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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise de motivos que dificultam a adoção de hábitos de higiene bucal saudáveis com relação à cárie dentária: avaliação de uma escola pública da Paraíba]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: The aim of the present study was to investigate the knowledge of parents of students from a public school in Paraiba concerning dental caries and the difficulties encountered by them to adopt healthy oral habits. Materials and Methods: This study was carried out in Guarabira, Paraiba, Brazil. The population studied consisted of 46 parents/guardians of students from 5 to12 years of age from the Paulo Brandão Public School, located in within the jurisdiction of the Santa Terezinha Family Health Unit. A structured questionnaire was applied with objective and subjective questions addressing parents'/guardians' knowledge and hygiene habits of their children. Data were analyzed based on frequency distribution and descriptive statistics. For descriptive procedures, measures of central tendency (mean and median) and dispersion (standard deviation) were presented. Results: Among the participants, 80.5% were female and 19.5% male. Regarding salaries, those who received a minimum wage (50%), or even no income (30.4%), was predominant. Regarding the educational level of the parents/guardians, an incomplete high school education (54.3%) was predominant. Most participants (95.6%) considered that caries were preventable, and, concerning the frequency of daily brushing, 71.8% answered three times/day. As regards the frequency of change in toothbrush, 39.1% answered that they change their toothbrush every 3 months, while 15.2% of the parents only change it every 6 months, because of financial difficulties (41.3%), because they forget (50%), or due to a lack of information on the subject (8.7%). Conclusion: This study suggested that low socioeconomic conditions and a lack of information hinder the adoption of healthy habits within the studied population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>An&aacute;lise de motivos que dificultam a ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de higiene bucal saud&aacute;veis com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria: avalia&ccedil;&atilde;o de uma escola p&uacute;blica da Para&iacute;ba</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Analysis of the reasons that hinder the adoption of healthy oral hygiene habits in relation to dental caries: an assessment in a public school in Paraiba</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Priscila Florentino Silva<sup>I</sup>; Cl&aacute;udia Helena Soares de Morais Freitas<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB), Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil    <br> <sup>II</sup> Departamento de Cl&iacute;nica e Odontologia Social, Universidade Federal da Para&iacute;ba (UFPB), Jo&atilde;o Pessoa, PB, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: priscilafsilva2007@yahoo.com.br, chsmfeitas@hotmail.com</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar o conhecimento de pais de estudantes de uma escola da rede p&uacute;blica da Para&iacute;ba sobre a c&aacute;rie dent&aacute;ria e as dificuldades encontradas por eles para adotarem h&aacute;bitos de higiene bucal. Materiais e M&eacute;todos: O estudo foi desenvolvido no munic&iacute;pio de Guarabira, PB, Brasil. A popula&ccedil;&atilde;o estudada constituiu-se de 46 pais/respons&aacute;veis de estudantes de 5 a 12 anos de idade da Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Brand&atilde;o, situada na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da Unidade de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia Santa Terezinha. As informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas atrav&eacute;s de question&aacute;rio estruturado, abordando conhecimentos dos pais e h&aacute;bitos de higiene de seus filhos. Os dados foram analisados a partir da distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias e por meio de estat&iacute;stica descritiva. Para os procedimentos descritivos, foram apresentadas medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia e mediana) e de dispers&atilde;o (desvio padr&atilde;o). Resultados: Os resultados mostraram que 80,5% dos participantes eram do sexo feminino e 19,5% do sexo masculino. Foi predominante entre os participantes uma renda familiar de 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo (50%) ou at&eacute; mesmo nenhuma renda (30,4%). Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel escolar, houve predomin&acirc;ncia do ensino fundamental incompleto (54,3%). A maioria dos participantes (95,6%) considerou que a c&aacute;rie pode ser prevenida; 71,8% respondeu 3 vezes para a frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria das crian&ccedil;as. Quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia da troca da escova dos filhos, 39,1% trocam de escova a cada 3 meses e 15,2% dos pais/respons&aacute;veis realizam esta troca ap&oacute;s 6 meses de uso, seja por dificuldades financeiras (41,3%), por esquecimento (50%) ou falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o assunto (8,7%). Conclus&atilde;o: A baixa condi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-econ&ocirc;mica e de informa&ccedil;&atilde;o dificultam a ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis da popula&ccedil;&atilde;o estudada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Sa&uacute;de bucal. Odontologia em sa&uacute;de p&uacute;blica. Escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: The aim of the present study was to investigate the knowledge of parents of students from a public school in Paraiba concerning dental caries and the difficulties encountered by them to adopt healthy oral habits. Materials and Methods: This study was carried out in Guarabira, Paraiba, Brazil. The population studied consisted of 46 parents/guardians of students from 5 to12 years of age from the Paulo Brand&atilde;o Public School, located in within the jurisdiction of the Santa Terezinha Family Health Unit. A structured questionnaire was applied with objective and subjective questions addressing parents'/guardians' knowledge and hygiene habits of their children. Data were analyzed based on frequency distribution and descriptive statistics. For descriptive procedures, measures of central tendency (mean and median) and dispersion (standard deviation) were presented. Results: Among the participants, 80.5% were female and 19.5% male. Regarding salaries, those who received a minimum wage (50%), or even no income (30.4%), was predominant. Regarding the educational level of the parents/guardians, an incomplete high school education (54.3%) was predominant. Most participants (95.6%) considered that caries were preventable, and, concerning the frequency of daily brushing, 71.8% answered three times/day. As regards the frequency of change in toothbrush, 39.1% answered that they change their toothbrush every 3 months, while 15.2% of the parents only change it every 6 months, because of financial difficulties (41.3%), because they forget (50%), or due to a lack of information on the subject (8.7%). Conclusion: This study suggested that low socioeconomic conditions and a lack of information hinder the adoption of healthy habits within the studied population.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Oral health. Public health dentistry. Toothbrushing.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A concep&ccedil;&atilde;o ampliada de sa&uacute;de, como direito do cidad&atilde;o e dever do Estado, garantidos pela Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 e pela Lei 8.080/1990, deve nortear a mudan&ccedil;a de um modelo de aten&ccedil;&atilde;o centrado na doen&ccedil;a e baseado na assist&ecirc;ncia a quem procura, para um modelo de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de, onde haja a incorpora&ccedil;&atilde;o progressiva de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o e de prote&ccedil;&atilde;o, ao lado daquelas propriamente ditas de recupera&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF), como estrat&eacute;gia para reorientar o modelo de aten&ccedil;&atilde;o no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) que foi implantado em 1994, prioriza o compromisso com a comunidade. A fam&iacute;lia &eacute; o n&uacute;cleo central do programa juntamente com o trabalho em equipe multiprofissional e interdisciplinar, a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e os servi&ccedil;os assistenciais de acordo com os princ&iacute;pios b&aacute;sicos do SUS: universalidade, equidade e integralidade<sup>3,4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 2004 a Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal apresentou as diretrizes que apontam para reorganiza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal em todos os n&iacute;veis, tendo o conceito do cuidado como eixo de reorienta&ccedil;&atilde;o do modelo, trazendo consigo a proposta de humaniza&ccedil;&atilde;o do processo de desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Segundo o documento, para que haja a adequa&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho, &eacute; necess&aacute;rio que a Equipe de Sa&uacute;de Bucal (ESB) n&atilde;o se limite exclusivamente ao campo biol&oacute;gico ou ao trabalho t&eacute;cnico-odontol&oacute;gico, mas trabalhe em equipe com os outros componentes da Equipe de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF). Deve oferecer uma aten&ccedil;&atilde;o integral, atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o, tratamento, cura e reabilita&ccedil;&atilde;o, tanto no n&iacute;vel individual quanto coletivo<sup>5-7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por meio de um levantamento epidemiol&oacute;gico em sa&uacute;de bucal realizado em todo o Brasil em 1986<sup>8</sup>, avaliou crian&ccedil;as de 6 a 12 anos quanto &agrave; preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e observou as diferen&ccedil;as que separam os estratos de renda mais baixos (1 a 2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos) dos mais altos (5 sal&aacute;rios m&iacute;nimos ou mais). Verificouse que a pior a situa&ccedil;&atilde;o bucal foi encontrada nas pessoas de menor renda (CPOD=5,9). Em 1996, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de realizou o 2&ordm; Levantamento Epidemiol&oacute;gico em Sa&uacute;de Bucal<sup>9</sup>, cujos resultados mostraram um decl&iacute;nio acentuado de c&aacute;rie dent&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o a 1986, sendo a m&eacute;dia do CPOD aos 12 anos de 3,06 (pr&oacute;xima da meta estabelecida para o ano 2000 pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de - OMS), resultando uma redu&ccedil;&atilde;o de 54% no CPOD aos 12 anos. Na Para&iacute;ba o CPOD foi de 3,94 aos 12 anos evidenciando as desigualdades regionais. De acordo com o levantamento realizado em 2003 em todo o Brasil<sup>10</sup>, crian&ccedil;as brasileiras de 12 anos de idade e adolescentes de 15 a 19 anos apresentaram respectivamente, CPOD de 2,8 e 6,2; os valores mais elevados de CPOD foram encontradas nas Regi&otilde;es Nordeste (3,19 e 6,34) e Centro Oeste (3,16 e 6,97). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir desses levantamentos foi verificado que a situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira modificou-se. Foi caracterizada pela diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie por diversos fatores: aumento no acesso ao fl&uacute;or tanto por meios t&oacute;picos (dentifr&iacute;cios e bochechos fluoretados, fl&uacute;or gel, pastilhas com fl&uacute;or) quanto sist&ecirc;micos (&aacute;gua fluoretada), modifica&ccedil;&atilde;o do consumo de produtos a&ccedil;ucarados no padr&atilde;o e na quantidade, melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es de vida, maior acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, amplia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal para a popula&ccedil;&atilde;o como um todo, maior participa&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o governamental no campo da sa&uacute;de bucal por meio de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, entre outros<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de observarmos o decl&iacute;nio da preval&ecirc;ncia da c&aacute;rie na popula&ccedil;&atilde;o brasileira devido a melhorias anteriormente citadas, percebemos na pr&aacute;tica junto &agrave; comunidade que fatores de risco comportamentais relacionados com as doen&ccedil;as bucais ainda s&atilde;o presentes (consumo exagerado de a&ccedil;&uacute;car e higiene bucal deficiente) e quase todos determinados por condi&ccedil;&otilde;es sociais, resultando em uma redu&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica desigual na popula&ccedil;&atilde;o<sup>11,12</sup>. Portanto, os estudos que investigam a associa&ccedil;&atilde;o entre indicadores de sa&uacute;de bucal e condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas s&atilde;o cada vez mais necess&aacute;rios, principalmente respeitando-se as particularidades regionais<sup>12,13</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O sexo, idade, escolaridade, renda familiar influenciam a popula&ccedil;&atilde;o na obten&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e cuidados acerca da c&aacute;rie dent&aacute;ria e s&atilde;o fatores associados a n&iacute;veis de preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a em estudos<sup>12-14</sup>. A transmiss&atilde;o de valores e h&aacute;bitos bucais para crian&ccedil;as de modo a estimular a incorpora&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas preventivas favor&aacute;veis &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal &eacute; tarefa desafiadora para pais e profissionais de sa&uacute;de<sup>15,16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar o conhecimento de pais de estudantes de uma escola da rede p&uacute;blica da Para&iacute;ba sobre a c&aacute;rie dent&aacute;ria e dificuldades encontradas por eles para adotarem h&aacute;bitos de higiene bucal. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este foi um estudo transversal, descritivo, com abordagem quali-quantitativa. A coleta de dados foi conduzida entre os meses de fevereiro e mar&ccedil;o de 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O local de estudo foi Guarabira, um munic&iacute;pio localizado no Estado da Para&iacute;ba, distante 98 km da capital Jo&atilde;o Pessoa<sup>17</sup>. Na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da Unidade de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia Santa Terezinha, residem 153 crian&ccedil;as na faixa et&aacute;ria de 05 a 12 anos. O local possui apenas uma escola p&uacute;blica, municipal, que conta com 95 crian&ccedil;as residentes na &aacute;rea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizado contato pr&eacute;vio com a dire&ccedil;&atilde;o da escola para a explica&ccedil;&atilde;o do estudo e em seguida todos os pais foram convidados a participar da reuni&atilde;o com a ESB na pr&oacute;pria escola. Do total de 95 pais/respons&aacute;veis, 46 compareceram &agrave; reuni&atilde;o e todos concordaram em participar da pesquisa, correspondendo a 48,4% dos pais/respons&aacute;veis de alunos na faixa et&aacute;ria de 5 a 12 anos. A amostra constitu&iacute;da foi de conveni&ecirc;ncia. Na reuni&atilde;o foram explicados os objetivos da pesquisa e solicitada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O question&aacute;rio foi aplicado aos participantes que preencheram o mesmo manualmente, exceto um deles, analfabeto funcional, cuja resposta foi anotada pela cirurgi&atilde;-dentista pesquisadora. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O instrumento de coleta continha 11 quest&otilde;es objetivas e 1 subjetiva (sendo registrada a resposta descritiva dos pr&oacute;prios pais/respons&aacute;veis). Foi realizado um pr&eacute;-teste do question&aacute;rio com 10 pais volunt&aacute;rios que frequentavam a USF para identificar alguma dificuldade de entendimento das quest&otilde;es. N&atilde;o houve dificuldade de compreens&atilde;o dos enunciados, mas houve d&uacute;vidas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade de marcar mais de uma alternativa como resposta. Ficou definindo que durante o preenchimento do question&aacute;rio, os participantes seriam orientados quanto a este aspecto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As quest&otilde;es foram organizadas em 3 aspectos: dados socioecon&ocirc;micos dos pais/ respons&aacute;veis (sexo, faixa et&aacute;ria, renda familiar, grau de escolaridade, situa&ccedil;&atilde;o de moradia), conhecimentos dos participantes sobre c&aacute;rie dent&aacute;ria (possibilidade de preven&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie, fatores preventivos da c&aacute;rie e fatores predisponentes da c&aacute;rie), higiene bucal das crian&ccedil;as (frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as, acompanhamento dos pais/respons&aacute;veis no momento da escova&ccedil;&atilde;o, frequ&ecirc;ncia da troca da escova dent&aacute;ria, fatores que influenciam a troca da escova dent&aacute;ria e raz&otilde;es para as crian&ccedil;as n&atilde;o levarem a escova dent&aacute;ria para a escola). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados das quest&otilde;es objetivas foram analisados com aux&iacute;lio do software Excel 2000 e expressos em frequ&ecirc;ncias relativas. Os dados tamb&eacute;m foram registrados no software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), vers&atilde;o 13.0, e analisados por meio de estat&iacute;stica descritiva. Para os procedimentos descritivos, foram apresentadas medidas de tend&ecirc;ncia central (m&eacute;dia e mediana) e de dispers&atilde;o (desvio padr&atilde;o-DP). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa seguiu os padr&otilde;es exigidos pela Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinki e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de da Universidade Federal da Para&iacute;ba (Protocolo n&deg; 989/07). Foram respeitadas as exig&ecirc;ncias &eacute;ticas e cient&iacute;ficas com seres humanos preconizadas pela Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de, no que se refere aos princ&iacute;pios &eacute;ticos de benefic&ecirc;ncia, respeito &agrave; dignidade humana e justi&ccedil;a<sup>18</sup>.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos volunt&aacute;rios (80,5%) era do sexo feminino. As faixas et&aacute;rias foram: 20 a 30 anos (26,1%), 31 a 40 anos (45,7%), 41 a 50 anos (17,4%), 51 a 60 anos (4,3%), acima de 60 anos, (2,2%) e n&atilde;o responderam (4,3%). A idade m&eacute;dia dos participantes foi de 34,7 anos (&plusmn; 9,18), com mediana de 34,0. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se que metade dos pais recebia 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo (50,0%) enquanto 30,4% afirmaram n&atilde;o possuir nenhuma renda. A renda m&eacute;dia dos participantes foi de R$310,00 (&plusmn; 274,40), com mediana de R$350,00. A maioria dos pais relatou possuir ensino fundamental incompleto (54,3%) e resid&ecirc;ncia pr&oacute;pria (54,3%) (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n1/a06tab01.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As respostas mais frequentemente identificadas sobre o conhecimento sobre a c&aacute;rie foram: &eacute; poss&iacute;vel prevenir c&aacute;rie (95,6%), a preven&ccedil;&atilde;o se d&aacute; pela escova&ccedil;&atilde;o (95,6%) e pelas visitas ao dentista (97,8%). A falta de higiene (78,2%) e sua associa&ccedil;&atilde;o com alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada (52,1%) foram citados como os fatores mais predisponentes para a c&aacute;rie (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n1/a06tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, observouse que 71,8% realizavam 3 vezes ao dia; 80,4% dos pais/respons&aacute;veis afirmaram acompanhar os filhos no momento da escova&ccedil;&atilde;o (80,4%); a troca da escova era realizada cada 3 meses (39,1%). Os fatores que impedem a troca da escova mais citados foram o esquecimento (50%) e dificuldades financeiras (41,3%). O percentual de pais que responderam que os filhos n&atilde;o levam a escova de dentes para a escola para fazerem a higieniza&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a merenda foi de 97,8% (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n1/a06tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados sobre as raz&otilde;es para os filhos n&atilde;o levarem a escova para a escola a fim de realizarem a escova&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a merenda, os pais relataram como motivos mais frequentes o esquecimento, vergonha dos filhos, diferen&ccedil;a de atitudes entre escola p&uacute;blica e particular. Um dos pais comentou nesta quest&atilde;o: "... na escola particular eles pediam e na escola p&uacute;blica eles n&atilde;o pedem".</font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em diversos estudos observa-se prioritariamente a presen&ccedil;a das m&atilde;es na responsabilidade do cuidado dom&eacute;stico com os filhos<sup>13,16,19</sup> quando comparado com a presen&ccedil;a dos pais, sendo constatado o mesmo comportamento no presente estudo com maior frequ&ecirc;ncia de m&atilde;es no momento do question&aacute;rio (80,5%). Capilheira &amp; Santos<sup>20</sup> apontaram que o sexo feminino est&aacute; associado &agrave; maior utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os m&eacute;dicos e que as mulheres percebem potenciais riscos para sa&uacute;de mais facilmente que os homens, sendo este um prov&aacute;vel motivo para esse diferencial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos utilizando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios PNAD (1988) e PNAD (2003), respectivamente, verificaram que as taxas de utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de foram maiores para as mulheres, brancas, com maior escolaridade e na faixa et&aacute;ria de 25 a 49 anos<sup>12,13</sup>. A faixa et&aacute;ria predominante dos pais/respons&aacute;veis no presente estudo foi de 31 a 40 anos<sup>19</sup> (45,7%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel de escolaridade dos pais ou respons&aacute;veis no presente trabalho foi predominantemente o Ensino Fundamental Incompleto corroborando os estudos de Figueira &amp; Leite<sup>19</sup> e Soraggi et al.<sup>20</sup>. Acredita-se que a renda e a escolaridade dos pais das crian&ccedil;as influenciam no est&iacute;mulo para ado&ccedil;&atilde;o de cuidados com a sa&uacute;de bucal dos filhos, determinando ou implicando no grau de dificuldade pelos profissionais de sa&uacute;de em realizar os procedimentos de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal. Figueira &amp; Leite<sup>19</sup> verificaram em seu estudo que 57,8% dos entrevistados relataram ter renda de um sal&aacute;rio m&iacute;nimo, semelhante ao presente estudo, demonstrando assim a baixa condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica das fam&iacute;lias, dificultando a compra de insumos de higieniza&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup> sendo este um condicionante para doen&ccedil;as como a c&aacute;rie dent&aacute;ria. Os pais/respons&aacute;veis s&atilde;o potenciais influenciadores na sa&uacute;de bucal de seus filhos, sendo importante o n&iacute;vel de escolaridade destes, pois determina a qualidade da orienta&ccedil;&atilde;o dada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o da moradia dos entrevistados no presente estudo se aproxima aos valores encontrados para a popula&ccedil;&atilde;o brasileira avaliada pelo SB Brasil 2003, na qual 79,9% dos pesquisados moravam em casa pr&oacute;pria, 10,4% em casa alugada, enquanto 5,6% em casa cedida, existindo tamb&eacute;m a vari&aacute;vel "pr&oacute;pria em aquisi&ccedil;&atilde;o" com 2,41% e "outros" com 1,59%<sup>10</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de higiene associado &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada foram indicados pelos pais/respons&aacute;veis como sendo fatores predisponentes &agrave; c&aacute;rie na presente pesquisa, conforme verificado por alguns autores<sup>15,16,19</sup>. O efeito do alimento na cavidade bucal &eacute; um dos fatores mais importantes na etiopatogenia da c&aacute;rie dent&aacute;ria, sendo a dieta decisiva na velocidade de forma&ccedil;&atilde;o de &aacute;cidos, biofilme e quantidade de secre&ccedil;&atilde;o salivar<sup>21</sup>. De acordo com os dados coletados, os pais/respons&aacute;veis demonstraram informa&ccedil;&otilde;es acerca dos fatores determinantes da patologia c&aacute;rie, como necessidade de escovar bem os dentes e a frequ&ecirc;ncia de ida ao cirurgi&atilde;o-dentista. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As medidas preventivas para a c&aacute;rie dent&aacute;ria mais indicadas pelos sujeitos da pesquisa foram a visita peri&oacute;dica ao dentista e a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, sendo verificado o mesmo na literatura<sup>16,19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo 80,4% dos pais/ respons&aacute;veis acompanham os filhos no momento da escova&ccedil;&atilde;o. A crian&ccedil;a at&eacute; os sete anos n&atilde;o possui coordena&ccedil;&atilde;o motora suficiente para realizar uma higieniza&ccedil;&atilde;o adequada sozinha, sendo necess&aacute;ria a presen&ccedil;a de um adulto auxiliando-a na escova&ccedil;&atilde;o como verificado em estudos<sup>20,22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s dos dados apresentados referentes &agrave; frequ&ecirc;ncia da troca da escova dent&aacute;ria, constatamos que a maioria dos entrevistados (39,1%) respondeu 3 meses. Questiona-se a fidelidade desse dado pelos pais terem apresentado condi&ccedil;&otilde;es financeiras pouco favor&aacute;veis (maioria 1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo). Isto pode ter ocorrido tamb&eacute;m devido as informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o veiculadas pelos profissionais de sa&uacute;de bucal. Pode-se afirmar que a aquisi&ccedil;&atilde;o constante de produtos de higiene bucal pela popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, em face dos custos dos produtos dispon&iacute;veis no mercado, torna-se dif&iacute;cil, como tamb&eacute;m impede o estabelecimento do h&aacute;bito de higiene dent&aacute;ria. Insumos inadequados pelo desgaste das cerdas<sup>22</sup> ou pela coloniza&ccedil;&atilde;o bacteriana<sup>23</sup> interferem na pr&aacute;tica de higiene bucal, na realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos coletivos na unidade de sa&uacute;de, como a escova&ccedil;&atilde;o supervisionada e aplica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de fl&uacute;or<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados sobre os fatores que influenciam a troca da escova dent&aacute;ria, os motivos citados foram o esquecimento (50%), dificuldade financeira (41,3%) e falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre o assunto (8,7%). Segundo Davoglio et al.<sup>25</sup> a condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica &eacute; um fator diretamente relacionado com os cuidados com a sa&uacute;de bucal, pois indiv&iacute;duos de poder aquisitivo mais elevado podem adquirir insumos de higieniza&ccedil;&atilde;o com regularidade, facilitando a ado&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos de higiene bucal<sup>26</sup>. A pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal, expressa no Brasil Sorridente<sup>6</sup>, vem facilitando o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o, como a escova&ccedil;&atilde;o supervisionada. A avalia&ccedil;&atilde;o da frequ&ecirc;ncia da distribui&ccedil;&atilde;o de kits de escova e creme dental seria um aspecto interessante a ser discutido entre os gestores municipais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo 97,8% dos pais responderam que seus filhos n&atilde;o levam a escova para a escola para fazer higieniza&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido, entende-se o ambiente escolar como um importante espa&ccedil;o para o desenvolvimento de h&aacute;bitos saud&aacute;veis e de sa&uacute;de bucal na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia<sup>21,25</sup>. Identifica-se a necessidade de intera&ccedil;&atilde;o entre as &aacute;reas de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o para est&iacute;mulo da promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal nas escolas da rede p&uacute;blica de ensino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, enfatiza-se a necessidade de desenvolver uma discuss&atilde;o junto aos gestores de sa&uacute;de para haver compromisso no desenvolvimento de uma pr&aacute;tica de sa&uacute;de bucal para a comunidade, de modo que esta receba insumos de higiene bucal regularmente. Assim, torna-se poss&iacute;vel a amplia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de realizadas nas Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, consolidando os pressupostos da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal<sup>6</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   O estudo evidenciou diversos problemas na realidade de sa&uacute;de bucal das crian&ccedil;as do bairro Santa Terezinha no munic&iacute;pio de Guarabira - PB. Os problemas v&atilde;o desde desconhecimento dos pais/ respons&aacute;veis sobre sa&uacute;de bucal, at&eacute; os pr&oacute;prios h&aacute;bitos de higiene e dificuldades para aquisi&ccedil;&atilde;o de insumos para a realiza&ccedil;&atilde;o de higiene bucal adequada. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As informa&ccedil;&otilde;es adquiridas no presente estudo poder&atilde;o contribuir para a programa&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, propiciando melhorias na resolutividade da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de no munic&iacute;pio.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o, 1988. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. 18&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Saraiva, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=009782&pid=S1516-0939201100010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brasil. Lei n&ordm; 8080, de 19 de setembro de 1990. Di&aacute;rio Oficial Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. 1990 set. 19. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o normativa do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no Brasil. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: uma estrat&eacute;gia para a reorienta&ccedil;&atilde;o do modelo assistencial. Bras&iacute;lia: Secretaria de Assist&ecirc;ncia a Sa&uacute;de/Coordena&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da Comunidade; 1997. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria n&ordm; 1101, de 12 de junho de 2002. Estabelece par&acirc;metros assistenciais do SUS. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. 2002 jun. 13; Se&ccedil;&atilde;o 1. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diretrizes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Observat&oacute;rio de Recursos Humanos em Sa&uacute;de no Brasil: estudos e an&aacute;lises. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria Nacional de Programas Especiais de Sa&uacute;de. Divis&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Levantamento epidemiol&oacute;gico em Sa&uacute;de Bucal: Brasil, zona urbana, 1986. Bras&iacute;lia: CD-MS; 1989. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Assist&ecirc;ncia e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Bucal. Levantamento epidemiol&oacute;gico em sa&uacute;de bucal: 1&ordf; etapa: c&aacute;rie dental: projeto. Bras&iacute;lia: 1996. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto SB Brasil 2003. Condi&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de Bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Depto de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Narvai PC, Fraz&atilde;o P, Roncalli AG, Antunes JLF. C&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil: decl&iacute;nio, polariza&ccedil;&atilde;o, iniquidade e exclus&atilde;o social. Rev Panam Salud P&uacute;blica. 2006; 19:385-93. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Pinheiro RS, Torres TZG. Uso de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos entre os Estados do Brasil. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2006; 11:999-1010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD). Acesso e Utiliza&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2003. Rio de Janeiro: Centro de Documenta&ccedil;&atilde;o, IBGE; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Abreu MHNG, Pordeus IA, Modena CM. Representa&ccedil;&otilde;es sociais de sa&uacute;de bucal entre m&atilde;es no meio rural de Ita&uacute;na (MG), 2002. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2005; 10:245-59. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Antunes LS, Soraggi MBS, Antunes LAA, Corvino MPF, Conhecimentos, pr&aacute;ticas e atitudes de respons&aacute;veis frente &agrave; sa&uacute;de bucal do pr&eacute;escolar. Odontol Clin-Cient&iacute;f. 2008; 7: 241-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Lawder JAC, Mendes YBE, Silva LC, Andrade DKD, Rocha LM, Rogalla TM, et al. Conhecimentos e pr&aacute;ticas em sa&uacute;de bucal entre usu&aacute;rios de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. Pesqui Bras Odontopediatria Cl&iacute;n Integr. 2008; 8:321-6. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Guarabira. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Perfil do Munic&iacute;pio. &#91;s.l.&#93;: 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Bras&iacute;lia; 1997. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Figueira TR, Leite ICG. Conhecimentos e pr&aacute;ticas de pais quanto &agrave; sa&uacute;de bucal e suas influ&ecirc;ncias sobre os cuidados dispensados aos filhos. Pesqui Bras Odontopediatria. Cl&iacute;n Integr. 2008; 8:87-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Soraggi MBS, Antunes LS, Antunes LAA, Corvino MPF. A c&aacute;rie dent&aacute;ria e suas condicionantes em crian&ccedil;as de uma escola p&uacute;blica municipal em Niter&oacute;i, RJ. Pesqui Bras Odontopediatria Cl&iacute;n Integr. 2007; 7:119-24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Thylstrup A, Fejerskov O. Cariologia cl&iacute;nica. 3&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 2001. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Garbin CA, Garbin AJ, Santos KT, de Lourdes Carvalho M, Lima DC. Evaluation of toothbrush bristles' deterioration used by a preschool children. Int J Dent Hyg. 2009; 7:285-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. V Pai. Effect of a single-use toothbrush on plaque microflora. Indian J Dent Res. 2009; 20:404-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Brasil. Portaria n&ordm;. 95, de 14 de fevereiro de 2006. Altera&ccedil;&otilde;es nos procedimentos coletivos da tabela SIA-SUS. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. 2006 fev.14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Davoglio RS, Aertz DRGC, Abegg C, Freddo SL, Monteiro L. Fatores associados a h&aacute;bitos de sa&uacute;de bucal e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos entre adolescentes. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25:655- 67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Freddo SL, Aerts DRGC, Abegg C, Davoglio R, Vieira PG, Monteiro L. H&aacute;bitos de higiene bucal e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos em escolares de uma cidade da regi&atilde;o sul do Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24:1991-2000.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/aodo/v47n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Autor correspondente:</b>    <br>   Priscila Florentino Silva    <br> Rua Pedro Ferreira de Freitas 48 - Jardim Cidade Universit&aacute;ria    <br> CEP 58.052-755 - Jo&atilde;o Pessoa - PB - Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br> E-mail: <a href="mailto:priscilafsilva2007@yahoo.com.br" target="_blank">priscilafsilva2007@yahoo.com.br</a></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 13/10/2010 - Aceito em 25/02/2011</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<source><![CDATA[Constituição da República Federativa do Brasil]]></source>
<year>1988</year>
<edition>18</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Saraiva]]></publisher-name>
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