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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representação social de adultos sobre o tabagismo e suas implicações para a saúde: estudo realizado em comunidade rural - MG]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Faculdade de Odontologia Departamento de Odontologia Social e Preventiva]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: The present study aimed to survey the social representation of smoking among adults within a rural community and its implications for health, consequently raising subsidies geared toward the planning of health care initiatives. Materials and Methods: Semi-structured interviews were conducted with fifteen adults (somkers, ex-smokers, and nonsmokers), from 30 to 59 years of age, inhabitants of the rural town of Santa Barbara, MG, Brazil, and users of public health services, for a study involving qualitative data analysis. Results: It was possible to classify and separate the study into three basic themes: beginning of the smoking habit, influence on the quality of life, and ending of the smoking habit. Interviewees felt the need for health professionals to be more active in providing support to kick the habit. It was agreed that it is necessary not only to maintain the anti-tobacco advertisements on cigarette packs and expand the number of smoking restricted areas, but also that these measures must be intensified. Conclusions: Anti-smoking actions geared toward young people and families should be increased, given that both directly participate in the beginning of the smoking habit. The creation of support groups may well aid in ending the smoking habit. Reducing the social pressure upon groups in situations of social vulnerability could also help to reduce the number of smokers.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tabagismo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Representa&ccedil;&atilde;o social de adultos sobre o tabagismo e   suas implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de: estudo realizado em comunidade rural - MG</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>The social representation of smoking among adults and   its implications for health: study conducted in a rural community in the state of Minas Gerais</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Telma de Almeida Souza<sup>I</sup>; Fl&aacute;vio de Freitas Mattos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto Nacional de C&acirc;ncer (INCA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil    <br> <sup>II</sup>Departamento de Odontologia Social e Preventiva, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> MG, Brasil </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b>: Apreender a representa&ccedil;&atilde;o social de adultos de uma comunidade rural sobre o tabagismo e   suas implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de e, por conseguinte, fornecer subs&iacute;dios para planejamento das a&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os   de sa&uacute;de.    <br>    <b>Materiais e M&eacute;todos</b>: Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 15 adultos (fumantes, exfumantes   e n&atilde;o-fumantes), entre 30 a 59 anos, moradores de uma regi&atilde;o rural em Santa B&aacute;rbara-MG e usu&aacute;rios   do servi&ccedil;o de sa&uacute;de municipal, para uma an&aacute;lise utilizando a abordagem qualitativa dos dados.    <br>    <b>Resultados</b>: Foi poss&iacute;vel classificar e separar os discursos em tr&ecirc;s grandes temas: Inicia&ccedil;&atilde;o do Tabagismo; Influ&ecirc;ncia na   Qualidade de Vida e Cessa&ccedil;&atilde;o do H&aacute;bito. Os entrevistados consideraram importante que os profissionais de   sa&uacute;de tenham maior a&ccedil;&atilde;o no apoio &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo. H&aacute; concord&acirc;ncia de que &eacute; necess&aacute;rio n&atilde;o apenas   manter as propagandas antitabaco nos ma&ccedil;os e ampliar o n&uacute;mero de &aacute;reas restritivas ao cigarro, bem como   a intensifica&ccedil;&atilde;o destas medidas.    <br>   <b>Conclus&atilde;o</b>: Deve-se aumentar as a&ccedil;&otilde;es direcionadas aos jovens e &agrave; fam&iacute;lia,   pois ambos interferem fundamentalmente na inicia&ccedil;&atilde;o ao fumo. A cria&ccedil;&atilde;o de grupos de conviv&ecirc;ncia pode   auxiliar na cessa&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de fumar. Diminuir as formas de press&atilde;o social aos grupos em situa&ccedil;&atilde;o de   vulnerabilidade social pode ajudar na diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de fumantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Tabagismo. Pesquisa qualitativa. Sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim</b>: The present study aimed to survey the   social representation of smoking among adults within   a rural community and its implications for health,   consequently raising subsidies geared toward the   planning of health care initiatives.    <br>    <b>Materials and Methods</b>:   Semi-structured interviews were conducted   with fifteen adults (somkers, ex-smokers, and nonsmokers),   from 30 to 59 years of age, inhabitants   of the rural town of Santa Barbara, MG, Brazil, and   users of public health services, for a study involving   qualitative data analysis.    <br>    <b>Results</b>: It was possible   to classify and separate the study into three basic   themes: beginning of the smoking habit, influence on   the quality of life, and ending of the smoking habit.   Interviewees felt the need for health professionals to   be more active in providing support to kick the habit.   It was agreed that it is necessary not only to maintain   the anti-tobacco advertisements on cigarette packs   and expand the number of smoking restricted areas,   but also that these measures must be intensified.    <br>    <b>Conclusions</b>: Anti-smoking actions geared toward   young people and families should be increased, given   that both directly participate in the beginning of the   smoking habit. The creation of support groups may   well aid in ending the smoking habit. Reducing the   social pressure upon groups in situations of social   vulnerability could also help to reduce the number of   smokers.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Smoking. Qualitative research. Public   health.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ser humano sempre fez uso de subst&acirc;ncias   psicoativas, com finalidades religiosas, curativas,   relaxantes ou simplesmente recreacionais. O tabaco   disseminou-se com a humanidade em suas migra&ccedil;&otilde;es,   marginalizando-se ou tornando-se aceit&aacute;vel<sup>1,2</sup>.   Durante muitos anos este h&aacute;bito foi visto como uma   op&ccedil;&atilde;o por um estilo de vida, sendo considerado um   problema de sa&uacute;de p&uacute;blica somente a partir da metade   do s&eacute;culo XIX. Atualmente &eacute; reconhecido como uma   doen&ccedil;a, causada pela depend&ecirc;ncia de uma droga, a   nicotina, que obriga seus consumidores a se exporem a mais de 4.700 subst&acirc;ncias t&oacute;xicas<sup>2-4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido a caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas, o   tabagismo &eacute; considerado um fen&ocirc;meno social   complexo, sendo classificado pela Organiza&ccedil;&atilde;o   Mundial de Sa&uacute;de (OMS) como o principal fator   de risco para causas de morte evit&aacute;vel. Dados   demonstram que, ap&oacute;s a fome, o tabaco &eacute; o maior fator atribu&iacute;vel de mortalidade no mundo<sup>5-8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, verifica-se,   no Brasil, um decl&iacute;nio significativo na preval&ecirc;ncia do   tabagismo e no consumo total de cigarros por adulto.   No entanto, de 1996 a 2005 foram registradas mais de   um milh&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&otilde;es por causas atribu&iacute;das   ao fumo, o que gerou ao sistema de sa&uacute;de custos de aproximadamente um bilh&atilde;o de reais<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, quando comparamos &aacute;reas rurais   do pa&iacute;s com &aacute;reas urbanas, a preval&ecirc;ncia do tabagismo  &eacute; visivelmente maior nas &aacute;reas rurais, destacando-se,   tamb&eacute;m, o maior consumo de cigarro de palha nestes   locais. O uso do tabaco reflete uma desigualdade   social brasileira trazendo preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica:   indiv&iacute;duos com baixa escolaridade e menor poder   aquisitivo representam a maior preval&ecirc;ncia de   tabagismo, estando igualmente nesta classe aquelas   pessoas que possuem menor acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo considerando a indiscut&iacute;vel evid&ecirc;ncia   dos efeitos adversos do tabaco para a sa&uacute;de, milh&otilde;esde pessoas continuam fumando e pouco se sabe   sobre quantas desejam parar e quais os fatores que   os influenciariam a tomar a decis&atilde;o de abandonar o cigarro<sup>11,12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em virtude disso, o objetivo deste estudo   foi apreender a representa&ccedil;&atilde;o social de adultos de   uma comunidade rural sobre o tabagismo e suas   implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de e, por conseguinte, fornecer   subs&iacute;dios para planejamento das a&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os   de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente artigo &eacute; um estudo de natureza   qualitativa referente &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es sociais   relacionadas ao tabagismo. Por meio da metodologia   qualitativa &eacute; poss&iacute;vel descobrir os valores, os   significados, os motivos, as aspira&ccedil;&otilde;es e as cren&ccedil;as   das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o a algo que se quer conhecer,   neste caso, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; representa&ccedil;&atilde;o social sobre o   tabagismo<sup>13</sup>. Como aporte te&oacute;rico utilizou-se a Teoria   das Representa&ccedil;&otilde;es Sociais, definida como o saber do   senso comum que permite compreender a forma&ccedil;&atilde;o   do pensamento social, isto &eacute;, o estudo de como e por   que as pessoas partilham o conhecimento e desse modo constituem sua realidade comum<sup>13,14</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como campo de estudo foi selecionado, por   conveni&ecirc;ncia, um distrito do munic&iacute;pio de Santa   B&aacute;rbara, localizado a 100 km de Belo Horizonte.   O distrito de Brumal est&aacute; localizado em uma zona   rural, a 12 km do munic&iacute;pio, com acesso por estrada   asfaltada e possui esgoto e rede el&eacute;trica em 87,0% das   moradias. Esta &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia contempla 3.818   pessoas, em 738 fam&iacute;lias. &Eacute; assistida por uma equipe   da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), com equipe   de sa&uacute;de bucal na modalidade II (um cirurgi&atilde;odentista,   um t&eacute;cnico em sa&uacute;de bucal e um auxiliar em   sa&uacute;de bucal).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trabalhou-se com uma amostra intencional,   buscando indiv&iacute;duos com vincula&ccedil;&atilde;o significativa   com a problem&aacute;tica. A identifica&ccedil;&atilde;o dos entrevistados   foi realizada pelas agentes comunit&aacute;rias de sa&uacute;de desta  &aacute;rea, utilizando-se os crit&eacute;rios: ter de 30 a 59 anos;   moradores da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia; que concordassem   em participar e assinar o Termo de Consentimento   Livre e Esclarecido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Decidiu-se realizar o trabalho com adultos por   se acreditar que tenham uma concep&ccedil;&atilde;o bem formada   sobre o assunto e pela maior preval&ecirc;ncia de tabagistas   nesta faixa et&aacute;ria (30 a 59 anos)<sup>15</sup>. Al&eacute;m disso, tendo os   pr&oacute;prios moradores da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da unidade   de sa&uacute;de como sujeitos e buscando aproxima&ccedil;&atilde;o de   suas percep&ccedil;&otilde;es sobre o tabagismo, considerou-se   que seria poss&iacute;vel elaborar propostas de abordagem   e a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de mais coerentes e significativas para eles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Visando obter uma representa&ccedil;&atilde;o mais   abrangente deste grupo social, considerou-se   pertinente diversificar o perfil dos entrevistados,   dividindo-os igualmente em tr&ecirc;s subgrupos: Fumantes   (fumam h&aacute; cinco anos ou mais); N&atilde;o-fumantes (nunca   fumaram); Ex-fumantes (cessaram o h&aacute;bito h&aacute; mais de   dois anos). Cabe destacar que, apesar de diferenciar   os entrevistados em grupos, n&atilde;o foi inten&ccedil;&atilde;o discutir   os discursos de cada grupo separadamente, mas tentar   alcan&ccedil;ar falas diversas dentro da amostra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa foi conduzida dentro dos padr&otilde;es   exigidos pela declara&ccedil;&atilde;o de Helsinki. Ap&oacute;s a   aprova&ccedil;&atilde;o da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Santa   B&aacute;rbara e do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa COEPUFMG   (CEP n&ordm;: 0470.0203.000-08), foram feitas tr&ecirc;s   entrevistas-piloto para se avaliar o conte&uacute;do e tempo   m&eacute;dio destas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizadas por meio de visita domiciliar, as   entrevistas semi-estruturadas iniciavam-se com o   preenchimento do question&aacute;rio de identifica&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s   a realiza&ccedil;&atilde;o destas entrevistas, chegou-se &agrave; conclus&atilde;o   de que se alcan&ccedil;ou a satura&ccedil;&atilde;o dos discursos, assim como recomendado na literatura cient&iacute;fica<sup>16</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as entrevistas foram gravadas,   transcritas, relidas e organizadas em um editor de   texto. Utilizou-se para an&aacute;lise dos dados, o m&eacute;todo de   an&aacute;lise de conte&uacute;do, visando compreender o sentido   das comunica&ccedil;&otilde;es, seu conte&uacute;do manifesto ou latente,   as significa&ccedil;&otilde;es expl&iacute;citas ou ocultas, considerando a   fala dentro do seu contexto<sup>13</sup>. A an&aacute;lise de conte&uacute;do   relaciona estruturas sem&acirc;nticas (significantes) com   estruturas sociol&oacute;gicas (significados) dos enunciados   presentes na mensagem, articulando a superf&iacute;cie   dos textos descrita e analisada com os fatores   que determinam suas caracter&iacute;sticas: vari&aacute;veis   psicossociais, contexto cultural, contexto e processo   de produ&ccedil;&atilde;o da mensagem<sup>16</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A idade dos entrevistados variou entre 33 e   55 anos, com m&eacute;dia de 47 anos de idade. Foram sete   homens e oito mulheres, sendo treze casados, um   solteiro e um vi&uacute;vo. A renda familiar mensal de sete   entrevistados &eacute; de um a dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos, e de   oito entrevistados de dois a quatro. Sete entrevistados   possuem ensino fundamental completo, cinco o ensino   m&eacute;dio incompleto e tr&ecirc;s entrevistados possuem ensino   m&eacute;dio completo. Quase a totalidade dos entrevistados   declarou-se cat&oacute;lica (93,0%). Todos os fumantes   e ex-fumantes relataram o in&iacute;cio do v&iacute;cio durante   a inf&acirc;ncia/adolesc&ecirc;ncia. Apenas uma entrevistada   fumante mencionou o desejo de parar de fumar. Por   isso, recebeu informa&ccedil;&otilde;es sobre os servi&ccedil;os da rede   p&uacute;blica dispon&iacute;veis, sendo oferecido um espa&ccedil;o de escuta.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O discurso do grupo foi dividido em tr&ecirc;s   grandes temas: Inicia&ccedil;&atilde;o do Tabagismo; Influ&ecirc;ncia na Qualidade de Vida; Cessa&ccedil;&atilde;o do V&iacute;cio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Inicia&ccedil;&atilde;o do tabagismo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grupo tem cren&ccedil;a no papel da influ&ecirc;ncia   familiar e social na inicia&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito. Este &eacute; visto   como uma forma de express&atilde;o e de aceita&ccedil;&atilde;o no grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O in&iacute;cio do tabagismo est&aacute; relacionado &agrave; forte   influ&ecirc;ncia do meio. A fam&iacute;lia desempenha um papel   fundamental na decis&atilde;o das crian&ccedil;as e adolescentes   fumarem ou n&atilde;o. Al&eacute;m disso, existe a identifica&ccedil;&atilde;o   do cigarro como um atrativo pessoal, capaz de   transformar as pessoas que o utilizam em adultos fortes e atraentes<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Toda vida as pessoas iam crescendo vendo   os pais fumarem e ent&atilde;o achavam que deveriam   seguir. Os rapazes, para falar que j&aacute; &eacute; rapaz, fumam.   A mo&ccedil;as acham bonitinho e fumam. &Eacute; por causa do mau exemplo mesmo".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As popula&ccedil;&otilde;es rurais parecem estar menos   expostas a influ&ecirc;ncias da m&iacute;dia ou de uma maior   escolaridade<sup>18</sup>. Percebe-se, ent&atilde;o, que a maior   preval&ecirc;ncia da transmiss&atilde;o de valores, h&aacute;bitos   e cren&ccedil;as a partir das pessoas da fam&iacute;lia e da   comunidade, se associa ao contexto social no qual estas pessoas est&atilde;o inseridas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por saberem da influ&ecirc;ncia familiar na   inicia&ccedil;&atilde;o, o grupo mostrou-se preocupado com o   tabagismo em crian&ccedil;as, principalmente nos pr&oacute;prios   filhos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Os meus filhos, eu n&atilde;o aceito que fumem, n&atilde;o".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo a OMS, o tabagismo &eacute; uma   doen&ccedil;a pedi&aacute;trica, pois quase 90,0% dos fumantes   adquirem o h&aacute;bito durante a adolesc&ecirc;ncia<sup>19</sup>. Medidas   de preven&ccedil;&atilde;o ao uso precoce do tabaco requerem   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas (aumento do pre&ccedil;o,   proibi&ccedil;&atilde;o da propaganda, programas antitabagismo e de educa&ccedil;&atilde;o para os jovens)<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados sobre os motivos   que levam o indiv&iacute;duo a fumar, os entrevistados   relacionaram o h&aacute;bito a formas de "prazer",  "distra&ccedil;&atilde;o", "al&iacute;vio do estresse", e para "acompanhar   outros h&aacute;bitos" (caf&eacute;, doces, bebida alco&oacute;lica).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Fumam por falta de prazer na vida, falta de   consci&ecirc;ncia, &agrave;s vezes acham que o cigarro vai ajudar, mas n&atilde;o v&ecirc; que est&aacute; prejudicando".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Quanto mais tomo caf&eacute;, mais eu fumo.   Qualquer coisa doce que eu ponho na boca d&aacute;  vontade do cigarro".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta associa&ccedil;&atilde;o realizada pelos entrevistados   corrobora com a literatura cient&iacute;fica. Al&eacute;m da   depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica, o cigarro causa a depend&ecirc;ncia   psicol&oacute;gica (mecanismo para lidar com sentimentos   de solid&atilde;o, frustra&ccedil;&atilde;o, com as press&otilde;es sociais)   e condicionamento (associa&ccedil;&otilde;es habituais com o   fumar)<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante disso, percebe-se forte influ&ecirc;ncia   da depend&ecirc;ncia nos h&aacute;bitos do fumante. Mesmo   relacionando os exemplos de familiares e da   sociedade com a inicia&ccedil;&atilde;o do tabagismo por crian&ccedil;as   e adolescentes e preocupando-se com este fato, as   pessoas continuam a fumar. O acompanhamento   destas quest&otilde;es e o planejamento de a&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito   da fam&iacute;lia, assistindo tanto ao tabagista no tratamento   para cessa&ccedil;&atilde;o do v&iacute;cio, quanto aos seus filhos na   conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre os preju&iacute;zos do tabaco e   est&iacute;mulos a h&aacute;bitos saud&aacute;veis seriam, ent&atilde;o, medidas   de extrema relev&acirc;ncia para preven&ccedil;&atilde;o e controle do   tabagismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Influ&ecirc;ncia na qualidade de vida</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os entrevistados acreditam que fumar diminui   a qualidade de vida, causando problemas de sa&uacute;de e   dificuldade na realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de vida di&aacute;ria.   Os principais termos relatados foram o "cheiro ruim", o "cansa&ccedil;o", a "falta de ar" e o "c&acirc;ncer".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A apar&ecirc;ncia de quem n&atilde;o fuma &eacute; mais   alegre. Quem fuma envelhece r&aacute;pido, tem semblante cansado, al&eacute;m do fedor que fica na roupa".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Se eu namorasse uma pessoa que n&atilde;o fuma,   ela iria falar comigo que eu fedo muito, porque o   cigarro fede, sabia disso?".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os tabagistas graves apresentam maior   preju&iacute;zo na qualidade de vida, se comparados com os   leves e moderados <sup>22</sup>. Os entrevistados associaram a   perda de qualidade de vida dos tabagistas &agrave;s mudan&ccedil;as da condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de geradas pelo cigarro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A pessoa que n&atilde;o fuma, para correr ou subir   um morro &eacute; outra coisa. Quem fuma tosse muito,   aquela tosse seca, da fuma&ccedil;a que irrita a garganta".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Eu tinha muita dor nas pernas, dor de   cabe&ccedil;a, cansa&ccedil;o, depois que parei n&atilde;o sinto mais   nada. Cada cigarro que a gente fuma, eu acredito que   est&aacute; adiantando bem a morte da gente".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Sou uma fumante consciente de que o   cigarro faz mal, d&aacute; c&acirc;ncer, estraga os dentes. Eu sei,   meus dentes est&atilde;o estragados".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Principal causa isolada evit&aacute;vel de c&acirc;ncer, o   fumo est&aacute; associado ao desenvolvimento de doen&ccedil;as   respirat&oacute;rias, cardiovasculares e neoplasias. A   elimina&ccedil;&atilde;o total do tabagismo levaria &agrave; preven&ccedil;&atilde;o   de 54% do c&acirc;ncer de es&ocirc;fago, de 71,0% do c&acirc;ncer   de pulm&atilde;o e de 86,0% do c&acirc;ncer de laringe 20,23. Os   entrevistados acreditam que o cigarro faz mal tamb&eacute;m   aos fumantes passivos e que a sua fuma&ccedil;a pode   prejudicar mais a estes do que ao pr&oacute;prio fumante.   Para os fumantes, entretanto, nota-se tamb&eacute;m a cren&ccedil;a   de que o cigarro faz mal apenas para quem j&aacute; tem uma   tend&ecirc;ncia, possivelmente para tentar minimizar o fato   de estarem fazendo mal para pessoas pr&oacute;ximas a eles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Meu filho mais velho fala comigo: eu sou um fumante, sem fumar! Eu digo: voc&ecirc; fuma desde que   est&aacute; na minha barriga".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Eles falam que as pessoas que n&atilde;o fumam,   estando junto com a gente acabam sendo fumantes   passivos. Acho que a pessoa j&aacute; tem a tend&ecirc;ncia pra   aquilo (c&acirc;ncer) e o cigarro ajuda aquilo a chegar   mais r&aacute;pido".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da d&eacute;cada de 80 foi evidenciado que o   tabagismo passivo &eacute; causa de doen&ccedil;as. &Eacute; comprovado   o impacto no comportamento e no desenvolvimento   neurol&oacute;gico. Crian&ccedil;as apresentam dificuldade no   aprendizado e adolescentes est&atilde;o mais envolvidos   em dist&uacute;rbios de conduta e delinqu&ecirc;ncia<sup>24</sup>. Outro   fato presente no discurso que parece interferir na   socializa&ccedil;&atilde;o dos fumantes e, consequentemente, na   sua qualidade de vida &eacute; a discrimina&ccedil;&atilde;o por parte dos n&atilde;o-fumantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Eu acho que hoje, na atualidade, fumar&eacute;  feio. Antes os caras da m&iacute;dia, as pessoas importantes   sempre estavam com um cigarrinho do lado, hoje n&atilde;o,   se voc&ecirc; fumar, voc&ecirc; sente vergonha, porque a maioria   n&atilde;o fuma".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Quando vou assistir minha novela e acendo   um cigarrinho, meus dois meninos e meu marido   saem da sala. Eles n&atilde;o querem ficar perto, me deixam   sozinha l&aacute;... &eacute; chato, falam que a fuma&ccedil;a &eacute; fedida.   Eles t&atilde;o sempre falando pra eu largar".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A discrimina&ccedil;&atilde;o social e a press&atilde;o familiar e   de outras pessoas &iacute;ntimas s&atilde;o fatores que estimulam   o tabagista a largar o v&iacute;cio<sup>25</sup>. Ao transpor o conte&uacute;do   expresso nas falas, considerando tamb&eacute;m a entona&ccedil;&atilde;o   de voz e express&otilde;es, notou-se a insatisfa&ccedil;&atilde;o entre   os indiv&iacute;duos postos &agrave; parte por pessoas de seu   conv&iacute;vio social. Este descontentamento poderia ser   um fator incentivador para que o fumante abandone   o h&aacute;bito. Entretanto, devido ao car&aacute;ter multifatorial   da perman&ecirc;ncia do uso do tabaco, a ren&uacute;ncia ao fumo n&atilde;o se limita apenas aos efeitos da discrimina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cren&ccedil;a de que o cigarro diminui a qualidade   de vida do tabagista e das pessoas com quem convive  &eacute; bem evidente para o grupo, tanto nas quest&otilde;es de   sa&uacute;de quanto nas quest&otilde;es sociais. Cabe citar que,   apesar de desaprovarem o fato do fumante provocar   malef&iacute;cio a si pr&oacute;prio e a outras pessoas, os exfumantes   parecem compreender melhor a dificuldade   imposta pelo v&iacute;cio, provavelmente pela experi&ecirc;ncia   anterior.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os servi&ccedil;os de sa&uacute;de devem estar atentos  &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es do senso comum em rela&ccedil;&atilde;o ao   tabagismo e ao fumante, bem como, &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o   quanto aos efeitos do tabagismo passivo. Aliado a isso,   devem desenvolver a&ccedil;&otilde;es que estimulem nas fam&iacute;lias   a pr&aacute;tica de atividades saud&aacute;veis e a participa&ccedil;&atilde;o do   tabagista em grupos sociais, encarando o fumante n&atilde;o   como um ser imoral que prejudica a si e aos demais,   mas como portador de uma doen&ccedil;a causada pela   depend&ecirc;ncia a uma droga.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cessa&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre a cessa&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito de fumar os   discursos deixaram claro que o grupo acredita   que existem ajudas externas (fam&iacute;lia, grupos de   conviv&ecirc;ncia, f&eacute; em Deus, medicamentos), mas que o   v&iacute;cio do tabagismo s&oacute; pode ser interrompido se existe no indiv&iacute;duo a "for&ccedil;a de vontade".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"L&aacute; no grupo junto com outras pessoas   viciadas, um ajuda o outro sem deboche, a pessoa em recupera&ccedil;&atilde;o ajuda a outra".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Tem que ter apoio da fam&iacute;lia, dos amigos   e uma for&ccedil;a de vontade muito grande da pr&oacute;pria   pessoa".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O suporte social promovido por grupos   antitabagismo e por familiares &eacute; fundamental. Ele   consiste em refor&ccedil;ar as motiva&ccedil;&otilde;es, fortalecer as   vantagens da cessa&ccedil;&atilde;o, combater cren&ccedil;as em torno do   consumo e prevenir problemas residuais da cessa&ccedil;&atilde;o   (irritabilidade, humor negativo). Material de apoio   deve ser preparado e fornecido aos participantes   destes grupos<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os entrevistados n&atilde;o acreditam na efic&aacute;cia dos   rem&eacute;dios antitabagismo. Ele seria apenas coadjuvante  &agrave; vontade pessoal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"... um rem&eacute;dio... que tinha gosto de fumo, na   hora que acabava aquele efeito eu tinha que fumar!   Rem&eacute;dio pra parar de fumar? N&atilde;o colocar ele (o   cigarro) na boca!! O que existe mesmo &eacute; for&ccedil;a de   vontade".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso de medicamentos &eacute; um recurso   adicional no tratamento do tabagismo, utilizado   quando a abordagem comportamental &eacute; insuficiente pela presen&ccedil;a de elevado grau de depend&ecirc;ncia&agrave; nicotina<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Assim como no caso dos medicamentos, o   grupo acredita que a religi&atilde;o/f&eacute; em Deus &eacute; tamb&eacute;m   uma forte aliada para a cessa&ccedil;&atilde;o do fumar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Se ela segue uma religi&atilde;o a&iacute; ela j&aacute; age com   a convic&ccedil;&atilde;o, que &eacute; a f&eacute;. E se a pessoa tem f&eacute; a pessoa   acredita, e se a pessoa acredita ela pode tudo".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Na igreja falam para n&atilde;o fumar, Deus n&atilde;o   gosta. Quem &eacute; Deus pra mim? &Eacute; quem vai me dar   tudo. Eu n&atilde;o vou pro inferno, ent&atilde;o vale a pena. Mas   se voc&ecirc; me pro&iacute;be porque faz mal pra sa&uacute;de... E se   eu quiser prejudicar minha sa&uacute;de? N&atilde;o tem ningu&eacute;m   me dando nada em troca! &Eacute; muito f&aacute;cil voc&ecirc; largar   quando algu&eacute;m te d&aacute; alguma coisa em troca, o ser   humano &eacute; interesseiro".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o grupo, outro ponto importante para   cessar o tabagismo &eacute; o "medo da morte", tendo peso   fundamental na vida dos indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O m&eacute;dico falou: a senhora n&atilde;o pode   continuar, se a senhora continuar vai morrer. E ela   parou, e a filha dela tamb&eacute;m parou junto, medo n&eacute;?".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o entre cigarro e morte se fundamenta   na divulga&ccedil;&atilde;o feita pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e   servi&ccedil;os de sa&uacute;de sobre os efeitos do cigarro e sua   associa&ccedil;&atilde;o com um grande n&uacute;mero de enfermidades   que podem levar ao &oacute;bito. Estima-se que no ano de   2030, o fumo dever&aacute; ser a maior causa isolada de   mortalidade, podendo ser respons&aacute;vel por 10 milh&otilde;es   de mortes por ano<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Porque o meu medo de morrer &eacute; grande e   o medo de pegar essa doen&ccedil;a a&iacute; (c&acirc;ncer) &eacute; enorme"</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cigarro &eacute; associado ao c&acirc;ncer, doen&ccedil;a que   carrega um estigma social relacionado com a ideia   de morte iminente. Aproximadamente 60,0% dos   usu&aacute;rios chegam aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de com c&acirc;ncer   j&aacute; em fase avan&ccedil;ada, momento em que a cura j&aacute; n&atilde;o &eacute;  mais poss&iacute;vel<sup>17,26,27</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados se algum profissional de   sa&uacute;de j&aacute; os orientou sobre o tema tabagismo e sobre   suas implica&ccedil;&otilde;es, o grupo ressalta a import&acirc;ncia da   abordagem deste profissional, acreditando que a   abordagem deveria ser feita com maior frequ&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"N&atilde;o falaram porque nunca fui ao m&eacute;dico especificamente por causa do cigarro. O que eu vejo  &eacute; o que sai na televis&atilde;o".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os entrevistados consideraram que   as propagandas antitabaco colaboram no combate   ao fumo, principalmente as da embalagem do   cigarro. Ressaltam que os meios de divulga&ccedil;&atilde;o das   informa&ccedil;&otilde;es deveriam ser intensificados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A informa&ccedil;&atilde;o sempre ajuda a gente. Igual  &agrave;queles desenhos horrorosos no cigarro que a gente   v&ecirc;, antigamente n&atilde;o tinha nada disso. Tem um homem   sem perna, uma perna ferida, tem um pulm&atilde;o, que d&aacute;  nervoso, &eacute; cada coisa".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo dados do Instituto Nacional de   C&acirc;ncer (INCA) as imagens inseridas no ma&ccedil;o   do cigarro mais contundentes e vis&iacute;veis s&atilde;o mais   eficientes para desconstruir o apelo ao prazer e para   afastar o consumidor do produto<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde 2001 os produtos do tabaco s&atilde;o   obrigados, por lei, a apresentarem advert&ecirc;ncias   acompanhadas de fotos em uma das maiores faces   dos ma&ccedil;os, acompanhadas do n&uacute;mero do Disque   Sa&uacute;de - Pare de Fumar. O Brasil foi o segundo pa&iacute;s   a adotar essa medida no mundo, depois do Canad&aacute;<sup>19</sup>.   Essa campanha objetiva atingir a popula&ccedil;&atilde;o de menor   escolaridade, reduzir a aceita&ccedil;&atilde;o social do cigarro,   reduzir est&iacute;mulos que induzam a inicia&ccedil;&atilde;o e dificultam   a cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo e aumentar o acesso dos   fumantes ao servi&ccedil;o de apoio (Disque Sa&uacute;de - Pare   de Fumar)<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando questionados sobre a proibi&ccedil;&atilde;o   do fumo em locais p&uacute;blicos e fechados, o grupo   de fumantes afirmou que a lei deve ser respeitada.   Independente do subgrupo, consideraram que as   proibi&ccedil;&otilde;es melhoraram em muito a qualidade de vida   dos n&atilde;o-fumantes, mesmo sabendo que ainda ocorra o   desrespeito pela lei em alguns momentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Antes era liberado em qualquer lugar, at&eacute; na   lota&ccedil;&atilde;o a pessoa soltava a fuma&ccedil;a na nossa cara e   n&atilde;o tava nem a&iacute;. Melhorou muito".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta rela&ccedil;&atilde;o corrobora com a literatura   cient&iacute;fica. Os ambientes livres de tabaco no trabalho   e em casa contribuem positivamente para fortalecer   a recupera&ccedil;&atilde;o<sup>24</sup>. O v&iacute;cio representa para o grupo   o fator que mais dificulta a cessa&ccedil;&atilde;o do fumar. Os   n&atilde;o-fumantes n&atilde;o falaram sobre o tema, parecendo   desconsider&aacute;-lo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"J&aacute; tentei parar um monte de vezes, mas eu   sinto fraqueza, &eacute; ficar sem o cigarro e eu n&atilde;o consigo   fazer o servi&ccedil;o de casa, parece que a gente fica lerdo,   sem vontade...".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Eu gosto de fumar, eu sou viciada, eu gosto   e eu n&atilde;o paro porque eu sou viciada".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"... o cara fica com a nicotina no corpo muitos   anos, ela vicia a pessoa. Eu parei, e foi muito dif&iacute;cil,   at&eacute; hoje tenho vontade de fumar, &eacute; porque tenho ainda   a Nicotina".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ato de fumar n&atilde;o &eacute; uma simples escolha,   sendo classificada pela OMS como uma doen&ccedil;a   grave<sup>19</sup>. Inicialmente a cessa&ccedil;&atilde;o do fumar provoca   uma s&eacute;rie de sintomas desagrad&aacute;veis, denominada  "s&iacute;ndrome de abstin&ecirc;ncia": irritabilidade, ansiedade,   dist&uacute;rbios do sono, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o,   depress&atilde;o, cefal&eacute;ia, constipa&ccedil;&atilde;o intestinal e aumento do apetite<sup>17,21,28</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grupo acredita que os efeitos s&atilde;o agravados   pela composi&ccedil;&atilde;o atual do cigarro, sendo este mais   prejudicial do que os cigarros de anos atr&aacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Antigamente o cigarro era muito mais   cheiroso. Hoje em dia voc&ecirc; acende o cigarro e sente   aquele fedor de barata. Hoje ele n&atilde;o vem muito   limpo, n&atilde;o!".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Hoje tem mais qu&iacute;mica, n&atilde;o &eacute;? Antes ele   era mais puro. At&eacute; o cheiro era diferente. Acho que   colocaram veneno pra durar mais aquela vontade e   n&atilde;o parar, e as pessoas comprarem sempre o cigarro   e gastarem mais dinheiro".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Tenho certeza absoluta que o cigarro hoje  &eacute; mais fedorento. Antigamente n&atilde;o era assim, eles   mudaram, colocaram mais qu&iacute;mica para deixar as   pessoas mais viciadas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ressalta-se que a presente pesquisa   possibilitou conhecer as representa&ccedil;&otilde;es sociais de   adultos residentes em uma regi&atilde;o rural, na cidade   de Santa B&aacute;rbara-MG, acerca do tabagismo e suas   implica&ccedil;&otilde;es para a sa&uacute;de, sendo eles usu&aacute;rios do   servi&ccedil;o de sa&uacute;de municipal. Neste momento, tornase   importante mencionar, como limita&ccedil;&atilde;o do estudo,   que os dados foram captados a partir de um grupo   espec&iacute;fico de uma comunidade na zona rural de um   munic&iacute;pio de pequeno porte. Dada a amostragem intencional, este fato n&atilde;o compromete a validade   interna da representa&ccedil;&atilde;o social do grupo. Os   resultados n&atilde;o pretendem extrapolar a representa&ccedil;&atilde;o   destes entrevistados para outras popula&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados apontam para a dificuldade   de se reduzir o n&uacute;mero de fumantes por meio de   uma &uacute;nica estrat&eacute;gia, ressaltando a import&acirc;ncia   da intersetorialidade na aten&ccedil;&atilde;o ao fumante. A   compreens&atilde;o dos fatores sociais e biol&oacute;gicos   implicados no fen&ocirc;meno tabagismo &eacute; estritamente   necess&aacute;ria para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas eficazes, que garantam o acesso aos servi&ccedil;os   de apoio &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Otilde;ES </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio deste estudo foi poss&iacute;vel   compreender as ideias, valores e representa&ccedil;&otilde;es deste grupo sobre o tabagismo, destacando-se:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; H&aacute; cren&ccedil;a sobre o papel determinante da   fam&iacute;lia e grupo social na inicia&ccedil;&atilde;o do tabagismo e   preocupa&ccedil;&atilde;o com a inicia&ccedil;&atilde;o precoce por parte das   crian&ccedil;as, principalmente filhos;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   &bull; O tabaco como forma de aliviar as tens&otilde;es e   press&otilde;es sociais e o v&iacute;cio f&iacute;sico s&atilde;o as principais causas   da manuten&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito e as rela&ccedil;&otilde;es do cigarro com   doen&ccedil;as respirat&oacute;rias e com o c&acirc;ncer, al&eacute;m do medo   de morrer e a discrimina&ccedil;&atilde;o social, s&atilde;o os fatores que   mais pesam na decis&atilde;o de parar de fumar;    <br>   &bull; O tabagismo afeta negativamente a qualidade   de vida dos fumantes, provocando preju&iacute;zo est&eacute;tico,   dificultando as rela&ccedil;&otilde;es sociais e a realiza&ccedil;&atilde;o das   atividades de vida di&aacute;ria;    <br>   &bull; A orienta&ccedil;&atilde;o realizada pelos profissionais de   sa&uacute;de sobre o tabagismo e suas implica&ccedil;&otilde;es para a   sa&uacute;de &eacute; importante e deveria ser realizada com maior   frequ&ecirc;ncia;    <br>   &bull; O suporte social promovido por grupos   de conviv&ecirc;ncia, fam&iacute;lia e religi&atilde;o, assim como,   os medicamentos antitabagismo, atuam como   coadjuvantes na cessa&ccedil;&atilde;o, sendo, contudo, primordial   a exist&ecirc;ncia da "for&ccedil;a de vontade" para alcan&ccedil;ar este   objetivo;    <br>   &bull; Os entrevistados acreditam que a proibi&ccedil;&atilde;o   de fumar em &aacute;reas p&uacute;blicas e fechadas ajudou na   melhoria da qualidade de vida dos n&atilde;o-fumantes, pois   estes t&ecirc;m sua sa&uacute;de prejudicada quando ficam em   situa&ccedil;&atilde;o de tabagista passivo;    <br>   &bull; As propagandas antitabagismo inseridas   nos ma&ccedil;os de cigarro foram avaliadas positivamente   pelo grupo, auxiliando na cessa&ccedil;&atilde;o e dificultando a   inicia&ccedil;&atilde;o do h&aacute;bito, devendo haver intensifica&ccedil;&atilde;o   desta medida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Bucher R. Prevenindo contra as drogas e DST/Aids: popula&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&atilde;o de risco. Bras&iacute;lia:   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 1995 apud Paduani GF,   Barbosa GA, Morais JCR, Pereira JCP, Almeida   FM, Prado MM, et al. Consumo de &aacute;lcool e fumo   entre os estudantes da Faculdade de Medicina da   Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Rev Bras Educ Med. 2008; 32:66&ndash;75.</font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Paduani GF, Barbosa GA, Morais JCR, Pereira   JCP, Almeida FM, Prado MM, et al. Consumo de  &aacute;lcool e fumo entre os estudantes da Faculdade de   Medicina da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Rev Bras Educ Med. 2008; 32:66&ndash;75.</font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Calanca AA. Toxicomania entre doen&ccedil;a   e delinq&uuml;&ecirc;ncia. In: Bergeret J, Leblanc J.   Toxicomania. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas. 1991   apud Paduani GF, Barbosa GA, Morais JCR,   Pereira JCP, Almeida FM, Prado MM, et al.   Consumo de &aacute;lcool e fumo entre os estudantes da   Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Rev Bras Educ Med. 2008; 32:66&ndash;75.</font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Instituto Nacional de C&acirc;ncer. A&ccedil;&atilde;o global para o controle do tabaco: 1&ordm;  Tratado Internacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Rio de Janeiro: INCA; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008256&pid=S1516-0939201200030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. David HMSL, Matos HS, Silva TS, Dias MG.   Tabagismo e sa&uacute;de da mulher: uma discuss&atilde;o   sobre as campanhas de controle do tabaco. Rev Enferm UERJ. 2006; 14:412-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008258&pid=S1516-0939201200030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Pillon SC, Lu&iacute;s MAV. Modelos explicativos para o   uso de &aacute;lcool e drogas e a pr&aacute;tica de enfermagem. Rev Latinoam Enferm. 2004; 12:676-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008260&pid=S1516-0939201200030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Shafey O, Eriksen M, Ross H, Mackay J. The   tobacco atlas. Atlanta: American Cancer Society.   &#91;internet&#93;. &#91;acesso em 2012 mar 14&#93;. Dispon&iacute;vel   em: http://www.tobaccoatlas.org/downloads/TobaccoAtlas_sm.pdf.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008262&pid=S1516-0939201200030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Sborgia RC, Ruffino-Netto A. Tabagismo, sa&uacute;de e   educa&ccedil;&atilde;o. J Bras Pneumol. &#91;internet&#93;. &#91;acesso em 2011 dez 18&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v31n4/26342.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v31n4/26342.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008264&pid=S1516-0939201200030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Iglesias R, Jha P, Pinto M, Silva VLC, Godinho   J. Controle do tabagismo no Brasil. Washington: Banco Mundial; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008266&pid=S1516-0939201200030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Instituto Nacional de   C&acirc;ncer. Global adult tobacco survey Brazil 2008. Rio de Janeiro: INCA; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008268&pid=S1516-0939201200030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Ivanovic DM, Castro CG, Ivanovic RM. Factores   que inciden en el habito de fumar de escolares de   educaci&oacute;n basica y media del Chile. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1997; 31:30-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008270&pid=S1516-0939201200030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Gigliotti A, Laranjeira R. H&aacute;bitos, atitudes e   cren&ccedil;as de fumantes em quatro capitais brasileiras. Rev Bras Psiquiatr. 2005; 27:37-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008272&pid=S1516-0939201200030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Minayo MCS. Pesquisa social: teoria, m&eacute;todo e criatividade. 23&ordf; ed. Petr&oacute;polis: Vozes; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008274&pid=S1516-0939201200030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Moscovici S. Representa&ccedil;&otilde;es sociais:   investiga&ccedil;&otilde;es em psicologia social. Petr&oacute;polis: Vozes; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008276&pid=S1516-0939201200030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Opaleye ES, Sanchez ZM, Moura YG, Galdur&oacute;z   JCF, Locatelli DP, Noto AR. Fatores associados   ao h&aacute;bito de fumar do brasileiro: um estudo nas   maiores cidades do pa&iacute;s. Rev Bras Psiquiatr. 2012; 34:43-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008278&pid=S1516-0939201200030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Minayo MC. O desafio do conhecimento: pesquisa   qualitativa em sa&uacute;de. 8&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008280&pid=S1516-0939201200030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Hortense FTP, Carmagnani MIS, Bretas ACP. O   significado do tabagismo no contexto do c&acirc;ncer de laringe. Rev Bras Enferm. 2008; 61:24-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008282&pid=S1516-0939201200030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Calsavara TVS, Fontanella BJB. Uso de tabaco   iniciado na inf&acirc;ncia: relatos de adultos em tratamento. 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Moreira LB, Fuchs FD, Moraes RS, Bredemeir   M, Cardozo S. Preval&ecirc;ncia de tabagismo e fatores   associados em &aacute;rea metropolitana da regi&atilde;o sul do Brasil. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1995; 29:46-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008294&pid=S1516-0939201200030000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Reichert J, Ara&uacute;jo AJ, Gon&ccedil;alves CMC Godoy I,   Chatkin JM, Sales MPU. Diretrizes para cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo. 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Minas Gerais, Secretaria de Estado de Sa&uacute;de, Aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal. Belo Horizonte: SAS/MG; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008302&pid=S1516-0939201200030000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Funchal E, Labrocini LM, Polak Y. O Verso e o   reverso do corpo fumante: conflitos vivenciados.   Online Braz J Nurs. &#91;internet&#93;. &#91;acesso em 2011   dez 18&#93;. 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