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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estágios curriculares no SUS: experiências da Faculdade de Odontologia da UFRGS]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[One of the main objectives of the proposed paradigmatic shift in dental education in the country has been to shape the professional profile of the dentist in order to make it more suited to the needs dictated by the Brazilian Public Health System (SUS). However, this dental education model is still being shaped and there is no consensus in respect to how these professionals should be trained. The aim of this article was to describe and evaluate the pedagogical, technical and policy processes created over the course of implementing the new curricular dental internships at the School of Dentistry of the Federal University of Rio Grande do Sul. The paper also discusses the aspects involved in redirecting dental professional training towards SUS operations. Written and oral works of the teaching staff, documents and institutional reports, as well as school research were al l analyzed. Profes s ional education / health service integration is the fundamental axis of the changes in the processes taking place both in higher education and public health service actions. However, in order for such processes to take place in effect, it is necessary to analyze and disseminate how these experiences have developed, examining the struggles and the achievements encountered along the way.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Est&aacute;gios curriculares no SUS: experi&ecirc;ncias da Faculdade de Odontologia da UFRGS</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Curriculum internships in SUS: experiences of the School of Dentistry of UFRGS</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cristine Maria Warmling<sup>I</sup>; Elo&aacute; Rossoni<sup>I</sup>; Fernando Neves Hugo<sup>II</sup>; Ramona Fernanda Ceriotti Toassi<sup>III</sup>; V&acirc;nia Aita de Lemos<sup>IV</sup>; Sonia Maria Blauth de Slavutzki<sup>V</sup>; Solange Bercht<sup>V</sup>; &Acirc;ngela Antunes Nunes<sup>VI</sup>; Arisson Rocha da Rosa<sup>VII</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I </sup>Doutora em Educa&ccedil;&atilde;o, Docente FO/UFRGS    <br> <sup>II</sup> Doutor em Sa&uacute;de Coletiva, Docente FO/UFRGS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Doutora em Educa&ccedil;&atilde;o, Docente FO/UFRGS    <br> <sup>IV </sup>Doutora em Sa&uacute;de Coletiva, Docente FO/UFRGS    <br> <sup>V </sup>Mestre em Odontologia, Docente Licenciada FO/UFRGS    <br> <sup>VI </sup>Doutora em Odontologia, Docente FO/UFRGS    <br> <sup>VII </sup>Especialista em Odontologia em Sa&uacute;de Coletiva, Docente FO/UFRGS </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos objetivos principais das propostas de mudan&ccedil;a de paradigma no ensino odontol&oacute;gico do pa&iacute;s tem sido o de conformar o perfil profissional do cirurgi&atilde;o- dentista de modo a torn&aacute;-lo mais ajustado &agrave;s exig&ecirc;ncias ditadas pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Mas esse &eacute; um modelo de forma&ccedil;&atilde;o incipiente e que ainda carece de consensos em torno do modo como formar esses profissionais. O objetivo deste artigo &eacute; descrever e avaliar processos pedag&oacute;gicos, t&eacute;cnicos e pol&iacute;ticos produzidos no percurso de implanta&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios curriculares de odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apontando aspectos envolvidos nas experi&ecirc;ncias de reorienta&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista para sua atua&ccedil;&atilde;o no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Foram analisadas produ&ccedil;&otilde;es escritas e depoimentos de docentes, documentos e relat&oacute;rios institucionais e pesquisas escolares. As redes de aten&ccedil;&atilde;o e ensino em sa&uacute;de bucal encontram-se em processo de estrutura&ccedil;&atilde;o, desafios precisam ser superados: expans&atilde;o limitada da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de e, consequentemente, dos campos de est&aacute;gios; necessidade de avan&ccedil;os nas discuss&otilde;es sobre o papel, atribui&ccedil;&otilde;es e institucionaliza&ccedil;&otilde;es do preceptor/trabalhador e do tutor/docente; as incompreens&otilde;es, ainda persistentes, a respeito dos est&aacute;gios, tanto na institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior como na gest&atilde;o e nos servi&ccedil;os do SUS; quest&otilde;es de financiamento; discurso hegem&ocirc;nico da cl&iacute;nica liberal-privatista e seus reflexos no embate constante entre tutores/preceptores e discentes; limites impostos pelo desenho fragmentado da rede de aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRITORES: </B>Ensino. Educa&ccedil;&atilde;o. Est&aacute;gio. Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Sa&uacute;de bucal. Extens&atilde;o comunit&aacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">One of the main objectives of the proposed paradigmatic shift in dental education in the country has been to shape the professional profile of the dentist in order to make it more suited to the needs dictated by the Brazilian Public Health System (SUS). However, this dental education model is still being shaped and there is no consensus in respect to how these professionals should be trained. The aim of this article was to describe and evaluate the pedagogical, technical and policy processes created over the course of implementing the new curricular dental internships at the School of Dentistry of the Federal University of Rio Grande do Sul. The paper also discusses the aspects involved in redirecting dental professional training towards SUS operations. Written and oral works of the teaching staff, documents and institutional reports, as well as school research were al l analyzed. Profes s ional education / health service integration is the fundamental axis of the changes in the processes taking place both in higher education and public health service actions. However, in order for such processes to take place in effect, it is necessary to analyze and disseminate how these experiences have developed, examining the struggles and the achievements encountered along the way.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>DESCRIPTORS: </B>Education. Training. Primary health. Oral health. Community outreach.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A III Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Bucal (III CNSB), em 2004, apresentou o seguinte diagn&oacute;stico sobre a forma&ccedil;&atilde;o de trabalhadores para a &aacute;rea da odontologia: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; h&aacute; dissocia&ccedil;&atilde;o entre ensino e realidade brasileira, e tamb&eacute;m,     <br>&bull; falta de debate social sobre caracter&iacute;sticas pol&iacute;ticas e t&eacute;cnicas dos profissionais formados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A supera&ccedil;&atilde;o desses problemas, na opini&atilde;o dos conferencistas, passa por redefinir o modelo de forma&ccedil;&atilde;o, integrar doc&ecirc;ncia servi&ccedil;o e pesquisa, estimular parcerias entre Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (IES) e Secretarias Estaduais (SES) e Municipais de Sa&uacute;de (SMS), estabelecer novos mecanismos de avalia&ccedil;&atilde;o dos cursos e realizar capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de.<sup>6</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos objetivos principais das propostas de mudan&ccedil;a de paradigma no ensino odontol&oacute;gico do pa&iacute;s tem sido o de conformar o perfil profissional do cirurgi&atilde;o-dentista de modo a torn&aacute;-lo mais ajustado &agrave;s exig&ecirc;ncias ditadas pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS).<sup>4</sup> As novas experi&ecirc;ncias curriculares dos cursos de odontologia devem proporcionar aos acad&ecirc;micos atuar nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de do SUS. Para isso, nos munic&iacute;pios e tamb&eacute;m nos estados as redes de institui&ccedil;&otilde;es de ensino e de servi&ccedil;o se integram atrav&eacute;s da operacionaliza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de integra&ccedil;&atilde;o ensinoservi&ccedil;o- comunidade.<sup>29</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A experi&ecirc;ncia vivenciada pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FO/UFRGS) &eacute; um exemplo a ser estudado quando se quer compreender de que modo essas transforma&ccedil;&otilde;es tem ocorrido. Essa institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica tem pautado seu projeto pol&iacute;tico pedag&oacute;gico baseando- se no panorama pol&iacute;tico nacional. Procurou reorganizar seu curr&iacute;culo para, dentre outros objetivos, integrar atividades acad&ecirc;micas com o mundo do trabalho no SUS. Os est&aacute;gios curriculares supervisionados recebem papel de destaque neste sentido. Nas novas proposi&ccedil;&otilde;es curriculares houve aumento substancial de carga hor&aacute;ria para a realiza&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios nos SUS. Desde o ano de 2006, os est&aacute;gios t&ecirc;m sido implantados de forma progressiva, buscando propiciar aos estudantes do curso a inser&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de (APS) atrav&eacute;s da atua&ccedil;&atilde;o em Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) e de Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (USF/ESF), assim como, em servi&ccedil;os de Gest&atilde;o e Aten&ccedil;&atilde;o Especializada na Sa&uacute;de Bucal.<sup>1,15</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A implanta&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as curriculares da FO/ UFRGS, que ocorre desde 2005, e especialmente dos est&aacute;gios curriculares, tem sido objeto de debate e avalia&ccedil;&atilde;o em diferentes momentos institucionais, incluindo pesquisas. Resultam desse processo documentos e relat&oacute;rios. Recentemente, por exemplo, se realizou uma oficina de avalia&ccedil;&atilde;o curricular com a participa&ccedil;&atilde;o de gestores, usu&aacute;rios, controle social, preceptores, tutores, docentes e discentes. Durante a oficina os in&uacute;meros desafios cotidianos que acompanham as mudan&ccedil;as curriculares e a realiza&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios curriculares foram discutidos, analisados e relatados.<sup>26</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, o objetivo deste artigo &eacute; descrever e avaliar processos pedag&oacute;gicos, t&eacute;cnicos e pol&iacute;ticos produzidos no percurso de implanta&ccedil;&atilde;o dos est&aacute;gios curriculares de odontologia da FO/UFRGS, apontando aspectos envolvidos nas experi&ecirc;ncias de reorienta&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista para sua atua&ccedil;&atilde;o no SUS. Para isso foram analisadas produ&ccedil;&otilde;es escritas e depoimentos de docentes, documentos, relat&oacute;rios institucionais e resultados de pesquisas acad&ecirc;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Est&aacute;gios Curriculares no SUS: Intermedia&ccedil;&atilde;o entre Mundo do Trabalho e Mundo Acad&ecirc;mico</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os novos percursos curriculares da gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia devem dar conta de formar perfis profissionais predominantemente generalistas, mas esse &eacute; um modelo de forma&ccedil;&atilde;o incipiente e que ainda carece de consensos em torno do modo como formar esses profissionais. Em sua trajet&oacute;ria hist&oacute;rica desde a sua emerg&ecirc;ncia enquanto ensino aut&ocirc;nomo da medicina, in&uacute;meras reformula&ccedil;&otilde;es curriculares tem sido realizadas com divergentes objetivos de acordo com os contextos sociais.<sup>18,28</sup> Para se construir, portanto, referenciais te&oacute;ricos que possibilitem an&aacute;lises das mudan&ccedil;as na forma&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista na atualidade, &eacute; preciso, antes de tudo, perguntar-se, lembra Bercht (2008): Qual a natureza da sociedade atual? E, como &eacute; que o trabalho do cirurgi&atilde;o-dentista deve se estabelecer em rela&ccedil;&atilde;o a ela? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; uma n&iacute;tida crise no mundo do trabalho, a palavra crise entendida aqui, como uma s&eacute;ria mudan&ccedil;a que se manifesta em in&uacute;meros aspectos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; o desemprego estrutural,     <br>&bull; o trabalho morto (feito por m&aacute;quinas),     <br>&bull; a contrata&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria e     <br>&bull; a precariza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enfim, a perda de garantias, ou seja, do pr&oacute;prio "direito" ao trabalho como uma forma de inser&ccedil;&atilde;o social. A crise do trabalho, da morfologia do trabalho, &eacute; tamb&eacute;m a crise da sociedade e do capitalismo contempor&acirc;neos, mostrando suas interfaces de insufici&ecirc;ncias e inadequa&ccedil;&otilde;es.<sup>1</sup> As mudan&ccedil;as mundiais do trabalho ocorridas no &uacute;ltimo s&eacute;culo &ndash; sociais, pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas, culturais e tecnol&oacute;gicas &ndash; afetam o cotidiano da pr&aacute;tica odontol&oacute;gica e produzem desafios para a educa&ccedil;&atilde;o nesse campo. Diante da inadequa&ccedil;&atilde;o dos saberes fragmentados, frente a realidades de trabalho cada vez mais complexas e globais, emerge a necessidade de maior articula&ccedil;&atilde;o entre conhecimentos e pr&aacute;ticas. A hiperespecializa&ccedil;&atilde;o impede de ver o global, pois o fragmenta em parcelas. Segundo Montaigne, mais vale uma cabe&ccedil;a bem-feita que bem cheia. Cabe&ccedil;a bem-feita exige aptid&atilde;o para colocar e tratar problemas, capacidade de ligar os saberes e lhes dar sentido. Reformar o ensino &eacute; reformar pensamentos.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o que se imp&otilde;e para a odontologia &eacute;, ent&atilde;o, como produzir cabe&ccedil;as bem feitas? Quais as compet&ecirc;ncias e habilidades necess&aacute;rias ao novo perfil profissional do cirurgi&atilde;o-dentista generalista, e principalmente, como desenvolv&ecirc;-las nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia? O est&aacute;gio pode constituir-se em um l&oacute;cus privilegiado de aprendizado e de transforma&ccedil;&atilde;o na interface trabalho e mundo do saber? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O texto constitucional da Resolu&ccedil;&atilde;o CNE/CES N. 3, de 19 de fevereiro de 2002, cont&eacute;m a pol&iacute;tica curricular atual para os cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia. Estabelece que a forma&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista deve contemplar o sistema de sa&uacute;de vigente no pa&iacute;s, a aten&ccedil;&atilde;o integral da sa&uacute;de num sistema regionalizado e hierarquizado de refer&ecirc;ncia e contra-refer&ecirc;ncia e o trabalho em equipe.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conectado com as pol&iacute;ticas no campo da educa&ccedil;&atilde;o e da sa&uacute;de o projeto pol&iacute;tico-pedag&oacute;gico da FO/ UFRGS identificou a necessidade de constitui&ccedil;&atilde;o de novos paradigmas de ensino-aprendizagem para compor os diferentes momentos do percurso de forma&ccedil;&atilde;o dos alunos. Orientou a forma&ccedil;&atilde;o de um perfil profissiogr&aacute;fico mais ajustado ao que prop&otilde;em as novas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No percurso da operacionaliza&ccedil;&atilde;o da aproxima&ccedil;&atilde;o entre o ensino de gradua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de e o SUS destacam-se dois programas nacionais: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; Programa Nacional de Reorienta&ccedil;&atilde;o da Forma&ccedil;&atilde;o Profissional em Sa&uacute;de (Pr&oacute;-Sa&uacute;de) e     <br>&bull; Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (Pet-Sa&uacute;de).<sup>8,9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses programas t&ecirc;m por finalidade estimular os processos de reformula&ccedil;&atilde;o dos cursos da &aacute;rea da sa&uacute;de enfatizando a inser&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o desses cursos nos servi&ccedil;os do SUS. Expressam uma operacionaliza&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios contidos nas pol&iacute;ticas mais gerais do ensino e da sa&uacute;de. A FO/UFRGS obteve financiamento para o desenvolvimento desses dois projetos que estimulam a integra&ccedil;&atilde;o ensinoservi&ccedil;o- comunidade no curso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No resumo do projeto do Pr&oacute;-sa&uacute;de da FO/UFRGS est&aacute; a inten&ccedil;&atilde;o de direcionar a reformula&ccedil;&atilde;o curricular para a aproxima&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o que se desenvolve na faculdade de odontologia com o SUS. O Pr&oacute;-Sa&uacute;de da FO/UFRGS foi estruturado a partir de um diagn&oacute;stico da inser&ccedil;&atilde;o da Faculdade no SUS, tanto na perspectiva hist&oacute;rica, como a partir do novo projeto pol&iacute;tico pedag&oacute;gico. Uma nova matriz curricular foi estabelecida atendendo as Diretrizes Curriculares para os cursos de Odontologia. Tanto os objetivos do curso como a sua estrutura did&aacute;tico-pedag&oacute;gica voltaram-se para aproximar a forma&ccedil;&atilde;o profissional dos servi&ccedil;os.<sup>23</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As duas Cartas Acordo estabelecidas entre a Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) e a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de/Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OPAS/ OMS) estabelecem os termos de aproxima&ccedil;&atilde;o entre a Faculdade de Odontologia e o SUS, definindo tr&ecirc;s eixos de orienta&ccedil;&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; <u>Te&oacute;rico </u>: promover um N&uacute;cleo de Educa&ccedil;&atilde;o Permanente, consolidar um conceito de processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a, resgatar o Centro de Pesquisa em Odontologia Social, criar banco de dados de base populacional, realizar avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica, ampliar e diversificar a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o ao SUS, constituir-se em ferramenta de dissemina&ccedil;&atilde;o de conhecimento.     <br>   &bull; <u>Pr&aacute;tico </u> :proporcionar condi&ccedil;&otilde;es de contextualiza&ccedil;&atilde;o do SUS e capacidade cr&iacute;tica para mudan&ccedil;as, integrar-se aos servi&ccedil;os do SUS em todos os n&iacute;veis de complexidade, oportunizar aprendizado no m&eacute;todo cl&iacute;nico e de gest&atilde;o.    <br> &bull; <u>Pedag&oacute;gico</u>: organizar espa&ccedil;o multiprofissional sobre aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, ter a Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia como referencial pr&aacute;tico, capacitar corpo docente, organizar espa&ccedil;os de encontro e de forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tico-pol&iacute;tico-pedag&oacute;gica aos docentes e profissionais de sa&uacute;de envolvidos no curso.<sup>21,22</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com a nova matriz curricular o envolvimento com a rede de servi&ccedil;os deve ocorrer j&aacute; no primeiro semestre do curso, este comprometimento &eacute; gradativo, sendo que o maior n&uacute;mero de cr&eacute;ditos planejados se d&aacute; nos dois &uacute;ltimos semestres quando os est&aacute;gios forem desenvolvidos como principal atividade formativa discente.<sup>23</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O prop&oacute;sito dos est&aacute;gios curriculares da FO/UFRGS &eacute; constituir experi&ecirc;ncias de educa&ccedil;&atilde;o no trabalho atrav&eacute;s das quais os estudantes compreendam as conforma&ccedil;&otilde;es das redes de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de que comp&otilde;em o SUS.<sup>19</sup> Para cumprir este objetivo os est&aacute;gios s&atilde;o realizados no &uacute;ltimo ano do curso de odontologia (nono e d&eacute;cimo semestre) possuindo 465 horas de dura&ccedil;&atilde;o cada um deles. Em cinco turnos da semana os estudantes dispersam-se nas unidades de sa&uacute;de e em servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o especializada do SUS municipal, sempre acompanhados por um preceptor cirurgi&atilde;o-dentista trabalhador. Em um turno semanal concentram-se na FO/UFRGS quando sob a orienta&ccedil;&atilde;o de docentes/tutores realizam atividades curriculares programadas tais como: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; debates tem&aacute;ticos com palestrantes convidados e docentes;     <br>&bull; apresenta&ccedil;&atilde;o de semin&aacute;rios;     <br>&bull; discuss&atilde;o de projetos terap&ecirc;uticos singulares;     <br>&bull; relatos e discuss&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es vivenciadas;     <br>&bull; oficinas integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o;     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o de relat&oacute;rios do est&aacute;gio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; ainda o turno dedicado a tutoria quando grupos menores focam-se em refletir e discutir com os seus respectivos tutores situa&ccedil;&otilde;es da realidade em que est&atilde;o inseridos.<sup>24,27</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando a academia se aproxima do mundo do trabalho para ensinar sa&uacute;de p&uacute;blica, deve faz&ecirc;-lo de forma construtiva, para auxiliar na busca de solu&ccedil;&otilde;es cientificamente vi&aacute;veis e eticamente comprometidas com o humano. O ensinar no SUS n&atilde;o pode ser reduzido ou entendido como uma tentativa de sanar as precariedades do sistema, quanto a recursos humanos, por exemplo, ou, por que "l&aacute; n&atilde;o tem ningu&eacute;m para atender as pessoas". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Educa&ccedil;&atilde;o Permanente e a Forma&ccedil;&atilde;o do Cirurgi&atilde;o-Dentista</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse contexto de transforma&ccedil;&atilde;o e aproxima&ccedil;&atilde;o do ensino ao SUS trouxe consigo, portanto, a necessidade de construir processos de discuss&atilde;o que visem ampliar a compreens&atilde;o dos servi&ccedil;os sobre o ensino e vice versa. A educa&ccedil;&atilde;o permanente &eacute; um processo constru&iacute;do pelo setor sa&uacute;de para efetuar essas rela&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas entre o ensino e as a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os e entre doc&ecirc;ncia e a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, com o intuito de superar programas de capacita&ccedil;&otilde;es e atualiza&ccedil;&otilde;es para os trabalhadores da sa&uacute;de. O desafio da educa&ccedil;&atilde;o permanente est&aacute; em reduzir a dist&acirc;ncia entre escolas, servi&ccedil;os e comunidades.<sup>1,12,13</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percebendo a responsabilidade da institui&ccedil;&atilde;o de ensino na educa&ccedil;&atilde;o permanente dos trabalhadores/ preceptores que atuam nos est&aacute;gios, a FO/UFRGS tem desenvolvido projetos com este objetivo. Um exemplo foi uma a&ccedil;&atilde;o de extens&atilde;o universit&aacute;ria realizada em 2010 com o objetivo de oportunizar ainda mais a integra&ccedil;&atilde;o entre a FO/UFRGS e o SUS municipal. Os trabalhos se desenvolveram atrav&eacute;s de oficinas e debates em que participaram trabalhadores de n&iacute;vel superior, m&eacute;dio e fundamental da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, usu&aacute;rios, l&iacute;deres comunit&aacute;rios, estudantes da gradua&ccedil;&atilde;o e da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e docentes. Os objetivos e a din&acirc;mica de funcionamento do est&aacute;gio estiveram articulados com a a&ccedil;&atilde;o de extens&atilde;o em educa&ccedil;&atilde;o permanente realizada.<sup>29</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os cen&aacute;rios de aprendizado no SUS problematizados nas oficinas e debates da FO/UFRGS foram as redes de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do munic&iacute;pio de Porto Alegre. Organizou-se um cronograma para os encontros e a escolha das tem&aacute;ticas abordadas foi realizada pelo grupo de docentes condutores da a&ccedil;&atilde;o priorizando-se pautas da PNSB: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; SUS,     <br>&bull; pol&iacute;ticas de sa&uacute;de bucal,     <br>&bull; resili&ecirc;ncia e trabalho com fam&iacute;lias,     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; vigil&acirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o na sa&uacute;de bucal,     <br>&bull; participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e controle social. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estes temas serviram como mote para a problematiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de. Conduzindo os debates estavam gestores da sa&uacute;de bucal das tr&ecirc;s esferas governamentais, docentes e trabalhadores com experi&ecirc;ncia nas tem&aacute;ticas discutidas e representantes do conselho municipal de sa&uacute;de.<sup>29</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o intuito de avaliar essa a&ccedil;&atilde;o foi enviado via correio eletr&ocirc;nico aos preceptores a seguinte pergunta: "Como as oficinas realizadas contribu&iacute;ram com os servi&ccedil;os e preceptoria?" A an&aacute;lise tem&aacute;tica das respostas dos preceptores apontou que as atividades da educa&ccedil;&atilde;o permanente serviram para: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; trocar informa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias,     <br>&bull; fortificar conhecimentos,     <br>&bull; refletir sobre a realidade,     <br>&bull; promover ideias para projetos,     <br>&bull; partilhar experi&ecirc;ncias,     <br>&bull; saber como os outros servi&ccedil;os executam as normas editadas pela SMS,     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; integrar a academia e o servi&ccedil;o,     <br>&bull; aproximar e valorizar os profissionais da rede,     <br>&bull; ampliar nossos conhecimentos,     <br>&bull; conectar mais efetivamente a teoria e a realidade dos servi&ccedil;os e espa&ccedil;o de reflex&atilde;o.<sup>25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A a&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o permanente foi realizada por meio de problematiza&ccedil;&otilde;es do cotidiano dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e permitiu a constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o reflexiva das pr&aacute;ticas em sa&uacute;de. Os resultados das discuss&otilde;es propiciaram uma vis&atilde;o de como est&aacute; ocorrendo a forma&ccedil;&atilde;o no servi&ccedil;o, suas potencialidades e desafios de transforma&ccedil;&atilde;o da realidade e ofereceram subs&iacute;dios para se refletir sobre estrat&eacute;gias t&eacute;cnicas, pedag&oacute;gicas e pol&iacute;ticas mais ajustadas.<sup>25</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Maquinarias de Produ&ccedil;&atilde;o de Autoria: Di&aacute;rios de Campo</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os desafios que se imp&otilde;em ao ensino no trabalho poderiam ser apresentados como apenas te&oacute;ricometodol&oacute;gicos, por&eacute;m, tornam-se &eacute;ticos na medida em que os espa&ccedil;os de trabalho/ensino envolvem elementos que servem de instrumento para as escolhas morais e &eacute;ticas dos sujeitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nesta perspectiva, o uso dos di&aacute;rios de campo permite um acompanhamento processual do envolvimento do aluno com seu campo de est&aacute;gio. &Eacute; espa&ccedil;o de registro de realidade, de descri&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&otilde;es interpessoais no mundo do trabalho, de interpreta&ccedil;&atilde;o de acontecimentos e enfrentamentos a partir da an&aacute;lise do referencial te&oacute;rico dado em aula e, finalmente, de reflex&atilde;o e express&atilde;o subjetivas. Sistematicamente se cria outras ideias, compartilhadas e discutidas com o grupo de colegas, tutores e preceptores. Essa busca expande o espa&ccedil;o do trabalho tornando o di&aacute;rio de campo obra particular do aluno. Esse jogo de constitui&ccedil;&atilde;o de autoria permite tamb&eacute;m enfrentar possibilidades e dificuldades do percurso &eacute;tico, te&oacute;rico e metodol&oacute;gico travado pelo aluno. &Eacute; a tentativa de uma subjetiva&ccedil;&atilde;o diferente, muito necess&aacute;ria no ensino no trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os di&aacute;rios de campo, territ&oacute;rios de viv&ecirc;ncias tanto do discente quanto do docente, proporcionam a confec&ccedil;&atilde;o de cartografias que criam possibilidades de novos olhares e an&aacute;lises. Em conjunto com outras atividades desenvolvidas nos est&aacute;gios visam uma apropria&ccedil;&atilde;o do eu em rela&ccedil;&atilde;o com os outros e com o mundo propiciando oportunidades de constru&ccedil;&atilde;o de racionalidades &eacute;ticas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A autonomia &eacute; entendida como certa medida de possibilidades de a&ccedil;&atilde;o que permitam escolhas e responsabilidades, como algo que se assume gradativamente em virtude da apropria&ccedil;&atilde;o de sua parte nos acontecimentos e ligado intrinsecamente &agrave; no&ccedil;&atilde;o que se adquire de si e de suas possibilidades de escolha. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trabalhar com a confec&ccedil;&atilde;o de di&aacute;rios de campo n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, pois quanto mais esta t&eacute;cnica pedag&oacute;gica &eacute; bem sucedida mais autoria possui o aluno exigindo um processo intenso de discuss&atilde;o com o professor e com o grupo. A quantidade de material elencado e a qualidade de sua an&aacute;lise aumenta gradativamente, gerando uma riqueza de conte&uacute;dos que pode dificultar a aprecia&ccedil;&atilde;o, exigindo tempo e concentra&ccedil;&atilde;o na an&aacute;lise das obras, cabendo reconhecer que o sucesso est&aacute; ligado ao fato do crescimento do aluno escapar &agrave;s possibilidades de sua avalia&ccedil;&atilde;o. O que extravasa ao controle e a condu&ccedil;&atilde;o, enfim, a possibilidade de ir al&eacute;m do exigido e de surpreender &eacute; que possibilitam aos alunos a autonomia necess&aacute;ria &agrave; gest&atilde;o do seu processo de aprendizado e a negocia&ccedil;&atilde;o com o processo de aprendizado dos seus colegas. A reflex&atilde;o &eacute;tica com esta proposta te&oacute;rico-metodol&oacute;gica comp&otilde;e um cen&aacute;rio onde s&atilde;o permitidos que os elementos identid&aacute;rios e de alteridade se encontrem e negociem entre si. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tens&atilde;o entre os mundos do ensino e do trabalho passa a constituir um foco de an&aacute;lise. Antes, o di&aacute;rio &iacute;ntimo n&atilde;o passava de algo relativo &agrave; personalidade, agora, as rela&ccedil;&otilde;es da posi&ccedil;&atilde;o do pesquisador-estagi&aacute;rio passam a ser constitu&iacute;das na intera&ccedil;&atilde;o vida-ci&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Projetos Terap&ecirc;uticos Singulares: Cultivo do Cuidado Cl&iacute;nico</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as curriculares que vem sendo realizadas nos cursos de forma&ccedil;&atilde;o dos cirurgi&otilde;es-dentistas brasileiros nos &uacute;ltimos anos procuram imprimir renova&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica odontol&oacute;gica. Essa produ&ccedil;&atilde;o de novas pr&aacute;ticas cuidadoras em sa&uacute;de bucal exige o agenciamento de novos saberes e m&eacute;todos.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Campos (2008) destaca a necessidade de se reformarem saberes e pr&aacute;ticas com o intuito de aproximar a cl&iacute;nica da sa&uacute;de coletiva. Esta amplia&ccedil;&atilde;o da cl&iacute;nica deve ser entendida enquanto transforma&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o individual e coletiva, de forma que se possibilite que outros aspectos do sujeito, e n&atilde;o apenas o biol&oacute;gico, possam ser compreendidos e trabalhados pelos profissionais. Os objetivos da cl&iacute;nica ampliada visam &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e o aumento do grau de autonomia do usu&aacute;rio, fam&iacute;lia e da comunidade.<sup>11</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os est&aacute;gios motivam integra&ccedil;&otilde;es entre os campos da cl&iacute;nica e da sa&uacute;de coletiva. Assim, na educa&ccedil;&atilde;o no trabalho, como na vida, integram-se conhecimentos t&eacute;cnicos ou cl&iacute;nicos e uma gama de temas e discuss&otilde;es que se referem ao campo da sa&uacute;de coletiva, tal como no conceito de cl&iacute;nica ampliada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Compreende-se cl&iacute;nica ampliada como uma cl&iacute;nica humanizada e compromissada, que n&atilde;o se limita ao que ocorre no consult&oacute;rio, pois considera aspectos sociais e culturais. Usa crit&eacute;rios mais subjetivos e &eacute;ticos, pratica a escuta e a integra&ccedil;&atilde;o, levando em conta ang&uacute;stias, afli&ccedil;&otilde;es, medos, preocupa&ccedil;&otilde;es e anseios dos pacientes. A contemporaneidade tem cobrado uma maior humaniza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas odontol&oacute;gicas e os est&aacute;gios trabalham nesta perspectiva ao desenvolverem o conceito de cl&iacute;nica ampliada com os alunos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Junto a este contexto emerge a necessidade do uso e cria&ccedil;&atilde;o de novos processos de ensino-aprendizagem que possam dar conta dos desafios das transforma&ccedil;&otilde;es curriculares hoje vivenciadas nos cursos de odontologia. A possibilidade de constru&ccedil;&atilde;o de projetos terap&ecirc;uticos singulares, por exemplo, assume um papel importante neste sentido. O objetivo &eacute; permitir a sistematiza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias entrela&ccedil;ando hist&oacute;rias de situa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e doen&ccedil;a bucal vivenciadas por comunidades, fam&iacute;lias e/ou indiv&iacute;duos e diferentes possibilidades de gest&atilde;o da cl&iacute;nica odontol&oacute;gica. As hist&oacute;rias se desenvolvem de maneira a permitir que os discentes possam exercitar o enfretamento de situa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e doen&ccedil;a bucal compreendendo a intera&ccedil;&atilde;o entre quest&otilde;es sociais, pol&iacute;ticas e culturais mais abrangentes com o planejamento e execu&ccedil;&atilde;o de projetos terap&ecirc;uticos singulares em sa&uacute;de bucal inseridos nas redes de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma cl&iacute;nica que se torna ampliada, portanto, tamb&eacute;m a partir da incorpora&ccedil;&atilde;o dos sujeitos do cuidado (e de suas singularidades) como atores/ agentes das propostas terap&ecirc;uticas constru&iacute;das. Os est&aacute;gios, mesmo quando se disp&otilde;e sobre aten&ccedil;&atilde;o especializada, produzem novos sentidos e outras formas de pensar o trabalho, avan&ccedil;ando em muitos aspectos nas proposi&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos intuitos &eacute; estimular movimentos de integra&ccedil;&atilde;o entre temas ministrados nas disciplinas dos semestres iniciais dos cursos de odontologia com os est&aacute;gios curriculares supervisionados realizados nos semestres finais. Compreende-se o projeto terap&ecirc;utico singular como um "conjunto de propostas e de condutas terap&ecirc;uticas articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da discuss&atilde;o coletiva". Didaticamente os seguintes momentos s&atilde;o vivenciados: </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; <u>Diagn&oacute;stico</u>: avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de vida e de sa&uacute;de e doen&ccedil;a dos indiv&iacute;duos possibilitando a identifica&ccedil;&atilde;o da sua situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade. Procurando sempre captar se contexto: o trabalho, a cultura, a fam&iacute;lia e a rede social.     <br>&bull; <u>Defini&ccedil;&atilde;o de propostas e metas</u>: constru&ccedil;&atilde;o de propostas de curto, m&eacute;dio e longo prazo, e negocia&ccedil;&atilde;o com o indiv&iacute;duo. De&#64257;ni&ccedil;&atilde;o de tarefas e responsabilidade.     <br>&bull; <u>Reavalia&ccedil;&atilde;o</u>: acompanhamento e discuss&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o e as devidas corre&ccedil;&otilde;es de rota.<sup>7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cria&ccedil;&atilde;o dos projetos terap&ecirc;uticos singulares em sa&uacute;de bucal obedece aos princ&iacute;pios e diretrizes do processo de trabalho em sa&uacute;de bucal contidos na pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de bucal, assim como, as caracter&iacute;sticas da organiza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal segundo os ciclos de vida.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Desafios dos Est&aacute;gios no SUS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se o est&aacute;gio pautar-se pelo senso comum de "na pr&aacute;tica a teoria &eacute; outra", de l&oacute;cus privilegiado de aprendizado ele se transforma em l&oacute;cus privilegiado da constru&ccedil;&atilde;o esquizofr&ecirc;nica do cuidador. O mundo da vida, das rela&ccedil;&otilde;es, das representa&ccedil;&otilde;es, dos afetos, das hierarquias, o sistema de signos, s&iacute;mbolos, a historicidade da institui&ccedil;&atilde;o, necessariamente, a definem enquanto local de est&aacute;gio. A circula&ccedil;&atilde;o da palavra, o grau de democracia, o tipo de gest&atilde;o, inclusive a gest&atilde;o do sofrimento no trabalho s&atilde;o quest&otilde;es que dever&atilde;o ser discutidas. As redes de subjetividades, a autodetermina&ccedil;&atilde;o, as podencialidades e os limites da institui&ccedil;&atilde;o, dos sujeitos e atores sociais. A presen&ccedil;a e o manejo dos conflitos laborais. Deve-se ter a no&ccedil;&atilde;o que a institui&ccedil;&atilde;o &eacute; o lugar de movimento e n&atilde;o de cristaliza&ccedil;&atilde;o. O campo de est&aacute;gio deve propiciar a viv&ecirc;ncia da alteridade enquanto quest&atilde;o s&oacute;cio-pol&iacute;tica, portanto, potencializadora do humano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que as redes de aten&ccedil;&atilde;o e ensino em sa&uacute;de bucal ainda encontram-se em processo de estrutura&ccedil;&atilde;o, as experi&ecirc;ncias de est&aacute;gios no SUS vivenciadas pela FO/UFRGS apresentam desafios a serem superados. Alguns deles podem ser assim delineados: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; a expans&atilde;o limitada da APS e, consequentemente, dos campos de est&aacute;gios;     <br>&bull; a necessidade de avan&ccedil;os nas discuss&otilde;es sobre o papel, atribui&ccedil;&otilde;es e institucionaliza&ccedil;&otilde;es do preceptor/ trabalhador e do tutor/docente;     <br>&bull; as incompreens&otilde;es, ainda persistentes, a respeito dos est&aacute;gios, tanto na IES como na gest&atilde;o e nos servi&ccedil;os do SUS;     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>&bull; as quest&otilde;es de financiamento;     <br>&bull; o discurso hegem&ocirc;nico da cl&iacute;nica liberal-privatista e seus reflexos num embate constante entre tutores/preceptores e discentes;     <br>&bull; os limites impostos pelo desenho fragmentado da rede de aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A integra&ccedil;&atilde;o do ensino no servi&ccedil;o &eacute; eixo fundamental dos processos de mudan&ccedil;as que vem ocorrendo tanto no ensino superior como nos modelos e pr&aacute;ticas p&uacute;blicos. Por&eacute;m para que isso seja poss&iacute;vel torna-se necess&aacute;rio a an&aacute;lise e divulga&ccedil;&atilde;o de como essas experi&ecirc;ncias v&ecirc;m sendo desenvolvidas, seus embates e suas conquistas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Refer&ecirc;ncias  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Antunes, R (org.). Riqueza e mis&eacute;ria do trabalho no Brasil. S&atilde;o Paulo: Editora Boitempo. Cole&ccedil;&atilde;o Mundo do Trabalho. 2006. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Bercht, S. Contribui&ccedil;&otilde;es para o est&aacute;gio extra-muros da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Texto mimeografado. Departamento de Odontologia Preventiva e Social. Faculdade de Odontologia Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Lei n&ordm; 8.080, de 19 de setembro de 1990. Disp&otilde;e sobre as condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a organiza&ccedil;&atilde;o e o funcionamento dos servi&ccedil;os correspondentes e d&aacute; outras providencias. Di&aacute;rio Oficial &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia; 20 set. 1990. Dispon&iacute;vel em: &lt; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/ L8080.htm &gt; . Acesso em: 1 nov. 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e do Desporto CNE. Resolu&ccedil;&atilde;o CNE/CES 3/2002. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 4 de mar&ccedil;o de 2002. Se&ccedil;&atilde;o 1, p. 10. Dispon&iacute;vel em: &lt; http://portal.mec. gov.br/cne/arquivos/pdf/CES032002.pdf &gt; . Acesso em: 1 nov. 2010. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia; 2004. Dispon&iacute;vel em: &lt; http://bvsms.saude.gov.br/ bvs/publicacoes/politica_nacional_brasil_sorridente.pdf &gt; . Acesso em: 1 nov. de 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio Final da III Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005. Dispon&iacute;vel em: &lt; http://conselho. saude.gov.br/biblioteca/Relatorios/saude_bucal. pdf &gt; . Acesso em: 1 nov. 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de N&uacute;cleo T&eacute;cnico da Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o. Cl&iacute;nica ampliada, equipe de refer&ecirc;ncia e Projeto terap&ecirc;utico singular. 2.&ordf; ed. S&eacute;rie B. Textos B&aacute;sicos de Sa&uacute;de Bras&iacute;lia &minus; DF; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Programa Nacional de Reorienta&ccedil;&atilde;o da Forma&ccedil;&atilde;o Profissional em Sa&uacute;de &ndash; Pr&oacute;-Sa&uacute;de: objetivos, implementa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento potencial. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007. Dispon&iacute;vel em: &lt; http://www.prosaude.org &gt; . Acesso 5 jan. 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Gest&atilde;o do Trabalho e da Educa&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de. Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de &ndash; PET-SA&Uacute;DE. 2009a. Dispon&iacute;vel em: &lt; http:// www.prosaude.org/not/prosaude-maio2009/resumoPETSAUDE- 29-04-09.pdf &gt; . Acesso em: 2 jun. 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria/GM/MS no1.966, de 20 de agosto de 2007. Disp&otilde;e sobre as diretrizes para a implementa&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o Permanente em Sa&uacute;de e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, Bras&iacute;lia; 2007. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Campos GWS. Cl&iacute;nica e sa&uacute;de coletiva compartilhadas: teoria Paid&eacute;ia e reformula&ccedil;&atilde;o ampliada do trabalho em sa&uacute;de. In: Campos GWS, Minayo MCS, Akerman M, J&uacute;nior MD,Carvalho YM. Tratado de Sa&uacute;de Coletiva. 2. ed. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 2008. Cap. 2, p. 41-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Ceccim RB. Onde se l&ecirc; Recursos Humanos da Sa&uacute;de, leia-se Coletivos Organizados de Produ&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de: Desafios Para a Educa&ccedil;&atilde;o. In: Pinheiro R, Mattos RA. (Orgs.) Constru&ccedil;&atilde;o Social da Demanda. Rio de Janeiro: CEPESC/UERJ: ABRASCO, 2005. p.161-80. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Lampert JB. Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de mudan&ccedil;a na forma&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. In: Marins JJN. e outros (Orgs.). Educa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica em transforma&ccedil;&atilde;o: instrumentos para a constru&ccedil;&atilde;o de novas realidades. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 2004. p.245-66. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Lemos VMA. Disciplina Est&aacute;gio de Sa&uacute;de P&uacute;blica II. Apresenta&ccedil;&atilde;o Oral Oficina ABCD. Porto Alegre; 2009. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Lemos VMA, Nunes AA, Rosa RA, Rossoni E, Slavutzky SMB, Toassi RFC, Warmling M. Integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o-comunidade no est&aacute;gio da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da FOUFRGS: desafios e perspectivas. In. ABENO. Anais 45&ordf; Reuni&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensino Odontol&oacute;gico. Dispon&iacute;vel em: &lt; http:// w w w. a b e n o . o r g . b r / i n d e x . p h p ? o p t i o n = c om_ content&amp;view=article&amp;id= 97:resumos-dos-trabalhosapresentados&amp; catid= 42:avisos &gt; . Acesso em: 20 jan. 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Morin E. A cabe&ccedil;a bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Trad. JACOBINA, E. 8 ed. Rio de Janeiro:Bertrand Brasil; 2003. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Narvai PC. Sa&uacute;de bucal coletiva: um conceito. Odontologia e Sociedade, S&atilde;o Paulo. 2001, 3 (1/2): 47-52. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Toassi RFC. O embate do processo de implanta&ccedil;&atilde;o de um curr&iacute;culo modular na Educa&ccedil;&atilde;o Superior: o curso de Odontologia da UNIPLAC, Lages &ndash; SC. 2008. 188 f. Tese (Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o) &ndash; Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Toassi RFC et al.. Integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o-comunidade: o est&aacute;gio na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de na gradua&ccedil;&atilde;o em odontologia. Apresenta&ccedil;&atilde;o Oral. Sal&atilde;o de Ensino UFRGS. Porto Alegre; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Projeto Pol&iacute;tico Pedag&oacute;gico. Porto Alegre; 2005. Dispon&iacute;vel em &lt; http//www.ufrgs.br/odonto/projeto_pol&iacute;tico. pdf &gt; . Acesso em 16 jun. 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. I Carta Acordo estabelecida entre a Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) e a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de/Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OPAS/OMS). Porto Alegre; 2007. Dispon&iacute;vel em: &lt; http://www.ufrgs.br/odonto &gt; . Acesso em: 5 jun. 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. II Carta Acordo estabelecida entre a Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) e a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de/Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OPAS/OMS). Porto Alegre; 2009. Dispon&iacute;vel em: http://www.ufrgs.br/odonto/ Acesso em junho de 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Odontologia. Resumo do pr&oacute;-sa&uacute;de faculdade de odontologia da Ufrgs. 2009. Dispon&iacute;vel em: http://www.prosaude.org/ odo/resumo/UFRGS_ODO.pdf Acesso em: 01 novembro de 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Departamento de Odontologia Social e Preventiva. Est&aacute;gio Curricular Supervisionado I da Odontologia. Plano de Ensino Est&aacute;gio Curricular Supervisionado I da Odontologia 2010/01. Porto Alegre; 2010a. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Departamento de Odontologia Social e Preventiva. Est&aacute;gio Curricular Supervisionado I da Odontologia. Resultados avalia&ccedil;&atilde;o preceptores 2010.01. Porto Alegre; 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Relat&oacute;rios Oficina de Integra&ccedil;&atilde;o ensino e servi&ccedil;o 2010. Porto Alegre; 2010. Dispon&iacute;vel: &lt; http://www.ufrgs. br/odonto/ &gt; . Acesso em: 10 mar. 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Departamento de Odontologia Social e Preventiva. Est&aacute;gio Curricular Supervisionado II da Odontologia. Plano de Ensino Est&aacute;gio Curricular Supervisionado II da Odontologia 2011/01. Porto Alegre; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Warmling CM. Da autonomia da boca: pr&aacute;ticas curriculares e identidade profissional na emerg&ecirc;ncia do ensino da odontologia brasileiro. Revista Hist&oacute;ria Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Manguinhos (no prelo) Rio de Janeiro; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Warmling CM, Lemos VMA, Rossoni E, Toassi RF, Slavutzsky SB, Rosa AR, Nunes AA. Educa&ccedil;&atilde;o permanente atrav&eacute;s da extens&atilde;o universit&aacute;ria: oficinas e debates na FO/UFRGS. Texto mimeografado. Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica. Porto Alegre; 2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido em 07/07/2011</b><br/> <b>Aceito em 25/07/2011</b></font></p>      ]]></body>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Antunes]]></surname>
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<source><![CDATA[Riqueza e miséria do trabalho no Brasil]]></source>
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