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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conhecimento e práticas em saúde bucal nas escolas de ensino fundamental de um município de pequeno porte do sertão paraibano]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aim: This study aimed to assess teachers' knowledge and practices in oral health in elementary schools in a small town located in the savanna regions of the state of Paraiba. Methods: The present study applied a questionnaire consisting of questions on sociodemographic conditions, key preventive measures, and oral health disorders, as well as the existence of educational activities regarding oral health in public schools. The sample was made up of the census of elementary school teachers registered in the elementary school system of the town of Desterro, Paraíba, Brazil, with a total of 61 teachers. Data was analyzed through descriptive statistics. Results: This sample contained a significant percentage of teachers with graduate and post-graduate degrees (81.9%). With respect to the major oral health disorders, 54.3% of respondents mentioned dental caries as a pathology, showing satisfactory knowledge about the disease's etiology. When asked about preventive measures in oral health, 95.1% of the teachers stated that the technique is the most important factor when brushing one's teeth; however, only 16.4% reported placing the correct amount of toothpaste on the brush. A large percentage of the sample has already received information about oral health care (95.1%). Nevertheless, out of the total surveyed, just over half passed this information on to their students. Among those who did not perform this task, 41% mentioned the lack of support materials as their greatest obstacle in addressing the issue within educational institutions. Educational activities in oral health, performed by dentists, were attended by 85.2% of the teachers. Conclusion: Despite the presence of educational and preventive activities in schools, there is a need to implement continued education programs on oral health for teachers in an attempt to better prepare them to address this issue in their classrooms.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Conhecimento e pr&aacute;ticas em sa&uacute;de bucal nas escolas de ensino fundamental de um munic&iacute;pio de pequeno porte do sert&atilde;o paraibano</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Knowledge and practices in oral health of elementary school teachers from a small city in the savanna region of the state of Para&iacute;ba, Brazil</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Michael Medeiros Costa <sup>I</sup>; Arthur Diego Leite Barbosa <sup>II</sup>; Jocianelle Maria F&eacute;lix de Alencar Fernandes <sup>III</sup>; F&aacute;tima Roneiva Alves Fonseca <sup>IV</sup>; Suyene de Oliveira Paredes <sup>IV</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <sup>I </sup>Faculdades Integradas de Patos, Patos, Para&iacute;ba, Brasil    <br> <sup>II</sup> Cirurgi&atilde;o dentista, Faculdades Integradas de Patos, Patos, Para&iacute;ba, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Departamento de Odontopediatria, Faculdade de Odontologia de Pernambuco, Universidade de Pernambuco, Camaragibe, Pernambuco, Brasil    <br> <sup>IV</sup> Curso de Odontologia, Faculdades Integradas de Patos, Patos, Para&iacute;ba, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Contatos: michael_carreiro@hotmail.com, arthur-dlb@hotmail.com, jocianelle@hotmail.com, fatima_roneiva@hotmail.com, suyparedes@hotmail. com</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Este estudo objetivou avaliar o conhecimento dos professores e pr&aacute;ticas de sa&uacute;de bucal nas escolas de ensino fundamental em um munic&iacute;pio de pequeno porte pertencente ao Sert&atilde;o Paraibano. Materiais e M&eacute;todos: Utilizou-se um question&aacute;rio composto por quest&otilde;es relativas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas, ao conhecimento das principais medidas preventivas e agravos de sa&uacute;de bucal, como tamb&eacute;m quest&otilde;es relacionadas &agrave; exist&ecirc;ncia de atividades educativas em sa&uacute;de bucal nas unidades p&uacute;blicas de ensino. A amostra correspondeu ao censo de professores cadastrados na rede de ensino fundamental de Desterro-PB, totalizando 61 educadores. Os dados foram analisados por meio da estat&iacute;stica descritiva. Resultados: Comprovou-se percentual considerado de professores graduados ou p&oacute;s-graduados (81,9%). Quando avaliados a respeito dos principais agravos de sa&uacute;de bucal; 54,3% dos entrevistados mencionaram c&aacute;rie dent&aacute;ria como uma patologia e apresentam conhecimento satisfat&oacute;rio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; etiologia da doen&ccedil;a. Ao serem questionados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas preventivas em sa&uacute;de bucal; 95,1% dos educadores afirmaram que a t&eacute;cnica utilizada &eacute; o fator mais importante durante a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, por&eacute;m, apenas 16,4% relataram inserir a quantidade correta de dentifr&iacute;cio na escova. Um percentual expressivo da amostra j&aacute; recebeu informa&ccedil;&otilde;es a respeito dos cuidados em sa&uacute;de bucal (95,1%). Por&eacute;m, do total de pesquisados, um pouco mais da metade afirmou transmitir essas informa&ccedil;&otilde;es aos alunos. Entre aqueles que relataram n&atilde;o realizar tal tarefa, 41% mencionaram a falta de material de apoio como maior obst&aacute;culo para abordar os conte&uacute;dos dentro das institui&ccedil;&otilde;es de ensino. A exist&ecirc;ncia de atividades educativas em sa&uacute;de bucal, realizada por odont&oacute;logos, foi presenciada por 85,2 % dos educadores. Conclus&atilde;o: Embora existam pr&aacute;ticas preventivas nas escolas pesquisadas, h&aacute; necessidade da implementa&ccedil;&atilde;o de programas de educa&ccedil;&atilde;o continuada sobre sa&uacute;de bucal, que sejam direcionados aos professores, com o intuito de tornar esses profissionais da educa&ccedil;&atilde;o mais aptos a abordar essa tem&aacute;tica em sala de aula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Conhecimento. Sa&uacute;de bucal. Docentes. Educa&ccedil;&atilde;o infantil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aim: This study aimed to assess teachers' knowledge and practices in oral health in elementary schools in a small town located in the savanna regions of the state of Paraiba. Methods: The present study applied a questionnaire consisting of questions on sociodemographic conditions, key preventive measures, and oral health disorders, as well as the existence of educational activities regarding oral health in public schools. The sample was made up of the census of elementary school teachers registered in the elementary school system of the town of Desterro, Para&iacute;ba, Brazil, with a total of 61 teachers. Data was analyzed through descriptive statistics. Results: This sample contained a significant percentage of teachers with graduate and post-graduate degrees (81.9%). With respect to the major oral health disorders, 54.3% of respondents mentioned dental caries as a pathology, showing satisfactory knowledge about the disease's etiology. When asked about preventive measures in oral health, 95.1% of the teachers stated that the technique is the most important factor when brushing one's teeth; however, only 16.4% reported placing the correct amount of toothpaste on the brush. A large percentage of the sample has already received information about oral health care (95.1%). Nevertheless, out of the total surveyed, just over half passed this information on to their students. Among those who did not perform this task, 41% mentioned the lack of support materials as their greatest obstacle in addressing the issue within educational institutions. Educational activities in oral health, performed by dentists, were attended by 85.2% of the teachers. Conclusion: Despite the presence of educational and preventive activities in schools, there is a need to implement continued education programs on oral health for teachers in an attempt to better prepare them to address this issue in their classrooms.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Uniterms: </B>Knowledge. Oral health. Faculty. Child rearing.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A c&aacute;rie dent&aacute;ria e a doen&ccedil;a periodontal s&atilde;o relatadas como os principais agravos de sa&uacute;de bucal. Estudos epidemiol&oacute;gicos v&ecirc;m demonstrando elevada preval&ecirc;ncia destas patologias em escolares paraibanos nas diversas faixas et&aacute;rias<sup>1,2,3</sup>. Nesse contexto, percebe-se a necessidade de a&ccedil;&otilde;es preventivas mais efetivas, que sejam cont&iacute;nuas e inseridas nos programas educativos direcionados &agrave;s crian&ccedil;as e aos adolescentes ingressados na rede de ensino fundamental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escola de ensino fundamental &eacute; um ambiente social adequado &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas educativas em sa&uacute;de, pois re&uacute;ne crian&ccedil;as que se encontram em idades prop&iacute;cias a receberem conhecimentos, adquirirem h&aacute;bitos e fortalecerem os cuidados preventivos j&aacute; aprendidos. Al&eacute;m disso, os professores devem atuar como educadores na forma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es e aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, sendo considerados os agentes promotores mais indicados para as a&ccedil;&otilde;es preventivas nas escolas, por possu&iacute;rem metodologia pedag&oacute;gica de ensino e motiva&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A elabora&ccedil;&atilde;o dos programas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal nas escolas deve contemplar a educa&ccedil;&atilde;o continuada dos escolares, atrav&eacute;s da capacita&ccedil;&atilde;o dos professores pela equipe de sa&uacute;de, visto que estudos comprovam limitado conhecimento por parte dos educadores de ensino fundamental relacionado &agrave; odontologia preventiva e aos principais agravos de sa&uacute;de bucal<sup>4,5,6</sup>. Nessa perspectiva, &eacute; importante que o cirurgi&atilde;o-dentista atue de forma multidisciplinar, ou seja, faz-se necess&aacute;rio que esta capacita&ccedil;&atilde;o seja realizada pelo Odont&oacute;logo da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, objetivando tornar os profissionais de ensino aptos a abordarem conte&uacute;dos sobre sa&uacute;de bucal em sala de aula de forma mais efetiva<sup>6,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia desta pesquisa centra-se no fato de ser a pioneira na produ&ccedil;&atilde;o de dados referentes &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual de conhecimento e pr&aacute;ticas de sa&uacute;de bucal nas escolas de ensino fundamental de um munic&iacute;pio de pequeno porte do sert&atilde;o paraibano. Espera-se que os resultados obtidos incentivem a elabora&ccedil;&atilde;o de programas educativos direcionados &agrave;s crian&ccedil;as e aos adolescentes inseridos nessas escolas, de modo que estes programas sejam contextualizados &agrave; realidade local e fundamentados na promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Al&eacute;m disso, diante da constata&ccedil;&atilde;o de programas existentes, estimase que haja refor&ccedil;o das pr&aacute;ticas j&aacute; desenvolvidas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra relev&acirc;ncia deste estudo refere-se &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es sobre os principais agravos e pr&aacute;ticas preventivas em sa&uacute;de bucal, direcionadas aos educadores pertencentes &agrave;s escolas envolvidas, com o intuito de conscientiz&aacute;-los sobre a import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal integrada &agrave; sa&uacute;de geral e valorizar a abordagem deste assunto em sala de aula. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, os prop&oacute;sitos desta pesquisa s&atilde;o avaliar o conhecimento e atitudes dos professores da rede municipal de ensino de Desterro-PB, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal e identificar a exist&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas odontol&oacute;gicas preventivas e educativas desenvolvidas por profissionais da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia nas escolas pesquisadas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> METODOLOGIA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Procedimentos &eacute;ticos</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a execu&ccedil;&atilde;o do estudo proposto, foram obedecidos todos os crit&eacute;rios prescritos pela Resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS), a qual versa sobre a &eacute;tica em pesquisa com seres humanos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo foi submetido &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica das Faculdades Integradas de Patos, sendo aprovado sob o parecer n&ordm; 159/2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Local do estudo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo foi realizado no munic&iacute;pio paraibano de Desterro, localizado na mesorregi&atilde;o do Sert&atilde;o Paraibano e microrregi&atilde;o Serra do Teixeira, possuindo &aacute;rea territorial de 179.388Km&sup2;. Caracterizase como munic&iacute;pio de pequeno porte, considerado de m&eacute;dio desenvolvimento, com seu &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano de 0, 575. De acordo com os dados da &uacute;ltima contagem populacional, possui 7.991 habitantes, sendo a popula&ccedil;&atilde;o urbana composta de 4.889 habitantes (61,18%) e a popula&ccedil;&atilde;o rural de 3.102 habitantes (38,82%)<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Caracteriza&ccedil;&atilde;o do estudo e popula&ccedil;&atilde;o estudada</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo de campo caracterizou-se por ser transversal, com abordagem quantitativa dos dados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as escolas municipais de ensino fundamental, localizadas nas zonas urbana e rural do munic&iacute;pio, foram inclu&iacute;das neste estudo. Segundo informa&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias, o total de 11 unidades escolares reunia, conjuntamente, um corpo docente de 61 professores, os quais foram convenientemente selecionados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, a popula&ccedil;&atilde;o estudada constou do censo de professores cadastrados na rede municipal de ensino fundamental de Desterro-PB, os quais aceitaram participar desta pesquisa. Sendo assim, os indiv&iacute;duos participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, autorizando a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria no estudo. Antes disso, foi solicitada &agrave; Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o, autoriza&ccedil;&atilde;o para realiza&ccedil;&atilde;o desta pesquisa nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino fundamental a ela subordinadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Coleta e an&aacute;lise dos dados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram coletados por meio de um question&aacute;rio direcionado aos professores, o qual foi aplicado no intervalo ou no final do turno escolar, a fim de n&atilde;o atrapalhar o hor&aacute;rio de trabalho e a rotina dos profissionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esse instrumento foi composto por perguntas fechadas e elaborado com o mesmo padr&atilde;o para todos os volunt&aacute;rios inclu&iacute;dos na pesquisa. Os questionamentos foram estruturados para se obter dados relativos &agrave;s quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas e econ&ocirc;micas, como tamb&eacute;m, ao conhecimento, por parte desses educadores, a respeito dos principais agravos e pr&aacute;ticas preventivas em sa&uacute;de bucal. Al&eacute;m disso, foram questionadas atitudes referentes &agrave; abordagem desses conte&uacute;dos em sala de aula, como tamb&eacute;m &agrave; exist&ecirc;ncia de pr&aacute;ticas odontol&oacute;gicas preventivas e educativas desenvolvidas por profissionais da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia nas referidas escolas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O referido question&aacute;rio foi elaborado pelos pr&oacute;prios pesquisadores, sendo fundamentado, em parte, por estudos pr&eacute;vios realizados com professores de outras localidades nordestinas<sup>5,6,9</sup>. Vale ressaltar que, o instrumento de coleta de dados foi pr&eacute;testado junto a sete professores (11,4% da popula&ccedil;&atilde;o estudada) em um estudo-piloto, com a finalidade de avaliar a compreens&atilde;o dos participantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s perguntas. Nessa avalia&ccedil;&atilde;o, o pesquisador, devidamente treinado para aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento, informou sobre o entendimento das quest&otilde;es utilizadas e n&atilde;o sugeriu substitui&ccedil;&otilde;es de palavras para melhor compreens&atilde;o das perguntas. Portanto, n&atilde;o houve modifica&ccedil;&otilde;es adicionais no question&aacute;rio inicialmente elaborado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos foram digitados e analisados em um programa estat&iacute;stico. Utilizou-se a estat&iacute;stica descritiva para an&aacute;lise dos dados e obten&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A popula&ccedil;&atilde;o estudada nessa pesquisa foi composta por 61 professores funcion&aacute;rios das onze escolas de ensino fundamental pertencentes ao munic&iacute;pio de Desterro &ndash; PB. N&atilde;o houve, portanto, recusa entre os volunt&aacute;rios convidados para participar deste estudo. Ressalta-se que algumas perguntas n&atilde;o foram respondidas, sendo ent&atilde;o, categorizadas na op&ccedil;&atilde;o "n&atilde;o respondeu". Entretanto para poucos questionamentos, foram fornecidas mais de uma resposta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As idades dos participantes variaram entre 20 a 60 anos; sendo a m&eacute;dia de 39,1 anos e desviopadr&atilde;o de &plusmn;10,3. Do total de entrevistados, 77% corresponderam ao sexo feminino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No que diz respeito &agrave; escolaridade dos participantes, observou-se percentual elevado (81,9%) de docentes graduados e p&oacute;s-graduados. Quanto ao tempo de perman&ecirc;ncia do profissional na institui&ccedil;&atilde;o de ensino; 36,1% relataram trabalhar h&aacute; mais de 10 anos, conforme demonstra a <a href="#tab01">tabela 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n4/a06tab01.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab02">tabela 2</a> demonstra a aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de bucal por parte dos professores, como tamb&eacute;m o conhecimento dos mesmos sobre o papel do biofilme na etiologia das doen&ccedil;as bucais. Observou-se que, a maioria dos participantes do estudo compreende a c&aacute;rie dent&aacute;ria como uma doen&ccedil;a (54,3%), a qual &eacute; associada a mais de um fator (74,5%). O biofilme (placa dental bacteriana) &eacute; entendido, para o maior percentual de entrevistados (76%), como uma camada que se forma sobre os dentes mal escovados, a qual &eacute; respons&aacute;vel por v&aacute;rios problemas da cavidade bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n4/a06tab02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Observa-se na <a href="#tab03">tabela 3</a> que a maioria dos professores transmite informa&ccedil;&otilde;es acerca de sa&uacute;de bucal aos seus alunos, sendo &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o oral o meio mais utilizado para transmiss&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es. Com rela&ccedil;&atilde;o ao profissional mais apto para abordar o assunto em sala de aula, apenas 3,3% consideram o pr&oacute;prio professor como sendo o profissional mais indicado. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n4/a06tab03.jpg">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab04">tabela 4</a> demonstra que a maioria dos professores j&aacute; presenciaram a ida do odont&oacute;logo nas escolas e 85,2% afirmam existir atividades preventivas e educativas em sa&uacute;de bucal nas escolas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab04"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/aodo/v50n4/a06tab04.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o Programa Sa&uacute;de na Escola (PSE), a unidade escolar caracteriza-se como &aacute;rea institucional privilegiada para o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de pelo vi&eacute;s de uma educa&ccedil;&atilde;o integral. Nessa perspectiva, &eacute; importante compreender a educa&ccedil;&atilde;o integral como um conceito que compreende a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de<sup>10</sup>. Com o intuito de que o referido programa tenha &ecirc;xito no alcance de seus objetivos, foram criados os seguintes componentes: avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de das crian&ccedil;as, adolescentes e jovens que est&atilde;o na escola p&uacute;blica; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e de atividades de preven&ccedil;&atilde;o; educa&ccedil;&atilde;o permanente e capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de e de jovens; monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de dos estudantes; monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o do programa<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A partir das informa&ccedil;&otilde;es obtidas por meio da Secretaria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o de Desterro-PB, o referido munic&iacute;pio foi contemplado com o PSE entre 2008 e 2009. Por&eacute;m, para que esse Programa fosse colocado em pr&aacute;tica, era necess&aacute;rio que houvesse uma integra&ccedil;&atilde;o burocr&aacute;tica entre as secretarias de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o, fato este que n&atilde;o ocorreu. Portanto, no per&iacute;odo de desenvolvimento deste estudo a localidade pesquisada n&atilde;o possu&iacute;a o PSE implantado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os professores desempenham papel fundamental no aprendizado e diante da import&acirc;ncia do desenvolvimento de pr&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de nas escolas, dentre elas, as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de bucal, este estudo tra&ccedil;ou o perfil dos professores que comp&otilde;em a rede de ensino fundamental no munic&iacute;pio de Desterro-PB. Com rela&ccedil;&atilde;o ao sexo dos participantes desta pesquisa, contatou-se um percentual maior de professores do sexo feminino, semelhantemente aos achados de outros estudos, nos quais foram confirmados percentuais mais elevados de professoras, respectivamente<sup>12,6</sup>. A renda dos volunt&aacute;rios variou, em sua maioria, entre dois e tr&ecirc;s sal&aacute;rios. Um pequeno percentual ganhava mais do que quatro sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Esta considera&ccedil;&atilde;o &eacute; importante, pois um estudo associou professores com melhores pr&aacute;ticas de sa&uacute;de bucal &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es financeiras mais favor&aacute;veis<sup>13</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observando os resultados relacionados ao n&iacute;vel de escolaridade dos professores, verificou-se que a maioria possui ensino superior completo (63,9%), enquanto 18,0% relataram ter curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. Contrariamente, em outra pesquisa, foram observados 81,2% educadores possuindo p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e 18,7% apresentando gradua&ccedil;&atilde;o completa<sup>6</sup>. Os percentuais consider&aacute;veis de professores graduados e p&oacute;sgraduados justificam-se em virtude de que a forma&ccedil;&atilde;o profissional em n&iacute;vel superior &eacute; requisito necess&aacute;rio e legalmente exigido para atua&ccedil;&atilde;o dos professores no ensino fundamental, a partir da Lei Federal n&ordm; 9394/96<sup>14</sup>, a qual em seu Art. 62 expressa que "A forma&ccedil;&atilde;o de docentes para atuar na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica far-se-&aacute; em n&iacute;vel superior, em curso de licenciatura, de gradua&ccedil;&atilde;o plena, em universidades e institutos superiores de educa&ccedil;&atilde;o, admitida, como forma&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima para o exerc&iacute;cio do magist&eacute;rio na educa&ccedil;&atilde;o infantil e nas quatro primeiras s&eacute;ries do ensino fundamental" <sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os 61 professores entrevistados, um percentual expressivo afirmou ter recebido informa&ccedil;&otilde;es a respeito de cuidados em sa&uacute;de bucal. Essas informa&ccedil;&otilde;es foram obtidas por meio de leituras de folhetos, livros, jornais ou revistas; meios de comunica&ccedil;&atilde;o em massa; mas, sobretudo, transmitidas por odont&oacute;logos, refletindo, dessa forma, que a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o e conscientiza&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal est&atilde;o sendo realizadas por esses profissionais de sa&uacute;de, seja na rede p&uacute;blica ou particular, de forma mais frequente e satisfat&oacute;ria. Contrariamente, outro estudo, realizado com professores do n&iacute;vel fundamental e m&eacute;dio de Joa&ccedil;aba-SC, comprovou reduzido n&uacute;mero de participantes afirmando ter recebido orienta&ccedil;&atilde;o sobre sa&uacute;de bucal na sua forma&ccedil;&atilde;o docente<sup>15</sup>. Os dados relacionados &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de bucal pelos professores corroboram os estudos nos quais a maioria dos entrevistados adquiriram tais informa&ccedil;&otilde;es principalmente por meio dos odont&oacute;logos<sup>16,17</sup>. Diferentemente, o trabalho realizado no munic&iacute;pio de Jo&atilde;o Pessoa-PB comprovou que a maioria dos educadores obteve informa&ccedil;&otilde;es a respeito de sa&uacute;de bucal principalmente por meio de palestras e leituras<sup>18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que diz respeito &agrave; compreens&atilde;o da c&aacute;rie dent&aacute;ria como uma doen&ccedil;a, os resultados desta pesquisa revelaram que, aproximadamente, metade dos pesquisados confirmou essa associa&ccedil;&atilde;o. Comparando esses achados com outras pesquisas nacionais<sup>5,19</sup>, &eacute; not&oacute;ria a maior capacidade de defini&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a pelos professores do estudo atual, uma vez que os dados constatados pelas pesquisas citadas apresentaram reduzidos percentuais de respostas corretas. Um estudo realizado com professores de escolas p&uacute;blicas do Paquist&atilde;o revelou elevado n&uacute;mero de educadores desprovidos ou com pouco conhecimento sobre os principais agravos de sa&uacute;de bucal<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; etiologia da c&aacute;rie, um percentual considerado de assertivas corretas foi verificado a partir das respostas dos participantes. Por&eacute;m, para essa vari&aacute;vel, o resultado &eacute; inferior ao estudo realizado com professores da rede p&uacute;blica de Juazeiro do Norte- CE<sup>6</sup>, no qual 93,7% dos entrevistados responderam corretamente. Adversativamente, em outros estudos <sup>16,19</sup> percebe-se um declive desse percentual, visto que, apenas 20,4% e 10%, respectivamente, relataram satisfatoriamente a etiologia da doen&ccedil;a. Diferentemente dos resultados do presente estudo, aproximadamente 60% dos volunt&aacute;rios da pesquisa desenvolvida em Araraquara-SP<sup>12</sup> associaram a patologia apenas &agrave; m&aacute; higiene. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A respeito da defini&ccedil;&atilde;o de biofilme, descrito na terminologia "placa dental" para melhor compreens&atilde;o dos participantes; um consider&aacute;vel n&uacute;mero de entrevistados afirmou saber do que se trata. A maioria definiu o biofilme como sendo uma camada existente sobre os dentes que s&atilde;o mal higienizados. Considerando a multiplicidade de resposta, ou seja, alguns participantes responderam mais de uma alternativa; 22% relacionaram a resto de alimentos e bact&eacute;rias, enquanto 4% relataram que o biofilme &eacute; formado apenas por resto de alimentos. Essa varia&ccedil;&atilde;o de respostas tamb&eacute;m foi observada em diversas publica&ccedil;&otilde;es<sup>5,16,17</sup>, nas quais, respectivamente; 15,6%; 40% e 46,9% dos entrevistados, definiram o biofilme como sendo restos alimentares isoladamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentro do contexto biofilme dent&aacute;rio, questionou-se tamb&eacute;m sobre quais problemas bucais poderiam surgir em decorr&ecirc;ncia dessa camada de microorganismos. Constatou-se que, dos professores que responderam a este questionamento, poucos se detiveram a responder apenas um agravo. Houve concord&acirc;ncia entre a maioria dos volunt&aacute;rios em afirmar que todos os problemas entre c&aacute;rie, t&aacute;rtaro, mau h&aacute;lito, doen&ccedil;as e inflama&ccedil;&otilde;es da gengiva, podem surgir ap&oacute;s a instala&ccedil;&atilde;o do biofilme. Outros estudos identificaram maiores percentuais de educadores do ensino fundamental que associaram a presen&ccedil;a do biofilme a apenas um agravo<sup>12,19</sup>. Uma particularidade foi a pesquisa realizada com professores do munic&iacute;pio de Caruaru-PE<sup>5</sup>, a qual constatou tamb&eacute;m relatos sobre o c&acirc;ncer como o principal agravo gerado pela instala&ccedil;&atilde;o do biofilme dent&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante das vari&aacute;veis relacionadas ao conhecimento das medidas preventivas de sa&uacute;de bucal, um percentual expressivo de educadores afirmou que a t&eacute;cnica utilizada &eacute; o fator mais importante durante a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria. Entretanto, poucos indiv&iacute;duos relataram inserir a quantidade correta de dentifr&iacute;cio na escova. A quantidade desfavor&aacute;vel de dentifr&iacute;cio na escova de dente tamb&eacute;m foi relatada por professores de culturas diferentes<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Indagou-se tamb&eacute;m sobre o fator mais importante envolvido na escova&ccedil;&atilde;o. A expressiva maioria afirmou ser a t&eacute;cnica empregada na escova&ccedil;&atilde;o o fator mais importante dentre os outros citados: quantidade de dentifr&iacute;cio e for&ccedil;a aplicada. Comparando estes dados com a pesquisa desenvolvida em Juazeiro do Norte-CE<sup>6</sup>, na qual todos os participantes citaram a t&eacute;cnica de escova&ccedil;&atilde;o como principal medida preventiva no ato de escovar os dentes, percebe-se haver, na atualidade, uma preocupa&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; qualidade da escova&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Menos da metade dos participantes n&atilde;o transmite informa&ccedil;&otilde;es a respeito de sa&uacute;de bucal aos escolares, principalmente em virtude da falta de material de apoio. Um percentual de 63,3% de professores do ensino fundamental no munic&iacute;pio de Caruaru-PE n&atilde;o repassam quaisquer informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal aos seus alunos<sup>5</sup>. Em contrapartida, 59% dos entrevistados transmitem alguma informa&ccedil;&atilde;o acerca de sa&uacute;de bucal aos escolares. Desses, a maioria utiliza cartazes e figuras autoexplicativas, seguido daqueles que abordam os assuntos em aulas pr&aacute;ticas ou oficinas. Subtende-se, dessa forma, que alguns professores possivelmente confeccionam seu material de apoio. O estudo realizado em Jo&atilde;o Pessoa-PB<sup>18</sup> revelou todos os professores afirmando transmitir informa&ccedil;&otilde;es acerca de sa&uacute;de bucal aos seus alunos. Uma pesquisa conduzida no munic&iacute;pio do Crato-CE constatou que metade dos professores participantes n&atilde;o se considera preparada para transmitir informa&ccedil;&otilde;es sobre sa&uacute;de bucal aos alunos, por n&atilde;o terem recebido capacita&ccedil;&atilde;o profissional e/ ou n&atilde;o possu&iacute;rem dom&iacute;nio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tem&aacute;tica<sup>21</sup>. Nesse entendimento, os professores deveriam receber incentivos que estimulassem suas participa&ccedil;&otilde;es <sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adicionalmente, foi solicitado aos professores que expressassem suas opini&otilde;es sobre qual profissional seria mais apto a abordar conte&uacute;dos sobre sa&uacute;de bucal em sala de aula. A maioria respondeu ser o odont&oacute;logo o agente mais indicado para tal fun&ccedil;&atilde;o. Esse dado corrobora o resultado de outro estudo<sup>5</sup>, no qual a maioria dos volunt&aacute;rios compartilha a mesma ideia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De fato, por possuir forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na &aacute;rea, o cirurgi&atilde;o-dentista &eacute; qualificado para tal atividade. Por&eacute;m, o fato de apenas 3,3% afirmarem ser o pr&oacute;prio professor o profissional mais indicado, reflete um percentual m&iacute;nimo de educadores interessados em abordar o tema 'sa&uacute;de bucal' em sala de aula. &Eacute; importante que os docentes se interessem por abordar assuntos relacionados &agrave; sa&uacute;de em um aspecto geral, visto que s&atilde;o esses profissionais que convivem diariamente com as crian&ccedil;as e os adolescentes, e muitas vezes s&atilde;o considerados modelos a serem seguido pelos seus alunos. Os educadores devem estar cientes de suas responsabilidades, j&aacute; que os mesmos tornam-se refer&ecirc;ncias na motiva&ccedil;&atilde;o dos escolares em busca de um estilo de vida mais saud&aacute;vel <sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A exist&ecirc;ncia de atividades educativas e preventivas nas escolas foi confirmada pela maioria dos participantes, e a presen&ccedil;a do odont&oacute;logo nas unidades de ensino fundamental j&aacute; foi presenciada por 85,2% dos professores. Este fato pode ser explicado pelo cumprimento das exig&ecirc;ncias da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, visto que &eacute; de compet&ecirc;ncia do cirurgi&atilde;o-dentista que atua na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica coordenar e participar de a&ccedil;&otilde;es coletivas voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal e &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as bucais<sup>23</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, aponta-se a exist&ecirc;ncia de um n&uacute;mero reduzido de professores lecionando nas escolas municipais de ensino fundamental na localidade pesquisada. Esse fato gerou, consequentemente, uma popula&ccedil;&atilde;o pequena, por&eacute;m, estudada de forma censit&aacute;ria, na qual os dados foram trabalhados por meio da estat&iacute;stica descritiva. Em decorr&ecirc;ncia da escassez de pesquisas nesta tem&aacute;tica, voltados aos educadores que atuam em outras regi&otilde;es de vulnerabilidade social e econ&ocirc;mica, torna-se importante o desenvolvimento de estudos anal&iacute;ticos que contemplem amostras maiores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados apresentados neste estudo possibilitar&atilde;o aos gestores das &aacute;reas da sa&uacute;de e da educa&ccedil;&atilde;o, baseando-se em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas, elaborarem programas de educa&ccedil;&atilde;o continuada sobre sa&uacute;de bucal, os quais sejam realizados por cirurgi&otilde;es dentistas das equipes da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia junto aos educadores, com o intuito de torn&aacute;los mais capacitados e motivados a abordarem essa tem&aacute;tica nas escolas. Al&eacute;m disso, os resultados desta pesquisa objetivam contribuir para que haja um maior empenho na aquisi&ccedil;&atilde;o de recursos materiais &ndash; compra ou confec&ccedil;&atilde;o de material educativo de apoio &ndash; para facilitar o trabalho integrado entre odont&oacute;logos e professores. Por fim, prop&otilde;e-se que o PSE seja uma constante no munic&iacute;pio de Desterro-PB, em virtude da car&ecirc;ncia social e econ&ocirc;mica que vivem as crian&ccedil;as e adolescentes dessa localidade.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Atilde;O </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presente pesquisa apontou dados satisfat&oacute;rios sobre o conhecimento e atitudes em sa&uacute;de bucal, por parte dos professores do ensino fundamental de Desterro-PB. Percebeu-se, por&eacute;m, que, apesar da maioria dos professores j&aacute; terem recebido informa&ccedil;&otilde;es a respeito de preven&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, um pouco mais da metade transmitem seus conhecimentos aos alunos. A falta de material de apoio foi considerada o maior impedimento entre os educadores que n&atilde;o compartilham tais conhecimentos nas unidades escolares. Observou-se a exist&ecirc;ncia de atividades educativas e preventivas nas institui&ccedil;&otilde;es pesquisadas, realizadas por profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de. Entretanto, h&aacute; necessidade da implementa&ccedil;&atilde;o de programas de educa&ccedil;&atilde;o continuada sobre sa&uacute;de bucal, que sejam direcionados aos professores, com o intuito de tornar estes educadores mais aptos e motivados a abordar os conte&uacute;dos referentes ao assunto em sala de aula.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Moreira PV, Rosenblat A, Passos IA. Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em adolescentes de escolas p&uacute;blicas e privadas da cidade de Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba, Brasil. Cienc. Saude Coletiva. 2007; 1:1229-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=022499&pid=S1516-0939201400040000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Moura C, Cavalcanti AL, Bezerra PKM. Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em escolares de 12 anos de idade, Campina Grande, Para&iacute;ba, Brasil: enfoque socioecon&ocirc;mico. Rev Odonto Cienc. 2008; 23(3): 256-62.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Neves AM, Passos IA, Oliveira AFB. Estudo da preval&ecirc;ncia e severidade de gengivite em popula&ccedil;&atilde;o de baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico. Odontol Clin Cient. 2010; 9(1): 65-71. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. S&aacute; LO, Vasconcelos MMVB. A import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal nas escolas de ensino fundamental &ndash; Revis&atilde;o de literatura. Odontol Clin Cient. 2009; 8(4): 299-303. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Granville-Garcia AF, Silva JM, Guinho SF, Menezes V. Conhecimento de professores de ensino fundamental sobre sa&uacute;de bucal. RGO. 2007; 55(1): 29-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Oliveira JJB, Sousa PGB, Oliveira FB, Moura SAB. Conhecimento e pr&aacute;ticas de professores de ensino fundamental sobre sa&uacute;de bucal. IJD, Int. J. Dent. 2010; 9(1): 21-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Aerts D, Abegg C, Cesa K. O papel do cirurgi&atilde;odentista no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Cienc Sa&uacute;de Coletiva. 2004; 9(1): 131-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Brasil. Minist&eacute;rio do Planejamento Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Sinopse do Censo Demogr&aacute;fico 2010. Rio de Janeiro, 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Arag&atilde;o AKR, Sousa PGB, Ferreira JMS, Duarte RC, Menezes VAM. Conhecimento de Professores das Creches Municipais de Jo&atilde;o Pessoa Sobre Sa&uacute;de Bucal Infantil. Pesqui Bras Odontopedediatria Clin Integr. 2010; 10(3): 393-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Brasil. Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jur&iacute;dicos. Decreto n&ordm;. 6.286, de 5 de dezembro de 2007. Institui o Programa Sa&uacute;de na Escola, PSE, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. &#91;Internet&#93; Bras&iacute;lia; 2007. &#91;acesso 2012 ago 15&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/ Decreto/D6286.htm </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Sa&uacute;de na Escola. Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica n&ordm;24, Bras&iacute;lia, 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Garcia PPNS, Caetano DG. Conhecimento de professores do ensino fundamental (Ciclo II) de Araraquara sobre c&aacute;rie dent&aacute;ria e doen&ccedil;a periodontal. Rev. Odontol. UNESP. 2008; 37(4): 371-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Manjunath G, Kumar NN. Oral health knowledge, attitude and practices among school teachers in Kurnool &ndash; Andhra Pradesh. 2013; 7(1): 17-24. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Brasil. Lei n&ordm;. 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o nacional. Bras&iacute;lia, DF; 1996. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Garbin CAS, Rovida TAS, Peruchini LFD, Martins RJ. Conhecimento sobre sa&uacute;de bucal e pr&aacute;ticas desenvolvidas por professores do ensino fundamental e m&eacute;dio. RFO. 2013; 18(3): 321-327. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Santos PA, Rodrigues JA, Garcia PPNS. Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento dos professores do ensino fundamental de escolas particulares sobre sa&uacute;de bucal. Rev. Odontol. UNESP. 2002; 31(2): 205- 14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Santos PA, Rodrigues JA, Garcia PPNS. Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento e comportamento de sa&uacute;de bucal de professores de ensino fundamental da cidade de Araraquara. J Bras Odontopediatria Odontol Beb&ecirc;. 2003; 6(33): 389-97. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Medeiros MID, Medeiros LADM, Almeida RVD, Padillha WWN. Conhecimentos e atitudes de professores de ensino fundamental sobre sa&uacute;de bucal: um estudo qualitativo. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr. 2004; 4(2):131-6.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Santos PA, Rodrigues J&Aacute;, Garcia PPNS. Conhecimento sobre preven&ccedil;&atilde;o de c&aacute;rie e doen&ccedil;a periodontal e comportamento de higiene bucal de professores de ensino fundamental. Cienc Odontol Bras. 2003; 6(1): 67-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Dawani N, Afaq A, Bilal S. Oral health knowledge, attitude and practices amongst teachers of public school set-up of Karach, Pakistan. J Dow Uni Health Sci 2013; 7(1): 15-9. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Maia ER, Xenofonte SLB, Oliveira JHSX. Conhecimento dos professores de escolas da educa&ccedil;&atilde;o infantil e ensino fundamental sobre sa&uacute;de bucal. Cad Cult. Ci&ecirc;nc. 2013; 12 (1): 125-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Kumar S, Kulkrani S, Jain S, Meena Y, Tadakamadla J, Tibdewal H, et al. Oral health knowledge, attitudes and behavior of elementary school teachers in India. RGO. 2012; 60(1): 19-25.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Sa&uacute;de Bucal. Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica n&ordm;17, Bras&iacute;lia, 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
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