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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Absenteísmo por causa odontológica: uma revisão de literatura relacionada à ausência no trabalho e à saúde bucal do trabalhador]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Public and private sectors have been increasingly interested in factors that cause absence from work, which has led some researchers to further study the relationship between oral health and this type of absenteeism, as companies are also gradually more interested in extending benefits to their employees in order to reduce absenteeism and increase productivity. Objective: To perform a literature review on absenteeism due to dental causes, emphasizing the importance of the role of the occupational dentist in the context of public policies, within the scope of Workers' Health. Methodology: Bibliographical research consisting of a literature review regarding absenteeism and workers' oral health. The present work analyzed three theme categories: Category 1 - Disease vs. Workers' Health, Category 2 - Workers' Oral Health, Category 3 - Absenteeism due to dental causes. Results: It was found that absenteeism due to dental causes presents negative consequences for the quality of life of workers and for the companies, highlighting the importance of acknowledging the expertise of Occupational Dentistry. Final Thoughts: It is noticed, over the years, that although there were efforts to regulate public policies for oral health, it has not been properly covered concerning workers and the professional performance of occupational dentists and their team.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"></a><a name="top"/><B>Absente&iacute;smo por causa odontol&oacute;gica: uma revis&atilde;o de literatura relacionada &agrave; aus&ecirc;ncia no trabalho e &agrave; sa&uacute;de bucal do trabalhador</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Absenteeism due to dental causes: a literature review regarding absence from work and workers' oral health</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>J&uacute;nia Nara Gon&ccedil;alves Mota <sup>I</sup></b><i><b>; </b></i><b>Fl&aacute;via Godinho Costa Wanderley <sup>II</sup>; </b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Ricardo Ara&uacute;jo da Silva <sup>III</sup></b>; </font><font size="2" face="Verdana"><b>Tatiana Frederico de Almeida <sup>IV</sup></b><b>    <br> </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>  Graduada em Odontologia pela Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil    <br> <sup>II</sup> Estudante de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica da Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, bolsista Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado da Bahia, Salvador, Bahia, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III </sup>Mestre em Deontologia e Odontologia Legal pela Universidade de S&atilde;o Paulo, professor assistente de Odontologia, Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil</font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup> </font><font size="2" face="Verdana">Doutora em Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Federal da Bahia, professora adjunta de Odontologia, Escola Bahiana de Medicina e Sa&uacute;de P&uacute;blica, Salvador, Bahia, Brasil</font>    <br>     <p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resumo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o: &eacute; crescente o interesse dos setores p&uacute;blico e privado pelos fatores que acarretam aus&ecirc;ncias ao trabalho, raz&atilde;o que leva alguns pesquisadores a estudar melhor as rela&ccedil;&otilde;es entre sa&uacute;de bucal e esse tipo de absente&iacute;smo. Da mesma forma, cada vez mais se observa o interesse das empresas de estender benef&iacute;cios aos seus trabalhadores, visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do absente&iacute;smo e ao aumento da produtividade. Objetivo: o objetivo deste trabalho &eacute; realizar uma revis&atilde;o de literatura sobre o absente&iacute;smo por causa odontol&oacute;gica, salientando a import&acirc;ncia do papel do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho no contexto das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no &acirc;mbito da sa&uacute;de do trabalhador. Metodos: o presente artigo caracteriza-se como uma pesquisa de cunho bibliogr&aacute;fico, constituindo uma revis&atilde;o de literatura referente ao absente&iacute;smo e &agrave; sa&uacute;de bucal do trabalhador. Este trabalho analisou tr&ecirc;s categorias tem&aacute;ticas, a saber: categoria 1 &ndash; doen&ccedil;a versus sa&uacute;de do trabalhador, categoria 2 &ndash; sa&uacute;de bucal do trabalhador, categoria 3 &ndash; absente&iacute;smo por causa odontol&oacute;gica. Resultados: verificou-se que o absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas traz consequ&ecirc;ncias negativas para qualidade de vida do trabalhador e para as empresas, evidenciando a import&acirc;ncia do reconhecimento da especialidade Odontologia do Trabalho. Considera&ccedil;&otilde;es finais: percebe-se, ao longo dos anos, que embora tenham ocorrido esfor&ccedil;os para regulamentar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; sa&uacute;de bucal, os trabalhadores ainda n&atilde;o s&atilde;o devidamente contemplados com o servi&ccedil;o profissional do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho e sua equipe.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Palavras-chave: </B>Sa&uacute;de bucal. Absente&iacute;smo. Odontologia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Abstract</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Introduction: Public and private sectors have been increasingly interested in factors that cause absence from work, which has led some researchers to further study the relationship between oral health and this type of absenteeism, as companies are also gradually more interested in extending benefits to their employees in order to reduce absenteeism and increase productivity. Objective: To perform a literature review on absenteeism due to dental causes, emphasizing the importance of the role of the occupational dentist in the context of public policies, within the scope of Workers' Health. Methodology: Bibliographical research consisting of a literature review regarding absenteeism and workers' oral health. The present work analyzed three theme categories: Category 1 - Disease vs. Workers' Health, Category 2 &ndash; Workers' Oral Health, Category 3 - Absenteeism due to dental causes. Results: It was found that absenteeism due to dental causes presents negative consequences for the quality of life of workers and for the companies, highlighting the importance of acknowledging the expertise of Occupational Dentistry. Final Thoughts: It is noticed, over the years, that although there were efforts to regulate public policies for oral health, it has not been properly covered concerning workers and the professional performance of occupational dentists and their team.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords</B>: Workers. Oral health. Absenteeism. Dentistry.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B> Introdu&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, o trabalho &eacute; definido como uma das pr&aacute;ticas indispens&aacute;veis &agrave; vida do ser humano, dele prov&eacute;m a subsist&ecirc;ncia e a de sua fam&iacute;lia. No entanto, al&eacute;m de fonte para o sustento, o trabalho deve ser visto como uma atividade prazerosa, na qual o trabalhador sinta realiza&ccedil;&atilde;o pessoal e profissional. Assim, fica evidente que aqueles que est&atilde;o submetidos a condi&ccedil;&otilde;es de trabalho adequadas, aos quais as empresas oferecem programas de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, apresentam rendimento superior &agrave;queles que n&atilde;o recebem esse benef&iacute;cio<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inserido em um ambiente de trabalho, o ser humano est&aacute; exposto a diversos fatores que podem influenciar na sua condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. As liga&ccedil;&otilde;es entre trabalho e condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de s&atilde;o consideradas desde a Antiguidade, por&eacute;m, nem sempre houve a preocupa&ccedil;&atilde;o dos dirigentes de empresas em e atender &agrave;s necessidades de sa&uacute;de e bem-estar de seus funcion&aacute;rios. Por&eacute;m, com o crescente avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico e a busca constante por efici&ecirc;ncia, empregadores assumiram que a realidade de que seus funcion&aacute;rios faz parte do patrim&ocirc;nio da empresa, e que eles, quando motivados, contribuem para o desenvolvimento e o aumento da produtividade<sup>1</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Desse modo, as empresas buscam melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de atendimento m&eacute;dico-odontol&oacute;gico, visando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do absente&iacute;smo e ao aumento da produtividade<sup>1</sup>. O absente&iacute;smo consiste na perda tempor&aacute;ria da capacidade de trabalho, determinando sua aus&ecirc;ncia total ou parcial, interferindo em sua jornada laboral<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se que o trabalhador saud&aacute;vel &eacute; aquele que det&eacute;m for&ccedil;a de trabalho suficiente para realizar todas as etapas do processo produtivo. Dessa forma, pode-se inferir que a n&atilde;o completude do processo produtivo pelos trabalhadores implica fortemente nos determinantes de sa&uacute;de-doen&ccedil;a, no perfil dos trabalhadores e do trabalho, bem como no quadro epidemiol&oacute;gico e nas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de voltadas para o trabalhador<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seu ambiente de trabalho, o ser humano est&aacute; exposto a diversos fatores e agentes que podem causar danos &agrave; sua sa&uacute;de. Assim, consequentemente, suas estruturas bucais estar&atilde;o sujeitas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es que esses fatores podem ocasionar<sup>3</sup>. N&atilde;o podemos separar as doen&ccedil;as bucais das condi&ccedil;&otilde;es gerais de sa&uacute;de do ser humano, visto que qualquer problema de origem bucal acarretar&aacute; em desconforto f&iacute;sico e emocional, prejudicando consideravelmente a sa&uacute;de geral, gerando influ&ecirc;ncia negativa sobre a capacidade do trabalhador<sup>4</sup>. Midorikawa<sup>5</sup>(2001) afirma que hoje existem informa&ccedil;&otilde;es de acidentes de trabalho atribu&iacute;dos a causas b&aacute;sicas de problemas odontol&oacute;gicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, o campo da sa&uacute;de bucal do trabalhador, cujos princ&iacute;pios se aproximam da sua sa&uacute;de geral, tem como objeto a rela&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de bucal e trabalho, tratando de promover, preservar e recuperar a sa&uacute;de bucal de popula&ccedil;&otilde;es inseridas nos diversos processos de trabalho, contribuindo para a sua qualidade de vida<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Diante da import&acirc;ncia da integridade da sa&uacute;de bucal do trabalhador, o objetivo deste estudo &eacute; realizar uma revis&atilde;o de literatura sobre o absente&iacute;smo relacionado a causas odontol&oacute;gicas, ressaltando a import&acirc;ncia da inser&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o dentista na equipe de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalho.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Metodologia</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma pesquisa de cunho bibliogr&aacute;fico, constituindo uma revis&atilde;o de literatura referente ao absente&iacute;smo e &agrave; sa&uacute;de bucal do trabalhador. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, foi feito um levantamento na literatura em geral, a partir das fontes prim&aacute;rias: livros, leis e portarias federais, textos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, notas t&eacute;cnicas, not&iacute;cias veiculadas em informativos do Conselho Federal e Regional de Odontologia da Bahia e da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Odontologia, relat&oacute;rios de confer&ecirc;ncias e encontros regionais sobre sa&uacute;de do trabalhador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como estrat&eacute;gia de busca, foram pesquisados os seguintes descritores: sa&uacute;de bucal do trabalhador, odontologia e absente&iacute;smo, com os respectivos correspondentes em ingl&ecirc;s, tais como oral health worker, dentistry and absenteeism, nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Sa&uacute;de, durante o per&iacute;odo de junho a dezembro de 2013. Foram realizados cruzamentos entre dois e tr&ecirc;s descritores em portugu&ecirc;s e ingl&ecirc;s. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o adotados para a sele&ccedil;&atilde;o dos artigos foram: publica&ccedil;&otilde;es em portugu&ecirc;s do per&iacute;odo de 2002 a 2013, lusof&ocirc;nicos, que abordassem a tem&aacute;tica estudada e estivessem dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra nas bases de dados selecionadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a etapa de busca e an&aacute;lise das publica&ccedil;&otilde;es, os achados foram analisados de acordo com tr&ecirc;s categorias: categoria 1 &ndash; doen&ccedil;a versus sa&uacute;de do trabalhador, categoria 2 &ndash; sa&uacute;de bucal do trabalhador, categoria 3 &ndash; absente&iacute;smo por causa odontol&oacute;gica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Revis&atilde;o de literatura</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Doen&ccedil;a versus sa&uacute;de do trabalhador</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; encontrada em papiros e outros documentos antigos, a preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de do trabalhador &eacute; objeto de estudos desde os prim&oacute;rdios da civiliza&ccedil;&atilde;o. S&eacute;culos antes de Cristo, no documento &Aacute;gua, ares e lugares, a descri&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de intoxica&ccedil;&atilde;o por saturnismo j&aacute; era citada, assim como a patologia do trabalho, que foi alvo de preocupa&ccedil;&otilde;es depois da morte de mineiros. Na Idade M&eacute;dia, somente tr&ecirc;s autores analisaram as rela&ccedil;&otilde;es de trabalho: Agr&iacute;cola, Paracelso e Bernadino Ramazzini, esse &uacute;ltimo respons&aacute;vel pelo primeiro estudo ocupacional sistematizado<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, in&uacute;meras modifica&ccedil;&otilde;es no mundo do trabalho influenciam diretamente a sa&uacute;de individual e coletiva dos trabalhadores. Um conjunto novo e complexo de inova&ccedil;&otilde;es alterou significativamente a estrutura produtiva, n&atilde;o somente dos pa&iacute;ses desenvolvidos, mas tamb&eacute;m dos pa&iacute;ses de desenvolvimento capitalista tardio, como o Brasil, gerando mudan&ccedil;as na organiza&ccedil;&atilde;o, nas condi&ccedil;&otilde;es e rela&ccedil;&otilde;es de trabalho<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os encargos gerados ap&oacute;s a Segunda Guerra Mundial, oriundos da perda de vidas gerada por acidentes de trabalho e por doen&ccedil;as ocupacionais, come&ccedil;aram a ser sentidos pelos empregadores e pelas companhias de seguros. Simultaneamente, a tecnologia industrial e o desenvolvimento de novos processos levaram ao surgimento de novas doen&ccedil;as profissionais, desafiando a medicina do trabalho<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, essa preocupa&ccedil;&atilde;o surgiu com a chegada da febre amarela em Pernambuco e na Bahia, que acabou dizimando a m&atilde;o de obra dos engenhos de a&ccedil;&uacute;car e trouxe grandes preju&iacute;zos &agrave; economia. At&eacute; o s&eacute;culo XIX, a m&atilde;o de obra era escrava. Somente ap&oacute;s a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, diante das prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, viu-se a necessidade de dispor de servi&ccedil;os de sa&uacute;de ao trabalhador, visando sobreviv&ecirc;ncia e produtividade do processo industrial<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, a sa&uacute;de ocupacional surgiu e implantou servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia nos locais de trabalho, culminando, anos depois, com a concep&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de do trabalhador, que se baseia em um conjunto de pr&aacute;ticas em que o trabalhador busca o controle sobre as condi&ccedil;&otilde;es e os ambientes de trabalho, tornando-os saud&aacute;veis<sup>11</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A sa&uacute;de do trabalhador compreende as rela&ccedil;&otilde;es entre o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a e o trabalho. Sendo assim, trabalhador ser&aacute; todo o indiv&iacute;duo que exerce uma atividade laboral no mercado formal ou informal, familiar ou dom&eacute;stico. Doen&ccedil;as ocupacionais s&atilde;o aquelas que podem ser causadas ou agravadas por fatores de risco presentes no local de trabalho: agentes f&iacute;sicos (ru&iacute;dos, calor, vibra&ccedil;&atilde;o, ventila&ccedil;&atilde;o, luminosidade, umidade, radia&ccedil;&atilde;o), qu&iacute;micos (gases, fumo, n&eacute;voa, neblina e poeira), biol&oacute;gicos (bact&eacute;rias, fungos, parasitas e v&iacute;rus) ou at&eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (estresse, divis&atilde;o organizacional, produtividade, repetitividade, jornadas extensas, esfor&ccedil;os e posi&ccedil;&otilde;es inadequadas)<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Benedicto et al.<sup>12</sup> (2010) mencionam um estudo que relata a dificuldade de indiv&iacute;duos portadores de les&otilde;es por esfor&ccedil;o repetitivo em realizar uma correta escova&ccedil;&atilde;o dental, justificando o aumento de problemas bucais em tais portadores. Sendo assim, &eacute; importante que a equipe de sa&uacute;de bucal identifique esses indiv&iacute;duos a fim de realizar atividades educativas e preventivas com esse grupo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, a lei que determina as diretrizes das a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de no territ&oacute;rio nacional, inclusive com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do trabalhador, &eacute; a Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de, Lei n&ordm; 8.080, de 19 de setembro de 1990, que afirma que a sa&uacute;de &eacute; um direito fundamental do indiv&iacute;duo, e, portanto, o Estado deve prover condi&ccedil;&otilde;es ao seu pleno exerc&iacute;cio, certificando acesso universal e igualit&aacute;rio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es e aos servi&ccedil;os para sua promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o fatores determinantes da sa&uacute;de: a alimenta&ccedil;&atilde;o, a moradia, o saneamento b&aacute;sico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educa&ccedil;&atilde;o, o transporte, o lazer, bem como o acesso aos servi&ccedil;os essenciais, garantindo &agrave;s pessoas condi&ccedil;&otilde;es de estabelecer e manter o bem-estar f&iacute;sico, mental e social<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1998, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de publicou as portarias n&ordm; 3.120 e n&ordm; 3.908, tratando dos procedimentos b&aacute;sicos para a vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de do trabalhador e da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os nesta &aacute;rea<sup>14</sup>. A publica&ccedil;&atilde;o da Lista de doen&ccedil;as relacionadas ao trabalho, conforme Portaria n&ordm; 1.339, de 1999, tamb&eacute;m foi outro avan&ccedil;o<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sa&uacute;de do trabalhador &eacute; uma &aacute;rea que tem como princ&iacute;pio o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es que visem atuar no processo sa&uacute;de-trabalho-doen&ccedil;a, eliminando ou controlando os fatores de risco e danos<sup>16</sup>. Certamente, os profissionais da sa&uacute;de e os trabalhadores contribuem para a constru&ccedil;&atilde;o dessa &aacute;rea<sup>9</sup>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>A sa&uacute;de bucal do trabalhador</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A boca, em virtude de sua localiza&ccedil;&atilde;o e de suas fun&ccedil;&otilde;es, &eacute; uma zona de absor&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o e excre&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas, sujeita a agress&otilde;es f&iacute;sicas e mec&acirc;nicas, al&eacute;m de ser porta de entrada do sistema estomatogn&aacute;tico e participar como auxiliar na respira&ccedil;&atilde;o<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conceito de sa&uacute;de bucal sofreu diversas modifica&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos anos. At&eacute; os anos 1960, sin&ocirc;nimo de boa sa&uacute;de era a extra&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. No regime militar, nos anos 1970, a bandeira foi a odontologia curativa. Naquele per&iacute;odo, sa&uacute;de bucal era o dente estar obturado, n&atilde;o se pensava em preven&ccedil;&atilde;o<sup>17</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; ineg&aacute;vel a import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal para o alcance da qualidade de vida, e por isso os indicadores no Brasil s&atilde;o preocupantes: alta experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie, significativo n&uacute;mero de necessidade de uso de pr&oacute;teses e comprometimento periodontal severo<sup>18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentro do conceito atual de sa&uacute;de integral, a sa&uacute;de bucal do trabalhador passa a ser: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; parte da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do trabalhador, que trata de promover, preservar e recuperar a sa&uacute;de bucal do trabalhador, consequente dos agravos, afec&ccedil;&otilde;es ou doen&ccedil;as do exerc&iacute;cio profissional, e que tem manifesta&ccedil;&otilde;es bucais, devendo ter sua a&ccedil;&atilde;o voltada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de todos os agravos laborais, ou seja, objetiva a preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as decorrentes da atua&ccedil;&atilde;o profissional e dos acidentes de trabalho<sup>19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pizzato e Garbin<sup>2</sup> (2006) verificaram que as doen&ccedil;as ocupacionais oriundas da exposi&ccedil;&atilde;o a fatores de risco de origem f&iacute;sica, qu&iacute;mica e biol&oacute;gica podem ter manifestados na cavidade bucal seus primeiros sinais e sintomas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem relatos de estudos relacionando a exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional e o aumento da incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as bucais. A rela&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;as bucais e o trabalho nas ind&uacute;strias produtoras de cimento, na &aacute;rea petroqu&iacute;mica, na agricultura e na ind&uacute;stria aliment&iacute;cia s&atilde;o alguns exemplos<sup>20</sup>. Os agentes qu&iacute;micos, org&acirc;nicos ou inorg&acirc;nicos, s&atilde;o predominantes nos estudos, tanto de revis&atilde;o quanto emp&iacute;ricos, e s&atilde;o considerados os principais respons&aacute;veis por altera&ccedil;&otilde;es bucais de origem ocupacional, como les&otilde;es da mucosa oral, doen&ccedil;a periodontal, altera&ccedil;&otilde;es salivares bem como alguns sintomas orais de dor, xerostomia, ardor e outros<sup>21</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dor exerce um importante impacto na qualidade de vida dos indiv&iacute;duos devido ao sofrimento e &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es que causa. Entretanto, pouco se sabe a respeito da preval&ecirc;ncia da dor orofacial e seu impacto no cotidiano de trabalhadores no Brasil<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Vianna e Santana<sup>3</sup> (2001) associaram efeitos bucais decorrentes de exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais a n&eacute;voas &aacute;cidas e perda mineral da estrutura dental, notando-se maior acometimento em dentes anteriores, o que destaca a necessidade de inser&ccedil;&atilde;o dos profissionais de odontologia nas equipes de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalhador e higiene industrial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De Mello<sup>23</sup> (2006) realizou uma s&iacute;ntese dos principais agentes de risco ocupacional e suas manifesta&ccedil;&otilde;es bucais relacionadas com algumas atividades laborativas. Entre esses agentes, destacaram-se as subst&acirc;ncias qu&iacute;micas utilizadas em processos industriais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dividida em dois grandes blocos, a Portaria n&ordm; 1.339, de 18 de novembro de 199914, retrata de forma fiel a classifica&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as que remetem &agrave; cavidade bucal de diversas profiss&otilde;es. O primeiro bloco exibe a rela&ccedil;&atilde;o de agentes ou fatores de risco de natureza ocupacional, com as respectivas doen&ccedil;as que podem estar a eles relacionadas. No segundo bloco, apresenta-se a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e agentes causais relacionados com o trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Mazzili<sup>24</sup> (2007), as normas regulamentadoras (NRs) s&atilde;o de observ&acirc;ncia obrigat&oacute;ria pelas empresas privadas e p&uacute;blicas, assim como pelos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos da administra&ccedil;&atilde;o direta e indireta e pelos &oacute;rg&atilde;os dos poderes Legislativo e Judici&aacute;rio. Essas normas surgiram na Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho e relacionam-se &agrave; seguran&ccedil;a e &agrave; medicina do trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Norma Regulamentadora n&ordm; 4, que trata do Servi&ccedil;o Especializado em Engenharia de Seguran&ccedil;a e em Medicina do Trabalho, demonstra a necessidade da presen&ccedil;a do profissional de odontologia no setor de sa&uacute;de do trabalhador, pois os demais profissionais que integram a equipe, como m&eacute;dico do trabalho, engenheiro de seguran&ccedil;a do trabalho, enfermeiro do trabalho, t&eacute;cnico em seguran&ccedil;a do trabalho e t&eacute;cnico de enfermagem do trabalho, n&atilde;o podem intervir na &aacute;rea de compet&ecirc;ncia do dentista, como prevenir, diagnosticar e tratar afec&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias da boca<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A NR n&ordm; 6 faz considera&ccedil;&otilde;es sobre os equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual, que tamb&eacute;m poderiam ser indicados pelo dentista do trabalho, como protetores labiais, protetores bucais e m&aacute;scaras para respiradores bucais<sup>24</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A NR n&ordm; 9 descreve e regulamenta o objetivo e o campo da aplica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos do Programa de Preven&ccedil;&atilde;o de Riscos Ambientais, determinando aplica&ccedil;&otilde;es de conhecimento espec&iacute;fico do dentista do trabalho, como exposi&ccedil;&otilde;es a agentes<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A NR n&ordm; 21 estabelece observa&ccedil;&atilde;o por odontologista do trabalho quando houver exposi&ccedil;&atilde;o do trabalhador ao frio e calor excessivos, sobretudo &agrave; radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta, que pode levar ao aparecimento de les&otilde;es no l&aacute;bio inferior, nariz e ter&ccedil;o m&eacute;dio da face<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A NR n&ordm; 32 estabelece as diretrizes para implementa&ccedil;&atilde;o de medida de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; seguran&ccedil;a e &agrave; sa&uacute;de dos trabalhadores em servi&ccedil;os de sa&uacute;de e afins, e, tamb&eacute;m, abre espa&ccedil;o para a atua&ccedil;&atilde;o do dentista do trabalho<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A NR-7 objetiva promover e preservar a sa&uacute;de dos trabalhadores de uma empresa, devendo elaborar um Programa de Controle M&eacute;dico de Sa&uacute;de Ocupacional, independente do n&uacute;mero de trabalhadores e do grau de risco da empresa. Cabe ao m&eacute;dico do trabalho coordenar esse trabalho, mas existem a&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o espec&iacute;ficas do dentista do trabalho, como atestado em sa&uacute;de ocupacional odontol&oacute;gico, exames admissionais e peri&oacute;dicos, de retorno ao trabalho e de mudan&ccedil;a de fun&ccedil;&atilde;o<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Projeto de Lei n&ordm; 422/2007 alterou o art. 162, sec&ccedil;&atilde;o III, e o art. 68, sec&ccedil;&atilde;o V, do T&iacute;tulo II da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho (Decreto-Lei n&ordm; 5.452/1943), obrigando as empresas a manter servi&ccedil;os especializados em seguran&ccedil;a, medicina e odontologia do trabalho. Assim, a participa&ccedil;&atilde;o do dentista na equipe de sa&uacute;de do trabalhador, bem como na realiza&ccedil;&atilde;o dos exames admissionais e pr&eacute;-admissionais, dentre outros, passou a ser obrigat&oacute;ria.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Midorikawa<sup>25</sup> (2000) investigou a odontologia na sa&uacute;de do trabalhador e apontou dois tipos de absente&iacute;smo: o absente&iacute;smo pela falta ao trabalho e o absente&iacute;smo de corpo presente. O primeiro (absente&iacute;smo tipo I) consiste na falta pura e simples do empregado ao trabalho, levando &agrave; perda de produ&ccedil;&atilde;o das horas n&atilde;o trabalhadas, portanto, mais f&aacute;cil de ser mensurado. J&aacute; o segundo absente&iacute;smo (tipo II) ocorre quando o trabalhador apresenta algum problema de sa&uacute;de que impede seu total desempenho e produtividade, mesmo n&atilde;o faltando ao trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme Mazzilli<sup>24</sup> (2007), o absente&iacute;smo tipo II &eacute; respons&aacute;vel pelas principais causas de falta de produtividade nas empresas p&uacute;blicas e privadas, al&eacute;m de ser um importante fator de risco para acidentes de trabalho. Na economia competitiva atual, o interesse pelo absente&iacute;smo &eacute; crescente, visto que quanto menor sua incid&ecirc;ncia, maior ser&aacute; a rentabilidade e o crescimento sustent&aacute;vel. Disfun&ccedil;&otilde;es bucais podem ter consequ&ecirc;ncias diretas sobre a produtividade dos trabalhadores, pois muitas doen&ccedil;as sist&ecirc;micas t&ecirc;m origem em problemas bucais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Miller<sup>26</sup> (1978), avaliando o efeito das doen&ccedil;as bucais na qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o, observou maior preval&ecirc;ncia de absente&iacute;smo por causa odontol&oacute;gica em pessoas do g&ecirc;nero feminino. Midorikawa<sup>25</sup> (2000) afirmou que trabalhadores com boas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal tornam-se mais desinibidos, extrovertidos e soci&aacute;veis. Enquanto que o trabalhador que possui problemas odontol&oacute;gicos manifesta v&aacute;rios sinais e sintomas, como dor, desconforto, sentimento de inferioridade e estresse. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Hooper<sup>27</sup> (1942) estudou o absente&iacute;smo em ind&uacute;strias norte-americanas e afirmou que, pelo menos, 25% do absente&iacute;smo por doen&ccedil;as n&atilde;o ocupacionais se deve &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es bucais. Mencionou, tamb&eacute;m, a rela&ccedil;&atilde;o entre infec&ccedil;&otilde;es orais e doen&ccedil;as sist&ecirc;micas, discutindo a import&acirc;ncia da profilaxia como preven&ccedil;&atilde;o, e que a preocupa&ccedil;&atilde;o com os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos deve caber &agrave; empresa, ao m&eacute;dico do trabalho, ao cirurgi&atilde;o-dentista e ao pr&oacute;prio trabalhador. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Almeida e Vianna<sup>28</sup> (2005) afirmaram que, no campo da sa&uacute;de bucal coletiva, as iniciativas at&eacute; aquele momento voltavam-se quase que exclusivamente para a parcela da popula&ccedil;&atilde;o escolar. No entanto, mudan&ccedil;as no perfil demogr&aacute;fico e epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o inferem na necessidade da aten&ccedil;&atilde;o aos diferentes grupos et&aacute;rios. Nesse contexto, &eacute; de extrema import&acirc;ncia a observa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa, que est&aacute; exposta n&atilde;o somente aos fatores etiol&oacute;gicos das principais doen&ccedil;as bucais, mas, tamb&eacute;m, aos fatores de risco relacionados aos acidentes de trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Duffy<sup>29</sup> (1996), estudando a incid&ecirc;ncia de faltas devido a problemas odontol&oacute;gicos na Shell (Royal Dutch Shell, ind&uacute;stria de petr&oacute;leo anglo-holandesa), no per&iacute;odo de 1988 a 1994, verificou que o absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas gerava um grave problema para a empresa e que a implanta&ccedil;&atilde;o de programas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal, educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, tratamento de afec&ccedil;&otilde;es e exames peri&oacute;dicos poderiam alterar essa situa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Altera&ccedil;&otilde;es de ordem psicol&oacute;gica, como falta de concentra&ccedil;&atilde;o, que provocam acidentes e erros t&eacute;cnicos, ou altera&ccedil;&otilde;es de humor, que geram discuss&atilde;o e intoler&acirc;ncia, s&atilde;o exemplos de situa&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; dor de dente, que podem ser prevenidas e minimizadas com a implanta&ccedil;&atilde;o da odontologia do trabalho nas empresas<sup>30</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O equil&iacute;brio entre a sa&uacute;de do trabalhador e a produtividade &eacute; rompido pela falta no trabalho relacionada &agrave; doen&ccedil;a. O absente&iacute;smo compreende dois epis&oacute;dios distintos: a) o absente&iacute;smo por motivo de doen&ccedil;a, aquele relacionado &agrave;s aus&ecirc;ncias provenientes de problemas da pr&oacute;pria sa&uacute;de ou de dependentes, englobando procura por diagn&oacute;stico, terapia e assist&ecirc;ncia, n&atilde;o sendo necess&aacute;ria a interrup&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio laborativo; b) o absente&iacute;smo-doen&ccedil;a, que se d&aacute; pela incapacidade de execu&ccedil;&atilde;o das atividades devido a alguma doen&ccedil;a ou les&atilde;o acidental, sendo necess&aacute;ria a aus&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Peres et al.<sup>1</sup> (2006), indicadores de preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia do absente&iacute;smo por causas odontol&oacute;gicas, relacionando faixa et&aacute;ria, g&ecirc;nero, tempo m&eacute;dio de afastamento, principais problemas odontol&oacute;gicos, al&eacute;m dos preju&iacute;zos acarretados &agrave; economia, s&atilde;o relatados por alguns autores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diferentemente do absente&iacute;smo tipo I, que ocorre quando o empregado se ausenta temporariamente do trabalho, no absente&iacute;smo tipo II, tamb&eacute;m chamado de presente&iacute;smo, o trabalhador se encontra presente fisicamente, por&eacute;m mental e emocionalmente distante, causando preju&iacute;zos e descontentamento &agrave; empresa e aos clientes. Dores de cabe&ccedil;a, musculares, nas costas, ins&ocirc;nia e depress&atilde;o s&atilde;o alguns dos sintomas mais comuns do presente&iacute;smo, por&eacute;m, o mais frequente &eacute; o estresse<sup>24,25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Condi&ccedil;&otilde;es bucais prec&aacute;rias podem acarretar absente&iacute;smo e decl&iacute;nio na produtividade em uma empresa. Altera&ccedil;&otilde;es de humor e comportamento s&atilde;o notadas naqueles trabalhadores que sofrem, por exemplo, com dor de dente. Al&eacute;m de estar mais prop&iacute;cios a erros e acidentes de trabalho, as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais tamb&eacute;m podem ser prejudicadas por irrita&ccedil;&atilde;o e intoler&acirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos autores pesquisados considera o absente&iacute;smo de corpo presente como algo corriqueiro, principalmente aquele relacionado &agrave;s causas odontol&oacute;gicas, por&eacute;m, &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de dif&iacute;cil mensura&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, o presente trabalho quer salientar a necessidade de programas, estudos e a&ccedil;&otilde;es que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o desse problema. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m &eacute; un&acirc;nime entre os autores a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o e que a preocupa&ccedil;&atilde;o com o servi&ccedil;o odontol&oacute;gico cabe &agrave; empresa, ao cirurgi&atilde;o-dentista e ao pr&oacute;prio trabalhador, tendo sua efic&aacute;cia melhorada quando a oferta do servi&ccedil;o &eacute; integrada ao programa de sa&uacute;de da empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia em 2001, por meio da Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 22, de 27 de dezembro, a odontologia do trabalho &eacute; uma especialidade recente. A Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 25, de 2002, definiu as &aacute;reas de compet&ecirc;ncias para atua&ccedil;&atilde;o do dentista do trabalho. A especialidade foi inclu&iacute;da pelo Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego na Classifica&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ocupa&ccedil;&otilde;es, recebendo o c&oacute;digo 2232-76, podendo ser identificada tamb&eacute;m como odontologia ocupacional<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir dessa resolu&ccedil;&atilde;o, as compet&ecirc;ncias do especialista em odontologia do trabalho dentro das empresas incluem: identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores ambientais de risco &agrave; sa&uacute;de bucal, verifica&ccedil;&atilde;o da obedi&ecirc;ncia das medidas de seguran&ccedil;a e higiene, planejamento e promo&ccedil;&atilde;o de atividades de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, investiga&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de mortalidade e morbidade com causa bucal, realiza&ccedil;&atilde;o de exames odontol&oacute;gicos admissionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto de valoriza&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos, a odontologia do trabalho ganha &ecirc;nfase, com o objetivo de estudar, interpretar e solucionar os diferentes problemas bucais que atingem os trabalhadores<sup>16</sup>. Em um mundo de constantes mudan&ccedil;as, economia globalizada e pa&iacute;ses emergentes, a odontologia do trabalho traz um campo de atua&ccedil;&atilde;o bastante promissor para o cirurgi&atilde;o-dentista, exigindo qualifica&ccedil;&atilde;o diferenciada<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as NRs, existem algumas em que os conhecimentos do dentista do trabalho poderiam somar, aumentando a efetividade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do trabalhador. Por&eacute;m, apesar de tantas NRs, a pr&aacute;tica odontol&oacute;gica tem sido fundamentada na interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgico-restauradora, mesmo que se saiba que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel controlar as doen&ccedil;as bucais dessa forma<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos primeiros passos para a inser&ccedil;&atilde;o da odontologia na equipe de sa&uacute;de e seguran&ccedil;a do rabalho foi a aprova&ccedil;&atilde;o do PL n&ordm; 422/2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos analisados nesta revis&atilde;o s&atilde;o un&acirc;nimes em ressaltar a import&acirc;ncia da inser&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho, que, juntamente com os outros profissionais da equipe de sa&uacute;de do trabalhador, ter&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es de fazer um amplo planejamento das atividades de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal, por meio de um programa de sa&uacute;de bucal, visando &agrave; sa&uacute;de integral do trabalhador, auxiliando na ado&ccedil;&atilde;o de medidas que visem, al&eacute;m da completa sa&uacute;de e bem-estar, o aumento da autoestima e da produtividade e a diminui&ccedil;&atilde;o do absente&iacute;smo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&otilde;es</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, apesar de terem ocorrido esfor&ccedil;os para regulamentar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas para a sa&uacute;de bucal do trabalhador, elas n&atilde;o foram devidamente contempladas com a atua&ccedil;&atilde;o profissional do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho e sua equipe. Embora j&aacute; sejam catalogados alguns agentes etiol&oacute;gicos de origem ocupacional, que s&atilde;o respons&aacute;veis por agravos &agrave; cavidade bucal, existe uma fragilidade na classifica&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as exclusivas da cavidade bucal, visto que s&atilde;o escassos os estudos correlacionando- os.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> &Eacute; de extrema import&acirc;ncia a inser&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista do trabalho nas empresas para compor a equipe de seguran&ccedil;a e sa&uacute;de do trabalhador, cooperando com os demais profissionais em todas as a&ccedil;&otilde;es que visem preservar a integridade social e a manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de geral do trabalhador, melhorando sua produtividade e reduzindo o absente&iacute;smo por causa odontol&oacute;gica, problema que interfere diretamente na qualidade de vida e no trabalho do indiv&iacute;duo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Peres SHCS, Theodoro DS, Ribeiro DA, Avila ED, Greghi GA, Silva RPR. Odontologia do trabalho: doen&ccedil;as e les&otilde;es na pr&aacute;tica profissional. Rev Odontol Ara&ccedil;atuba 2006; 27(1):54-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=176621&pid=S1413-4012201500020002200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2. Pizzato E, Garbin CAS. Odontologia do trabalho: implanta&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal do trabalhador. Odontol Clin Cient 2006; 5(2):99-102. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3. Vianna MIP, Santana VS. Exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional a n&eacute;voas &aacute;cidas e altera&ccedil;&otilde;es bucais: uma revis&atilde;o. Cad Saude Publica 2001; 17(6):1335-44. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Silveira GS. Absente&iacute;smo de causa odontol&oacute;gica 2008 &#91;Trabalho de Conclus&atilde;o de Curso&#93;. Rio de Janeiro: Escola de Sa&uacute;de do Ex&eacute;rcito; 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 5. Midorikawa ET. Cuidados com a sa&uacute;de bucal no ambiente de trabalho. Rev CIPA 2001; 22(257):64-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 6. Elias MA, Navarro VL. A rela&ccedil;&atilde;o entre o trabalho, a sa&uacute;de e as condi&ccedil;&otilde;es de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um hospital escola. Rev Lat Am Enfermagem 2006; 14(4):517-25.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> 7. Minayo-Gomez C, Thedim-Costa SMF. A constru&ccedil;&atilde;o do campo da sa&uacute;de do trabalhador: percurso e dilemas. Cad Saude Publica 1997; 13(2):21-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Mendes R, Dias EC. Da medicina do trabalho &agrave; sa&uacute;de do trabalhador. Rev Saude Publica 1991; 25(5):341-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 9. Oliveira MHB, Vasconcellos LCF. As pol&iacute;ticas p&uacute;blicas brasileiras de sa&uacute;de do trabalhador: tempos de avalia&ccedil;&atilde;o. Saude em Debate 2000; 24(55):92-103. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Doen&ccedil;as relacionadas ao trabalho: manual de procedimentos para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Brasil. Lei n&ordm; 8.080, de 19 de setembro de 1990. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Brasil, Bras&iacute;lia, 20 de setembro de 1990, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 18055-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Benedicto EN, Margreiter S, Brando TM, Daruge Junior E, Paranhos LR. Considera&ccedil;&atilde;o sobre as doen&ccedil;as bucais que afetam os trabalhadores e suas implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e legais. Perspect Oral 2010; 2(2):51-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Brasil. Portaria n&ordm; 3.908, de 30 de outubro de 1998. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 10 de novembro de 1998: se&ccedil;&atilde;o 1, p. 223-5</font><font size="2" face="Verdana">. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">14. Brasil. Portaria n&ordm; 1.339, de 18 de novembro de 1999. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia, 19 de novembro de 1999, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 21. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">15. Carvalho ES, Hortense SR, Rodrigues LMV, Bastos JRM, Peres AS. Preven&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal do trabalhador. RGO 2009; 57(3):345-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 16. Tauchen ALO. A contribui&ccedil;&atilde;o da odontologia do trabalho no programa de sa&uacute;de ocupacional: verificando as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal de trabalhadores de uma agroind&uacute;stria do sul do Brasil &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo; 2006. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">17. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003. Resultados Principais. Bras&iacute;lia; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">18. Pizzato E. A sa&uacute;de bucal no contexto da sa&uacute;de do trabalhador: an&aacute;lise dos modelos de aten&ccedil;&atilde;o &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Ara&ccedil;atuba, SP: Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de S&atilde;o Paulo; 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">19. Tomita NE, Chinellato LEM, Lauris JRP, Kussano CM, Mendes HJ, Cardoso MTV. Oral health of building construction workers: an epidemiological approach. J Appl Oral Sci 2005; 13(1):24-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">20. Almeida TF. Exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional a n&eacute;voas &aacute;cidas e doen&ccedil;a periodontal &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Salvador: Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">21. Brasil. Conselho Federal de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 25, de 16 de maio de 2002. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 28 de maio de 2002, se&ccedil;&atilde;o 1, p. 148-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">22. Lacerda JT, Ribeiro JD, Ribeiro DM, Traebert J. Preval&ecirc;ncia da dor orofacial e seu impacto no desempenho di&aacute;rio em trabalhadores das ind&uacute;strias t&ecirc;xteis do munic&iacute;pio de Laguna, SC. Cien Saude Colet 2011; 16(10):4275-82.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 23. Mello PB. Odontologia do trabalho: uma revis&atilde;o multidisciplinar. Rio de Janeiro: Livraria e Editora Rubio; 2006.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 24. Mazzilli LEN. Odontologia do Trabalho. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Livraria Santos; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">25. Midorikawa ET. A odontologia em sa&uacute;de do trabalhador como uma nova especialidade profissional: defini&ccedil;&atilde;o do campo de atua&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista na equipe de sa&uacute;de do trabalhador &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo; 2000. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">26. Miller J. Waste of dental pain. Int Dent J 1978; 28(1):66-71. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">27. Hooper HA. Dental services in industry: observations on their effects in the reduction on absenteeism. Industrial Medicine 1942; 11:157-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">28. Almeida TF, Vianna MIP. O papel da epidemiologia no planejamento das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal do trabalhador. Sa&uacute;de Soc 2005; 14(3):144-54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">29. Duffy B. Dental problems in the offshore oil and gas industry: a review. Occup Med 1996; 46(1):79-83. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">30. Peres AS, Olympio KPK, Cunha LSC, Bardal PAP. Odontologia do trabalho e sistema &uacute;nico de sa&uacute;de - uma reflex&atilde;o. Rev ABENO 2003; 4(1):38-41.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rfo/v20n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Tatiana Frederico de Almeida    <br> Rua Jo&atilde;o Bi&atilde;o de Cerqueira 251, Pituba     <br>41830.580 Salvador, BA</font><font size="2" face="Verdana">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana"><a href="mailto:tatifrederico@yahoo.com.br" target="_blank">tatifrederico@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 05/11/2014<br/> Aceito: 27/07/2015</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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