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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atendimento odontológico a adolescentes infratores: abordagem qualitativa em clínica de graduação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study evaluated the perception of delinquent adolescents toward family, the correctional institution they attended, and oral and general health. We adopted a qualitative approach with the participation of adolescents (age 13-17) in the process of re-socialization. The adolescents were being treated in a dental clinic by undergraduate students under supervision. After signing a consent form, the adolescents were interviewed and their statements were recorded, transcribed and submitted to content analysis. For most adolescents, family was defined as an area of conflict and remote from their daily lives. As for their correctional institution, they reported that it offered several different activities, sports, art and education, all of which had to be completed according to a rigorous schedule. At some point in the interview, all mentioned the reward gained from different "benefits" for good behavior within the institution, and the greater freedom desired by all. Health was defined as employment, access to educational programs, access to medical care and nursing, and participation in courses offered at the institution. Personal aspects of self-care, such as a good food, sports practice and body hygiene, were also mentioned as determinants of health. To some, health meant freedom, abandonment of drugs and of crime. Oral health was defined by all adolescents as oral hygiene.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Atendimento odontol&oacute;gico a adolescentes infratores: abordagem qualitativa em cl&iacute;nica de gradua&ccedil;&atilde;o</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dental care for delinquent adolescents: qualitative approach in an undergraduate dental clinic</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Altair Soares de Moura<sup>I</sup>; Gustavo Igor Barbosa Pereira<sup>II</sup>; Neilor Mateus Antunes Braga<sup>III</sup>; Raquel Concei&ccedil;&atilde;o Ferreira<sup>IV</sup>; Manoel Brito-J&uacute;nior<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I </sup>Mestre em Clinica Odontol&oacute;gica, Faculdades Unidas do Norte de Minas - Funorte e Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes    <br> <sup>II</sup> Graduando em Odontologia, Faculdades Unidas do Norte de Minas - Funorte    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Doutora em Clinica Odontol&oacute;gica, Faculdades Unidas do Norte de Minas - Funorte e Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes    <br> <sup>IV </sup>Doutora em Clinica Odontol&oacute;gica, Faculdades Unidas do Norte de Minas - Funorte e Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes    <br> <sup>V </sup>Mestre em Bioengenharia, Faculdades Unidas do Norte de Minas - Funorte e Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse estudo avaliou a percep&ccedil;&atilde;o de adolescentes infratores sobre a conviv&ecirc;ncia familiar e dentro da institui&ccedil;&atilde;o, sobre a sa&uacute;de geral e bucal. Foi adotada abordagem qualitativa, com a participa&ccedil;&atilde;o de adolescentes infratores (13 a 17 anos) em processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o. Esses adolescentes estavam sendo atendidos em cl&iacute;nica odontol&oacute;gica por alunos de gradua&ccedil;&atilde;o, sob supervis&atilde;o docente. Ap&oacute;s assinatura do termo de consentimento, os adolescentes foram entrevistados, sendo suas falas gravadas, transcritas e submetidas &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do. Para a maioria dos adolescentes, a fam&iacute;lia foi definida como um espa&ccedil;o de conflitos e distante das suas vidas di&aacute;rias. Na institui&ccedil;&atilde;o, eles relataram m&uacute;ltiplas e variadas atividades, esportivas, de arte e educa&ccedil;&atilde;o, que devem ser cumpridas em hor&aacute;rios r&iacute;gidos. Todos falaram, em algum momento da entrevista, sobre a recompensa com diferentes "benef&iacute;cios", pelo bom comportamento dentro da institui&ccedil;&atilde;o, sendo a liberdade o mais desejado por todos. A sa&uacute;de foi definida como: emprego, acesso a programas educativos, acesso a cuidados m&eacute;dicos e de enfermagem e participa&ccedil;&atilde;o nos cursos oferecidos na institui&ccedil;&atilde;o. Aspectos pessoais de autocuidado, como uma boa alimenta&ccedil;&atilde;o, a pr&aacute;tica de esportes e a higiene do corpo foram tamb&eacute;m citados como determinantes da sa&uacute;de. Para alguns deles, sa&uacute;de &eacute; liberdade, abandono das drogas e do crime. A sa&uacute;de bucal foi definida como higiene bucal por todos os adolescentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRITORES: </B>Adolescente infrator. Auto-imagem. Sa&uacute;de. Sa&uacute;de bucal. Pesquisa qualitativa.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This study evaluated the perception of delinquent adolescents toward family, the correctional institution they attended, and oral and general health. We adopted a qualitative approach with the participation of adolescents (age 13&ndash;17) in the process of re-socialization. The adolescents were being treated in a dental clinic by undergraduate students under supervision. After signing a consent form, the adolescents were interviewed and their statements were recorded, transcribed and submitted to content analysis. For most adolescents, family was defined as an area of conflict and remote from their daily lives. As for their correctional institution, they reported that it offered several different activities, sports, art and education, all of which had to be completed according to a rigorous schedule. At some point in the interview, all mentioned the reward gained from different "benefits" for good behavior within the institution, and the greater freedom desired by all. Health was defined as employment, access to educational programs, access to medical care and nursing, and participation in courses offered at the institution. Personal aspects of self-care, such as a good food, sports practice and body hygiene, were also mentioned as determinants of health. To some, health meant freedom, abandonment of drugs and of crime. Oral health was defined by all adolescents as oral hygiene.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRIPTORS: </B>Delinquent adolescent. Self-image. Health. Oral health. Qualitative research.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pr&aacute;tica da infra&ccedil;&atilde;o juvenil geralmente est&aacute; associada, entre outros fatores, &agrave; desigualdade econ&ocirc;mica e social, &agrave; car&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sociais preventivas e em decorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia e desajustes psicol&oacute;gicos e familiares.<sup>11,14,20</sup> Essas condi&ccedil;&otilde;es geralmente aumentam a revolta e dificultam a constru&ccedil;&atilde;o de identidade do adolescente que seria essencial para sua forma&ccedil;&atilde;o.<sup>5</sup> A fam&iacute;lia &eacute; um dos contextos mais importantes da realidade de um adolescente, pois &eacute; por meio dela que o adolescente &eacute; apresentado ao mundo ao seu redor.<sup>3</sup> &Eacute; importante ressaltar que os pais exercem um papel fundamental na promo&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de seus filhos como observado em estudo realizado em uma comunidade de baixa renda que identificou a m&atilde;e como a grande respons&aacute;vel pela sa&uacute;de da fam&iacute;lia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os principais fatores de motiva&ccedil;&atilde;o dos adolescentes para cuidar da sua sa&uacute;de s&atilde;o em ordem de import&acirc;ncia: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; a apar&ecirc;ncia pessoal,     <br>&bull; a sexualidade,     <br>&bull; o emprego e     <br>&bull; a sa&uacute;de de um modo geral.<sup>4</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal, o contexto social desfavor&aacute;vel vivenciado por adolescentes infratores pode propiciar impacto negativo sobre o comportamento, as percep&ccedil;&otilde;es e os conhecimentos destes adolescentes, uma vez que estes fatores s&atilde;o influenciados pela coletividade a que estes indiv&iacute;duos pertencem e por suas viv&ecirc;ncias pessoais.<sup>4</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a compreens&atilde;o desta realidade torna-se importante identificar a maneira como os adolescentes infratores identificam, explicam e elaboram os acontecimentos. Estas condutas e comunica&ccedil;&otilde;es sociais podem ser orientadas e organizadas a partir da abordagem qualitativa, que &eacute; definida como aquela que privilegia a an&aacute;lise de microprocessos, atrav&eacute;s do estudo das a&ccedil;&otilde;es sociais individuais e grupais, realizando um exame intensivo dos dados.<sup>13</sup> Nesta perspectiva, a pesquisa qualitativa n&atilde;o se preocupa com representatividade num&eacute;rica, mas sim com o aprofundamento da compreens&atilde;o a partir de um grupo social, de uma organiza&ccedil;&atilde;o.<sup>13</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a partir do Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente (ECA), sancionado pela Lei n&ordm; 8.069, de 1990, foram asseguradas medidas s&oacute;cio-educativas para reintegra&ccedil;&atilde;o social do adolescente autor de ato infracional.<sup>1</sup> Essa natureza pedag&oacute;gica de medidas s&oacute;cio-educativas prevista no ECA tem sido adotada por pol&iacute;ticas governamentais. Em Montes Claros, Minas Gerais, o Centro S&oacute;cio-educativo Nossa Senhora Aparecida (CSENSA) &eacute; uma das 26 unidades sob gest&atilde;o da subsecretaria de atendimento &agrave;s medidas s&oacute;cioeducativas (Suase) da Secretaria de Defesa Civil do estado.<sup>1</sup> O CSENSA tem sido encarregado de atuar no processo de reeduca&ccedil;&atilde;o do adolescente infrator com regime de liberdade assistida e outras medidas que visam ao acompanhamento do infrator na fam&iacute;lia, escola, comunidade e servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>12</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da pactua&ccedil;&atilde;o de um conv&ecirc;nio, menores infratores institucionalizados no CSENSA Montes Claros recebem tratamento odontol&oacute;gico na cl&iacute;nica do Curso de Odontologia das Faculdades Unidas Norte de Minas (Funorte). Assim, o presente estudo apresenta dados relativos &agrave; percep&ccedil;&atilde;o dos menores infratores em processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o atendidos na referida cl&iacute;nica odontol&oacute;gica de gradua&ccedil;&atilde;o sobre a conviv&ecirc;ncia familiar, o espa&ccedil;o de conviv&ecirc;ncia dentro da institui&ccedil;&atilde;o, &agrave; sa&uacute;de geral e &agrave; sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Metodologia</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse trabalho &eacute; um recorte do estudo "Representa&ccedil;&otilde;es Sociais de Sa&uacute;de Bucal entre adolescentes infratores atendidos na Cl&iacute;nica Odontol&oacute;gica da Funorte" que foi submetido ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Funorte para aprecia&ccedil;&atilde;o. Foi aprovado (parecer n&ordm; 0110/10) atendendo &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o desenvolvimento do estudo foi adotada uma metodologia qualitativa, empregando a t&eacute;cnica de entrevista semi-estruturada individual.<sup>9</sup> Participaram da pesquisa adolescentes infratores em processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o no CSENSA, com idade variando 13 a 17 anos, que estavam sendo atendidos na cl&iacute;nica odontol&oacute;gica da Funorte por alunos de gradua&ccedil;&atilde;o sob supervis&atilde;o docente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para as entrevistas, foram empregadas quest&otilde;es norteadoras referentes &agrave;s seguintes vari&aacute;veis: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; conviv&ecirc;ncia familiar,     <br>&bull; conviv&ecirc;ncia dentro da institui&ccedil;&atilde;o e     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; percep&ccedil;&otilde;es sobre a sa&uacute;de geral e bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crit&eacute;rio de satura&ccedil;&atilde;o das respostas foi empregado para determinar a interrup&ccedil;&atilde;o das entrevistas. Os depoimentos foram registrados em um gravador digital (Panasonic&#63194;, modelo RR-US360) e posteriormente foram transcritos. As entrevistas foram realizadas em uma sala, separada da cl&iacute;nica, mas no mesmo ambiente. O material obtido foi submetido &agrave; an&aacute;lise de conte&uacute;do.<sup>9</sup> A apresenta&ccedil;&atilde;o dos depoimentos transcritos respeitou a grafia e a sintaxe utilizada pelos entrevistados. Todas as entrevistas foram realizadas, gravadas e transcritas pelo mesmo pesquisador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Resultados e Discuss&atilde;o</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  O material obtido das entrevistas foi organizado em torno de tr&ecirc;s temas: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; fam&iacute;lia: conflitos e distanciamento,     <br>&bull; vida institucional: rotinas de atividades e expectativa de liberdade e outras recompensas por comportamento adequado,     <br>&bull; conceito amplo de sa&uacute;de, sa&uacute;de bucal: autocuidado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Fam&iacute;lia: conflitos e distanciamento</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os adolescentes relataram com frequ&ecirc;ncia a presen&ccedil;a de conflitos ou problemas com os membros da fam&iacute;lia, tais como:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; falta de relacionamento, de conviv&ecirc;ncia ou relacionamento ruim com os pais,     <br>&bull; desconhecimento do pai e     <br>&bull; uso de drogas pelos pais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"eu n&atilde;o convivi com meu pai, nem cheguei a conhecer." </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"conviv&ecirc;ncia com minha m&atilde;e n&atilde;o &eacute; muito boa n&atilde;o, ela usa droga, meu pai tamb&eacute;m usa droga". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"com minha m&atilde;e brigava direto, com meu pai tamb&eacute;m". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As falas sugerem existir um distanciamento dos adolescentes de sua fam&iacute;lia, pois muitos deles relataram que visitas ocorrem com baixa frequ&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"s&oacute; tive duas visitas at&eacute; hoje em seis meses, uma vez veio minha v&oacute; e outra minha tia". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"pessoal vem de vez em quando me visitar". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"minha visita custa a vim, n&eacute;".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A fam&iacute;lia desempenha um papel fundamental na forma&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, especialmente no seu papel de educador, que &eacute; creditado com grande responsabilidade para a sa&uacute;de dos filhos, uma responsabilidade que tamb&eacute;m inclui a sa&uacute;de de uma forma geral. A estrutura familiar &eacute; importante, pois busca tamb&eacute;m reinserir os adolescentes &agrave; vida social sem o estigma do c&aacute;rcere e com atitudes e comportamentos desvinculados da criminalidade, contribuindo tamb&eacute;m para a diminui&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de reincid&ecirc;ncia. Por meio, principalmente, do trabalho e do estudo, abrem-se maiores possibilidades de reinser&ccedil;&atilde;o familiar e social.<sup>2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Vida institucional</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atividades cotidianas: Os adolescentes relataram que realizam m&uacute;ltiplas e variadas atividades durante todo o dia, dentro de um cronograma r&iacute;gido de hor&aacute;rios. Tais atividades variam entre os dias &uacute;teis e no final de semana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"n&oacute;s joga futebol, joga peteca, at&eacute; mesmo v&ocirc;lei, joga v&iacute;deo game, tem a nata&ccedil;&atilde;o e tem v&aacute;rios esporte...". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"eu fa&ccedil;o arte e fa&ccedil;o esporte....e tem a escola, n&oacute;s joga bola, peteca".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "n&oacute;s acorda de manh&atilde;, toma caf&eacute;, igual eu estudo a tarde, fa&ccedil;o as atividade de manh&atilde;, ai de tarde eu vou pra escola, ai volto, a&iacute; janto, depois faz as atividades, a noite depois vou dormir mo&ccedil;o....cada dia tem uma atividade". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos adolescentes reconhece aspectos positivos na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades e de eventos na institui&ccedil;&atilde;o: coragem, aprendizado de uma profiss&atilde;o, ocupa&ccedil;&atilde;o do tempo, sentimento de utilidade na vida e relacionamento com os outros, permitindo o desenvolvimento de novas amizades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"ajuda na timidez, cria mais coragem..."</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "t&aacute; ensinando agente a correr atr&aacute;s de alguma coisa melhor pra gente sair dessa vida...". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"...t&aacute; fazendo algumas decora&ccedil;&otilde;es pra vender, tem o pano de prato, tem l&aacute; altas coisas interessantes". </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, dois adolescentes manifestaram insatisfa&ccedil;&atilde;o, pois consideraram as atividades rotineiras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"&Eacute; tudo a mesma coisa, faz artesanato, de vez em quando joga bola, vai pra escola, de manh&atilde; faz artesanato, fica uma hora e meia l&aacute; e depois vai pro alojamento".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "sempre a mesma rotina, acorda a&iacute; daqui a pouco tem a atividade...". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, os adolescentes tamb&eacute;m reconheceram a rigidez dos hor&aacute;rios, sendo considerada pela maioria de boa qualidade e variada. O momento da refei&ccedil;&atilde;o apareceu como oportunidade de encontro com outros internos e estabelecimento de novas amizades, por&eacute;m alguns relataram o surgimento de brigas e conflitos durante tais momentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "alimenta&ccedil;&atilde;o l&aacute; &eacute; boa, cinco refei&ccedil;&atilde;o por dia, tem de tudo um pouco, arroz, feij&atilde;o, legumes". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"l&aacute; tem cinco refei&ccedil;&otilde;es por dia, tem primeiro que &eacute; o caf&eacute; da manh&atilde; que &eacute; 7:00 horas e tem segundo, que &eacute; o almo&ccedil;o que vem as 11:00 horas da manh&atilde;, a&iacute; terceiro tem o caf&eacute; da tarde que vem &agrave;s 3:00 horas, a&iacute; quarto tem o jantar que s&atilde;o as 6:00 horas da tarde e tem as 8:00 horas da noite tem o caf&eacute; da noite".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "tem nem como n&oacute;s fala, a comida l&aacute; &eacute; massa, eu gosto &eacute; de doce...tem dia que &eacute; doce". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Expectativa de liberdade e outras recompensas por comportamentos "adequados": Todos os entrevistados relataram que o comportamento adequado, dentro da institui&ccedil;&atilde;o, determina "benef&iacute;cios" ou puni&ccedil;&otilde;es, sendo diariamente registrado em um "relat&oacute;rio", que parece ser uma medida de controle e inibi&ccedil;&atilde;o adotada pela institui&ccedil;&atilde;o. A avalia&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio determinaria o tempo que o adolescente permanecer&aacute; detido. Portanto, o principal benef&iacute;cio &eacute; a expectativa da liberdade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os benef&iacute;cios tamb&eacute;m se materializam na forma de: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; possibilidade de participa&ccedil;&atilde;o em oficinas, curso, etc;     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; participa&ccedil;&atilde;o de monitorias, "said&atilde;o" (sa&iacute;da da institui&ccedil;&atilde;o em feriados, finais de semana). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os internos atribuem o papel de avaliadores de comportamento a "eles", que ora aparece no papel da ju&iacute;za, ora de coordenadores, que ficam "l&aacute; em cima", evidenciando um distanciamento entre esses atores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "eles escolhem n&eacute; quem participa, l&aacute; &eacute; tudo comportamento, quem &eacute; comportado tem os benef&iacute;cios".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "at&eacute; pra ir embora, n&eacute;, se tiver bagun&ccedil;ando, quem faz o tempo l&aacute; n&eacute; &eacute; eles, l&aacute; agente faz o tempo, se c&ecirc; tiver comportado c&ecirc; vai embora".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "tudo que n&oacute;s faz o povo fala que vai pro relat&oacute;rio".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "padaria &eacute; tipo um benef&iacute;cio, tipo o cara ficar sossegado, n&eacute;, arruma benef&iacute;cio pra ele...os benef&iacute;cios depende da pessoa, o cara tem que ficar sossegado...se tiver bagun&ccedil;ando n&atilde;o ganha nada, tem a monitoria, monitoria &eacute; tipo um exemplo".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "tem uns que tem rixa, tem uns que n&atilde;o tem, esses trem de fac&ccedil;&atilde;o dele, l&aacute; de vez em quando d&aacute; briga l&aacute;, briga um com o outro no refeit&oacute;rio, a&iacute; os guarda chega e algema e separa, deixa dentro da sela separado, isso vai pro relat&oacute;rio, &eacute; feito de 6 em 6 meses". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande transforma&ccedil;&atilde;o se d&aacute; muitas vezes de forma lenta, mas consciente. &Eacute; a persist&ecirc;ncia dos educadores que compensa e fortalece o processo de ressocializa&ccedil;&atilde;o. Durante a interna&ccedil;&atilde;o, a (re)educa&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental e dever&aacute; ser feita atrav&eacute;s da implanta&ccedil;&atilde;o de frentes de trabalho e atividades educacionais, cujo objetivo n&atilde;o se resume a retirar a pessoa presa da ociosidade, mas tamb&eacute;m a abrir perspectivas de sua inser&ccedil;&atilde;o futura na sociedade, por meio da profissionaliza&ccedil;&atilde;o e da perspectiva de emprego digno. O trabalho e a educa&ccedil;&atilde;o retiram os condenados do &oacute;cio, o qual &eacute; prejudicial a todo o sistema prisional e &agrave; sociedade, contribuindo assim para a melhora da sua auto-estima e do seu bem estar f&iacute;sico e mental.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Sa&uacute;de geral</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de foi definida como: emprego, acesso a programas educativos (Se liga, Preven&ccedil;&atilde;o da aids, Liberdade assistida), acesso a cuidados m&eacute;dicos e de enfermagem e participa&ccedil;&atilde;o nos cursos oferecidos na institui&ccedil;&atilde;o e obten&ccedil;&atilde;o de um certificado (curso de padaria, 10 emprego, teatro, etc). Para alguns deles, sa&uacute;de &eacute; liberdade, abandono das drogas e do crime. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aspectos pessoais de autocuidado, como uma boa alimenta&ccedil;&atilde;o, a pr&aacute;tica de esportes e a higiene do corpo foram tamb&eacute;m citados como determinantes da sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A defini&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de possui implica&ccedil;&otilde;es legais, sociais e econ&ocirc;micas dos estados de sa&uacute;de e doen&ccedil;a; sem d&uacute;vida, a defini&ccedil;&atilde;o mais difundida &eacute; a encontrada no pre&acirc;mbulo da Constitui&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "sa&uacute;de &eacute; um estado de completo bem-estar f&iacute;sico, mental e social, e n&atilde;o apenas a aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;as."</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Ter uma boa alimenta&ccedil;&atilde;o e praticar esporte" </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"eu acho o emprego" </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Eu, tipo, cuido, n&eacute;, uai, meus trem, eu lavo, n&atilde;o ando descal&ccedil;o, tipo as frutas tem que lavar, n&eacute;." </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"&Eacute; parar de usar droga....cuidar, n&eacute;".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Eu acho que eles me soltando eu ficava bom...ah, isso a&iacute; &eacute; emba&ccedil;ado de falar mo&ccedil;o, t&aacute; osso".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "&eacute; parar de usar droga, largar o crime pr&aacute; viver bem, tem que largar o crime, sen&atilde;o, n&atilde;o d&aacute;". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Sa&uacute;de bucal - autocuidado</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sa&uacute;de bucal foi relacionada por todos os adolescentes &agrave; limpeza dos dentes, por meio da escova&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, uso de pastas de dentes e fio dental, citando frequ&ecirc;ncia e os momentos que fazem a higiene bucal. Eles afirmaram ter acesso somente &agrave; escova e pasta, e n&atilde;o ao fio dental. Nas falas, foi verificada uma preocupa&ccedil;&atilde;o em cumprir adequadamente a higieniza&ccedil;&atilde;o, pois ela &eacute; avaliada e registrada no "relat&oacute;rio". Nos depoimentos surgiu a rela&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de bucal e acesso a um dentista. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"escovar os dentes sempre, n&eacute;...ap&oacute;s a refei&ccedil;&atilde;o para que evite varias bact&eacute;rias, de vez em quando usa fio dental, num tem no alojamento..." </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"eu escovo os dentes 5 vezes por dia, uso o fio dental umas 4 vezes por dia".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "se num tiver uma boa higiene &eacute; avaliado, tudo l&aacute; &eacute; avaliado, educa&ccedil;&atilde;o, tudo vai pro relat&oacute;rio".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Ah, l&aacute; eles leva agente no dentista...os dentista fala com n&oacute;s como escova direito, vai falando o que tem que melhorar, eu escovo meus dentes".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "escovo os dentes, uai...uma vez por m&ecirc;s tem o dentista l&aacute; pra fazer limpeza nos dentes, creme dental e escova entrega l&aacute; no CSENSA, fio dental tem que trazer de fora". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A percep&ccedil;&atilde;o da condi&ccedil;&atilde;o bucal &eacute; um importante indicador de sa&uacute;de. Os valores, as cren&ccedil;as e as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de bucal s&atilde;o elementos culturais determinantes do comportamento das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal. No Brasil, o estado de sa&uacute;de bucal tem sido descrito como prec&aacute;rio. Este quadro de precariedade tem repercuss&otilde;es importantes, incluindo efeitos sobre a percep&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Al&eacute;m disso, estudos recentes indicam que a inter-rela&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de bucal e sa&uacute;de geral &eacute; pronunciada na popula&ccedil;&atilde;o. Assim, uma sa&uacute;de bucal prec&aacute;ria pode aumentar os riscos para sa&uacute;de geral e/ou resultar em decr&eacute;scimos na percep&ccedil;&atilde;o e na satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de, bem como na capacidade de comer e mastigar e na percep&ccedil;&atilde;o destas.<sup>6</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Considera&ccedil;&otilde;es finais</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho evidenciou a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia, vida institucional, e do conceito amplo de sa&uacute;de, na ressocializa&ccedil;&atilde;o dos adolescentes infratores, para que eles possam voltar a viver em sociedade com respeito. Tamb&eacute;m, que tais m&eacute;todos possam contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o da reincid&ecirc;ncia criminal, causada principalmente pela exclus&atilde;o social e pelo preconceito, pelo despreparo educacional e profissional, e pela falta de oportunidade de trabalho. A utiliza&ccedil;&atilde;o da metodologia qualitativa foi efetiva em identificar fatores sociais que permitem melhor compreens&atilde;o da mentalidade dos adolescentes infratores.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brasil. Lei Art.4&ordm; da Lei n&ordm; 8.069 de 13 de julho de 1990. Estatuto da crian&ccedil;a e do adolescente. Bras&iacute;lia. 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Carvalho A. A prioriza&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia na agenda pol&iacute;tica social. Fam&iacute;lia Brasileira a base de tudo. UNICEF. 2001; 4(2):62-79. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Couto CMM, Rio LMSP, Martins RC, Martins CC, Paiva SM. A percep&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es pertencentes a diferentes n&iacute;veis socioecon&ocirc;micos sobre a sa&uacute;de bucal dos seus filhos beb&ecirc;s. Arq. Odontol. 2001;37(2):121-32. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Elias MS, Cano MAT, Mestriner Jr W, Ferriani MGC. A import&acirc;ncia da sa&uacute;de bucal para adolescentes de diferentes estratos sociais do munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2001;9(1):88-95. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Feij&oacute; MC, Assis SG. O contexto de exclus&atilde;o social e de vulnerabilidades de jovens infratores e de suas fam&iacute;lias. Estud psicol. 2004;9(1):157-66. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Gazzinelli MF. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: conhecimentos, representa&ccedil;&otilde;es sociais e experi&ecirc;ncias da doen&ccedil;a. Cad Saude Publica. 2005;27(1):200-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Guimar&atilde;es MCTV. Las Representaciones Sociales: Herramientas para el Diagn&oacute;stico de Necesidades de Salud. Avances en Enfermer&iacute;a. 1997;15(1-2): 115-23. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Martin VB, &Acirc;ngelo M. A organiza&ccedil;&atilde;o familiar para o cuidado dos filhos: percep&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es em uma comunidade de baixa renda. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 1999;7(4):89-95. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Minayo MCS. O desafio do conhecimento. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Pacheco JTB, Hutz CS. Vari&aacute;veis familiares preditoras do comportamento anti-social em adolescentes autores de atos infracionais. Psic.: Teor. e Pesq. 2009;25(2):213-19. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Priuli RMA, Moraes MS. Adolescentes em conflito com a lei. Cien Saude Colet. 2007;12(5):1185-92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Suase - Subsecretaria de atendimento &agrave;s medidas socioeducativas &#91;cited 2011 Jul 11&#93;. Available from: https://www.seds.mg.gov.br. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Turato ER. M&eacute;todos qualitativos e quantitativos na &aacute;rea da sa&uacute;de: defini&ccedil;&otilde;es, diferen&ccedil;as e seus objetos de pesquisa. Rev Saude Publica. 2005;39(3):507-14. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Vermeiren R. Psychopathology and delinquency in adolescents: a descriptive and developmental perspective Clin Psychol Rev. 2003;23(2):277-318.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em 07/07/2011</b><br/> <b>Aceito em 25/07/2011</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
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