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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Lymphangiomas are benign lymph vessels tumors that affect, in general, head and neck. May be congenital or injuries that arise during life. Children are the most affected. Can be surgically removed, just responding to sclerosing treatments or radiation. Its recurrence is described in about 10 to 40% of cases. Objective and Employee Methods: The aim of this study was to make a survey of the cases of lymphangioma recorded in the Pathology Laboratories of the Institute of Biological Sciences, University of Passo Fundo (ICB/ UPF) and the Hospital of Saint Vincent Paul Passo Fundo/ RS (HSVP) since the year 1987 until 2012. Results: In all, 78 cases of lymphangioma were found. Of these, 69 involved the head and neck (88 % of cases) and others afflict intestine, spleen, ribs, upper limb, shoulder blade, breast, armpit and thigh and the first decade of life was the most affected age group. The local volume increase was the most observed signal. After application of chi-square test at 5% of significance, we noted a relationship between patient gender and location of the lymphangiomas (p = 0.0003). Conclusions: It was noted that men in the first decade of life were the most affected. There was a relationship between gender and location, being lymphangiomas more common in skull of males. Furthermore, in lymphangiomas studied we noted the presence of local infection and the treatment was by surgery.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Linfangioma de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o: levantamento de casos</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Lymphangioma of the head and neck: survey of cases</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Luiza Helena Rebelato Krakhecke<sup>I</sup> ;Jo&atilde;o Paulo De Carli<sup>II</sup> ;Beth&acirc;nia Molin Giaretta De Carli<sup>III</sup> ;Soluete Oliveira da Silva<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Cirurgi&atilde;-dentista pela Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo    <br><sup>II</sup> Especialista em Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria, Mestre e Doutor em Estomatologia, professor do curso de Odontologia da Universidade de Passo Fundo    <br><sup>III</sup> Especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial, Mestre em Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica, professora do curso de Odontologia da Universidade de Passo Fundo    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup> Especialista em Patologia Bucal, Doutora em Estomatologia Cl&iacute;nica, professora do curso de Odontologia da Universidade de Passo Fundo</font>    <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os linfangiomas s&atilde;o tumores benignos de vasos linf&aacute;ticos que afetam geralmente a cabe&ccedil;a e o pesco&ccedil;o. Esses podem ter origem cong&ecirc;nita ou constituir les&otilde;es que se desenvolvem ao longo da vida, acometendo sobretudo crian&ccedil;as. Podem ser tratados cirurgicamente, por subst&acirc;ncias esclerosantes ou por meio de radioterapia, no entanto, sua recidiva acontece entre 10% e 40% dos casos. Materiais e m&eacute;todo: o objetivo deste estudo foi realizar uma pesquisa epidemiol&oacute;gica dos casos de linfangioma registrados nos laborat&oacute;rios de Patologia do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas da Universidade de Passo Fundo (ICB/UPF) e do Hospital S&atilde;o Vicente de Paulo de Passo Fundo/RS (HSVP) desde o ano 1987 at&eacute; 2012. Resultados: ao todo, foram catalogados 78 casos de linfangioma. Desses, 69 acometeram a regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e de pesco&ccedil;o (88%) e os demais estavam localizados em intestino, ba&ccedil;o, costelas, membros superiores, peito e axila, sendo a primeira d&eacute;cada de vida a faixa et&aacute;ria mais acometida. O aumento de volume local foi o sinal mais observado. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do teste qui-quadrado a 5% de signific&acirc;ncia, notou-se haver rela&ccedil;&atilde;o entre o g&ecirc;nero dos pacientes e a localiza&ccedil;&atilde;o dos linfangiomas (p=0,0003). Conclus&atilde;o: verificou-se que os homens, na primeira d&eacute;cada de vida, foram os mais acometidos. Houve rela&ccedil;&atilde;o entre sexo e localiza&ccedil;&atilde;o, sendo mais comuns os linfangiomas de cr&acirc;nio em pacientes do sexo masculino. Al&eacute;m disso, nos linfangiomas estudados foi observada a presen&ccedil;a de infec&ccedil;&atilde;o local e o tratamento foi realizado por meio de cirurgia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave:</B> Linfangioma. Hamartomas. Tumores dos vasos linf&aacute;ticos. Higroma c&iacute;stico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Introduction: Lymphangiomas are benign lymph vessels tumors that affect, in general, head and neck. May be congenital or injuries that arise during life. Children are the most affected. Can be surgically removed, just responding to sclerosing treatments or radiation. Its recurrence is described in about 10 to 40% of cases. Objective and Employee Methods: The aim of this study was to make a survey of the cases of lymphangioma recorded in the Pathology Laboratories of the Institute of Biological Sciences, University of Passo Fundo (ICB/ UPF) and the Hospital of Saint Vincent Paul Passo Fundo/ RS (HSVP) since the year 1987 until 2012. Results: In all, 78 cases of lymphangioma were found. Of these, 69 involved the head and neck (88 % of cases) and others afflict intestine, spleen, ribs, upper limb, shoulder blade, breast, armpit and thigh and the first decade of life was the most affected age group. The local volume increase was the most observed signal. After application of chi-square test at 5% of significance, we noted a relationship between patient gender and location of the lymphangiomas (p = 0.0003). Conclusions: It was noted that men in the first decade of life were the most affected. There was a relationship between gender and location, being lymphangiomas more common in skull of males. Furthermore, in lymphangiomas studied we noted the presence of local infection and the treatment was by surgery.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>lymphangioma, hamartomas, neoplasms of lymphatic vessels, cystic hygroma.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os linfangiomas s&atilde;o tumores hamartomatosos benignos dos vasos linf&aacute;ticos. Seu desenvolvimento resulta do sequestro de por&ccedil;&otilde;es de origem linf&aacute;tica embriog&ecirc;nica primitiva que nunca se anastomosam eficientemente com canais linf&aacute;ticos maiores<sup>1</sup>. O mais prov&aacute;vel &eacute; que sejam m&aacute; forma&ccedil;&otilde;es do desenvolvimento e n&atilde;o neoplasmas verdadeiros. Podem ser chamados de linfangiomas, higroma c&iacute;stico, linfangioma circunscrito ou linfangiomatose<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No interior da les&atilde;o, encontra-se l&iacute;quido linf&aacute;tico rico em prote&iacute;nas<sup>3</sup>. O endot&eacute;lio delimitante fino &eacute; t&iacute;pico<sup>2</sup>, apresentando vasos linf&aacute;ticos dilatados de diferentes tamanhos, revestidos por endot&eacute;lio achatado sem a presen&ccedil;a de c&aacute;psula<sup>1,3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os linfangiomas t&ecirc;m acentuada predile&ccedil;&atilde;o por cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o (cerca de 50 a 70% de todos os casos <sup>2</sup>), seguidos pelas extremidades, tronco e abd&ocirc;men <sup>1</sup>, embora possam aparecer em qualquer local do sistema linf&aacute;tico em desenvolvimento<sup>4</sup>, sendo sua origem embriol&oacute;gica controversa<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aproximadamente, metade de todas as les&otilde;es &eacute; observada ao nascimento e 90% se desenvolvem por volta dos dois anos de idade<sup>2</sup>. Cerca de 4% de todos os tumores vasculares e 25% dos tumores benignos que afetam crian&ccedil;as s&atilde;o linfangiomas<sup>6</sup>. A ocorr&ecirc;ncia em adultos &eacute; pouco frequente e n&atilde;o possuem predile&ccedil;&atilde;o por ra&ccedil;a ou sexo<sup>4,7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apresentam-se clinicamente como tumefa&ccedil;&otilde;es nodulares e indolores, geralmente de localiza&ccedil;&atilde;o superficial. Linfangiomas de l&iacute;ngua apresentam-se com superf&iacute;cie pedregosa e irregular, semelhante a um grupo de ves&iacute;culas translucentes ou a uma massa submucosa, nos casos em que s&atilde;o mais profundos. Seu aspecto superficial &eacute; comparado a "ovos de r&atilde;" ou "aglomerado de ves&iacute;culas transl&uacute;cidas"<sup>8</sup>. Devido ao denso tecido conjuntivo e &agrave; presen&ccedil;a de m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos, essas les&otilde;es, em boca, n&atilde;o t&ecirc;m grande expans&atilde;o<sup>9</sup>. Linfangiomas cervicais s&atilde;o mais comumente encontrados no tri&acirc;ngulo posterior, como massas amolecidas flutuantes. No tri&acirc;ngulo anterior, ocorrem menos comumente, por&eacute;m, nessa localiza&ccedil;&atilde;o podem resultar em dificuldades respirat&oacute;rias ou disfagia, quando atingem grandes tamanhos<sup>2</sup>. Descritos como les&otilde;es normalmente assintom&aacute;ticas, tornam-se evidentes como massas c&iacute;sticas, indolores, aderidas aos planos profundos ou flutuantes, recobertas por pele normal e de crescimento lento<sup>10</sup>. Os higromas c&iacute;sticos de grandes propor&ccedil;&otilde;es podem envolver toda a regi&atilde;o cervical, a face e outras estruturas, incluindo o mediastino, podendo estar associados &agrave; hidropsia e linfangiomatose difusa<sup>11</sup>. A deformidade est&eacute;tica &eacute; o principal sinal dessa anomalia<sup>2</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Apesar dos linfangiomas terem tend&ecirc;ncia a invadir outros tecidos, eles n&atilde;o t&ecirc;m potencial de maligniza&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. Quando isolados, o progn&oacute;stico &eacute; bom, por&eacute;m, quando detectados intra-uterinamente, torna- se importante a realiza&ccedil;&atilde;o do cari&oacute;tipo fetal, por poderem estar associados a s&iacute;ndromes, o que torna o progn&oacute;stico mais reservado<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico diferencial, o carcinoma de c&eacute;lulas basais e o tumor de gl&acirc;ndulas salivares com degenera&ccedil;&atilde;o c&iacute;stica s&atilde;o inclu&iacute;dos. Na bi&oacute;psia aspirativa essas les&otilde;es podem ser diferenciadas, pois t&ecirc;m caracter&iacute;sticas celulares neopl&aacute;sicas<sup>13</sup>. Destacam-se ainda o cisto tireoglosso, r&acirc;nula mergulhante e as linfadenopatias como diagn&oacute;sticos diferenciais de linfangiomas da regi&atilde;o cervical. Podem se assemelhar tamb&eacute;m, quando em menor tamanho, com mucocele e, quando possuem significativos capilares em seu interior, com o hemangioma<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento depende do tipo, do tamanho, do envolvimento de estruturas anat&ocirc;micas e de infiltra&ccedil;&atilde;o para os tecidos circundantes<sup>15</sup>. Existe o tratamento cir&uacute;rgico e os n&atilde;o cir&uacute;rgicos, como: radioterapia, crioterapia, cauteriza&ccedil;&atilde;o, escleroterapia, administra&ccedil;&atilde;o de cortic&oacute;ides e de interferon, aplica&ccedil;&atilde;o de laser de di&oacute;xido de carbono, radiofrequ&ecirc;ncia, uso de OK-432 Picibanil ou solu&ccedil;&atilde;o salina hipert&ocirc;nica<sup>6,10,16-18</sup>. Usualmente, a excis&atilde;o cir&uacute;rgica &eacute; realizada, embora a remo&ccedil;&atilde;o total da les&atilde;o n&atilde;o seja poss&iacute;vel em alguns casos pelo tamanho ou rela&ccedil;&atilde;o com outros &oacute;rg&atilde;os do corpo<sup>2</sup>. As complica&ccedil;&otilde;es da excis&atilde;o incluem: dano &agrave;s estruturas adjacentes, forma&ccedil;&atilde;o de f&iacute;stulas, infec&ccedil;&atilde;o e deisc&ecirc;ncia de sutura, apresentando mortalidade entre 2% e 6%<sup>19</sup>. A aspira&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es pode prover infec&ccedil;&otilde;es e s&oacute; &eacute; efetiva temporariamente<sup>20</sup>. A radia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem significativo valor terap&ecirc;utico<sup>21</sup>. Ao contr&aacute;rio dos hemangiomas, linfangiomas n&atilde;o respondem bem ao tratamento esclerosante. Entretanto, alguns linfangiomas respondem bem ao tratamento com OK-432, que &eacute; um agente terap&ecirc;utico esclerosante<sup>2</sup>. Solu&ccedil;&otilde;es salinas hipot&ocirc;nicas que provocam inflama&ccedil;&atilde;o do endot&eacute;lio vascular podem levar &agrave; regress&atilde;o total ou parcial do linfangioma, por&eacute;m, em caso de cirurgia posterior, podem dificultar a realiza&ccedil;&atilde;o dessa<sup>19</sup>. H&aacute; relatos de regress&atilde;o espont&acirc;nea, por&eacute;m a sua ocorr&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; comum. A aplica&ccedil;&atilde;o de laser de di&oacute;xido de carbono (CO2) tem como vantagem causar pouca ou nenhuma ferida e manter o campo cir&uacute;rgico seco. Por&eacute;m, sua grande desvantagem &eacute; o custo elevado do equipamento, o qual s&oacute; pode ser operado por profissional capacitado<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tendo em vista o referencial te&oacute;rico exposto, o presente trabalho objetivou realizar um levantamento dos casos de linfangiomas registrados nos laborat&oacute;rios de Patologia do ICB-UPF e do HSVP entre os anos de 1987 e 2012.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Materiais e m&eacute;todo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade de Passo Fundo/RS/Brazil. Efetuou-se um levantamento epidemiol&oacute;gico dos casos de linfangioma registrados nos arquivos do laborat&oacute;rio de patologia bucal do ICB da UPF e no servi&ccedil;o de patologia do HSVP, entre os anos de 1987 e 2012. Foram obtidos os dados relativos a sexo, ra&ccedil;a e idade dos pacientes acometidos, bem como relativos &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o, ao aspecto cl&iacute;nico, &agrave; sintomatologia, ao tratamento efetuado e &agrave; ocorr&ecirc;ncia de recidiva das les&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados coletados foram tabulados em planilha eletr&ocirc;nica e posteriormente analisados por meio de estat&iacute;stica descritiva de frequ&ecirc;ncia e teste de Qui-quadrado a 5% de signific&acirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Foram encontrados 78 casos de linfangioma, dos quais 69 envolviam cabeça e pescoço (88% dos casos), e os demais localizados em intestino, baço, arcos costais, membros superiores, escápula, mama, axila e coxa (<a href="#fig01">Figura 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a19fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de casos, 53 ocorreram no sexo masculino (68%) e 25 no feminino (32%). Nos casos de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, encontrou-se 51 casos no sexo masculino (74%) e 18 no feminino (26%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A faixa et&aacute;ria dos pacientes variou entre um m&ecirc;s e 90 anos, e a m&eacute;dia de idade foi de 45 anos, e a faixa mais acometida, a primeira d&eacute;cada de vida, com 20 casos (26%), dos quais 15 ocorreram em crian&ccedil;as de at&eacute; tr&ecirc;s anos de idade. Em seguida, constatou-se a apresenta&ccedil;&atilde;o de 12 casos na terceira d&eacute;cada, com 12 casos (15%) (<a href="#fig02">Figura 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a19fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos sinais e aos sintomas, 31% dos casos apresentaram aumento de volume local, seguidos por 20% de casos com aus&ecirc;ncia de sinais e sintomas e apenas 4% dos casos apresentaram dor (<a href="#fig03">Figura 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a19fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento mais comumente realizado foi o cir&uacute;rgico (74%), seguido pelo acompanhamento cl&iacute;nico (18%), cl&iacute;nico-cir&uacute;rgico (7%) e drenagem (1%). A recidiva foi relatada em 8% dos casos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o dos linfangiomas de cabe&ccedil;a e de pesco&ccedil;o, foram encontrados 50 casos em cr&acirc;nio (72%), 13 em regi&atilde;o cervical (19%) e seis casos na cavidade bucal (9%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando o g&ecirc;nero e a localiza&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es, os linfangiomas localizados na cabe&ccedil;a tiveram predile&ccedil;&atilde;o por homens (84%), o que n&atilde;o foi notado nos casos cervicais e de cavidade bucal, em que, respectivamente, 53% e 33% dos casos ocorreram em indiv&iacute;duos do sexo masculino (<a href="#fig04">Figura 4</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a19fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comparando-se as faixas et&aacute;rias com as localiza&ccedil;&otilde;es, os linfangiomas de cabe&ccedil;a ocorrem principamente em indiv&iacute;duos na s&eacute;tima d&eacute;cada de vida (28%), em geral, associados a traumatismos no local. J&aacute; os linfangiomas cervicais e os da cavidade bucal tiveram predile&ccedil;&atilde;o por crian&ccedil;as com idade entre zero e nove anos (70% e 50% dos casos, respectivamente) (<a href="#fig05">Figura 5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/a19fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi aplicado o teste Qui Quadrado a 5% de signific&acirc;ncia e obteve-se p = 0,0003 para os linfangiomas localizados no cr&acirc;nio em pacientes do sexo masculino. N&atilde;o houve signific&acirc;ncia nas demais vari&aacute;veis analisadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto ao aspecto cl&iacute;nico das les&otilde;es observadas no presente estudo, nossos achados coincidem com os da literatura<sup>2,14</sup>, os quais reportam que os linfangiomas apresentam-se como tumefa&ccedil;&otilde;es indolores e nodulares comumente localizados superficialmente, mostrando uma superf&iacute;cie pedregosa que se assemelha a um grupo de ves&iacute;culas translucentes ou como uma massa submucosa, quando localizados mais profundamente. A cor &eacute; de uma tonalidade mais clara (leitosa-transluscente) que o tecido circunjacente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 78 casos de linfangioma encontrados no presente estudo, 69 s&atilde;o de localiza&ccedil;&atilde;o em cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o (88%), havendo relatos da prefer&ecirc;ncia significativa da les&atilde;o nessas localiza&ccedil;&otilde;es (50% a 70%)<sup>2</sup>. Em seguida, a predile&ccedil;&atilde;o foi pelas extremidades, depois tronco e, por &uacute;ltimo o abd&ocirc;men<sup>1</sup>. Vindo ao encontro dos resultados do presente levantamento, Wiggs e Sismanis<sup>23</sup> (1994) afirmam que o pesco&ccedil;o &eacute; o s&iacute;tio mais comumente envolvido, sendo o ter&ccedil;o posterior acometido com maior frequ&ecirc;ncia que o anterior. Quando ocorrem nesse local s&atilde;o denominados higroma c&iacute;stico, higroma cervical e linfangioma cavernoso, os quais causam tumefa&ccedil;&atilde;o difusa nos tecidos moles, podendo amea&ccedil;ar a vida do paciente por envolver estruturas vitais no pesco&ccedil;o<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos casos de linfangioma, 26% foram relatados na primeira d&eacute;cada de vida, sendo 75% desses nos primeiros tr&ecirc;s anos de vida. Observa-se que 90% das les&otilde;es em crian&ccedil;as se manifestam em torno dos dois anos de idade<sup>2</sup>, corroborando a ideia de que a maior parte das les&otilde;es se manifesta precocemente. Por&eacute;m, metade de todas as les&otilde;es &eacute; observada ao nascimento<sup>2</sup>, discordando dos achados do presente estudo, quando apenas cerca de 20% dessas foram relatadas nos primeiros anos de vida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste trabalho, foi encontrada acentuada predile&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o pelo sexo masculino (78% dos casos), discordando dos estudos que relatam n&atilde;o haver predile&ccedil;&atilde;o por sexo ou ra&ccedil;a<sup>4,7</sup>. Autores<sup>4</sup> relatam tamb&eacute;m que os linfangiomas podem ser encontrados em todas as faixas et&aacute;rias e com in&uacute;meros fatores etiol&oacute;gicos, como traumatismos acidentais ou repetitivos, hemorragias, infec&ccedil;&otilde;es, altera&ccedil;&otilde;es hormonais, entre outros, concordando com os achados desta pesquisa, na qual identificou-se que grande parte dos linfangiomas em idades mais avan&ccedil;adas surgiram ap&oacute;s traumatismos locais, ocasionados por quedas ou acidentes de tr&acirc;nsito. Encontra-se a assertiva de que a ocorr&ecirc;ncia em adultos seria pouco frequente<sup>8</sup>, discordando do achado no presente estudo, que apresentou cerca de 60% de todos os casos em adultos a partir dos 20 at&eacute; os 90 anos de idade. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em 2001, Souza e Tone<sup>10</sup> descreveram os linfangiomas como les&otilde;es assintom&aacute;ticas e indolores que se tornam evidentes como massas c&iacute;sticas, fato constatado em metade dos casos do presente estudo, que se apresentaram como assintom&aacute;ticos (20%) e com aumento de volume (31%). Neville et al.<sup>2</sup> (2009) citam ainda que os linfangiomas podem apresentar dor, sintoma encontrado em 4% dos casos estudados. Os mesmos autores ainda afirmam que os linfangiomas podem determinar preju&iacute;zos devido ao aumento de volume e &agrave; compress&atilde;o dos tecidos circunjacentes, o que foi notado em alguns pacientes do presente estudo, que relataram cefal&eacute;ia, desorienta&ccedil;&atilde;o, parestesia e convuls&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao tratamento dos linfangiomas estudados, o cir&uacute;rgico apresentou predile&ccedil;&atilde;o (74%). Embora autores<sup>2</sup> citem a ressec&ccedil;&atilde;o parcial como a mais utilizada, apenas 7% dos casos tiveram este tratamento na presente pesquisa (cl&iacute;nico-cir&uacute;rgico). O acompanhamento cl&iacute;nico foi feito em 18% dos casos, mesmo a regress&atilde;o espont&acirc;nea n&atilde;o sendo comum<sup>2</sup><sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 8% dos casos tratados cirurgicamente na presente pesquisa, foi observada recidiva, sendo compat&iacute;vel com achados que relatam cerca de at&eacute; 27% de recidivas para os linfangiomas<sup>19</sup> e outros que citam que de 10% a 38% das les&otilde;es removidas reaparecem<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Brennan et al.<sup>24</sup> (1997), embora os hemangiomas regridam ou desapare&ccedil;am com o uso de inje&ccedil;&atilde;o de agentes esclerosantes, muitos cirurgi&otilde;es atestam que os linfangiomas n&atilde;o respondem a essa terap&ecirc;utica. A raz&atilde;o disso n&atilde;o est&aacute; esclarecida, por&eacute;m, &eacute; poss&iacute;vel que diferen&ccedil;as na camada endotelial ou nos componentes da parede vascular possam ser contributivas. Neste estudo n&atilde;o foram relatados casos de tratamento de les&otilde;es por meio da esclerose. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando comparadas, as faixas et&aacute;rias com as localiza&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas, linfangiomas localizados no cr&acirc;nio tiveram predile&ccedil;&atilde;o pela faixa et&aacute;ria dos 60 aos 69 anos (28% dos casos), em decorr&ecirc;ncia de traumas locais; j&aacute; os cervicais e de cavidade oral tiveram predile&ccedil;&atilde;o por crian&ccedil;as de zero at&eacute; nove anos, sendo 70% e 50% dos casos apresentados nesses locais, respectivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando o g&ecirc;nero e as localiza&ccedil;&otilde;es, apenas nos casos em cr&acirc;nio, os linfangiomas apresentaram predile&ccedil;&atilde;o pelo sexo masculino, apresentando 42 casos em homens (84%) e 8 em mulheres (16%). Houve certo equil&iacute;brio nas les&otilde;es cervicais, onde sete casos acometeram os homens (53%) e seis casos as mulheres (47%). Nas les&otilde;es de cavidade oral, dois casos relatados em sexo masculino e quatro em feminino, sem apresentar signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Signific&acirc;ncia foi observada apenas nos casos de cr&acirc;nio quando comparados aos g&ecirc;neros, nos quais obteve-se p=0,0003 ao ser aplicado o teste Qui Quadrado a 5% de signific&acirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o foram encontradas at&eacute; o momento na literatura dispon&iacute;vel acerca dos linfangiomas, observa&ccedil;&otilde;es que dizem respeito &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es idade x localiza&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas ou g&ecirc;nero x localiza&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas.</font><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&otilde;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o presente estudo, ap&oacute;s a an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva, constatou-se que o sexo masculino, a primeira d&eacute;cada de vida, a localiza&ccedil;&atilde;o em cr&acirc;nio, a presen&ccedil;a de tumefa&ccedil;&atilde;o local e o tratamento cir&uacute;rgico foram os achados mais observados nos casos de linfangioma estudados. Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do teste Qui-Quadrado a 5% de signific&acirc;ncia, notou-se haver rela&ccedil;&atilde;o entre g&ecirc;nero dos pacientes e localiza&ccedil;&atilde;o dos linfangiomas (p=0,0003), sendo mais comuns os linfangiomas de cr&acirc;nio em pacientes do sexo masculino. Al&eacute;m disso, por ser uma enfermidade que acomete consideravelmente a regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, o linfangioma constitui tema de grande interesse ao cirurgi&atilde;o-dentista.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Balakrishnan, A, Bailey, CM. Lymphangioma of the tongue, A review of pathogenesis, treatment and the use of surface laser photocoagulation. J Laryngol Otol 1991; 105(11):924-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=168469&pid=S1413-4012201400020001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Neville BW, Allen CM, Damm DD, Bouquot JE. Patologia Oral e Maxilofacial. 3ra edici&oacute;n. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2009. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Hellman JR, Myer CM, Prenger EC. Therapeutic alternatives in the treatment of life-threatening vasoformative tumors. Am J Otolaryngol 1992; 13(1):48-53. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Woodward PJ, Sohaey R, Kennedy A, Koeller KK. A comprehensive review of fetal tumors with pathologic correlation. Radiographics 2005; 25:215-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Kennedy TL. Cystic hygroma-lymphangioma: a rare and still unclear entity. Laryngoscope 1989; 99:1-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Fernandez GMD. Limphangioma. Available at: &lt;http:// emedicine.com/derm/topic866.htm&gt;. Acesso em mar. 2012. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Koeller KK, Alamo L, Adair CF, Smirniotopoulos JG. Congenital cystic masses of the neck: radiologic-pathologic correlation. Radiographics 1999; 19:121-46. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">8. Ganesh C, Sangeetha GS, Narayanan V, Umamaheswari TN. Lymphangioma circumscriptum in an adult: an unusual oral presentation. J Clin Imaging Sci 2013; 29(3):44. doi:10.4103/2156-7514.120779. eCollection 2013. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Mosca RC, Pereira GA, Mantesso A. Cystic hygroma: characterization by computadorized tomography. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2008; 105(5):65-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Souza RJSP, Tone LG. Tratamento cl&iacute;nico do linfangioma com alfa-2a-interferon. J Pediatria 2001; 77(2):139-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Davies D, Rogers M. Morphology of limphatic malformations: a pictorial review. Australas J Dematol 2009; 41:1-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Kaminopetros P, Jauniaux E, Kane P, Weston M, Nicolaides KH, Campbell DJ. Prenatal diagnosis of na extensive fetal lymphangioma using ultrasonography, magnetic resonance imaging and cytology. Br J Radiol 1997; 70:750-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Mandel L. Parotid area lymphangioma in adult: case report. J Oral Maxilofac Surg 2004; 62(10):1320-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Regezi JA, Sciubba JJ. Patologia Oral: correla&ccedil;&otilde;es clinicopatol&oacute;gicas. 5&ordf; edici&oacute;n. S&atilde;o Paulo: Elsevier; 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Ethunandan M, Mellor TK. Hemangiomas e malforma&ccedil;&otilde;es vasculares da regi&atilde;o maxilofacial. Br J Oral Maxilofac Surg 2006; 44:263-72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Lapidoth M, Ackerman L, Amitai DB, Raveh E, Kalish E, David M. Treatment of lymphangioma circumscriptum whit combined radiofrecuency current and 900 nm diode laser. Dermatol Surg 2006; 32(6):790-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Bozkaya S, Ugar D, Karaca I, Ceylan A, Uslu S, Baris E, Tokman B. The treatment of lymphangioma in the bucal mucosa by radiofrequency ablation: a case report. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2006; 102(5):28-31.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">18. Okubo T, Shimada T, Narita Y. A success ful case report on intralesional OK-432 therapy for cystic mediastinal lymphangiomas. Kyobu Geka 1998; 51(12):1017-21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Vasconcelos BN, Benez MDV, Bressan AL, Oliveira EF. Higroma c&iacute;stico de face com involu&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s infec&ccedil;&atilde;o local. An Bras Dermatol 2011; 86(1):135-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Akbay E, Cevik C, Arli C. Perioperative difficulties and early postoperative complications of transoral approach in mouth base surgery. J Craniofac Surg 2014; 25(2): e 143-8 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Goshen S, Ophir D. Cystic hygroma of the parotid gland. J Laryngol Otol 1993; 107:855-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Gama SKC, Ara&uacute;jo TM, Pinheiro ALB. Benefits of the use of the CO2 laser in orthodontics. Lasers Med Sci 2008; 23:459- 65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">23. Wiggs WJ, Sismanis A. Cystic higroma in the adult: two case reports. Otolaryngol Head Neck Surg. 1994; 110(2):239-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Brennan TD, Miller AS, Chen S. Lymphangiomas of the oral cavity: a clinicopathologic, immunohistochemical, and electron-microscopic study. J Oral Maxillofac Surg 1997; 55(9):932-5.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana">Soluete Oliveira da Silva    <br>   Rua Padre N&oacute;brega, 475/301 Bairro Lucas Ara&uacute;jo    <br> Passo Fundo-RS</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   E-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:soluete@upf.br" target="_blank">soluete@upf.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 05/05/2014.<br/> Aceito: 07/08/2014.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Balakrishnan]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Lymphangioma of the tongue, A review of pathogenesis, treatment and the use of surface laser photocoagulation.]]></article-title>
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<year>1991</year>
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<page-range>924-9.</page-range></nlm-citation>
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