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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Levantamento de lesões na região bucomaxilofacial em vítimas de violência periciadas no Instituto Médico Legal (IML) de Feira de Santana-BA, entre 2007 e 2009]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Survey of oral and maxillofacial injuries in victims of violence who were subjected to forensic dental expertise at Feira de Santana's Forensic Medicine Institute, Bahia, between 2007 and 2009]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[ABSTRACT Aim: To analyze the profile of victims and perpetrators according to sociodemographic variables and orofacial clinical manifestations in the city of Feira de Santana, Bahia, Brazil between 2007 and 2009. Materials and Methods: The present work was a descriptive epidemiological study using secondary data collected from the Feira de Santana Forensic Institute between 2007 and 2009. This study consulted the socio-demographic characteristics of the victim, the victim's relationship with the assailant, the characterization of the instrument, description of the injuries as regards their type and location, and the evaluation of the injury. After having tabulated the data, statistical analysis was performed using the SPSS program, version 15.0. Results: Most of the victims were male, single, with light-black skin, and between 18 and 35 years of age. Regarding the type of injury, the most common were edemas (14.8%), tooth fractures (14.8%), and tooth dislocation (11.2%). The most affected intra-oral structures were the teeth and labial mucosa, 54.6% and 30.9%, respectively. Through extra-oral examinations, the buccal (39%) and malar (10.3%) regions proved to be the most affected areas. In the majority of cases, the use of a blunt instrument was the most common cause of injury. Conclusion: The majority of victims were male, single, students, with light-black skin, and between 18 and 35 years of age. In most medical reports, no information was recorded about the assailant. A blunt instrument was most commonly used in the attack. Edemas and tooth fractures were the main types of injuries resulting from the violence. These results from this study indicate the need to implement violence prevention programs in the areas of health and public safety.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Levantamento de les&otilde;es na regi&atilde;o bucomaxilofacial em v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia periciadas no Instituto M&eacute;dico Legal (IML) de Feira de Santana-BA, entre 2007 e 2009</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Survey of oral and maxillofacial injuries in victims of violence who were subjected to forensic dental expertise at Feira de Santana's Forensic Medicine Institute, Bahia, between 2007 and 2009</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rodolfo Macedo Cruz Pimenta <sup>I</sup>; Felipe Rafael Rios Oliveira Matos <sup>I</sup>; Mona Lisa Cordeiro Asselta da Silva <sup>I</sup>; Ana &Aacute;urea Al&eacute;cio de Oliveira Rodrigues <sup>II</sup>; Jeidson Ant&ocirc;nio Morais Marques <sup>II</sup>; Jamilly de Oliveira Musse <sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Cirurgi&atilde;o-Dentista, Bahia, Brasil    <br> <sup>II</sup> Departamento de Sa&uacute;de, Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia, Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contato: rodolfo.pimenta@gmail.com; fr_rafael@hotmail.com; musse_jo@hotmail.com; mona.cordeiro@hotmail.com; aleccio@terra.com.br; marques-jam@hotmail.com</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Objetivo:</b> Analisar o perfil das v&iacute;timas e agressores, segundo as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas orofaciais em Feira de Santana-Bahia, no per&iacute;odo de 2007-2009. <b>Materiais e M&eacute;todos:</b> Estudo epidemiol&oacute;gico do tipo descritivo utilizando dados secund&aacute;rios coletados no Instituto M&eacute;dico Legal de Feira de Santana, nos anos de 2007 a 2009. Foram consultadas as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas da v&iacute;tima; v&iacute;nculo da mesma com o agressor; caracteriza&ccedil;&atilde;o do instrumento; descri&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es quanto ao tipo e localiza&ccedil;&atilde;o; avalia&ccedil;&atilde;o do dano causado. Ap&oacute;s a tabula&ccedil;&atilde;o dos dados, realizou-se a an&aacute;lise estat&iacute;stica dos mesmos atrav&eacute;s do programa SPSS, vers&atilde;o 15.0. <b>Resultados: </b>A maioria das v&iacute;timas pertenceu ao sexo masculino, eram solteiras, faiodermas e apresentaram idade entre 18 e 35 anos. Quanto ao tipo de les&atilde;o, houve destaque para o edema (14,8%), a fratura dent&aacute;ria (14,8%) e a luxa&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria (11,2%). As estruturas intra-orais mais afetadas foram os dentes e a mucosa labial, com 54,6% e 30,9%, respectivamente. No exame extra-oral as regi&otilde;es bucal (39%) e malar (10,3%) apresentaram um comprometimento maior. O emprego do instrumento contundente foi mais comum, na maioria das agress&otilde;es. <b>Conclus&atilde;o: </b>Houve um maior n&uacute;mero de v&iacute;timas do sexo masculino, solteiro, estudante, faioderma e com idade entre 18 e 35 anos. Na maioria dos laudos n&atilde;o havia informa&ccedil;&otilde;es sobre o agressor. O instrumento contudente foi o mais utilizado no momento da agress&atilde;o. O edema e a fratura dent&aacute;ria foram os principais tipos de les&otilde;es resultantes da viol&ecirc;ncia. Os resultados desta pesquisa denotam a necessidade de implementa&ccedil;&atilde;o de programas preventivos da viol&ecirc;ncia nas &aacute;reas de sa&uacute;de e de seguran&ccedil;a p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Odontologia Legal. Viol&ecirc;ncia. Epidemiologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aim:</b> To analyze the profile of victims and perpetrators according to sociodemographic variables and orofacial clinical manifestations in the city of Feira de Santana, Bahia, Brazil between 2007 and 2009.<b> Materials and Methods: </b>The present work was a descriptive epidemiological study using secondary data collected from the Feira de Santana Forensic Institute between 2007 and 2009. This study consulted the socio-demographic characteristics of the victim, the victim's relationship with the assailant, the characterization of the instrument, description of the injuries as regards their type and location, and the evaluation of the injury. After having tabulated the data, statistical analysis was performed using the SPSS program, version 15.0. <b>Results:</b> Most of the victims were male, single, with light-black skin, and between 18 and 35 years of age. Regarding the type of injury, the most common were edemas (14.8%), tooth fractures (14.8%), and tooth dislocation (11.2%). The most affected intra-oral structures were the teeth and labial mucosa, 54.6% and 30.9%, respectively. Through extra-oral examinations, the buccal (39%) and malar (10.3%) regions proved to be the most affected areas. In the majority of cases, the use of a blunt instrument was the most common cause of injury. <b>Conclusion:</b> The majority of victims were male, single, students, with light-black skin, and between 18 and 35 years of age. In most medical reports, no information was recorded about the assailant. A blunt instrument was most commonly used in the attack. Edemas and tooth fractures were the main types of injuries resulting from the violence. These results from this study indicate the need to implement violence prevention programs in the areas of health and public safety.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Forensic Dentistry. Violence. Epidemiology.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vida em sociedade &eacute; o espa&ccedil;o de cria&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da viol&ecirc;ncia, j&aacute; que esta n&atilde;o tem ra&iacute;zes biol&oacute;gicas e, portanto, n&atilde;o faz parte da natureza humana, tratando-se, ent&atilde;o, de um complexo e din&acirc;mico fen&ocirc;meno biopsicossocial<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir dos anos 1990, a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan- Americana de Sa&uacute;de (OPAS) reconhece que, em fun&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de v&iacute;timas e a magnitude de sequelas org&acirc;nicas e emocionais que produz, a viol&ecirc;ncia adquire um car&aacute;ter end&ecirc;mico e, consequentemente, passa a se caracterizar como um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Santi et al.<sup>3</sup> e Garbin et al.<sup>4</sup>, afirmaram ser a viol&ecirc;ncia, tamb&eacute;m, um grave problema social que vem aumentando em frequ&ecirc;ncia nos &uacute;ltimos anos. Dessa forma, trata-se de um fen&ocirc;meno que, associado a outras causas, como acidentes de tr&acirc;nsito, tem provocado forte impacto no que se refere &agrave; morbimortalidade da popula&ccedil;&atilde;o<sup>5,6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nos &uacute;ltimos anos, as investiga&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de sobre viol&ecirc;ncia s&atilde;o baseadas em dados de mortalidade </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">devido &agrave; disponibilidade das informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos e a dificuldade em se obter dados de morbidade<sup>7</sup>. Nedel et al.<sup>8</sup>, destacaram a participa&ccedil;&atilde;o da odontologia forense neste contexto, no intuito de colaborar com investiga&ccedil;&otilde;es que envolvam les&atilde;o corporal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &Eacute; um fen&ocirc;meno de natureza multifatorial, tornando-se crucial o interesse e a preocupa&ccedil;&atilde;o do Setor Sa&uacute;de com as v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia, sejam elas mulheres, crian&ccedil;as ou idosos, principalmente em raz&atilde;o no n&uacute;mero de mortes que provoca e da necessidade de per&iacute;cia e assist&ecirc;ncia m&eacute;dico-odontol&oacute;gica<sup>6,9,10,11-12</sup>. Sales-Peres et al.<sup>13</sup> apontaram a import&acirc;ncia do conhecimento da legisla&ccedil;&atilde;o para que o profissional de sa&uacute;de saiba como agir diante de um quadro de identifica&ccedil;&atilde;o de maus-tratos e viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos relacionados ao atendimento prim&aacute;rio &agrave; sa&uacute;de de pacientes violentados apontam ser a regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o a mais atingida<sup>14,15</sup>. A face, por ser uma regi&atilde;o muito vulner&aacute;vel, devido &agrave; suas peculiaridades e complexidade anat&ocirc;mica e funcional, tem sido frequentemente traumatizada, requerendo aten&ccedil;&atilde;o especial por parte dos profissionais de sa&uacute;de, at&eacute; mesmo pela import&acirc;ncia de suas estruturas no conv&iacute;vio social e nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais<sup>6,16-17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Roselino et al.6 relataram in&uacute;meras causas para o trauma facial, como acidentes de tr&acirc;nsito, quedas, pr&aacute;tica esportiva, viol&ecirc;ncia interpessoal, e as decorrentes de atividades profissionais, que variam em amplitude e tipo de les&atilde;o, podendo ser desde pequenas les&otilde;es nos dentes at&eacute; traumas graves &agrave; pele, m&uacute;sculos, ossos e nervos da face &ndash; causadas por agress&otilde;es f&iacute;sicas ou por armas de fogo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma agress&atilde;o localizada na face n&atilde;o se limita apenas a les&otilde;es vis&iacute;veis ou sem perda funcional, ela pode envolver al&eacute;m de tecido mole e ossos, a depender da extens&atilde;o, o c&eacute;rebro, olhos, seios maxilares e denti&ccedil;&atilde;o<sup>6,18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A tem&aacute;tica "viol&ecirc;ncia e sa&uacute;de p&uacute;blica" tem apresentado grande relev&acirc;ncia social, sendo investigada com mais aten&ccedil;&atilde;o na literatura especializada tanto na &aacute;rea das ci&ecirc;ncias sociais, como na de sa&uacute;de. A presen&ccedil;a da Odontologia, no que tange aos estudos de les&otilde;es do complexo bucomaxilofacial, torna-se indispens&aacute;vel tanto no diagn&oacute;stico quanto na tentativa de repara&ccedil;&atilde;o dos danos. Isto porque, n&atilde;o &eacute; raro que a agress&atilde;o f&iacute;sica conduza &agrave; morte de milhares de pessoas como demonstram as informa&ccedil;&otilde;es dos diferentes Institutos M&eacute;dico-Legais<sup>19</sup>. Destarte, a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas voltadas a essa tem&aacute;tica pode contribuir com a articula&ccedil;&atilde;o entre as diferentes inst&acirc;ncias envolvidas na implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es preventivas, voltadas &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este trabalho buscou analisar o perfil das v&iacute;timas e agressores, segundo as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas orofaciais em Feira de Santana-Bahia, no per&iacute;odo de 2007-2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizado um estudo epidemiol&oacute;gico do tipo descritivo, que buscou levantar a frequ&ecirc;ncia dos tipos de les&otilde;es na regi&atilde;o bucomaxilofacial em 260 laudos, correspondentes &agrave; v&iacute;timas de les&otilde;es corporais, submetidas &agrave; per&iacute;cia odontolegal no Instituto M&eacute;dico Legal (IML) de Feira de Santana &ndash; BA, entre os anos de 2007 e 2009. A pesquisa se deu por meio de coleta e consultas de laudos periciais (elaborados por odontolegistas) e transcri&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es relevantes para uma ficha elaborada pelos autores, que cont&eacute;m campos espec&iacute;ficos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima &ndash; g&ecirc;nero, idade, cor da pele, naturalidade, nacionalidade, estado civil, ocupa&ccedil;&atilde;o e resid&ecirc;ncia; v&iacute;nculo da v&iacute;tima com o agressor; caracteriza&ccedil;&atilde;o do instrumento &ndash; perfurante, cortante, contundente e poss&iacute;veis combina&ccedil;&otilde;es; descri&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es, incluindo-se localiza&ccedil;&atilde;o intra e extraoral e avalia&ccedil;&atilde;o do dano pelos odontolegistas. As classifica&ccedil;&otilde;es utilizadas para as les&otilde;es do complexo bucomaxilofacial foram descritas pelos autores Perteson et al. (1996)<sup>20</sup> e Andreasen (1994)<sup>21</sup>. Foi mantido em sigilo toda e qualquer informa&ccedil;&atilde;o sobre o periciado, sendo o trabalho desenvolvido em conformidade com a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Estadual de Feira de Santana &ndash; CEP/UEFS (Protocolo NO 092/2010 &ndash; CAAE 0090.0.059.000 - 10). Ap&oacute;s a coleta e tabula&ccedil;&atilde;o dos dados, foi feita a an&aacute;lise estat&iacute;stica atrav&eacute;s do Programa Statistical Package for Social Science for Windows SPSS, vers&atilde;o 15.0, sendo realizada a an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis estudadas com distribui&ccedil;&otilde;es absolutas, percentuais e interpreta&ccedil;&otilde;es dos dados.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos indiv&iacute;duos que se submeteu a per&iacute;cia odontolegal foi do sexo masculino, com faixa et&aacute;ria entre 18 e 35 anos (n = 75), correspondendo &agrave; 54,7% da amostra. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cor da pele, em ambos os sexos, os periciados eram, predominantemente, faiodermas, com valores relativos acima de 60%. O estado civil "solteiro" foi o mais prevalente, chegando a 76,6 % entre os homens e 74% entre as mulheres. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; proced&ecirc;ncia, verificou-se mais de 50 naturalidades diferentes do Estado da Bahia e tamb&eacute;m de outros estados. Cerca de metade dos indiv&iacute;duos em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia nasceram em Feira de Santana. Salvador foi &agrave; segunda cidade mais citada, com 6,2%. No que se refere &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos, as profiss&otilde;es mais comuns foram estudante (20,4%) e lavrador (9,6%) (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n4/a01tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O v&iacute;nculo da v&iacute;tima com o agressor estava presente em apenas 68% dos casos. Dentre eles, o "c&ocirc;njuge" foi o de maior destaque (11,5%), seguido por "ex-c&ocirc;njuge" e "namorado" (<a href="#tab01">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Outra vari&aacute;vel observada foi o tipo do instrumento utilizado pelo agressor. Constatou-se que, em 96,5% dos casos, o instrumento foi classificado como contundente, sendo a maior parte das les&otilde;es resultantes de socos, tapas e empurr&otilde;es (<a href="#tab02">Tabela 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n4/a01tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os tipos de les&otilde;es resultantes da agress&atilde;o variaram desde equimoses at&eacute; fraturas &oacute;sseas. Os mais comumente encontrados durante o exame foram: edema (n = 78, 14,8%); fratura dent&aacute;ria (n = 78 ou 14,8%); luxa&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria (n = 59 ou 11,2%); ferida cortante (n = 51 ou 9,7%) e avuls&atilde;o dent&aacute;ria (n = 36 ou 6,8%). Entretanto, problemas na ATM (crepita&ccedil;&atilde;o e estalos), escurecimento dent&aacute;rio, desvio mandibular durante movimentos de abertura e fechamento e aus&ecirc;ncia recente, foram os menos comuns totalizando 27 ocorr&ecirc;ncias (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As les&otilde;es foram encontradas nas mais diversas regi&otilde;es intra e extraorais (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). Dentes e mucosa labial foram as estruturas situadas dentro da cavidade bucal mais atingidas, com 54,5% e 31%, respectivamente. Assoalho de boca, l&iacute;ngua, mucosa alveolar e rebordo alveolar pouco sofreram com as agress&otilde;es, sendo respons&aacute;veis por 11% dos acometimentos. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o extraoral, a regi&atilde;o bucal foi a mais afetada (39% dos casos), seguida da malar (10,3%) e mandibular (9,8%). As regi&otilde;es menos atingidas foram a temporal (1%), a maxilar (3,4%) e a bucinadora (3,9%). </font></p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A viol&ecirc;ncia tornou-se uma das tem&aacute;ticas centrais da sa&uacute;de p&uacute;blica por sua magnitude e repercuss&otilde;es no comprometimento da sa&uacute;de e qualidade de vida das pessoas<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O panorama da viol&ecirc;ncia revelou parte da realidade vivenciada em Feira de Santana e regi&atilde;o, visto que o Instituto M&eacute;dico Legal (IML) &eacute; o &oacute;rg&atilde;o encarregado de receber supostas v&iacute;timas e que os casos analisados corresponderam apenas &agrave;queles examinados pelo perito odontolegista, n&atilde;o incluindo as per&iacute;cias m&eacute;dicas em vivos, casos que evolu&iacute;ram a &oacute;bitos ou mesmo situa&ccedil;&otilde;es nas quais n&atilde;o foi realizado solicita&ccedil;&atilde;o de exame de les&atilde;o corporal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo, observou-se o predom&iacute;nio de periciados homens (52,7%) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres (47,3%). Esses resultados concordam com os de outros trabalhos semelhantes que avaliaram viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as, adolescentes, homens e mulheres<sup>2,6,23-22</sup>. Entretanto, uma pesquisa sobre maus-tratos contra crian&ccedil;as e adolescentes, revelou um resultado inverso, com 56,1% de v&iacute;timas do sexo feminino<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em estudo Reis e Fradique<sup>26</sup> mostrou que a faixa et&aacute;ria predominante entre os indiv&iacute;duos vitimizados foi a de 18 a 35 anos, totalizando cerca de 55% da amostra. Resultado semelhante foi encontrado nesta pesquisa. Diversos autores indicam que a idade adulta &eacute; a que mais sofre com os efeitos da viol&ecirc;ncia<sup>2,6,14,18-27</sup>. Discordando deste panorama, um estudo realizado por Garbin et al. (2006)<sup>9</sup> concluiu que as maiores v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica eram crian&ccedil;as e adolescentes com idade de 0 &agrave; 15 anos (51,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda no que tange &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas, a maioria dos indiv&iacute;duos era faioderma e solteiro, o que difere dos trabalhos de Schraiber et al.<sup>15</sup>; Chiaperini et al.<sup>2</sup> e Ogundare, Bonnick e Bayley<sup>27</sup> nos quais prevaleceram indiv&iacute;duos leucodermas e melanodermas, respectivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Deslandes et al.<sup>14</sup> e Rezende et al.<sup>7</sup> tamb&eacute;m afirmaram em suas investiga&ccedil;&otilde;es, serem os solteiros mais suscet&iacute;veis &agrave; viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica<sup>28</sup>, a cidade de Feira de Santana possui uma popula&ccedil;&atilde;o de 556.756 habitantes e situa-se no maior entroncamento rodovi&aacute;rio do norte-nordeste. &Eacute; tamb&eacute;m a principal cidade da microrregi&atilde;o do centro-norte baiano, composta por 24 munic&iacute;pios e popula&ccedil;&atilde;o estimada em mais de 950 mil habitantes. Tais caracter&iacute;sticas provavelmente refletem no fato dos 260 participantes deste estudo serem naturais de mais de 50 cidades diferentes, com destaque para diversas cidades do interior da Bahia como Ipir&aacute;, S&atilde;o </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gon&ccedil;alo dos Campos, Cachoeira e Santa B&aacute;rbara, al&eacute;m de munic&iacute;pios de outros estados como Paran&aacute;, Pernambuco e S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v49n4/a01tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na investiga&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas, observou-se um grande n&uacute;mero de estudantes e empregadas dom&eacute;sticas. Tais dados corroboram estudos que investigaram a viol&ecirc;ncia contra a mulher, nos quais estas informa&ccedil;&otilde;es aparecem entre as de destaque<sup>7,14</sup>. Vale ressaltar tamb&eacute;m o grande n&uacute;mero de lavradores entre as v&iacute;timas, resultado que reflete as caracter&iacute;sticas econ&ocirc;micas da regi&atilde;o de Feira de Santana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em poucos laudos havia o registro do suposto agressor. Este tipo de investiga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma atribui&ccedil;&atilde;o do Instituto M&eacute;dico Legal e sim das Delegacias de Pol&iacute;cia. Este dado foi encontrado em apenas 68 laudos e a op&ccedil;&atilde;o c&ocirc;njuge foi a mais relatada, concordando principalmente com as pesquisas que abordam a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra a mulher<sup>7,14</sup>. Esta, por sua vez, tem recente proje&ccedil;&atilde;o nos foros acad&ecirc;micos, como um fen&ocirc;meno social, sendo concebida como as variadas formas de viol&ecirc;ncia interpessoal (agress&atilde;o f&iacute;sica, abuso sexual, abuso psicol&oacute;gico e neglig&ecirc;ncia), que ocorrem no seio da fam&iacute;lia, perpetradas por um agressor (que possui la&ccedil;os de parentesco, familiares ou conjugais) em condi&ccedil;&otilde;es de superioridade (f&iacute;sica, et&aacute;ria, social, ps&iacute;quica e/ou hier&aacute;rquica)<sup>29</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Merece destaque, dentre as vari&aacute;veis estudadas, o fato da maioria da natureza dos instrumentos utilizados ter sido contundente (96,5%). Os estudos correlatos apresentam resultados semelhantes, no entanto outros tipos de instrumentos como cortocontundentes e cortantes s&atilde;o mais citados<sup>9</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os tipos de les&otilde;es mais comuns foram: edema, fratura, luxa&ccedil;&atilde;o, avuls&atilde;o dent&aacute;ria e ferida cortante. Problemas na articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular, escurecimento dent&aacute;rio, aus&ecirc;ncia recente e desvio mandibular chamaram aten&ccedil;&atilde;o por terem sido os tipos menos comuns. A diferen&ccedil;a metodol&oacute;gica entre os estudos n&atilde;o permite uma compara&ccedil;&atilde;o mais efetiva entre os mesmos, por&eacute;m, pode-se admitir uma conson&acirc;ncia entre alguns resultados encontrados. Em uma disserta&ccedil;&atilde;o sobre o estudo jur&iacute;dico das les&otilde;es que atingem o complexo maxilomandibular, os autores relatam a perda e a fratura dent&aacute;ria como mais comuns<sup>30</sup>. Uma pesquisa sobre danos bucomaxilofaciais em mulheres aponta o edema, o ferimento e o corte, juntamente com a equimose e a contus&atilde;o, como os mais frequentes<sup>2</sup>. Os mesmos autores discordam quanto &agrave; incid&ecirc;ncia de fraturas dent&aacute;rias, j&aacute; que essa investiga&ccedil;&atilde;o revelou uma incid&ecirc;ncia de apenas 2,5%. Num levantamento sobre danos bucomaxilofaciais em homens, os pesquisadores referem que as les&otilde;es de tecidos moles foram as mais encontradas, seguidas por fratura em ossos da face e traumas dent&aacute;rios<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s regi&otilde;es e estruturas intra e extraorais mais acometidas, os dentes foram as estruturas mais afetadas. Resultado semelhante foi observado por Chiaperini et al.<sup>2</sup>. No que diz respeito &agrave;s regi&otilde;es extraorais, as mais frequentes foram a bucal, malar e mandibular, o que vai de encontro aos resultados encontrados por Garbin et al.<sup>9</sup>, Silveira et al.<sup>25</sup>, nos quais prevaleceram a regi&atilde;o orbital e periorbital.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Sendo assim, observa-se que o cirurgi&atilde;odentista &eacute; um profissional extremamente importante no IML na avalia&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es nos indiv&iacute;duos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia que apresentam traumas orofaciais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   A partir dos resultados evidenciados pelo presente estudo, pode-se concluir que entre as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia da microrregi&atilde;o de Feira de Santana que se submeteram &agrave; per&iacute;cia odontol&oacute;gica, a maior concentra&ccedil;&atilde;o foi de homens, faiodermas, solteiros, estudantes, naturais de Feira de Santana, com faixa et&aacute;ria entre 18 e 35 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto ao tipo de les&atilde;o, houve destaque para o edema, a fratura dent&aacute;ria e a luxa&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. As estruturas intraorais mais afetadas foram os dentes e a mucosa labial. No exame extraoral, as regi&otilde;es bucal e malar apresentaram um comprometimento maior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O uso do instrumento contundente foi mais comum. A maioria dos laudos n&atilde;o continha informa&ccedil;&otilde;es sobre o agressor. Esses dados, fruto do importante papel que desempenha o perito odontolegista, podem subsidiar o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas no combate &agrave; viol&ecirc;ncia na &aacute;rea de sa&uacute;de e de seguran&ccedil;a p&uacute;blica.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Minayo MCS. A viol&ecirc;ncia social sob a perspectiva da sa&uacute;de p&uacute;blica. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;10 (1):07-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=018888&pid=S1516-0939201300040000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Chiaperini A, B&eacute;rgamo AL, Bregagnolo LA, Bregagnolo JC, Watanabe MGC, Silva RHA. Danos bucomaxilofaciais em mulheres avaliados no Instituto M&eacute;dico-Legal de Ribeir&atilde;o Preto (SP), no per&iacute;odo de 1998 a 2002. Rev Odonto Ci&ecirc;nc. 2009;24:71-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Santi LN, Mestriner J&uacute;nior W, Nakano AMS. Pesquisas sobre viol&ecirc;ncia e odontologia legal: revis&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica do Brasil. Rev Odonto Ci&ecirc;nc. 2005;20:242-4.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Garbin CAS, Rovida TAS, Garbin AJI, Saliba O, Dossi AP. A import&acirc;ncia da descri&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es odontol&oacute;gicas nos laudos m&eacute;dico-legais. RPG Rev P&oacute;s-Grad. 2008;15:59-64.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Gianini RJ, Litvoc J, Eluf Neto J. Agress&atilde;o f&iacute;sica e classe social. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1999;33:180- 6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Roselino LMR, Bregagnolo LA, Pardinho MABS, Chiaperini A, B&eacute;rgamo AL, Santi LN et al. Danos buco-maxilo-faciais em homens da regi&atilde;o de Ribeir&atilde;o Preto (SP) entre 1998 e 2002. Odontologia, Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de &ndash; Revista do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais. 2009;10:71-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Rezende EJC, Ara&uacute;jo TM, Moraes MAS, Santana JSS, Radicchi R. Les&otilde;es buco-dentais em mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia: um estudo piloto de casos periciados no IML de Belo Horizonte, MG. Rev Bras Epidemiol. 2007;10:202-14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Nedel F, Nedel AP, Silva RHA, Lund RG. Evaluation of identification cases involving forensic dentistry in the city of Pelotas, RS, Brazil, 2004-2006. Braz J Oral Sci. 2009,8:55-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Garbin CAS, Garbin AJI, Dossi AP, Dossi MO. Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica: an&aacute;lise das les&otilde;es em mulheres. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2006;22:2567-73.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Saliba O, Garbin CAS, Garbin AJI, Dossi AP. Responsabilidade do profissional de sa&uacute;de sobre a notifica&ccedil;&atilde;o de casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007;41:472-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Chiaperini A, B&eacute;rgamo AL, Bregagnolo LA, Bregagnolo JC, Watanabe MGC, Silva RHA. Correla&ccedil;&otilde;es presentes entre danos bucomaxilofaciais e les&otilde;es corporais em mulheres: uma revis&atilde;o de literatura. Sa&uacute;de, &Eacute;tica &amp; Justi&ccedil;a. 2008;13:72-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Cavalcanti AL. Les&otilde;es no complexo maxilofacial em v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia no ambiente escolar. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2009;14:1835-42.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Sales-Peres A, Silva RHA, Lopes-J&uacute;nior C, Carvalho SPM. Odontologia e o desafio na identifica&ccedil;&atilde;o de maus-tratos. Odontol Cl&iacute;n-Cient. 2008;7:185-9.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Deslandes SF, Gomes R, Silva CMFP. Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos casos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra a mulher atendidos em dois hospitais p&uacute;blicos do Rio de Janeiro. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2000;16:129-37.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Schraiber LB, D'Oliveira AFPL, Fran&ccedil;a-Junior I, Pinho AA. Viol&ecirc;ncia contra a mulher: estudo em uma unidade de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2002;36:470-7.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Cardozo HF. Avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-legal das les&otilde;es do complexo maxilomandibular. In: Silva M. Comp&ecirc;ndio de Odontologia Legal. S&atilde;o Paulo: Medsi; 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Montovani JC, Campos LMP, Gomes MA, Moraes VRS, Ferreira FD, Nogueira EA. Etiologia e incid&ecirc;ncia das fraturas faciais em adultos e crian&ccedil;as: experi&ecirc;ncia em 513 casos. Rev Bras Otorrinolaringol. 2006;72:235-41.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Wulkan M, Parreira J&uacute;nior JG, Botter DA. Epidemiologia do trauma facial. AMB Rev Assoc Med Bras. 2005; 51: 290-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Norma t&eacute;cnica: Preven&ccedil;&atilde;o e tratamento dos agravos resultantes da viol&ecirc;ncia sexual contra mulheres e adolescentes. 2a ed. Bras&iacute;lia: Secretaria de Pol&iacute;ticas da Sa&uacute;de; 2002.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Peterson LJ, Ellis E, Hupp JR, Tucker MR. Cirurgia oral e maxilofacial contempor&acirc;nea. 2&ordf; ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Andreasen JO, Andreasen FM. livro texto e atlas cor de les&otilde;es traum&aacute;ticas aos dentes. 3 &ordf; ed. Copenhagen: Editora Mosby; 1994.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Pesce R. Viol&ecirc;ncia familiar e comportamento agressivo e transgressor na inf&acirc;ncia: uma revis&atilde;o da literatura. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2009;14(2):507-18.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Costa MCO, Carvalho RC, Santa B&aacute;rbara JFR, Santos CAST, Gomes WA, Sousa HL. O perfil da viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as e adolescentes, segundo registros de Conselhos Tutelares: v&iacute;timas, agressores e manifesta&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva. 2007;12:1129-41.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Silveira JLGC, Mayrink S, N&eacute;tto OBS. Maustratos na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: casu&iacute;stica, conhecimento e pr&aacute;ticas de cirurgi&otilde;es-dentistas de Blumenau-SC. Pesqui Bras Odontopediatria </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cl&iacute;n Integr. 2005;5:119-26.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Carvalho ACR, Barros SG, Castro Alves A, Gurgel CA. Maus-tratos: estudo atrav&eacute;s da perspectiva da delegacia de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a e ao adolescente em Salvador, Bahia. Ci&ecirc;nc. Sa&uacute;de Coletiva. 2009;14:539-46.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Reis JC, Fradique FS. Significa&ccedil;&otilde;es sobre causas e preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as em jovens adultos, adultos de meia idade e idosos. Psicologia. 2003;19:47-57.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Ogundare BO, Bonnick A, Bayley N. Pattern of mandibular fractures in an urban major trauma center. J Oral Maxillofac Surg. 2003;61:713-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &ndash; &#91;Internet&#93;. &#91;acesso em 2010 dez 01&#93;. Primeiros resultados do censo demogr&aacute;fico 2010. Dispon&iacute;vel em: http://www.ibge.gov.br/ cidadesat/topwindow.htm?1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Penna LHG, Santos NC, Souza ER. A produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica sobre viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica na &aacute;rea da sa&uacute;de p&uacute;blica. Rev Enferm UERJ 2004;12:192- 8.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Ramos DG. Contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo jur&iacute;dico das les&otilde;es corporais que incidem sobre o complexo maxilo-mandibular. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de S&atilde;o Paulo; 1998.</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A violência social sob a perspectiva da saúde pública.]]></article-title>
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