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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To report a case in which surgical technique ulotomia was used as initial treatment for correction of dental malocclusion avoiding major changes in occlusion. Case report: Patient seven-year-old female, came to referring dental care have a delayed eruption of tooth 12. Gingival tissue paler color was observed and, at the touch, showed to said incisal edge of the tooth. Moreover, we verified the presence of gingival inflammation and hyperplasia in the region of the maxillary anterior teeth, due to occlusion problems that prevented normal closure of the mouth, leading to dental patient's condition breather. Thus, we chose to ulotomia because it is a minimally invasive surgical procedure, aiming only excision of gum tissue that covered the crown of unerupted tooth, thus allowing an unobstructed path to come to occupy its position in the dental arch. Final considerations: the ulotomia a procedure is easy to perform for the professional and speedy recovery for the child patient, with an initial step in the treatment of poor-olcusão.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Erupção dentária.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Ulotomia: coadjuvante do tratamento da m&aacute; oclus&atilde;o</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Ulotomia: adjunctive treatment of malocclusion</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rachel Reinaldo Arnaud<sup>I</sup> Manuela Gouv&ecirc;a Camp&ecirc;lo dos Santos<sup>II</sup> Ana Maria Gondim Valen&ccedil;a<sup>III</sup> Franklin Delano Soares Forte<sup>IV</sup> Karina Jer&ocirc;nimo Rodrigues Santiago Lima<sup>V</sup> Rejane Targino Soares Beltr&atilde;o<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Mestre em Odontologia, professora assistente do Centro Universit&aacute;rio de Jo&atilde;o Pessoa (Unip&ecirc;). Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil    <br><sup>II</sup> Mestre em Odontologia, professora de Odontologia da Universidade Estadual da Para&iacute;ba (UEPB). Campina Grande, Para&iacute;ba, Brasil    <br><sup>III</sup> Doutora em Odontologia, professora associada do Departamento de Cl&iacute;nica e Odontologia Social da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB). Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><sup>IV</sup> Doutor em Odontologia, professor adjunto do Departamento de Cl&iacute;nica e Odontologia Social da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB). Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil    <br><sup>V</sup> Doutora em Odontologia, professora adjunta do Departamento de Cl&iacute;nica e Odontologia Social da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB). Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil    <br> <sup>VI</sup> Doutor em Odontologia, professora adjunta de Ortodontia da Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB). Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil</font>    <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objetivo: o objetivo deste trabalho &eacute; relatar um caso cl&iacute;nico, no qual a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica de ulotomia foi utilizada como tratamento inicial de corre&ccedil;&atilde;o de m&aacute; oclus&atilde;o dental, evitando maiores altera&ccedil;&otilde;es na oclus&atilde;o. Relato de caso: Uma paciente de sete anos de idade, sexo feminino, procurou atendimento odontol&oacute;gico referindo apresentar um atraso na erup&ccedil;&atilde;o do elemento dent&aacute;rio 12. Foi observada a presen&ccedil;a de tecido gengival de colora&ccedil;&atilde;o mais p&aacute;lida e que, ao toque, evidenciava- se a borda incisal do referido elemento dent&aacute;rio. Al&eacute;m disso, foi verificada a presen&ccedil;a de inflama&ccedil;&atilde;o e hiperplasia gengival na regi&atilde;o dos dentes &acirc;ntero-superiores, devido aos problemas oclusais, que impediam o fechamento normal da boca, levando &agrave; paciente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de respiradora bucal. Dessa forma, optou-se pela ulotomia por se tratar de um procedimento cir&uacute;rgico minimamente invasivo, visando apenas a ex&eacute;rese do tecido gengival que revestia a coroa de dente n&atilde;o irrompido, permitindo assim um caminho desimpedido para vir a ocupar a sua posi&ccedil;&atilde;o no arco dent&aacute;rio. Considera&ccedil;&otilde;es finais: a ulotomia &eacute; um procedimento de f&aacute;cil execu&ccedil;&atilde;o para o profissional e r&aacute;pida recupera&ccedil;&atilde;o para o paciente infantil, sendo um passo inicial para o tratamento da m&aacute;-olcus&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave:</B> Erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. Ortodontia corretiva. M&aacute; oclus&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objective: To report a case in which surgical technique ulotomia was used as initial treatment for correction of dental malocclusion avoiding major changes in occlusion. Case report: Patient seven-year-old female, came to referring dental care have a delayed eruption of tooth 12. Gingival tissue paler color was observed and, at the touch, showed to said incisal edge of the tooth. Moreover, we verified the presence of gingival inflammation and hyperplasia in the region of the maxillary anterior teeth, due to occlusion problems that prevented normal closure of the mouth, leading to dental patient's condition breather. Thus, we chose to ulotomia because it is a minimally invasive surgical procedure, aiming only excision of gum tissue that covered the crown of unerupted tooth, thus allowing an unobstructed path to come to occupy its position in the dental arch. Final considerations: the ulotomia a procedure is easy to perform for the professional and speedy recovery for the child patient, with an initial step in the treatment of poor-olcus&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Tooth eruption. Corrective orthodontics. Malocclusion.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria &eacute; o processo fisiol&oacute;gico que, durante a forma&ccedil;&atilde;o do dente migra, da posi&ccedil;&atilde;o intra-&oacute;ssea at&eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o funcional na cavidade oral<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rios fatores, sist&ecirc;micos e locais, podem, com o tempo, interferir na sequ&ecirc;ncia de erup&ccedil;&atilde;o dos dentes permanentes, dentre os fatores sist&ecirc;micos s&atilde;o apontados o. hipopituitarismo, o hipotireoidismo e a disostose cleidocraneana; e como fatores locais destacam-se a reten&ccedil;&atilde;o prolongada do elemento dent&aacute;rio, a perda precoce ou o trauma nos dentes dec&iacute;duos, o odontoma, os dentes supranumer&aacute;rios, cistos<sup>2</sup> e a fibrose da mucosa gengival<sup>3,4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em casos de fibrose da mucosa gengival, o dente permanente pode perder a for&ccedil;a eruptiva, devido a essa barreira de tecido, na superf&iacute;cie oclusal ou incisal. Dessa forma, o germe do dente permanente n&atilde;o &eacute; capaz de penetrar o tecido gengival<sup>5</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na cl&iacute;nica odontopedi&aacute;trica, s&atilde;o comuns situa&ccedil;&otilde;es nas quais h&aacute; a impac&ccedil;&atilde;o de elementos dent&aacute;rios, fato que pode acarretar transtornos para a denti&ccedil;&atilde;o em desenvolvimento. Particularmente, o atraso no processo de erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria gerando inclina&ccedil;&otilde;es e/ou girovers&otilde;es dos dentes adjacentes ao espa&ccedil;o e extrus&atilde;o do dente antagonista. Para evitar tais transtornos, deve-se indicar a ulotomia, procedimento cir&uacute;rgico, que consiste na ex&eacute;rese do tecido gengival que reveste a face incisal ou oclusal da coroa dent&aacute;ria de um dente dec&iacute;duo ou permanente n&atilde;o irrompido, de forma a lhe permitir um caminho livre para ocupar a sua posi&ccedil;&atilde;o normal no arco dent&aacute;rio<sup>6,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m da fibrose gengival, a ulotomia est&aacute; indicada para os casos em que, sem outro motivo aparente, o dente tem sua erup&ccedil;&atilde;o retardada, como tamb&eacute;m, para dentes permanentes parcialmente irrompidos com erup&ccedil;&atilde;o lenta<sup>8</sup>. Esse procedimento &eacute; indicado, tamb&eacute;m, nos casos de cistos de erup&ccedil;&atilde;o, que podem ser chamados de hematomas de erup&ccedil;&atilde;o, quando o quadro cl&iacute;nico torna-se doloroso e inc&ocirc;modo, com a finalidade de drenar o fluido c&iacute;stico e expor a coroa do dente ao meio bucal<sup>6,9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Exames cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos detalhados da regi&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rios para indica&ccedil;&atilde;o correta dessa t&eacute;cnica cir&uacute;rgica. O exame cl&iacute;nico mostra a presen&ccedil;a de uma &aacute;rea com aumento de volume e colora&ccedil;&atilde;o mais p&aacute;lida, pelo aumento da camada de queratina do epit&eacute;lio, al&eacute;m de marcas contornadas, denotando a presen&ccedil;a iminente do dente n&atilde;o irrompido. Radiograficamente, pode-se observar a rizog&ecirc;nese do dente permanente, atingindo 2/3 do seu est&aacute;gio (est&aacute;gio 8 Nolla), e eliminar a presen&ccedil;a de alguns fatores que podem estar associados ao retardo ou at&eacute; mesmo ao impedimento da irrup&ccedil;&atilde;o do dente e que contra-indicariam a ulotomia, como camada &oacute;ssea, recobrindo a coroa dent&aacute;ria, m&aacute;-forma&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, presen&ccedil;a de supranumer&aacute;rios, cistos ou odontomas na regi&atilde;o, falta de espa&ccedil;o, agenesia e grau de forma&ccedil;&atilde;o radicular da unidade<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A reten&ccedil;&atilde;o de um elemento dent&aacute;rio pode ocasionar transtornos na dentadura mista e na denti&ccedil;&atilde;o permanente, induzindo a uma m&aacute; oclus&atilde;o, devido a movimentos indesej&aacute;veis dos dentes adjacentes e antag&ocirc;nicos ao espa&ccedil;o do dente n&atilde;o irrompido. Dessa forma, ap&oacute;s o processo eruptivo retardado, o dente pode irromper ectopicamente por falta de espa&ccedil;o o que ocasiona uma altera&ccedil;&atilde;o no arco dent&aacute;rio levando a uma m&aacute; oclus&atilde;o. O desvio da normalidade das unidades dent&aacute;rias pode variar em um leve grau de rota&ccedil;&atilde;o ou deslocamento de um dente, at&eacute; uma complexa m&aacute; posi&ccedil;&atilde;o de alguns ou todos os dentes<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este trabalho tem por finalidade relatar um caso cl&iacute;nico, no qual a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica de ulotomia foi utilizada como tratamento inicial de corre&ccedil;&atilde;o de m&aacute; oclus&atilde;o dental, evitando maiores altera&ccedil;&otilde;es na oclus&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Relato de caso</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Paciente do sexo feminino, leucoderma, brasileira e com sete anos de idade, compareceu &agrave; Cl&iacute;nica da odontopediatria da Universidade Federal da Para&iacute;ba, apresentando um perfil facial acentuadamente convexo, altura facial aumentada, padr&atilde;o facial com tend&ecirc;ncia vertical, prognatismo maxilar e retrognatismo mandibular e aus&ecirc;ncia (<a href="#tab01">Tab. 1</a>) de selamento labial passivo, degluti&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica, musculatura mentoniana hipot&ocirc;nica, l&aacute;bios ressecados e olheiras (<a href="#fig01">Figuras 1A e B).</a>). Al&eacute;m disso, foi verificada a presen&ccedil;a de inflama&ccedil;&atilde;o e hiperplasia gengival na regi&atilde;o dos dentes &acirc;ntero-superiores, devido aos problemas oclusais, que impediam o fechamento normal da boca, levando a paciente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de respiradora bucal (<a href="#fig02">Figura 2A e B.</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No exame intrabucal, constatou-se que o incisivo lateral superior esquerdo n&atilde;o estava irrompido e n&atilde;o foi relatada nenhuma anormalidade que pudesse ocasionar esse retardo na erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. Clinicamente, o incisivo lateral superior esquerdo apresentava-se recoberto por um tecido gengival de colora&ccedil;&atilde;o mais p&aacute;lida e que, ao toque, evidenciava-se a borda incisal do referido elemento dent&aacute;rio (<a href="#fig02">Figura 2C</a>). Observa-se ainda opacidade nos incisivos centrais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No exame oclusal, a paciente mostrou na dentadura mista, com m&aacute; oclus&atilde;o de Classe II, divis&atilde;o um, com curva de Spee acentuada, linha m&eacute;dia superior com desvio para esquerda em rela&ccedil;&atilde;o ao plano sagital mediano, linha m&eacute;dia inferior coincidente com plano sagital mediano, trespasse vertical de 5 mm, trespasse horizontal de 12 mm. O diagn&oacute;stico cefalom&eacute;trico mostrou perfil &oacute;sseo convexo, protus&atilde;o maxilar, retrus&atilde;o mandibular e classe II esquel&eacute;tica (<a href="#fig03">Figura 3A e 3B</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O planejamento do tratamento consistiu em: cirurgia oral menor e tratamento ortop&eacute;dico (1&ordf; fase), para realiza&ccedil;&atilde;o da ulotomia e posterior tratamento ortod&ocirc;ntico (2&ordf; fase) para corre&ccedil;&atilde;o da m&aacute; oclus&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de facilitar a erup&ccedil;&atilde;o do incisivo lateral superior esquerdo, optou-se, inicialmente, pela realiza&ccedil;&atilde;o da ulotomia, Depois de obter a autoriza&ccedil;&atilde;o do respons&aacute;vel pelo paciente, o procedimento foi iniciado com anti-sepsia da cavidade bucal seguida de anestesia t&oacute;pica e infiltrativa gengival (<a href="#fig04">Figura 4A</a>), apenas sobre a mucosa correspondente &agrave; regi&atilde;o incisal do dente envolvido. Em seguida, realizou- se a incis&atilde;o em elipse do capuz gengival que cobria o elemento, por meio de bisturi l&acirc;mina n&ordm;15 (<a href="#fig04">Figura 4B</a>), expondo totalmente a borda incisal no sentido m&eacute;sio-distal (<a href="#fig04">Figura 4C e 4D</a>). N&atilde;o foi utilizado sutura, apenas a irriga&ccedil;&atilde;o com soro fisiol&oacute;gico e a hemostasia por tamponamento, com gaze est&eacute;ril, a fim de que a regi&atilde;o esteja desimpedida para que o elemento permanente erupcione. Decorridos sete dias, procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do caso, constatando-se a sua evolu&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria (<a href="#fig05">Figura 5A</a>), com aus&ecirc;ncia de sensibilidade p&oacute;s-operat&oacute;ria relatada pela paciente. Na <a href="#fig05">figura 5B</a>, pode-se observar que o elemento 22 encontra-se em posi&ccedil;&atilde;o na cavidade bucal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s atingidos os prop&oacute;sitos da fase anterior, na segunda fase objetivou-se corrigir a m&aacute; oclus&atilde;o de classe II divis&atilde;o 1. Para isso, instalou-se o arco extrabucal conjugado para proporcionar melhor redirecionamento de crescimento mandibular, permitindo a rela&ccedil;&atilde;o entre caninos superior e inferior e entre molares superior e inferior, impedindo a rela&ccedil;&atilde;o de canino e molar. Al&eacute;m disso, espera-se diminuir a sobressali&ecirc;ncia e a protrus&atilde;o dos incisivos, reduzindo a interposi&ccedil;&atilde;o da l&iacute;ngua e do l&aacute;bio inferior sob os incisivos superiores, o que levar&aacute; &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da convexidade do perfil da paciente. Concomitantemente ao Arco Extrabucal Conjugado, instalou-se a placa l&aacute;bio-ativa (<a href="#fig06">Figura 6A e 6B</a>) para corre&ccedil;&atilde;o do apinhamento &acirc;ntero-inferior. Ambos os aparelhos encontram-se em utiliza&ccedil;&atilde;o pela paciente, que apresenta uma excelente colabora&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a14fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas situa&ccedil;&otilde;es de retardo na erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, o cirurgi&atilde;o-dentista poder&aacute; fazer uso da t&eacute;cnica de ulotomia como op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica devido &agrave; simplicidade do procedimento e ao p&oacute;s-operat&oacute;rio favor&aacute;vel. Assim, quando existe a aus&ecirc;ncia ou o atraso na erup&ccedil;&atilde;o de um elemento dent&aacute;rio, deve-se procurar a causa, a fim de planejar corretamente a &eacute;poca e o tipo de tratamento a ser adotado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme evidenciado neste caso, enquanto o dente 22 se apresentava intra-&oacute;sseo, o elemento dent&aacute;rio contralateral hom&oacute;logo estava presente no arco, fato que trazia inquietude &agrave; paciente e aos seus familiares, que indagaram aos profissionais que acompanhavam a paciente na cl&iacute;nica se o dente em quest&atilde;o poderia n&atilde;o nascer ou at&eacute; mesmo se ele havia se formado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, o diagn&oacute;stico diferencial &eacute; importante, pela exist&ecirc;ncia de sinais semelhantes entre a agenesia dent&aacute;ria e o retardo na erup&ccedil;&atilde;o, por exemplo. Dessa forma, o exame cl&iacute;nico associado a radiografias periapicais, oclusais e panor&acirc;micas pode auxiliar na descoberta de poss&iacute;veis agentes etiol&oacute;gicos que conduzam para a aus&ecirc;ncia de erup&ccedil;&atilde;o de um dente, como odontomas e dentes supranumer&aacute;rios. O exame radiogr&aacute;fico permite a identifica&ccedil;&atilde;o de fatores que possam mascarar o diagn&oacute;stico e, at&eacute; mesmo, contra-indicar o procedimento, como uma camada &oacute;ssea, recobrindo a coroa dent&aacute;ria, agenesia e grau de forma&ccedil;&atilde;o radicular<sup>12</sup>. No presente caso cl&iacute;nico, n&atilde;o foi diagnosticada a presen&ccedil;a dessa barreira &oacute;ssea, nem mesmo dilacera&ccedil;&atilde;o radicular ou tumores na &aacute;rea envolvida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com alguns autores<sup>13</sup>, a presen&ccedil;a de uma &aacute;rea com aumento de volume e colora&ccedil;&atilde;o mais p&aacute;lida, pela camada de queratina do epit&eacute;lio mais espessa, al&eacute;m de marcas contornadas, denotando a presen&ccedil;a iminente do dente n&atilde;o irrompido, o que foi tamb&eacute;m encontrado no presente caso. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Koch et al.<sup>14</sup> (1995) reportaram que se a via de erup&ccedil;&atilde;o de um dente estiver bloqueada, o obst&aacute;culo dever&aacute; ser removido, no m&iacute;nimo quando a raiz desse apresentar-se formada em 2/3 da sua extens&atilde;o, pois, a partir do 7&ordm; est&aacute;gio de Nolla (1/3 de raiz formada), o dente j&aacute; apresenta for&ccedil;a eruptiva, corroborando a abordagem do caso cl&iacute;nico acima apresentado, que j&aacute; estava com 2/3 de raiz formada, correspondendo ao 8&deg; est&aacute;gio de Nolla. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vez indicada a ulotomia, essa deve ser feita imediatamente, pois o adiamento do ato cir&uacute;rgico pode levar a m&aacute;s oclus&otilde;es futuras devido ao risco de movimenta&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias com fechamento do espa&ccedil;o, pela inclina&ccedil;&atilde;o dos dentes adjacentes ou extrus&atilde;o do antagonista ao espa&ccedil;o do dente n&atilde;o irrompido, o que implicaria em tratamento ortod&ocirc;ntico posterior para recupera&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o perdido<sup>5,8,12,14-16</sup>. Assim, a realiza&ccedil;&atilde;o imediata da ulotomia no caso estudado foi imprescind&iacute;vel, para preservar o espa&ccedil;o dent&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Poricelli e Ponzoni<sup>17</sup>, a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica da ulotomia envolve incis&otilde;es el&iacute;pticas, circulares ou ovais que limitam as &aacute;reas para ex&eacute;rese tecidual. Sua extens&atilde;o deve permitir a exposi&ccedil;&atilde;o do bordo incisal ou da face oclusal do dente. A incis&atilde;o pode ser realizada com bisturi e l&acirc;mina, laser ou eletrocaut&eacute;rio. Concordando com a t&eacute;cnica utilizada, segundo os autores apresentados, nesse caso, optou-se pela utiliza&ccedil;&atilde;o, de bisturi e l&acirc;mina na incis&atilde;o el&iacute;ptica realizada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Guedes-Pinto<sup>10</sup> (1998), ao expor a coroa dent&aacute;ria subjacente, que pode ainda estar recoberta por tecido &oacute;sseo alveolar, deve-se efetuar cuidadosamente a osteotomia. No presente relato, ap&oacute;s a incis&atilde;o gengival, n&atilde;o foi verificada nenhuma presen&ccedil;a de tecido &oacute;sseo, n&atilde;o necessitando osteotomia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Martins et al.<sup>18</sup> (1998), al&eacute;m da exposi&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica seguida da irrup&ccedil;&atilde;o natural indicada em casos de inclina&ccedil;&atilde;o axial favor&aacute;vel, existe outra alternativa de tratamento, em casos de dentes retidos ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, que consiste na aplica&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as ortod&ocirc;nticas. No presente caso, n&atilde;o houve necessidade de tratamento ortod&ocirc;ntico, pois com sete dias da exposi&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, o dente j&aacute; se apresentava com erup&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&aacute; oclus&atilde;o de Classe II, divis&atilde;o 1, essa atinge a maior parte da popula&ccedil;&atilde;o que procura tratamento ortod&ocirc;ntico, e, segundo Silva Filho et al.<sup>19</sup> e Freitas e Cavassan<sup>19</sup>, apresenta-se em 40% dos casos, com uma etiologia multifatorial e muitas vezes est&aacute; associada a outros problemas, como a atresia da maxila e a mordida aberta. No estudo em quest&atilde;o, apresentou-se tamb&eacute;m associada ao atraso de erup&ccedil;&atilde;o do dente 22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A m&aacute; oclus&atilde;o Classe II, divis&atilde;o 1, caracterizada por uma desarmonia dent&aacute;ria no sentido &acirc;ntero-posterior, torna-se mais grave quando associada a uma desarmonia esquel&eacute;tica, que pode ser decorrente de uma defici&ecirc;ncia mandibular, de uma protrus&atilde;o maxilar ou de uma combina&ccedil;&atilde;o de ambas. Essas altera&ccedil;&otilde;es levam ao comprometimento do perfil facial, muitas vezes com consequ&ecirc;ncias psicossociais<sup>20</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A t&eacute;cnica da ulotomia, como um passo inicial para o tratamento da m&aacute;-oclus&atilde;o, &eacute; um procedimento simples, de baixo custo e eficaz quando bem planejada. Por isso, &eacute; importante orientar os pais e respons&aacute;veis sobre poss&iacute;veis atrasos na erup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, evitando danos futuros no desenvolvimento dent&aacute;rio. O cuidadoso planejamento, associado a um adequado acompanhamento, permite que o paciente alcance uma denti&ccedil;&atilde;o com caracter&iacute;sticas est&eacute;tico funcionais satisfat&oacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Assed S, Queiroz AM. Erup&ccedil;&atilde;o dental. In: Assed S. Odontopediatria: bases cient&iacute;ficas para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. 1. ed. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2005. p. 173-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=167825&pid=S1413-4012201400020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Boj JR, Garcia-Godoy F. Multiple eruption cysts: report of case. J Dent Child 2000; 67(4):282-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Oliveira INM, Stuani MBS, Stuani AS, Mizusaki CI. Fatores etiol&oacute;gicos locais que interferem na erup&ccedil;&atilde;o dos dentes permanentes. Stoma 2002; 63:18-33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Guedes-Pinto AC. Odontopediatria. 1. ed. S&atilde;o Paulo:Ed. Santos; 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Silva FW, Queiroz AM, Stuani AS, Nelson-Filho P, Diaz-Serrano K. Ojal quir&uacute;rgico (ulotomia) &iquest;cuando y como realizarlo?: Reporte de 3 casos cl&iacute;nicos. Acta Odontol Venez 2008; 46(3):326-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Carreira MA, Pacenko MR, Matsumoto MA, Dekon AFC. Cisto de erup&ccedil;&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica por ulotomia: caso cl&iacute;nico. J Appl Oral Sci 2003; 11(3):234. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Gregori C, Motta LFG. Cirurgia em odontologia. In: Guedes Pinto, AC. Odontopediatria. 7. ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 2003. p. 531 &ndash; 52. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">8. Issao M, Guedes- Pinto AC. Manual de Odontopediatria. 10. ed. S&atilde;o Paulo: Pancast; 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Bayram M, &Ouml;zer M,Sener I. Bilaterallly impacted maxillary central incisors: surgical exposure and orthodontic treatment: a case report. J Contemp Dent Pract 2006;7(4):98-105. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Guedes-Pinto AC. Odontopediatria Cl&iacute;nica. S&eacute;rie EAP &ndash; APCD. S&atilde;o Paulo: 6&ordf; ed. Artes M&eacute;dicas; 1998. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Strang RHA. A textbook of Orthodontics. Philadelphia: Lea &amp; Febiger; 1950. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Cavalcante AL, Paiva LCA. Utiliza&ccedil;&atilde;o da ulotomia na cl&iacute;nica infantil: relato de caso. Publ UEPG Ci Biol Sa&uacute;de 2006; 12(3):39-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Stuani AS, Souza AHF, Stuani AS, Stuani MBS. Solu&ccedil;&atilde;o alternativa para incisivo superior impactado. Rev Ibero-am Odontopediatr Odontol Beb&ecirc; 2004; 7(38):335-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Koch G, Mode&eacute;r T, Pousen S, Rasmussen P. Odontopediatria: Uma abordagem cl&iacute;nica. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 1995. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Katchburian E, Arana-Chavez VE. Histologia e embiologia oral. 1. Ed. S&atilde;o Paulo: Medicina Panamericana; 1999. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Martinez JA, Mota LFG, Miranda IMAD, Guedes- Pinto AC. Cirurgia em odontopediatria. In: Guedes-Pinto AC. Odontopediatria cl&iacute;nica. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 1998. p.167-90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Puricelli E, Ponzoni D. Cirurgia bucal pedi&aacute;trica. In: TOLEDO AO. Odontopediatria: Fundamentos para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. 3. ed. S&atilde;o Paulo: Premier; 2005. p. 315-30. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">18. Martins DR, Kawakami RY, Henriques JFC, Janson GRP. Impac&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria: condutas cl&iacute;nicas e apresenta&ccedil;&atilde;o de casos cl&iacute;nicos. Rev Dent Press Ortodon Ortop Facial 1998; 3(1):12-22. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Silva Filho OG, Freitas SE, Cavassan A,O. Preval&ecirc;ncia de oclus&atilde;o normal e m&aacute; oclus&atilde;o em escolares da cidade de Bauru (S&atilde;o Paulo). Parte II: influ&ecirc;ncia da estratifica&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica. Rev Odontol Univ S&atilde;o Paulo 1990; 4(3):189-96. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Freitas JC. M&aacute; oclus&atilde;o Classe II, divis&atilde;o 1, de Angle com discrep&acirc;ncia &acirc;ntero-posterior acentuada. Rev Dental Press Ortodon Ortop Facial Maring&aacute; 2009; 14(2):131-43.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Rachel Reinaldo Arnaud    <br>   Av. Pombal, n&ordm; 1413, Mana&iacute;ra. 58038-240    <br> Jo&atilde;o Pessoa- PB Brasil</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   E-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:rrarnaud@hotmail.com" target="_blank">rrarnaud@hotmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 30/01/2014.<br/> Aceito: 21/07/2014.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<year>2005</year>
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