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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Osteoradionecrosis (ORN) is an aseptic necrosis of the bone tissue, which develops after radiotherapy, in patients with head and neck tumors. The mandible presents high risk for developing ORN, when compared to the maxilla, because of its poor vascularization. This study aims to perform a literature review and report a clinical case of ORN. Case Report: This work reports a case of ORN located in the jaw, and treated with surgical debridement and low intensity laser therapy (LILT), in a 57-year-old woman. Final Considerations: Patients undergoing radiotherapy require the follow-up of a professional capable of providing an early diagnosis of dental- and maxillofacial-related pathologies resulting from radiotherapy. This professional should also conduct proper treatment for occasional consequences before, during, and after radiotherapy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"></a><a name="top"/><B>Osteorradionecrose em pacientes submetidos &agrave; radioterapia de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o: relato de caso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Osteorradionecrose em pacientes submetidos &agrave; radioterapia de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o: relato de caso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Renato dos Santos <sup>I</sup></b><i><b>; </b></i><b>Alessandra Kuhn Dall'Magro <sup>II</sup>;</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Jana&iacute;ne Giacobbo <sup>III</sup></b>; </font><font size="2" face="Verdana"><b>Jonathan Rodrigo Lauxen <sup>IV</sup></b><b>;  Eduardo Dall'Magro<sup>V</sup></b><b>    <br> </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Centro de Estudos Odontol&oacute;gicos Meridional, Hospital S&atilde;o Vicente de Paulo, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil    <br> <sup>II</sup> Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Santa Casa, Porto Alegre, mestre em Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Faculdade de Medicina, professora, P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Centro de Estudos Odontol&oacute;gicos Meridional, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, e Instituto Odontol&oacute;gico das Am&eacute;ricas,Balne&aacute;rio Cambori&uacute;,-Santa Catarina,membro do corpo cl&iacute;nico, Hospital S&atilde;o Vicente de Paulo, e Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Passo Fundo, - Rio Grande do Sul, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III </sup>Cirurgi&atilde;-dentista, Faculdade de Odontologia da Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, Rio grande do Sul, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup> </font><font size="2" face="Verdana">Especializando em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Centro de Estudos Odontol&oacute;gicos Meridional, Hospital S&atilde;o Vicente de Paulo, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>V </sup></font><font size="2" face="Verdana">Especialista em Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria, Universidade de S&atilde;o Paulo, mestre em Laser em Odontologia, Universidade de Sa&otilde; Paulo, mestre e doutor em Materiais Dent&aacute;rios, Universidade Estadual de Campinas, professor titular III, Faculdade de Odontologia, Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil</font>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resumo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objetivo: a osteorradionecrose (ORN) &eacute; conceituada como necrose ass&eacute;ptica de tecido &oacute;sseo, desenvolvida ap&oacute;s radioterapia em pacientes com tumores de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o. A mandibula apresenta alto risco de desenvolver ORN quando comparada &agrave; maxila, devido &agrave; sua pobre vasculariza&ccedil;&atilde;o. O objetivo deste estudo &eacute; realizar uma revis&atilde;o de literatura e reportar um caso cl&iacute;nico de ORN. Relato de caso: este trabalho reporta um caso de ORN em mandibula tratado com debridamento cir&uacute;rgico e aplica&ccedil;&atilde;o de laserterapia de baixa intensidade (LILT) em uma paciente do sexo feminino, com 57 anos de idade. Considera&ccedil;&otilde;es finais: pacientes submetidos &agrave; radioterapia necessitam do acompanhamento de um profissional capacitado a diagnosticar precocemente patologias dent&aacute;rias e maxilofaciais decorrentes da radioterapia bem como conduzir o tratamento adequado para suas eventuais sequelas, durante e ap&oacute;s a radioterapia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Tumores. Osteorradionecrose. Radioterapia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Abstract</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Objective: Osteoradionecrosis (ORN) is an aseptic necrosis of the bone tissue, which develops after radiotherapy, in patients with head and neck tumors. The mandible presents high risk for developing ORN, when compared to the maxilla, because of its poor vascularization. This study aims to perform a literature review and report a clinical case of ORN. Case Report: This work reports a case of ORN located in the jaw, and treated with surgical debridement and low intensity laser therapy (LILT), in a 57-year-old woman. Final Considerations: Patients undergoing radiotherapy require the follow-up of a professional capable of providing an early diagnosis of dental- and maxillofacial-related pathologies resulting from radiotherapy. This professional should also conduct proper treatment for occasional consequences before, during, and after radiotherapy.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords</B>: Osteoradionecrosis. Radiotherapy.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, havia a estimativa para o ano de 2005 que o c&acirc;ncer de boca seria o oitavo tipo de c&acirc;ncer mais frequente entre os homens e o nono entre as mulheres. Os m&eacute;todos de tratamento oncol&oacute;gico para essa doen&ccedil;a s&atilde;o: cirurgia, radioterapia (RT) e quimioterapia (QT). O tratamento &eacute; estabelecido de acordo com a localiza&ccedil;&atilde;o, o grau de malignidade, o estadiamento cl&iacute;nico do tumor e a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal e geral do paciente. Observa-se que em les&otilde;es neopl&aacute;sicas iniciais ou intermedi&aacute;rias, geralmente, cirurgias com margens de seguran&ccedil;a e/ ou RT em neoplasias proporcionam um progn&oacute;stico favor&aacute;vel<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em casos de les&otilde;es mais avan&ccedil;adas, o mais indicado &eacute; a associa&ccedil;&atilde;o de terapias. Em se tratando de c&acirc;ncer de boca, a cirurgia para remo&ccedil;&atilde;o do tumor &eacute; o tratamento de escolha, associada ou n&atilde;o &agrave; RT, dependendo do caso. </font><font size="2" face="Verdana">A RT pode ser tamb&eacute;m indicada no p&oacute;s-operat&oacute;rio ou pr&eacute;-operat&oacute;rio, pretendendo-se a diminui&ccedil;&atilde;o do volume do tumor ou a melhora dos sintomas do paciente<sup>2</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A RT, sendo um tratamento local, &eacute; muito eficaz contra o c&acirc;ncer bucal, por&eacute;m, causa altera&ccedil;&otilde;es vis&iacute;veis nos tecidos adjacentes &agrave;s &aacute;reas irradiadas, sendo necess&aacute;rios, previamente &agrave; RT, alguns cuidados preventivos para minimizar esses efeitos. A radia&ccedil;&atilde;o destr&oacute;i grande quantidade de c&eacute;lulas neopl&aacute;sicas e, infelizmente, as c&eacute;lulas sadias adjacentes tamb&eacute;m s&atilde;o afetadas, porque ocorrem danos ao material nuclear celular essencial &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da estabilidade da c&eacute;lula<sup>3-5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, a osteorradionecrose foi designada oste&iacute;te de radia&ccedil;&atilde;o, por Ewing, em 1926. Al&eacute;m dessa nomenclatura, outros termos como necrose &oacute;ssea avascular e necrose por irradia&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m eram usados para denominar a ORN<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ORN &eacute; o resultado de uma soma de fatores: hip&oacute;xia, hipovasculariza&ccedil;&atilde;o, hipocelulariza&ccedil;&atilde;o tecidual e altas doses de radia&ccedil;&atilde;o. Muitos autores consideram a remo&ccedil;&atilde;o de dentes condenados &agrave; extra&ccedil;&atilde;o, especialmente no per&iacute;odo p&oacute;s-radia&ccedil;&atilde;o, o fator de risco principal no desenvolvimento da doen&ccedil;a, que pode causar grande sofrimento e comprometer a qualidade de vida do paciente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ORN na mand&iacute;bula &eacute; mais frequente que na maxila por v&aacute;rios fatores, mas o mais comum &eacute; devido ao fato de haver menor vasculariza&ccedil;&atilde;o e tecido &oacute;sseo mais compacto na &aacute;rea mandibular, o que ocasiona aumento da dispers&atilde;o eletr&ocirc;nica e, consequentemente, aumenta a dose de radia&ccedil;&atilde;o absorvida na regi&atilde;o. Os tratamentos cl&aacute;ssicos para a ORN s&atilde;o a terapia hiperb&aacute;rica, o debridamento do tecido necr&oacute;tico e a excis&atilde;o cir&uacute;rgica (mandibulectomia)<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo tem como objetivo conduzir uma revis&atilde;o de literatura e relatar um caso cl&iacute;nico de ORN tratado com debridamento cir&uacute;rgico e laserterapia de baixa intensidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Revis&atilde;o de literatura</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A radia&ccedil;&atilde;o reduz o potencial de vasculariza&ccedil;&atilde;o dos tecidos. As consequentes condi&ccedil;&otilde;es hipovascular e de hip&oacute;xia colocam em risco a atividade celular, a forma&ccedil;&atilde;o de col&aacute;geno e a capacidade curativa de ferida ou cicatriza&ccedil;&atilde;o de uma exodontia. Com os vasos alterados, o fluxo sangu&iacute;neo diminui, assim como os nutrientes e as c&eacute;lulas de defesa. A ORN &eacute; uma das sequelas mais preocupantes da RT, por sua complexidade de tratamento e poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es, geralmente, ela &eacute; associada com sinais e sintomas, como f&iacute;stulas intra ou extrabucais, trismo, dificuldades mastigat&oacute;rias, dor, fratura patol&oacute;gica, infec&ccedil;&atilde;o local e drenagem de secre&ccedil;&atilde;o purulenta. Sinais radiogr&aacute;ficos incluem diminui&ccedil;&atilde;o da densidade &oacute;ssea com fraturas, destrui&ccedil;&atilde;o da cortical e perda do trabeculado na por&ccedil;&atilde;o esponjosa<sup>1,2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Histologicamente, a ORN &eacute; caracterizada por destrui&ccedil;&atilde;o de oste&oacute;citos e aus&ecirc;ncia de osteoblastos de osso marginal. H&aacute;, tamb&eacute;m, endoarterites, hiperemia, hialiniza&ccedil;&atilde;o, perda celular, hipovasculariza&ccedil;&atilde;o, trombose e fibrose. Por ser a mand&iacute;bula mais densa que a maxila, h&aacute; alguns pr&eacute;-requisitos que fazem com que haja maior &iacute;ndice de fratura mandibular do que maxilar, sendo assim, a ORN acomete regi&otilde;es em que h&aacute; menos vasculariza&ccedil;&atilde;o e mais densidade &oacute;ssea, por isso, a mand&iacute;bula &eacute; uma regi&atilde;o mais adequada para o seu desenvolvimento ap&oacute;s extra&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias, traumatismos por pr&oacute;teses e c&aacute;ries extensas<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudos realizados por Cheng et al.<sup>6</sup> (2006) foi obtido como crit&eacute;rio para extra&ccedil;&atilde;o dental pr&eacute;via &agrave; RT a presen&ccedil;a de c&aacute;ries extensas com envolvimento pulpar, doen&ccedil;a periodontal moderada a severa, especialmente com envolvimento de furca, presen&ccedil;a de les&atilde;o periapical, dentes retidos e semirretidos, aumentando a chance de ocorrer ORN. Em vista disso, &eacute; indicada pelo m&eacute;dico oncologista a suspens&atilde;o de tratamentos odontol&oacute;gicos invasivos durante a radioterapia, como exodontia e endodontias, pois nesses tratamentos h&aacute; contato com o periodonto e, subsequentemente, o osso alveolar, onde h&aacute; o risco de ocorrer a ORN, devido &agrave; falta de facilitadores para uma cicatriza&ccedil;&atilde;o adequada, como os oste&oacute;citos e a vasculariza&ccedil;&atilde;o do local<sup>6</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A ORN pode apresentar diferentes comportamentos cl&iacute;nicos que variam de pequenas exposi&ccedil;&otilde;es de tecido &oacute;sseo, que n&atilde;o geram sintomas e desconforto ao paciente, a processos agressivos e agudos que progridem rapidamente para fraturas patol&oacute;gicas do osso afetado. O diagn&oacute;stico &eacute; baseado na hist&oacute;ria m&eacute;dica do paciente associada com os aspectos cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos, por&eacute;m, &agrave;s vezes, torna-se complicado diagnostic&aacute;-la, pois nenhum desses sinais e sintomas s&atilde;o patognom&ocirc;nicos, sendo necess&aacute;ria a diferencia&ccedil;&atilde;o principalmente de recorr&ecirc;ncias tumorais e processos infecciosos<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A evolu&ccedil;&atilde;o da ORN, podendo ser tardia, d&aacute;-se por in&uacute;meros fatores. No in&iacute;cio da RT, h&aacute; uma inflama&ccedil;&atilde;o da mucosa oral, agravada pela xerostomia, que facilita a prolifera&ccedil;&atilde;o de Lactobacillus sp e Streptococcus mutans. A dificuldade de produ&ccedil;&atilde;o de saliva leva o indiv&iacute;duo a uma mudan&ccedil;a de h&aacute;bito alimentar, que passa a ter uma dieta mais pastosa e rica em carboidratos, que proporcionam um meio ideal para o desenvolvimento de c&aacute;rie e doen&ccedil;a periodontal, predispondo &agrave; ORN. Com uma higiene oral deficiente, devido &agrave; intensa dor, o paciente agrava sua condi&ccedil;&atilde;o. E com a perda do paladar, ele n&atilde;o consegue ingerir adequadamente os alimentos e n&atilde;o tem vontade de se alimentar, ficando cada vez mais debilitado<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fatores predisponentes, comumente relacionados &agrave; ORN da mand&iacute;bula, incluem higiene bucal pobre, doen&ccedil;a periodontal, abcesso dentoalveolar, c&aacute;ries extensas, localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica do tumor, doses altas de radia&ccedil;&atilde;o e cirurgia dentoalveolar, durante a RT ou no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio. H&aacute;bitos que irritam a mucosa bucal, tais como uso de &aacute;lcool e tabaco, tamb&eacute;m podem aumentar o risco de ORN, h&aacute; tamb&eacute;m esse risco se houver estimula&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica como extra&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria ou irrita&ccedil;&atilde;o por pr&oacute;tese resultando em exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento da ORN n&atilde;o &eacute; um protocolo fixo que possa ser usado em todos os casos, cada situa&ccedil;&atilde;o deve ser avaliada individualmente, e deve-se estar ciente da sua patog&ecirc;nese para definir o melhor tratamento. At&eacute; meados da d&eacute;cada de 1980, o tratamento da ORN, na &eacute;poca chamada de osteorradiomielite, consistia basicamente na tentativa de identificar e eliminar os agentes infecciosos presentes nas feridas que surgiam de uma infec&ccedil;&atilde;o do tecido &oacute;sseo irradiado exposto ao meio bucal contaminado. Nesse per&iacute;odo, o tratamento caracterizava-se por limpeza e debridamento da ferida, com solu&ccedil;&otilde;es antimicrobianas e instrumentos cortantes, respectivamente. A utiliza&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos por longos per&iacute;odos e em altas dosagens era frequentemente empregada. Os procedimentos cir&uacute;rgicos utilizados eram de pequeno porte, e somente eram empregados nos casos em que se identificava a forma&ccedil;&atilde;o de sequestros &oacute;sseos<sup>10,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir do melhor conhecimento da patog&ecirc;nese da ORN e com o advento da oxigena&ccedil;&atilde;o hiperb&aacute;rica (HBO), o tratamento tem visado principalmente melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de hip&oacute;xia local por meio da revasculariza&ccedil;&atilde;o dos tecidos irradiados e sua associa&ccedil;&atilde;o com interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. Atualmente, parece consenso que a ORN deve ser manipulada inicialmente de maneira conservadora, com debridamento e limpeza da ferida cir&uacute;rgica com solu&ccedil;&otilde;es antimicrobianas, antibioticoterapia e cirurgias de pequeno porte (sequestrectomia). Em casos refrat&aacute;rios ao tratamento conservador, deve-se indicar a terapia de oxigena&ccedil;&atilde;o hiperb&aacute;rica associada com cirurgia. O tratamento de HBO consiste em trinta sess&otilde;es di&aacute;rias de oxig&ecirc;nio a 100%, a 2 press&otilde;es atmosf&eacute;ricas, com 90 minutos cada sess&atilde;o, quando realizada de maneira exclusiva. Esse protocolo pode ser intercalado por procedimento cir&uacute;rgico, realizando- se vinte sess&otilde;es pr&eacute;-operat&oacute;rias e dez sess&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por&eacute;m, o tratamento inicial mais utilizado &eacute; de maneira conservadora, por interm&eacute;dio de limpeza da ferida cir&uacute;rgica com solu&ccedil;&otilde;es antimicrobianas, para o qual s&atilde;o prescritos bochechos de solu&ccedil;&atilde;o aquosa de gluconato de clorexidina a 0,12% de substantividade, de 12 horas, tr&ecirc;s vezes ao dia, por per&iacute;odo indefinido, associados com higiene oral rigorosa e remo&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis irritantes locais. O acompanhamento cl&iacute;nico deve ser realizado semanalmente at&eacute; que as primeiras melhoras sejam observadas, depois esse acompanhamento passa a ser mensal. Em casos em que o tratamento conservador n&atilde;o surtir efeito, deve-se indicar a HBO, empregando oxig&ecirc;nio sob alta press&atilde;o atmosf&eacute;rica, que promove o aumento de tens&atilde;o de oxig&ecirc;nio na &aacute;rea comprometida, aumentando o n&uacute;mero de c&eacute;lulas e a atividade celular, al&eacute;m de ser bactericida e bacteriost&aacute;tico, h&aacute; tamb&eacute;m neoforma&ccedil;&atilde;o vascular, associada ou n&atilde;o &agrave; cirurgia. Somente se n&atilde;o houver melhora &eacute; indicada, ent&atilde;o, a sequestrectomia com antibioticoterapia profil&aacute;tica, buscando ap&oacute;s a cirurgia o recobrimento total do defeito &oacute;sseo por mucosa<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em pesquisa realizada em 2010, o tratamento t&oacute;pico com gluconato de clorexidina a 0,12%, em solu&ccedil;&atilde;o aquosa, para controle e tratamento de ORN da mand&iacute;bula, mostrou-se eficaz, com remiss&atilde;o completa da les&atilde;o, sem efeitos indesej&aacute;veis. O tempo total de tratamento foi de seis meses, com mais seis meses de acompanhamento e monitoriza&ccedil;&atilde;o do paciente. A institui&ccedil;&atilde;o da terap&ecirc;utica conservadora evitou o encaminhamento da paciente para c&acirc;mara hiperb&aacute;rica e/ou para ressec&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica em bloco (mandibulectomia)<sup>13</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Relato de caso</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma paciente do g&ecirc;nero feminino, de 57 anos de idade, deu entrada no Servi&ccedil;o Ambulatorial de Especialidades do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de no Hospital S&atilde;o Vicente de Paulo, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, v&iacute;tima de ORN mandibular, causada por les&atilde;o p&oacute;s-radioterapia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No exame cl&iacute;nico extraoral, ela n&atilde;o apresentava sinais cl&iacute;nicos de anormalidades, mas pelo exame de palpa&ccedil;&atilde;o, notou-se a redu&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea mandibular e o relato de algia &agrave; compress&atilde;o. Ent&atilde;o, ao exame cl&iacute;nico intraoral, a paciente apresentou edentulismo, dificuldade nos movimentos de abertura e fechamento bucal, mucosa alveolar inferior hipercorada, exposi&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, edema, odor f&eacute;tido, aus&ecirc;ncia de sangramento e parestesia na regi&atilde;o indicada. A paciente mostrou-se orientada, cooperativa e sem sinais de d&eacute;ficit neurol&oacute;gico durante todo o tempo dos exames (Figura <a href="#fig01">1</a> e <a href="#fig02">2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Foram solicitados exames laboratoriais pr&eacute;-operat&oacute;rios de rotina: hemograma completo, TP (tempo de protrombina), KTTP (tempo de tromboplastina parcial ativada), glicose em jejum, creatinina, fosfatase alcalina e contagem de plaquetas, exame radiogr&aacute;fico, al&eacute;m de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, risco cir&uacute;rgico e pr&eacute;-anest&eacute;sico. A radiografia panor&acirc;mica mostrou perda &oacute;ssea vertical e horizontal, quadro de les&atilde;o na regi&atilde;o mandibular anterior compat&iacute;vel com necrose &oacute;ssea </font><font size="2" face="Verdana">(<a href="#fig03">Figura 3</a>)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No planejamento cir&uacute;rgico, foi realizada interven&ccedil;&atilde;o sob anestesia local com mepivaca&iacute;na a 2% com vasoconstritor (1/100.000), acesso cir&uacute;rgico intraoral sobre o rebordo alveolar inferior e descolamento mucoperi&oacute;steo, expondo a les&atilde;o. Realizou-se debridamento do tecido &oacute;sseo necrosado com cinzel cir&uacute;rgico e curetagem da les&atilde;o at&eacute; ocorrer sangramento &oacute;sseo medular, indicando vitalidade &oacute;ssea na regi&atilde;o. Evitou-se uso de broca devido ao aquecimento &oacute;sseo decorrente  (Figura <a href="#fig04">4 e 5</a>)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">Foi realizado o fechamento do retalho por meio de sutura cont&iacute;nua festonada, com fio nylon 5-0  (<a href="#fig06">Figura 6</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o p&oacute;s-operat&oacute;rio, foram prescritos antibi&oacute;tico (cefalosporina de primeira gera&ccedil;&atilde;o), analgesia perif&eacute;rica, antiss&eacute;ptico bucal e laserterapia (laser de baixa intensidade vermelho e infravermelho), sendo uma aplica&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria com dose de 4 J/cm2, comprimento de onda de 680 e 835 nm vermelho e infravermelho respectivamente, durante 45 dias, al&eacute;m de orienta&ccedil;&otilde;es quanto aos cuidados p&oacute;s-cir&uacute;rgicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A paciente relatou melhoras gradativas na condi&ccedil;&atilde;o funcional do sistema estomatogn&aacute;tico, aus&ecirc;ncia de odor f&eacute;tido e melhoras da qualidade de vida e de rela&ccedil;&atilde;o social ap&oacute;s quatro dias (Figura <a href="#fig07">7</a>, <a href="#fig08">8</a> e <a href="#fig09">9</a>).</font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig07"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig08"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig08.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig09"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/a16fig09.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A RT &eacute; uma sequela origin&aacute;ria do tratamento cir&uacute;rgico-radioter&aacute;pico de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, desencadeada principalmente de maneira traum&aacute;tica, como extra&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias ou uso de pr&oacute;teses inadequadas, que pode ser pass&iacute;vel de preven&ccedil;&atilde;o e/ou minimiza&ccedil;&atilde;o. Portanto, uma criteriosa avalia&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica pr&eacute;via &agrave; RT deve ser realizada, de maneira ampla e complexa quanto &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias, socioecon&ocirc;micas e culturais do paciente, com progn&oacute;stico e planejamento do caso, e estrutura f&iacute;sica de atendimento para se determinar em cada caso a conduta odontol&oacute;gica adequada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Pacientes que apresentarem alto risco de c&aacute;rie de radia&ccedil;&atilde;o (sequela da RT caracterizada pela destrui&ccedil;&atilde;o completa da coroa dent&aacute;ria, devido a altera&ccedil;&otilde;es em saliva, dente e dieta desses pacientes) devem ser orientados e submetidos &agrave; exodontia previamente &agrave; RT. Nos casos de baixo risco, os pacientes s&atilde;o orientados e motivados a manter os dentes com medidas preventivas, que incluem orienta&ccedil;&atilde;o de higiene bucal, utiliza&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or t&oacute;pico em domic&iacute;lio, visitas regulares ao dentista para detec&ccedil;&atilde;o e tratamento de c&aacute;ries e problemas periodontais incipientes<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s iniciado o tratamento irradiante, o paciente deve ser acompanhado semanalmente durante toda a terapia, visando minimizar os efeitos imediatos da radia&ccedil;&atilde;o, como, por exemplo, a mucosite e a xerostomia, com solu&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas como laserterapia e saliva artificial<sup>16-19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ORN &eacute; um processo que pode ocorrer espontaneamente ou ser desencadeada a partir de um trauma. Em geral, as les&otilde;es espont&acirc;neas est&atilde;o relacionadas com a quantidade de dose total e/ou di&aacute;ria recebida pelos tecidos irradiados, sendo raramente observadas em casos irradiados com doses totais inferiores a 50 Gy, e mais frequentemente identificadas em casos em que as doses superam 65 Gy. Nesses casos, a osteorradionecrose inicia no interior do tecido &oacute;sseo com o posterior rompimento da mucosa da boca, sendo que o sinal mais inicial &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de imagens radiol&uacute;cidas e pouco definidas nos exames radiogr&aacute;ficos<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os tumores inferiores a T4 n&atilde;o influenciaram no aparecimento de ORN, por&eacute;m, em neoplasias que invadiram o tecido &oacute;sseo subjacente, houve um aumento acentuado do risco de desencadeamento do processo. As raz&otilde;es identificadas para esse risco maior foram situa&ccedil;&otilde;es de tumores irressec&aacute;veis submetidos &agrave; RT, evoluindo com necrose tumoral, e cirurgias agressivas sem tempo suficiente de cicatriza&ccedil;&atilde;o da ferida cir&uacute;rgica previamente ao in&iacute;cio da RT. Outro ponto foi o risco aumentado de desenvolvimento de ORN em pacientes com melhores taxas de cura e sobrevida e, por isso, mais suscet&iacute;veis a desenvolver essa patologia ao longo dos anos, devido &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o aos fatores de risco de origem buco-dent&aacute;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existe muita discuss&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao risco de desenvolver ORN e o tempo decorrido do fim da radioterapia. Os efeitos provocados pela radia&ccedil;&atilde;o aos tecidos parecem ser progressivos ao longo dos anos, e de intensidade cada vez mais severa como reportado por Marx<sup>2</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Pesquisas estudam os poss&iacute;veis picos de maior incid&ecirc;ncia da ORN, sendo o primeiro observado durante o primeiro ano, e o segundo pico entre o segundo e quinto ano ap&oacute;s a RT. As cirurgias de resgate ap&oacute;s a RT s&atilde;o respons&aacute;veis por 50% dos fatores desencadeantes de ORN no primeiro pico, devido &agrave; necessidade de interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas para controle de recorr&ecirc;ncias tumorais. No entanto, ap&oacute;s o cr&iacute;tico per&iacute;odo de possibilidades de recidivas tumorais, os fatores mais comuns de desencadeamento de ORN s&atilde;o de origem bucodent&aacute;rias, e representam 60% dos casos durante o segundo pico de incid&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por esses motivos, aconselha-se que os profissionais envolvidos na reabilita&ccedil;&atilde;o desses pacientes prestem muita aten&ccedil;&atilde;o a quaisquer novos sinais cl&iacute;nicos, e, principalmente se o paciente tiver condi&ccedil;&otilde;es orais favor&aacute;veis, deve-se aguardar certo tempo, ap&oacute;s a RT em cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, para que o paciente seja submetido a procedimentos cir&uacute;rgicos como exodontias, pois no local n&atilde;o h&aacute; vasculariza&ccedil;&atilde;o, o que dificulta a cicatriza&ccedil;&atilde;o da cirurgia, podendo causar assim ORN<sup>2,13,17-19</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ORN &eacute; um dos piores efeitos colaterais secund&aacute;rios da RT na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, devendo o cirurgi&atilde;o-dentista estar atento &agrave; preven&ccedil;&atilde;o dessa condi&ccedil;&atilde;o. No que diz respeito &agrave;s sequelas secund&aacute;rias ao tratamento contra o c&acirc;ncer, a preven&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; a melhor conduta. As medidas preventivas podem ser tomadas antes, durante e depois da RT, e ao cirurgi&atilde;o-dentista, como membro da equipe oncol&oacute;gica, cabe preparar o paciente para a RT com a adequa&ccedil;&atilde;o do meio bucal e o acompanhamento durante o tratamento antineopl&aacute;sico, al&eacute;m de auxiliar na melhora das condi&ccedil;&otilde;es de higiene bucal do indiv&iacute;duo ap&oacute;s a RT. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Curi MM, Dib LL, Kowalski LP. Management of refractory osteoradionecrosis of the jaws with surgery and adjunctive hyperbaric oxygen therapy. Int J Oral Maxillofac Surg Rev, 2000; 29(6):430-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=175911&pid=S1413-4012201500020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Marx RE. Osteoradionecrosis: a new concept of its pathophysiology. J Oral Maxillofac Surg 1983; 41(5):283-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">3. Wahl MJ. Osteoradionecrosis prevention myths. Int J Radiat Oncol Biol Phys 2006; 64(3):661-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Salazar M, Victorino FR, Paranhos LR, Ricci ID, Gaeti WP, Ca&ccedil;ador NP. Efeitos e tratamento da radioterapia de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o de interesse ao cirurgi&atilde;o dentista: revis&atilde;o de literatura. Revista Odonto; S&atilde;o Bernanardo do Campo, SP; Metodista 2008; 16(31)62-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Dourado DC. Monografia Osteorradionecrose de mand&iacute;bula: fatores de preven&ccedil;&atilde;o. &#91;Monografia&#93; Salvador: Famed, UFBA; 2012. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Cheng SJ, Lee JJ, Ting LL, Tseng IY, Chang HH, Chen HM, et al. A clinical satigin system and treatment guidelines for maxillary osteoradionecrosis in irradiated nasopharyngeal carcinoma patient. Int J Radiation Oncology Biol Phys 2006; 64:1. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Almeida FCS, Cazal C, Durazzo MD, Ferraz AR, Silva DP. Radioterapia em cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o: efeitos colaterais agudos e cr&ocirc;nicos bucais. Rev Bras Patol Oral 2004; 3:62-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 8. Curi MM, Dib LL. Osteoradionecrosis of the jaws: A retrospective study of the background factors and treatment in 104 cases. J Oral Maxillofac Surg 1997; 55:540-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">9. Cardoso MFA, Novikoff S, Tresso A, Segreto RA, Cervantes O. Preven&ccedil;&atilde;o e controle das sequelas bucais em pacientes irradiados por tumores de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o. Radiol Bras 2005; 38(2):107-15. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Neto ELBC. Osteorradionecrose &#91;Monografia de Especializa&ccedil;&atilde;o&#93;. Piracicaba, SP: Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Unicamp; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Junior JCM, Hilgenberg A, Keim FS. Management of Patients with Osteoradionecrosis of the after Radiation Therapy to the Head and Neck. Arq Int Otorrinolaringol/ Intl Arch Otorhinolaryngol 2008; 12(2):239-45. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Teng MS, Futran ND. Osteoradionecrosis of the mandible. Curr Opin Otolaryngol Head Neck Surg 2005; 13(4):217-21. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">13. Aldunate JLCB, Coltro PS, Busnardo FF, Ferreira MC. Osteoradionecrosis in face: pathophysiology, diagnosis and treatment. Rev Bras Cir Plast 2010; 25(2): 381-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Bueno AC, Magalh&atilde;es CS, Moreira AN. Associa&ccedil;&otilde;es entre fatores de risco e complica&ccedil;&otilde;es bucais em pacientes com c&acirc;ncer de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o tratados com radioterapia associada ou n&atilde;o &agrave; quimioterapia. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2012;12(2):187-193. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Mainous EG, Hart GB. Osteoradionecrosis of the mandible: Treatment with hyperbaric oxygen. Arch Otolaryngol 1975; 101:173. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">16. Kuhn-Dall'Magro A, Dall'Magro E. Protocolo de assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica para pacientes submetidos &agrave; quimioterapia, transplante de medula &oacute;ssea e radioterapia de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o. In: Linden MSS, Magro ML, De Carli JP, Cauduro R. Multidisciplinariedade na Sa&uacute;de Bucal. Porto Alegre: RGO 2008. p. 23-31. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">17. Dai T, Tian Z, Wang Z, Qiu W, Zhang Z, He Y. Surgical management of osteoradionecrosis of the jaws. J Craniofac Surg 2015; 26(2):175-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Manzon L, Rossi E, Fratto G. Management of osteonecrosis of the jaws induced by radiotherapy in oncological patients: preliminary results. Eur Rev Med Pharmacol Sci 2015; 19(2):194-200. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Jawad H, Hodson NA, Nixon PJ. A review of dental treatment of head and neck cancer patients, before, during and after radiotherapy: part 1. Br Dent J 2015; 218(2):65-8.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana">Alessandra Kuhn Dall'Magro <br/>Rua Teixeira Soares, 777 sala 02, Centro<br/> 99010-080 Passo Fundo - RS </font><font size="2" face="Verdana">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:alessandrakuhn@hotmail.com" target="_blank">alessandrakuhn@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 02/02/2015<br/> Aceito: 22/03/2015</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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