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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise das Alterações nas Normas do Conselho Federal de Odontologia para a Obtenção do Título de Especialista em Odontologia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The progress of Dentistry is based on the techniques and materials evolution and on the improvement and titles of the professionals involved in it as well, which could be obtained in post-graduation courses, lato or stricto sensu. Detailed rules for obtaining the title of Dentistry Specialist were amended by the CFO through resolutions 98 and 103 of 2010, modifying the Consolidation of standards for procedures in the Councils of Dentistry, Resolution 63/2005. This study aimed to review and discuss the changes, opportunities and consequences arising from the implementation of these resolutions, in the face of the precepts contained in the Federal Constitution, Criminal Code, Civil Code and Code of Dental Ethics. It can be concluded that the resolutions adopted by the CFO about title of expert are considered appropriate, because they aim to prevent the professionals whose graduation courses do not have clinical credit hours compatible with their specialty, declare themselves specialists. However, the inconsistency still remains about theoretical courses as well as the teachers, masters, PhDs and even associate professors cannot be recognized as an expert in what they knows more and also teach.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>An&aacute;lise das Altera&ccedil;&otilde;es nas Normas do Conselho Federal de   Odontologia para a Obten&ccedil;&atilde;o do T&iacute;tulo de Especialista em Odontologia</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Analysis of Changes in Federal Council of Dentistry's Standards for obtaining the title of Specialist in Dentistry</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Suely Carvalho Mutti Naressi<sup>I</sup>; Alet&eacute;ia Massula de Melo Fernandes<sup>II</sup>; Sylvia Bicalho Rabelo<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professora Doutora de Odontologia Legal e Bio&eacute;tica da Faculdade de Odontologia de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos - Universidade Estadual Paulista &ndash; UNESP    <br> <sup>II</sup>Mestre na Especialidade de Endondontia do Departamento de Odontologia Restauradora da Faculdade de Odontologia de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos - Universidade Estadual Paulista &ndash; UNESP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Mestre na Especialidade de Gen&eacute;tica pela Universidade do Texas A&amp;M    <br> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O progresso da Odontologia baseia-se na evolu&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas e materiais, no aperfei&ccedil;oamento e na titula&ccedil;&atilde;o   dos profissionais que a ela se dedicam, obtido em cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, tanto lato quanto stricto   sensu. As normas para a obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de especialista em Odontologia foram alteradas pelo CFO atrav&eacute;s   das Resolu&ccedil;&otilde;es 98 e 103 de 2010, modificando a Consolida&ccedil;&atilde;o das Normas para Procedimentos nos Conselhos   de Odontologia, Resolu&ccedil;&atilde;o 63/2005. Este trabalho teve como objetivo comentar e discutir as altera&ccedil;&otilde;es,   oportunidades e consequ&ecirc;ncias decorrentes da implementa&ccedil;&atilde;o dessas Resolu&ccedil;&otilde;es em face dos preceitos   contidos na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, C&oacute;digo Penal, C&oacute;digo Civil e C&oacute;digo de &Eacute;tica Odontol&oacute;gica. Pode-se concluir   que as resolu&ccedil;&otilde;es adotadas pelo CFO a respeito do t&iacute;tulo de especialista foram oportunas, pois visaram   impedir que profissionais, cujos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentem carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica compat&iacute;vel   com a especialidade, se declarem especialistas. Entretanto, persiste a incoer&ecirc;ncia com rela&ccedil;&atilde;o aos cursos eminentemente   te&oacute;ricos e tamb&eacute;m quanto ao professor, mestre, doutor e at&eacute; mesmo livre-docente, n&atilde;o podendo ser reconhecido como especialista naquilo que ele mais conhece e tamb&eacute;m ensina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRITORES: </B>Legisla&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica, normas Escola de   Odontologia, Educa&ccedil;&atilde;o de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, Especializa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The progress of Dentistry is based on the techniques and materials evolution and on the improvement and   titles of the professionals involved in it as well, which could be obtained in post-graduation courses, lato or   stricto sensu. Detailed rules for obtaining the title of Dentistry Specialist were amended by the CFO through   resolutions 98 and 103 of 2010, modifying the Consolidation of standards for procedures in the Councils of   Dentistry, Resolution 63/2005. This study aimed to review and discuss the changes, opportunities and consequences   arising from the implementation of these resolutions, in the face of the precepts contained in the   Federal Constitution, Criminal Code, Civil Code and Code of Dental Ethics. It can be concluded that the resolutions   adopted by the CFO about title of expert are considered appropriate, because they aim to prevent   the professionals whose graduation courses do not have clinical credit hours compatible with their specialty,   declare themselves specialists. However, the inconsistency still remains about theoretical courses as well as   the teachers, masters, PhDs and even associate professors cannot be recognized as an expert in what they knows more and also teach.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Legislation, dental, st. schooh, Dental Educacion,   graduate specialization; Post-graduation.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como qualquer ci&ecirc;ncia, a Odontologia vem se   desenvolvendo com o passar dos anos, sendo exercida no Brasil,   desde a &eacute;poca de seu descobrimento, originalmente de maneira   muito prec&aacute;ria, quase sem nenhuma t&eacute;cnica. Alguns normativos   legais ainda da &eacute;poca do Imp&eacute;rio e in&iacute;cio do s&eacute;culo XX   (Decreto n&ordm; 8024, de 12 de mar&ccedil;o de 1881, art. 94; Decreto n&ordm;  9311, de 25 de outubro de 1884, Decreto 15.003, de 15 de novembro   de 1921 e Decreto-Lei n&ordm; 7.718, de 9 de julho de 1945,   entre outros) se voltam para a valoriza&ccedil;&atilde;o da atividade e passam   a instituir inicialmente a permiss&atilde;o do exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o de   cirurgi&atilde;o-dentista &agrave;queles que se mostrassem habilitados por t&iacute;tulos   conferidos pelas faculdades de Medicina. Gradativamente,   o exerc&iacute;cio da Odontologia foi se desvinculando da Medicina e   hoje &eacute; regulamentado pela Lei 5.081<sup>1</sup>, de 24 de agosto de 1966   (Caixeta, 2008)<sup>2</sup>. Essa lei, ao regular o exerc&iacute;cio da Odontologia   em todo o territ&oacute;rio nacional, contemplou somente a figura do   cirurgi&atilde;o-dentista, estabelecendo os requisitos exigidos para a capacita&ccedil;&atilde;o legal e determinando que compete a esse profissional praticar todos os atos pertinentes &agrave; Odontologia, decorrentes de conhecimentos adquiridos em curso regular ou em curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, o aperfei&ccedil;oamento t&eacute;cnico do cirurgi&atilde;o-dentista tem sido o principal requisito buscado pelo indiv&iacute;duo   que procura um atendimento odontol&oacute;gico diferenciado. Dentro   dessa nova concep&ccedil;&atilde;o de profiss&atilde;o, as especialidades se multiplicaram   para atenderem ao desenvolvimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico,   pois j&aacute; n&atilde;o se aceita mais como um fato normal se ter uma c&aacute;rie   ou se ter um elemento dent&aacute;rio extra&iacute;do por c&aacute;rie, por exemplo.  &Agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do profissional, existem muitas alternativas de tratamento   que podem ser propostas, considerando-se a origem, o   progresso e a evolu&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o; o local de atendimento do indiv&iacute;duo   e o custo envolvido, al&eacute;m da inten&ccedil;&atilde;o de realizar um tratamento   reabilitador prolongado ou de curta dura&ccedil;&atilde;o, devendo-se   instituir, ideal e concomitantemente, um individualizado programa   preventivo, a fim de se evitar a recorr&ecirc;ncia do problema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O profissional de sa&uacute;de &eacute; aquele que assume um compromisso   moral e &eacute;tico de fazer o bem ao paciente que o procura,   promovendo a sua sa&uacute;de geral. Assim, o cirurgi&atilde;o-dentista   deve ser capaz de realizar as tarefas de sua compet&ecirc;ncia,   sendo ele o respons&aacute;vel por diagnosticar a enfermidade de   um paciente e decidir por si s&oacute; se &eacute; capaz ou n&atilde;o de realizar o   tratamento necess&aacute;rio &agrave; solu&ccedil;&atilde;o daquele caso espec&iacute;fico, condi&ccedil;&atilde;o   que caracteriza a atividade profissional liberal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Resolu&ccedil;&atilde;o CFO &ndash; 63/20053, que aprova a Consolida&ccedil;&atilde;o   das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia,   disp&otilde;e, em seu artigo 1&ordm;, que todos os cirurgi&otilde;es-dentistas   est&atilde;o obrigados ao registro no Conselho Federal e &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o   nos Conselhos Regionais de Odontologia, em cuja jurisdi&ccedil;&atilde;o   estejam estabelecidos ou exer&ccedil;am suas atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com o artigo 38 da mesma Resolu&ccedil;&atilde;o, anteriormente  &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o ocorrida neste ano de 2010, para se   habilitar ao registro e &agrave; inscri&ccedil;&atilde;o como especialista, o cirurgi&atilde;o-dentista deveria atender a um dos seguintes requisitos:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">a) possuir t&iacute;tulo de livre-docente ou de doutor na &aacute;rea da especialidade;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   b) possuir t&iacute;tulo de mestre na &aacute;rea da especialidade, conferido   por cursos que atendam &agrave;s exig&ecirc;ncias do Conselho Nacional   de Educa&ccedil;&atilde;o e &agrave;s normas sobre especializa&ccedil;&atilde;o estabelecidas   pelo Conselho Federal de Odontologia;    <br>   c) possuir certificado conferido por curso de especializa&ccedil;&atilde;o ou   programa de resid&ecirc;ncia em Odontologia que atenda &agrave;s exig&ecirc;ncias   do Conselho Federal de Odontologia;    <br>   d) possuir diploma expedido por curso de especializa&ccedil;&atilde;o, realizado   pelos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de das For&ccedil;as Armadas, desde   que atenda &agrave;s exig&ecirc;ncias do Conselho Federal de Odontologia   quanto aos cursos de especializa&ccedil;&atilde;o;    <br>   e) possuir diploma ou certificado conferido por curso de especializa&ccedil;&atilde;o   ou resid&ecirc;ncia na vig&ecirc;ncia das Resolu&ccedil;&otilde;es do Conselho   Federal de Odontologia ou legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica anterior,   desde que atendidos todos os seus pressupostos e preenchidos   os seus requisitos legais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na atualidade, s&atilde;o reconhecidas 19 especialidades:   Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, Dent&iacute;stica, Disfun&ccedil;&atilde;o   T&ecirc;mporo-mandibular e Dor Oro-facial, Endodontia,   Estomatologia, Radiologia Odontol&oacute;gica e Imaginologia,   Implantodontia, Odontologia Legal, Odontogeriatria, Odontologia   do Trabalho, Odontologia para Pacientes com Necessidades   Especiais, Odontopediatria, Ortodontia, Ortopedia   Funcional dos Maxilares, Patologia Bucal, Periodontia, Pr&oacute;tese   Buco-maxilo-facial, Pr&oacute;tese Dent&aacute;ria e Sa&uacute;de Coletiva. Assim,   para que o especialista possa anunciar-se como tal, deve estar   devidamente autorizado pelo Conselho Federal de Odontologia,   ou seja, inscrito e registrado como especialista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato de o cirurgi&atilde;o-dentista ter a prerrogativa de requerer   o t&iacute;tulo de especialista, por ser livre docente, doutor ou   mestre, segundo as al&iacute;neas "a" e "b" do Artigo 38 da Resolu&ccedil;&atilde;o   CFO 63/2005<sup>3</sup>, j&aacute; mencionado sempre gerou muita pol&ecirc;mica,   uma vez que a carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica oferecida nesses cursos,   via de regra, n&atilde;o equivalia &agrave; de um curso de especializa&ccedil;&atilde;o   propriamente dito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em mar&ccedil;o de 2010, o CFO divulgou, atrav&eacute;s de sua Resolu&ccedil;&atilde;o   98/20104, que ficavam suprimidas as al&iacute;neas "a" e "b"  bem como os par&aacute;grafos 2&ordm;, 3&ordm; e 4&ordm; do Artigo 38 da Resolu&ccedil;&atilde;o   CFO 63/2005<sup>3</sup> e, posteriormente, em maio desse ano, publicaram   a Resolu&ccedil;&atilde;o CFO 1035 que, em seu Artigo 1&ordm;, estabeleceu   que ficavam suprimidas as al&iacute;neas "a" e "b" do inciso III e o &sect; 2&ordm;  do art. 121 da Consolida&ccedil;&atilde;o das Normas para Procedimentos   nos Conselhos de Odontologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho teve como objetivo comentar e discutir as   altera&ccedil;&otilde;es, a oportunidade e as consequ&ecirc;ncias decorrentes da   implementa&ccedil;&atilde;o dessas Resolu&ccedil;&otilde;es, em face dos preceitos contidos   na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, no C&oacute;digo Penal, C&oacute;digo Civil e   C&oacute;digo de &Eacute;tica Odontol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">   Da forma como vigorava a Resolu&ccedil;&atilde;o 63/2005<sup>3</sup>, antes   das altera&ccedil;&otilde;es provocadas pelas Resolu&ccedil;&otilde;es CFO 98/104 e   103/105, era permitido aos profissionais que conclu&iacute;am cursos   de mestrado e/ou doutorado bem como os professores livre-docentes requererem o t&iacute;tulo de especialistas perante o CFO.   Essa concess&atilde;o sempre gerou muita discuss&atilde;o a respeito da   insuficiente carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica que esses cursos ofereciam,   quando comparadas &agrave; carga cl&iacute;nica de uma especialidade,   uma vez que, segundo o CFO, a especialidade objetiva "o aprofundamento   em uma determinada &aacute;rea do conhecimento, a   ser exercida por profissional qualificado a executar procedimentos   de maior complexidade, na busca de efic&aacute;cia e da efici&ecirc;ncia   de suas a&ccedil;&otilde;es".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Odontologia &eacute; uma das profiss&otilde;es que, por sua natureza   e circunst&acirc;ncias, cria perigo de danos a outrem. Segundo   Arantes (2006)<sup>6</sup>, n&atilde;o existe cirurgi&atilde;o-dentista, por menos   experiente que seja, ou paciente, por mais ing&ecirc;nuo que possa   parecer, que n&atilde;o estejam cientes do risco gerado no restabelecimento   da sa&uacute;de oral, via tratamento odontol&oacute;gico.  &Eacute; por isso que quando um paciente procura um profissional   intitulado como especialista espera deste um atendimento   diferenciado, com uma expectativa maior de sucesso ao solucionar   seu problema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 19887 em seu artigo   196, "A sa&uacute;de &eacute; direito de todos e dever do Estado, garantido   mediante pol&iacute;ticas sociais e econ&ocirc;micas que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o   do risco de doen&ccedil;a e de outros agravos e ao acesso universal e   igualit&aacute;rio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os para sua promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e   recupera&ccedil;&atilde;o". Ainda em seu artigo 197, "S&atilde;o de relev&acirc;ncia p&uacute;blica   as a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, cabendo ao Poder P&uacute;blico   dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamenta&ccedil;&atilde;o, fiscaliza&ccedil;&atilde;o   e controle, devendo sua execu&ccedil;&atilde;o ser feita diretamente ou   atrav&eacute;s de terceiros e, tamb&eacute;m, por pessoa f&iacute;sica ou jur&iacute;dica   de direito privado". Por esse motivo, cabe ao Conselho Federal   de Odontologia bem como aos seus Conselhos Regionais normatizar   e fiscalizar o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o, a fim de garantir   aos cidad&atilde;os o direito &agrave; sa&uacute;de pertinente &agrave; &aacute;rea odontol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, segundo o C&oacute;digo Civil<sup>8</sup> vigente, denomina-se   responsabilidade civil a obriga&ccedil;&atilde;o imposta a uma determinada   pessoa de ressarcir danos que tenha provocado a algu&eacute;m,   conforme o disposto no Artigo 186 "Aquele que, por a&ccedil;&atilde;o ou   omiss&atilde;o volunt&aacute;ria, neglig&ecirc;ncia ou imprud&ecirc;ncia, violar direito   e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral,comete ato il&iacute;cito" e Artigo 187 "Tamb&eacute;m comete ato il&iacute;cito o   titular de um direito que, ao exerc&ecirc;-lo, excede manifestamente   os limites impostos pelo seu fim econ&ocirc;mico ou social, pela   boa-f&eacute; ou pelos bons costumes".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se ocorrerem les&otilde;es corporais resultantes da a&ccedil;&atilde;o profissional,   o autor do dano sofrer&aacute; as proporcionais san&ccedil;&otilde;es,   desde que fique comprovada a sua culpa e, segundo o C&oacute;digo   Penal<sup>9</sup>, Art. 18, inciso II, ocorre crime culposo quando o agente   deu causa ao resultado por imprud&ecirc;ncia, neglig&ecirc;ncia ou imper&iacute;cia,   figuras da culpa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa forma, deduz-se que, quanto mais despreparado   for um profissional e quanto maior a complexidade do caso   que ele se propuser a reparar, maior ser&aacute; o risco de causar um   dano ao paciente, caracterizando um ato il&iacute;cito e tendo como   consequ&ecirc;ncia a previs&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o, conforme enunciado   do Artigo 927 do C&oacute;digo Civil<sup>8</sup>: "Aquele que, por ato il&iacute;cito (arts.   186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar&aacute;-lo" e   ainda, complementado pelo Par&aacute;grafo &Uacute;nico: "Haver&aacute; obriga&ccedil;&atilde;o   de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos   especificados em lei, ou quando a atividade normalmente   desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza,   risco para os direitos de outrem". Conforme j&aacute; salientado, a   profiss&atilde;o de cirurgi&atilde;o-dentista envolve riscos inerentes &agrave; atua&ccedil;&atilde;o,   de forma inquestion&aacute;vel, e como resultado de uma atua&ccedil;&atilde;o   inadequada, por falta de conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico,   poder&aacute; haver o enquadramento do dano provocado nos artigos   acima mencionados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como descreve o Art. 33, inciso I do C&oacute;digo de &Eacute;tica   Odontol&oacute;gica<sup>10</sup>, no que diz respeito &agrave; maneira de comunica&ccedil;&atilde;o   do cirurgi&atilde;o-dentista, ou seja, ao an&uacute;ncio de sua atua&ccedil;&atilde;o   como profissional, poder&atilde;o constar na divulga&ccedil;&atilde;o as &aacute;reas de   atua&ccedil;&atilde;o, os procedimentos e as t&eacute;cnicas de tratamento, precedidos   do t&iacute;tulo da especialidade registrada no CRO ou atua&ccedil;&atilde;o   como cl&iacute;nico geral. Assim, o profissional que adquire o t&iacute;tulo   de Mestre ou Doutor em uma determinada especialidade e   que se sente confort&aacute;vel em exercer atividades cl&iacute;nicas relacionadas  &agrave; mesma especialidade, pode anunciar como sendo   essa sua &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, embora n&atilde;o possa intitular-se especialista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; um tanto contradit&oacute;rio que algu&eacute;m que esteja capacitado   a realizar pesquisas acad&ecirc;micas voltadas para o   desenvolvimento cl&iacute;nico da profiss&atilde;o em uma determinada   especialidade, e ainda, que esteja capacitado a lecionar tal disciplina   na gradua&ccedil;&atilde;o e, ainda, responder por atividades cl&iacute;nicas   realizadas por seus alunos durante o curso ministrado nas   universidades, n&atilde;o possa ser reconhecido como especialista,   denotando minimamente um contrassenso, situa&ccedil;&atilde;o essa decorrente   da ex&iacute;gua carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica nos cursos de doutorado e mestrado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o torna-se ainda mais confusa no que diz respeito   aos cursos de Mestrado em Cl&iacute;nicas Odontol&oacute;gicas, onde  &eacute; permitido ao portador do t&iacute;tulo o an&uacute;ncio de qualquer uma   das especialidades registradas no CRO como sendo a sua &aacute;rea   de atua&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, esse profissional ser&aacute; habilitado a pesquisar   e lecionar em "Cl&iacute;nicas Odontol&oacute;gicas", mas n&atilde;o deveria   ele estar mais capacitado a resolver situa&ccedil;&otilde;es tecnicamente   dif&iacute;ceis que um cl&iacute;nico geral com atua&ccedil;&atilde;o em cl&iacute;nicas, conv&ecirc;nios,   consult&oacute;rios, qualquer que fosse a especialidade por ele   escolhida como &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em contrapartida, existem especialidades, como a   Odontologia do Trabalho e a Sa&uacute;de Coletiva, cujas capacita&ccedil;&otilde;es   podem ser feitas plenamente, mediante cursos ministrados   a dist&acirc;ncia, sem carga-hor&aacute;ria de pr&aacute;tica-cl&iacute;nica. Diante   dessa possibilidade, n&atilde;o seria um tanto incoerente que o   profissional ao se intitular mestre ou doutor nessas &aacute;reas n&atilde;o   pudesse requerer o t&iacute;tulo de especialista? Qual seria a diferen&ccedil;a   entre um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o lato sensu e stricto sensu   nesses casos?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A respeito dessas discuss&otilde;es, o CFO divulgou, em agosto   de 2010, a Decis&atilde;o CFO 36/2010<sup>11</sup> a fim de dirimir algumas d&uacute;vidas   com rela&ccedil;&atilde;o ao disposto na Resolu&ccedil;&atilde;o CFO 103/20105 ,   trazendo em seu artigo primeiro que: "Os diplomas expedidos,   oriundos de cursos de doutor ou de mestre, iniciados antes de   02 de junho de 2010, data em que entrou em vigor a Resolu&ccedil;&atilde;o   CFO-103, de 17 de maio de 2010 e que se enquadrem nas   normas do CFO, &agrave; &eacute;poca, dar&atilde;o direito aos seus portadores de   pleitear registro e inscri&ccedil;&atilde;o como especialistas". Acreditamos   que essa decis&atilde;o seja coerente, j&aacute; que n&atilde;o tira a expectativa   do direito de requerer o t&iacute;tulo de especialistas daqueles que   iniciaram os cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu anteriormente   a essa Resolu&ccedil;&atilde;o, mas adequa&ccedil;&otilde;es nas normas vigentes   ainda se fazem necess&aacute;rias a fim de tornar mais justa a aplica&ccedil;&atilde;o   delas a uma concreta e crescente demanda dos profissionais   em busca de aperfei&ccedil;oamento e melhores condi&ccedil;&otilde;es de   trabalho.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As altera&ccedil;&otilde;es institu&iacute;das pelas Resolu&ccedil;&otilde;es CFO 984 e   1035 de 2010 s&atilde;o pertinentes no que concerne &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o   para se declarar especialista o profissional com p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o   stricto sensu, cujo curso n&atilde;o apresente carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica ou   esta seja incompat&iacute;vel com a capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica exigida de   um especialista, mas persiste a incoer&ecirc;ncia da proibi&ccedil;&atilde;o com   rela&ccedil;&atilde;o a cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu que n&atilde;o exigem carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais coerente do que proibir seria revisar a necessidade   sobre a obrigatoriedade de inclus&atilde;o de carga hor&aacute;ria cl&iacute;nica   nos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu e, assim, o portador   do t&iacute;tulo de Mestre, Doutor ou Livre Docente pudesse ser reconhecido   n&atilde;o s&oacute; como professor mas tamb&eacute;m como especialista   naquilo que ele mais conhece e tamb&eacute;m ensina.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Congresso Nacional. Lei n&ordm; 5.081, de 24/08/1966. Regula   o exerc&iacute;cio da Odontologia. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, de   26/08/1966. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.legisweb.com.br/legislacao/?legislacao=550122" target="_blank">https://www.legisweb.com.br/legislacao/?legislacao=550122</a>. Acesso em: 23 fev 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110176&pid=S1677-3888201200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Caixeta, FCTA. Da responsabilidade civil do cirurgi&atilde;o-dentista. In: &Acirc;mbito Jur&iacute;dico, Rio Grande, 57, 30/09/2008  &#91;Internet&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=3104" target="_blank">http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&amp;artigo_id=3104</a>. Acesso em: 27 jun 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110178&pid=S1677-3888201200020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Conselho Federal de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o CFO-63/2005. Consolida&ccedil;&atilde;o das normas para procedimentos nos   Conselhos de Odontologia. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/10/consolidacao.pdf" target="_blank">http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/10/consolidacao.pdf</a>. Acesso   em: 10 jun 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110180&pid=S1677-3888201200020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Conselho Federal de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o CFO-98/2010. Suprime as al&iacute;neas "a" e "b" e os par&aacute;grafos   2&ordm;, 3&ordm; e 4&ordm;, do artigo 38, da Consolida&ccedil;&atilde;o das Normas   para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia.   Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/ato-normativo/?id=1417" target="_blank">http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/ato-normativo/?id=1417</a>. Acesso em: 10 jun 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110182&pid=S1677-3888201200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Conselho Federal de Odontologia. Resolu&ccedil;&atilde;o CFO   103/2010. Suprime as al&iacute;neas "a" e "b" do inciso III, o &sect; 2&ordm; do   art. 121 e altera a reda&ccedil;&atilde;o dos artigos 162, 171 e 174 da Consolida&ccedil;&atilde;o   das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/ato-normativo/?id=1447" target="_blank">http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/ato-normativo/?id=1447</a>. Acesso em:10 jun 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110184&pid=S1677-3888201200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Arantes, AC. Responsabilidade civil do cirurgi&atilde;o-dentista.   S&atilde;o Paulo: Mizuno, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110186&pid=S1677-3888201200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil de   1988. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm</a>. Acesso em: 21 set 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110188&pid=S1677-3888201200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Brasil. Lei n&ordm; 10.406, de 10 de janeiro de 2002. C&oacute;digo   Civil Brasileiro. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.htm</a>. Acesso em: 18 jun 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110190&pid=S1677-3888201200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Brasil. Decreto Lei n&ordm; 2848, de 7 de dezembro de 1940.   C&oacute;digo Penal Brasileiro. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm</a>. Acesso   em: 11 jun 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110192&pid=S1677-3888201200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Conselho Federal de Odontologia. C&oacute;digo de &Eacute;tica   Odontol&oacute;gica 2006. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/09/codigo_etica.pdf" target="_blank">http://cfo.org.br/wp-content/uploads/2009/09/codigo_etica.pdf</a>. Acesso em: 07   out 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=110194&pid=S1677-3888201200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Conselho Federal de Odontologia. Decis&atilde;o CFO 36/2010.   Dirime d&uacute;vidas com rela&ccedil;&atilde;o ao disposto na Resolu&ccedil;&atilde;o CFO-103/2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/" target="_blank">http://cfo.org.br/servicos-e-consultas/    <br>   ato-normativo/?id=1492</a>. Acesso em: 26 ago 2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/occ/v11n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Suely Carvalho Mutti Naressi    <br>   Rua Professor Roberval Fr&oacute;es, 355 &ndash; Jd. Esplanada II    <br>   S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos/SP    <br>   CEP: 12242-460</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:suely@fosjc.unesp.br" target="_blank">suely@fosjc.unesp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 09/06/11<br/> <b>Enviado para reformula&ccedil;&atilde;o:</b> 16/03/12<br/> <b>Aceito para publica&ccedil;&atilde;o:</b> 02/04/12</font></p>      ]]></body>
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<collab>Conselho Federal de Odontologia</collab>
<source><![CDATA[Resolução CFO-98/2010: Suprime as alíneas "a" e "b" e os parágrafos 2º, 3º e 4º, do artigo 38, da Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia]]></source>
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<collab>Conselho Federal de Odontologia</collab>
<source><![CDATA[Resolução CFO 103/2010: Suprime as alíneas "a" e "b" do inciso III, o § 2º do art. 121 e altera a redação dos artigos 162, 171 e 174 da Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia]]></source>
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