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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O papel do cirurgião-dentista do trabalho no contexto das políticas públicas em saúde do trabalhador: artigo de revisão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To perform a literature review on the role of the occupational dentist in the context of public policies, focusing on workers' health. Materials and method: In this bibliographic study, a search was made with the following descriptors and their corresponding English terms: workers' health, occupational dentistry, and workers' oral health, in the databases of the Health Virtual Library (BVS - Scielo, Lilacs and BBO) during the period from 2002 to 2013. Results: The present work discussed three thematic categories, namely: Category 1- Dental problems/oral health conditions of workers, Category 2- Absenteeism by dental causes, and Category 3- Knowledge of the specialty of occupational dentistry and recognition of the importance of workers' oral health. Final considerations: It is noted, over the years, that although there have been efforts to regulate public policies for oral health, workers' oral health has not been properly dealt with the professional practice of occupational dental surgeons and their teams.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>O papel do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho no contexto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em sa&uacute;de do trabalhador: artigo de revis&atilde;o</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>The role of the occupational dentist in the context of public policies for workers' health: review article</B> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jacira Pereira Dantas<sup>I</sup>; Fl&aacute;via Godinho Costa Wanderley<sup>II</sup>; Ricardo Ara&uacute;jo da Silva</b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><sup>III</sup>; Tatiana Frederico de Almeida<sup>IV</sup>; Urbino da Rocha Tunes<sup>V</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Graduada em Odontologia pela Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil. Residente em Sa&uacute;de Coletiva pela Universidade do Estado da Bahia    <br>   <sup>II</sup> Estudante de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil/ Bolsista FAPESB    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup> Mestre em Deontologia e Odontologia Legal pela Universidade de S&atilde;o Paulo, professor Assistente do Curso de Odontologia da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Doutora em Sa&uacute;de Coletiva pela Universidade Federal da Bahia, professora adjunta do Curso de Odontologia da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil    <br>   <sup>V</sup>Doutor em Imunologia pelo Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de. Coordenador do Curso de Odontologia da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil</font>    <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: realizar uma revis&atilde;o de literatura sobre o papel do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho no contexto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no &acirc;mbito da Sa&uacute;de do Trabalhador no Brasil. M&eacute;todos: neste estudo de cunho bibliogr&aacute;fico, foi feita uma busca com os seguintes descritores: sa&uacute;de do trabalhador, odontologia do trabalho, sa&uacute;de bucal do trabalhador e com os respectivos correspondentes em ingl&ecirc;s: occupational dentistry, occupational health e worker oral health, nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Sa&uacute;de (BVS), com destaque para Scielo, Lilacs e BBO durante o per&iacute;odo de 2002 a 2013. Resultados: o presente trabalho trouxe uma discuss&atilde;o voltada para tr&ecirc;s categorias tem&aacute;ticas. Categoria 1- Problemas odontol&oacute;gicos/condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal dos trabalhadores, Categoria 2- Absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas e Categoria 3- Conhecimento da especialidade Odontologia do Trabalho e reconhecimento da import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal dos trabalhadores. Considera&ccedil;&otilde;es finais: percebe-se, ao longo dos anos, que embora tenham ocorrido esfor&ccedil;os em regulamentar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; sa&uacute;de bucal, n&atilde;o se tem</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">contemplado a sa&uacute;de bucal devidamente com a atua&ccedil;&atilde;o profissional do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho e sua equipe.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Palavras-chave:</B> Sa&uacute;de do trabalhador. Odontologia do trabalho. Sa&uacute;de bucal.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: To perform a literature review on the role of the occupational dentist in the context of public policies, focusing on workers' health. Materials and method: In this bibliographic study, a search was made with the following descriptors and their corresponding English terms: workers' health, occupational dentistry, and workers' oral health, in the databases of the Health Virtual Library (BVS - Scielo, Lilacs and BBO) during the period from 2002 to 2013. Results: The present work discussed three thematic categories, namely: Category 1- Dental problems/oral health conditions of workers, Category 2- Absenteeism by dental causes, and Category 3- Knowledge of the specialty of occupational dentistry and recognition of the importance of workers' oral health. Final considerations: It is noted, over the years, that although there have been efforts to regulate </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">public policies for oral health, workers' oral health has not been properly dealt with the professional practice of occupational dental surgeons and their teams.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Occupational health. Occupational dentistry. Oral health.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mudan&ccedil;as no modo de organizar e de gerir o trabalho t&ecirc;m gerado consequ&ecirc;ncias substanciais para o processo de adoecimento das pessoas. Nessa perspectiva, as a&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador exigem uma atua&ccedil;&atilde;o multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial capaz de contemplar a complexidade das rela&ccedil;&otilde;es produ&ccedil;&atilde;o-consumo-ambiente e sa&uacute;de. Nessa l&oacute;gica, compreendendo que a sa&uacute;de bucal n&atilde;o pode ser dissociada da sa&uacute;de </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">geral, faz-se necess&aacute;rio discutir a inclus&atilde;o do cirurgi&atilde;o- dentista do trabalho no escopo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; sa&uacute;de do trabalhador<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s quase dez anos de implanta&ccedil;&atilde;o das Diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal, implementadas em 2004, ainda s&atilde;o muitas as lacunas existentes no desenvolvimento de pol&iacute;ticas que assessoram a sa&uacute;de bucal do trabalhador no que tange aos agravos e aos riscos ocupacionais envolvendo a cavidade bucal. Com isso, o trabalhador continua marginalizado quanto ao acesso &agrave; pol&iacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenrolar dessa tem&aacute;tica necessariamente implica em trazer questionamentos acerca dos aspectos normativos que norteiam as a&ccedil;&otilde;es, compet&ecirc;ncias e responsabilidades, tanto no que se refere &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria e trabalhista no campo da Sa&uacute;de do Trabalhador, quanto aos instrumentos que disp&otilde;em sobre a &aacute;rea da higiene ocupacional e sobre as atribui&ccedil;&otilde;es previstas para o cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Pizzato<sup>3</sup> (2002), o modelo atual de organiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do trabalhador est&aacute; fortemente centralizado nos servi&ccedil;os m&eacute;dicos de empresa. Por&eacute;m, esses servi&ccedil;os funcionam, em sua maioria, de forma aut&ocirc;noma e dissociada tanto do sistema de sa&uacute;de, como dos &oacute;rg&atilde;os regionais do Minist&eacute;rio do Trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ademais, &eacute; sabido que o cirurgi&atilde;o-dentista que atua no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) trabalha numa l&oacute;gica diferente daquele que est&aacute; inserido no Programa de Sa&uacute;de Ocupacional das empresas privadas. Contudo, vale ressaltar que os Servi&ccedil;os Especializados em Engenharia de Seguran&ccedil;a e em Medicina do Trabalho (Sesmt), embora sejam normatizados pela legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista, est&atilde;o subordinados &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria como se observa no artigo 6&ordm;, par&aacute;grafo 3&ordm;, inciso VI da Lei Org&acirc;nica do SUS<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo deste trabalho &eacute; fazer uma revis&atilde;o de literatura sobre o papel do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho no contexto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no &acirc;mbito da Sa&uacute;de do Trabalhador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e o campo da sa&uacute;de do trabalhador</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante das reivindica&ccedil;&otilde;es advindas do cen&aacute;rio degradante das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho imposto pelo capital e decorrentes de agravos que vitimavam os trabalhadores a partir de meados do s&eacute;culo XIX, houve a necessidade de legitima&ccedil;&atilde;o dos Direitos Sociais. Assim, o campo da Sa&uacute;de do Trabalhador (ST) passa a ser palco de interven&ccedil;&otilde;es, bem como alvo de a&ccedil;&otilde;es do Estado por meio da formula&ccedil;&atilde;o de normas sanit&aacute;rias, trabalhistas e de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no Brasil, at&eacute; 1988, caracterizavam- se pela prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos trabalhadores de forma tutelada pelas &aacute;reas governamentais da Previd&ecirc;ncia Social e do Trabalho, por meio de uma pol&iacute;tica de Estado compensat&oacute;ria voltada aos trabalhadores constituintes, formalmente inseridos no mercado de trabalho. A sa&uacute;de era apenas um benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio para os contribuintes ou um servi&ccedil;o comprado na forma de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica ou, por fim, uma a&ccedil;&atilde;o de miseric&oacute;rdia oferecida aos que n&atilde;o tinham acesso &agrave; previd&ecirc;ncia e nem recursos para pagar a assist&ecirc;ncia privada, prestada por hospitais filantr&oacute;picos, como as Santas Casas<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, nos anos 1980 emergiram diversas mobiliza&ccedil;&otilde;es na tentativa de constru&ccedil;&atilde;o de um novo ide&aacute;rio para o campo da sa&uacute;de do trabalhador. Uma delas incluiu a realiza&ccedil;&atilde;o da I Confer&ecirc;ncia Nacional em Sa&uacute;de do Trabalhador, em 1986, objetivando a incorpora&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do trabalhador no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesse mesmo ano, a premissa exposta no Relat&oacute;rio Final da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Bucal aponta a Sa&uacute;de Bucal como sendo:     <Br>Parte integrante e insepar&aacute;vel da sa&uacute;de do indiv&iacute;duo, estando diretamente relacionada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de alimenta&ccedil;&atilde;o, moradia, trabalho, renda, meio ambiente, transporte, lazer, liberdade, acesso e posse de terra, acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.     <br>Nesse sentido, a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 (CF/88) vem assegurar os direitos fundamentais e prev&ecirc; instrumentos garantidores das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, entre os quais o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &eacute; o de maior predile&ccedil;&atilde;o. Com esse novo ordenamento jur&iacute;dico, o destaque deve ser dado ao modelo de sa&uacute;de que emerge e amplia o olhar n&atilde;o s&oacute; para a&ccedil;&otilde;es predominantemente curativas, mas principalmente para as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o. Reconhece, portanto, a ess&ecirc;ncia coletiva do direito &agrave; sa&uacute;de, condicionando sua garantia &agrave; execu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, as disposi&ccedil;&otilde;es normativas presentes na CF/88 subsidiaram a regulamenta&ccedil;&atilde;o do campo da sa&uacute;de do trabalhador, em seu artigo 6&ordm; par&aacute;grafo 3&ordm;, como sendo um conjunto de atividades que se destina, por meio das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria, &agrave; promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos trabalhadores, assim como visa &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o dos submetidos aos riscos e agravos advindos das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho<sup>8</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, atendendo aos fins de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de no ambiente laboral, a Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de, de 19 de setembro de 1990, em seu artigo 6&ordm;, par&aacute;grafo 3&ordm;, regulamenta os dispositivos constitucionais referentes &agrave; sa&uacute;de do trabalhador por meio de a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e sanit&aacute;ria, de forma a garantir a promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos trabalhadores, bem como a recupera&ccedil;&atilde;o e a reabilita&ccedil;&atilde;o dos submetidos aos riscos e aos agravos advindos das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Portaria Ministerial n&ordm; 3.908, de 30 de outubro de 1998 estabelece procedimentos para orientar </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">e instrumentalizar as a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de do SUS, aprovando a Norma Operacional de Sa&uacute;de do Trabalhador (NOST-SUS 98), com car&aacute;ter complementar &agrave; Norma Operacional B&aacute;sica 01/96 (NOB-SUS 01/1996). A manifesta&ccedil;&atilde;o vem assegurar que, todos os trabalhadores, independente de sua forma de inser&ccedil;&atilde;o no mercado, devem ter acesso a todos os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, num movimento de integralidade, em que n&atilde;o s&oacute; a&ccedil;&otilde;es assistenciais devem ser providas, mas tamb&eacute;m a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia e promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, regidas pelos mesmos princ&iacute;pios do SUS<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ordenamento jur&iacute;dico nacional ainda prev&ecirc; por meio da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho, em seu t&iacute;tulo II, cap&iacute;tulo V, as diretrizes a serem seguidas pelo &oacute;rg&atilde;o fiscalizador do seu cumprimento, pelas empresas e pelos pr&oacute;prios empregados. Por certo, a prote&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente do trabalho &eacute; um direito assegurado aos trabalhadores, cabendo ao Poder Judici&aacute;rio manter o cumprimento de normas de higiene e seguran&ccedil;a do trabalho. Para tanto, por meio da Portaria n&ordm; 3.214/1978 do Minist&eacute;rio do Trabalho foram regulamentadas as normas regulamentadoras, comumente conhecidas como NRs, relativas &agrave; Seguran&ccedil;a e Medicina do Trabalho<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido e considerando a necessidade de alinhamento entre a Pol&iacute;tica de Sa&uacute;de do Trabalhador e a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de dos Trabalhadores, a Portaria n&ordm; 1.823, de 23 de agosto de 2012<sup>11</sup> institui a t&atilde;o sonhada PNSST que, em seu artigo 6&ordm;, par&aacute;grafo &uacute;nico, disp&otilde;e que a realiza&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o tratada neste artigo requer mudan&ccedil;as substanciais nos processos de trabalho em sa&uacute;de, na organiza&ccedil;&atilde;o da rede de aten&ccedil;&atilde;o e na atua&ccedil;&atilde;o multiprofissional e interdisciplinar, que contemplem a complexidade das rela&ccedil;&otilde;es trabalho-sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ademais, a referida norma legal em seu artigo 8&ordm;, inciso III traz como um dos objetivos da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de dos Trabalhadores garantir a integralidade na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do trabalhador, que pressup&otilde;e a inser&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de do trabalhador em todas as inst&acirc;ncias e pontos de Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de do SUS, mediante articula&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o conjunta de protocolos, linhas de cuidado e matriciamento da sa&uacute;de do trabalhador na assist&ecirc;ncia e nas estrat&eacute;gias e dispositivos de organiza&ccedil;&atilde;o e fluxos da rede, considerando os seguintes componentes: a) aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de; b) aten&ccedil;&atilde;o especializada, incluindo servi&ccedil;os de reabilita&ccedil;&atilde;o; c) aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-hospitalar, de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia, e hospitalar; d) rede de laborat&oacute;rios e de servi&ccedil;os de apoio diagn&oacute;stico; e) assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica; f) sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de; g) sistema de regula&ccedil;&atilde;o do acesso; h) sistema de planejamento, monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es; i) sistema de auditoria; j) promo&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, incluindo a vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de do trabalhador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>O Cirurgi&atilde;o-dentista na equipe de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo Mazzili<sup>5</sup> (2007), as Normas Regulamentadoras (NRs) s&atilde;o de observ&acirc;ncia obrigat&oacute;ria pelas empresas privadas e p&uacute;blicas e pelos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos da administra&ccedil;&atilde;o direta e indireta, bem como pelos &oacute;rg&atilde;os dos poderes Legislativo e Judici&aacute;rio que empregam servidores regidos pela Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho &ndash; CLT. A legisla&ccedil;&atilde;o laboral obriga as empresas &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os internos de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e &agrave; vida do trabalhador, a saber: Programa de Preven&ccedil;&atilde;o de Riscos Ambientais &ndash; PPRA, descrito na NR-9, Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional &ndash; PCMSO, previsto na NR-7, al&eacute;m da formula&ccedil;&atilde;o do Perfil Profissiogr&aacute;fico Previdenci&aacute;rio &ndash; PPP<sup>10</sup>. Al&eacute;m disso, o Servi&ccedil;o Especializado em Engenharia de Seguran&ccedil;a e em Medicina do Trabalho (SESMT), constante na NR-4, prev&ecirc; classifica&ccedil;&atilde;o das atividades econ&ocirc;micas sob o crit&eacute;rio do grau de risco ocupacional e estabelece o enquadramento das empresas em categorias<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A NR-7 estabelece a obrigatoriedade da elabora&ccedil;&atilde;o e a implementa&ccedil;&atilde;o do PCMSO, preconizando a promo&ccedil;&atilde;o e a preserva&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos trabalhadores nas empresas do pa&iacute;s. Al&eacute;m disso, a norma supracitada estabelece os par&acirc;metros que determinam as hip&oacute;teses nas quais as empresas est&atilde;o obrigadas a manter os profissionais de sa&uacute;de do trabalho (NR-4), aponta os par&acirc;metros que facultam &agrave; empresa a indica&ccedil;&atilde;o de um m&eacute;dico para coordenar o PCMSO, define compet&ecirc;ncias m&eacute;dicas do coordenador e da equipe de sa&uacute;de e elenca os exames obrigat&oacute;rios. A NR-7, que se encontra defasada, deve prever a inclus&atilde;o da Odontologia no PCMSO, pois al&eacute;m de atestar a sa&uacute;de bucal dentro do sistema de sa&uacute;de ocupacional, criar-se-ia um banco de dados para a &aacute;rea odontol&oacute;gica<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Silva<sup>2</sup> (2012) aponta a necessidade de revis&atilde;o das normas regulamentadoras e a import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico do trabalho dentro da Equipe de Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a. No entanto, chama a aten&ccedil;&atilde;o para que a compet&ecirc;ncia da cavidade bucal e dos agravos existentes e relacionados ao trabalho nessa &aacute;rea sejam de um especialista em sa&uacute;de bucal do trabalhador. Assim, compete ao cirurgi&atilde;o-dentista fornecer o parecer t&eacute;cnico concernente &agrave; tais situa&ccedil;&otilde;es, verificando o nexo de causalidade existente entre essas morbidades e o ambiente laboral. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa linha, esfor&ccedil;os j&aacute; vinham sendo feitos pelo Conselho Federal de Odontologia quanto &agrave; inser&ccedil;&atilde;o da Odontologia no Programa de Controle M&eacute;dico em Sa&uacute;de Ocupacional da Secretaria de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de do Trabalho, do Minist&eacute;rio do Trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Conselho Federal de Odontologia j&aacute; previa, em 2001, mediante a Resolu&ccedil;&atilde;o CFO n&ordm; 22, art. 30&ordm;, se&ccedil;&atilde;o X, t&iacute;tulo I<sup>14</sup>, que a Odontologia do Trabalho tem por objetivo a busca permanente da compatibilidade entre a atividade laboral e a preserva&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal do trabalhador. Compreende o estudo </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">mec&acirc;nicos que atingem o complexo bucomaxilofacial, e que podem influenciar ou ser influenciados pelo ambiente de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tanto, foram definidas as seguintes &aacute;reas de compet&ecirc;ncia da especialidade: identifica&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e vigil&acirc;ncia dos fatores ambientais que possam constituir risco &agrave; sa&uacute;de bucal no local de trabalho, em qualquer das fases do processo de produ&ccedil;&atilde;o; assessoramento t&eacute;cnico e aten&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de sa&uacute;de, de seguran&ccedil;a, de ergonomia e de higiene no trabalho, assim como em mat&eacute;ria de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, entendendo-se inserido na equipe interdisciplinar de sa&uacute;de do trabalho operante; planejamento e implanta&ccedil;&atilde;o de campanhas e programas de dura&ccedil;&atilde;o permanente para educa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores quanto a acidentes de trabalho, doen&ccedil;as ocupacionais e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; organiza&ccedil;&atilde;o das estat&iacute;stica de morbidade e de mortalidade com causa bucal e investiga&ccedil;&atilde;o de suas poss&iacute;veis rela&ccedil;&otilde;es com as atividades laborais; por fim, a realiza&ccedil;&atilde;o de exames odontol&oacute;gicos para fins trabalhistas<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Recentemente um projeto de lei (PL 422/2007)<sup>16</sup> altera o art. 162, se&ccedil;&atilde;o III e o art. 68, se&ccedil;&atilde;o V do t&iacute;tulo II da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho (CLT &ndash; Decreto-Lei 5.452/1943)<sup>17</sup>, para obrigar as empresas a manter servi&ccedil;os especializados em seguran&ccedil;a em Medicina e em Odontologia do Trabalho. Desse modo, ser&aacute; obrigat&oacute;ria a participa&ccedil;&atilde;o do dentista na equipe de sa&uacute;de do trabalhador e tamb&eacute;m ser&aacute; obrigat&oacute;ria a realiza&ccedil;&atilde;o dos exames admissionais e pr&eacute;-admissionais, dentre outros. Se aprovado, as empresas ter&atilde;o cerca de 360 dias para tomar provid&ecirc;ncias e colocar em pr&aacute;tica as novas medidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>M&eacute;todos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Trata-se de uma pesquisa de cunho bibliogr&aacute;fico, constituindo uma revis&atilde;o de literatura referente ao papel do cirurgi&atilde;o-dentista especialista em sa&uacute;de do trabalhador no contexto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apenas um avaliador, previamente calibrado, realizou o levantamento na literatura em geral, a partir das fontes prim&aacute;rias: livros, leis e portarias federais, textos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, notas t&eacute;cnicas, not&iacute;cias veiculadas em informativos do conselhos federal e regional de Odontologia da Bahia e da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontologia, relat&oacute;rios de confer&ecirc;ncias e encontros regionais sobre sa&uacute;de do trabalhador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como estrat&eacute;gia de busca, foram pesquisados os seguintes descritores: sa&uacute;de do trabalhador, odontologia do trabalho, sa&uacute;de bucal do trabalhador com os respectivos correspondentes em ingl&ecirc;s: occupational dentistry, occupational health e worker oral health, nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Sa&uacute;de (BVS), com destaque para Scielo, BBO e Lilacs, durante o per&iacute;odo de junho a dezembro de 2013. Foram realizados os seguintes cruzamentos entre os descritores: "pol&iacute;tica p&uacute;blica" e "sa&uacute;de do trabalhador"; "Sa&uacute;de trabalhador" e "odontologia do trabalho"; "pol&iacute;tica p&uacute;blica" e "odontologia do trabalho", bem como o cruzamento entre os tr&ecirc;s termos e seus respectivos sin&ocirc;nimos e correspondentes em ingl&ecirc;s. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o adotados para sele&ccedil;&atilde;o dos artigos foram: publica&ccedil;&otilde;es compreendidas no per&iacute;odo de 2002 a 2013, lusof&ocirc;nicas e que estivessem dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra nas bases de dados selecionadas, que abordassem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e a inser&ccedil;&atilde;o da Odontologia do Trabalho. O crit&eacute;rio de exclus&atilde;o adotado para este estudo pautou-se na elimina&ccedil;&atilde;o de todos os casos que apresentavam esses descritores, por&eacute;m n&atilde;o abrangiam o per&iacute;odo de 2002 a 2013, e n&atilde;o se referissem &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e Odontologia do Trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como o reconhecimento da especialidade Odontologia do Trabalho pelo Conselho Federal de Odontologia foi em 2002, poucos trabalhos foram publicados no per&iacute;odo de 2002 a 2013 com os descritores supracitados. Dessa forma, esse fator implicou fortemente na compila&ccedil;&atilde;o de trabalhos para este estudo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na BVS, ap&oacute;s cruzamento entre os descritores "sa&uacute;de do trabalhador" (occupational health) e "pol&iacute;tica de sa&uacute;de" (health policy) foram encontradas 951 publica&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s considerar os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e de exclus&atilde;o foram selecionados treze textos completos. Ao utilizar os termos "Odontologia do Trabalho" (occupational dentistry) e Sa&uacute;de do trabalhador (occupational health) obteve-se 26 publica&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o foram encontrados trabalhos no cruzamento entre os descritores "Odontologia do Trabalho (occupational dentistry) e "pol&iacute;tica de sa&uacute;de" (health policy). Ap&oacute;s realizar busca com os tr&ecirc;s termos acima mencionados, foi encontrado um artigo de revis&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma vez que a especialidade Odontologia do Trabalho &eacute; recente e, portanto, ainda carece de mais publica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea, muitos artigos n&atilde;o traziam o m&eacute;todo de estudo adotado, constituindo ensaios de revis&atilde;o, fato que inviabiliza uma melhor sistematiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhos existentes. Dessa forma, foi utilizada a revis&atilde;o de literatura narrativa, em detrimento da revis&atilde;o sistem&aacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s levantamento bibliogr&aacute;fico, os dados foram analisados de acordo com a T&eacute;cnica de An&aacute;lise Tem&aacute;tica de Minayo que prev&ecirc; a forma&ccedil;&atilde;o de categorias para que se estabele&ccedil;am classifica&ccedil;&otilde;es, ou seja, o agrupamento de ideias, elementos ou express&otilde;es em torno de um conceito<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Assim, a partir de uma leitura cuidadosa e da reflex&atilde;o sobre o objeto de estudo e suas interfaces, buscou-se uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre a tem&aacute;tica e a literatura encontrada, o que culminou na forma&ccedil;&atilde;o de categorias. Desse modo, o presente trabalho tra</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">r&aacute; uma discuss&atilde;o voltada para tr&ecirc;s categorias tem&aacute;ticas de acordo com os resultados encontrados, a saber: Categoria 1 - Problemas odontol&oacute;gicos/condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal dos trabalhadores, Categoria 2 - Absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas e Categoria 3 - Conhecimento da especialidade Odontologia do Trabalho e reconhecimento da import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal dos trabalhadores. Tais categorias foram discutidas &agrave; luz da literatura dispon&iacute;vel sobre o tema em estudo, considerando livros, artigos cient&iacute;ficos e disserta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Categoria 1. Problemas odontol&oacute;gicos/ condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que concerne aos problemas dent&aacute;rios e ou &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal, &eacute; sabido que no Brasil, onde existe grande disparidade s&oacute;cioecon&ocirc;mico e limitada aten&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &agrave; sa&uacute;de bucal dos adultos, tornam-se alarmantes os indicadores de sa&uacute;de bucal dessa popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa, corroborando com o elevado CPO-D encontrado, o que expressa a alta preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria, expressivo n&uacute;mero de dentes perdidos e comprometimento periodontal, al&eacute;m da grande necessidade do uso de pr&oacute;teses, em conformidade com o estudo de Tauchen<sup>19</sup> (2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Almeida e Vianna<sup>20</sup> (2005) existem relatos de associa&ccedil;&atilde;o potencial entre exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais e altera&ccedil;&otilde;es bucais, destacando a import&acirc;ncia dos dados epidemiol&oacute;gicos no planejamento de programas de sa&uacute;de bucal do trabalhador. Dentre os estudos analisados pelas autoras, existe maior predomin&acirc;ncia de pesquisas sobre subst&acirc;ncias &aacute;cidas e exposi&ccedil;&otilde;es relacionadas com o a&ccedil;&uacute;car. No entanto, percebe- se que os programas de sa&uacute;de bucal n&atilde;o levam em considera&ccedil;&atilde;o as especificidades dos riscos dos trabalhadores expostos tanto a esses fatores quanto aos demais inerentes do ambiente de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ademais, deve-se atentar ao perfil da popula&ccedil;&atilde;o adulta economicamente ativa, vulner&aacute;vel aos fatores de risco no ambiente laboral, bem como aos fatores etiol&oacute;gicos comuns relacionados &agrave;s doen&ccedil;as bucais<sup>20</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outro ponto a ser discutido diz respeito ao Servi&ccedil;o Especializado de Odontologia do Trabalho que tem sido ofertado pelas empresas, seja como integrante de um Programa de Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a do Trabalho da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o ou oferecido de forma conveniada. A odontologia de grupos ou empresarial caracteriza-se pela venda de certo trabalho odontol&oacute;gico por um valor previamente estipulado e de acordo com determinados padr&otilde;es acordados pelos empregadores. Nesse caso, o cirurgi&atilde;o-dentista atuar&aacute; conforme as normas estabelecidas pelo contratante<sup>13</sup>. Verifica-se por meio dos estudos que algumas empresas ainda trazem em seu quadro aspectos de uma odontologia com &ecirc;nfase apenas na pr&aacute;tica curativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No estudo de Pizzato e Garbin<sup>21</sup> (2006), observou- se a fragilidade dos servi&ccedil;os ofertados em Odontologia do Trabalho ao se estudar a exist&ecirc;ncia de programa de aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal em ind&uacute;strias do setor privado dos munic&iacute;pios de Ara&ccedil;atuba e Birigui (SP). A assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica era oferecida em apenas 30% das empresas avaliadas, nas quais predominava a pr&aacute;tica curativo-restauradora, com pouca &ecirc;nfase em atividades preventivas. Gomes e Abegg<sup>22</sup> (2007) verificaram que a maioria dos problemas bucais afeta sobremaneira o desempenho di&aacute;rio dos trabalhadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Categoria 2. Absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que tange ao absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas, Coelho et al.<sup>23</sup> (2010) aponta em seu estudo, que 33% dos absente&iacute;smos foram causados por motivos odontol&oacute;gicos. As causas identificadas foram: consulta regular para tratamento (20%), doen&ccedil;a gengival (4%), confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese (2%), seguida de consulta para preven&ccedil;&atilde;o e exodontia, com 1% em cada caso. Tal estudo corrobora os achados de Silva<sup>2</sup> (2012), ao afirmar que o absente&iacute;smo ao trabalho por situa&ccedil;&otilde;es referentes &agrave;s morbidades que acometem a cavidade bucal &eacute; salientado por muitos autores e verificado em diversos estudos epidemiol&oacute;gicos chegando, em m&eacute;dia, a 10% das faltas ao trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No entanto, no estudo de Martins et al.<sup>24</sup> (2005) o absente&iacute;smo por motivos odontol&oacute;gicos n&atilde;o foi t&atilde;o relevante se comparado ao total de faltas ao trabalho por motivo de doen&ccedil;a, al&eacute;m do afastamento do trabalhador ocorrer em um per&iacute;odo menor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Santos et al.<sup>25</sup> (2008) estudou o absente&iacute;smo de funcion&aacute;rios em uma empresa que havia implantado o servi&ccedil;o de assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica, enfatizando o n&uacute;mero de atestados fornecidos pelo consult&oacute;rio odontol&oacute;gico do Sesmt. Em 1995, foram emitidos, pela equipe de odontologia do Sesmt, 170 atestados. Em 2006, esse n&uacute;mero reduziu para 99. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; troca de atestados externos avalizados pela equipe, o n&uacute;mero caiu de 177, em 1995, para sete, em 2006, o que sugere a import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista na redu&ccedil;&atilde;o do absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Categoria 3. Conhecimento da especialidade Odontologia do Trabalho e reconhecimento da import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal dos trabalhadores</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que tange ao conhecimento da especialidade Odontologia do Trabalho e ao reconhecimento da import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal dos trabalhadores, verifica-se que ainda h&aacute; muito desconhecimento </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">por parte dos profissionais das empresas sobre a referida &aacute;rea. Hiroishi et al.<sup>26</sup> (2011) asseveram tal afirmativa salientando que apesar de se estudar h&aacute; muito tempo essa rela&ccedil;&atilde;o, ainda existe pouco conhecimento por parte da equipe de sa&uacute;de bucal &agrave; respeito do nexo causal entre o ambiente de trabalho e as consequ&ecirc;ncias na cavidade bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Costa<sup>27</sup> (2005) apresentou uma revis&atilde;o de literatura sobre a nova especialidade Odontologia do Trabalho e relatou a dificuldade encontrada na busca por artigos de revistas especializadas nessa &aacute;rea, uma vez que as universidades ainda n&atilde;o produzem ci&ecirc;ncia nessa nova &aacute;rea, mas, sim, na &aacute;rea de sa&uacute;de ocupacional, em conson&acirc;ncia com os achados do presente trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante do exposto nas categorias supracitadas, parece claro que o cirurgi&atilde;o-dentista tem uma grande responsabilidade na detec&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, na preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as profissionais que possam ser diagnosticadas por meio do exame da cavidade bucal<sup>28</sup>. Quando se reconhece o indiv&iacute;duo como um todo e n&atilde;o como um ser fragmentado coaduna-se com uma vis&atilde;o da sa&uacute;de bucal de forma mais hol&iacute;stica e atual. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entende-se que a implanta&ccedil;&atilde;o de um programa de sa&uacute;de bucal nas empresas deve preconizar a melhora das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de do trabalhador baseado em princ&iacute;pios &eacute;ticos e human&iacute;sticos, respeitando sua condi&ccedil;&atilde;o de ser humano, e n&atilde;o simplesmente como pe&ccedil;as de um mecanismo de produ&ccedil;&atilde;o<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como dito, o reconhecimento da necessidade de implanta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos e, consequentemente, da integra&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista nas equipes de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho, bem como seu papel justifica-se, tamb&eacute;m, pela alta preval&ecirc;ncia de problemas relacionados &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria e doen&ccedil;as periodontais, a possibilidade de detec&ccedil;&atilde;o precoce do c&acirc;ncer bucal, al&eacute;m das manifesta&ccedil;&otilde;es bucais da Aids. Podem ocorrer acidentes de trabalho no ambiente laboral, envolvendo estruturas bucais ou manifesta&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as ocupacionais bucais com comprometimento sist&ecirc;mico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em s&iacute;ntese, torna-se evidente a necessidade de inser&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho em &oacute;rg&atilde;os internos de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e &agrave; vida do trabalhador, a saber: Programa de Preven&ccedil;&atilde;o de Riscos Ambientais, bem como no Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional, de modo a superar a lacuna existente no que diz respeito &agrave; promo&ccedil;&atilde;o, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o dos agravos causados por agentes etiol&oacute;gicos relacionados &agrave;s doen&ccedil;as do sistema estomatogn&aacute;tico. Tauchen<sup>19</sup>(2006) aponta a necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o do Programa de Sa&uacute;de Ocupacional das empresas, estendendo a equipe do Sesmt com a inclus&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho. Entende-se que esse profissional possa atuar na realiza&ccedil;&atilde;o de levantamentos epidemiol&oacute;gicos, possibilitando a detec&ccedil;&atilde;o dos focos de infec&ccedil;&atilde;o que, porventura, venham causar dor ou qualquer desconforto, bem como no absente&iacute;smo por doen&ccedil;as profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebe-se ao longo dos anos que embora tenham ocorrido esfor&ccedil;os em regulamentar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; sa&uacute;de bucal, n&atilde;o tem sido devidamente contemplada a sa&uacute;de bucal do trabalhador, no que diz respeito &agrave; &agrave; atua&ccedil;&atilde;o profissional do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho e sua equipe. &Eacute; sabido que h&aacute; uma lacuna na assist&ecirc;ncia aos trabalhadores nas Unidades de Sa&uacute;de da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, visto que o funcionamento do Programa atende em hor&aacute;rio comercial, momento em que a classe economicamente ativa encontra-se em seus locais de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Por fim, do ponto de vista metodol&oacute;gico, esta &eacute; uma revis&atilde;o de literatura narrativa, convencional. Seus achados podem ser enviesados, uma vez que n&atilde;o foram analisados segundo crit&eacute;rios avaliativos de uma escala qualitativa ou quantitativa, conforme preconiza uma revis&atilde;o da literatura sistem&aacute;tica. Seus achados, entretanto, apontam que, ap&oacute;s dez anos de regulamenta&ccedil;&atilde;o da especialidade Odontologia do Trabalho, a &aacute;rea ainda carece de mais estudos que subsidiem melhor o papel do cirurgi&atilde;o-dentista na Sa&uacute;de do Trabalhador. Os achados ainda apontam para uma Odontologia Ocupacional, em que predomina uma atua&ccedil;&atilde;o ainda assistencialista do cirurgi&atilde;o-dentista. Por fim, salienta-se que o papel do cirurgi&atilde;o dentista do trabalho deve ser pautado na identifica&ccedil;&atilde;o, na avalia&ccedil;&atilde;o e na vigil&acirc;ncia dos fatores ambientais que possam constituir risco &agrave; sa&uacute;de bucal do trabalhador. Sua pr&aacute;tica deve comungar com os princ&iacute;pios da atual Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de dos Trabalhadores, considerando a transversalidade das a&ccedil;&otilde;es no campo da sa&uacute;de do trabalhador e enfatizando o trabalho como um dos determinantes do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Legisla&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: caderno de legisla&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de do trabalhador. Bras&iacute;lia; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=173560&pid=S1413-4012201500010002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Silva R. A necessidade de inser&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista na equipe de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho. Rev Conselho Regional de Odontologia da Bahia 2012;1(4):10-1. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Pizzato E. A sa&uacute;de bucal no contexto da sa&uacute;de do trabalhador: an&aacute;lise dos modelos de aten&ccedil;&atilde;o &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Ara&ccedil;atuba: Faculdade de Odontologia da Universidade estadual Paulista; 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Brasil. Lei n. 8.080/90, de 19 de setembro de 1990. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; Bras&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Mazzili LEN. Odontologia do trabalho. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Livraria Santos; 2007. 6. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de do Trabalhador. Bras&iacute;lia; 1986. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Bartolomei CEF, Carvalho MS, Delduque MC. A sa&uacute;de &eacute; um direito? Sa&uacute;de em Debate 2003;65:184-91.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o 1988, de 9 de novembro de 1985. Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; Bras&iacute;lia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Chiavegatto CV. Percep&ccedil;&atilde;o dos Profissionais de n&iacute;vel superior da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria quanto ao desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de do trabalhador no SUS em Minas Gerais &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Belo Horizonte: Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. J&uacute;nior JC. Curso de direito do trabalho.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. ed. Salvador: Juspodivm; 2012. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Brasil. Portaria n&ordm; 1.823, de 23 de agosto de 2012. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; Bras&iacute;lia, 23 de ago 2012, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 46-51. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Vasconcelos MM, Queluz DP. Conhecimento sobre odontologia do trabalho dos profissionais integrantes da sa&uacute;de ocupacional em empresas. Odonto 2010;18(36):7-16.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. De Ara&uacute;jo ME, J&uacute;nior AG. Sa&uacute;de bucal do trabalhador: os exames admissional e peri&oacute;dico como um sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Odontologia e Sociedade 1999;1(1/2):15-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Conselho Federal de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o n. 22, de 27 dezembro de 2001. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; Bras&iacute;lia, se&ccedil;&atilde;o 10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Conselho Federal de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 63, de 8 de abril de 2005. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o; Bras&iacute;lia, 19 de abril 2005, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 104. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Brasil. Lei n. 422, de 7 de dezembro de 2007. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; Bras&iacute;lia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Brasil. Lei n. 5.452, de 1 de maio de 1943. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil; Bras&iacute;lia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Minayo MCS. O Desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. 7. ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2000. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Tauchen ALO. A Contribui&ccedil;&atilde;o da Odontologia do trabalho no Programa de Sa&uacute;de Ocupacional: verificando as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal de trabalhadores de uma agroind&uacute;stria do sul do Brasil &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo; 2006.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. De Almeida TF, Vianna MIP. O Papel da epidemiologia no planejamento das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal do trabalhador. Sa&uacute;de e Sociedade 2005;14(3):144-54.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Pizzato E, Garbin CAS. Odontologia do trabalho: implanta&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal do trabalhador. Odontol Cl&iacute;n Cient 2006;5(2):99-102. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Gomes AS, Abegg C. O impacto odontol&oacute;gico no desempenho di&aacute;rio dos trabalhadores do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2007;23(7):1707-14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Coelho MP, Oliveira MA, De Ara&uacute;jo VE, Carvalho CM. Absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas em uma empresa agropecu&aacute;ria da regi&atilde;o sudeste do estado de Minas Gerais. Rev Bras de Pesquisa em Sa&uacute;de 2010;12(1):14-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Martins RJ, Garbin CAS, Garbin AJI, Moimaz SAS. Absente&iacute;smo por motivos odontol&oacute;gico e m&eacute;dico nos servi&ccedil;os p&uacute;blico e privado. Rev Bras Sa&uacute;de Ocup 2005;30(111):9-15.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Santos PSS, Pinto MF, Neto JAG. Odontologia do trabalho em ambiente hospitalar. Rev Odonto Ci&ecirc;nc 2008;23(3):307-10.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Hiroishi WK, Rosetti E, Orenha ES, Naressi SCM. Odontologia do trababalho: um novo olhar sobre a sa&uacute;de bucal do trabalhador. Braz Dent Sci 2011;14(3/4):66-76.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Costa SS. Odontologia do trabalho: nova &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o. Rev Assoc Paul Cir Dent 2005;59(6):432-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Peres SHC, Theodoro DS, Ribeiro DA, De &Aacute;vila ED, Greghi GA, Da Silva RPR. Odontologia do trabalho: doen&ccedil;as e les&otilde;es na pr&aacute;tica profissional. Rev Odontol de Ara&ccedil;atuba 2006;27(1):54-8.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v18n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tatiana Frederico de Almeida     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua Jo&atilde;o Bi&atilde;o de Cerqueira 251     <br>Pituba 41.830.580 Salvador-BA    <br>    e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:tatifrederico@yahoo.com.br" target="_blank">tatifrederico@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 05/11/2014    <br> Aceito: 6/04/2015</b></font></p>       <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil.^dMinistério da Saúde.</collab>
<source><![CDATA[Legislação em saúde: caderno de legislação em saúde do trabalhador.]]></source>
<year>2005</year>
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<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
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