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<journal-title><![CDATA[Odontologia Clínico-Científica (Online)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos radiográficos das calcificações em tecidos moles da região bucomaxilofacial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Ordinary radiographic examinations of soft tissues in the maxillofacial region usually show radiopacities. It is remarkable, however, the difficult of the dentist about these images identification. The most frequent calcifications descript on literature are the carotid atheromas, the phleboliths, the sialoliths, cervical node calcifications, the tonsiloliths, the antroliths and the rinoliths and stylohyoid complex calcifications. A systematic review on literature about head and neck soft tissues calcifications radiological characteristics was made with the objective of helping on the identification of such pathological conditions. Other imaginologics exams like computed tomography, ultrasound and the magnetic resonance are also important for diagnosis but not necessary. Most of the articles found are clinical reports. The conclusion is that the dentist must be aware to the presence of these radiopacities on odontological radiographics and also be based on clinical data for a correct diagnosis of these alterations.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Calcificações em tecidos moles]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Calcificações heterotópicas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Heterotopic Calcifications]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O</b> REVIEW ARTICIE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="tx"></a>Aspectos radiogr&aacute;ficos das calcifica&ccedil;&otilde;es em tecidos moles da regi&atilde;o bucomaxilofacial </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Radiographic aspects of soft tissue calcification in maxillofacial region </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Alessandra Mara Soares Coelho J&aacute;come<SUP>I</SUP>; Evandro Neves Abdo<sup>II</sup> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Especialista em Radiologia Odontol&oacute;gica e Imaginologia UFMG    <br>   <SUP>II</SUP>Doutor em Estomatologia; Prof. Adjunto da Faculdade de Odontologia da UFMG </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#nt">Correspond&ecirc;ncia para</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Radiopacidades em tecidos moles da regi&atilde;o bucomaxilofacial s&atilde;o comuns e aparecem geralmente nos exames radiogr&aacute;ficos odontol&oacute;gicos de rotina. Verifica&#45;se, no entanto, a dificuldade do cirurgi&atilde;o&#45;dentista na identifica&ccedil;&atilde;o dessas imagens. As mais frequentes calcifica&ccedil;&otilde;es descritas na literatura s&atilde;o os ateromas de art&eacute;ria car&oacute;tida, os flebolitos, os sialolitos, as calcifica&ccedil;&otilde;es de n&oacute;dulos linf&aacute;ticos, os tonsilolitos, os antrolitos e os rinolitos e as calcifica&ccedil;&otilde;es do complexo estilohioideo. Realizou&#45;se uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de literatura das caracter&iacute;sticas radiogr&aacute;ficas das calcifica&ccedil;&otilde;es em tecidos moles da regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o com o objetivo de auxiliar o profissional na identifica&ccedil;&atilde;o de tais condi&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas. Outros exames imaginol&oacute;gicos, como a tomografia computadorizada, a ultrassonografia e a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, tamb&eacute;m s&atilde;o importantes para o diagn&oacute;stico, por&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o imprescind&iacute;veis. Grande parte dos artigos encontrados s&atilde;o relatos de casos cl&iacute;nicos. Concluiu&#45;se que os profissionais devem estar atentos &agrave; presen&ccedil;a dessas radiopacidades nas radiografias odontol&oacute;gicas e basear&#45;se, tamb&eacute;m, em dados cl&iacute;nicos para um correto diagn&oacute;stico dessas altera&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores: </b>Calcifica&ccedil;&otilde;es em tecidos moles; Radiopacidades em tecidos moles; Calcifica&ccedil;&otilde;es heterot&oacute;picas. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ordinary radiographic examinations of soft tissues in the maxillofacial region usually show radiopacities. It is remarkable, however, the difficult of the dentist about these images identification. The most frequent calcifications descript on literature are the carotid atheromas, the phleboliths, the sialoliths, cervical node calcifications, the tonsiloliths, the antroliths and the rinoliths and stylohyoid complex calcifications. A systematic review on literature about head and neck soft tissues calcifications radiological characteristics was made with the objective of helping on the identification of such pathological conditions. Other imaginologics exams like computed tomography, ultrasound and the magnetic resonance are also important for diagnosis but not necessary. Most of the articles found are clinical reports. The conclusion is that the dentist must be aware to the presence of these radiopacities on odontological radiographics and also be based on clinical data for a correct diagnosis of these alterations. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Soft Tissues Calcifications; Soft Tissues Radiopacities; Heterotopic Calcifications. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Calcifica&ccedil;&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno bioqu&iacute;mico caracterizado pela deposi&ccedil;&atilde;o de sais de c&aacute;lcio em qualquer parte do organismo.O mecanismo das calcifica&ccedil;&otilde;es segue o princ&iacute;pio deque um n&uacute;cleo inicial &eacute; formado nas mitoc&ocirc;ndrias, sede dos dep&oacute;sitos normais de c&aacute;lcio na c&eacute;lula, quando esta entra em contato com altas concentra&ccedil;&otilde;es desse &iacute;on no citosol ou no l&iacute;quido extracelular <sup>6</sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A deposi&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio normal ocorre durante a forma&ccedil;&atilde;o dos tecidos &oacute;sseos e dent&aacute;rios. Calcifica&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas, referidas como heterot&oacute;picas, ocorrem devido a altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas celulares que induzem a uma deposi&ccedil;&atilde;o anormal de sais de c&aacute;lcio e outros sais em locais onde n&atilde;o &eacute; comum a sua deposi&ccedil;&atilde;o <sup>6,26</sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As calcifica&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas podem ser classificadas em distr&oacute;ficas, idiop&aacute;ticas e metast&aacute;ticas. A calcifica&ccedil;&atilde;o distr&oacute;fica ocorre quando n&atilde;o h&aacute; suprimento sangu&iacute;neo suficiente, e tecidos necr&oacute;ticos e isqu&ecirc;micos est&atilde;o presentes. Ocorre geralmente, no centro de tumores em crescimento, onde sedu&ccedil;&atilde;o de di&oacute;xido de carbono e aumento na alcalinidade do fluido extracelular, resultando na forma&ccedil;&atilde;o de um micro ambiente em que o c&aacute;lcio &eacute; facilmente depositado. Os n&iacute;veis do c&aacute;lcio sangu&iacute;neo s&atilde;o normais <SUP>8,15</SUP> Tal condi&ccedil;&atilde;o pode n&atilde;o produzir sinais e sintomas, por&eacute;m induzem, ocasionalmente, ao edema e &agrave; ulcera&ccedil;&atilde;o dos tecidos. As massas calc&aacute;reas podem ser palpadas. S&atilde;o exemplos de calcifica&ccedil;&otilde;es distr&oacute;ficasas dos n&oacute;dulos linf&aacute;ticos, os tonsilolitos e as calcifica&ccedil;&otilde;es devasos sangu&iacute;neos como as da art&eacute;ria car&oacute;tida <sup>28</sup>. Calcifica&ccedil;&otilde;es idiop&aacute;ticas s&atilde;o as que ocorrem em tecidos normais, na presen&ccedil;a de n&iacute;veis normais de c&aacute;lcio sangu&iacute;neo. S&atilde;o exemplos os sialolitos e os flebolitos <SUP>15,28</SUP>. A calcifica&ccedil;&atilde;o metast&aacute;tica consiste na deposi&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lcio s&eacute;rico em tecidos s&atilde;os, resultante do seu excesso na circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea. Isso se&ccedil;&otilde;es de inflama&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas, imobilidade, hiperparatireoidismo, hipervitaminose D ou dieta excessivamente rica desse &iacute;on. O aumento dos n&iacute;veis do &iacute;on faz com que ele combine com o fosfato e precipite nos tecidos que entram em contato com as altas concentra&ccedil;&otilde;es calc&ecirc;micas. S&atilde;o calcifica&ccedil;&otilde;es metast&aacute;ticas as do complexo estilohioideo<SUP>6,8,15,26,28</SUP> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Radiograficamente, as opacidades em tecidos moles s&atilde;o comuns e encontradas em cerca de 4% das radiografias panor&acirc;micas e em outras radiografias odontol&oacute;gicas. Muitas vezes, faz&#45;se necess&aacute;ria a combina&ccedil;&atilde;o de duas ou mais t&eacute;cnicas radiogr&aacute;ficas para a obten&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico. Pode&#45;se tamb&eacute;m utilizar outros recursos imaginol&oacute;gicos, como a tomografia computadorizada, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e ultrassonografia. Importantes crit&eacute;rios a serem considerados na interpreta&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica s&atilde;o a localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica, a distribui&ccedil;&atilde;o, a quantidade e a forma das massas calc&aacute;reas. An&aacute;lises de localiza&ccedil;&atilde;o requerem conhecimento da anatomiados tecidos moles bem como a posi&ccedil;&atilde;o dos n&oacute;dulos linf&aacute;ticos, ligamento estilohioideo, vasos sangu&iacute;neos, ductos de gl&acirc;ndulas salivares<SUP>28</SUP> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente trabalho consiste em uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura no concernente &agrave;s calcifica&ccedil;&otilde;es hetero t&oacute;picas distr&oacute;ficas, idiop&aacute;ticas e metast&aacute;ticas enfatizando a identifica&ccedil;&atilde;o radiogr&aacute;fica dessas altera&ccedil;&otilde;es, com o objetivo de auxiliar o cirurgi&atilde;o&#45;dentista na interpreta&ccedil;&atilde;o. Foram pesquisados artigos publicados em l&iacute;ngua inglesa e portuguesa, a partir de 1986, al&eacute;m de livros t&eacute;cnicos a partir de 1983. A pesquisa de artigos foi realizada atrav&eacute;s dos sites de busca Medline e BBO, constando nesta revis&atilde;o 30 refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REVIS&Atilde;O DE LITERATURA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Calcifica&ccedil;&atilde;o de art&eacute;ria car&oacute;tida/ateromade car&oacute;tida</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os ateromas s&atilde;o placas gordurosas fibrosas localizadas no interior das art&eacute;rias. Sua forma&ccedil;&atilde;o tem in&iacute;cio com a deposi&ccedil;&atilde;o de gordura na camada &iacute;ntima das art&eacute;rias devido a inj&uacute;rias no endot&eacute;lio, causadas pelos fatores de risco aos quais o indiv&iacute;duo est&aacute; exposto como a hipertens&atilde;o, derivados do cigarro, alta taxa de colesterol, etc. Uma resposta inflamat&oacute;ria ocorre devido &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o dos fibroblastos causando aumento da espessura da camada &iacute;ntima e endurecimento arterial. Inicia&#45;se, ent&atilde;o, a incrusta&ccedil;&atilde;o pelos sais de c&aacute;lcio, produzindo diferentes graus de calcifica&ccedil;&atilde;o distr&oacute;fica. As art&eacute;rias frequentemente afetadas s&atilde;o a aorta,as coron&aacute;rias e as art&eacute;rias cerebrais, incluindo a car&oacute;tida. Esse ciclo de deterioriza&ccedil;&atilde;o e reparo leva &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de hemorragias que exp&otilde;em as fibras col&aacute;genas formando trombos<SUP>1,9,25</SUP> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Albuquerque et al.<SUP>1 </SUP>as calcifica&ccedil;&otilde;es na art&eacute;ria car&oacute;tida podem ser visualizadas em diferentes t&eacute;cnicas radiogr&aacute;ficas em que seja poss&iacute;vel a observa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os a&eacute;reos buconasais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em radiografias panor&acirc;micas essas calcifica&ccedil;&otilde;es apresentam&#45;se como imagens radiopacas nodulares &uacute;nicas ou m&uacute;ltiplas, n&atilde;o cont&iacute;nuas, na altura da jun&ccedil;&atilde;o intervertebral C3 e C4, cerca de 1 a 2,5 cm &iacute;nfero&#45;posterior ao &acirc;ngulo da mand&iacute;bula, ou ainda como linhas radio pacas verticais que representam finas calcifica&ccedil;&otilde;es nas paredes vasculares <SUP>1,21</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Friedlander et al.<SUP>7</SUP> os ateromas de cacar&oacute;tida tamb&eacute;m podem ser visualizados em radiografias laterais cefalom&eacute;tricas. Essas les&otilde;es s&atilde;o encontradas em &aacute;rea de limite anterior da borda posterior e &acirc;ngulo da mand&iacute;bula, posteriormente &agrave; terceira e quarta v&eacute;rtebras cervicais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; de grande import&acirc;ncia o diagn&oacute;stico diferencial das calcifica&ccedil;&otilde;es da art&eacute;ria car&oacute;tida e outras radiopacidades da regi&atilde;o do pesco&ccedil;o. Dentre as radiopacidades anat&ocirc;micas podemos citar o osso hioide, epiglote, cartilagens trit&iacute;ceas, ossifica&ccedil;&atilde;o do ligamento estilohioideo e estilo mandibular, visualizados nas radiografias panor&acirc;mica panor&acirc;mica e lateral cefalom&eacute;trica; processo estilohioideo, visualizado nas radiografias panor&acirc;micas; corno superior da cartilagem tireoide, visualizado nas radiografias laterais cefalom&eacute;tricas. Podemos encontrar, tamb&eacute;m, as radiopacidades patol&oacute;gicas, como os n&oacute;dulos linf&aacute;ticos calcificados, sialolitos, flebolitos, tonsilolitosem radiografias panor&acirc;micas e laterais cefalom&eacute;tricas. Calcifica&ccedil;&otilde;es da gl&acirc;ndula tireoide, que ocasionalmente ocorrem ap&oacute;s irradia&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica da cabe&ccedil;a s&atilde;o visualizadas nas cefalom&eacute;tricas<SUP>1,7,9,25</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As radiografias odontol&oacute;gicas limitam&#45;se, apenas &agrave;  identifica&ccedil;&atilde;o do ateroma, n&atilde;o permitindo a avalia&ccedil;&atilde;o de sua exata localiza&ccedil;&atilde;o e o grau de oblitera&ccedil;&atilde;o da luz arterial, fazendo com que seja necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de exames mais espec&iacute;ficos, como ultrassonografia e tomografia computadorizada. Essas radiografias tamb&eacute;m somente detectamas placas calcificadas, ou seja, a n&atilde;o visualiza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas radiopacas na regi&atilde;o n&atilde;o exclui a possibilidade de se apresentar em placas de gorduras n&atilde;o calcificadas<SUP>7</SUP> . </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Manzi et al.<SUP>12</SUP>, a radiografia Towne modificada de incid&ecirc;ncia &acirc;ntero&#45;posterior com a boca fechada e com o plano de Frankfurt paralelo ao solo pode ser utilizada para confirmar se as massas radiopacas est&atilde;o localizadas no espa&ccedil;o intervertebral C3 e C4. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>FLEBOLITOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Flebolitos s&atilde;o calcifica&ccedil;&otilde;es idiop&aacute;ticas de trombos. Na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o, est&atilde;o frequentemente associados a les&otilde;es vasculares, que s&atilde;o classificadas em duas entidades cl&iacute;nicas: hemangiomas e malforma&ccedil;&otilde;es vasculares<SUP>6,22</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os flebolitos podem ser visualizados em radiografias panor&acirc;micas e PA &#45; p&oacute;stero&#45;anteriores, apresentando&#45;se como m&uacute;ltiplos corpos laminados circulares ou ovais com aspecto caracter&iacute;stico de "alvo", radiopacos na periferia e radiol&uacute;cidos no centro<SUP>6,22</SUP>. Stafne e Gibilisco<SUP>26 </SUP>descrevem o aspecto interno como homogeneamente radiopaco, por&eacute;m o mais comum &eacute; ter apar&ecirc;ncia de lamina&ccedil;&otilde;es conc&ecirc;ntricas como cebola. Pode haver uma radioluc&ecirc;ncia central representando a por&ccedil;&atilde;o remanescente do vaso. A camada externa &eacute; sempre calcificada e radiopaca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os flebolitos podem ter a forma similar ao sialolito. Os sialolitos usualmente s&atilde;o &uacute;nicos e, se mais de um est&aacute; presente,s&atilde;o orientados em linha reta, enquanto flebolitos s&atilde;o comumente m&uacute;ltiplos e randomicamente distribu&iacute;dos<sup>28</sup>. Para Scolozzi et al.<sup>22</sup> , eles aparecem externos ao sistema ductal, enquanto os sialolitos possuem forma alongada.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante ressaltar que achados radiogr&aacute;ficos de flebolitos em tecidos moles da regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o constituem evid&ecirc;ncia da presen&ccedil;a de les&otilde;es vasculares<SUP>22</SUP>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>SIALOLITOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sialolit&iacute;ase &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o de concre&ccedil;&otilde;es calcificadas&#45; os sialolitos &#45; no interior do sistema ductal das gl&acirc;ndulas salivares. Caracteriza&#45;se pela obstru&ccedil;&atilde;o da gl&acirc;ndula ou seu ducto excretor, resultando na ectasia salivar podendo provocar subsequente dilata&ccedil;&atilde;o da gl&acirc;ndula. &Eacute; a doen&ccedil;a mais comum das gl&acirc;ndulas salivares e afeta 12 em cada 1000 indiv&iacute;duos adultos<SUP>13,27</SUP>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tipicamente, os sialolitos aparecem como placas radiopacasovoides ou alongadas ao exame radiogr&aacute;fico. Dependendoda quantidade de material inorg&acirc;nico depositadosobre o c&aacute;lculo, este se apresenta com diferentes graus dedensidades, podendo, em alguns casos, n&atilde;o ser observado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">C&aacute;lculos das gl&acirc;ndulas submaxilares, na por&ccedil;&atilde;o terminal do ducto, s&atilde;o mais bem visualizados na radiografia oclusal. Ocasionalmente, podem ser vistos no exame periapical superpostos aos &aacute;pices dos pr&eacute;&#45;molares e molares mandibulares. As radiografias panor&acirc;micas podem revelar sialolitos pr&oacute;ximos ao &acirc;ngulo da mand&iacute;bula, correspondentes ao ducto de Warthon e na regi&atilde;o de molar superior correspondente ao segmento proximal do ducto de Stensen<SUP>29</SUP>. Os c&aacute;lculos da gl&acirc;ndula submandibular aparecem superpostos &agrave; base da mand&iacute;bula na incid&ecirc;ncia panor&acirc;mica. Os sialolitos na gl&acirc;ndula par&oacute;tida s&atilde;o mais dif&iacute;ceis de serem detectados que os submaxilares. Somente sialolitos localizados na parte anterior do ducto, em frente ao m&uacute;sculo masseter podem ser visualizados em radiografias intraorais quando um filme &eacute; colocado contra o interior da bochecha e posicionado no fundo do vest&iacute;bulo. Tamb&eacute;m podem ser observados, com o filme paralelo ao plano coronal, o feixe central incidindo paralelamente ao plano sagital e a exposi&ccedil;&atilde;o feita quando o paciente enche de ar a bochecha<sup>26</sup>. Radiografias extra orais t&ecirc;m uso limitado, porque a maioria das imagens s&atilde;o superpostas ao &acirc;ngulo e ramo mandibular. C&aacute;lculos posteriores s&atilde;o bem visualizados em vista lateral obl&iacute;qua e panor&acirc;mica<sup>27,28</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico diferencial inclui sialoadenites secund&aacute;rias e calcifica&ccedil;&otilde;es de n&oacute;dulos linf&aacute;ticos. Os sialolitos s&atilde;o distinguidos de outras calcifica&ccedil;&otilde;es de tecidos moles, porque est&atilde;o usualmente associadas &agrave; dor ou a incha&ccedil;o envolvendo a gl&acirc;ndula<SUP>27,28</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tempo de exposi&ccedil;&atilde;o deve ser reduzido &agrave; metade do tempo normal para a detec&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lculos pouco calcificados. Se h&aacute; suspeitas de c&aacute;lculos pouco calcificados n&atilde;o detectados radiograficamente, a sialografia &eacute; indicada. S&atilde;o tamb&eacute;m exames complementares importantes a ultrassonografia, tomografia computadorizada e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica<SUP>6,27,28</SUP>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CALCIFICA&Ccedil;&Otilde;ES DE N&Oacute;DULOS LINF&Aacute;TICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Calcifica&ccedil;&otilde;es de n&oacute;dulos linf&aacute;ticos s&atilde;o calcifica&ccedil;&otilde;es distr&oacute;ficas, presentes em n&oacute;dulos em processo de inflama&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica devido a doen&ccedil;as como a tuberculose, actinomicose, febre por arranhadura de gato, etc. O n&oacute;dulo aumentado envolvido na infec&ccedil;&atilde;o torna&#45;se fibroso, e ocorre a calcifica&ccedil;&atilde;o. Os n&oacute;dulos mais frequentemente relacionados aos processos infecciosos s&atilde;o os submandibulares, os dig&aacute;stricose os cervicais<SUP>28</SUP>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Einsenkraft e Som<SUP>5 </SUP>as calcifica&ccedil;&otilde;es de n&oacute;dulos linf&aacute;ticos s&atilde;o raras. A sua simples presen&ccedil;a n&atilde;o pode ser usada para distinguir doen&ccedil;a benigna ou maligna. Elas sugerem um limitado diagn&oacute;stico diferencial de patologias como a tuberculose, o linfoma tratado, carcinomas de tireoide metast&aacute;ticos ou adenocarcinomas. De acordo com Freitas et al.<SUP>6</SUP>, podem ser tamb&eacute;m confundidas com sialolitos pela localiza&ccedil;&atilde;o posterior ou abaixo do &acirc;ngulo da mand&iacute;bula. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Radiograficamente, aparecem como massas radiopacas ovoides &uacute;nicas ou m&uacute;ltiplas, distribu&iacute;das ao longo das cadeias ganglionares submandibular, cervical e dig&aacute;strica. Podem ser inadvertidamente confundidas com sialolitos<SUP>6</SUP>. Frequentemente, um sialolito tem um contorno plano, enquanto as calcifica&ccedil;&otilde;es de n&oacute;dulos linf&aacute;ticos s&atilde;o irregulares. A imagem pode sobrepor&#45;se ao ramo da mand&iacute;bula e raramente ocorre posterior ao ramo. Possui aspecto interno indefinido, podendo variar em graus de radiopacidades com a periferia bem definida, o que, ocasionalmente, lhe confere um aspecto lobular semelhante &agrave; couve&#45;flor. Aparecem em radiografias panor&acirc;micas e telerradiografias<SUP>28 </SUP>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>TONSILOLITOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tonsilolitos s&atilde;o raras calcifica&ccedil;&otilde;es distr&oacute;ficas resultantes de inflama&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica com o ac&uacute;mulo de bact&eacute;rias e debris org&acirc;nicos nas tonsilas palatinas<SUP>3,15</SUP>. Variam de tamanho e consist&ecirc;ncia, podendo ocorrer dentro das tonsilasou ao seu redor. Pequenos tonsilolitos podem ser encontrados rotineiramente, enquanto grandes tonsilolitos t&ecirc;m baixa incid&ecirc;ncia<SUP>3,23</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando descobertos em radiografias panor&acirc;micas como massas radiopacas superpostas na por&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia do ramo ascendente da mand&iacute;bula podem ser inicialmente interpretadas como uma anormalidade intra&oacute;ssea da mand&iacute;bula <SUP>17</SUP>. Quando aparecem como radiopacidades m&uacute;ltiplas, s&atilde;o pequenas e mal definidas, podendo ter forma oval, redonda ou irregular. S&atilde;o ligeiramente mais radiopacas que o osso trabeculado e, aproximadamente, com a mesma radiopacidade do osso cortical<SUP>28</SUP>. Podem ser tamb&eacute;m acidentalmente descobertas em radiografias laterais. Sobreposi&ccedil;&atilde;o de tecidos e estruturas duras e moles s&atilde;o comuns nesta regi&atilde;o anat&ocirc;mica, criando desafios de interpreta&ccedil;&atilde;o. Essa dificuldade pode ser superada pelo uso da tomografia computadorizada<SUP>3,20</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estruturas anat&ocirc;micas como um h&acirc;mulo proeminente, processo estilohioideo alongado, calcifica&ccedil;&otilde;es do ligamento estilohioideo, incomum proemin&ecirc;ncia na tuberosidade maxilar ou ramo mandibular podem ser diagn&oacute;stico diferencial de c&aacute;lculos tonsilares. O deslocamento mandibular de um terceiro molar pode imitar um tonsilolito<SUP>3,20</SUP>. Calcifica&ccedil;&otilde;es patol&oacute;gicas das art&eacute;rias, n&oacute;dulos linf&aacute;ticos e gl&acirc;ndulas salivares s&atilde;o tamb&eacute;m diagn&oacute;sticos diferenciais dessa altera&ccedil;&atilde;o segundo Ram et al.<SUP>20 </SUP>bem como as malign&acirc;ncias, granuloma calcificado, doen&ccedil;as como s&iacute;filis, tuberculose e infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas profundas, de acordo com Caldas et al.<SUP>3</SUP>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>ANTROLITOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antrolito &eacute; um termo utilizado para descrever massas calc&aacute;reas presentes nos seios paranasais. S&atilde;o denominadas como antrolitos maxilares, quando presentes na cavidade antral e como rinolitos, quando presentes na cavidade nasal. S&atilde;o calcifica&ccedil;&otilde;es raras. Dentre as nomenclaturas encontradas na literatura, destacamos, ainda, c&aacute;lculos antrais,c&aacute;lculos do seio maxilar, rinolitos antrais, sinolitos, etc<SUP>16,30</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico radiogr&aacute;fico dessas calcifica&ccedil;&otilde;es pode ser realizado, utilizando&#45;se diferentes t&eacute;cnicas. As les&otilde;es produzem uma imagem de forma irregular mal delimitada<sup>2</sup>. Podem aparecer como radiopacidades densas e homog&ecirc;neas ou apresentar an&eacute;is conc&ecirc;ntricos de material radiotransparente e radiopaco<sup>29</sup>. V&aacute;rios estudos utilizam a combina&ccedil;&atilde;o de radiografias periapicais, panor&acirc;mica, oclusal e p&oacute;stero anterior(PA). Radiografias panor&acirc;micas e periapicais s&atilde;o recursos limitados de diagn&oacute;stico. A radiografia panor&acirc;mica produz uma imagem que pode levar a falsas conclus&otilde;es sobre a localiza&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o. Uma les&atilde;o dentro da cavidade nasal, por exemplo, aparece superposta ao seio maxilar. Aposi&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o, deve ser confirmada por outra t&eacute;cnica radiogr&aacute;fica como uma oclusal ou PA. A t&eacute;cnica de Waters fornece alta qualidade de imagem. A tomografia computadorizada &eacute;  outro recurso a ser utilizado, que descreve precisamente a localiza&ccedil;&atilde;o e caracter&iacute;sticas das les&otilde;es. Contudo, n&atilde;o &eacute; essencial para um diagn&oacute;stico final<SUP>2,16</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; estudos que relatam a associa&ccedil;&atilde;o do fungo Aspergillusao antrolito maxilar. A imagem radiogr&aacute;fica da Aspergilosisconsiste em uma sombra focal com aumento da radiodensidade no seio, acompanhada de espessamento da mucosa ou sombra difusa no seio<SUP>18,30</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico diferencial dessas les&otilde;es radiopacas inclui in&uacute;meras patologias, como o fibroma ossificante, osteoma, osteoblastoma, odontoma benigno, condrossarcoma, osteossarcoma, cementoma, carcinomas, sarcomas osteog&ecirc;nicos, displasia fibrosa, oste&iacute;te condensante<SUP>2,24</SUP>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>CALCIFICA&Ccedil;&Atilde;O DO COMPLEXO ESTILOHIOIDEO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo estilohioideo &eacute; parte do osso temporal. &Eacute; uma proje&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea cil&iacute;ndrica localizada em frente ao fora&#45;me estilomastoideo. Sua ponta &eacute; cont&iacute;nua com o ligamento estilohioideo, com extens&atilde;o ao corno menor do osso hioide. O ligamento estilohioideo tamb&eacute;m se une ao processo estendendo ao &acirc;ngulo da mand&iacute;bula<SUP>10,14</SUP>. Mortellaro et al.<sup>14 </sup>definem o processo estilohioideo como uma proje&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea delgada, derivada do segundo arco branquial ou cartilagem de Reichert. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Kursoglu et al.<SUP>10 </SUP>descrevem o seu comprimento normal, variando de 20 a 32 mm; Mortellaro et al.<SUP>14 </SUP>citam um comprimento de 25 a 30 mm e Prabhu et al.<SUP>19 </SUP>relatam o comprimento variando de 20 a 25 mm. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Prabhu et al.<SUP>19 </SUP>descrevem ainda o complexo estilohioideo como sendo composto pelo processo estilohioideo e pelos ligamentos estilohioideo e estilomandibular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1937, Eagle descreveu a dor de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o associada ao alongamento do processo estilohioideo ou &agrave; mineraliza&ccedil;&atilde;o dos ligamentos estilohioideo ou estilomandibular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa condi&ccedil;&atilde;o ficou conhecida como S&iacute;ndrome de Eagle. H&aacute; uma ampla variedade de sintomas associada a essa s&iacute;ndrome, o que reflete a diversidade anat&ocirc;mica do processo estilohioideo e das estruturas a sua volta<SUP>4</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O alongamento do processo estilohioideo, mineraliza&ccedil;&atilde;o ou ossifica&ccedil;&atilde;o dos ligamentos estilohioideo e estilomandibular s&atilde;o comuns, sendo fen&ocirc;menos geralmente assintom&aacute;ticos e que representam achados fortuitos durante exames radiogr&aacute;ficos<SUP>6</SUP>. Estudos consideram a radiografia panor&acirc;mica como a que melhor avalia esse processo uma vez que permite a visualiza&ccedil;&atilde;o de ambos os lados simutaneamente com sua angula&ccedil;&atilde;o medial<SUP>10,14</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diamond et al.<SUP>4 </SUP>tamb&eacute;m citam as radiografias com incid&ecirc;ncia PA, incid&ecirc;ncia de Towne, lateral cefalom&eacute;trica e lateral obl&iacute;qua da mand&iacute;bula para a visualiza&ccedil;&atilde;o do processo estilohioideo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo White e Pharoah<SUP>28 </SUP>o processo estiloide aparece como uma estrutura longa, c&ocirc;nica, fina e radiopaca com base central e proje&ccedil;&otilde;es inclinadas para frente. A ossifica&ccedil;&atilde;o do ligamento mostra uma linha &aacute;spera, reta e plana, mas, em alguns casos, alguma irregularidade pode ser vista em outra superf&iacute;cie. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido &agrave; apar&ecirc;ncia vari&aacute;vel e ao grau de calcifica&ccedil;&atilde;o do complexo estilohioideo, Langlais et al.<SUP>11 </SUP>propuseram uma classifica&ccedil;&atilde;o que inclui a apar&ecirc;ncia radiogr&aacute;fica e o grau de calcifica&ccedil;&atilde;o para padroniz&aacute;&#45;la e simplificar a descri&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o em: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tipo I &#150; Alongado; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tipo II &#150; Pseudoarticulado com o processo aparente mente articulado ao ligamento estilohioideo ou estilomandibular por pseudoarticula&ccedil;&atilde;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tipo III &#150; Segmentado com por&ccedil;&otilde;es descont&iacute;nuas do processo estilohioideo ou segmentos interrompidos do ligamento calcificado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aspectos Radiogr&aacute;ficos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; Calcifica&ccedil;&atilde;o superficial ou de contorno &#150; fina borda com &aacute;rea central radiol&uacute;cida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; Calcifica&ccedil;&atilde;o parcial &#150; contorno radiopaco mais espesso, que opacifica quase completamente a por&ccedil;&atilde;o calcificada, embora mantenha &aacute;reas centrais descont&iacute;nuas e radiol&uacute;cidas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; Calcifica&ccedil;&atilde;o nodular &#150; a por&ccedil;&atilde;o calcificada com v&aacute;rias protuber&acirc;ncias, com diferentes graus de calcifica&ccedil;&atilde;o central. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; Calcifica&ccedil;&atilde;o total &#150; &eacute; totalmente radiopaca sem &aacute;reas centrais radiol&uacute;cidas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/a05fig07.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As calcifica&ccedil;&otilde;es em tecidos moles s&atilde;o comuns na regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o e aparecem em radiografias odontol&oacute;gicas convencionais, por serem o primeiro exame complementar que utilizamos devido &agrave; facilidade da t&eacute;cnica, baixo custo e aparelhagem dispon&iacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todas as radiopacidades descritas s&atilde;o descobertas acidentalmente em radiografias panor&acirc;micas ou em radiografias laterais cefalom&eacute;tricas. A partir de ent&atilde;o, inicia&#45;se uma investiga&ccedil;&atilde;o para identificar a altera&ccedil;&atilde;o, de acordo com os dados cl&iacute;nicos e radiogr&aacute;ficos, como a localiza&ccedil;&atilde;o, tamanho, forma, n&uacute;mero de massas calcificadas, etc. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">V&aacute;rios trabalhos t&ecirc;m relatado a contribui&ccedil;&atilde;o dos recursos oferecidos pela radiologia e imaginologia odontol&oacute;gica na detec&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es, como o ateroma de car&oacute;tida <SUP>1,7,9,21,25</SUP>. Autores s&atilde;o un&acirc;nimes em afirmar que a principal import&acirc;ncia em termos da identifica&ccedil;&atilde;o dessas calcifica&ccedil;&otilde;es est&aacute; no fato de que se pode evitar a ocorr&ecirc;ncia dos acidentes vasculares cerebrais, AVCs. Contudo, deve&#45;se observar a colima&ccedil;&atilde;o do aparelho de RX panor&acirc;mico, j&aacute; que, quanto menor a colima&ccedil;&atilde;o, menores s&atilde;o as chances das radiopacidades aparecerem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Flebolitos est&atilde;o quase sempre associados a hemangiomas. Logo, a exist&ecirc;ncia de um hemangioma pode levar o profissional a pesquisar a presen&ccedil;a de tais calcifica&ccedil;&otilde;es. Quanto ao n&uacute;mero, os flebolitos s&atilde;o m&uacute;ltiplos. N&atilde;o possuem localiza&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outros exames complementares utilizados para a identifica&ccedil;&atilde;o de sialolitos s&atilde;o a sialografia e a cintilografia<SUP>28</SUP>. Em radiografias panor&acirc;micas, quando superpostos ao trabeculado &oacute;sseo mandibular, o sialolito pode ser interpretado como uma anormalidade intra&oacute;ssea. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As calcifica&ccedil;&otilde;es de n&oacute;dulos linf&aacute;ticos possuem import&acirc;ncia no diagn&oacute;stico diferencial ou como a tuberculose, o linfoma tratado, a febre por arranhadura de gato. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os tonsilolitos est&atilde;o associados a inflama&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas, usualmente podem ser palpados e produzem sintomatologia. Tamb&eacute;m podem ser confundidos com anormalidades intra&oacute;sseas do ramo da mand&iacute;bula. A remo&ccedil;&atilde;o das am&iacute;gdalas pode ser indicada em alguns casos<SUP>17,23</SUP>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os corpos estranhos no seio maxilar podem simular a presen&ccedil;a de um antrolito. As ra&iacute;zes residuais s&atilde;o os corpos estranhos mais comuns, e a hist&oacute;ria cl&iacute;nica faz&#45;se necess&aacute;ria para o correto diagn&oacute;stico. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os sintomas de desordens temporomandibulares e dores faciais, como a neuralgia trigeminal, al&eacute;m de dores de garganta, devem levar a uma pesquisa radiogr&aacute;fica de processo estilohioideo e ligamento estilohioideo alongados<SUP>4,14</SUP>. A exist&ecirc;ncia da s&iacute;ndrome de Eagle deve ser investigada. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Podemos concluir que </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; as radiopacidades em tecidos moles da regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o s&atilde;o achados comuns nas radiografias odontol&oacute;gicas, sendo assintom&aacute;ticas na maioria dos casos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; o profissional n&atilde;o deve, apenas, se orientar pelo exame radiogr&aacute;fico, e o diagn&oacute;stico deve tamb&eacute;m ser baseado em dados cl&iacute;nicos. Em alguns casos, a dificuldade na identifica&ccedil;&atilde;o das calcifica&ccedil;&otilde;es exige a execu&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas radiogr&aacute;ficas apropriadas. H&aacute; poucas refer&ecirc;ncias na literatura sobre as t&eacute;cnicas radiogr&aacute;ficas para a identifica&ccedil;&atilde;o das calcifica&ccedil;&otilde;es em tecidos moles, e grande parte das publica&ccedil;&otilde;es revisadas &eacute; constituida de casos cl&iacute;nicos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Albuquerque DF, Menezes AV, Carlos MX, Kurita LM, Capelozza ALA. Detec&ccedil;&atilde;o de calcifica&ccedil;&otilde;es na art&eacute;ria car&oacute;tida em radiografias panor&acirc;micas: revis&atilde;o da morfologia e patologia. Rev Clin Pesq Odontol. 2005;2(2):129&#45;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093027&pid=S1677-3888201000010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Barros C, Martins R, Silva J, Souza J, Ribeiro&#45;Rotta R, Batista A, Mendon&ccedil;a E. Rhinolith: A radiographic finding in a dentalclinic. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2005;100(4):486&#150;90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093029&pid=S1677-3888201000010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Caldas M, Neves E, Manzi FR, Almeida SM, B&oacute;scolo FN, Haiter Neto F. Tonsillolith&#45;report of an unusual case. Br Dent J.2007;202:265&#45;67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093031&pid=S1677-3888201000010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Diamond LH, Cottrell DA, Huntera MJ, Papageorge M. Eagle'ssyndrome: A report of 4 patients treated using a modified extraoralapproach. J Oral Maxillofac Surg. 2001;59(12):1420&#45;26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093033&pid=S1677-3888201000010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Eisekraft BL, Som PM. The spectrum of benign and malignantetiologies of cervical node calcification. Am J Roentgenol.1999;172 (5):1433&#45;37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093035&pid=S1677-3888201000010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Freitas A, Rosa JE, Souza, IF. Radiologia Odontol&oacute;gica. 6 ed.S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093037&pid=S1677-3888201000010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Friedlander AH, Dounis G, Gratt BM. Lateral cephalometricradiographs: an aid in detecting patients at risk of stroke. J Am Dent Assoc. 1996;127(12):1745&#45;1750.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093039&pid=S1677-3888201000010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Fujimura K, Nishida AS, Kunishima F, Segami N, Lizuka T, Kitaichi M. Heterotopic calcification in advanced cervical lymphnodes with metastasis from squamous cell carcinoma ofthe tongue: report of two cases. Oral Oncology Extra. 2004;40(10):117&#45;122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093041&pid=S1677-3888201000010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Kamikawa RSS, Fenyo&#45;Pereira M, Fernandes A, Meurer MI. Study of the localization of radiopacities similar to calcified carotidatheroma by means of panoramic radiography. Oral SurgOral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2006;101(3):374&#45;78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093043&pid=S1677-3888201000010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Kursoglu P, Unalan F, Erdem T. Radiological evaluationof the styloid process in young adults resident in Turkey's Yeditepe University faculty of dentistry. Oral Surg Oral Med OralPathol Oral Radiol Endod. 2005;100(4):491&#45;94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093045&pid=S1677-3888201000010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Langlais RP, Miles DA, Van Dis ML. Elongated and mineralized stylohyoid ligament complex: A proposed classification and report of a case of Eagle's syndrome. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 1986;61(5):527&#45;32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093047&pid=S1677-3888201000010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Manzi FR, Tuji FM, Almeida SM, Haiter Neto F, B&oacute;scoloFN. Radiografia panor&acirc;mica como meio auxiliar na identifica&ccedil;&atilde;o de pacientes com risco de AVC. Rev Assoc Paul Cir Dent.2001;55 (2):131&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093049&pid=S1677-3888201000010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Mimura M, Tanaka N, Ichinose S, Kimijima Y, Amagasa T. Possible etiology of calculi formation in salivary glands: biophysicalanalysis of calculus. Med Mol Morphol. 2005;38(3):189&#45;95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093051&pid=S1677-3888201000010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Mortellaro C, Biancucci P, Picciolo G, Vercellino V. Eagle's Syndrome: Importance of a Corrected Diagnosis and Adequate Surgical Treatment. J Craniofac Surg. 2002;13(6):755&#45;58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093053&pid=S1677-3888201000010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Moura MDG, Madureira DF, Norman&#45;Ferreira LC, Abdo EN, Aguiar EG, Freire ARS. Tonsillolith: A report of three clinicalcases. Patol Oral Cir Bucal. 2007;12(2):130&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093055&pid=S1677-3888201000010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 16. Nass Duce M, Talas D, &Ouml;zer C, Yildiz A, Apaydin FD, &Ouml;zgurA . Antrolithiasis: a retrospective study. The Journal of Laryngology &amp; Otology. 2003;117:637&#45;40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093057&pid=S1677-3888201000010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Neshat K, Penna KJ, Shah DH. Tonsilolith: a case report. J Oral Maxillofac Surg. 2001; 59:692&#45;93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093059&pid=S1677-3888201000010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Ogata Y, Okinaka Y, Takahashi M. Antrolith associated with aspergillosis of the maxillary sinus: report of a case. J Oral Maxillofac Surg. 1997;55(11):1339&#45;41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093061&pid=S1677-3888201000010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Prabhu LV, Kumar A, Nayak SR, Pai MM, Vadgaonkar R, Krishnamurthy A, Madhan Kumar SJ. An unusually lengthystyloid process. Singapore Med J. 2007;48(2):34&#45;36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093063&pid=S1677-3888201000010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Ram S, Siar CH, Ismail SM, Prepageran N, Lumpur K.Pseudo bilateral tonsilolliths: A case report and review of theliterature. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod.2004;98:110&#45;14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093065&pid=S1677-3888201000010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Rold&aacute;n&#45;Chicano R, O&ntilde;ate &#150;S&aacute;nchez RE, L&oacute;pez&#45;Casta&ntilde;o F,Cabrerizo&#45;Merino MC, Martinez&#45;L&oacute;pez F. Panoramic radiographas a method for detecting calcified atheroma plaques. Review ofliterature. Med Oral Patol Oral Cir Bucal. 2006;11(3):261&#45;66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093067&pid=S1677-3888201000010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Scolozzi P, Laurent F, Lombardi T, Richter M. Intraoral venous malformation presenting with multiple phleboliths. Oral SurgOral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2003;96(2):197&#150;200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093069&pid=S1677-3888201000010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 23. Sezer B, Tugsel Z, Bilgen C. An unusual tonsillolith. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod, 2003;95(4):471&#45;473.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093071&pid=S1677-3888201000010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 24. Shih&#45;Hung Lo, Yih&#45;Yiing WU, Pa&#45;Chun Wang. Maxillary Antrolith. Mid Taiwan J M&eacute;d. 2003;8(4):238&#45;41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093073&pid=S1677-3888201000010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 25. Souza AE, Pardini LC, Ciccone JC, Watanabe PCA. Contribui&ccedil;&atilde;oda radiografia panor&acirc;mica na detec&ccedil;&atilde;o de ateromasem art&eacute;ria car&oacute;tida. RGO. Revista Ga&uacute;cha de Odontologia.2004;52(2):83&#45;85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093075&pid=S1677-3888201000010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 26. Stafne EC, Gibilisco JA. Diagn&oacute;stico Radiogr&aacute;fico Bucal.Trad. M&aacute;rio Bruno et. al. 4 ed. Rio de Janeiro: Ed. Interamericana;1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093077&pid=S1677-3888201000010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 27. Torres&#45;Lagares D, Barranco&#45;Piedra S, Serrera&#45;Figallo MA,Hita&#45;Iglesias P, Martinez&#45;Sahuquillo&#45;M&aacute;rquez A, Guti&eacute;rrez&#45;P&eacute;rezJL. Parotid sialolithiasis in Stensen's duct. Mek Oral Patol Oral Cir Bucal. 2006;11(1):80&#45;84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093079&pid=S1677-3888201000010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 28. White SC, Pharoah MJ. Radiologia Oral: Fundamentos e Interpreta&ccedil;&atilde;o. Tradu&ccedil;&atilde;o de: Oral Radiology: principles and interpretation. 5 th ed. Mosby; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093081&pid=S1677-3888201000010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 29. Wood NK, Goaz PW. Diagn&oacute;stico Diferencial das Les&otilde;esBucais. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1983.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093083&pid=S1677-3888201000010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 30. Wu CW, Tai CF, Wang LF, Tsai KB, Kuo WR. Aspergillosis: anidus of maxillary antrolith. Am J Otolaryngol. 2005;26(6):426&#45;429.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=093085&pid=S1677-3888201000010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="nt"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/occ/v9n1/seta.jpg" border="0"></a> Correspond&ecirc;ncia para:</b>    <br>   Evandro Neves Abdo     <br>   Faculdade de Odontologia da UFMG     <br>   Av. Ant&ocirc;nio Carlos, 6627 &#45; Pampulha&#150; Belo Horizonte / Minas Gerais &#45; Brasil.     <br>   CEP: 31270&#45;901    <br>   Email: <a href="mailto:evandro.abdo@gmail.com">evandro.abdo@gmail.com</a> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em: 20/04/09    <br>   Aceito para publica&ccedil;&atilde;o em: 22/07/09 </font></p>      ]]></body>
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