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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Concentração de flúor em águas envasadas: análise laboratorial e da legislação relacionada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Fluoridation of water for human consumption is a method of caries prevention that brings great social benefit, if kept at optimal levels. The increase in the production of bottled water emphasizes the need to verify whether fluoride presence in these waters occurs in sufficient quantity to prevent decay, or if it represents a significant risk of fluorosis. Objective: to compare the concentrations of fluoride present in bottled water to those declared on the labels, and to make a critical analysis of legal norms on the subject. Materials and method: this was a cross-sectional study, through which 22 samples of bottled water sold in state of Ceará, Brazil, were analyzed. Analyses were performed in duplicate by the electrometric method, and results were compared to those printed on the labels. Detailed searches by laws, resolutions, ordinances, and other official documents in force, related to the topic were performed. Results: the fluoride concentrations found ranged from 0.01 to 0.36 mgF/l. Although 72.7% of the samples were classified as fluoridated, the fluoride concentrations observed were shown to be insufficient for caries prevention. As for the rules, situations where they are not clear or even divergent were found. Conclusion: the current legislation on the subject requires updates to become more objective and to create new criteria on the use of the term "fluoridated water".]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><a name="top"/></a><B>Concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas envasadas: an&aacute;lise laboratorial e da legisla&ccedil;&atilde;o relacionada</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Fluoride concentration in bottled waters: laboratory analysis and related legislation</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Cl&eacute;a Adas Saliba Garbin<sup>I</sup> ; Arinilson Moreira Chaves Lima<sup>II</sup> ; Art&ecirc;nio Jos&eacute; Isper Garbin<sup>III</sup> ; Bet&acirc;nia Moreira Chaves Lima<sup>IV</sup> ; Renato Moreira Arcieri<sup>V</sup> ; Suzely Adas Saliba Moimaz<sup>VI</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup> Livre-docente; professora adjunta do Departamento de Odontologia Infantil e Social da Faculdade de Odontologia de Ara&ccedil;atuba, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (Unesp), Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <BR><sup>II</sup> Mestre em Odontologia; doutorando do programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia Preventiva e Social da Faculdade de Odontologia de Ara&ccedil;atuba, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (Unesp), Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<BR><sup>III</sup> Livre-docente; professor adjunto do Departamento de Odontologia Infantil e Social da Faculdade de Odontologia de Ara&ccedil;atuba, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (Unesp) Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <br><sup>IV</sup> Especialista em Sa&uacute;de P&uacute;blica; enfermeira da Prefeitura Municipal de Limoeiro do Norte, Cear&aacute;, CE, Brasil    <br><sup>V</sup> Livre-docente; professor adjunto do Departamento de Odontologia Infantil e Social da Faculdade de Odontologia de Ara&ccedil;atuba, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (Unesp), Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil    <BR>   <sup>VI</sup> Livre-docente; professora titular do Departamento de Odontologia Infantil e Social da Faculdade de Odontologia de Ara&ccedil;atuba, Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho (Unesp), Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font>    <p> <font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas para consumo humano &eacute; um m&eacute;todo de preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie que traz grande benef&iacute;cio social, se for mantida em teores ideais. Com o aumento da produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas envasadas, acentua-se a necessidade de verificar se a presen&ccedil;a de fl&uacute;or nessas &aacute;guas ocorre em quantidade suficiente para prevenir a c&aacute;rie, ou ainda se representa risco significativo de fluorose. Objetivo: comparar as concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or presentes em &aacute;guas envasadas com aquelas declaradas nos r&oacute;tulos das embalagens, e fazer uma an&aacute;lise cr&iacute;tica das normas legais sobre o tema. Materiais e m&eacute;todo: tratou-se de um estudo transversal, por meio do qual foram analisadas 22 amostras de &aacute;guas envasadas comercializadas no estado do Cear&aacute;. As an&aacute;lises foram realizadas em duplicata, por meio do m&eacute;todo eletrom&eacute;trico, e os resultados obtidos foram comparados &agrave;queles impressos nos r&oacute;tulos das embalagens. Foram feitas buscas minuciosas por leis, resolu&ccedil;&otilde;es, portarias, e outros documentos oficiais em vigor relacionados ao tema. Resultados: as concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or encontradas variaram de 0,01 a 0,36 mgF/l. Apesar de 72,7% das amostras terem sido classificadas como fluoretadas, as concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or observadas mostraram-se insuficientes para a preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie. Quanto &agrave;s normas, foram encontradas situa&ccedil;&otilde;es, em que essas n&atilde;o s&atilde;o claras, ou at&eacute; mesmo divergentes. Considera&ccedil;&otilde;es finais: a legisla&ccedil;&atilde;o vigente sobre o assunto necessita de atualiza&ccedil;&otilde;es para se tornar mais objetiva e para criar novos crit&eacute;rios sobre o uso da express&atilde;o "&aacute;gua fluoretada".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave:</B> &Aacute;gua envasada. Fluoretos. Legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria. Rotulagem de produtos.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fluoridation of water for human consumption is a method of caries prevention that brings great social benefit, if kept at optimal levels. The increase in the production of bottled water emphasizes the need to verify whether fluoride presence in these waters occurs in sufficient quantity to prevent decay, or if it represents a significant risk of fluorosis. Objective: to compare the concentrations of fluoride present in bottled water to those declared on the labels, and to make a critical analysis of legal norms on the subject. Materials and method: this was a cross-sectional study, through which 22 samples of bottled water sold in state of Cear&aacute;, Brazil, were analyzed. Analyses were performed in duplicate by the electrometric method, and results were compared to those printed on the labels. Detailed searches by laws, resolutions, ordinances, and other official documents in force, related to the topic were performed. Results: the fluoride concentrations found ranged from 0.01 to 0.36 mgF/l. Although 72.7% of the samples were classified as fluoridated, the fluoride concentrations observed were shown to be insufficient for caries prevention. As for the rules, situations where they are not clear or even divergent were found. Conclusion: the current legislation on the subject requires updates to become more objective and to create new criteria on the use of the term "fluoridated water".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords: </B>Bottled water. Fluorides. Health legislation. Product labeling.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico para consumo humano, quando realizada na concentra&ccedil;&atilde;o ideal, de acordo com a m&eacute;dia das temperaturas m&aacute;ximas de cada regi&atilde;o &eacute; um m&eacute;todo reconhecido na preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>1</sup>. Apresenta alta efici&ecirc;ncia, baixo custo relativo e grande beneA fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico para consumo humano, quando realizada na concentra&ccedil;&atilde;o ideal, de acordo com a m&eacute;dia das temperaturas m&aacute;ximas de cada regi&atilde;o &eacute; um m&eacute;todo reconhecido na preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>1</sup>. Apresenta alta efici&ecirc;ncia, baixo custo relativo e grande benef&iacute;cio social<sup>2</sup>. No entanto, quando a concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or ultrapassa os n&iacute;veis recomendados, torna-se um fator de risco para fluorose dent&aacute;ria<sup>1</sup>. No Brasil, o valor m&aacute;ximo permitido para a concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or nas &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico &eacute; de 1,5 mgF/l (miligrama de fl&uacute;or por litro)<sup>3</sup>. O controle dos teores de fl&uacute;or nessas &aacute;guas faz-se necess&aacute;rio para a manuten&ccedil;&atilde;o desse elemento em n&iacute;veis desejados<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A portaria n. 2.914/20113, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, disp&otilde;e sobre os par&acirc;metros de controle e de vigil&acirc;ncia da qualidade da &aacute;gua para consumo humano; entretanto, suas disposi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se aplicam &agrave;s &aacute;guas minerais ou &agrave;s adicionadas de sais, destinadas ao consumo humano ap&oacute;s o envasamento. O decreto- lei n. 7.841/19455, conhecido como C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais, e ainda hoje em vigor, estabelece o que s&atilde;o &aacute;guas minerais. Por sua vez, a Resolu&ccedil;&atilde;o de Diretoria Colegiada n. 274/2005 (RDC 274/2005)<sup>6</sup>, emitida pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa), e que aprova o regulamento t&eacute;cnico para &aacute;guas envasadas, conceitua as &aacute;guas adicionadas de sais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ind&uacute;stria de &aacute;gua mineral est&aacute; presente em todas as grandes regi&otilde;es geogr&aacute;ficas do mundo<sup>7</sup>. No Brasil, ao final de 2012, existiam 1.042 Concess&otilde;es de Lavra de &aacute;gua mineral ativas<sup>7</sup>. Segundo dados apurados dos Relat&oacute;rios Anuais de Lavra (RAL), o crescimento na produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua mineral envasada, em 2012, ficou em torno de 10,4%<sup>7</sup>. A produ&ccedil;&atilde;o anual total declarada de 6,98 bilh&otilde;es de litros corresponde a apenas 40% do consumo estimado do pa&iacute;s<sup>7</sup>. Entre os estados que apresentaram maior incremento no volume de produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua mineral envasada, de 2011 para 2012, est&aacute; o Cear&aacute;, que alcan&ccedil;ou 7% da produ&ccedil;&atilde;o brasileira<sup>7</sup>. Al&eacute;m disso, a partir de 2006, especialmente no Cear&aacute;, detectou-se um n&uacute;mero crescente de empresas envasadoras de &aacute;guas adicionadas de sais<sup>8</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; preciso verificar se a presen&ccedil;a de fl&uacute;or nas &aacute;guas envasadas ocorre em quantidade suficiente para prevenir a c&aacute;rie, ou ainda, se representa risco significativo de fluorose, pois, assim, a popula&ccedil;&atilde;o poder&aacute; se beneficiar dessas informa&ccedil;&otilde;es antes de decidir qual &aacute;gua consumir. A literatura tem demonstrado a import&acirc;ncia desse assunto, tendo em vista o n&uacute;mero de trabalhos publicados<sup>9-15</sup>; entretanto, mesmo com a vig&ecirc;ncia do C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais, algumas portarias e resolu&ccedil;&otilde;es foram criadas e outras revogadas, desde a publica&ccedil;&atilde;o de alguns artigos. Considerando a relev&acirc;ncia desses dois aspectos (biol&oacute;gico e legal) e o aumento na produ&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas envasadas, este estudo teve como objetivos: comparar as concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or presentes nas diferentes marcas de &aacute;guas envasadas comercializadas no estado do Cear&aacute; com aquelas declaradas nos r&oacute;tulos das embalagens, e fazer uma an&aacute;lise cr&iacute;tica das normas legais sobre o tema.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Materiais e m&eacute;todo</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tratou-se de um estudo transversal. Foram analisadas, quanto &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or, 22 amostras distintas de &aacute;guas envasadas para consumo humano. As &aacute;guas foram adquiridas em supermercados de v&aacute;rias regi&otilde;es do estado do Cear&aacute; durante o m&ecirc;s de janeiro de 2014. Buscou-se incluir nesta pesquisa, todas as marcas de &aacute;guas minerais ou adicionadas de sais dispon&iacute;veis no momento da compra, nos supermercados visitados, com exce&ccedil;&atilde;o daquelas que haviam sido gaseificadas artificialmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, as &aacute;guas foram armazenadas em condi&ccedil;&otilde;es de temperatura e ilumina&ccedil;&atilde;o semelhantes &agrave;s das prateleiras dos supermercados, em suas embalagens originais. Foram coletadas dos r&oacute;tulos dessas embalagens as seguintes informa&ccedil;&otilde;es: tipo de &aacute;gua (mineral ou adicionada de sais); tipo e volume do recipiente; classifica&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; presen&ccedil;a de fl&uacute;or (fluoretada ou n&atilde;o); local de origem; concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or (quando relatada). Posteriormente, uma amostra de cada recipiente foi transferida para frascos de polietileno de 10 ml, que foram acondicionados em uma caixa de isopor e transportados para an&aacute;lise. Todos os frascos foram numerados de forma a possibilitar posteriormente a identifica&ccedil;&atilde;o dos seus conte&uacute;dos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises foram realizadas em duplicata, por meio do m&eacute;todo eletrom&eacute;trico, utilizando-se um potenci&ocirc;metro Orion EA940 acoplado a um eletrodo Orion 9609 BN, sob agita&ccedil;&atilde;o magn&eacute;tica, com 1 ml da amostra adicionado a 1 ml de Total Ionic Strength Adjustment Buffer-Orion (Tisab II). Antes da leitura das amostras, foi feita uma calibra&ccedil;&atilde;o em triplicata, com solu&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or cujas concentra&ccedil;&otilde;es eram previamente conhecidas e variavam de 0,1 a 1,6 mgF/l. Essas solu&ccedil;&otilde;es foram preparadas a partir da dilui&ccedil;&atilde;o de uma solu&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o de fl&uacute;or a 100 mgF/l (Orion) em &aacute;gua deionizada. Todas as leituras (de calibra&ccedil;&atilde;o e das amostras) foram obtidas em milivolts (mV), tiveram suas m&eacute;dias aritm&eacute;ticas calculadas e foram convertidas para mgF/l com o aux&iacute;lio de uma planilha de c&aacute;lculos (Microsoft Excel). A concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or encontrada em cada amostra foi comparada &agrave; impressa no r&oacute;tulo da embalagem original. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adicionalmente, foram feitas buscas minuciosas por leis, resolu&ccedil;&otilde;es, portarias, e outros documentos oficiais em vigor, relacionados ao tema em quest&atilde;o, com a finalidade de subsidiar e dar robustez ao trabalho. A partir dos resultados laboratoriais, e das normas legais encontradas, fez-se uma an&aacute;lise cr&iacute;tica do assunto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab01">Tabela 1</a> mostra as informa&ccedil;&otilde;es contidas nos r&oacute;tulos das &aacute;guas estudadas e os resultados encontrados durante as an&aacute;lises da concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or nessas &aacute;guas. Dentre as amostras, 90,9% eram &aacute;guas minerais e 9,1% &aacute;guas adicionadas de sais. A maioria era comercializada em garrafas de 500 ml (40,9%), classificada como fluoretada (72,7%) e origin&aacute;ria dos estados da regi&atilde;o Nordeste do Brasil (72,7%). As concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or encontradas variaram de 0,01 a 0,36 mgF/l. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v19n3/a10tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, 90,9% das &aacute;guas adquiridas eram classificadas como minerais. Parece simpl&oacute;rio dizer que uma &aacute;gua &eacute; mineral, mas &agrave; luz da legisla&ccedil;&atilde;o, pode n&atilde;o ser t&atilde;o &oacute;bvio. &Eacute; salutar conduzir o estudo das concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or em &aacute;guas envasadas em paralelo com a observa&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o relacionada ao tema, que &eacute; composta por regras que, por vezes, complementam-se, outras vezes, contradizem-se, e que em alguns momentos n&atilde;o trazem informa&ccedil;&otilde;es suficientes para se chegar a uma conclus&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pr&oacute;pria classifica&ccedil;&atilde;o e as defini&ccedil;&otilde;es dessas &aacute;guas s&atilde;o pontos que geram d&uacute;vidas. O C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais<sup>5</sup> traz os seguintes conceitos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; &Aacute;guas minerais s&atilde;o aquelas provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que apresentam composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica ou propriedades f&iacute;sicas ou f&iacute;sico-qu&iacute;micas distintas das &aacute;guas comuns, com caracter&iacute;sticas que lhes confiram uma a&ccedil;&atilde;o medicamentosa<sup>5</sup>.</font><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A atribui&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&atilde;o medicamentosa pode ser comprovada de forma imediata, por meio de caracter&iacute;sticas de composi&ccedil;&atilde;o e propriedades pr&eacute;-estabelecidas; ou mediante observa&ccedil;&otilde;es repetidas, estat&iacute;sticas completas, documentos de ordem cl&iacute;nica e de laborat&oacute;rio<sup>5</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&bull; &Aacute;guas pot&aacute;veis de mesa s&atilde;o as &aacute;guas de composi&ccedil;&atilde;o normal, provenientes de fontes naturais ou de fontes artificialmente captadas, que preencham t&atilde;o somente as condi&ccedil;&otilde;es de potabilidade para a regi&atilde;o<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; a RDC 274/20056, que n&atilde;o pode se sobrepor ao C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais, mas que deve estar em sintonia com esse, classifica e define as &aacute;guas envasadas conforme segue. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; &Aacute;gua mineral natural &eacute; a aquela obtida diretamente de fontes naturais ou por extra&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas subterr&acirc;neas, caracterizada pelo conte&uacute;do definido e constante de determinados sais minerais, oligoelementos e outros constituintes, considerando as flutua&ccedil;&otilde;es naturais<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se que n&atilde;o &eacute; citada a necessidade de comprova&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&atilde;o medicamentosa. Talvez essa defini&ccedil;&atilde;o seja mais atual e sensata, tendo em vista a dificuldade que pode existir para se aferir uma inconteste e comprovada a&ccedil;&atilde;o medicamentosa, mas, dessa forma, o regulamento ignora uma exig&ecirc;ncia contida no C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; &Aacute;gua natural, que difere da &aacute;gua mineral natural pelo fato de seus sais minerais, oligoelementos e outros constituintes apresentarem-se em n&iacute;veis inferiores aos m&iacute;nimos estabelecidos para a mineral<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se perceber que esse tipo de &aacute;gua equivale ao que no C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais &eacute; chamado de "&aacute;guas pot&aacute;veis de mesa". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; &Aacute;gua adicionada de sais &eacute; a &aacute;gua para consumo humano, preparada e envasada com a adi&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria de um ou mais sais previstos em regulamento espec&iacute;fico<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de uma modalidade de &aacute;gua envasada n&atilde;o prevista no C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais, mesmo porque n&atilde;o se trata de &aacute;gua mineral, e sim de um alimento industrializado, para o qual os requisitos exigidos s&atilde;o outros. Deve ser ressaltado, o fato de que nenhum dos sais de adi&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria nessas &aacute;guas cont&eacute;m fl&uacute;or em sua formula&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro aspecto de enorme relev&acirc;ncia &eacute; a classifica&ccedil;&atilde;o de uma &aacute;gua mineral como fluoretada. Nem o C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais, nem a RDC 274/2005 estabelecem par&acirc;metros m&iacute;nimos para isso<sup>5,6</sup>. O C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais<sup>5</sup> estabelece que as &aacute;guas minerais ser&atilde;o classificadas de acordo com o elemento predominante, podendo ser mistas as que contiverem subst&acirc;ncias raras dignas de nota. O conceito de subst&acirc;ncias raras dignas de nota, entre as quais est&aacute; o fl&uacute;or, e, principalmente, a concentra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima dessas subst&acirc;ncias na &aacute;gua mineral para fins de classifica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; foram discutidos na Comiss&atilde;o Permanente de Crenologia (CPC) do Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral (DNPM), &oacute;rg&atilde;o vinculado ao Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME), conforme pode ser visto nas atas da 9&ordf;, 10&ordf;, 11&ordf;, 14&ordf; e 24&ordf; reuni&otilde;es da CPC<sup>16-20</sup>. Apesar disso, n&atilde;o foi poss&iacute;vel localizar nenhuma portaria ou outro documento legal que estabele&ccedil;a a concentra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima necess&aacute;ria para que uma &aacute;gua mineral possa ser classificada como fluoretada. No entanto, neste estudo, 72,7% das &aacute;guas traziam em seus r&oacute;tulos a classifica&ccedil;&atilde;o "fluoretada". Como essa classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; feita? Quais os crit&eacute;rios adotados? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As &aacute;guas minerais envasadas na Comunidade Europeia s&atilde;o classificadas como fluoretadas somente quando a concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; maior que 1 mgF/ L8. No Brasil, embora n&atilde;o tenha sido encontrada norma publicada sobre isso, uma concentra&ccedil;&atilde;o igual ou superior a 0,01 mgF/l j&aacute; permite a classifica&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua mineral como fluoretada<sup>8</sup>. Claro que h&aacute; uma grande diferen&ccedil;a entre as m&eacute;dias das temperaturas m&aacute;ximas europeias e brasileiras, e que o Brasil n&atilde;o deve simplesmente adotar, de forma equivocada, o padr&atilde;o europeu para essa classifica&ccedil;&atilde;o. No entanto, classificar como fluoretadas, &aacute;guas com concentra&ccedil;&otilde;es a partir de 0,01 mgF/l, pode induzir a popula&ccedil;&atilde;o a acreditar que est&aacute; consumindo um produto capaz de prevenir a c&aacute;rie. Isso n&atilde;o ocorre em concentra&ccedil;&otilde;es t&atilde;o baixas<sup>21</sup>. A portaria ministerial 470/1999<sup>22</sup> diz que n&atilde;o poder&atilde;o constar no r&oacute;tulo das embalagens, informa&ccedil;&otilde;es relativas a eventuais caracter&iacute;sticas, propriedades terap&ecirc;uticas, express&otilde;es que supervalorizem a &aacute;gua, ou ainda qualquer designa&ccedil;&atilde;o suscet&iacute;vel de causar confus&atilde;o ao consumidor. Para que se obtenha o m&aacute;ximo benef&iacute;cio do fl&uacute;or na preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie, aliado a um baixo risco de fluorose dent&aacute;ria, s&atilde;o necess&aacute;rias concentra&ccedil;&otilde;es de 45 a 94 vezes mais altas que 0,01 mgF/l, a depender da m&eacute;dia das temperaturas m&aacute;ximas anuais do local<sup>21</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais tamb&eacute;m n&atilde;o faz refer&ecirc;ncia ao limite m&aacute;ximo de fl&uacute;or permitido nas &aacute;guas envasadas<sup>5</sup>. A RDC 274/20056 diz apenas que devem constar as seguintes advert&ecirc;ncias nos r&oacute;tulos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; "cont&eacute;m fluoreto" quando o produto contiver mais que 1 mgF/l<sup>6</sup>; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; "o produto n&atilde;o &eacute; adequado para lactentes e crian&ccedil;as com at&eacute; 7 anos de idade", quando contiver mais que 2 mgF/l<sup>6</sup>; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&bull; "o consumo di&aacute;rio do produto n&atilde;o &eacute; recomend&aacute;vel, pois cont&eacute;m fluoreto acima de 2 mg/l", quando contiver mais que 2 mgF/l<sup>6</sup>.</font><font size="2" face="Verdana"> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico, a portaria 2.914/2011<sup>3</sup> estipula em 1,5 mgF/l o valor m&aacute;ximo de fl&uacute;or permitido para que uma &aacute;gua seja considerada pot&aacute;vel. J&aacute; a portaria 635/7523 estipula 1,7 mgF/l como o m&aacute;ximo recomend&aacute;vel, sempre considerando a temperatura local. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste estudo, todas as &aacute;guas classificadas como fluoretadas traziam em seus r&oacute;tulos o teor de fl&uacute;or presente. Uma amostra, de origem francesa, tamb&eacute;m trazia no r&oacute;tulo o teor de fl&uacute;or que continha, mesmo sem estar classificada como fluoretada. Tomando o valor m&iacute;nimo de 0,01 mgF/l como crit&eacute;rio para classifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas fluoretadas, as quatro amostras de &aacute;gua mineral que n&atilde;o haviam sido assim classificadas apresentaram concentra&ccedil;&otilde;es suficientes para que isso fosse feito. A maior concentra&ccedil;&atilde;o encontrada (0,36 mgF/l) foi em uma &aacute;gua adicionada de sais, que n&atilde;o trazia essa informa&ccedil;&atilde;o no r&oacute;tulo. Foram observadas varia&ccedil;&otilde;es percentuais, para mais e para menos, entre os teores informados nos r&oacute;tulos e aqueles obtidos durante as an&aacute;lises, assim como encontrado em outros trabalhos<sup>11-13,24,25</sup>. Algumas dessas diferen&ccedil;as podem ser atribu&iacute;das a flutua&ccedil;&otilde;es naturais do teor de fl&uacute;or na fonte de capta&ccedil;&atilde;o principalmente se for levado em considera&ccedil;&atilde;o o car&aacute;ter transversal do estudo. Deve-se considerar ainda uma limita&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; precis&atilde;o do m&eacute;todo, quando da an&aacute;lise de amostras com concentra&ccedil;&otilde;es &iacute;nfimas. Algumas varia&ccedil;&otilde;es foram percentualmente grandes, sugerindo imprecis&atilde;o nas informa&ccedil;&otilde;es dos r&oacute;tulos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todas as amostras mostraram-se seguras quanto ao risco de fluorose dent&aacute;ria, corroborando os resultados de Souza et al.<sup>10</sup> (2009); Sayed et al.<sup>14</sup> (2011); Terreri et al.<sup>26</sup> (2009); e Bastos et al.<sup>27</sup> (2001), e divergindo daqueles obtidos por Villena et al.<sup>28</sup> (1996), nos quais algumas amostras evidenciaram-se capazes de causar fluorose dent&aacute;ria severa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar das varia&ccedil;&otilde;es encontradas, o que mais chamou a aten&ccedil;&atilde;o foi a baixa concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or observada em todas as amostras, evidenciando a inexist&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o preventiva antic&aacute;rie, inclusive naquelas classificadas como fluoretadas. Concentra&ccedil;&otilde;es baixas de fl&uacute;or em &aacute;guas minerais tamb&eacute;m foram identificadas em outros estudos nacionais e internacionais<sup>10-12,14,15,26,27,29</sup>. O estado do Cear&aacute; tem regi&otilde;es com condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas diferentes (sert&atilde;o, serras e praias), mas mesmo naquelas em que a m&eacute;dia das temperaturas m&aacute;ximas anuais situa-se acima de 32,5&ordm; C, a concentra&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de fl&uacute;or na &aacute;gua ingerida deve se manter pelo menos em 0,45 mgF/l<sup>21</sup>. Isso mostra a import&acirc;ncia da mensura&ccedil;&atilde;o e do monitoramento da presen&ccedil;a de fl&uacute;or nas &aacute;guas envasadas, e, tamb&eacute;m que o uso do termo "fluoretada", em r&oacute;tulos de &aacute;guas com concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or insignificante para a preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie, pode ser inapropriado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&atilde;o</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As concentra&ccedil;&otilde;es de fl&uacute;or encontradas nas &aacute;guas analisadas n&atilde;o oferecem risco de fluorose &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, todavia s&atilde;o insuficientes para causar o efeito antic&aacute;rie que se espera desse elemento, quando utilizado em teores ideais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A legisla&ccedil;&atilde;o vigente sobre fluoreta&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas envasadas necessita de atualiza&ccedil;&otilde;es, a fim de se tornar mais objetiva e de criar novos crit&eacute;rios para o uso da express&atilde;o "&aacute;gua fluoretada" nos r&oacute;tulos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Ramires I, Grec RHC, Cattan L, Moura PG, Lauris JRP, Buzalaf MAR. Avalia&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or e do consumo de &aacute;gua mineral. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 2004; 38(3):459-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169755&pid=S1413-4012201400030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Frias AC, Narvai PC, Ara&uacute;jo ME, Zilbovicius C, Antunes JLF. Custo da fluoreta&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico, estudo de caso: munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Brasil, per&iacute;odo de 1985-2003. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica 2006; 22(6):1237-46. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria n. 2.914, de 12 de dezembro de 2011. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 14 dez 2011, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 39. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Moimaz SAS, Saliba O, Chiba, FY, Saliba NA. External control of the public water supply in 29 Brazilian cities. Braz Oral Res 2012; 26(1):12-28. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Brasil. Decreto-lei n. 7.841, de 8 de agosto de 1945. C&oacute;digo de &Aacute;guas Minerais. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 20 ago 1945 &#91;citado 2014 jun. 15&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1937-1946/Del7841.htm. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">6. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Resolu&ccedil;&atilde;o de Diretoria Colegiada &ndash; RDC n. 274, de 22 de setembro de 2005. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 23 set 2005, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 376. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Sum&aacute;rio mineral 2013 &ndash; &aacute;gua mineral. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2013 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: https:// sistemas.dnpm.gov.br/publicacao/mostra_imagem. asp?IDBancoArquivoArquivo=8963. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Perfil da &aacute;gua mineral. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2009 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.mme.gov.br/ sgm/galerias/arquivos/plano_duo_decenal/a_mineracao_brasileira/ P31_RT57_Perfil_da_xgua_Mineral.pdf. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Garbin CAS, Martins RJ, Garbin AJI, Moimaz SAS. Necessidade de regulamenta&ccedil;&atilde;o das propagandas e readequa&ccedil;&atilde;o dos r&oacute;tulos das embalagens de &aacute;guas minerais. Rev Inst Cienc Sa&uacute;de 2003; 21(4):387-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Souza CFM, Paredes SO, Forte FDS, Sampaio FC. Fluoride content of bottled water commercialized in two cities of northeastern Brazil. Braz J Oral Sci 2009; 8(4):206-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Bulc&atilde;o LN, Rebelo MAB. Avalia&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas minerais e refrigerantes &agrave; base de guaran&aacute; comercializados em Manaus-AM. Rev Odonto Cienc 2009; 24(3):240-3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Mills K, Falconer S, Cook C. Fluoride in still bottled water in Australia. Aust Dent J 2010; 55:411-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Mythri H, Chandu GN, Prashant GM, Reddy VVS. Fluoride and bacterial content of bottled drinking water versus municipal tap water. Indian J Dent Res 2010; 21(4):515-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Sayed N, Ditterich RG, Pinto MHB, Wambier DS. Concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas minerais engarrafadas comercializadas no munic&iacute;pio de Ponta Grossa-PR. Rev Odontol Unesp 2011; 40(4):182-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Muzinic D, Vrcek D, Malcic AI, Matijevic J, Grget KR, Krmek SJ. The concentration of fluorides in tap water and commercial bottled beverages. Acta Stomatol Croac 2012; 46(1):23-30. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">16. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Ata da 9&ordf; reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Permanente de Crenologia. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2007 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.dnpm.gov.br/mostra_arquivo. asp?IDBancoArquivoArquivo=3308. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Ata da 10&ordf; reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Permanente de Crenologia. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2007 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.dnpm.gov.br/mostra_arquivo. asp?IDBancoArquivoArquivo=3139. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Ata da 11&ordf; reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Permanente de Crenologia. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2007 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.dnpm.gov.br/mostra_arquivo. asp?IDBancoArquivoArquivo=3138. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Ata da 14&ordf; reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Permanente de Crenologia. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2008 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.dnpm.gov.br/mostra_arquivo. asp?IDBancoArquivoArquivo=3137. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral. Ata da 24&ordf; reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Permanente de Crenologia. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio de Minas e Energia; 2010 &#91;citado 2014 Jun 11&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://www.dnpm.gov.br/mostra_arquivo. asp?IDBancoArquivoArquivo=5033. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. CECOL/USP - Centro Colaborador do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em Vigil&acirc;ncia da Sa&uacute;de Bucal. Consenso t&eacute;cnico sobre classifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;guas de abastecimento p&uacute;blico segundo o teor de fl&uacute;or. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Brasil. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Portaria n. 470, de 24 de novembro de 1999. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 25 nov 1999, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 29. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">23. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria n. 635, de 26 de dezembro de 1975. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 30 Jan 1976 &#91;citado 2014 Jun 15&#93;. Dispon&iacute;vel em URL: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/ sms/usu_doc/portaria635.pdf. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">24. Valsecki Jr. A, Brand&atilde;o IMG. An&aacute;lise da concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas minerais na regi&atilde;o de Araraquara, Brasil. Rev Panam Salud Publica 1998; 4(4):238-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">25. Grec RHC, Moura PG, Pessan JP, Ramires I, Costa B, Buzalaf MAR. Concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas engarrafadas comercializadas no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. Rev. Sa&uacute;de P&uacute;blica 2008; 42(1):154-7. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">26. Terreri ALM, Santos CCM, Lopes MRV, Silva RFM, Rodrigues JCS. Avalia&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas minerais engarrafadas dispon&iacute;veis no com&eacute;rcio. Rev. Inst Adolfo Lutz 2009; 68(3):354-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">27. Bastos JRM, Buzalaf MR, Levy FM, Ribeiro TT, Mazzone, FHR. Concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;gua mineral engarrafada e de fontes naturais das cidades de Lind&oacute;ia, &Aacute;guas de Lind&oacute;ia e Serra Negra, Brasil. Rev. Fac. Odontol. Univ. Passo Fundo 2001; 6(1):15-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">28. Villena RS, Borges DG, Cury JA. Avalia&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or em &aacute;guas minerais comercializadas no Brasil. Rev. Sa&uacute;de P&uacute;blica 1996; 30(6):512-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">29. Martins RJ, Garbin CAS, Garbin AJI, Moimaz SAS. Alerta aos consumidores! A concentra&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or descrita no r&oacute;tulo das &aacute;guas minerais protege contra as c&aacute;ries? Rev Paul Odontol 2006; 28(2):20-2.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v19n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Arinilson Moreira Chaves Lima    <br>   Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho    <br> Jos&eacute; Bonif&aacute;cio, n&ordm;1193 - Vila Mendon&ccedil;a    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   16015-050 Ara&ccedil;atuba-SP</font><font size="2" face="Verdana">    <br>   E-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:arinilsonchaves@hotmail.com" target="_blank">arinilsonchaves@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 05/08/2014<br/> Aceito: 14/11/2014</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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