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<journal-title><![CDATA[Odontologia Clínico-Científica (Online)]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Prótese parcial removível no contexto da odontologia atual]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Norte Departamento de Odontologia ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Campinas Faculdade de Odontologia de Piracicaba Departamento de Prótese e Periodontia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The decline of tooth loss and the established success of implant therapy have intrigued researchers about the future of Prosthodontics. This issue is of major importance for the Dentistry community, since it is directly related to need and demand for prosthetic treatment and teaching in dental schools. Therefore, this paper aims to discuss the importance of Removable Partial Denture in modern Dentistry based on the changes occurred in the past few decades]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Prótese parcial removível]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO DE REVIS&Atilde;O / REVIEW ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>A Pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel no contexto da odontologia atual</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The issue of the removable partial denture in modern dentistry</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Arcelino Farias Neto<sup>I</sup>; Adriana da Fonte Porto Carreiro<sup>II</sup>; C&eacute;lia Marisa Rizzatti-Barbosa<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Doutorando em Pr&oacute;tese Dental &ndash; Faculdade de Odontologia de Piracicaba &ndash; Universidade Estadual de Campinas    <br> <sup>II</sup> Profa. Dra. do Departamento de Odontologia &ndash; Universidade Federal do Rio Grande do Norte    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Profa. Dra. do Departamento de Pr&oacute;tese e Periodontia &ndash; Faculdade de Odontologia de Piracicaba &ndash; Universidade Estadual de Campinas </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O evidente decl&iacute;nio da perda dent&aacute;ria e a consolida&ccedil;&atilde;o dos implantes t&ecirc;m intrigado pesquisadores sobre qual ser&aacute; o futuro dos procedimentos prot&eacute;ticos. Este assunto &eacute; de interesse para toda a comunidade odontol&oacute;gica, pois est&aacute; diretamente relacionado tanto &agrave; necessidade e demanda por tratamento cl&iacute;nico, quanto ao ensino nas universidades. Assim, o presente artigo busca discutir a import&acirc;ncia da Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel no contexto da Odontologia atual tendo em vista as mudan&ccedil;as ocorridas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel, Implante dent&aacute;rio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The decline of tooth loss and the established success of implant therapy have intrigued researchers about the future of Prosthodontics. This issue is of major importance for the Dentistry community, since it is directly related to need and demand for prosthetic treatment and teaching in dental schools. Therefore, this paper aims to discuss the importance of Removable Partial Denture in modern Dentistry based on the changes occurred in the past few decades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Denture partial renovable, Dental implantation.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O principal objetivo do tratamento com pr&oacute;tese parcial remov&iacute;vel (PPR), al&eacute;m de repor as estruturas perdidas, &eacute; preservar e proteger as estruturas remanescentes. Entretanto, h&aacute; cerca de 25 anos atr&aacute;s, existia uma opini&atilde;o generalizada de que a PPR, especialmente aquela de extremidade livre, estaria freq&uuml;entemente associada com c&aacute;ries e doen&ccedil;a periodontal. Este pensamento era embasado por estudos cl&iacute;nicos que mostravam equivocadamente um efeito negativo deste tipo de pr&oacute;tese sobre os dentes e o periodonto<sup>1-3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O progresso cient&iacute;fico, especialmente na &aacute;rea da Periodontia, como o consenso de que o biofilme dent&aacute;rio &eacute; o principal, e provavelmente, o &uacute;nico respons&aacute;vel pela gengivite e periodontite, estimulou os protesistas na aplica&ccedil;&atilde;o deste novo conhecimento na manuten&ccedil;&atilde;o dos seus tratamentos<sup>4</sup>. Assim, hoje se sabe que o sucesso da reabilita&ccedil;&atilde;o com PPR est&aacute; diretamente relacionado &agrave; import&acirc;ncia dada &agrave; higiene oral e controles peri&oacute;dicos, visto que a presen&ccedil;a de tal aparelho na boca aumenta a possibilidade de ades&atilde;o do biofilme dent&aacute;rio e exige maiores cuidados com a higieniza&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a introdu&ccedil;&atilde;o da Odontologia Preventiva, na metade do s&eacute;culo XX, p&ocirc;de-se perceber que os dentes naturais podem ser mantidos por toda a vida do indiv&iacute;duo. Nos Estudos Unidos, por exemplo, observou-se nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas um decl&iacute;nio constante da preval&ecirc;ncia de perda dent&aacute;ria, com um n&uacute;mero crescente de pacientes retendo mais dentes e por um per&iacute;odo maior<sup>5</sup>. O mesmo &eacute; esperado em pa&iacute;ses europeus num futuro pr&oacute;ximo<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Somando-se ao bem evidenciado decl&iacute;nio da perda dent&aacute;ria, nos &uacute;ltimos anos tamb&eacute;m foi poss&iacute;vel observar-se o sucesso da terapia com implantes osseointegrados, o que possibilitou a cria&ccedil;&atilde;o de um contexto no qual se passou a questionar sobre o futuro dos procedimentos prot&eacute;ticos. Este assunto &eacute; de interesse para toda a comunidade odontol&oacute;gica, pois est&aacute; diretamente relacionado tanto &agrave; necessidade e demanda por tratamento cl&iacute;nico, quanto ao ensino nas universidades. Assim, o presente artigo busca discutir a import&acirc;ncia da Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel no contexto da Odontologia atual tendo em vista as mudan&ccedil;as ocorridas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DESENVOLVIMENTO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante muitos anos, a Odontologia foi dominada por procedimentos cir&uacute;rgicos e prot&eacute;ticos. Dentes eram extra&iacute;dos rotineiramente visando &agrave; confec&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese totais (PT). At&eacute; a d&eacute;cada de 40, acreditava-se que a perda de dentes e, conseq&uuml;entemente, o edentulismo eram conseq&uuml;&ecirc;ncias inevit&aacute;veis do envelhecimento humano<sup>7</sup>. Apenas em meados do s&eacute;culo XX, com a introdu&ccedil;&atilde;o da Odontologia Preventiva, esse pensamento come&ccedil;ou a mudar. Desde ent&atilde;o, os pacientes passaram a ter uma melhor orienta&ccedil;&atilde;o sobre higiene bucal e dieta, al&eacute;m de maior acesso aos m&eacute;todos preventivos, tornando-se poss&iacute;vel ainda o diagn&oacute;stico precoce de les&otilde;es cariosas e doen&ccedil;a periodontal e o seu tratamento de maneira racional e eficaz. Atualmente, compreende-se que fatores, como a atitude, o comportamento, o atendimento odontol&oacute;gico e as caracter&iacute;sticas do sistema de sa&uacute;de, desempenham um papel importante na decis&atilde;o de se tornar ed&ecirc;ntulo. Al&eacute;m disso, existe uma rela&ccedil;&atilde;o significativa entre o estado ed&ecirc;ntulo e as preocupa&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, geralmente associadas com baixos n&iacute;veis ocupacionais. Assim, o edentulismo &eacute; resultante de uma combina&ccedil;&atilde;o de determinantes culturais e financeiros e da atitude do paciente frente &agrave; doen&ccedil;a, bem como do tratamento por ele recebido no passado<sup>8</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A manuten&ccedil;&atilde;o de dentes naturais na popula&ccedil;&atilde;o norte-americana acima de 65 anos aumentou de 7,4 para aproximadamente 20 unidades dent&aacute;rias nos &uacute;ltimos 40 anos5. Infelizmente, esse avan&ccedil;o na preserva&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria ainda n&atilde;o &eacute; uma realidade que atinge todas as popula&ccedil;&otilde;es de maneira igual, visto que a c&aacute;rie, apenas para citar um dos fatores que podem levar a perda dent&aacute;ria, possui em si uma natureza biopsicossocial. Levantamentos epidemiol&oacute;gicos realizados no Brasil, entre 1986 e 2003, mostram que, embora a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie tenha diminu&iacute;do, permanecem grandes disparidades entre as regi&otilde;es, mesmo quando se consideram outros indicadores socioecon&ocirc;micos, como renda, escolaridade e at&eacute; mesmo o porte do munic&iacute;pio. Crian&ccedil;as de 12 anos que vivem no Nordeste em munic&iacute;pios com at&eacute; 5 mil habitantes, estudam em escola p&uacute;blica, vivem na zona rural e s&atilde;o negros ou pardos, t&ecirc;m CPO-D m&eacute;dio (n&uacute;mero de dentes permanentes cariados, perdidos ou restaurados) de 3,48. Na outra ponta, crian&ccedil;as que vivem na regi&atilde;o Sul, em munic&iacute;pios com mais de 100 mil habitantes, estudam em escola privada da zona urbana e s&atilde;o brancos, apresentam um CPO-D cinco vezes menor (0,70)<sup>9</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo dados do &uacute;ltimo levantamento das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, realizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em 2003, diferen&ccedil;as regionais tamb&eacute;m s&atilde;o marcantes quanto ao uso e &agrave; necessidade de pr&oacute;tese dent&aacute;ria. Os adolescentes das Regi&otilde;es Norte e Nordeste possuem as percentagens maiores de uso de algum tipo de pr&oacute;tese dent&aacute;ria, enquanto que para adultos e idosos, um maior uso foi constatado na Regi&atilde;o Sul. As Regi&otilde;es Norte e Nordeste tamb&eacute;m apresentam uma maior necessidade de pr&oacute;tese dent&aacute;ria, sendo as regi&otilde;es com maior percentagem de pessoas com necessidade de pr&oacute;teses totais. De uma maneira geral, aproximadamente 85% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira adulta e quase 99 % dos idosos usam ou necessitam de algum tipo de pr&oacute;tese dent&aacute;ria. Al&eacute;m disso, o n&uacute;mero de pessoas idosas que n&atilde;o possuem sequer um dente funcional ultrapassa 56%. Nessa faixa et&aacute;ria, mais de 40% dos indiv&iacute;duos necessitam de pelo menos uma pr&oacute;tese total<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, percebe-se que no Brasil atual h&aacute; uma grande demanda por tratamentos prot&eacute;ticos, que de uma maneira geral n&atilde;o s&atilde;o oferecidos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos, fazendo com que esta permane&ccedil;a nessa situa&ccedil;&atilde;o de desdentada ou busque solu&ccedil;&otilde;es alternativas, que podem vir a comprometer ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o. Portanto, para os grupos menos favorecidos, o futuro t&atilde;o sonhado seria na verdade uma PPR retida &agrave; grampo com infra-estrutura met&aacute;lica, confeccionada por um cirurgi&atilde;o-dentista, visto que a realidade atual ainda &eacute; PPR muco suportada, muitas vezes confeccionada por pr&aacute;ticos ou diretamente pelo t&eacute;cnico em pr&oacute;tese dent&aacute;ria (TPD), e utilizada por v&aacute;rios anos como um tratamento definitivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Douglass e Watson<sup>7</sup> (2002) realizaram um estudo prospectivo bastante interessante, onde puderam observar que, ao contr&aacute;rio de outras hip&oacute;teses pesquisadas e apesar do bem documentado decl&iacute;nio da perda de dentes e do edentulismo, a necessidade de Pr&oacute;tese Parcial Fixa (PF) e PPR aumentar&aacute; nos EUA. De acordo com os autores, mesmo se protesistas e cl&iacute;nicos dedicassem 100% de seu tempo cl&iacute;nico em produzir exclusivamente pr&oacute;teses parciais (fixa ou remov&iacute;vel), uma grande e crescente necessidade de tratamento prot&eacute;tico iria exceder a disponibilidade desse servi&ccedil;o nos anos de 2005, 2010 e 2020. Nesse sentido, pelo menos dois fatores dever&atilde;o contribuir para tal fato: o aumento da expectativa de vida e o substancial crescimento populacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos EUA, a expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o aumentou de 45 anos, em 1930, para quase 80 anos em 20005. No Brasil, seguindo a tend&ecirc;ncia mundial, o aumento da expectativa de vida &eacute; um fen&ocirc;meno bem estabelecido, em raz&atilde;o dos avan&ccedil;os no campo da Sa&uacute;de e da melhoria na qualidade de vida. Segundo dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), estima- se que no ano de 2025 seremos a sexta maior popula&ccedil;&atilde;o idosa do mundo e, pela primeira vez na hist&oacute;ria do Brasil, teremos mais idosos do que crian&ccedil;as<sup>11</sup>. Essa transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, que repercutir&aacute; nas necessidades de tratamento odontol&oacute;gico, &eacute; um fen&ocirc;meno mundial, caracterizado principalmente pelo decl&iacute;nio da taxa de fecundidade, diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de mortalidade nas idades avan&ccedil;adas e aumento de expectativa de vida, tendo como conseq&uuml;&ecirc;ncia direta uma mudan&ccedil;a na estrutura et&aacute;ria da popula&ccedil;&atilde;o<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, a associa&ccedil;&atilde;o entre redu&ccedil;&atilde;o do edentulismo, aumento da expectativa de vida e crescimento populacional, indica que uma maior propor&ccedil;&atilde;o de adultos e idosos estar&aacute; parcialmente desdentada, necessitando de reabilita&ccedil;&atilde;o com PPF ou PPR7. Essas mudan&ccedil;as provavelmente ser&atilde;o acompanhadas por uma diminui&ccedil;&atilde;o na demanda por PT's<sup>13</sup>. Na Europa, estima-se que a redu&ccedil;&atilde;o da necessidade de PT's nos pr&oacute;ximos 20 anos ser&aacute; em torno de 50 a 60%<sup>6</sup>. Por outro lado, h&aacute; pesquisadores que acreditam que a necessidade de PT&acute;s tamb&eacute;m ir&aacute; aumentar. Estimativas baseadas em dados de pesquisa epidemiol&oacute;gica nos EUA indicam que o edentulismo tem declinado 10% a cada d&eacute;cada e que somente 90% dos adultos ed&ecirc;ntulos t&ecirc;m e usam dentaduras. Quando um n&uacute;mero de adultos em cada idade espec&iacute;fica &eacute; multiplicado pela percentagem dos que precisam de uma dentadura maxilar ou mandibular, os resultados sugerem que a popula&ccedil;&atilde;o adulta que precisa de uma ou duas dentaduras ir&aacute; aumentar de 33,6 milh&otilde;es em 1991 para 37,9 milh&otilde;es de adultos em 2020. Assim, o decl&iacute;nio no edentulismo experimentado a cada d&eacute;cada pelos &uacute;ltimos 30 anos estaria mais que compensado pelos 79% de aumento na popula&ccedil;&atilde;o adulta com mais de 55 anos<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo que proje&ccedil;&otilde;es futuras apontem um aumento da necessidade prot&eacute;tica, a consolida&ccedil;&atilde;o da Implantologia no campo da reabilita&ccedil;&atilde;o oral mant&eacute;m a discuss&atilde;o. Diante das pr&oacute;teses implantossuportadas, questiona-se se a PPR e PPF n&atilde;o estariam, de fato, fadadas ao desuso. Os implantes apresentam uma s&eacute;rie de vantagens, como higieniza&ccedil;&atilde;o mais simples, aus&ecirc;ncia de desgaste de estrutura dent&aacute;ria sadia e resultado est&eacute;tico mais satisfat&oacute;rio, devido &agrave; aus&ecirc;ncia de grampos. Entre 1989 e 1999, houve um aumento substancial no interesse por pr&oacute;teses implantossuportadas, provavelmente devido ao maior esclarecimento dos pacientes a respeito dessa modalidade de tratamento e ao aumento do n&uacute;mero de profissionais qualificados<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, nem todos os casos poder&atilde;o ser resolvidos por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de implantes. Existem condi&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas que afetam negativamente a osseointegra&ccedil;&atilde;o, por interferirem no processo regenerativo ao n&iacute;vel da micro-circula&ccedil;&atilde;o sang&uuml;&iacute;nea, como, por exemplo, o diabetes, altera&ccedil;&otilde;es hep&aacute;ticas graves e o uso cr&ocirc;nico de fumo. Embora n&atilde;o sejam</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> condi&ccedil;&otilde;es para contra-indica&ccedil;&atilde;o absoluta, o paciente deve ser conscientizado de que seu caso tem um progn&oacute;stico menos favor&aacute;vel<sup>16</sup>. Outro fator importante &eacute; a condi&ccedil;&atilde;o financeira dos pacientes, fato que limita a indica&ccedil;&atilde;o dos implantes. O custo foi citado como a principal raz&atilde;o para rejei&ccedil;&atilde;o a esse tipo de tratamento<sup>15</sup>. Por outro lado, quando implantes foram oferecidos sem custo adicional a 100 pacientes usu&aacute;rios de pr&oacute;tese total mandibular, 36% recusaram alegando receio quanto aos procedimentos cir&uacute;rgicos<sup>17</sup>. Al&eacute;m disso, existem situa&ccedil;&otilde;es em que o paciente tem condi&ccedil;&otilde;es financeiras, mas n&atilde;o possui condi&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas para a instala&ccedil;&atilde;o do implante nem deseja realizar enxerto &oacute;sseo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, existem casos nos quais nem implantes e nem PPF constituem uma alternativa vi&aacute;vel, seja por quest&otilde;es biol&oacute;gicas, t&eacute;cnicas ou financeiras. Um exemplo seria um espa&ccedil;o prot&eacute;tico longo onde, por alguma raz&atilde;o, implantes n&atilde;o ser&atilde;o instalados. A principal alternativa seria a PPR convencional, que cumpre todos os requisitos que a reabilita&ccedil;&atilde;o oral mais sofisticada possa oferecer. Quando a est&eacute;tica for imperativo, pode-se confeccionar uma PPR rotacional, alternativa pouco conhecida e subutilizada pelos cl&iacute;nicos, capaz de eliminar a presen&ccedil;a de grampos em dentes anteriores<sup>18</sup>. Outra op&ccedil;&atilde;o seria a PPR retida por encaixe, embora esta apresente um maior custo financeiro e biol&oacute;gico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da PPR, restauram-se tanto os arcos que perderam s&oacute; um dente, como aqueles que ficaram com apenas um, podendo ser indicada e empregada em praticamente todos os casos. Al&eacute;m disso, ela apresenta algumas vantagens em rela&ccedil;&atilde;o a outros recursos reabilitadores que a mant&eacute;m consolidada dentro de um contexto social e profissional. S&atilde;o elas: (1) rela&ccedil;&atilde;o custo/benef&iacute;cio; (2) requer pouco desgaste da estrutura dent&aacute;ria; (3) f&aacute;cil manuten&ccedil;&atilde;o quando comparada a outros tipos de pr&oacute;tese; (4) solu&ccedil;&atilde;o eficiente para situa&ccedil;&otilde;es mecanicamente dif&iacute;ceis de resolver; (5) menor tempo para a sua realiza&ccedil;&atilde;o, quando comparado com outros tipos de pr&oacute;teses; (6) versatilidade<sup>19</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais importante do que conhecer as indica&ccedil;&otilde;es de uma PPR &eacute; a conscientiza&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio dentista a respeito dos bons resultados que ela pode oferecer. Se o profissional for descrente no que faz, torna-se dif&iacute;cil esperar o sucesso deste sistema reabilitador. Nesse sentido, estudos apontam que a maior parte dos dentistas ignora ou negligencia os princ&iacute;pios b&aacute;sicos e fundamentais que regem a constru&ccedil;&atilde;o de uma PPR, delegando o seu planejamento ao TPD<sup>20,21</sup>. Assim, pode-se atribuir &agrave; neglig&ecirc;ncia do dentista o consider&aacute;vel n&uacute;mero de fracassos que ocorrem com este tipo de aparelho, al&eacute;m de sua fama no meio popular de ser "um aparelho que estraga os dentes e &eacute; apenas uma etapa antes da pr&oacute;tese total". </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, a preocupa&ccedil;&atilde;o com o ensino nas universidades &eacute; de fundamental import&acirc;ncia, visto que o futuro da PPR pertence a jovens alunos. O embasamento cient&iacute;fico relacionado &agrave; biomec&acirc;nica das PPR's e sua proserva&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fatores decisivos no que diz respeito &agrave; longevidade deste recurso reabilitador. &Eacute; imprescind&iacute;vel que seja muito bem esclarecida a distin&ccedil;&atilde;o entre as fun&ccedil;&otilde;es do dentista e do TPD. O primeiro, com o aux&iacute;lio do delineador, deve planejar e desenhar a infra-estrutura met&aacute;lica, visando sempre a preserva&ccedil;&atilde;o do sistema de suporte, e discutir e supervisionar o trabalho do laborat&oacute;rio. O TPD, de acordo com as informa&ccedil;&otilde;es transmitidas pelo cl&iacute;nico, dever&aacute; executar adequadamente todos os passos para confec&ccedil;&atilde;o da PPR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, a evolu&ccedil;&atilde;o deste sistema reabilitador parece encontrar-se no planejamento de PPR's suportadas simultaneamente por implantes e dentes, devolvendo conforto e fun&ccedil;&atilde;o otimizada ao paciente. Esta seria a solu&ccedil;&atilde;o mais simples e financeiramente mais vi&aacute;vel para suprir as defici&ecirc;ncias presentes nos casos de extremidade livre posterior (classes I e II de Kennedy), onde devido ao suporte dento-mucoso, tem-se um progn&oacute;stico menos favor&aacute;vel e menor satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes, quando comparado aos casos dento-suportados. An&aacute;lises laboratoriais mostram que a coloca&ccedil;&atilde;o de um implante na regi&atilde;o distal, funcionando como suporte de uma PPR de extremidade-livre, promove uma redu&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o exercida sobre a mucosa, tornando a situa&ccedil;&atilde;o semelhante aos casos dento-suportados<sup>22</sup>. Em estudo retrospectivo realizado com 10 pacientes reabilitados com PPR de extremidade-livre suportada por implante na regi&atilde;o distal, observou-se em todos os pacientes aumento da satisfa&ccedil;&atilde;o, m&iacute;nimo desgaste do componente prot&eacute;tico, nenhuma evid&ecirc;ncia radiogr&aacute;fica de perda &oacute;ssea excessiva e estabilidade do tecido peri-implantar ap&oacute;s 1 ano de acompanhamento cl&iacute;nico<sup>23</sup>. Entretanto, em tempos de Odontologia baseada em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas, apesar do j&aacute; bem fundamentado sucesso da osseointegra&ccedil;&atilde;o, essa associa&ccedil;&atilde;o entre implantes e PPR ainda necessita de estudos cl&iacute;nicos longitudinais que possam comprovar sua efici&ecirc;ncia e seguran&ccedil;a a longo prazo, tornando seu uso freq&uuml;ente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ensino da Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel deve ser bem fundamentado nas universidades, pois este recurso reabilitador foi e ainda far&aacute; parte da cl&iacute;nica odontol&oacute;gica por muitos anos. Apesar da redu&ccedil;&atilde;o do edentulismo observada nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a demanda por PPR continuar&aacute; presente devido ao aumento na expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o e ao modelo assistencial existente, o qual ainda est&aacute; longe de extinguir a perda dent&aacute;ria. Al&eacute;m disso, diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas contrastantes em nossa sociedade produzem realidades sociais completamente diferentes, com anseios, expectativas, necessidades e oportunidades bastante distintas para cada paciente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Carlsson GE, Hedegard B, Koivumaa KK. Studies in partial dental prothesis. II. An investigation of mandibular partial dentures with double extension saddles. Acta Odontol Scand. 1961;19(2):215-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=114436&pid=S1677-3888201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Carlsson GE, Hedegard B, Koivumaa KK. Studies in partial dental prothesis. III. A longitudinal study of mandibular partial dentures with double extension saddles. Acta Odontol Scand. 1962;20(2):95-119. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Carlsson GE, Hedegard B, Koivumaa KK. Studies in partial dental prothesis. IV. Final results of a 4-year longitudinal investigation of dentogingivally supported partial dentures. Acta Odontol Scand. 1965;23(5):443-72. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Lindhe J, Hamp SE, L&ouml;e H. Plaque induced periodontal disease in beagle dogs. A 4-year clinical roentgenographical and histometrical study. J Periodont Res. 1975;10(5):243-55. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Christensen GJ. Prosthodontics in your future. J Am Dent Assoc. 2000; 131(5):671-2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Mojon P, Thomason JM, Walls AW. The impact of falling rates of edentulism. Int J Prosthodont. 2004;17(4):434-40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Douglass CW, Watson AJ. Future needs for fixed and removable partial dentures in the United States. J Prosthetic Dent. 2002;87(1):9-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Zarb GA et al. Tratamento prot&eacute;tico para os pacientes ed&ecirc;ntulos &ndash; pr&oacute;teses totais convencionais e implantossuportadas. 1&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Santos, 2006. 560p.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Ferreira MA, Roncalli AG, Lima KC. Sa&uacute;de bucal coletiva: conhecer para atuar. 1&ordf; ed. Natal: Editora UFRN, 2004. 480 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003 &ndash; Resultados principais. Bras&iacute;lia, 2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Murakami AMU, Moys&eacute;s SJ, Moys&eacute;s ST. Eq&uuml;idade frente &agrave; necessidade de pr&oacute;tese dent&aacute;ria na popula&ccedil;&atilde;o de 65 a 74 anos de idade em Curitiba. Epidemiol. Serv. Saude. 2007;16(2):139-41. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ramos LR. Fatores determinantes do envelhecimento saud&aacute;vel em idosos residentes em centro urbano: Projeto Epidoso, S&atilde;o Paulo. Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2003;19(3):793-7.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Weintraub JA, Burt BA. Oral health status in the United States: tooth loss and edentulism. J Dent Educ. 1985;49(6):368-78. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Douglass CW, Shih A, Ostry L. Will there be a need for complete dentures in the United States in 2020? J Prosthet Dent. 2002;87(1):5-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Narby B, Kronstr&ouml;m M, S&ouml;derfeldt B, Palmqvist S. Changes in attitudes toward desire for implant treatment: a longitudinal study of a middle-aged and older Swedish population. Int J Prosthodont. 2008;21(6):481-5. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Jim&eacute;nez-L&oacute;pez V. Pr&oacute;teses sobre implantes: oclus&atilde;o, casos cl&iacute;nicos e laborat&oacute;rio. 1a ed. S&atilde;o Paulo: Quintessence Editora Ltda, 1995. 264p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Walton JN, MacEntee MI. Choosing or refusing oral implants: a prospective study of edentulous volunteers for a clinical trial. Int J Prosthodont. 2005;18(6):483-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Carreiro Ada F, Machado AL, Giampaolo ET, Santana IL, Vergani CE. Dual path: a concept to improve the esthetic replacement of missing anterior teeth with a removable partial denture. J Prosthodont. 2008;17(7):586-90. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Bonachela WC, Telles D. Planejamento em Reabilita&ccedil;&atilde;o Oral com Pr&oacute;tese Parcial Remov&iacute;vel. 1&ordf; ed. S&atilde;o Paulo: Santos, 1998. 85p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Vieira DF, Todescan R. Estarrecedora situa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;tese remov&iacute;vel. Um "alerta!" &agrave; profiss&atilde;o odontol&oacute;gica. Rev Ass Paul Cir Dent. 1972;26(6):299-319. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Lynch CD, Allen PF. Quality of written prescriptions and master impressions for fixed and removable prosthodontics: a comparative study. Br Dent J. 2005;198(1):17&ndash;21.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Ohkubo C, Kurihara D, Shimpo H, Suzuki Y, Kokubo Y, Hosoi T. Eff ect of implant support on distal extension removable partial dentures: in vitro assessment. J Oral Rehabil. 2007;34(1):52-6.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. Grossmann Y, Nissan J, Levin L. Clinical eff ectiveness of implant- supported removable partial dentures: a review of the literature and retrospective case evaluation. J Oral Maxillofac Surg. 2009;67(9):1941-6.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v10n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Arcelino Farias Neto    <br> Faculdade de Odontologia de Piracicaba &ndash; Departamento de Pr&oacute;tese e Periodontia    <br> Av. Limeira, 901 Caixa Postal 52 - Piracicaba - SP CEP 13414-903<br/>   E-mail: <a href="mailto:saudeoral@fop.unicamp.br">saudeoral@fop.unicamp.br</a></font></p></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 22/02/10<br/>  <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 07/05/10</font></p>      ]]></body>
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