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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desafios de um exercício de calibração para estudo epidemiológico envolvendo variáveis quantitativas e categóricas ordinais: um exemplo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To report the challenges faced in a calibration process of examiners for an epidemiological study on malocclusion involving quantitative and ordinal categorical variables, showing the results of inter and intra-examiner diagnostic consistency. Materials and Methods: Volunteers were selected to anticipate the conditions the examiners would find in field. Malocclusion was assessed by the DAI, whose criteria were exhibited in the theoretical training and strengthened in practical training. The examiners were divided into groups and the data collected by examination. Inter and intra-examiner agreement was estimated by means of the Intra-class Correlation Coefficient (ICC) for the general DAI and and the ICC or weighted kappa (Kw) for the DAI components, using the PASW and Excel programs. The examiners with an agreement of less than 0.60 were considered inept and should be recommended for another calibration process. Results: In three calibration exercises, which proved to be lengthy and costly, 33 examiners divided into 7 groups, examined and re-examined 315 students. The inter-examiner agreement for the general DAI, among pairs of examiners, ranged from -0.09 to 0.99 (poor to excellent). The agreement of all examiners together, by group, ranged from 0.51 to 0.96 (reasonable to excellent). In the analyses of components from the seven groups, an agreement of &gt; 0.60 among the pairs of examiners was found for dentitions, crowding and spacing. Disagreements among examiner pairs regarding some components were observed even in groups whose agreement among the same pair of examiners was satisfactory for the general DAI. In the intra-examiner agreement for the general DAI, from 0.37 to 1.00 (poor to excellent), two examiners were considered inept; in the evaluation for DAI components, 11 presented ICC and Kw<0.60. Conclusion: The calibration process of examiners configured itself as a challenge to researchers, demanding time and effort. The agreement for the components of DAI identified a higher number of inept examiners, ensuring greater accuracy regarding the results of the epidemiological survey.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></a><a name="top"/><B>Desafios de um exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o para estudo epidemiol&oacute;gico envolvendo vari&aacute;veis quantitativas e categ&oacute;ricas ordinais: um exemplo</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Challenges of a calibration process for an epidemiological study involving quantitative and ordinal categorical variables: one example</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Andr&eacute;a Maria Eleut&eacute;rio de Barros Lima Martins<sup>I</sup>; Marise Fagundes Silveira<sup>II</sup>; Carolina Vieira de Freitas<sup>III</sup>; N&uacute;bia Barbosa Eleut&eacute;rio<sup>IV</sup>; Pablo Henrique Ata&iacute;de Oliveira<sup>V</sup>; Raquel Concei&ccedil;&atilde;o Ferreira<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil    <br> <sup>II</sup> Departamento de Matem&aacute;tica, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil    <br> <sup>III</sup> Cirurgi&atilde;-dentista    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup> Residente Multiprofissional em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil    <br> <sup>V</sup> Matem&aacute;tico</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: martins.andreamebl@gmail.com, ciaestatistica@yahoo.com.br, carolinavfreitas@yahoo.com.br, nubiaeleuterio@yahoo.com.br, pablomoc@globo.com, ferreira_rc@hotmail.com</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Relatar os desafios de um exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores para estudo epidemiol&oacute;gico sobre maloclus&atilde;o envolvendo vari&aacute;veis quantitativas e categ&oacute;ricas ordinais, apresentando os resultados da consist&ecirc;ncia diagn&oacute;stica intra e interexaminadores. Materiais e M&eacute;todos: Volunt&aacute;rios foram selecionados antecipando condi&ccedil;&otilde;es que os examinadores encontrariam em campo. Maloclus&atilde;o foi avaliada pelo DAI, cujos crit&eacute;rios foram expostos no treinamento te&oacute;rico e refor&ccedil;ados no pr&aacute;tico. Os examinadores foram divididos em grupos e os dados coletados por exame. As concord&acirc;ncias inter e intraexaminadores foram estimadas pelo CCI (Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o Intraclasse) para o DAI geral e o CCI ou Kappa ponderado (Kw) para os componentes do DAI, utilizando-se os programas PASW e Excel. Os examinadores com concord&acirc;ncia inferior a 0,60 foram considerados inaptos e deveriam ser submetidos a mais um exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o. Resultados: Em tr&ecirc;s exerc&iacute;cios de calibra&ccedil;&atilde;o, demorados e dispendiosos, 33 examinadores em sete grupos, examinaram e re-examinaram 315 escolares. As concord&acirc;ncias interexaminadores para o DAI geral, entre os pares de examinadores, variaram de -09 a 0,99 (pobre &agrave; excelente). A concord&acirc;ncia de todos os examinadores em conjunto, por grupo, variou de 0,51 a 0,96, (razo&aacute;vel a excelente). Na an&aacute;lise por componentes, concord&acirc;ncias entre os pares de examinadores &gt;0,60 nos sete grupos foram encontradas para denti&ccedil;&atilde;o, apinhamento e diastema. Discord&acirc;ncias entre pares de examinadores para alguns dos componentes foram observadas mesmo em grupos cuja concord&acirc;ncia entre o mesmo par de examinadores foi satisfat&oacute;ria para DAI geral. Pela concord&acirc;ncia intra-examinadores para o DAI geral, de 0,37 a 1 (pobre a excelente), dois examinadores foram inaptos; na avalia&ccedil;&atilde;o por componentes do DAI, 11 apresentaram CCI e Kw&lt;0,60. Conclus&atilde;o: A calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores configura-se como um desafio para os pesquisadores demandando tempo e esfor&ccedil;o. A concord&acirc;ncia obtida por componentes do DAI identifica maior n&uacute;mero de examinadores inaptos, garantindo assim maior acur&aacute;cia aos resultados do levantamento epidemiol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Avalia&ccedil;&atilde;o. Epidemiologia. Reprodutibilidade dos testes.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: To report the challenges faced in a calibration process of examiners for an epidemiological study on malocclusion involving quantitative and ordinal categorical variables, showing the results of inter and intra-examiner diagnostic consistency. Materials and Methods: Volunteers were selected to anticipate the conditions the examiners would find in field. Malocclusion was assessed by the DAI, whose criteria were exhibited in the theoretical training and strengthened in practical training. The examiners were divided into groups and the data collected by examination. Inter and intra-examiner agreement was estimated by means of the Intra-class Correlation Coefficient (ICC) for the general DAI and and the ICC or weighted kappa (Kw) for the DAI components, using the PASW and Excel programs. The examiners with an agreement of less than 0.60 were considered inept and should be recommended for another calibration process. Results: In three calibration exercises, which proved to be lengthy and costly, 33 examiners divided into 7 groups, examined and re-examined 315 students. The inter-examiner agreement for the general DAI, among pairs of examiners, ranged from -0.09 to 0.99 (poor to excellent). The agreement of all examiners together, by group, ranged from 0.51 to 0.96 (reasonable to excellent). In the analyses of components from the seven groups, an agreement of &gt; 0.60 among the pairs of examiners was found for dentitions, crowding and spacing. Disagreements among examiner pairs regarding some components were observed even in groups whose agreement among the same pair of examiners was satisfactory for the general DAI. In the intra-examiner agreement for the general DAI, from 0.37 to 1.00 (poor to excellent), two examiners were considered inept; in the evaluation for DAI components, 11 presented ICC and Kw&lt;0.60. Conclusion: The calibration process of examiners configured itself as a challenge to researchers, demanding time and effort. The agreement for the components of DAI identified a higher number of inept examiners, ensuring greater accuracy regarding the results of the epidemiological survey.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Evaluation. Epidemiology. Reproducibility of results.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A padroniza&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos para estudos epidemiol&oacute;gicos em sa&uacute;de bucal foi proposta pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) em 1991<sup>1</sup> e constitui um pr&eacute;-requisito para avaliar a confiabilidade dos dados coletados<sup>2</sup>. Entretanto, algum grau de varia&ccedil;&atilde;o ou de erros de diagn&oacute;stico pode ocorrer quando v&aacute;rios avaliadores examinam muitos indiv&iacute;duos, situa&ccedil;&atilde;o comum nesses levantamentos. Dessa forma, antes da coleta dos dados, os examinadores devem participar de um treinamento e de exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o para padroniza&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de diagn&oacute;sticos das doen&ccedil;as<sup>3,4</sup>, minimizando os erros de observa&ccedil;&atilde;o e permitindo a mensura&ccedil;&atilde;o dos mesmos<sup>1,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A calibra&ccedil;&atilde;o consiste na repeti&ccedil;&atilde;o de exames nas mesmas pessoas por diferentes examinadores, ou pelo mesmo examinador nas mesmas pessoas em diferentes momentos, para que as diferen&ccedil;as de interpreta&ccedil;&atilde;o nos diagn&oacute;sticos sejam discutidas at&eacute; se firmar um consenso<sup>3,6,7</sup>. &Eacute; definida como o "processo que visa estabelecer padr&otilde;es uniformes para o exame epidemiol&oacute;gico em sa&uacute;de bucal e determina par&acirc;metros aceit&aacute;veis de consist&ecirc;ncia interna e externa aos examinadores", tendo como objetivos: assegurar uma interpreta&ccedil;&atilde;o, entendimento e aplica&ccedil;&atilde;o uniformes dos crit&eacute;rios para as doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es a serem observadas e registradas; assegurar que cada examinador possa examinar dentro de um padr&atilde;o consistente e minimizar varia&ccedil;&otilde;es entre os diferentes examinadores<sup>3</sup>. Ao final da calibra&ccedil;&atilde;o espera-se obter concord&acirc;ncias intra e interexaminadores satisfat&oacute;rias. A concord&acirc;ncia interexaminador &eacute; necess&aacute;ria para que os resultados do mesmo grupo de indiv&iacute;duos sejam comparados entre si quando examinados por equipes diferentes. O objetivo n&atilde;o &eacute; estabelecer quem est&aacute; certo e quem est&aacute; errado, mas verificar quais examinadores est&atilde;o diferindo, reduzindo a variabilidade entre eles. Os examinadores que n&atilde;o atingirem n&iacute;veis de concord&acirc;ncia satisfat&oacute;rios devem ser novamente treinados e calibrados ou ent&atilde;o exclu&iacute;dos do levantamento6. Dentre as estat&iacute;sticas utilizadas para avaliar a consist&ecirc;ncia intra e interexaminadores destacam-se os coeficientes Kappa (simples e ponderado) e de correla&ccedil;&atilde;o intra-classe (CCI), com m&eacute;todos para c&aacute;lculo espec&iacute;ficos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as diversas condi&ccedil;&otilde;es identificadas em levantamentos epidemiol&oacute;gicos, destaca-se a maloclus&atilde;o, considerada um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, pois apresenta alta preval&ecirc;ncia e pode interferir negativamente na qualidade de vida dos indiv&iacute;duos acometidos<sup>8,9</sup>. Essa altera&ccedil;&atilde;o, do ponto de vista de diagn&oacute;stico, n&atilde;o &eacute; classificada como uma doen&ccedil;a, sendo de dif&iacute;cil defini&ccedil;&atilde;o<sup>10</sup>. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de preconiza o levantamento das maloclus&otilde;es pelo &Iacute;ndice de Est&eacute;tica Dental (Dental Aesthetic Indice - DAI) em adolescentes de 12 anos e de 15 a 19 anos<sup>5,11</sup>. O princ&iacute;pio b&aacute;sico do DAI &eacute; de uma combina&ccedil;&atilde;o de medidas as quais, em seu conjunto, expressam o estado oclusal do indiv&iacute;duo e, consequentemente, sua necessidade de tratamento, devido &agrave; composi&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice que considera comprometimento est&eacute;tico al&eacute;m da oclus&atilde;o<sup>12-14</sup>. S&atilde;o consideradas tr&ecirc;s dimens&otilde;es a partir de dez caracter&iacute;sticas oclusais de acordo com crit&eacute;rios definidos<sup>15</sup>, incluindo vari&aacute;veis categ&oacute;ricas ordinais e quantitativas<sup>16</sup>. A estimativa &eacute; feita a partir de uma equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o log&iacute;stica que relaciona, matematicamente, a gravidade da maloclus&atilde;o a partir de medidas f&iacute;sicas objetivas de caracter&iacute;sticas oclusais associadas &agrave; maloclus&atilde;o<sup>13,17</sup>. Para calcular seu valor, essas caracter&iacute;sticas s&atilde;o medidas e os valores a elas atribu&iacute;dos s&atilde;o multiplicados pelos seus respectivos coeficientes (pesos) e os resultados s&atilde;o totalizados com a adi&ccedil;&atilde;o de uma constante, conforme equa&ccedil;&atilde;o de regress&atilde;o para o c&aacute;lculo do valor do DAI (<a href="#quad01">Quadro 1</a>). O resultado, um valor num&eacute;rico entre treze a, aproximadamente, oitenta pode ser considerado uma escala de intervalo, que pode ser categorizado atrav&eacute;s de pontos de corte: aus&ecirc;ncia de anormalidade ou maloclus&atilde;o leve, cujo tratamento ortod&ocirc;ntico &eacute; desnecess&aacute;rio (DAI &lt; 25), maloclus&atilde;o definida, cujo tratamento &eacute; eletivo (DAI = 26 a 30), maloclus&atilde;o grave, cujo tratamento &eacute; altamente desej&aacute;vel (DAI = 31 a 35) e maloclus&atilde;o muito grave, cujo tratamento ortod&ocirc;ntico &eacute; fundamental (DAI &gt; 36)11,15,17. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O DAI tem sido utilizado em diferentes popula&ccedil;&otilde;es<sup>7,9,11,14,18-22</sup>. Embora a import&acirc;ncia do treinamento e da calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores seja reconhecida, em alguns deles n&atilde;o h&aacute; relato dessa etapa da pesquisa<sup>19</sup>. Nos estudos sobre maloclus&atilde;o empregando o DAI, verificou-se uma variabilidade nos procedimentos estat&iacute;sticos para a estimativa da concord&acirc;ncia entre os examinadores, sendo observados o uso da estat&iacute;stica Kappa<sup>9,14</sup>, do coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Pearson20, da concord&acirc;ncia geral<sup>21</sup> e do CCI<sup>18,22</sup>. No entanto, nenhum desses estudos refere-se especificamente &agrave; calibra&ccedil;&atilde;o, limitando-se a apresentarem os valores de concord&acirc;ncia, sem descrever com detalhes os procedimentos para atingi-los. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A calibra&ccedil;&atilde;o dos examinadores para aferi&ccedil;&atilde;o da maloclus&atilde;o &eacute; uma etapa complexa, apesar de indispens&aacute;vel. Pode-se avaliar a confiabilidade dos dados referentes &agrave; maloclus&atilde;o a partir do valor total do DAI, chamado nesse artigo de DAI geral, e/ou de seus componentes. Em publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas ou relat&oacute;rios de estudos oficiais, a apresenta&ccedil;&atilde;o da quantifica&ccedil;&atilde;o das diverg&ecirc;ncias de diagn&oacute;stico ocorridas durante o estudo &eacute; recomend&aacute;vel, pois facilita o julgamento do leitor quanto &agrave; confiabilidade dos resultados<sup>6</sup>. Nesse contexto, buscou-se relatar os desafios enfrentados em um exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores, anterior a um estudo epidemiol&oacute;gico sobre a maloclus&atilde;o a partir do DAI, vari&aacute;vel quantitativa, e de seus componentes, vari&aacute;veis quantitativas ou categ&oacute;ricas ordinais, apresentando as principais utiliza&ccedil;&otilde;es e propriedades de aplica&ccedil;&atilde;o de testes estat&iacute;sticos que buscam medir a consist&ecirc;ncia diagn&oacute;stica intra e interexaminadores, assim como seus resultados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="quad01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03quad01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A calibra&ccedil;&atilde;o dos examinadores foi conduzida em cinco etapas: sele&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios, treinamento te&oacute;rico, treinamento pr&aacute;tico, coleta de dados e c&aacute;lculo da concord&acirc;ncia. Contou com a participa&ccedil;&atilde;o de quatro instrutores (cirurgi&otilde;es-dentistas e pesquisadores com experi&ecirc;ncia em levantamentos epidemiol&oacute;gicos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente, o n&uacute;mero de examinadores necess&aacute;rios para coleta de dados foi definido a partir do tamanho da amostra a ser examinada no Levantamento Epidemiol&oacute;gico das condi&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de Bucal do munic&iacute;pio de Montes Claros, MG &ndash; Projeto SBMOC: 4852 indiv&iacute;duos. Nesse sentido, estimou-se a necessidade de treinamento e calibra&ccedil;&atilde;o de quinze equipes de campo (um cirurgi&atilde;o-dentista da rede municipal de sa&uacute;de que era o examinador, um acad&ecirc;mico e/ou auxiliar de sa&uacute;de bucal da rede municipal de sa&uacute;de que eram anotadores). Para isso, foram convidados vinte profissionais da rede municipal de sa&uacute;de, que atuariam como examinadores. Para estimativa da concord&acirc;ncia, os examinadores foram divididos em grupos com o m&aacute;ximo de cinco indiv&iacute;duos em fun&ccedil;&atilde;o da previs&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o do programa de computador desenvolvido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de Brasileiro para condu&ccedil;&atilde;o do SB Brasil 2002/2003<sup>7</sup>. Contou ainda com a participa&ccedil;&atilde;o de uma estat&iacute;stica e de dez acad&ecirc;micos da gradua&ccedil;&atilde;o em matem&aacute;tica para constru&ccedil;&atilde;o do banco de dados e c&aacute;lculos das concord&acirc;ncias. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Sele&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios: </i>Adolescentes volunt&aacute;rios foram selecionados por cirurgi&otilde;esdentistas da rede municipal de sa&uacute;de, apresentando diferentes maloclus&otilde;es, visando antecipar as condi&ccedil;&otilde;es que os examinadores encontrariam em campo. A estimativa do n&uacute;mero de volunt&aacute;rios a serem examinados considerou que cada volunt&aacute;rio fosse examinado no m&aacute;ximo cinco vezes, com o intuito de se evitar o cansa&ccedil;o e desconforto dos mesmos. Estimou-se, portanto, a necessidade de sele&ccedil;&atilde;o de 15 volunt&aacute;rios para cada grupo de cinco examinadores, totalizando sessenta para o treinamento pr&aacute;tico, outros sessenta para a coleta de dados e caso n&atilde;o fossem alcan&ccedil;ados n&iacute;veis de concord&acirc;ncia superiores a 0,60<sup>23,24</sup> seriam necess&aacute;rios mais sessenta. Enfim, foi estimada a necessidade de 180 volunt&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Treinamento te&oacute;rico e pr&aacute;tico: </i>O treinamento te&oacute;rico consistiu na exposi&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico do DAI<sup>5</sup>. No treinamento pr&aacute;tico, os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico adotados foram refor&ccedil;ados para fixa&ccedil;&atilde;o dos mesmos e d&uacute;vidas a respeito desses crit&eacute;rios foram esclarecidas. Na fase de exposi&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica e treinamento pr&aacute;tico dos examinadores houve ampla discuss&atilde;o dos crit&eacute;rios adotados para que, durante a coleta dos dados, prevalecesse o consenso da equipe sobre o crit&eacute;rio individual de cada examinador, mesmo que contr&aacute;rio &agrave;s suas convic&ccedil;&otilde;es pessoais<sup>7</sup>. Ap&oacute;s os exames, foram estimadas as concord&acirc;ncias interexaminadores para identificar os componentes do DAI que poderiam comprometer o processo de calibra&ccedil;&atilde;o, incrementando as discuss&otilde;es e esclarecimentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Coleta de dados: </i>A coleta de dados para o c&aacute;lculo da concord&acirc;ncia foi idealizada mediante exame de outros 60 adolescentes volunt&aacute;rios que seriam examinados e reexaminados num intervalo de oito dias, para estimativa das concord&acirc;ncias interexaminadores e intra-examinadores. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="form01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03form01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>C&aacute;lculo da concord&acirc;ncia: </i>Os c&aacute;lculos foram conduzidos empregando-se os softwares PASW&reg; (Predictive Analytics Software) vers&atilde;o 17.0 for Windows e Excel&reg;. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram conduzidos c&aacute;lculos estat&iacute;sticos considerando as propostas enumeradas a seguir: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (CCI) foram calculados para a estimativa da concord&acirc;ncia interexaminadores para o diagn&oacute;stico do DAI geral para os pares de examinadores por grupo: AxB, AxC, AxD, AxE, BxC, BxD, BxE, CxD, CxE e DxE. A concord&acirc;ncia interexaminador total, considerando todos os examinadores em conjunto, foi tamb&eacute;m estimada para cada um dos grupos. Al&eacute;m disso, a concord&acirc;ncia entre os pares de examinadores foi estimada em cada grupo, para cada um dos componentes do DAI. A concord&acirc;ncia intra-examinadores foi calculada para todos os examinadores, considerando o DAI geral e cada um dos seus componentes separadamente. A concord&acirc;ncia para os componentes categ&oacute;ricos ordinais do DAI (apinhamento, espa&ccedil;amento, rela&ccedil;&atilde;o molar &acirc;ntero posterior) foi medida pelo kappa ponderado (kw) e para os quantitativos (denti&ccedil;&atilde;o, diastema, desalinhamento maxilar, desalinhamento mandibular, overjet maxilar, overjet mandibular, mordida aberta vertical anterior) pelo CCI<sup>25,26</sup>. Os valores de kappa podem variar de - 1 a +1, no caso de concord&acirc;ncia completa, k = +1; quando a concord&acirc;ncia observada &eacute; maior ou igual &agrave; esperada pela chance (ao acaso), k &ge; 0 e se a concord&acirc;ncia observada for menor ou igual a esperada pela chance, k &le; 0. Os valores de CCI podem variar de zero a +1, valor igual a zero significa que as medidas s&atilde;o pouco confi&aacute;veis isto &eacute;, que as diferen&ccedil;as entre as medidas s&atilde;o creditadas exclusivamente aos erros aleat&oacute;rios<sup>22,27</sup>. Ap&oacute;s os c&aacute;lculos da concord&acirc;ncia foram considerados aptos os examinadores que apresentassem valores de concord&acirc;ncia superiores a 0,60<sup>23,24</sup>. Caso alguns examinadores fossem considerados inaptos, todos deveriam ser novamente treinados e submetidos a mais um exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o com outros volunt&aacute;rios, distribu&iacute;dos da mesma maneira entre os grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os exames do treinamento pr&aacute;tico e para a coleta de dados foram realizados em ambiente amplo, quadras cobertas da Unimontes e de escolas p&uacute;blicas do munic&iacute;pio, sob boas condi&ccedil;&otilde;es de ilumina&ccedil;&atilde;o, luz natural, com espelho e sonda espec&iacute;fica preconizada pela OMS5, previamente esterilizados. Foram utilizados formul&aacute;rios espec&iacute;ficos para o registro dos dados. Ap&oacute;s os exames, os volunt&aacute;rios participantes foram orientados quanto &agrave; higiene bucal e receberam escovas e creme dental. Al&eacute;m disso, o atendimento dos volunt&aacute;rios com necessidade de tratamento odontol&oacute;gico foi garantido no servi&ccedil;o odontol&oacute;gico de refer&ecirc;ncia na rede municipal. Todos os exames foram precedidos por consentimentos livres e esclarecidos obtidos dos pais ou respons&aacute;veis e anu&ecirc;ncia dos menores de 18 anos ou do pr&oacute;prio participante com mais de 18 anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O "Levantamento epidemiol&oacute;gico das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o de Montes Claros - Minas Gerais, 2008/2009 - Projeto SBMOC" foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Unimontes (parecer n&ordm; 318/06), foi fruto de uma parceria entre a Unimontes e a Prefeitura Municipal de Montes Claros, contou com financiamento da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais &ndash; FAPEMIG e adotou metodologia baseada no Projeto SB Brasil<sup>11</sup>.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente, vinte cirurgi&otilde;es-dentistas da rede municipal de sa&uacute;de foram convidados a participar da pesquisa como examinadores. Apenas dezenove compareceram e desses, somente oito permaneceram no projeto. Foi realizada uma segunda calibra&ccedil;&atilde;o com mais cinco, dos quais apenas tr&ecirc;s permaneceram no projeto. Realizouse uma terceira e &uacute;ltima calibra&ccedil;&atilde;o com mais nove profissionais sendo que somente tr&ecirc;s continuaram no projeto. Portanto, houve a participa&ccedil;&atilde;o total de trinta e tr&ecirc;s cirurgi&otilde;es-dentistas. Os examinadores eram funcion&aacute;rios p&uacute;blicos municipais, alguns deles foram demitidos; outros se afastaram por motivos pessoais. Portanto, somente quatorze examinadores treinados permaneceram no projeto do in&iacute;cio at&eacute; o final da coleta de dados. Os examinadores foram divididos em sete grupos. Os grupos 1, 2, 3, 5 e 6 foram compostos de cinco indiv&iacute;duos e os grupos 4 e 7 de quatro indiv&iacute;duos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o para avalia&ccedil;&atilde;o da maloclus&atilde;o demandou dez meses, incluindo a sele&ccedil;&atilde;o dos volunt&aacute;rios, os treinamentos te&oacute;ricos e pr&aacute;ticos, a coleta de dados e o c&aacute;lculo da concord&acirc;ncia. Para os primeiros quatro grupos foram necess&aacute;rios seis meses, para o grupo cinco dois meses e para os grupos seis e sete dois meses. Foi necess&aacute;ria a participa&ccedil;&atilde;o de 315 adolescentes volunt&aacute;rios (cento e cinco no treinamento pr&aacute;tico, cento e cinco na primeira calibra&ccedil;&atilde;o e cento e cinco na &uacute;ltima), selecionados a partir do exame de, aproximadamente, mil adolescentes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os treinamentos te&oacute;ricos demandaram sessenta horas (20 horas por treinamento). No treinamento pr&aacute;tico, foram examinados 15 volunt&aacute;rios por grupo, totalizando 105 volunt&aacute;rios (60 no primeiro treinamento, 15 no segundo e 30 no terceiro). Essa etapa demandou trinta horas (10 horas por treinamento). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As coletas de dados para o c&aacute;lculo da concord&acirc;ncia do DAI demandaram sessenta horas (20 horas por treinamento) e foram realizadas entre outros 105 volunt&aacute;rios. O &uacute;ltimo exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o, realizado somente quanto aos dom&iacute;nios do DAI que apresentaram discord&acirc;ncia no primeiro exerc&iacute;cio, contou com a participa&ccedil;&atilde;o de outros 105 volunt&aacute;rios. Os resultados desse &uacute;ltimo exerc&iacute;cio n&atilde;o ser&atilde;o apresentados porque os valores de concord&acirc;ncia foram superiores a 0,60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os n&iacute;veis das concord&acirc;ncias interexaminadores para avalia&ccedil;&atilde;o do DAI geral entre os pares de examinadores para cada um dos grupos variaram de -0,09 (AxB grupo 7) a 0,99 (BxC grupo 4) (concord&acirc;ncia pobre &agrave; excelente) e por grupos, considerando todos examinadores juntos, variou de 0,51 (grupo 7) a 0,96 (grupo 3), (concord&acirc;ncia razo&aacute;vel a excelente) (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). Observou-se que a concord&acirc;ncia intra-examinadores para o DAI geral, avaliada por meio do CCI, variou de 0,37 (examinador E, grupo 3) a 10 (examinador A, grupo 1), de concord&acirc;ncia pobre a excelente (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). Por meio dessa avalia&ccedil;&atilde;o, os examinadores A do grupo 7, E do grupo 3 e C do grupo 4 foram considerados inaptos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na avalia&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia interexaminadores dos pares de examinadores para os 10 componentes do DAI, por grupos, concord&acirc;ncias superiores a 0,60 nos sete grupos foram encontradas somente para tr&ecirc;s componentes do DAI (denti&ccedil;&atilde;o, apinhamento e diastema) (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). As concord&acirc;ncias interexaminadores para os pares de examinadores foram tamb&eacute;m obtidas separadamente para cada um dos componentes do DAI, em cada um dos grupos, permitindo identificar qual (is) examinador (es) apresentavam discord&acirc;ncia e em qual componente do DAI a discord&acirc;ncia acontecia. Por essa an&aacute;lise, discord&acirc;ncias entre pares de examinadores para alguns dos componentes do DAI foram observadas mesmo naqueles grupos cuja concord&acirc;ncia entre o mesmo par de examinadores foi satisfat&oacute;ria considerando o DAI geral. Em fun&ccedil;&atilde;o da grande extens&atilde;o das tabelas, optou-se pela n&atilde;o apresenta&ccedil;&atilde;o desses dados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na avalia&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia intraexaminadores para os 10 componentes do DAI foi constatado que os examinadores A, C e E do grupo 1; A, B, C, D e E do grupo 2, E do grupo 3 e B e C do grupo 4, ou seja, 11 examinadores foram considerados inaptos para a coleta de dados. Vale ressaltar que somente dois dos examinadores considerados inaptos por esse m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o (C do grupo 3 e E do grupo 4), haviam sido considerados inaptos pelo c&aacute;lculo da concord&acirc;ncia intra a partir dos valores gerais do DAI (Tabela <a href="#tab04">4</a> e <a href="#tab05">5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03tab04.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/a03tab05.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um dos grandes e primeiros desafios enfrentados nesse exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o foi a sele&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios dentro das faixas et&aacute;rias e caracter&iacute;sticas exigidas para o treinamento. Nesse estudo, somente 31,5% (n = 315) dos volunt&aacute;rios examinados apresentaram as caracter&iacute;sticas exigidas, o que demandou tempo e esfor&ccedil;o. Embora trabalhosa, essa etapa &eacute; importante j&aacute; que a consist&ecirc;ncia dos resultados obtidos pela pesquisa est&aacute;, entre outros fatores, relacionada ao tipo de popula&ccedil;&atilde;o examinada durante o processo de calibra&ccedil;&atilde;o que deve ser similar &agrave;quela examinada durante o pr&oacute;prio levantamento epidemiol&oacute;gico<sup>4,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra dificuldade enfrentada foi a perda de examinadores durante o exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o. Alguns examinadores do presente estudo eram funcion&aacute;rios p&uacute;blicos municipais e foram demitidos, afastando-se da pesquisa; outros passaram em concursos p&uacute;blicos em outros munic&iacute;pios; outros afastaram por considerarem o processo cansativo. Os estudos epidemiol&oacute;gicos s&atilde;o comumente direcionados para avaliar o n&iacute;vel de sa&uacute;de de uma comunidade. Como no caso do SBMOC, tais estudos s&atilde;o ligados, em sua maioria, ao sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de, tornando-os vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas, correndo-se o risco da pol&iacute;tica ("politics") ser mais forte do que as pol&iacute;ticas ("policies") que originaram os projetos de pesquisa<sup>28</sup>. A n&atilde;o libera&ccedil;&atilde;o dos funcion&aacute;rios municipais, de forma integral, por um determinado per&iacute;odo para atuar na coleta de dados foi um dificultador, pois levou ao afastamento de examinadores j&aacute; treinados. Al&eacute;m da coleta, os examinadores tinham que desenvolver suas atividades rotineiras por, aproximadamente, quatro turnos dentre os dez turnos semanais. O treinamento de recursos humanos de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, envolvidos em suas atividades rotineiras, pode n&atilde;o ser a melhor op&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o do ac&uacute;mulo de atividades e da falta de garantia de continuidade, pela instabilidade no emprego, comum neste cen&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, o tempo despendido para cada processo de calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores (&plusmn; 30 horas) foi considerado satisfat&oacute;rio, pois de acordo com o Manual de Calibra&ccedil;&atilde;o SB Brasil 2010<sup>7</sup> todo o processo de calibra&ccedil;&atilde;o da equipe de examinadores foi dimensionado para durar, pelo menos 32 horas de trabalho considerando-se um n&uacute;mero m&aacute;ximo de dez examinadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse estudo, as concord&acirc;ncias inter e intra examinadores foram calculadas empregando o Kw ou o CCI. O Kw foi indicado para os componentes ordinais do DAI, pois s&atilde;o atribu&iacute;dos pesos (w) aos diferentes n&iacute;veis de concord&acirc;ncia dentro da escala ordinal<sup>23,24</sup>. O kw tem a vantagem de "penalizar" as maiores discord&acirc;ncias mais severamente que as discord&acirc;ncias menos cr&iacute;ticas<sup>26</sup>. A estat&iacute;stica kappa considera a concord&acirc;ncia atribu&iacute;vel, ou seja, a concord&acirc;ncia observada menos aquela obtida pela chance (po - pe) e corresponde a propor&ccedil;&atilde;o da concord&acirc;ncia atribu&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao seu valor m&aacute;ximo poss&iacute;vel (1 - pe). O Kappa simples pode ser alternativamente empregado quando o DAI &eacute; categorizado com o estabelecimento de pontos de corte, indicando a severidade da maloclus&atilde;o e a necessidade de tratamento ortod&ocirc;ntico. Nesse estudo, o CCI foi utilizado para avaliar as concord&acirc;ncia intra e interexaminadores no diagn&oacute;stico do DAI e de seus componentes num&eacute;ricos, uma vez que os valores desse &iacute;ndice s&atilde;o obtidos atrav&eacute;s da soma de componentes ponderados, com resultados variando dentro de uma escala de intervalo que pode ser tratada como vari&aacute;vel num&eacute;rica<sup>29</sup>. O Coeficiente de Correla&ccedil;&atilde;o Intra-Classe &eacute; recomendado para avaliar a concord&acirc;ncia entre examinadores quando a vari&aacute;vel investigada for quantitativa ou num&eacute;rica<sup>25</sup> e avalia o grau de concord&acirc;ncia desconsiderando aquela obtida al&eacute;m das chances, ou seja, a concord&acirc;ncia atribu&iacute;da ao acaso. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme crit&eacute;rios de interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados do CCI e do Kw adotados, a maioria dos n&iacute;veis de concord&acirc;ncia intra e interexaminadores obtidos foram considerados satisfat&oacute;rios tendo como refer&ecirc;ncia o c&aacute;lculo do CCI para os valores do DAI geral ou seus componentes separadamente. Entretanto, ao se considerar os componentes do DAI separadamente, algumas discrep&acirc;ncias n&atilde;o observadas de outra maneira foram detectadas, indicando a necessidade de novos treinamentos, culminando com melhor consist&ecirc;ncia diagn&oacute;stica e maior confiabilidade dos resultados. Da mesma maneira, para a concord&acirc;ncia intra-examinadores, nove examinadores a mais foram avaliados como inaptos analisando os componentes do DAI separadamente, determinando a necessidade de participa&ccedil;&atilde;o em novos exerc&iacute;cios de calibra&ccedil;&atilde;o. Com base nessa experi&ecirc;ncia, os pesquisadores recomendam o uso do CCI e do Kw para estimar a concord&acirc;ncia intra e interexaminadores, considerando as caracter&iacute;sticas oclusais do DAI separadamente. Esse m&eacute;todo de avalia&ccedil;&atilde;o atribuiu maior acur&aacute;cia no exerc&iacute;cio de concord&acirc;ncia, bem como maior confiabilidade nos resultados da pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, o emprego apropriado e bem indicado dos instrumentos de confiabilidade para a calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores &eacute; de grande relev&acirc;ncia, pois geram respostas e direcionamentos quanto &agrave; capacidade e precis&atilde;o dos examinadores no diagn&oacute;stico das condi&ccedil;&otilde;es bucais<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma vez detectadas discrep&acirc;ncias, todo o exerc&iacute;cio deve ser repetido, permanecendo no grupo apenas aqueles examinadores que apresentarem um grau de consist&ecirc;ncia aceit&aacute;vel com a equipe<sup>7</sup>. Assim, per&iacute;odos adicionais de treinamento para refor&ccedil;o do aprendizado te&oacute;rico e pr&aacute;tico dos crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&otilde;es estabelecidos, podem gerar uma melhoria nos resultados de concord&acirc;ncia entre os examinadores<sup>4</sup>. Por isso, nesse estudo, para alguns examinadores foi necess&aacute;ria a repeti&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio de calibra&ccedil;&atilde;o por tr&ecirc;s vezes. Al&eacute;m disso, os tr&ecirc;s treinamentos foram necess&aacute;rios para obten&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero satisfat&oacute;rio de examinadores, devido ao afastamento de alguns. Vale ressaltar que per&iacute;odos de calibra&ccedil;&atilde;o adicionais podem ser ministrados apenas para averiguar e trabalhar sobre a discord&acirc;ncia encontrada, levando-se, consequentemente, ao maior aprimoramento final dos resultados da calibra&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse estudo, foram necess&aacute;rios dez meses at&eacute; que os 33 examinadores fossem treinados; o que atrasou a coleta de dados do levantamento epidemiol&oacute;gico. Identifica-se a realiza&ccedil;&atilde;o de outras investiga&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento de metodologias e ou de programas de computadores para agilizar e facilitar esta etapa das investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas sobre as condi&ccedil;&otilde;es bucais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores, recomendada e necess&aacute;ria em pesquisas epidemiol&oacute;gicas, configura-se como um desafio para os pesquisadores j&aacute; que demanda tempo e esfor&ccedil;o para se alcan&ccedil;ar os resultados almejados. A concord&acirc;ncia obtida por componentes do DAI identifica maior n&uacute;mero de examinadores inaptos. Apesar de todas as dificuldades do processo de calibra&ccedil;&atilde;o, a estimativa da concord&acirc;ncia pelo CCI e pelo Kappa ponderado para o DAI e seus componentes garantiu uma maior acur&aacute;cia aos resultados do levantamento epidemiol&oacute;gico.</font></p>        <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> AGRADECIMENTOS</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Ao apoio log&iacute;stico da Unimontes e da Prefeitura Municipal de Montes Claros-MG, ao fomento da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais-FAPEMIG e a colabora&ccedil;&atilde;o dos participantes. Os pesquisadores Andr&eacute;a Maria Eleut&eacute;rio de Barros Lima Martins, Marise Fagundes da Silveira e Raquel Concei&ccedil;&atilde;o Ferreira receberam bolsa da FAPEMIG.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Levantamento epidemiol&oacute;gico b&aacute;sico de sa&uacute;de bucal. 3&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=012501&pid=S1516-0939201100040000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Frias AC, Antunes JLF, Narval PC. Precis&atilde;o e validade de levantamentos epidemiol&oacute;gicos em sa&uacute;de bucal: c&aacute;rie dent&aacute;ria na cidade de S&atilde;o Paulo, 2002. Rev Bras Epidemiol. 2004; 7:144- 54. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Peres MA, Traebert J, Marcenes W. Calibra&ccedil;&atilde;o de examinadores para estudos epidemiol&oacute;gicos de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Cad Saude Publica. 2001; 17:153-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Assaf AV, Zanin L, Meneghim MC, Pereira AC, Ambrosano GMB. Compara&ccedil;&atilde;o entre medidas de reprodutividade para calibra&ccedil;&atilde;o em levantamentos epidemiol&oacute;gicos da c&aacute;rie dent&aacute;ria. Cad Saude Publica. 2006; 22:1901-07. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. World Health Organization. Oral Health surveys: basic methods. 4th ed. Geneva: ORH EPID; 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. World Health Organization. Calibration of examiners for oral health epidemiology surveys. technical report. Geneva: ORH/EPID; 1993. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. SB Brasil 2010. Manual de Calibra&ccedil;&atilde;o de Examinadores. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2010. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Oliveira CM, Sheiham A. Orthodontic treatment and its impact on oral health-related quality of life in Brazilian adolescents. J Orthod. 2004; 31:20-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Marques LS, Barbosa CC, Ramos-Jorge ML, Pordeus IA, Paiva SM. Preval&ecirc;ncia da maloclus&atilde;o e necessidade de tratamento ortod&ocirc;ntico em escolares de 10 a 14 anos de idade em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil: enfoque psicossocial. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005; 21:1099- 106. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Richmond S, O'Brien KD, Roberts CT, Andrews M. Dentists variation in the determination of orthodontic treatment need. Br J Orthod. 1994; 21:65-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto SBBrasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003: resultados principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Munoz SR, Bangdiwala SI. Interpretation of Kappa and B Statistics Measures of Agreement. J Appl Stat. 1997; 24:105-11. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Cons NC, Jenny J, Kohout FJ. DAI: the dental aesthetic index. Iowa City: Iowa College of Dentistry; 1986. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Peres KG, Traebert ESA, Marcenes W. Diferen&ccedil;as entre autopercep&ccedil;&atilde;o e crit&eacute;rios normativos na identifica&ccedil;&atilde;o das oclusopatias. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002; 36:230-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Beglin FM, Firestone AR, Vig KWL, Beck FM, Kuthy RA, Wade D. A comparison of the reliability and validity of 3 occlusal indexes of orthodontic treatment need. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2001; 120:240-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Jenny J, Cons NC. Guidelines for using the DAI: a supplement to DAI&ndash;the dental aesthetic index. Iowa: College of Dentistry; 1988. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Jenny J, Cons NC. Establishing malocclusion severity levels on the dental aesthetic index (DAI) scale. Aust Dent J. 1996; 41:43-6. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Hamamci N, Basaran G, Uysal E. Dental Aesthetic Index scores and perception of personal dental appearance among Turkish university students. Eur J Orthod. 2009; 31:168-73. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. G&aacute;bris K, M&aacute;rton S, Madl&eacute;na M. Prevalence of malocclusions in Hungarian adolescents. Eur J Orthod. 2006; 28:467-70.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Alves JAO, Forte FDS, Sampaio FC. Condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e preval&ecirc;ncia de m&aacute;s oclus&otilde;es em crian&ccedil;as de 5 e 12 anos na USF Castelo Branco III &ndash; Jo&atilde;o Pessoa/Para&iacute;ba. Rev Dent Press Ortodon Ortopedi Facial. 2009; 14:52-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Lopes LS, Cangussu MCT. Preval&ecirc;ncia e severidade das altera&ccedil;&otilde;es oclusais em escolares de 12 a 15 anos de Salvador &ndash; BA, 2004. J Med Biol Sci. 2005; 4:105-12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Costa RN, de Abreu MH, de Magalh&atilde;es CS, Moreira AN. Validity of two occlusal indices for determining orthodontic treatment needs of patients treated in a public university in Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2011; 27:581-90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Fleiss JL. Statistical methods for rates and proportions. 2nd ed. New York: John Wiley &amp; Sons, 1981. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Cicchetti DV, Volkmar F, Sparrow SS, Cohen D, Fermanian J, Rourke BP. Assessing the reliability of clinical scales when the data have both nominal and ordinal features: proposed guidelines for neuropsychological assessments. J Clin Exp Neuropsychol. 1992; 14:673-86. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Bartko JJ, Carpenter WT. On the methods and theory of reliability. J Nerv Ment Dis. 1976; 163:307-17. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Bulmann JS, Osborn JF. Measuring diagnostic consistency. Br Dent J. 1989; 166:377-81. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Fleiss JL. The Design and analysis of clinical experiments. New York: John Wiley &amp; Sons, 1986. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Franco LJ. A Pesquisa em epidemiologia: dificuldades e perspectivas. Sa&uacute;de Soc. 1995; 4:31-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Roberts CT, Richmond S. The design and analysis of reliability studies for the use of epidemiological and audit indices in orthodontics. Br J Orthod. 1997; 24:139-47.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/aodo/v47n4/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Autor correspondente:</b>    <br>   Andr&eacute;a Maria Eleut&eacute;rio de Barros Lima Martins    <br> Universidade Estadual de Montes Claros    <br> Campus Universit&aacute;rio Professor Darcy Ribeiro - Vila Mauric&eacute;ia    <br> CEP: 39401-089 - Montes Claros - Minas Gerais &ndash; Brasil</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br> E-mail: <a href="mailto:andreamebl@gmail.com" target="_blank">andreamebl@gmail.com</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 26/06/2011 &ndash; Aceito em 12/09/2011</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organização Mundial da Saúde.</collab>
<source><![CDATA[Levantamento epidemiológico básico de saúde bucal.]]></source>
<year>1991</year>
<edition>3ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Santos]]></publisher-name>
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