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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="3" face="Verdana"><B>EDITORIAL / EDITORIAL</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="3" face="Verdana"><B>Ci&ecirc;ncia e &Eacute;tica</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Neste Editorial, aproveitamos para refletir acerca do texto do Prof. Breno de Albuquerque Mello na se&ccedil;&atilde;o Observat&oacute;rio, quando aborda a &Eacute;tica, que pode ser um conjunto de regras, princ&iacute;pios ou maneiras de pensar que guiam, ou chamam a si a autoridade de guiar as a&ccedil;&otilde;es de um grupo em particular (moralidade), ou &eacute; o estudo sistem&aacute;tico da argumenta&ccedil;&atilde;o sobre como n&oacute;s devemos agir, ou seja, valores morais e princ&iacute;pios sociais. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se pensarmos na &eacute;tica Aristot&eacute;lica veremos que o termo &eacute;thos, significa propriedade de car&aacute;ter, mas tamb&eacute;m costume, e &eacute; para este segundo termo que serve a tradu&ccedil;&atilde;o latina. Kierkegaard e Foucault diziam que a &eacute;tica grega &eacute; uma est&eacute;tica, ou uma po&eacute;tica, preocupando-se com a arte de viver, com a elabora&ccedil;&atilde;o de uma vida bela e boa. Na Gr&eacute;cia antiga, por exemplo, a exist&ecirc;ncia de escravos era perfeitamente leg&iacute;tima: as pessoas n&atilde;o eram consideradas iguais entre si, e o fato de umas n&atilde;o terem liberdade era considerado normal. Hoje em dia, ainda que nem sempre respeitados, os Direitos Humanos impedem que algu&eacute;m ouse defender, explicitamente, a escravid&atilde;o como algo leg&iacute;timo. Percebemos que, com o passar do tempo, as sociedades mudam e tamb&eacute;m mudam os homens que as comp&otilde;em.<sup>1,2</sup> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a &eacute;tica historicamente referencia os valores que orientam o exerc&iacute;cio da cidadania numa sociedade democr&aacute;tica. Defende-se a import&acirc;ncia da escola na forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tica das novas gera&ccedil;&otilde;es, na perspectiva da transversalidade, situando-a no contexto das diversas influ&ecirc;ncias que a sociedade exerce sobre o desenvolvimento das crian&ccedil;as. Ainda h&aacute; considera&ccedil;&otilde;es de ordem psicol&oacute;gica, que apontam o papel da afetividade e da racionalidade no desenvolvimento moral da crian&ccedil;a, que est&aacute; em processo de socializa&ccedil;&atilde;o que permear&aacute; as diversas fases de seu desenvolvimento, mas a base e orienta&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria encontram-se no n&uacute;cleo familiar, que n&atilde;o se pode abster desta responsabilidade que lhe &eacute; intr&iacute;nseca, pois forjar&aacute; inclusive os futuros pesquisadores. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, a &Eacute;tica entre pesquisadores deve privilegiar o respeito aos objetos de estudo e a sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><font size="2" face="Verdana"><i><b>Aurora Karla L. Vidal    <br> Editora Cient&iacute;fica</b></i></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Singer P. Ethics. (filosofia moral). Oxford: OUP, 1994:4-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Tugendhat E. Li&ccedil;&otilde;es sobre &Eacute;tica. Petr&oacute;polis: Vozes 1997:35. </font></p>     <p></p>      ]]></body>

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