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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de acidentes ocupacionais e perfil de vacinação contra Hepatite B entre estudantes e profissionais da odontologia: um estudo piloto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: To determine the prevalence of occupational accidents and vaccinal status against Hepatitis B among dental students and professional dentists. Materials and Methods: This pilot study, in descriptive character, used an applied questionnaire to collect relevant data that contemplated items of subject identification, accident characteristics, and conduct referent to dental exposure. This study's sample consisted of dental students from Rainha do Sertão Catholic University (FCRS) and professionals from Quixadá, Ceará, Brazil. Results: Thirty-two individuals were interviewed. Of these individuals, 59% reported that they had never suffered any kind of accident, while 41% had already experienced some type of occupational accident. Among those who reported injuries, 38% were male and 62% female. The instruments most related to accidents included: gingival needle and dental probe. In the majority of cases, the accidents were of the percutaneous type, although 100% of the individuals had confirmed the use of individual protection equipment. Regarding vaccinal status against hepatitis B, although the majority of the interviewed individuals had reported prior vaccination (83%), only 23% presented a serology to the anti-Hb antibody. Conclusion: Despite the reduced sample size, the prevalence of occupational exposure to biological material is high, and the vaccinal status against Hepatitis B it is still poor among dental students and dental professionals in Quixadá.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Preval&ecirc;ncia de acidentes ocupacionais e perfil de vacina&ccedil;&atilde;o contra Hepatite B entre estudantes e profissionais da odontologia: um estudo piloto</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Prevalence of occupational accidents and vaccination profile against Hepatitis B between students and dental professionals: a pilot study</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Epit&aacute;cio Pessoa de Andrade Neto <sup>I</sup>; Caio de Santiago Dutra <sup>I</sup>; Vilma Lima <sup>II</sup>; Paula Goes <sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Cirurgi&atilde;o-dentista    <br> <sup>II</sup> Departamento de Farmacologia e Fisiologia, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza, CE, Brasil    <br> <sup>III</sup> Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Cear&aacute;, Sobral, CE, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: epitaciodonto@hotmail.com, caiosdutra@gmail.com, villima@yahoo.com.br, paulagpinheiro@yahoo.com.br</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b> Determinar a preval&ecirc;ncia de acidentes ocupacionais e situa&ccedil;&atilde;o vacinal contra Hepatite B entre acad&ecirc;micos e profissionais da &aacute;rea de Odontologia. <b>Materiais e m&eacute;todos:</b> Este estudo piloto, de car&aacute;ter descritivo, utilizou durante a coleta de dados um question&aacute;rio aplicado composto por itens de identifica&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas do acidente e conduta frente &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o. A amostra foi constitu&iacute;da de acad&ecirc;micos e profissionais da &aacute;rea de Odontologia do munic&iacute;pio de Quixad&aacute;-CE. <b>Resultados:</b> Foram entrevistados 32 indiv&iacute;duos, sendo que 59,0% deles relataram nunca ter sofrido acidente, enquanto 41,0% afirmaram ter sofrido algum tipo de acidente ocupacional. Dentre os acidentados, a maioria era mulher (62,0%). Os instrumentais mais relacionados aos acidentes foram: agulha gengival e sonda exploradora. Na maioria das vezes, os acidentes foram do tipo percut&acirc;neo. Todos os participantes (100,0%) afirmaram estar utilizando todos os equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individual. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o vacinal contra hepatite B, apesar de a maioria dos entrevistados ter relatado vacina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via (83,0%), apenas 23,0% deles apresentaram sorologia para anticorpo anti-Hb. <b>Conclus&atilde;o:</b> a preval&ecirc;ncia de exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional a material biol&oacute;gico foi considerada alta e a situa&ccedil;&atilde;o vacinal contra hepatite B ainda encontra-se prec&aacute;ria entre os graduandos e profissionais de Quixad&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Sa&uacute;de do trabalhador. Hepatite B. Exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim:</b> To determine the prevalence of occupational accidents and vaccinal status against Hepatitis B among dental students and professional dentists. <b>Materials and Methods:</b> This pilot study, in descriptive character, used an applied questionnaire to collect relevant data that contemplated items of subject identification, accident characteristics, and conduct referent to dental exposure. This study's sample consisted of dental students from Rainha do Sert&atilde;o Catholic University (FCRS) and professionals from Quixad&aacute;, Cear&aacute;, Brazil. <b>Results:</b> Thirty-two individuals were interviewed. Of these individuals, 59% reported that they had never suffered any kind of accident, while 41% had already experienced some type of occupational accident. Among those who reported injuries, 38% were male and 62% female. The instruments most related to accidents included: gingival needle and dental probe. In the majority of cases, the accidents were of the percutaneous type, although 100% of the individuals had confirmed the use of individual protection equipment. Regarding vaccinal status against hepatitis B, although the majority of the interviewed individuals had reported prior vaccination (83%), only 23% presented a serology to the anti-Hb antibody. <b>Conclusion:</b> Despite the reduced sample size, the prevalence of occupational exposure to biological material is high, and the vaccinal status against Hepatitis B it is still poor among dental students and dental professionals in Quixad&aacute;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Occupational health. Hepatitis B. Occupational exposure.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos cirurgi&otilde;esdentistas e auxiliares de consult&oacute;rio odontol&oacute;gico fazem com que eles estejam expostos a uma grande variedade de microorganismos presentes especialmente no sangue, na saliva e nas vias a&eacute;reas respirat&oacute;rias dos pacientes<sup>1</sup>. Assim a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o ou o uso inadequado de equipamento de prote&ccedil;&atilde;o individual (EPI) no trabalho odontol&oacute;gico, bem como a manipula&ccedil;&atilde;o incorreta de objetos contaminados est&atilde;o associadas &agrave; transmiss&atilde;o de v&aacute;rias doen&ccedil;as infectocontagiosas, onde a Hepatite B se sobressai devido alto potencial infeccioso<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Hepatite B &eacute; uma doen&ccedil;a ocupacional causada pelo v&iacute;rus da hepatite B (HBV). &Eacute; uma das principais doen&ccedil;as hep&aacute;ticas, apresentando taxas de preval&ecirc;ncia variadas, por&eacute;m altas. A imuniza&ccedil;&atilde;o ativa ou passiva contra o HBV &eacute; a maneira mais eficaz, acess&iacute;vel e gratuita de preven&ccedil;&atilde;o contra esta doen&ccedil;a<sup>3-4</sup>. Tal imuniza&ccedil;&atilde;o se d&aacute; ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s doses da vacina por via intramuscular. Ap&oacute;s a vacina&ccedil;&atilde;o, mais de 90% dos adultos jovens e aproximadamente 95% das crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o capazes de desenvolver respostas adequadas de anticorpos<sup>5</sup>. No entanto, &oacute;rg&atilde;os de vigil&acirc;ncia sanit&aacute;ria estabelecem a necessidade de certifica&ccedil;&atilde;o da imuniza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de exames sorol&oacute;gicos Anti- Hepatite B (Anti-Hb). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os meios de transmiss&atilde;o do HBV, acidentes ocasionados por picadas de agulhas est&atilde;o entre os principais respons&aacute;veis (80% a 90%) por transmiss&atilde;o entre trabalhadores de sa&uacute;de. Vale salientar que o risco de transmiss&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o por meio de material p&eacute;rfuro-cortante &eacute; vari&aacute;vel entre os principais agente relacionados com acidentes ocupacionais na odontologia, sendo de 1:3 para HBV, 1:30 para hepatite C (HCV) e 1:300 para o v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV)<sup>3</sup>. Al&eacute;m disso, sabe-se que a transmiss&atilde;o do HBV tamb&eacute;m pode ocorrer atrav&eacute;s de solu&ccedil;&atilde;o de continuidade em pele e mucosas, rela&ccedil;&otilde;es sexuais, transfus&atilde;o de sangue e hemoderivados, uso de drogas intravenosas, transmiss&atilde;o vertical e contatos domiciliares<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de as exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais a materiais biol&oacute;gicos potencialmente contaminados continuarem representando um s&eacute;rio risco aos profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de, evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas mostram que este tipo de acidente, corresponde &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o mais frequentemente relatada<sup>7</sup>. O risco ocupacional &eacute; vari&aacute;vel e dependente do tipo de acidente bem como de outros fatores, como a gravidade, tamanho da les&atilde;o, presen&ccedil;a e volume de sangue envolvido, al&eacute;m das condi&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas do paciente-fonte e seguimento adequado p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>. Adicionalmente, alguns trabalhos apresentam outro problema importante, uma vez que, aproximadamente 50% dos acidentes s&atilde;o sub-notificados<sup>9</sup>. Assim, estima-se que ocorram mais de 800.000 exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais anualmente<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil o cen&aacute;rio dos acidentes ocupacionais envolvendo material biol&oacute;gico &eacute; semelhante aos observados em outros pa&iacute;ses, quando se compara &agrave; incid&ecirc;ncia de acidentes e de sub-notifica&ccedil;&otilde;es. Um estudo, avaliando a subnotifica&ccedil;&atilde;o em um hospital universit&aacute;rio de S&atilde;o Paulo, mostrou de 41% a 49% de subnotifica&ccedil;&atilde;o de acidentes. As justificativas apontadas por profissionais para a n&atilde;o-notifica&ccedil;&atilde;o do acidente baseavam-se no desconhecimento sobre os riscos e/ou n&atilde;o necessidade de notifica&ccedil;&atilde;o<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desta forma, a fim de se minimizar os riscos de acidentes ocupacionais em odontologia, profissionais devem ser incentivados a adotar medidas b&aacute;sicas de preven&ccedil;&atilde;o, tais como a higieniza&ccedil;&atilde;o das m&atilde;os, uso adequado de EPI, realizar a imuniza&ccedil;&atilde;o, manipular e descartar adequadamente materiais p&eacute;rfuro-cortante<sup>12</sup>. Ainda sim, diante da falha em medidas preventivas o profissional deve estar ciente de que, acidente com material biol&oacute;gico &eacute; considerado uma urg&ecirc;ncia m&eacute;dica, sendo indicado o atendimento o mais cedo poss&iacute;vel. A terapia em casos de acidente de trabalho, contendo sangue e outros fluidos corp&oacute;reos, &eacute; baseada em quimioprofilaxia e deve ser iniciada logo ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o, a fim de se obter uma melhor efic&aacute;cia. Desta forma o objetivo deste estudo foi determinar a preval&ecirc;ncia de exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais a material biol&oacute;gico de paciente, e a situa&ccedil;&atilde;o vacinal contra hepatite B entre acad&ecirc;micos de Odontologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A popula&ccedil;&atilde;o deste estudo piloto constituiu-se de alunos de gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia do Curso de Odontologia da Faculdade Cat&oacute;lica Rainha do Sert&atilde;o, bem como cirurgi&otilde;es-dentistas (CD) profissionais vinculados a rede p&uacute;blica e privada de atendimento da sede do munic&iacute;pio de Quixad&aacute;-CE, Brasil. A aplica&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios ocorreu entre os meses de junho a setembro de 2011. Os sujeitos da pesquisa foram selecionados aleatoriamente com base nos seguintes crit&eacute;rios inclus&atilde;o: acad&ecirc;mico do curso de Odontologia com 18 anos de idade ou mais, cursando entre o 4&ordm; e 8&ordm; semestre, bem como CD da rede p&uacute;blica e privada vinculados &agrave; sede do munic&iacute;pio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo, transversal foi realizado por um &uacute;nico pesquisador, que realizou uma breve explana&ccedil;&atilde;o sobre os objetivos do estudo e modo de preenchimento do question&aacute;rio. Em seguida os question&aacute;rios eram entregues, o pesquisador se retirava da sala e ap&oacute;s o preenchimento os alunos retornavam os question&aacute;rios preenchidos ou n&atilde;o. Vale salientar que os indiv&iacute;duos n&atilde;o deveriam se identificar ao preencher o instrumento da pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os question&aacute;rios foram aplicados no per&iacute;odo da manh&atilde;, nas salas de aula da faculdade ou nos postos de sa&uacute;de/cl&iacute;nicas particulares. Os question&aacute;rios continham perguntas sobre exposi&ccedil;&otilde;es ocupacionais &agrave; material biol&oacute;gico bem como a conduta frente &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o, nos &uacute;ltimos 3 anos, e a situa&ccedil;&atilde;o vacinal contra Hepatite B. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os procedimentos de pesquisa obedeceram &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 196/96 do Conselho nacional de Sa&uacute;de. O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP) da Academia Cearense de Odontologia, sob protocolo no 098. Cada volunt&aacute;rio, ap&oacute;s completa explana&ccedil;&atilde;o sobre o estudo, expressou a sua participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise geral da popula&ccedil;&atilde;o estudada</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo foram aplicados 50 question&aacute;rios para os alunos de gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia e para os profissionais da rede p&uacute;blica e privada do munic&iacute;pio. No entanto apenas 32 (64%) foram respondidos e devolvidos. A faixa et&aacute;ria dos entrevistados variou de 19 a 45 anos de idade, sendo 15 deles (47%) do sexo masculino e 17 do sexo feminino (53%). Quanto a institui&ccedil;&atilde;o de origem, 24 (75%) eram alunos de gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia, 7 (22%) eram de CD da rede privada e 1 (3%) era CD vinculado &agrave; rede p&uacute;blica do munic&iacute;pio. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o geral dos acidentes ocupacionais, 19 deles (59%) relataram nunca ter sofrido qualquer acidente, enquanto 13 (41%) afirmaram j&aacute; terem experimentado algum tipo de acidente ocupacional. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise da popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o sofreu acidente ocupacional </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos que relatou nunca ter sofrido acidente ocupacional se deu da seguinte forma: 10 eram do sexo masculino (53%) e 9 do sexo feminino (47%); 15 afirmaram ser graduandos em Odontologia (79%), 4 CD da rede privada (21%) e nenhum disse ser da rede p&uacute;blica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise da popula&ccedil;&atilde;o que sofreu acidente ocupacional </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Identifica&ccedil;&atilde;o dos entrevistados </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os sujeitos que relataram epis&oacute;dio de acidente, observou-se que 5 eram do sexo masculino (38%) e 8 do sexo feminino (62%). Do total, 9 eram acad&ecirc;micos do curso de odontologia (69%), 3 eram CD da rede privada (23%) e 1 era CD da rede p&uacute;blica (8%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracter&iacute;stica do acidente </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao per&iacute;odo do acidente, 7 entrevistados disseram n&atilde;o lembrar da &eacute;poca de ocorr&ecirc;ncia (53%). Apesar de a maioria dos indiv&iacute;duos n&atilde;o lembrar o hor&aacute;rio em que o acidente tinha ocorrido (54%), o turno matutino foi o mais relacionado a acidentes (38%), seguido pelo turno vespertino (8%). O turno da noite n&atilde;o foi indicado por nenhum dos entrevistados. No que diz respeito &agrave; frequ&ecirc;ncia dos acidentes, 7 entrevistados relataram ter sofrido acidente ocupacional apenas 1 vez (54%), 4 mais de uma vez (31%) e 2 n&atilde;o lembravam (15%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tempo de procura de atendimento ap&oacute;s contamina&ccedil;&atilde;o com objeto p&eacute;rfuro-cortante mostrou que 8 indiv&iacute;duos (62%) n&atilde;o procuraram nenhum tipo de atendimento. Tr&ecirc;s entrevistados n&atilde;o lembravam se haviam procurado atendimento ap&oacute;s perfura&ccedil;&atilde;o (23%) e 2 procuraram atendimento imediato, ou seja em tempo inferior a &lt; 2 horas (15%). Vale salientar que todos os entrevistados relataram estar usando EPI no momento do acidente. Os materiais causadores das perfura&ccedil;&otilde;es mais citados foram: agulha gengival e sonda exploradora, seguidas pela agulha de sutura. Um caso de perfura&ccedil;&atilde;o com l&acirc;mina de bisturi foi relatado. Nenhum caso foi documentado em rela&ccedil;&atilde;o a perfura&ccedil;&atilde;o causada por limas endod&ocirc;nticas (<a href="#fig01">Figura 1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria do grupo de entrevistados citou a les&atilde;o percut&acirc;nea como o tipo mais frequente de exposi&ccedil;&atilde;o, sendo seguidos de exposi&ccedil;&atilde;o em que houve contato com sangue, tecidos e fluidos corporais (<a href="#fig02">Figura 2</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n1/a05fig01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n1/a05fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os locais onde ocorreu o acidente ocupacional, a maioria relatou serem os dedos das m&atilde;os os locais mais acometidos. Outros locais tamb&eacute;m citados foram a pele n&atilde;o integra e as m&atilde;os. Nenhum dos entrevistados citou acidente envolvendo mucosa alveolar e/ou nasal (<a href="#fig03">Figura 3</a>). As especialidades mais relacionadas aos acidentes foram cirurgia e periodontia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n1/a05fig03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conduta frente &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s o acidente, todos os 13 participantes afirmaram ter realizado algum tipo conduta. Analisando o tipo de conduta adotada observou-se que a maioria dos entrevistados afirmou ter interrompido o atendimento, removido a luva e localizado da les&atilde;o; ter feito a lavagem imediata com sab&atilde;o e &aacute;gua corrente; ter questionado o paciente quanto a ele ser portador de HIV/AIDS, Hepatite B ou C, alguma DST ou usu&aacute;rio de drogas injet&aacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Grande parte dos entrevistados relatou n&atilde;o ter perguntado ao paciente sobre o aceite em fornecer amostras sangu&iacute;neas para testar a presen&ccedil;a de pat&oacute;genos; n&atilde;o ter procurou atendimento m&eacute;dico; e n&atilde;o ter notificado o acidente &agrave; comiss&atilde;o de biosseguran&ccedil;a da faculdade ou &oacute;rg&atilde;o superiores (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A identifica&ccedil;&atilde;o do paciente-fonte foi realizada em 61% dos casos pelos entrevistados. Quatro indiv&iacute;duos n&atilde;o realizaram tal identifica&ccedil;&atilde;o (31%) e 1 n&atilde;o lembra de ter feito este procedimento (8%). A imuniza&ccedil;&atilde;o contra a Hepatite B foi feita em 83% dos entrevistados. Apenas 1 deles afirmou n&atilde;o ter se submetido a imuniza&ccedil;&atilde;o. Dentre os sujeitos que relataram imuniza&ccedil;&atilde;o, 66% confirmaram ter feito o esquema vacinal completo, a vacina&ccedil;&atilde;o at&eacute; a terceira dose. 33% afirmaram ter tomado at&eacute; a segunda dose e 1 disse ter recebido somente uma dose da vacina conta hepatite B. Ainda sim, 3 entrevistados realizaram sorologia anti-Hb para confirma&ccedil;&atilde;o da imuniza&ccedil;&atilde;o (23%). Oito indiv&iacute;duos n&atilde;o a realizaram sorologia anti-Hb (62%). Nenhum dos entrevistados relatou ter feito quimioprofilaxia com anti-retrovirais ap&oacute;s o acidente ocupacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo mostrou um &iacute;ndice de desist&ecirc;ncia de mais de 30%. Tal &iacute;ndice talvez se deva a neglig&ecirc;ncia e descaso com rela&ccedil;&atilde;o ao assunto<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o aos acidentes com material biol&oacute;gico, houve maior preval&ecirc;ncia de acidentes no sexo feminino, conforme os resultados de alguns estudos<sup>1,14-16</sup>. Por outro lado, outros levantamentos n&atilde;o foram capazes de detectar tal predile&ccedil;&atilde;o<sup>10</sup>. No entanto, ainda n&atilde;o est&aacute; bem esclarecido se as mulheres est&atilde;o realmente relacionadas a um grande n&uacute;mero de epis&oacute;dios de exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional ou se, este grupo de indiv&iacute;duos notificam mais os acidentes ocupacionais, ou ambos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudantes apresentam maior frequ&ecirc;ncia de acidentes<sup>17</sup>, por tomarem parte na realiza&ccedil;&atilde;o de diversos procedimentos e, muitas vezes, estarem associados &agrave; falta de conhecimento adequado sobre as medidas de precau&ccedil;&otilde;es universais e treinamento repetido sob supervis&atilde;o apropriada, bem como ao nervosismo e/ou inexperi&ecirc;ncia durante os procedimentos. Embora o tempo de atendimento cl&iacute;nico seja um fator importante na frequ&ecirc;ncia de acidentes com material biol&oacute;gico, devido &agrave; maior exposi&ccedil;&atilde;o ao risco, n&atilde;o se pode negar a import&acirc;ncia do fator experi&ecirc;ncia na pr&aacute;tica cl&iacute;nica que contribui para a redu&ccedil;&atilde;o de acidentes em decorr&ecirc;ncia do maior dom&iacute;nio das t&eacute;cnicas e habilidades<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O maior n&uacute;mero de acidentes est&aacute; relacionado ao segundo semestre do ano. Um &uacute;nico estudo, tamb&eacute;m analisando esta correla&ccedil;&atilde;o observou maior frequ&ecirc;ncia de acidentes durante os meses de julho a setembro<sup>18</sup>. Embora mais estudos sejam necess&aacute;rios, o aumento do estresse, cansa&ccedil;o f&iacute;sico bem como emocional parecem </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n1/a05tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">estar associados. Durante o dia de trabalho, o turno matutino pareceu ser o mais relacionado a acidentes, talvez devido ao maior n&uacute;mero de atividades cl&iacute;nicas serem realizadas durante este hor&aacute;rio aumentando o risco de exposi&ccedil;&atilde;o a acidentes<sup>11</sup>. Este dado ainda parece controverso, pois foi demonstrado de que 76% dos acidentes cl&iacute;nicos ocorreram ap&oacute;s 13:30 horas enquanto que apenas 15% ocorreram entre 9:00 e 10:00 horas da manh&atilde;<sup>18</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso de EPI &eacute; fundamental para uma pr&aacute;tica segura em institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Entretanto, esta seguran&ccedil;a se efetivar&aacute; n&atilde;o apenas pela ado&ccedil;&atilde;o destes equipamentos, mas pela forma como s&atilde;o utilizados. O estudo mostra a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos entrevistados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; import&acirc;ncia do uso dos EPI durante suas atividades cl&iacute;nicas, uma vez que todos relataram fazer uso destas medidas preventivas. Outros estudos, no entanto, n&atilde;o observaram tamanha ado&ccedil;&atilde;o a este tipo de medida enquanto outros descreveram varia&ccedil;&atilde;o de 33,8% a 90,8% quanto ao uso de EPI<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A agulha gengival e a sonda exploradora est&atilde;o entre os instrumentos odontol&oacute;gicos mais relacionados a acidentes ocupacionais, corroborando achados de outros estudos<sup>15-17,19</sup>, provavelmente devido &agrave; presen&ccedil;a constante destes instrumentais nos diversos procedimentos odontol&oacute;gicos. Com base nesta rela&ccedil;&atilde;o e na anatomia destes instrumentais, les&atilde;o percut&acirc;neas s&atilde;o as mais associadas aos acidentes ocupacionais<sup>14,17,19-20</sup>, aumentando o risco de infec&ccedil;&otilde;es como HIV/AIDS e Hepatites B e C. Portanto &eacute; quest&atilde;o priorit&aacute;ria a ado&ccedil;&atilde;o de medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle de riscos ocupacionais aos acidentes com agulhas que deve se iniciar com an&aacute;lise cuidadosa das fontes potenciais de risco, procurando caracterizar as situa&ccedil;&otilde;es de ocorr&ecirc;ncia e os padr&otilde;es de tend&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dedos s&atilde;o relatados como a regi&atilde;o do corpo mais afetada quando de um acidente ocupacional<sup>14,17-18</sup> confirmando os achados deste estudo. Devido &agrave; proximidade com os instrumentos em sua a&ccedil;&atilde;o, esta regi&atilde;o tem uma maior chance de ser lesionada. O uso de luvas n&atilde;o resultou na redu&ccedil;&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es percut&acirc;neas nos dedos e m&atilde;os. Por&eacute;m, durante os procedimentos odontol&oacute;gicos, a contamina&ccedil;&atilde;o da saliva com sangue &eacute; previs&iacute;vel e o trauma &agrave;s m&atilde;os dos profissionais &eacute; comum. O uso de luvas minimiza o potencial para o contato de pele n&atilde;o intacta dos profissionais da odontologia com a saliva contaminada com sangue dos pacientes. As luvas cir&uacute;rgicas n&atilde;o impedem a ocorr&ecirc;ncia de les&otilde;es percut&acirc;neas. Entretanto, se estas ocorrerem, a interfer&ecirc;ncia das luvas reduz a quantidade de material biol&oacute;gico inoculado, podendo reduzir, igualmente, a possibilidade de aquisi&ccedil;&atilde;o de pat&oacute;genos em alguns casos<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos entrevistados afirmou ter realizado condutas individuais b&aacute;sicas p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o, corroborando achados de outros estudos. Um estudo relatou que 98,5% dos profissionais lavaram o local do acidente, 44,6% perguntaram ao paciente sobre HIV/hepatite<sup>20</sup>. No entanto, este estudo, em concord&acirc;ncia com outros mostraram que a maioria dos acidentados n&atilde;o solicitou exames ao paciente, buscou atendimento m&eacute;dico, notificou o acidente, ou tenha feito algum tipo de quimioprofilaxia<sup>20</sup>. O atraso no tempo de procura de atendimento ap&oacute;s contamina&ccedil;&atilde;o com objeto p&eacute;rfuro-cortante ou at&eacute; mesmo a n&atilde;oprocura de atendimento, reflete despreocupa&ccedil;&atilde;o dos entrevistados quanto ao risco de infec&ccedil;&otilde;es. Apenas 15% procuraram atendimento imediato. A avalia&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o realizada por um profissional m&eacute;dico especializado &eacute; fundamental para determinar a severidade da les&atilde;o e indicar ou n&atilde;o a profilaxia p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>. Para exposi&ccedil;&otilde;es com risco m&iacute;nimo a profilaxia n&atilde;o &eacute; justificada, devido aos efeitos colaterais da medica&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, quando indicada, a quimioprofilaxia anti-HIV &eacute; capaz de reduzir o risco de aquisi&ccedil;&atilde;o do HIV em at&eacute; 81% ap&oacute;s les&atilde;o percut&acirc;nea, mas para isso ela deve ser administrada o mais breve poss&iacute;vel, preferencialmente nas duas primeiras horas ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>. Vale salientar que a identifica&ccedil;&atilde;o do paciente-fonte, foi realizada por grande parte dos entrevistados, &eacute; um achado positivo diante de uma comunica&ccedil;&atilde;o futura com o paciente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prote&ccedil;&atilde;o contra Hepatite B, embora a maioria dos entrevistados tenha relatado vacina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via, apenas 23% apresentaram resultado reagente positivo para anticorpo anti-HB. Este dado confirma os achados de outro estudo, onde 91,3% dos acidentados relatou vacina&ccedil;&atilde;o contra HBV, por&eacute;m apenas 73% realizaram sorologia anti-Hb<sup>14</sup>. A dosagem de anti-HBs de rotina pode indicar que os profissionais n&atilde;o estejam protegidos contra a infec&ccedil;&atilde;o pelo HBV, por n&atilde;o completarem o esquema vacinal ou n&atilde;o apresentarem resposta vacinal, no entanto, vale salientar que este exame p&oacute;s-imuniza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio. Esta an&aacute;lise deve ser feita um a dois meses ap&oacute;s a terceira dose da vacina nos seguintes casos: pacientes em hemodi&aacute;lise, pessoas com infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, profissionais com risco de exposi&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus, pacientes imunocomprometidos, parceiros sexuais de pessoas HBsAg positivo e crian&ccedil;as nascidas de m&atilde;es HBsAg positivo<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Com base dos resultados deste estudo, foi proposto, dentro da faculdade de odontologia, um programa de forma&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o dos estudantes e profissionais sobre a import&acirc;ncia da preven&ccedil;&atilde;o de acidentes ocupacionais, bem como necessidade dos procedimentos de notifica&ccedil;&atilde;o imediata de acidentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Otilde;ES</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A preval&ecirc;ncia de exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional &agrave; material biol&oacute;gico entre os graduandos e odont&oacute;logos da rede p&uacute;blica e privada investigados foi alta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o vacinal contra a Hepatite B mostrou-se prec&aacute;ria, uma vez que apenas uma minoria completou o esquema profil&aacute;tico.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Garbin CAS, Martins RJ, Garbin AJI, Hidalgo LRC. Contuctas de estudiantes del &aacute;rea de la salud frente a la exposici&oacute;n ocupacional a material biol&oacute;gico. Cienc Trab. 2009;11:18-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=017271&pid=S1516-0939201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Neuman H. Occupational hazards in dentistry. Refuat Hapeh Vehashinayim. 2011;28(3):72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Fitzsimons D, Hendrickx G, Vorsters A. Hepatitis B vaccination: a completed schedule enough to control HBV lifelong?: Milan, Italy, 17-18 November 2011. Vaccine. 2013; 31:584. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Ribeiro PHV, Hayashida MM, Moriya TM. Acidentes com material biol&oacute;gico entre esstudantes de gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia. Rev Odontol Univ Cid de S&atilde;o Paulo. 2007;19: 263-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Kalyoncu D, Urganci N. Response to hepatitis A and B vaccination in patients with chronic hepatitis C: 8-year follow-up. Paediatr Int Child Health. 2012;32(3):136-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. El-Serag HB. Epidemiology of viral hepatitis and hepatocellular carcinoma. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Gastroenterology. 2012;142(6):1264-73. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. S&ecirc;cco IA, Robazzi ML, Shimizu DS, R&uacute;bio MM. Typical occupational accidents with employees of a university hospital in the south of Brazil: epidemiology and prevention. Rev Latinoam Enferm. 2008;16(5):824-31.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Cardo DM, Culver DH, Ciesielski CA, Srivastava PU, Marcus R, Abiteboul D, et al. A case-control study of HIV seroconversion in health care workers after percutaneous exposure. New Engl Med. 1997;337:1485-90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Henry K, Campbell S. Needlestick/sharps injuries and HIV exposure among health care workers: national estimates based on a survey of U.S. hospitals. Minn Med. 1995;78:41-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. H&auml;m&auml;l&auml;inen P, Leena Saarela K, Takala J. Global trend according to estimated number of occupational accidents and fatal work-related diseases at region and country level. J Safety Res. 2009;40(2):125-39. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Marziale MHP, Silva EJ, Haas VJ, Robazzi MLCC. Acidentes com material biol&oacute;gico em hospital da rede de preven&ccedil;&atilde;o de acidentes do trabalho-REPAT. Rev Bras de Sa&uacute;de Ocup. 2007;32:109-19. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Ngatu NR, Phillips EK, Wembonyama OS, Hirota R, Kaunge NJ, Mbutshu LH, et al. Practice of universal precautions and risk of occupational blood-borne viral infection among Congolese health care workers. Am J Infect Control. 2012;40(1):68-70. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Leite MAA. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da conduta dos cirurgi&otilde;es dentistas de Belo Horizonte frente aos procedimentos de controle de infec&ccedil;&atilde;o cruzada: uma perspectiva epidemiol&oacute;gica &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Belo Horizonte: Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas da Universidade Federal de Minas Gerais; 1996. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Silva JA, Paula VS, Almeida AJ, Villar LM. Investiga&ccedil;&atilde;o de acidentes biol&oacute;gicos entre profissionais de sa&uacute;de. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2009;13(3):508-16. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Machado-Carvalhais HP, Ramos-Jorge ML, Auad SM, Martins LHPM, Paiva SM, Pordeus IA. Occupational exposure to potentially infectious biological material in a dental teaching environment. J Dent Educ. 2008;72:1201-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Wood AJ, Nadershahi NA, Fredekind RE, Cuny EJ, Chambers DW. Student occupational exposure incidence: perception versus reality. J Dent Educ. 2006;70:1081-8. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Wicker S, Rabenau HF. Occupational exposures to bloodborne viruses among German dental professionals and students in a clinical setting. Int Arch Occup Environ Health. 2010;83(1):77-83. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Callan RS, Caughman F, Budd ML. Injury reports in a dental school: a two-year overview. J Dent Educ. 2006;70:1081-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Cleveland JL, Barker LK, Cuny EJ, Panlilio AL. National Surveillance System for Health Care Workers Group. Preventing percutaneous injuries among dental health care personnel. J Am Den Assoc. 2007;138:169-78 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Garcia LP, Blank VL. Management of occupational exposures to potentially infectious materials in dentistry. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008;42:279-86. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. American Academy of Pediatrics. Hepatitis B. In: Peter G. Red book: report of the Committee on Infectious Diseases. 25nd ed., Elk Grove Village: American Academy of Pediatrics; 2003. p. 316- 36.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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