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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acesso a serviços odontológicos e auto-percepção da saúde bucal em adolescentes, adultos e idosos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Understanding and identifying the conditions and self-perception of oral health of people contributes positively to the planning and implementation of actions and programs. The purpose of this study was to describe the caries experience, the terms of access to dental services, and the self-perception of oral health, as well as to verify the association of clinical conditions inherent within self-perception in adolescents, adults, and the elderly in the state of Sao Paulo. The sample corresponded to 1,824 adolescents (15-19 years of age), 1,612 adults (35-44 years of age), and 781 elderly (65-74 years of age). Dental examinations were carried out in homes, using criteria from the World Health Organization; information about access to services and self-perceptions were obtained through interviews. Data were described and analyzed using the chi-square test with a 95% confidence interval. The DMFT index corresponded to 28.6 for the elderly, 20.9 for adults, and 6.5 for adolescents. Regarding access to dental services and time since last dental visit, the highest frequency was less than 1 year for teenagers (60.1%) and adults (47.9%), and over 3 years (58.5 %) for elderly patients. Adolescents with less experience of dental caries, i.e., DMFT below the average, accounted for 54.8%, while the proportion of adults with 20 or more teeth was 64.3% and the prevalence of edentulism was 59.9%. Self-perception was similar among the groups, with the exception of the elderly and presented positive data for adolescents and adults who had a greater contact with favorable clinical conditions. Given these results, it becomes necessary to implement actions for effective programs concerning education and prevention, with emphasis on retaining teeth for adults and the elderly. For teens, who commonly showed a better oral health than that found among adults and the elderly, the control and maintenance of oral health is a greater priority.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Assistência odontológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="tx"></a>Acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos e auto-percep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal em adolescentes, adultos e idosos </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Access to dental services and self-perception of oral health in adolescents, adults, and the elderly</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cristina Gibilini<Sup>I</Sup>; Cl&aacute;udia Elisa de Campos Esmeriz<Sup>I</Sup>; Luciana Fernandes Volpato<Sup>I</Sup>; Zuleica Maria de Almeida Pedroso Meneghim<Sup>I</Sup>; D&eacute;bora Dias da Silva<Sup>II</Sup>; Maria da Luz Ros&aacute;rio de Sousa<Sup>III</Sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><Sup><font size="2">I</font></Sup><font size="2">Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),    Piracicaba, SP, Brasil    <br>   <Sup>II</Sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Faculdade de Odontologia, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), SP, Brasil <Sup>    <br>   III</Sup>Departamento de Odontologia Social, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Piracicaba,    SP, Brasil</font></font></p>     <p><a href="#nt"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Autor correspondente</font></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RESUMO</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conhecer e identificar as condi&ccedil;&otilde;es e a auto-percep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal dos indiv&iacute;duos contribui favoravelmente para o planejamento e implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es e programas. O objetivo deste trabalho foi descrever a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie, condi&ccedil;&otilde;es de acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos no Estado de S&atilde;o Paulo, e verifica&ccedil;&atilde;o da auto-percep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal de adolescentes, adultos e idosos, associada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas encontradas. Um total de 1824 adolescentes (15 a 19 anos), 1612 adultos (35 a 44 anos) e 781 idosos (65 a 74 anos) participaram deste estudo. Os exames odontol&oacute;gicos foram realizados em domic&iacute;lios, seguindo crit&eacute;rios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de. As informa&ccedil;&otilde;es sobre acesso a servi&ccedil;os e autopercep&ccedil;&atilde;o foram obtidas por meio de entrevistas. Os dados foram descritos e analisados com uso do teste Qui-quadrado, com 95% de confian&ccedil;a. O &iacute;ndice CPOD correspondeu a 28,6 para os idosos, 20,9 para os adultos e 6,5 para os adolescentes. Quanto ao acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos e tempo da &uacute;ltima visita ao dentista, a maior freq&uuml;&ecirc;ncia foi h&aacute; menos de 1 ano para adolescentes (60,1%) e adultos (47,9%), e h&aacute; mais de 3 anos (58,5%) para idosos. Os adolescentes com menos experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie, ou seja, com CPOD abaixo da m&eacute;dia, representaram 54,8%; a propor&ccedil;&atilde;o de adultos com 20 ou mais dentes presentes foi de 64,3% e a preval&ecirc;ncia de idosos ed&ecirc;ntulos foi de 59,9%. A auto-percep&ccedil;&atilde;o foi semelhante entre os grupos; com exce&ccedil;&atilde;o dos idosos. A auto-percep&ccedil;&atilde;o apresentou dados positivos para os adolescentes e adultos que apresentaram condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas mais favor&aacute;veis. Diante destes resultados, torna-se necess&aacute;ria a implanta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de programas efetivos para educa&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o, com enfoque na manuten&ccedil;&atilde;o dos dentes para adultos e idosos. Para adolescentes, h&aacute; necessidade de controle e manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal para que futuramente estes apresentem melhores condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal que as encontradas dentre os adultos e idosos.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores</B>: Assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica. Odontologia em sa&uacute;de p&uacute;blica. Sa&uacute;de bucal. Epidemiologia. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT </b></font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Understanding and identifying the conditions and self-perception of oral health of people contributes positively to the planning and implementation of actions and programs. The purpose of this study was to describe the caries experience, the terms of access to dental services, and the self-perception of oral health, as well as to verify the association of clinical conditions inherent within self-perception in adolescents, adults, and the elderly in the state of Sao Paulo. The sample corresponded to 1,824 adolescents (15-19 years of age), 1,612 adults (35-44 years of age), and 781 elderly (65-74 years of age). Dental examinations were carried out in homes, using criteria from the World Health Organization; information about access to services and self-perceptions were obtained through interviews. Data were described and analyzed using the chi-square test with a 95% confidence interval. The DMFT index corresponded to 28.6 for the elderly, 20.9 for adults, and 6.5 for adolescents. Regarding access to dental services and time since last dental visit, the highest frequency was less than 1 year for teenagers (60.1%) and adults (47.9%), and over 3 years (58.5 %) for elderly patients. Adolescents with less experience of dental caries, i.e., DMFT below the average, accounted for 54.8%, while the proportion of adults with 20 or more teeth was 64.3% and the prevalence of edentulism was 59.9%. Self-perception was similar among the groups, with the exception of the elderly and presented positive data for adolescents and adults who had a greater contact with favorable clinical conditions. Given these results, it becomes necessary to implement actions for effective programs concerning education and prevention, with emphasis on retaining teeth for adults and the elderly. For teens, who commonly showed a better oral health than that found among adults and the elderly, the control and maintenance of oral health is a greater priority. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uniterms</B>: Dental care. Public health dentistry. Oral health. Epidemiology. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="3">INTRODUÇÃO</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mesmo com dados evidenciando a expressiva melhora na condição    de saúde bucal no Brasil, os resultados do levantamento nacional mais recente<sup>1</sup>    ainda apresentaram-se aquém das metas preconizadas pela Organização Mundial    da Saúde (OMS) para o ano de 2000. Somente o índice que avalia experiência de    cárie - CPOD - aos 12 anos foi compatível com a meta. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da reconhecida importância da saúde bucal, uma parcela    importante da população brasileira não utiliza os serviços odontológicos frequentemente.    Este fato foi demonstrado em um estudo que avaliou dados da Pesquisa Nacional    por Amostra de Domicílios (PNAD) nos anos de 1998 e 2003, em que, respectivamente,    18,7% e 15,9% dos brasileiros nunca consultaram o cirurgião-dentista<sup>2</sup>.    Segundo o levantamento epidemiológico sobre saúde bucal realizado no país<sup>1</sup>,    aproximadamente 14% dos adolescentes brasileiros nunca foram ao cirurgião-dentista,    já o percentual dos adultos e idosos corresponderam a 3% e 6%, respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a implantação da Política Nacional de Saúde Bucal (Brasil    Sorridente), uma das metas a ser atingida é a de melhorar a condição de saúde    da população, partindo de princípios e práticas, dentre as quais, se insere    o aumento do atendimento, além da sua qualificação e também da ampliação do    acesso aos serviços odontológicos a todas as faixas etárias<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ampliar o acesso a todas as faixas etárias é um fato importante    tendo em vista que nas últimas décadas, o envelhecimento populacional no Brasil    vem ocorrendo de forma crescente. Como descrito por Silva &amp; Castellanos<sup>4</sup>,    a Odontologia, inserida na área da saúde, tem enfrentado essa nova realidade,    pois tradicionalmente voltou suas atenções especificamente a escolares, e desta    forma, a condição de saúde bucal encontrada em adultos e idosos é insatisfatória,    resultado da ausência de programas específicos para tais grupos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, como ressaltado por Nickel <i>et al</i>.<sup>5</sup>,    não mais se admite esta exclusão de clientela em um Sistema Único de Saúde (SUS),    baseado nos princípios de universalidade de atenção em que todo cidadão tem    direito à saúde e de integralidade de serviços onde as necessidades da população    devem ser atendidas em sua totalidade. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sabe-se que as necessidades da população, bem como, as condições    de saúde/doença são verificadas através dos levantamentos epidemiológicos. Estes    quantificam as condições de saúde dos indivíduos, além de serem usados no planejamento,    organização e monitoramento dos serviços de saúde prestados, incluindo a saúde    bucal<sup>6</sup>. Porém, como a maioria destes dados é coletada de forma quantitativa    e baseada em índices, considera-se apenas a visão do profissional. A tendência    é que também sejam obtidos dados qualitativos, coletados por meio de entrevistas/questionários    para avaliar a auto-percepção, em que o próprio indivíduo percebe suas condições    de saúde bucal e as necessidades de tratamento<sup>7,8</sup>, além de aspectos    sócio-comportamentais e culturais, importantes para realizar o planejamento    dos serviços de saúde bucal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante do que foi exposto, torna-se importante conhecer a percepção    e comportamento do indivíduo com relação à saúde bucal. Assim, o objetivo deste    estudo foi descrever as condições clínicas de saúde bucal (experiência de cárie),    o acesso a serviços odontológicos e a auto-percepção da saúde bucal e verificar    a associação das condições clínicas com a auto-percepção em adolescentes, adultos    e idosos do Estado de São Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>MATERIAL    E MÉTODOS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este    estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CONEP/581/2000), e utilizou    a base de dados do estudo “Condições de Saúde Bucal no Estado de São Paulo em    2002”.<i> </i>Trata-se de um levantamento epidemiológico realizado pela Secretaria    de Saúde do Estado de São Paulo em parceria com a Faculdade de Saúde Pública    da Universidade de São Paulo (USP), de acordo com a metodologia empregada no    Projeto SB Brasil, inquérito de base populacional (Brasil, 2004)<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No    levantamento nacional, a amostra foi definida para ser representativa das cinco    macro-regiões. Assim, para que o Estado de São Paulo apresentasse uma amostra    estadual representativa, foram sorteados mais 16 municípios, complementando    os 19 correspondentes à amostra nacional - totalizando 35 municípios<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A    amostra foi probabilística e estratificada por idade (18-36 meses, 5 anos, 12    anos, 15-19 anos, 35-44 anos e 65-74 anos). No presente estudo, serão descritos    os dados dos indivíduos com 15-19 anos, 35-44 anos e 65-74 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A    seleção dos indivíduos para participar da pesquisa foi realizada a partir de    uma amostra por conglomerados, em que o os municípios, os setores censitários    e as quadras e domicílios foram consideradas as unidades primárias, secundárias    e terciárias, respectivamente. Foi adotada a regra de não substituição dos domicílios    e elementos amostrais sorteados. Para controlar a taxa de não resposta recomendou-se    o retorno ao domicílio sorteado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os    códigos e critérios utilizados neste levantamento seguiram as recomendações    da OMS<sup>6</sup> para avaliação da cárie dentária. Os indivíduos também responderam    a uma entrevista que abrangeu aspectos sócio-demográficos, auto-percepção em    saúde bucal e acesso a serviços odontológicos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi    realizado o processo de calibração da equipe considerando-se um número máximo    de cinco examinadores por município e abrangendo no mínimo 24 horas de trabalho.    Aferiu-se a porcentagem de concordância intra e interexaminadores a fim de se    verificar a reprodutibilidade do estudo, tanto na fase de calibração quanto    na de coleta de dados. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os    exames epidemiológicos e entrevistas foram realizados nas residências dos voluntários    entre maio a julho de 2002. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os    dados gerais sobre as condições clínicas, auto-percepção da saúde bucal e acesso    aos serviços odontológicos foram apresentados de forma descritiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Adicionalmente,    foram selecionadas especificamente as seguintes condições clínicas para análise    de associação nos diferentes grupos etários: CPOD (adolescentes) e presença    de dentes (adultos e idosos). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O    CPOD foi dicotomizado segundo a média, diferenciando os adolescentes que apresentaram    CPOD acima da média daqueles com CPOD abaixo da média. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A    presença de dentes considerou a prevalência da perda dentária (variação de 0    a 32 dentes). Para os adultos esta variável foi dicotomizada identificando os    que apresentavam até 19 dentes e aqueles com 20 ou mais dentes. Dentre os idosos,    a deferenciação foi feita considerando aqueles que não apresentavam nenhum dente    (edêntulo total) daqueles com ao menos um dente na cavidade bucal.&nbsp;</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cada variável (CPOD e presença de dentes) foi    analisada quanto a sua associação com os fatores da auto-percepção de saúde    bucal. As <a href="#t1">Tabelas 1</a> e <a href="#t2">2</a> demonstram as variáveis    examinadas com suas respectivas categorias.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/a05tab1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/a05tab2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para    a análise dos dados, foram usados os programas SPSS e Epiinfo 6.0, considerando-se    o nível de confiança de 95%. A análise descritiva foi realizada com medidas    de proporção e intervalos de confiança. O teste Qui-quadrado foi utilizado para    verificar associações entre as variáveis. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram    examinados 1824 adolescentes (15-19 anos), 1612 adultos (35-44 anos) e 781 idosos    (65-74 anos). Para todas as idades, o maior percentual foi de mulheres (acima    de 59%), com um elevado percentual de indivíduos brancos (acima de 70%), que    residiam em área urbana (acima de 94%). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com    relação ao acesso a serviços odontológicos, verificou-se para todas as faixas    etárias que a maioria já foi ao dentista ao menos uma vez. Com relação ao tempo    da última visita ao dentista, 60,1% dos adolescentes e 47,9% dos adultos foram    ao dentista há menos de 1 ano. Mais da metade (58,5%) dos idosos foi ao dentista    há 3 anos ou mais. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os demais dados, relacionados ao motivo da ida    ao dentista, a avaliação do atendimento e a informações preventivas, estes podem    ser visualizados na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com relação à cárie dentária, o CPOD foi de 6,5    (dp=4,7) para os adolescentes, 20,9 (dp=7,5) para os adultos e 28,6 (dp=5,9)    para os idosos. O componente perdido correspondeu a 11,5 (dp=10,1) e 26,3 (dp=8,5)    dentes para os adultos e idosos, respectivamente. As médias do índice CPOD e    seus componentes com os intervalos de confiança (95%) podem ser visualizadas    no <a href="/img/revistas/aodo/v46n4/a05graf1.gif">Gráfico 1</a>. Os adolescentes    apresentaram em média, 28,2 (dp=1,8) dentes presentes; dentre os adultos, a    média foi de 19,9 (dp=9,9) e os idosos tinham somente 5,3 (dp=8,2) dentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com    relação aos adolescentes que se apresentavam livres de cárie, o percentual correspondeu    a 9,5%. Quanto ao edentulismo, verificou-se elevado percentual de idosos edêntulos    (59,9%), e este percentual foi de 10,8% entre os adultos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#t2">Tabela 2</a> identifica as categorias    de variação das condições clínicas dicotomizadas para a análise de associação    com a auto-percepção (CPOD e presença de dentes), bem como a prevalência das    mesmas, com seus percentuais e respectivos intervalos de confiança.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Grande parte dos adolescentes (68,0%) e adultos    (72,3%) e mais da metade dos idosos (53,5%) relataram necessitar de tratamento    odontológico. A auto-percepção da saúde bucal no geral foi favorável, sendo    que mais da metade avaliou a mastigação e a fala de forma positiva (boa/ótima),    além de achar que a saúde bucal não afetou o relacionamento com outras pessoas    e não sentiram dor nos dentes e gengivas (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/a05tab3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os adolescentes com menos experiência de cárie,    ou seja, com CPOD abaixo da média representou 54,8%. Aqueles que relataram não    necessitar de tratamento odontológico, que classificaram de forma positiva a    saúde bucal, a mastigação, a fala, responderam que a saúde bucal não afetava    seus relacionamentos e não tiveram dor, foram os que apresentaram menor experiência    de cárie em proporção mais elevada (p&lt;0,05). (<a href="#t4">Tabela 4)</a></font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/a05tab4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A proporção de adultos com 20 ou mais dentes    presentes foi de 64,3%. A presença de 20 ou mais dentes foi mais prevalente    dentre os adultos que classificaram de forma positiva a saúde bucal, a mastigação    e a fala (p&lt;0,05). (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/a05tab5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A prevalência de idosos edêntulos foi de 59,9%;    essa proporção foi mais elevada (p&lt;0,05) dentre os idosos que relataram de    forma positiva todas as variáveis relacionadas à auto-percepção da saúde bucal,    com exceção da fala. (<a href="#t6">Tabela 6</a>)</font></p>     <p><a name="t6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/a05tab6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com relação à história da prestação de serviços de saúde bucal    no Brasil, havia a característica de ações de baixa complexidade, na sua maioria    curativa e com acesso restrito da população. Grande parte dos municípios planejava    e desenvolvia ações para a faixa etária de 6 a 12 anos (escolares). Os adultos    e idosos tinham acesso a serviços de urgência, geralmente mutiladores<sup>10</sup>.    Isto é revelado por condições de saúde bucal descritas no presente estudo, bem    como em outros estudos brasileiros<sup>11,12</sup>, com elevada proporção de    edentulismo, denotando condições insatisfatórias de saúde bucal, do ponto de    vista normativo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ainda    no contexto do acesso aos serviços odontológicos, Pinheiro &amp; Torres<sup>2</sup>    relataram que o percentual dos que nunca consultaram o dentista no Estado de    São Paulo foi de 11,6 (em 1998) e de 10,4% (em 2003), com redução de 10,3%.    Entre os adolescentes, adultos e idosos, em 2003, o percentual dos que nunca    consultaram o dentista foi de 8,8%, 3,4% e 6,3%, respectivamente. Estes achados    foram muito próximos ao encontrado no presente estudo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pinheiro    &amp; Torres<sup>2</sup> acrescentam ainda que embora as diferenças nas necessidades    em saúde não sejam eliminadas apenas com o uso dos serviços de saúde, é inegável    que o acesso a serviços de qualidade possa amenizar condições desfavoráveis    de saúde em populações. Em acréscimo, o fato de nunca ter consultado o dentista    é um indicador bastante negativo relacionado à falta de acesso aos serviços    odontológicos e apesar da baixa porcentagem dos que nunca visitaram o dentista    inferir no aumento na oferta de serviços, este fato não está relacionado a melhoria    na qualidade do atendimento. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No    presente estudo a proporção de adolescentes (60,1%) e adultos (47,9%) que visitaram    o dentista há menos de um ano foi inferior aos dados citados por Lisboa &amp;    Abegg<sup>13</sup> (67,1% e 62,9%, respectivamente). Já os resultados referentes    ao levantamento de saúde bucal no Brasil<sup>1</sup> demonstraram valores inferiores,    tanto para os adolescentes (48,5%) quanto para os adultos (37,8%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Matos    &amp; Lima-Costa<sup>14</sup> avaliaram dados relativos aos adultos e idosos    da região Sudeste do Brasil e se comparado com os resultados do presente estudo,    houve menor proporção de adultos (47,9%) que haviam visitado o dentista há menos    de um ano e maior proporção de idosos (69,6%) que foi ao dentista há 3 anos    ou mais. O acesso aos serviços é importante e deve ser avaliado, mas a freqüência    com que as diferentes faixas etárias requerem e o motivo pelo qual freqüentam    o serviço odontológico também devem ser monitorados, pois assim podem ser planejadas    e implementadas ações com ênfase no controle das doenças e que possibilite o    diagnóstico precoce.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando    foram avaliadas as condições clínicas com relação à carie dentária, verificou-se    que os adolescentes apresentaram mais dentes restaurados (4,6), correspondendo    a dois terços do índice CPOD, o que pode refletir pela maior procura pelo reparo    e manutenção da saúde bucal. Em contrapartida, para os adultos e idosos as maiores    médias correspondem a dentes perdidos (11,5 e 26,3 respectivamente), o que pode    estar relacionado ao principal motivo pelo qual estes grupos procuraram pelo    serviço odontológico, a dor. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mesmo    diante de condições de saúde bucal consideradas como não sendo satisfatórias,    e com a auto-percepção positiva, uma elevada proporção dos indivíduos relatou    necessitar de tratamento odontológico. Matos &amp; Lima-Costa<sup>14</sup> relataram    que 77% dos adultos e 49,8% dos idosos (região Sudeste do Brasil) perceberam    necessidade de tratamento odontológico, dados estes semelhantes ao presente    estudo; no entanto, as mesmas autoras<sup>14</sup> acrescentaram que os adultos    e idosos que auto-definiram a não necessidade de tratamento, foram os que predominantemente    avaliaram de forma positiva sua saúde bucal. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os    dados do presente estudo mostraram percepção favorável da saúde bucal, observada    dentre os adolescentes com menor experiência de cárie e nos adultos com mais    dentes presentes. Diante destas informações, sugere-se que estes indivíduos    se preocupam mais com a saúde bucal e se importam com a manutenção dos dentes    com influência direta na qualidade de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por    outro lado, os idosos edêntulos avaliaram a percepção da saúde bucal, (incluindo    a mastigação, relacionamento, aparência) de forma mais positiva que os dentados.    Este fato corrobora dados relatados por outros estudos<sup>14-16</sup>, o que    parece ser indicativo de que o fato de estes idosos não apresentarem mais os    dentes naturais não interfere de modo desfavorável em sua vida cotidiana, talvez    pelo fato de aceitarem a perda dos dentes como um processo inerente ao envelhecimento<sup>16</sup>,    ou ainda com um certo conformismo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Araújo    <i>et al.</i><sup>17</sup>, em um estudo realizado em Pelotas-RS, relataram     percentual elevado com relação à auto-percepção da saúde bucal como boa/muito    boa, correspondente a adolescentes, adultos e idosos. (68,8%, 58,1% e 66,3%).    Baldani <i>et al.</i><sup>18</sup>, relataram que 69% dos idosos consideram    sua saúde bucal boa ou muito boa apesar de 76% utilizarem prótese total.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A    saúde bucal deveria ser incluída como um dos fatores para a melhoria da qualidade    de vida das pessoas. No entanto, na maioria das vezes não tem sua importância    reconhecida, principalmente pelas pessoas idosas. A perda total de dentes ainda    é aceita como um fenômeno normal e natural que acompanha o envelhecimento, e    não como reflexo da falta de políticas preventivas de saúde, destinadas à população    adulta para a manutenção dos dentes até idades avançadas<sup>11</sup>. Dados    do levantamento nacional relatados por Barbato &amp; Peres<sup>19</sup>, demonstraram    que os adolescentes apresentaram elevada prevalência de perdas dentárias, correspondendo    a 38,9%. Este resultado merece destaque, pois indica que as perdas dentárias    acometem os indivíduos em idades precoces, antes mesmo da fase adulta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como    ressaltado por Matos <i>et al</i>.<sup>20</sup>, a saúde bucal pode ser vista    como uma importante medida de avaliação dos serviços odontológicos. No entanto,    esta avaliação deve também incluir a satisfação dos usuários com a aparência    dos dentes, satisfação com a capacidade de mastigação, percepção da necessidade    de tratamento dentário, presença de dor nos dentes e tipo de tratamento recebido.    Neste contexto, outros autores<sup>21,22</sup> já relataram a utilização dos    serviços como produto da interação entre determinantes individuais, do sistema    de saúde e do contexto social, incluindo também a experiência passada de utilização    dos serviços.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>CONSIDERAÇÕES    FINAIS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ressalta-se    que os dados apresentados neste estudo são importantes para que o planejamento    de ações, voltadas para os grupos estudados, leve em consideração as condições    clínicas, mas que as mesmas sejam complementadas com os dados subjetivos, além    das condições sociais, econômicas e culturais, pois as mesmas interferem diretamente    com o processo saúde-doença. Seria necessário que o planejamento em saúde bucal    para estes grupos considerassem a realidade apresentada para que, desta forma,    a implantação das ações e programas esteja voltada para a promoção de saúde    com enfoque no controle das doenças bucais, para que estes adolescentes possam    chegar à vida adulta e idosa com melhores condições e valorização da importância    da saúde bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agradecemos &agrave;    Dra. Lilian Berta Rihs Perianes pela participa&ccedil;&atilde;o e importante    colabora&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise estat&iacute;stica inicial dos dados    apresentados neste trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o a Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Projeto SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003: resultados principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003788&pid=S1516-0939201000040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Pinheiro RS, Torres TZG. Access to oral health services between Brazilian States. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2006; 11:999-1010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003790&pid=S1516-0939201000040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal. 2004 &#91;acesso em 2008 mai 20&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.gov.br/bucal" target="_blank">www.saude.gov.br/bucal</a> </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003792&pid=S1516-0939201000040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Silva SRC, Castellanos FRA. Autopercep&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal por idosos. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2001; 35:349-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003793&pid=S1516-0939201000040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Nickel 	DA, Lima FG, Silva BB. Dental care models in Brazil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008;24:241-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003795&pid=S1516-0939201000040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. World Health Organization. Oral health surveys: basic methods. 4ªed. Geneva. 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003797&pid=S1516-0939201000040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Mascarenhas, AK. A comparison of oral health in elderly populations seeking and not seeking dental care. Spec Care Dent. 1999; 19:248-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003799&pid=S1516-0939201000040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Matthias, RE, Atchison, KA, Lubben, JE, De Jong, F, Scheweitzer, SO. Factors affecting self-ratings of oral health. J Public Health Dent. 1995; 55:197-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003801&pid=S1516-0939201000040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.  S&atilde;o Paulo. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo. Centro T&eacute;cnico de Sa&uacute;de Bucal: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal no estado de S&atilde;o Paulo em 2002. S&atilde;o Paulo: Secretaria do Estado de S&atilde;o Paulo; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003803&pid=S1516-0939201000040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Unidade T&eacute;cnica de Desenvolvimento de Sistemas e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de/ Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. A Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal do Brasil: registro de uma conquista hist&oacute;rica. (S&eacute;rie T&eacute;cnica: Desenvolvimento de Sistemas e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de). Bras&iacute;lia, 2006 &#91;acesso em 2006 mai 15&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/dab/saudebucal/ publicacoes/serie_tecnica_11_port.pdf" target="_blank">http://dtr2004.saude.gov.br/dab/saudebucal/ publicacoes/serie_tecnica_11_port.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003805&pid=S1516-0939201000040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Colussi CF, Freitas SFT. Aspectos epidemiol&oacute;gicos da sa&uacute;de bucal do idoso no Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002; 18:1313-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003807&pid=S1516-0939201000040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Moreira RS, Nico LS, Tomita NE, Ruiz T. Oral health of Brazilian elderly: a systematic review of epidemiologic status and dental care access. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005;21:1665-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003809&pid=S1516-0939201000040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Lisboa IC, Abbeg C. H&aacute;bitos de higiene bucal e uso de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos por adolescentes e adultos no Munic&iacute;pio de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Epidemiol Serv Sa&uacute;de. 2006; 15: 29-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003811&pid=S1516-0939201000040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Matos 	DL, Lima-Costa MF. Self-rated oral health among Brazilian adults and older adults in Southeast Brazil: results from the SB-Brasil Project, 2003. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2006; 22:1699-707.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003813&pid=S1516-0939201000040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Martins 	AM, Barreto SM, Pordeus IA. Characteristics associated with use of dental services by dentate and edentulous elders: the SB Brazil Project. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008;24:81-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003815&pid=S1516-0939201000040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Martins 	AMEBL, Barreto SM, Pordeus IA. Objective and subjective factors related to self-rated oral health among the elderly. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25: 421-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003817&pid=S1516-0939201000040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Ara&uacute;jo CS, Lima RC, Peres MA, Barros AJ. Utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos e fatores associados; um estudo de base populacional no Sul do Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25:1063-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003819&pid=S1516-0939201000040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Baldani MH, Brito WH, Lawder, JAC, Mendes YBE, Silva FFM, Antunes JLF. Determinantes da utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos PR adultos e idosos de baixa renda. Rev Bras Epidemiol. 2010; 13: 150-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003821&pid=S1516-0939201000040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Barbato PR, Peres MA. Perdas dent&aacute;rias em adolescentes brasileiros e fatores associados: estudo de base populacional. Rev Sa&uacute;de Publica. 2009, 43:13-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003823&pid=S1516-0939201000040000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Matos DL, Lima-Costa MF, Guerra HL, et al. Bambu&iacute; project: an evaluation of private, public and unionized dental services. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002; 36:237-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003825&pid=S1516-0939201000040000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Andersen RM. Revisiting the behavioral model and access to medical care: does it matter? J Health Soc Behav. 1995; 36:1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003827&pid=S1516-0939201000040000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. De Paula ACF, Ferreira RC, Neto JFR, De Paula AMB. Percep&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de de Montes Claros/MG quanto &agrave; sa&uacute;de bucal e ao servi&ccedil;o p&uacute;blico odontol&oacute;gico. Arq Odontol. 2009; 45: 199-205</font>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=003829&pid=S1516-0939201000040000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/aodo/v46n4/seta.gif" border="0"></a>    <b>Autor correspondente:</b>    <br>   Maria da Luz Ros&aacute;rio de Sousa Avenida Limeira, 901    <br>   CEP 13414-018 - Piracicaba &#150; SP - Brasil    <br>   e-mail: <a href="mailto:luzsousa@fop.unicamp.br">luzsousa@fop.unicamp.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 07/07/2010    &#150; Aceito em 24/12/2010</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contato: <a href="mailto:cgibilini@fop.unicamp.br">cgibilini@fop.unicamp.br</a>, <a href="mailto:dra_claudiacampos@hotmail.com">dra_claudiacampos@hotmail.com</a>, <a href="mailto:lucianavolpato@superig.com.br">lucianavolpato@superig.com.br</a>, <a href="mailto:zuca.meneghim@terra.com.br">zuca.meneghim@terra.com.br</a>, <a href="mailto:diasdeb@yahoo.com.br">diasdeb@yahoo.com.br</a>, <a href="mailto:luzsousa@fop.unicamp.br">luzsousa@fop.unicamp.br</a> </font></p>      ]]></body>
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