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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Urgências odontológicas em uma Unidade de Saúde vinculada à Estratégia Saúde da Família de Montes Claros, Minas Gerais]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) Departamento de Odontologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To identify the cases of emergency dental care in the Family Healthcare Strategy in Montes Claros, MG, Brazil, characterizing the user profile through sociodemographics, behavioral health, life style and systemic conditions. Materials and Methods: This study applied a quantitative cross-sectional study based on documentation. One hundred sixty-four dental charts, of both adults and the elderly, treated between 2008 and 2010, were evaluated. Data analysis was performed by means of Pearson's chi-square test and the Student t test, considering a significance level of p<0.05. Results: The average age of users was 35.0 years (±12.9), with no statistical difference between genders (p=0.067). Women (63.4%) and literate individuals (97.6%) tended to use the emergency services more often. The presence of systemic disease could be identified in 22.6% of the documents. The average daily brushing was 2.73 (±8.1), with a significant difference for alcoholism and gender (p<0.05). The majority of men and women did not use dental floss (p=0.152). Only approximately 37.2% completed the treatment and were not associated with systemic conditions, smoking, and alcoholism (p&gt;0.05). Pain was the main complaint that led the patient to seek out dental care, with dental caries being the most frequent diagnosis. Conclusions: The majority of people who sought out emergency dental care were female, with an average of 35 years of age. Dental caries was the most frequent complaint, and pain most commonly led the patient to seek out dental care.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Odontologia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Urg&ecirc;ncias odontol&oacute;gicas em uma Unidade de Sa&uacute;de   vinculada &agrave; Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia de Montes Claros, Minas Gerais</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Emergency dental services in a Health Unit linked to the   Family Healthcare Strategy of Montes Claros, Minas Gerais</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eduardo Carneiro Pinto<sup>I</sup>; V&acirc;nia Julieta de Ara&uacute;jo Barros<sup>I<em>,II</em></sup>; M&acirc;nia de Quadros Coelho<sup>II</sup>; Simone de Melo Costa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Cirurgi&atilde;o-dentista    <br> <sup>II</sup>Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, MG, Brasil </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Autor correspondente</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo</b>: Identificar os casos de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica na Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de Fam&iacute;lia, em Montes   Claros, Minas Gerais caracterizando o usu&aacute;rio pelo perfil sociodemogr&aacute;fico, de comportamento em sa&uacute;de,   estilo de vida e condi&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica.    <br>    <b>Materiais e M&eacute;todos</b>: Trata-se de estudo transversal e quantitativo, de   base documental. Foram avaliados 164 prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos, de adultos e idosos, atendidos entre 2008 e   2010. A an&aacute;lise dos dados foi por meio do teste &chi;2 de Pearson e pelo teste t de Student considerando o n&iacute;vel de   signific&acirc;ncia p&lt;0,05.    <br>    <b>Resultados</b>: A idade m&eacute;dia dos usu&aacute;rios foi de 35,0 anos (&plusmn;12,9), sem diferen&ccedil;a estat&iacute;stica   entre os sexos (p=0,06). As mulheres (63,4%) e os alfabetizados (97,6%) utilizaram mais o servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia.   A presen&ccedil;a de alguma doen&ccedil;a sist&ecirc;mica foi registrada em 22,6% dos documentos. A m&eacute;dia de escova&ccedil;&atilde;o dental   di&aacute;ria foi de 2,73 (&plusmn;8,15), com diferen&ccedil;a significativa para etilismo e sexo (p&lt;0,05). A maioria dos homens e   das mulheres n&atilde;o faz uso de fio dental (p=0,15). Cerca de 37,0% dos pacientes conclu&iacute;ram o tratamento, n&atilde;o   sendo associada &agrave; condi&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica, ao tabagismo e ao etilismo (p&gt;0,05). A dor foi a principal queixa que   motivou a procura pelo servi&ccedil;o, sendo a c&aacute;rie o diagn&oacute;stico mais frequente.    <br>   <b>Conclus&atilde;o</b>: A maioria das pessoas   que procurou pelo servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica &eacute; do sexo feminino e possui idade m&eacute;dia de 35 anos. A   c&aacute;rie foi o problema mais constatado, sendo a procura pelo servi&ccedil;o motivada, principalmente, pela dor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Identifica&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia. Odontologia. Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim</b>: To identify the cases of emergency   dental care in the Family Healthcare Strategy in   Montes Claros, MG, Brazil, characterizing the user   profile through sociodemographics, behavioral   health, life style and systemic conditions.    <br>    <b>Materials and Methods</b>:   This study applied a quantitative   cross-sectional study based on documentation. One   hundred sixty-four dental charts, of both adults and   the elderly, treated between 2008 and 2010, were   evaluated. Data analysis was performed by means   of Pearson's chi-square test and the Student t test,   considering a significance level of p&lt;0.05.    <br>    <b>Results</b>: The average age of users was 35.0 years (&plusmn;12.9), with   no statistical difference between genders (p=0.067).   Women (63.4%) and literate individuals (97.6%)   tended to use the emergency services more often. The   presence of systemic disease could be identified in   22.6% of the documents. The average daily brushing   was 2.73 (&plusmn;8.1), with a significant difference for   alcoholism and gender (p&lt;0.05). The majority of   men and women did not use dental floss (p=0.152).   Only approximately 37.2% completed the treatment   and were not associated with systemic conditions,   smoking, and alcoholism (p&gt;0.05). Pain was the main   complaint that led the patient to seek out dental care,   with dental caries being the most frequent diagnosis.    <br>    <b>Conclusions</b>: The majority of people who sought out   emergency dental care were female, with an average   of 35 years of age. Dental caries was the most frequent   complaint, and pain most commonly led the patient to   seek out dental care.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Emergency identification. Dentistry. Public Health.</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de bucal no Brasil foi incorporada  &agrave; Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) por meio da   Portaria N&ordm;. 1444 de 28 de dezembro de 2000. A   incorpora&ccedil;&atilde;o tardia da sa&uacute;de bucal na ESF representou   a pouca preocupa&ccedil;&atilde;o, por parte dos governantes,   com a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o   brasileira. Historicamente, os brasileiros apresentam   dificuldades de acesso &agrave; assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica.   Ademais, somente no final da d&eacute;cada de 80 &eacute; que os   profissionais da odontologia despertaram para um   modelo de aten&ccedil;&atilde;o voltado para a promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de<sup>1</sup>.   Esses fatos hist&oacute;ricos podem explicar, em parte, a   demanda reprimida para os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos.   E isso culmina na procura pelos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia ofertados na ESF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entende-se por urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica,   medidas imediatas que visam aliviar os sintomas   dolorosos, infecciosos e ou est&eacute;ticos da cavidade   bucal. O estado de sa&uacute;de das pessoas &eacute; resultantedas suas condi&ccedil;&otilde;es de vida e de trabalho, bem como   das suas rela&ccedil;&otilde;es sociais. Os principais agravos que   acometem a sa&uacute;de bucal t&ecirc;m sido objeto de estudos   epidemiol&oacute;gicos em virtude da alta preval&ecirc;ncia e   gravidade que atingem a popula&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As doen&ccedil;as bucais podem restringir as   atividades e causar afastamento do trabalho e das   atividades escolares. Al&eacute;m do mais, elas podem   acarretar preju&iacute;zos no desempenho de atividades   cotidianas, provocar dor, sofrimento e impacto   psicosocial, agindo de forma negativa na qualidade   de vida. Uma urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica pode surgir   durante um tratamento ou ap&oacute;s seu mediato t&eacute;rmino.   Entretanto, ocorre mais frequentemente nas pessoas   que carecem de acompanhamento profissional regular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificar os casos de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica   na Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de Fam&iacute;lia, em Montes Claros,   Minas Gerais caracterizando o usu&aacute;rio pelo perfil   sociodemogr&aacute;fico, de comportamento em sa&uacute;de,   estilo de vida e condi&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de um estudo transversal, quantitativo   e de base documental. Utilizaram-se dados secund&aacute;rios   advindos de documentos arquivados junto &agrave; ESF Lourdes II, em Montes Claros, Minas Gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  No ano de 2007, foi criada, no munic&iacute;pio   de Montes Claros, a ESF Lourdes II modalidade I,   cujo territ&oacute;rio abrange dois bairros do munic&iacute;pio em   quest&atilde;o. A Equipe de Sa&uacute;de Bucal dessa ESF identifica   os determinantes e condicionantes da sa&uacute;de, a partir   da estimativa r&aacute;pida, de estudos epidemiol&oacute;gicos   e registros do servi&ccedil;o, cujo trabalho tem o apoio do   Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de (ACS). O diagn&oacute;stico   situacional, no territ&oacute;rio da sa&uacute;de da fam&iacute;lia, contribui   para definir as prioridades de assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica.   Desse modo, o agendamento para o tratamento   odontol&oacute;gico &eacute; feito durante a visita domiciliar do   cirurgi&atilde;o dentista juntamente com o Auxiliar em   Sa&uacute;de Bucal (ASB) e o ACS. A visita domiciliar   propicia a busca ativa e a classifica&ccedil;&atilde;o de risco da   fam&iacute;lia, entretanto o atendimento de urg&ecirc;ncia n&atilde;o   requer o agendamento pr&eacute;vio, ou seja, o programado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram avaliados 164 prontu&aacute;rios   odontol&oacute;gicos por meio da ficha clinica e da folha   de rosto de cada usu&aacute;rio. Essa &uacute;ltima comp&otilde;e a   documenta&ccedil;&atilde;o de todos os usu&aacute;rios cadastrados na   ESF. Foram analisadas as fichas de indiv&iacute;duos adultos   e idosos, atendidos no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia da Equipe   de Sa&uacute;de Bucal da ESF investigada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adotou-se como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o: usu&aacute;rios   dos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia com idade igual ou superior   a 18 anos. Apesar de 18 anos ainda ser considerado   adolescente, essa idade foi incorporada na an&aacute;lise por   se tratar da maioridade civil no Brasil, sendo permitido   o atendimento odontol&oacute;gico sem o acompanhamento   do respons&aacute;vel. Desse modo, sup&otilde;em-se que todas   as informa&ccedil;&otilde;es registradas no prontu&aacute;rio tenham   sido emitidas pelo pr&oacute;prio usu&aacute;rio do servi&ccedil;o, o que   contribui para diminuir o vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ficha cl&iacute;nica utilizada no setor p&uacute;blico   municipal &eacute; preenchida pelo cirurgi&atilde;o dentista no   momento que antecede a consulta odontol&oacute;gica. J&aacute; a   folha de rosto, trata-se de um documento que registra   as informa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas. &Eacute; preenchida pelo   agente de sa&uacute;de e por outro profissional, de n&iacute;vel   superior, no momento do cadastro do usu&aacute;rio na   equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados analisados foram referentes ao   per&iacute;odo de janeiro de 2008 a dezembro de 2010. O ano   de 2008 corresponde ao ano seguinte &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da   ESF, sendo nesse per&iacute;odo enfatizada a reorganiza&ccedil;&atilde;o   do servi&ccedil;o, com base na proposta do Plano Diretor da   Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de (PDAPS) do Governo de   Minas Gerais. O PDAPS visou melhorar o acesso e a   qualidade da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi elaborado um formul&aacute;rio para a coleta   dos dados. As vari&aacute;veis utilizadas foram: sexo, idade,   h&aacute;bitos de higiene bucal (n&uacute;mero de escova&ccedil;&otilde;es   di&aacute;rias e uso di&aacute;rio de fio dental); motivo de   procura pelo atendimento de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica   (queixa principal do usu&aacute;rio); diagn&oacute;stico efetuado   pelo cirurgi&atilde;o dentista para o motivo da urg&ecirc;ncia,   condi&ccedil;&otilde;es sociais (alfabetiza&ccedil;&atilde;o; ocupa&ccedil;&atilde;o), presen&ccedil;a   de condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas como diabetes e hipertens&atilde;o,   h&aacute;bito de tabagismo e etilismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram registrados no software   SPSS&reg; (Statistical Package for the Social Science)   vers&atilde;o Windows 18.0. Foi realizada an&aacute;lise descritiva   por meio de valores percentuais e medidas centrais   e de separatrizes. A vari&aacute;vel "diagn&oacute;stico cl&iacute;nico da   queixa principal do usu&aacute;rio" foi categorizada em  "c&aacute;rie dent&aacute;ria" e "outros diagn&oacute;sticos". O tratamento   anal&iacute;tico envolveu o teste &chi;2 de Pearson e o teste t de   Student, considerando uma signific&acirc;ncia de 0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo foi conduzido de acordo com a   Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de   do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>4</sup>. O projeto foi aprovado   no Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade   Estadual de Montes Claros, Unimontes sob o Parecer   Consubstanciado N&ordm; 2711/11.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&uacute;mero de documentos avaliados   corresponde a 100% de todos os atendimentos   efetuados na urg&ecirc;ncia para o per&iacute;odo e clientela definidos a priori.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, observou-se que a idade   dos usu&aacute;rios atendidos pelo servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia   variou de 18 a 86 anos, com uma m&eacute;dia de idade   correspondente a 35,0 anos (&plusmn;12,9). A m&eacute;dia de   idade dos homens foi 37,5 (&plusmn;14,9) e das mulheres   foi de 33,6 anos (&plusmn;11,4) sem diferen&ccedil;a estat&iacute;stica   significativa (p=0,06). Houve predomin&acirc;ncia de uso   do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pelo sexo feminino (63,4%),   por pessoas alfabetizadas (97,6%) e por usu&aacute;rios que   relataram ter algum tipo de ocupa&ccedil;&atilde;o (83,2%). Entre as   ocupa&ccedil;&otilde;es registradas pode-se citar: constru&ccedil;&atilde;o civil,   comerci&aacute;rios, cozinheiras, mec&acirc;nico de autom&oacute;veis,   professor, funcion&aacute;rio p&uacute;blico, entre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a de doen&ccedil;a sist&ecirc;mica foi registrada   em 22,6% dos documentos analisados. Do total de   documentos, 11,6% deles se referiam aos usu&aacute;rios   com diagn&oacute;stico de hipertens&atilde;o, 1,8% a pessoas com   hipertens&atilde;o e diabetes concomitantemente, 0,6% a   diab&eacute;ticos e 8,5% dos prontu&aacute;rios se referiam a outras   patologias (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n3/a07tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o aos h&aacute;bitos di&aacute;rios de higiene   bucal, dos 134 prontu&aacute;rios que apresentavam a   informa&ccedil;&atilde;o sobre o n&uacute;mero de escova&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias   di&aacute;rias, foi verificado que 56,7% escovavam tr&ecirc;s ou   mais vezes ao dia. A m&eacute;dia do n&uacute;mero de escova&ccedil;&otilde;es   di&aacute;rias foi igual a 2,7 (&plusmn;8,15) para todos os usu&aacute;rios. No   que se refere ao uso do fio dental, de 129 prontu&aacute;rios   que continham essa informa&ccedil;&atilde;o, em 51,2% deles foi   constatado que os usu&aacute;rios n&atilde;o tinham o h&aacute;bito de   usar diariamente o fio dental. A an&aacute;lise bivariada do   uso do fio dental por sexo mostrou que 73,3% dos   homens e 60,7% das mulheres n&atilde;o faziam uso do fio   dental di&aacute;rio (p=0,15). Registros de h&aacute;bitos como o   tabagismo e o etilismo foram identificados em 147 prontu&aacute;rios do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; continuidade e conclus&atilde;o do   tratamento odontol&oacute;gico ap&oacute;s o atendimento de   urg&ecirc;ncia, verificou-se que 37,2% dos usu&aacute;rios do   servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia completaram o tratamento. A   m&eacute;dia de idade entre as pessoas que completaram   o tratamento foi 38,8 anos (&plusmn;13,1) e dos que n&atilde;o   conclu&iacute;ram o tratamento foi de 32,8 anos (&plusmn;12,4) com   diferen&ccedil;a significativa (p=0,004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na associa&ccedil;&atilde;o entre a condi&ccedil;&atilde;o de ter conclu&iacute;do   ou n&atilde;o o tratamento odontol&oacute;gico e as outras vari&aacute;veis   analisadas, constatou-se que a maioria dos usu&aacute;rios   que relatou a presen&ccedil;a de doen&ccedil;a sist&ecirc;mica (62,2%)   n&atilde;o concluiu o tratamento dent&aacute;rio (p=0,92), assim   como a maioria dos tabagistas (p=0,75) e etilistas   (p=0,39) (<a href="#tab02">Tabela 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n3/a07tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando analisada a m&eacute;dia de escova&ccedil;&otilde;es   di&aacute;rias conforme o etilismo verificou-se que a m&eacute;dia   do etilista foi de 2,2 vezes (&plusmn;1,0) e do n&atilde;o etilista   foi 2,7 vezes (&plusmn;0,7), sendo essa uma associa&ccedil;&atilde;o   estatisticamente significativa (p=0,01). A m&eacute;dia de   escova&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias entre os que usam o fio dental   diariamente foi de 3,0 vezes (&plusmn;0,8) e entre os que   n&atilde;o usam o fio foi de 2,5 vezes (&plusmn;0,7), sendo essa   uma associa&ccedil;&atilde;o significativa (p=0,002). As mulheres   apresentaram uma m&eacute;dia de escova&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias   igual a 2,8 vezes (&plusmn;0,7). Nos homens a m&eacute;dia foi   de 2,5 (&plusmn;0,8), sendo a associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos fatores subjetivos que motivaram   a procura pelo atendimento de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica   na ESF, a dor foi a queixa predominante (78,0%),   seguida pelo relato de sangramento na gengiva (8,5%),   de incha&ccedil;o na gengiva (4,3%), sensibilidade no dente   (4,3%), dente quebrado (3,7%) e entre outros motivos   (1,2%). Agruparam-se os motivos de procura pela   urg&ecirc;ncia em duas categorias, dor e outros motivos,   e foi feita a associa&ccedil;&atilde;o com as outras vari&aacute;veis   do estudo. Verificou-se que, a queixa principal  "dor" foi relatada por 83,8% das pessoas que auto   relataram doen&ccedil;as sist&ecirc;micas (p=0,338), por 79,8%   do sexo feminino (p=0,474), por 81,6% dos que n&atilde;o   conclu&iacute;ram o tratamento odontol&oacute;gico (p=0,159), por   76,5% dos tabagistas (0,734), por 78,6% dos etilistas   (0,877). A dor foi a queixa principal de 75,0% dos   analfabetos (0,881).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseado nos fatores normativos por meio   do diagn&oacute;stico cl&iacute;nico profissional, registrado na   ficha cl&iacute;nica, a c&aacute;rie dent&aacute;ria foi o diagn&oacute;stico mais   frequente no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia (52,4%), seguido pela doen&ccedil;a periodontal (14,0%), abscesso periapical   (13,4%), pericoronarite (9,5%), sensibilidade   dentin&aacute;ria (7,3%) e traumatismo dental (3,7%).   Agruparam-se os diagn&oacute;sticos em duas categorias   de an&aacute;lise, c&aacute;rie dent&aacute;ria e outros diagn&oacute;sticos, e   foi feita a associa&ccedil;&atilde;o com as outras vari&aacute;veis. Nessa   an&aacute;lise foi constatado que a maioria dos usu&aacute;rios do   servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia que n&atilde;o completou o tratamento   odontol&oacute;gico (59,2%) apresentou o diagn&oacute;stico de   c&aacute;rie dent&aacute;ria (p=0,024) (<a href="#tab04">Tabela 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n3/a07tab03.jpg">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v48n3/a07tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pessoas adultas acima de 18 anos de   idade atendidas na urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica foram,   em sua maioria, do sexo feminino. Esse resultado   foi corroborado por outra pesquisa<sup>5</sup> que demonstrou   predomin&acirc;ncia do sexo feminino (64,6%) na procura   por atendimento de urg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A faixa et&aacute;ria de 18 a 30 anos foi a que mais   utilizou o setor da urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica. Com o   avan&ccedil;ar da faixa et&aacute;ria houve um decr&eacute;scimo cont&iacute;nuo   no n&uacute;mero de usu&aacute;rios no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. Tem-se   como hip&oacute;tese que o menor n&uacute;mero de pessoas   com idade acima de 51 anos se deve ao fato desse   contingente populacional ser formado por pessoas   parcialmente desdentadas. E por isso apresentam   uma menor chance de procurar o servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica devido aos problemas dent&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa perspectiva, o levantamento brasileiro   denominado SB 2010 constatou a necessidade   de algum tipo de pr&oacute;tese em 69,0% dos adultos,   o que sugere perdas dent&aacute;rias nesse contingente   populacional. Em 1,3% dos casos, h&aacute; necessidade   de pr&oacute;tese total em pelo menos um maxilar. J&aacute; em   idosos de 65 a 74 anos, 23,0% deles necessitavam   de pr&oacute;tese total em pelo menos um maxilar e 15,0   precisavam de pr&oacute;tese total dupla. Estes n&uacute;meros   est&atilde;o muito pr&oacute;ximos dos encontrados em 2003 e   representam um contingente de mais de 3 milh&otilde;es de   idosos que necessitam de pr&oacute;tese total em pelo menos   um maxilar e mais de 4 milh&otilde;es que necessitam de pr&oacute;tese parcial<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito ao comportamento em   sa&uacute;de, identificou-se que o n&uacute;mero de escova&ccedil;&atilde;o   dent&aacute;ria di&aacute;ria foi igual a tr&ecirc;s para grande parte   dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia. Portanto,   as pessoas escovam seus dentes com regularidade,   mas apresentam problemas de urg&ecirc;ncia. Sendo a   c&aacute;rie dent&aacute;ria o problema mais registrado &eacute; poss&iacute;vel   inferir que os usu&aacute;rios n&atilde;o est&atilde;o fazendo uso regular   do servi&ccedil;o odontol&oacute;gico. A maioria dos usu&aacute;rios n&atilde;o   fazia uso do fio dental diariamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dor dent&aacute;ria foi a queixa principal mais   relatada pelos usu&aacute;rios do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. De   certo modo, esse era um dado esperado uma vez que   os v&aacute;rios problemas na cavidade bucal culminam,   comumente, no desfecho dor dent&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com os dados do SB 2010, a procura   ao dentista motivada pela dor foi em 27,0% dos adultos   de 35 a 44 anos e diminuiu para 10% nos idosos de   65 a 74 anos, muito provavelmente em decorr&ecirc;ncia   da perda de dentes. Entre as regi&otilde;es, apenas o Sul se   destaca, com um valor mais baixo (20,0%) enquanto   que as outras regi&otilde;es apresentam preval&ecirc;ncias de dor   de dente muito pr&oacute;ximas da nacional<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se que a dor dent&aacute;ria aliada &agrave; falta de   acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de muitas das vezes leva&agrave;  automedica&ccedil;&atilde;o, quest&atilde;o discutida mundialmente pela   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, estudos mais recentes, voltados  &agrave; an&aacute;lise do padr&atilde;o populacional de consumo de   medicamentos, apontam aspectos preocupantes da   automedica&ccedil;&atilde;o. O uso incorreto e n&atilde;o seguro dos   medicamentos favorece o agravamento do problema   e o surgimento de graves efeitos colaterais. Soma-se a   isso, o fato da automedica&ccedil;&atilde;o &eacute; preocupante uma vez   que parte dos medicamentos deveria ser dispensada ou   s&oacute; consumida mediante prescri&ccedil;&atilde;o e acompanhamento   profissional<sup>7</sup>. A antibioticoterapia oferece alguns   riscos como toxicidade e efeitos colaterais que podem   causar consequ&ecirc;ncias s&eacute;rias e at&eacute; fatais. Apesar de a   terapia antibi&oacute;tica ser necess&aacute;ria somente em 20,0%   dos indiv&iacute;duos com doen&ccedil;as infecciosas de origem   endod&ocirc;ntica, ela &eacute; prescrita em 80,0% dos casos, e   como se n&atilde;o bastasse, em 50,0% deles a indica&ccedil;&atilde;o,   dose ou dura&ccedil;&atilde;o da terapia est&atilde;o incorretos8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A c&aacute;rie dent&aacute;ria foi a principal queixa   da maioria dos casos de urg&ecirc;ncia. A c&aacute;rie e seus   agravos continuam sendo a principal causa das   urg&ecirc;ncias odontol&oacute;gicas<sup>5</sup>. No entanto, de acordo   com o levantamento nacional de epidemiologia das   doen&ccedil;as bucais SB2010 houve uma redu&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie   em adultos e idosos. Entre os idosos de 65 a 74 anos,   por exemplo, o n&uacute;mero de dentes cariados, perdidos e   obturados (CPOD) m&eacute;dio praticamente n&atilde;o se alterou,   ficando em 27,1 em 2010, enquanto que, em 2003,   a m&eacute;dia era de 27,8, com a maioria correspondendo   ao componente "extra&iacute;do". Entretanto, analisando os   resultados para o grupo de 35 a 44 anos, observa-se que   o CPOD m&eacute;dio caiu de 20,1 para 16,3, representando   um decl&iacute;nio de 19%<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os de   urg&ecirc;ncia da ESF que apresentou o diagn&oacute;stico de   c&aacute;rie dent&aacute;ria como motivo da procura pelo servi&ccedil;o   n&atilde;o concluiu o tratamento odontol&oacute;gico, ou seja, o   abandonou. Esse comportamento do usu&aacute;rio pode   contribuir para a manuten&ccedil;&atilde;o da alta preval&ecirc;ncia e   gravidade da c&aacute;rie dent&aacute;ria no pa&iacute;s. Outro diagn&oacute;stico   cl&iacute;nico verificado nos prontu&aacute;rios deste estudo e que   justificou a busca pelo atendimento na urg&ecirc;ncia foi o   abscesso periapical.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A associa&ccedil;&atilde;o entre as rea&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias periapicais e a sa&uacute;de org&acirc;nica ainda &eacute; um assunto   pol&ecirc;mico no meio m&eacute;dico e odontol&oacute;gico. Diversos   estudos verificaram a possibilidade das rea&ccedil;&otilde;es   inflamat&oacute;rias na regi&atilde;o periapical ocasionarem   altera&ccedil;&otilde;es cardiovasculares, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias,   diabetes, endocardite bacteriana pela dissemina&ccedil;&atilde;o   por difus&atilde;o entre outros. No entanto, acredita-se n&atilde;o   ser poss&iacute;vel afirmar que a les&atilde;o periapical, como fator   isolado, seja capaz de ocasionar dist&uacute;rbios em outras   regi&otilde;es do organismo<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o ao diagn&oacute;stico de doen&ccedil;a   periodontal verificado nos prontu&aacute;rios do servi&ccedil;o   de urg&ecirc;ncia, por se tratar de uma popula&ccedil;&atilde;o adulta   e idosa era um resultado esperado. Isso porque a   idade tem sido fortemente associada &agrave; periodontite.   Obviamente, isso n&atilde;o significa que a doen&ccedil;a   periodontal seja uma consequ&ecirc;ncia da idade, mas   se relaciona ao fato de que os levantamentos s&atilde;o   cumulativos e ent&atilde;o a experi&ecirc;ncia anterior se reflete   com a idade, a exemplo do &iacute;ndice CPOD utilizado   para avaliar a c&aacute;rie dent&aacute;ria<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo foi constatado, em pequena parte   dos prontu&aacute;rios, registros de altera&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas.   As condi&ccedil;&otilde;es mais frequentemente apresentadas   foram a hipertens&atilde;o arterial e a diabetes. Por outro   lado, o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico odontol&oacute;gico constatou   presen&ccedil;a de doen&ccedil;a periodontal em pacientes de   urg&ecirc;ncia. Sabe-se que, o diabetes &eacute; um fator de risco   para a doen&ccedil;a periodontal. Sendo assim, o tratamento   periodontal &eacute; ben&eacute;fico para o controle metab&oacute;lico   de diab&eacute;ticos. Ademais, existe uma associa&ccedil;&atilde;o entre   a doen&ccedil;a periodontal e as doen&ccedil;as cardiovasculares   (DCV), o que sugere ser a ocorr&ecirc;ncia concomitante de   doen&ccedil;a periodontal e da diabetes um aumento do risco   para a ocorr&ecirc;ncia de DCV<sup>11-12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tabagismo &eacute; outro fator coadjuvante no   agravo da doen&ccedil;a periodontal e foi constatado em   parte de prontu&aacute;rios examinados. A influ&ecirc;ncia do   tabagismo na doen&ccedil;a periodontal deve ser considerada   por cl&iacute;nicos e pacientes, tanto durante o tratamento   periodontal ativo como nas fases de manuten&ccedil;&atilde;o   de sa&uacute;de bucal<sup>13</sup>. Outro diagn&oacute;stico analisado nos   prontu&aacute;rios dos pacientes que procuraram o servi&ccedil;o   de urg&ecirc;ncia foi a pericoronarite ocorrida em 15   pacientes. A pericoronarite &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o que os   terceiros molares permanentes podem provocar uma   infec&ccedil;&atilde;o da membrana pericoron&aacute;ria. Isso acontece   quando o dente est&aacute; parcialmente erupcionado. Essa  &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o que pode ser muito dolorosa na &aacute;rea   da face, podendo irradiar para a regi&atilde;o de ouvido,   t&ecirc;mporas e pesco&ccedil;o, da&iacute; o paciente referir como "dor   de cabe&ccedil;a", considerada pela International Headache   Society (IHS) como uma cefal&eacute;ia secund&aacute;ria aos   problemas dent&aacute;rios<sup>14</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra situa&ccedil;&atilde;o de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica   s&atilde;o os traumatismos dent&aacute;rios, ocorridos em seis   pacientes que procuraram a urg&ecirc;ncia. S&atilde;o ocorr&ecirc;ncias   que imp&otilde;em ao profissional um atendimento r&aacute;pido   e minucioso. O trauma dent&aacute;rio &eacute; uma ocorr&ecirc;ncia   que, al&eacute;m da dent&iacute;stica e endodontia, pode envolver   outras especialidades odontol&oacute;gicas como cirurgia,   periodontia, pr&oacute;tese e ortodontia. Desta forma,   pode-se concluir que o tratamento &eacute; complexo e o   progn&oacute;stico, muitas vezes, &eacute; duvidoso<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sensibilidade dentin&aacute;ria foi outra situa&ccedil;&atilde;o   apresentada em 12 prontu&aacute;rios da urg&ecirc;ncia. A   preval&ecirc;ncia varia em diferentes estudos, nos quais &eacute;  relatado que a hipersensibilidade dentin&aacute;ria ocorre   mais em adultos, sendo mais comum em pessoas entre   20 a 40 anos, com pico de maior ocorr&ecirc;ncia no final da   terceira d&eacute;cada. Al&eacute;m da idade, o consumo excessivo   de subst&acirc;ncias &aacute;cidas est&aacute; associado com o quadro de   sensibilidade dentin&aacute;ria<sup>16</sup>. Com o avan&ccedil;o da idade,   diminui a preval&ecirc;ncia, apesar de aumentar a exposi&ccedil;&atilde;o   dentin&aacute;ria, devido &agrave; recess&atilde;o gengival. &Eacute; poss&iacute;vel,   que com a esclerose tubular, a aposi&ccedil;&atilde;o de dentina   secund&aacute;ria e a fibrose pulpar, haja menor transmiss&atilde;o   dos est&iacute;mulos pelo processo hidrodin&acirc;mico<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; continuidade e t&eacute;rmino do tratamento   odontol&oacute;gico ap&oacute;s o atendimento no servi&ccedil;o de   urg&ecirc;ncia apenas uma pequena parcela dos usu&aacute;rios   conclu&iacute;ram o tratamento. Nesse sentido, a maioria dos   usu&aacute;rios abandonou o tratamento ap&oacute;s a resolu&ccedil;&atilde;o do   problema de urg&ecirc;ncia. Tem-se por hip&oacute;tese que os   prov&aacute;veis motivos para a n&atilde;o conclus&atilde;o do tratamento   odontol&oacute;gico sejam externos ao servi&ccedil;o, como   exemplos, o medo de dentista, a impossibilidade de   faltar ao trabalho, a demora do agendamento para o   tratamento especializado no Centro de Especialidades   Odontol&oacute;gica (CEO) e a mudan&ccedil;a de domic&iacute;lio para   fora do territ&oacute;rio da ESF.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As pessoas que fazem uso do fio dental   apresentaram uma maior m&eacute;dia de escova&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria   quando comparadas &agrave;s pessoas que n&atilde;o usam o fio   diariamente. Esse &eacute; um resultado esperado uma vez   que as duas vari&aacute;veis tratam de h&aacute;bitos de higiene   bucal. Entre os etilistas e n&atilde;o etilistas verificou-se   que o sujeito etilista realiza um menor n&uacute;mero de   escova&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria. J&aacute; entre o sexo, as mulheres praticam   um maior n&uacute;mero de escova&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, apesar de ser o   contingente populacional que mais procurou o servi&ccedil;o   de urg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todo o mundo, as mulheres tendem a   exibir uma mortalidade menor que a masculina,   mas isso n&atilde;o significa que as mulheres desfrutem   de melhor condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de<sup>18-19</sup>. Al&eacute;m dos fatores   comportamentais, que indicam uma maior procura   das mulheres por servi&ccedil;os de sa&uacute;de do que os homens,   as condi&ccedil;&otilde;es socioec&ocirc;micas tamb&eacute;m desempenham   um papel importante nesse processo<sup>20</sup>. Estudos   constatam que os homens, em geral, padecem mais   de condi&ccedil;&otilde;es severas e cr&ocirc;nicas de sa&uacute;de do que as   mulheres e tamb&eacute;m morrem mais do que elas pelas   principais causas de morte<sup>20-23</sup>. Entretanto, apesar de   as taxas masculinas assumirem um peso significativo   nos perfis de morbimortalidade, observa-se que a   presen&ccedil;a de homens nos servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria  &agrave; sa&uacute;de &eacute; menor do que a das mulheres<sup>20,24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo tem limita&ccedil;&otilde;es por se tratar de um   estudo transversal com an&aacute;lise de dados secund&aacute;rios,   registros do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica.   Contudo, cabe salientar que, o preenchimento   das fichas cl&iacute;nicas odontol&oacute;gicas foi efetuado por   cirurgi&otilde;es dentistas autores deste trabalho, o que   minimiza as falhas relacionadas &agrave; interpreta&ccedil;&atilde;o dos   dados e as geradas por motivos de grafia ileg&iacute;vel.   Al&eacute;m disso, o recorte para avalia&ccedil;&atilde;o de documentos   de pessoas com idade igual ou superior a 18 anos   contribui para a veracidade das informa&ccedil;&otilde;es, uma   vez que sugere que as informa&ccedil;&otilde;es analisadas tenham   sido fornecidas pelo pr&oacute;prio usu&aacute;rio do servi&ccedil;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Otilde;ES </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria das pessoas que procurou pelo   servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica era do sexo   feminino, com idade m&eacute;dia igual a 35 anos, n&atilde;o   etilista, n&atilde;o tabagista, sem h&aacute;bito di&aacute;rio do uso de fio   dental, com aus&ecirc;ncia de condi&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica e com   queixa de dor de dente. As pessoas do sexo feminino,   n&atilde;o etilista e usu&aacute;rias do fio dental di&aacute;rio foram as que   apresentaram uma maior m&eacute;dia de escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria   di&aacute;ria. A c&aacute;rie dent&aacute;ria foi o problema mais constatado   pelos profissionais. Entretanto, outros diagn&oacute;sticos   foram observados como a doen&ccedil;a periodontal, o   abscesso periapical, a pericoronarite, a sensibilidade dentin&aacute;ria e o traumatismo dent&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A variedade de problemas detectados na   urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica sugere a necessidade do   cirurgi&atilde;o dentista que integra a sa&uacute;de da fam&iacute;lia   ser um profissional generalista, com compet&ecirc;ncias   e habilidades necess&aacute;rias para a resolu&ccedil;&atilde;o da dor   autorreferida pelos usu&aacute;rios. Isso porque a resolu&ccedil;&atilde;o   das urg&ecirc;ncias compreende a tomada de decis&atilde;o   imediata para o al&iacute;vio da dor, exigindo assim   conhecimentos das diferentes &aacute;reas odontol&oacute;gicas,   por exemplo, periodontia e endodontia. Sintetizando,   as medidas imediatas, para a resolu&ccedil;&atilde;o da dor, devem   ser adotadas ainda na ESF, podendo posteriormente   referenciar o caso para os outros n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante dos diferentes diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos,   constatados no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, verifica-se a   necessidade da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para orientar as   pessoas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as bucais e motiv&aacute;-las a   adotar h&aacute;bitos saud&aacute;veis e corretos de higiene bucal e   a procurar o servi&ccedil;o odontol&oacute;gico antes que a doen&ccedil;a   se instale ou se agrave, com sintomatologia dolorosa   e o potencial risco de perda dent&aacute;ria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria n&ordm; 1444 de   29 de dezembro de 2000. Estabelece o incentivo   financeiro para a organiza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de   bucal prestada nos munic&iacute;pios por meio do   Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Di&aacute;rio Oficial   da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. 2000 dez 29; Se&ccedil;&atilde;o 1. p.85.</font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia:   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008450&pid=S1516-0939201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> (Caderno de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica; n&ordm; 17.)</font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Minas Gerais, Secretaria de Estado da Sa&uacute;de. Aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal. Belo Horizonte: SAS/MG; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008452&pid=S1516-0939201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Conselho Nacional   de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o n. 196/96 Sobre pesquisa   envolvendo seres humanos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008454&pid=S1516-0939201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Tortamano IP, Leopoldino VD, Borsatti MA,   Penha SS, Buscariolo IA, Costa CG, et al.   Aspectos epidemiol&oacute;gicos e sociodemogr&aacute;ficos do setor de urg&ecirc;ncia da Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo. RPG Rev Pos-Grad. 2007; 13: 299-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008456&pid=S1516-0939201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Brasil, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o  &agrave; Sa&uacute;de/Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,   Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, Coordena&ccedil;&atilde;o   Geral de Sa&uacute;de Bucal. SB Brasil 2010: Pesquisa   Nacional de Sa&uacute;de Bucal. resultados principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008458&pid=S1516-0939201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, Department of   Essencial Drugs and Other Medicines. The role   of Pharmacist in self care-medication. &#91;internet&#93;.   &#91;acesso em 2010 agos 20&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://apps.who.int/medicinedocs/pdf/whozip32e/whozip32e.pdf" target="_blank">http://apps.who.int/medicinedocs/pdf/whozip32e/whozip32e.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008460&pid=S1516-0939201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Tortamano IP, Horliana ACRT, Costa CG,   Romano MM, Soares MS, Rocha RG. Antibi&oacute;tico   terapia no tratamento de abscessos periapicais   agudos: quando indicar e como proceder? Rev Odonto. 2008; 16:90-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008462&pid=S1516-0939201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Silva FWGP, Queiroz AM, Serrano KVD,   Silva LAB. Rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria periapical:   repercuss&otilde;es sist&ecirc;micas? Odontol Cl&iacute;n Cient. 2010; 9:299-302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008464&pid=S1516-0939201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Gjermo P, R&otilde;sing CK, Susin C, Oppermann R.   Periodontal disease in Central and South America. Periodontal 2000. 2002; 29:70-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008466&pid=S1516-0939201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Quirino MRS, Jardim JCM, Resende PHN,   Bulh&otilde;es RC, Pallos D. Doen&ccedil;a periodontal e   diabetes mellitus: uma via de m&atilde;o dupla. Rev Ci&ecirc;nc Med. 2009; 18:235-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008468&pid=S1516-0939201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Paizan ML, Martin JFV. Associa&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;a   periodontal, doen&ccedil;a cardiovascular e hipertens&atilde;o arterial. Rev Bras Hipertens. 2009; 16:183-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008470&pid=S1516-0939201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Matos GRM, Godoy MF. Influ&ecirc;ncia do tabagismo   no tratamento e progn&oacute;stico da doen&ccedil;a periodontal. Arq Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de. 2011; 18:55-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008472&pid=S1516-0939201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. International Headache Society. An International   Journal of Headache. Cephalalgia 2004; 24 (Suppl.1):1-160. 2nd ed. Blackwell Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008474&pid=S1516-0939201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Menezes MM, Yuri KCK, Ara&uacute;jo MAM, Valera   MC. Preval&ecirc;ncia de traumatismos maxilo-faciais   e dentais em pacientes atendidos no Pronto   Socorro Municipal de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos/SP. Rev Odonto Ci&ecirc;nc. 2007; 22:210-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008476&pid=S1516-0939201200030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Palma ABO, Costa SM, Resende VLS, Abreu   MHNG, Guedes CAS, Mour&atilde;o FR, et al.   Preval&ecirc;ncia da hipersensibilidade dentin&aacute;ria   cervical nos pacientes da Cl&iacute;nica Integrada da   Unimontes, Montes Claros, MG. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr. 2005; 5:29-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008478&pid=S1516-0939201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Rico AJ. Hipersensibilidad dentinal. Acta Clin Odontol. 1992;15:17-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008480&pid=S1516-0939201200030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. World Health Organization. Women: ageing and   health: achieving health across the life span. Geneva: WHO; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008482&pid=S1516-0939201200030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Barreto SM, Giatti L, Kalache A. Gender   inequalities in health among brazilian older adults. Rev Panam Sauld Publica. 2004; 16:110-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008484&pid=S1516-0939201200030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Gomes R, Nascimento EF, Ara&uacute;jo FC. Por que   os homens buscam menos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de   do que as mulheres? Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007; 23:565-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008486&pid=S1516-0939201200030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Courtenay WH. Constructions of masculinity and   their influence on men's well-being: a theory of gender and health. Soc Sci Med. 2000; 50:1385-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008488&pid=S1516-0939201200030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Laurenti R, Jorge MHPJ, Gotlieb SLD. Perfil   epidemiol&oacute;gico da morbi-mortalidade masculina. Rev Cienc S&aacute;ude Coletiva. 2005; 10:35-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008490&pid=S1516-0939201200030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Luck M, Bamford M, Williamson P. Men's health:   perspectives, diversity and paradox. London: Blackwell Sciences; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008492&pid=S1516-0939201200030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Figueiredo W. Assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de dos homens:   um desafio para os servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.   Rev Cienc S&aacute;ude Coletiva. 2005; 10:105-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=008494&pid=S1516-0939201200030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font>     ]]></body>
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