produtos externos mostraram tamb&eacute;m que a resina nanopart&iacute;culada, mesmo com esses desafios, apresentou uma superf&iacute;cie menos rugosa do que as resinas microh&iacute;bridas<sup>26,27</sup>, apontando uma propriedade de durabilidade e longevidade cl&iacute;nica maior que esse outro comp&oacute;sito.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com esses achados da revis&atilde;o da literatura, pode- se dizer que as resinas nanopart&iacute;culadas apresentam uma superf&iacute;cie menos rugosa comparada com as resinas microh&iacute;bridas, podendo ser o material de prefer&ecirc;ncia para restaura&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas no dia a dia cl&iacute;nico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A odontologia est&eacute;tica vem evoluindo muito nos &uacute;ltimos anos, novos materiais s&atilde;o desenvolvidos e o cirurgi&atilde;o-dentista precisa se atualizar para essa nova realidade, ent&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio o cl&iacute;nico levar em considera&ccedil;&atilde;o alguns pontos importantes, como: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; quanto maior a rugosidade superficial do comp&oacute;sito, maior ser&aacute; seu manchamento e menor a longevidade cl&iacute;nica; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; as resinas compostas nanoparticuladas conseguem ter um bom polimento, compar&aacute;vel com as resinas compostas microparticuladas, e superior aos das resinas compostas microhibridas; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; a superf&iacute;cie dos comp&oacute;sitos nanoparticulados &eacute; mais regular que a dos comp&oacute;sitos microparticulados e microh&iacute;bridos, quando vistas por microscopia eletr&ocirc;nica de varredura; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; o polimento &eacute; um procedimento necess&aacute;rio para diminuir a rugosidade superficial de todos os comp&oacute;sitos analisados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Patel SB, Gordan VV, Barrett AA, ShenC.The effect of surface finishing and storage solutions on the color stability of resin-based composites. J Am Dent Assoc 2004; 135(5):587-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=167296&pid=S1413-4012201400020001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Dietschi D, Magne P, Holz J. Recent trends in esthetic restorations for posterior teeth. Quintessence Int 1994; 25:659-77. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Lu H, Roeder LB, Lei L, Powers JM.Effect of surface roughness on stain resistance of dental resin composites. Jour Esthet Rest Dent 2005; 17(2):103-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Patel SB, Gordan VV, Barrett AA, ShenC.The effect of surface finishing and storage solutions on the color stability of resin-based composites. J Am Dent Assoc 2004; 135(5):587- 94. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Yap AU, Yap SH, Teo CK, Ng JJ. Comparison of surface finish of new aesthetic restorative materials.OperDent 2005;29(1):100-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Carvalho PRB, Menezes Filho PF, Silva CHV. Etiologia e preven&ccedil;&atilde;o do manchamento das restaura&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas com resinas compostas. IJD Int Jour Dent 2003; 2(1):236-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Lee YK, Lim BS, Rhee SH, Yang HC, Powers JM. Color and translucency of A2 shade resin composites after curing, polishing and thermocycling. Oper Dent 2005; 30(4):436-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Watanabe H, Covey D. Esthetic restorative material shade changes due to photopolymerization. Gen Dent 2008; 56: 260-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Swift EJ. Ask the experts: nanocomposites. Jour Esthet Rest Dent 2005; 17(1):3-4. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">10. Ure D, Harris J. Nanotechnology in dentistry; reduction to practice. Dental Update 2003; 30(1)10-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. 3M ESPE. FiltekSupreme Plus Universal Restorative a truenanocomposite. &#91;citado 2013 Feb 10&#93; Dispon&iacute;vel em URL http://www.3m.com: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Ribeiro JCR, Gomes PN, Moys&eacute;s MR, Dias SC, Pereira LJ, Ribeiro JGR. Shear strength evaluation of composite-composite resin associations. J Dent 2008; 36(5):326-30. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Anusavice KJ. Phillips/Materiais Dent&aacute;rios. 11.ed. S&atilde;o Paulo: Guanabara Koogan Editora; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Mitra SB, Wu D, Holmes BN. An application of nanotechnology in advanced dental materials. J Am Dent Assoc 2003; 134(10):1383-98. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Endo T, Finger WJ, Kanehira M, Utterodt A, Komatsu M. Surface texture and roughness of polished nanofill and nanohybrid resin composites. Dent Mater J 2010; 29(2):213-23. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Brambilla E, Ionescu A, Gagliani M, Cochis A, Arciola CR, Rimondini L. Biofilm formation on composite resins for dental restorations: an in situ study on the effect of chlorhexidinemouthrinses. Int J Artif Organs 2012; 35(10):792-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Egilmez F, Ergun G, Cekic-Nagas I, Vallittu PK, Lassila LV. Short and long term effects of additional post curing and polishing systems on the color change of dental nano-composites. Dent Mater J 2013; 32(1):107-14 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Jefferies SR.The art and science of abrasive finishing and polishing in restorative dentistry. Dent Clin North Am 1998; 42: 613-27. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Senawongse P, Pongprueksa P. Surface roughness of nanofill and nanohybrid resin composites after polishing and brushing. J EsthetRestor Dent 2007; 19(5):265-73. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">20. Buchgraber B, Kqiku L, Allmer N, Jakopic G, St&auml;dtler P. Surface roughness of one nanofill and one silorane composite after polishing. CollAntropol 2011; 35(3):879-83. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Ward DH.Esthetic restoration of tooth structure using a nanofill composite system.Compendium 2005; 26(4):252-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. 3M ESPE.Technicalproduct profile Filtek. &#91;citado 2013 Feb 22&#93; Dispon&iacute;vel em URL: http://www.3m.com. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">23. Turssi CP, Ferracane JL, Serra MC. Abrasive wear of resin composites as related to finishing and polishing procedures. DentMat 2005; 21(7):641-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Bacchi A, Cavalcante LMA, Schneider LFJ, Consani RLX. Reparos em restaura&ccedil;&otilde;es de resina composta &ndash; revis&atilde;o de literatura. RFO, Passo Fundo 2010; 15(3):331-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">25. Gon&ccedil;alves MA, Teixeira VC, Rodrigues SS, de Oliveira RS, Salvio LA. Evaluation of the roughness of composite resins submitted to different surface treatments. ActaOdontolLatinoam 2012; 25(1):89-95 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">26. Reddy PS, Tejaswi KL, Shetty S, Annapoorna BM, Pujari SC, Thippeswamy HM. Effects of commonly consumed beverages on surface roughness and color stability of the nano, microhybrid and hybrid composite resins: an in vitro study. J Contemp Dent Pract 2013; 14(4):718-23. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">27. da Silva E, de S&aacute; Rodrigues C, Dias D, da Silva S, Amaral C, Guimar&atilde;es J. Effect of Toothbrushing-mouthrinse-cycling on Surface Roughness and Topography of Nanofilled, Microfilled, and Microhybrid Resin Composites. OperDent 2014; 39(5):21-9.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Caleb Shitsuka    <br>   Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo Av. Lineu Prestes, 2227    <br>   05508-000 S&atilde;o Paulo-SP, Brasil</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   E-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:caleb@usp.br" target="_blank">caleb@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 10/11/2013<br/> Aceito: 06/08/2014.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<page-range>587-94.</page-range></nlm-citation>
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