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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil de tratamento de urgência de crianças de 0 a 12 anos de idade, atendidas no Serviço de Urgência Odontológica da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Urgency treatment profile of 0 to 12 year-old-children assisted at urgency dental service from Bauru Dental School, University of São Paulo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The attendance's records of children between 0 to 12 years old assisted at Urgency Dental Service (UDS) from Bauru Dental School, University of São Paulo were assessed in the period among the years 2004 and 2008, which only the records that containing all information completed about the patient or type of treatment were analyzed. The analyzed data were age, gender, main complaint, exams, performed treatment records and follow-up care. They were divided into two groups in relation to the involved injury: traumatic and non-traumatic. Data were plotted and submitted to a descriptive statistical analysis. Among the total of patients attended at UDS at this period of 60 months, 1236 (9.05%) were children, the majority was between 7 and 12 years old (62.78%). While traumatic lesions were the cause of 229 (18.52%) of treatments, the non-traumatic injuries were the cause of 1007 (81.47%). The treatment performed in both situations was done according to the indicated protocol for each case. Through this study it was concluded that dental caries was the most frequent lesion of the treatments provided by UDS, which indicates a higher need for oral health orientation of the population with emphasis in preventive measures.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Tratamentos de emergência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b> ORIGINAL  ARTICE</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="4" face="verdana"><B> <a name="tx"></a>Perfil  de tratamento de urg&ecirc;ncia de crian&ccedil;as de 0 a 12 anos de idade, atendidas  no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia Odontol&oacute;gica da Faculdade de Odontologia  de Bauru da Universidade de S&atilde;o Paulo </B></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana"><b>Urgency  treatment profile of 0 to 12 year&#45;old&#45;children assisted at urgency dental  service from Bauru Dental School, University of S&atilde;o Paulo </b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marco  Aur&eacute;lio Benini Paschoal<SUP>I</SUP>; Carla Vecchione Gurgel<SUP>I</SUP>;  Natalino Louren&ccedil;o Neto<SUP>I</SUP>; Tatiana Yuriko Kobayashi<SUP>I</SUP>;  Salete Moura Bonif&aacute;cio da Silva<SUP>II</SUP>; Ruy C&eacute;sar Camargo  Abdo<SUP>III</SUP>; Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado<sup>III</sup> </b></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre  em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S&atilde;o  Paulo (FOB/USP), Bauru&#45;SP/Brasil    <br> <SUP>II</SUP>Doutora em Odontopediatria.  Professora do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Sa&uacute;de Coletiva  da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de S&atilde;o Paulo (FOB/USP),  Bauru&#45;SP/Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <SUP>III</SUP>Doutor em Odontopediatria. Professor Titular  do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Sa&uacute;de Coletiva da Faculdade  de Odontologia de Bauru da Universidade de S&atilde;o Paulo (FOB/USP), Bauru&#45;SP/Brasil</font></p>    <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#nt">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>RESUMO  </B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Foram avaliados os prontu&aacute;rios  de atendimentos de crian&ccedil;as de 0 a 12 anos de idade, atendidas no Setor  de Urg&ecirc;ncia Odontol&oacute;gica (SUO) da Faculdade de Odontologia de Bauru,  da Universidade de S&atilde;o Paulo, no per&iacute;odo compreendido entre os anos  de 2004 a 2008 que continham informa&ccedil;&otilde;es completas sobre o paciente  e o tipo de atendimento realizado. Os dados analisados foram: idade, g&ecirc;nero,  motivo da visita, exames, tratamentos realizados e tipo de encaminhamento. As  crian&ccedil;as foram divididas em dois grupos de acordo com a inj&uacute;ria  sofrida: traum&aacute;ticas e n&atilde;o&#45;traum&aacute;ticas. Os dados foram  tabulados e submetidos a uma an&aacute;lise descritiva. Do total de pacientes  atendidos no SUO, nesse intervalo de 60 meses, 1236 (9,05%) eram crian&ccedil;as,  sendo que a maioria apresentava idade ente 7 e 12 anos (62,78%). Enquanto as les&otilde;es  traum&aacute;ticas foram respons&aacute;veis por 18,52% (229) dos atendimentos,  as inj&uacute;rias n&atilde;o&#45;traum&aacute;ticas foram respons&aacute;veis  por 81,47% (1007). O tratamento para ambos estava de acordo com o preconizado  para esse tipo de servi&ccedil;o. Por meio do presente estudo, p&ocirc;de&#45;se  concluir que a c&aacute;rie dent&aacute;ria foi a les&atilde;o que gerou a maior  ocorr&ecirc;ncia dos atendimentos realizados pelo SUO, o que indica uma maior  necessidade de orienta&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o,  243 com &ecirc;nfase nas a&ccedil;&otilde;es preventivas. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana"><B>Descritores:  </B>Tratamentos de emerg&ecirc;ncia; Assist&ecirc;ncia Odontol&oacute;gica para  crian&ccedil;as; Odontopediatria. </font></p><hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT  </B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">The attendance's records of children  between 0 to 12 years old assisted at Urgency Dental Service (UDS) from Bauru  Dental School, University of S&atilde;o Paulo were assessed in the period among  the years 2004 and 2008, which only the records that containing all information  completed about the patient or type of treatment were analyzed. The analyzed data  were age, gender, main complaint, exams, performed treatment records and follow&#45;up  care. They were divided into two groups in relation to the involved injury: traumatic  and non&#45;traumatic. Data were plotted and submitted to a descriptive statistical  analysis. Among the total of patients attended at UDS at this period of 60 months,  1236 (9.05%) were children, the majority was between 7 and 12 years old (62.78%).  While traumatic lesions were the cause of 229 (18.52%) of treatments, the non&#45;traumatic  injuries were the cause of 1007 (81.47%). The treatment performed in both situations  was done according to the indicated protocol for each case. Through this study  it was concluded that dental caries was the most frequent lesion of the treatments  provided by UDS, which indicates a higher need for oral health orientation of  the population with emphasis in preventive measures. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana"><B>Keywords:  </B>Emergency treatment; Dental care for children; Pediatric dentistry </font></p><hr size="1" noshade>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#nt"></a></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="verdana"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O  </B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Os atuais progressos da Odontologia  e a &ecirc;nfase dada atualmente aos programas de preven&ccedil;&atilde;o ainda  se confrontam com a car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de  bucal e de recursos financeiros da popula&ccedil;&atilde;o. Esse fato faz com  que grande parte dessa popula&ccedil;&atilde;o procure tratamento odontol&oacute;gico  somente quando um quadro de desconforto ou de dor se faz presente<sup>1</sup>,  buscando a solu&ccedil;&atilde;o imediata do problema por meio dos servi&ccedil;os  de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica<SUP>2,3</SUP>. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Sabe&#45;se  que a realidade brasileira disp&otilde;e de servi&ccedil;os de sa&uacute;de saturados  e de necessidades acumuladas em decorr&ecirc;ncia da enorme demanda. Devido &agrave;  incapacidade dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de absorverem esse contingente,  j&aacute; que estes ainda se baseiam no modelo de atendimento curativo e reabilitador  sem &ecirc;nfase na preven&ccedil;&atilde;o, surgem os servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia  por meio de um processo complexo que envolve fatores sociais, estruturais e psicol&oacute;gicos<SUP>4</SUP>.  </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Segundo um conv&ecirc;nio firmado  com o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), todas as Faculdades de Odontologia  do Brasil assim como alguns servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncias hospitalares  devem apresentar um setor de urg&ecirc;ncias odontol&oacute;gicas. Esses servi&ccedil;os  geralmente oferecem um tratamento paliativo, visando ao al&iacute;vio imediato  dos sintomas iniciais, abrangendo as v&aacute;rias especialidades odontol&oacute;gicas,  e, em seguida, os pacientes s&atilde;o encaminhados para um setor espec&iacute;fico  no qual obter&atilde;o tratamento especializado<SUP>5</SUP>. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A  popula&ccedil;&atilde;o infantil se constitui em um grupo relevante para o estudo  das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal, visto que a literatura apresenta  escassos relatos epidemiol&oacute;gicos nesta faixa et&aacute;ria nos servi&ccedil;os  de urg&ecirc;ncia, sendo que os existentes descrevem prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de bucal, destacando a grande necessidade preventiva e curativa<SUP>6</SUP>.  A realiza&ccedil;&atilde;o de mais levantamentos neste ambiente &eacute; de vital  import&acirc;ncia para a verifica&ccedil;&atilde;o do tipo de tratamento ou abordagem  utilizada para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas bucais mais encontrados.  A maioria das visitas de urg&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o infantil &eacute;  provocada por consequ&ecirc;ncias da evolu&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es  de c&aacute;rie dent&aacute;ria e de inj&uacute;rias traum&aacute;ticas. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A  caracteriza&ccedil;&atilde;o da demanda ambulatorial, os tipos de tratamentos  e as condutas realizadas por esses servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica  s&atilde;o pouco explorados. Esse fato torna&#45;se ainda mais relevante, quando  a amostra analisada &eacute; formada por pacientes pedi&aacute;tricos. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Nesse  contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar os dados do perfil do atendimento  de crian&ccedil;as de 0 a 12 anos de idade assistidas pelo Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia  Odontol&oacute;gica (SUO) da Faculdade de Odontologia de Bauru por meio da an&aacute;lise  de prontu&aacute;rios odontol&oacute;gicos, no per&iacute;odo compreendido entre  2004 e 2008. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>MATERIAL E  M&Eacute;TODO </B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, o  trabalho teve a aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa  da Faculdade de Odontologia de Bauru (Protocolo nº 126/2008). No presente estudo,  foram selecionados prontu&aacute;rios cl&iacute;nicos de pacientes com idades  entre 0 a 12 anos, atendidos no Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia Odontol&oacute;gica  (SUO) da Faculdade de Odontologia de Bauru, da Universidade de S&atilde;o Paulo,  no per&iacute;odo compreendido entre os anos de 2004 a 2008. Apenas as fichas  que continham dados completos referentes &agrave; crian&ccedil;a foram consideradas  para an&aacute;lise, tais como idade, g&ecirc;nero, motivo da visita, exames,  tratamentos realizados e encaminhamento. Ap&oacute;s essa etapa, os prontu&aacute;rios  foram divididos em dois grupos: inj&uacute;rias n&atilde;o&#45;traum&aacute;ticas  e inj&uacute;rias traum&aacute;ticas. Em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro grupo,  foram considerados os seguintes dados: dura&ccedil;&atilde;o da dor, presen&ccedil;a  de c&aacute;rie dent&aacute;ria sem presen&ccedil;a de abscesso, c&aacute;rie  dent&aacute;ria com abscesso, anomalias de erup&ccedil;&atilde;o, reabsor&ccedil;&atilde;o  radicular, outros motivos, &aacute;rea acometida, tipo de tratamento e, ainda,  se houve encaminhamento para tratamento nas cl&iacute;nicas da faculdade. Em rela&ccedil;&atilde;o  ao segundo grupo, foram considerados os seguintes dados: &aacute;rea do trauma,  tipo de trauma (luxa&ccedil;&atilde;o, subluxa&ccedil;&atilde;o, intrus&atilde;o,  extrus&atilde;o, avuls&atilde;o, fratura coron&aacute;ria, les&otilde;es de tecido  mole), tipo de tratamento e, ainda, se houve encaminhamento para tratamento nas  cl&iacute;nicas da faculdade. Os prontu&aacute;rios que apresentavam dados incompletos  ou inconsist&ecirc;ncia no preenchimento n&atilde;o foram analisados. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Os  sintomas presentes registrados em ambos os grupos foram classificados em dor,  sangramento, infec&ccedil;&atilde;o, edema e outros. Com o intuito de se determinar  a idade mais prevalente atendida por esse servi&ccedil;o e se examinar a rela&ccedil;&atilde;o  entre idade e natureza da urg&ecirc;ncia (inj&uacute;rias n&atilde;o&#45;traum&aacute;ticas  e inj&uacute;rias traum&aacute;ticas), tr&ecirc;s categorias foram estabelecidas:  G1 (0&#45;3 anos), G2 (4&#45;6 anos) e G3 (7&#45;12 anos). </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Os  resultados foram dispostos em gr&aacute;ficos e tabelas e analisados de acordo  com as frequ&ecirc;ncias obtidas por meio da an&aacute;lise estat&iacute;stica  descritiva. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana"><B> RESULTADOS  </B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, observou&#45;se  que foram atendidas 1236 crian&ccedil;as representando 9,05% de todos os pacientes  atendidos na SUO, durante o intervalo de 60 meses. Houve tend&ecirc;ncia &agrave;  predile&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero: 678 do g&ecirc;nero  masculino (54,85%) e 558 do g&ecirc;nero feminino (45,15%). </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A  maioria das crian&ccedil;as que procuraram o servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia  foi do grupo G3 (62,78%), seguidas do G2 (27,91%) e G1 (9,30%). Os sintomas mais  frequentemente reportados foram: dor (55,52%), edema (3,14%), sangramento (0,73%)  e outros (2,6%). </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Do total de atendimentos,  as les&otilde;es traum&aacute;ticas foram respons&aacute;veis por 229 atendimentos  (18,52%). Nesta categoria, o grupo que prevaleceu foi o G3 (55,45%), sendo mais  frequente no g&ecirc;nero masculino (66,38%) em compara&ccedil;&atilde;o ao feminino  (33,62%) (<a href="#grf01">Gr&aacute;fico 1</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o aos  elementos dent&aacute;rios mais afetados, houve uma maior preval&ecirc;ncia dos  incisivos centrais superiores tanto na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua (83,33%)  quanto na dentadura mista (93,23%). </font></p>    <p><a name="grf01"></a></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n3/a12grf01.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana">Em  rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de inj&uacute;ria traum&aacute;tica, as fraturas  coron&aacute;rias representaram a causa mais prevalente, com um total de 120 casos  (53,78%), seguida de luxa&ccedil;&atilde;o (19,21%) (<a href="#grf02">gr&aacute;fico  2</a>). O elemento dent&aacute;rio mais implicado nos casos de fratura coron&aacute;ria  foi o incisivo central permanente superior (74,16%). Entretanto, em rela&ccedil;&atilde;o  &agrave; luxa&ccedil;&atilde;o, os incisivos centrais e laterais superiores dec&iacute;duos  (47,72% e 45,45%, respectivamente) foram os mais acometidos por essa inj&uacute;ria.  O principal tratamento preconizado para a fratura coron&aacute;ria foi restaura&ccedil;&atilde;o  tempor&aacute;ria (33,84%) e para os casos de luxa&ccedil;&atilde;o, orienta&ccedil;&otilde;es  (40,9%) (<a href="#grf03">gr&aacute;fico 3</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o aos  outros tipos de inj&uacute;rias traum&aacute;ticas observadas, pode&#45;se citar:  intrus&atilde;o (12,23%), avuls&atilde;o (5,66%), extrus&atilde;o (5,2%), fratura  radicular (0,87%), fratura &oacute;ssea (0.87%) e les&atilde;o em tecido mole  (2,18%) (<a href="#grf02">Gr&aacute;fico 2</a>). </font></p>    <p><a name="grf02"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n3/a12grf02.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><a name="grf03"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/occ/v9n3/a12grf03.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana">As  inj&uacute;rias n&atilde;o&#45;traum&aacute;ticas foram respons&aacute;veis por  1007 casos (81,47%) do total de urg&ecirc;ncias no per&iacute;odo. O diagn&oacute;stico  mais prevalente nesta categoria foi a c&aacute;rie dent&aacute;ria num total de  718 casos (71,33%), seguida de problemas em rela&ccedil;&atilde;o ao tecido mole  (freio labial/lingual com inser&ccedil;&atilde;o irregular e pericoronarite),  correspondendo a 6,85%, anomalias do tecido duro, como hipoplasias e fluorose  (6,75%), anomalias de erup&ccedil;&atilde;o (3,27%), reabsor&ccedil;&atilde;o  radicular (1,68%) e outros (10,15%). O n&uacute;mero de pacientes que apresentou  c&aacute;rie dent&aacute;ria sem a presen&ccedil;a de sintomas secund&aacute;rios  cor&#45;respondeu a 617 casos (61,27%), enquanto 101 pacientes apresentaram a  associa&ccedil;&atilde;o com sintomas (38,73%). </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A  c&aacute;rie dent&aacute;ria apresentou&#45;se mais prevalente nas crian&ccedil;as  do grupo G3 (61,27%) (<a href="#grf01">gr&aacute;fico 1</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o  ao elemento dent&aacute;rio mais acometido por essa inj&uacute;ria na denti&ccedil;&atilde;o  dec&iacute;dua, o segundo molar dec&iacute;duo foi o mais acometido (40,38%),  seguido do primeiro molar permanente (25,48%). O tratamento preconizado para les&atilde;o  de c&aacute;rie sem abscesso foi escava&ccedil;&atilde;o (34,52%), seguido de  abertura coron&aacute;ria (29,17%), e, para o tratamento de c&aacute;rie com abscesso,  foram preconizadas extra&ccedil;&otilde;es (43,56%) seguidas de abertura coron&aacute;ria  (26,73%) (<a href="#grf03">Gr&aacute;fico 3</a>). Em rela&ccedil;&atilde;o aos  exames realizados de forma a auxiliar no diagn&oacute;stico, o exame cl&iacute;nico  correspondeu a 36,92%, enquanto que a associa&ccedil;&atilde;o do exame cl&iacute;nico  ao radiogr&aacute;fico foi respons&aacute;vel por 63,08%. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Foram  encaminhados 27,02% dos pacientes assistidos pelo SUO para tratamento na FOB&#45;USP,  nas seguintes especialidades: Odontopediatria (59,28%), Endodontia (14,97%), Dent&iacute;stica  (14,07%), Ortodontia (4,19%), Estomatologia (4,19%) e outros (1,21%). </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana"><B>DISCUSS&Atilde;O  </B></font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, o maior n&uacute;mero  de atendimentos de urg&ecirc;ncia em crian&ccedil;as foi justificado por c&aacute;rie  dent&aacute;ria e suas complica&ccedil;&otilde;es (71,33%). Num estudo realizado  neste mesmo setor de urg&ecirc;ncia da Faculdade de Odontologia de Bauru nos anos  de 2001 e 2002, 61,72% das visitas de urg&ecirc;ncia em crian&ccedil;as foram  causadas pelas consequ&ecirc;ncias da c&aacute;rie dent&aacute;ria<SUP>1</SUP>,  o que indica que houve um aumento do n&uacute;mero de atendimentos relacionados  a essa doen&ccedil;a neste servi&ccedil;o. Apesar de a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie  na popula&ccedil;&atilde;o infantil ter decrescido nos &uacute;ltimos anos, ela  ainda representa um problema substancial para as crian&ccedil;as, especialmente  as provenientes de fam&iacute;lias de baixo poder aquisitivo e de grupos minorit&aacute;rios<SUP>7&#45;9</SUP>.  Em rela&ccedil;&atilde;o a essa mesma casu&iacute;stica, levantamentos realizados  em servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia na faixa et&aacute;ria pedi&aacute;trica  em outros pa&iacute;ses encontraram diferentes estat&iacute;sticas com n&uacute;meros  variando de 30% a 84%<SUP>8,10&#45;12</SUP>. A dor causada pela c&aacute;rie dent&aacute;ria  pode interferir na qualidade de vida da crian&ccedil;a e traz consequ&ecirc;ncias  para o seu crescimento, j&aacute; que pode afetar sua alimenta&ccedil;&atilde;o,  seu aprendizado e lazer<SUP>7,13</SUP>. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">As  inj&uacute;rias traum&aacute;ticas foram respons&aacute;veis por 18,52% dos atendimentos  de urg&ecirc;ncia no presente estudo. Este resultado est&aacute; de acordo com  a maioria dos estudos em que os casos de trauma dent&aacute;rio geralmente representam  de 11% 245 a 26,6% do total de visitas pedi&aacute;tricas de urg&ecirc;ncia<SUP>8,10&#45;12</SUP>.  Estudo de Rowley et al.<SUP>9</SUP> realizado em um hospital encontrou que 51%  dos atendimentos de urg&ecirc;ncia foram causados por traumatismos dent&aacute;rios.  Os atendimentos de urg&ecirc;ncia em hospitais geralmente apresentam uma alta  preval&ecirc;ncia de inj&uacute;rias traum&aacute;ticas, j&aacute; que oferecem  atendimento em tempo integral, durante todos os dias da semana. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Nos  tr&ecirc;s primeiros anos de vida da crian&ccedil;a, &eacute; comum a ocorr&ecirc;ncia  de inj&uacute;rias traum&aacute;ticas na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua,  principalmente nos dentes anteriores, j&aacute; que &eacute; um per&iacute;odo  de crescimento e desenvolvimento motor do indiv&iacute;duo. O aumento da atividade  e mobilidade associado &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o limitada da crian&ccedil;a  s&atilde;o poss&iacute;veis raz&otilde;es para o risco aumentado de traumas dent&aacute;rios  nessa faixa et&aacute;ria<SUP>14</SUP>. Neste estudo, observou&#45;se uma alta  ocorr&ecirc;ncia de atendimentos de urg&ecirc;ncia nesta idade devido a traumatismos,  o que coincide com o achado da maioria dos autores<SUP>1,10</SUP>. </font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na  faixa et&aacute;ria entre 7 e 12 anos de idade, a ocorr&ecirc;ncia de c&aacute;rie  dent&aacute;ria foi alta (61,27%), tendo&#45;se observado, tamb&eacute;m, uma  alta preval&ecirc;ncia de les&otilde;es traum&aacute;ticas (55,45%). Nesse per&iacute;odo,  as crian&ccedil;as frequentemente apresentam um overjet acentuado, o que as predisp&otilde;em  ao risco de inj&uacute;rias traum&aacute;ticas na regi&atilde;o anterior da maxila.  Al&eacute;m disso, esta &eacute; uma fase em que frequentemente as atividades  f&iacute;sicas e esportivas apresentam&#45;se presentes, o que aumenta a probabilidade  da ocorr&ecirc;ncia de um epis&oacute;dio de trauma<SUP>3</SUP>. A maior ocorr&ecirc;ncia  de fratura coron&aacute;ria nos incisivos centrais superiores verificada nesse  estudo corrobora outros autores que explicam esse fato, por esses dentes estarem  normalmente mais protu&iacute;dos e sem uma adequada cobertura labial<sup>1,8,10</sup>.</font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">As  inj&uacute;rias traum&aacute;ticas neste estudo foram mais comuns no g&ecirc;nero  masculino, quando comparadas ao g&ecirc;nero feminino, o que corrobora o resultado  da maioria das pesquisas<SUP>1,8,11</SUP>. Os meninos geralmente s&atilde;o mais  ativos e se envolvem mais frequentemente em atividades f&iacute;sicas esportivas,  o que aumenta o risco de traumatismos dent&aacute;rios. Em contra&#45;partida,  Agostini, Flaitz e Hicks<SUP>10</SUP> encontraram um maior n&uacute;mero de les&otilde;es  traum&aacute;ticas em crian&ccedil;as do g&ecirc;nero feminino. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">As  principais raz&otilde;es para a procura pelo servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia  por crian&ccedil;as, de acordo com a maioria dos estudos, s&atilde;o de origem  pulpar e infec&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria<SUP>8,13,15</SUP>. Dor e infec&ccedil;&otilde;es  odontog&ecirc;nicas causam estresse emocional para pacientes e respons&aacute;veis  e podem produzir perda dent&aacute;ria e fobia ao tratamento odontol&oacute;gico<SUP>15</SUP>.  No presente estudo, a dor foi o sintoma mais frequentemente relatado pela maioria  das crian&ccedil;as que procuraram o atendimento de urg&ecirc;ncia. Esta situa&ccedil;&atilde;o  infelizmente caracteriza a c&aacute;rie dent&aacute;ria ainda como um problema  de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil, al&eacute;m da falta de acesso da popula&ccedil;&atilde;o  ao atendimento odontol&oacute;gico bem como da falta de conhecimento acerca de  conhecimentos preventivos. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A abordagem  oferecida no servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia &agrave;s crian&ccedil;as que apresentaram  dor de origem pulpar ou forma&ccedil;&atilde;o de abscesso foi o tratamento endod&ocirc;ntico  e extra&ccedil;&otilde;es, semelhante ao estudo de Lygidakis, Marinou e Katsaris<SUP>8</SUP>.  Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s inj&uacute;rias traum&aacute;ticas, os tratamentos  mais preconizados para as fraturas coron&aacute;rias e luxa&ccedil;&otilde;es  foram, respectivamente, a restaura&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria e orienta&ccedil;&atilde;o  p&oacute;s&#45;trauma. Tanto o tipo de tratamento oferecido para as les&otilde;es  de c&aacute;rie, como para os traumatismos, neste estudo, est&aacute; de acordo  com o indicado para um servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica<SUP>16</SUP>.  </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">As urg&ecirc;ncias odontol&oacute;gicas  s&atilde;o caracterizadas como fraturas de osso alveolar, avuls&otilde;es, fraturas  dent&aacute;rias com exposi&ccedil;&atilde;o pulpar, abscesso dento alveolar agudo,  lacera&ccedil;&otilde;es da mucosa bucal, dor dent&aacute;ria aguda, infec&ccedil;&atilde;o  e hemorragias incontrol&aacute;veis<SUP>8</SUP>. No entanto, o que se observa  na maioria dos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica e o que se  p&ocirc;de perceber neste &eacute; que, em muitos casos, n&atilde;o h&aacute;  queixa de dor nem de outro sintoma espec&iacute;fico, sem necessidade de uma aten&ccedil;&atilde;o  imediata<SUP>1,17</SUP>. Neste estudo, em 4,95% dos atendimentos, as crian&ccedil;as  apresentaram queixas relacionadas a eventos fisiol&oacute;gicos, como irrup&ccedil;&atilde;o  dos dentes permanentes e reten&ccedil;&atilde;o prolongada de dentes dec&iacute;duos.  A utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncias para situa&ccedil;&otilde;es  n&atilde;o&#45;urgentes demonstra que muitas crian&ccedil;as procuram esses servi&ccedil;os  como forma de receberem uma consulta odontol&oacute;gica de conveni&ecirc;ncia,  provavelmente devido &agrave; dificuldade de obterem um cuidado dent&aacute;rio  regular, agendado e particular<SUP>8</SUP>. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Outros  estudos t&ecirc;m mostrado que os pacientes que procuram atendimento odontol&oacute;gico  em servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia s&atilde;o de classe social mais baixa, grupos  raciais minorit&aacute;rios e com necessidades especiais<SUP>7,9,15</SUP>. Esses  grupos n&atilde;o possuem assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica garantida, possuem  higiene oral deficiente e dificuldades de acesso ao cuidado dent&aacute;rio prim&aacute;rio<SUP>9,18</SUP>.  O setor p&uacute;blico no Brasil oferece servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos  &agrave; popula&ccedil;&atilde;o infantil, por&eacute;m esses servi&ccedil;os  est&atilde;o muito aqu&eacute;m das necessidades da popula&ccedil;&atilde;o. Neste  estudo, dados dos pacientes, como ra&ccedil;a, condi&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio&#45;econ&ocirc;mica  dos pais e raz&otilde;es da procura por um servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia n&atilde;o  foram pesquisados, visto que n&atilde;o estavam registrados nos prontu&aacute;rios  odontol&oacute;gicos. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Os pais geralmente  optam por utilizar os servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncias como fonte de cuidado  dent&aacute;rio prim&aacute;rio para seus filhos, pois encontram uma maior facilidade  de acesso e atendimento<SUP>17</SUP>. As principais dificuldades de acesso ao  tratamento odontol&oacute;gico relatadas pelos respons&aacute;veis s&atilde;o:  necessidade de faltar ao trabalho para levar o filho ao dentista, custo do transporte,  dificuldade em agendar uma consulta6, falta de recursos e alto custo do tratamento<SUP>11</SUP>.  </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A grande procura da popula&ccedil;&atilde;o  infantil por servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia demonstra o acesso limitado dessa  popula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. Um estudo pr&eacute;vio  mostrou que as crian&ccedil;as que utilizam os servi&ccedil;os dent&aacute;rios  preventivos de rotina s&atilde;o menos propensas a usar os servi&ccedil;os de  urg&ecirc;ncia para problemas relacionados &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria19.  Pode&#45;se interpretar a grande demanda infantil aos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia  como resultado do ac&uacute;mulo progressivo de necessidades de sa&uacute;de n&atilde;o  resolvidas na rede de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do munic&iacute;pio<SUP>20</SUP>.  O atendimento de urg&ecirc;ncia n&atilde;o contribui de maneira significativa  para a melhoria da qualidade da aten&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que os tratamentos  dent&aacute;rios oferecidos nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia s&atilde;o tempor&aacute;rios.  Os resultados deste estudo indicam que a maioria das visitas de urg&ecirc;ncia  s&atilde;o decorrentes de condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o&#45;traum&aacute;ticas  que podiam ter sido prevenidas e tratadas no cuidado dent&aacute;rio prim&aacute;rio<SUP>17</SUP>.  </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">A alta preval&ecirc;ncia de problemas  relacionados &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as nos servi&ccedil;os  de urg&ecirc;ncia indica uma necessidade de melhora da higiene bucal e a pobre  educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal desses pacientes e seus respons&aacute;veis<SUP>15</SUP>.  H&aacute;, portanto, a necessidade vigente de se implementarem estrat&eacute;gias  preventivas comunit&aacute;rias, o que inclui educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de  precoce e os atendimentos dent&aacute;rios de rotina<SUP>7,13</SUP>. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>  CONCLUS&Otilde;ES</B></font> </p>    <p><font size="2" face="Verdana">A faixa et&aacute;ria  da maioria das crian&ccedil;as atendidas pelo SUO compreendia de 7 a 12 anos,  tendo sido o g&ecirc;nero masculino o mais prevalente. A dor foi o sintoma mais  frequente e, na maioria das vezes, era provocada por les&otilde;es de c&aacute;rie.  As les&otilde;es traum&aacute;ticas representaram, apenas, uma pequena porcentagem  dos atendimentos realizados no SUO. </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Dessa  forma, por meio do presente estudo, pode&#45;se concluir que a c&aacute;rie dent&aacute;ria  foi a les&atilde;o de maior ocorr&ecirc;ncia nos atendimentos realizados pelo  SUO, o que indica uma maior necessidade de orienta&ccedil;&atilde;o de higiene  bucal desses pacientes, al&eacute;m da implanta&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias  preventivas comunit&aacute;rias, como educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal  e atendimentos dent&aacute;rios de rotina. </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana"><B>  REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Sakai VT,  Magalh&atilde;es AC, Pessan JP, Silva SMB, Machado MAAM. Urgency Treatment Profile  of 0 to 15 year&#45;old children assisted at urgency dental service from Bauru  Dental School, University of S&atilde;o Paulo. J Appl Oral Sci. 2005;13(4):340&#45;4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099223&pid=S1677-3888201000030001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Kanegane K, Penha SS, Borsatti  MA, Rocha RG. Ansiedade ao tratamento odontol&oacute;gico em atendimento de urg&ecirc;ncia.  Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003; 37(6):786&#45;92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099225&pid=S1677-3888201000030001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3.  Yeman OD. Urgent intervention in pediatric dentistry. Rev Asoc Odontol Argent.  2002; 90(2): 102&#45;4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099227&pid=S1677-3888201000030001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Sousa HA,  Damante JH, Ferreira J&uacute;nior O. Urg&ecirc;ncia odontol&oacute;gica: experi&ecirc;ncia  de 8 anos em servi&ccedil;os prestados. Rev Bras Odontol Nac. 1997; 5(3):177&#45;82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099229&pid=S1677-3888201000030001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Abbud R, Ferreira LA, Campos AG,  Zanin KEG. Atendimento cl&iacute;nico de emerg&ecirc;ncia: um estudo dos servi&ccedil;os  oferecidos em dez anos. Rev Assoc Paul Cir Dent. 2002; 56(4): 271&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099231&pid=S1677-3888201000030001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6.  Tomita NE, Bijella VT, Lopes ES, Abdo RCC. Preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria  em crian&ccedil;as da faixa et&aacute;ria de zero a seis anos em creches de Bauru  e S&atilde;o Paulo. Rev Fac Odontol Bauru. 1994; 2(3): 26&#45;33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099233&pid=S1677-3888201000030001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7.  Edelstein B, Vargas CM, Candelaria D, Vemuri M. Experience and policy implications  of children presenting with dental emergencies to US Pediatric Dentistry Training  Programs. Pediatr Dent. 2006; 28:431&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099235&pid=S1677-3888201000030001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8.  Lygidakis NA, Marinou D, Katsaris N. Analysis of dental emergencies presenting  to a community paediatric dentistry centre. Int Jour Paed Dent. 1998;8:181&#45;90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099237&pid=S1677-3888201000030001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Rowley ST, Sheller B, Williams  BJ, Mancl L. Utilization of a Hospital for treatment of pediatric dental emergencies.  Pediatr Dent. 2006; 28:10&#45;7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099239&pid=S1677-3888201000030001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10.  Agostini FG, Flaitz CM, Hicks MJ. Dental emergencies in a university&#45;based  pediatric dentistry postgraduate outpatient clinic: a retrospective study. ASDC  J Dent Child. 2001;68:316&#45; 21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099241&pid=S1677-3888201000030001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11.  Ladrillo TE, Hobdell MH, Caviness AC. Increasing prevalence of emergency department  visits for pediatric dental care, 1997&#45;2001. J Am Dent Assoc. 2006; 137:379&#45;85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099243&pid=S1677-3888201000030001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Naidu RS, Boodoo D, Percival T,  Newton JT. Dental emergencies presenting to a university&#45;based paediatric  dentistry clinic in the West Indies. Int J Paed Dent. 2005;15:177&#45;84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099245&pid=S1677-3888201000030001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13.  Dorfman DH, Kastner B, Vinci RJ. Dental Concerns Unrelated to trauma in the pediatric  emergency department. Arch Pediatr Adolesc Med. 2001;155:699&#45;703.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099247&pid=S1677-3888201000030001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">  14. Andreasen JO. Traumatic injuries of teeth. 2ª ed, Munksgaard, Copenhagen;  1981, 462p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099249&pid=S1677-3888201000030001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Oliva MG, Kenny DJ,  Ratnapalan S. Nontraumatic Dental Complaints in a Pediatric Emergency Department.  Pediatric Emergency Care. 2008;24:757&#45;60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099251&pid=S1677-3888201000030001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16.  Sheller B, Williams BJ, Lombardi SM. Diagnosis and treatment of dental caries&#45;related  emergencies in children's hospital. Pediatr Dent. 1997;19:470&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099253&pid=S1677-3888201000030001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">  17. Graham DB, Webb MD, Seale, NS. Pediatric emergency room visits for nontraumatic  dental disease. Pediatr Dent. 2000;22:134&#45;40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099255&pid=S1677-3888201000030001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18.  Lewis C, Lynch H, Johnston B. Dental complaints in emergency departments: a national  perspective. Ann Emerg Med. 2003;42:93&#45;9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099257&pid=S1677-3888201000030001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19.  Powers LJ, Grana JR, Keen ND, Hanchak NA. Preventive service utilization as a  predictor for emergency dental examinations. Community Dent Health. 2000;17:20&#45;3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099259&pid=S1677-3888201000030001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">  20. Cangussu MCT, Cabral MBBS, Liesenfeld MH, Pastor IMO. Perfil da demanda ambulatorial  infantil da Faculdade de Odontologia da UFBA nos anos de 1994 e 1999. Rev Fac  Odontol Bauru. 2001;9:151&#45;5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099261&pid=S1677-3888201000030001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="nt"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/occ/v9n3/seta.jpg" border="0"></a>  Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b>    <br> Marco Aur&eacute;lio Benini  Paschoal     <br> Faculdade de Odontologia de Bauru &#45; Universidade de S&atilde;o  Paulo&#45;USP     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Sa&uacute;de  Coletiva &#45; Alameda Dr. Oct&aacute;vio Pinheiro Brisolla, 9&#45;75     <br> CEP:  17012&#45;901, Bauru&#45;SP/Brasil     <br> E&#45;mail: <a href="mailto:marcobpaschoal@hotmail.com">marcobpaschoal@hotmail.com</a>  Telefone: 14 32358224 Fax: 14 322346 </font></p>    <p><font size="2" face="Verdana">Recebido  para publica&ccedil;&atilde;o: 20/05/10    <br> Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:  09/07/10 </font></p>      ]]></body>
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