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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Visitas domiciliares: vivenciando o emprego das diretrizes curriculares na odontologia, da teoria à pratica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Developed by the State University of Ponta Grossa (UEPG) , in partnership with the City Department of Health and the Ministry of Health , the Program Reorientation of Vocational Training in Health (PRO/Health) , associated with the Education Program through Health Work (PET- Health) has given the opportunity of placements survival in multidisciplinary teams , with the initiative to consolidate the integration between teaching-service and community. Regarding Dentistry, petianos students had the opportunity to interact with colleagues from other graduate programs and glimmer a comprehensive care and other SUS principles in practice. One of the activities of the PET - Health groups are home visits in the community assisted by the local Family Health Strategy (ESF). Such visits have led to the exercise of powers envisaged by the National Curriculum Guidelines for dentistry students. This work presents the students' experiences in home visits and tells how two unique clinical cases allowed the academics involved the exercise of general and humanistic profile and capacity to act multiprofessional. Recognizing the social reality of patients , trying to explain the importance of treatment and procedures that would be performed , obtaining success in the interventions . Home visiting as a strategy for job PRO/PET - Health in UEPG allowed to live with different socioeconomic situations, understanding the social context experienced by families and the practical application of theoretical knowledge acquired in the course. The PRO/PET - Health in UEPG programs have been shown to be important tools for the development of skills and abilities and encouragement for the future integration of graduates into the Unified Health System.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Visita Domiciliar]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Visitas domiciliares: vivenciando o emprego das diretrizes curriculares na odontologia, da teoria &agrave; pratica</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Home visits: experiencing the employment of curriculum guidelines in dentistry, from theory to practice</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Leomar Emanuel Mecca<sup>I</sup>; Renata Terumi Jitumori<sup>I</sup>; Pauline Friederike Warkentin<sup>I</sup>; M&aacute;rcia Helena Baldani<sup>II</sup>; Pollyanna K&aacute;ssia de Oliveira Borges<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Gradua&ccedil;&atilde;o na Universidade Estadual de Ponta Grossa- UEPG, participantes do PET-Sa&uacute;de    <br> <sup>II</sup> Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa- UEPG, coordenadora do curso de Odontologia    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup> Departamento de Enfermagem e Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade Estadual de Ponta Grossa &ndash; UEPG, coordenadora do PR&Oacute;-PET/Sa&uacute;de</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desenvolvido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em parceria com a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o Programa de Reorienta&ccedil;&atilde;o da Forma&ccedil;&atilde;o Profissional em Sa&uacute;de (PR&Oacute;/Sa&uacute;de), associado ao Programa de Educa&ccedil;&atilde;o pelo Trabalho para a Sa&uacute;de (PET-Sa&uacute;de), tem oportunizado a realiza&ccedil;&atilde;o de est&aacute;gios-viv&ecirc;ncia em equipes multiprofissionais, com a iniciativa de consolidar a integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o-comunidade. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Odontologia, os acad&ecirc;micos petianos t&ecirc;m tido a oportunidade de conviver com colegas de outros cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e de vislumbrar a integralidade do cuidado e demais princ&iacute;pios do SUS na pr&aacute;tica. Uma das atividades dos grupos PET-Sa&uacute;de s&atilde;o as visitas domiciliares na comunidade assistida pela Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) local. Tais visitas t&ecirc;m propiciado o exerc&iacute;cio das compet&ecirc;ncias preconizadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para os acad&ecirc;micos de odontologia. Este trabalho apresenta a viv&ecirc;ncia dos acad&ecirc;micos nas visitas domiciliares e relata como dois casos cl&iacute;nicos singulares permitiram aos acad&ecirc;micos envolvidos envolvidos o exerc&iacute;cio do perfil generalista e humanista e a capacita&ccedil;&atilde;o de atuar multiprofissionalmente. Reconhecendo a realidade social dos pacientes, buscou-se explicar a import&acirc;ncia do tratamento e os procedimentos que seriam realizados, obtendo- se sucesso nas interven&ccedil;&otilde;es. As visitas domiciliares como uma das estrat&eacute;gias de trabalho do PRO/PET-Sa&uacute;de na UEPG permitiram a conviv&ecirc;ncia com situa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas distintas, o entendimento do contexto social vivido pelas fam&iacute;lias e a aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica do conhecimento te&oacute;rico adquirido no curso. Os programas PRO/PET-Sa&uacute;de na UEPG t&ecirc;m se mostrado como importantes ferramentas para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias e habilidades e est&iacute;mulo para a inser&ccedil;&atilde;o futura dos egressos no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Visita Domiciliar; Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de; Aprendizagem baseada em problemas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Developed by the State University of Ponta Grossa (UEPG) , in partnership with the City Department of Health and the Ministry of Health , the Program Reorientation of Vocational Training in Health (PRO/Health) , associated with the Education Program through Health Work (PET- Health) has given the opportunity of placements survival in multidisciplinary teams , with the initiative to consolidate the integration between teaching-service and community. Regarding Dentistry, petianos students had the opportunity to interact with colleagues from other graduate programs and glimmer a comprehensive care and other SUS principles in practice. One of the activities of the PET - Health groups are home visits in the community assisted by the local Family Health Strategy (ESF). Such visits have led to the exercise of powers envisaged by the National Curriculum Guidelines for dentistry students. This work presents the students' experiences in home visits and tells how two unique clinical cases allowed the academics involved the exercise of general and humanistic profile and capacity to act multiprofessional. Recognizing the social reality of patients , trying to explain the importance of treatment and procedures that would be performed , obtaining success in the interventions . Home visiting as a strategy for job PRO/PET - Health in UEPG allowed to live with different socioeconomic situations, understanding the social context experienced by families and the practical application of theoretical knowledge acquired in the course. The PRO/PET - Health in UEPG programs have been shown to be important tools for the development of skills and abilities and encouragement for the future integration of graduates into the Unified Health System.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Home visit, Primary Health Care, Problem-Based Learning.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>1 INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O princ&iacute;pio da indissociabilidade das atividades de ensino, pesquisa e extens&atilde;o &eacute; fundamental no fazer acad&ecirc;mico<sup>5</sup>. H&aacute; alguns anos o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de tem induzido a reorienta&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de por meio dos programas PR&Oacute;-Sa&uacute;de e PET-Sa&uacute;de. Em parceria com o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o essas estrat&eacute;gias favorecem a aproxima&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es de ensino e dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e uma forma&ccedil;&atilde;o dos acad&ecirc;micos pautada pelas necessidades reais da popula&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>. Com isso, entende-se que o distanciamento entre ensino e servi&ccedil;o seja cada vez mais minimizado e que os futuros profissionais estejam preparados para atender aos problemas mais frequentes e sob os princ&iacute;pios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS)<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), no ano de 2012 aderiu pela primeira vez ao programa PRO/PET-Sa&uacute;de. Com seis cursos envolvidos na execu&ccedil;&atilde;o do programa local, a integra&ccedil;&atilde;o ensino-servi&ccedil;o-comunidade tem sido ampliada e fortalecida. A Odontologia &eacute; um dos cursos que participa e, desde o in&iacute;cio da implanta&ccedil;&atilde;o do programa na institui&ccedil;&atilde;o, docentes e discentes t&ecirc;m se empenhado para alcan&ccedil;ar os objetivos tra&ccedil;ados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica multiprofissional e interdisciplinar, a Odontologia historicamente tendeu a trabalhar isoladamente, encontrando dificuldades de intera&ccedil;&atilde;o com a equipe de trabalho<sup>9</sup>. Por&eacute;m, experi&ecirc;ncias t&ecirc;m demonstrado que o trabalho em equipe estabelece a possibilidade da troca de saberes das diversas &aacute;reas envolvidas<sup>12</sup>. Contextos em que o profissional de sa&uacute;de, neste caso o cirurgi&atilde;o dentista, atua inserido na equipe e n&atilde;o vive apenas em pr&aacute;ticas isoladas podem ser considerados fatores de transforma&ccedil;&atilde;o e de mudan&ccedil;a social<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma forma de aproxima&ccedil;&atilde;o da equipe multiprofissional com a realidade social da popula&ccedil;&atilde;o sob sua responsabilidade &eacute; a visita domiciliar<sup>7</sup>. Trata-se de uma tecnologia de intera&ccedil;&atilde;o do cuidado que amplia o conhecimento sobre as condi&ccedil;&otilde;es de vida e sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos e/ou fam&iacute;lias, rompendo com o modelo centrado na doen&ccedil;a, proporcionando maior aproxima&ccedil;&atilde;o com o usu&aacute;rio e a aten&ccedil;&atilde;o integral<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo relata experi&ecirc;ncias vivenciadas por acad&ecirc;micos do curso de Odontologia a UEPG no programa PRO/PET-Sa&uacute;de, relacionadas &agrave;s visitas domiciliares, e destaca a aproxima&ccedil;&atilde;o deste processo com as Diretrizes Curriculares Nacionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2 MATERIAL E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A UEPG foi contemplada, em 2012, com dois grupos PET-Sa&uacute;de nos quais atuam cerca de sessenta acad&ecirc;micos de seis cursos de gradua&ccedil;&atilde;o (Odontologia, Enfermagem, Medicina, Servi&ccedil;o Social, Farm&aacute;cia e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica), dois tutores (professores da UEPG), doze preceptores (profissionais do SUS municipal) e um coordenador. As atividades s&atilde;o executadas em sete unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de com Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF). Cada Unidade de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia acolhe at&eacute; dois subgrupos de PET (cada subgrupo com cinco acad&ecirc;micos e um preceptor). Os acad&ecirc;micos est&atilde;o dispostos nos subgrupos de forma multiprofissional, com o objetivo de induzir ao olhar hol&iacute;stico do usu&aacute;rio. As atividades educativas e assistenciais nas unidades de sa&uacute;de s&atilde;o realizadas uma vez por semana. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do trabalho <i>in loco</i>, cada equipe de PET-sa&uacute;de realiza estudo individual e coletivo e discuss&otilde;es online sobre as problem&aacute;ticas que emergem ao longo do processo de trabalho. O material pedag&oacute;gico &eacute; ofertado pelos preceptores e tutores, por&eacute;m, a base para o trabalho em subgrupos s&atilde;o as metodologias ativas. Os tutores e preceptores re&uacute;nem-se para atividades de educa&ccedil;&atilde;o permanente e estudo coletivo. A meta &eacute; multiplicar o conhecimento junto aos preceptores e tornar a educa&ccedil;&atilde;o permanente uma rotina nas equipes de ESF. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os programas PRO/PET-Sa&uacute;de da UEPG foram pactuados com a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Ponta Grossa (SMS/Ponta Grossa) e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Na primeira etapa os acad&ecirc;micos realizaram diagn&oacute;stico situacional junto &agrave;s Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia nas quais estavam alocados. De posse dos resultados obtidos elaboraram o planejamento de interven&ccedil;&otilde;es focadas em grupos de risco, supervisionados por tutores e preceptores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir do diagn&oacute;stico situacional observou-se que, em rela&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os prestados para a popula&ccedil;&atilde;o, havia: baixa ades&atilde;o ao pr&eacute;-natal; baixa coleta de exames preventivos; elevada preval&ecirc;ncia de hipertensos e diab&eacute;ticos; desarticula&ccedil;&atilde;o entre a Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e os demais n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o do sistema municipal de sa&uacute;de; pouca participa&ccedil;&atilde;o popular no cotidiano das equipes de ESF; desarticula&ccedil;&atilde;o interprofissional nas equipes. Para atender a esta demanda os grupos PET-Sa&uacute;de propuseram fortalecer a Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) municipal, visando ampliar a resolutividade da assist&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das atividades propostas desde o ingresso do estudante no PET-Sa&uacute;de &eacute; a visita domiciliar, acompanhando as Agentes Comunit&aacute;rias de Sa&uacute;de (ACS). Para os pacientes que demandam maior aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o planejadas visitas domiciliares em conjunto com outros profissionais da equipe. De acordo com a complexidade os estudantes petianos s&atilde;o convidados a acompanhar alguns casos. Durante as visitas domiciliares, os acad&ecirc;micos podem exercitar grande parte das compet&ecirc;ncias propostas </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos cursos em sa&uacute;de, tais como a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, tomadas de decis&atilde;o, lideran&ccedil;a e educa&ccedil;&atilde;o permanente<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No decorrer da participa&ccedil;&atilde;o no PET-Sa&uacute;de, muitos casos foram acompanhados nas visitas domiciliares. Duas situa&ccedil;&otilde;es de atua&ccedil;&atilde;o domiciliar se destacaram e ser&atilde;o descritas a seguir, pois repercutiram pela interven&ccedil;&atilde;o singular, considerando n&iacute;veis sociais e culturais, e possibilitaram aos estudantes de Odontologia exercer a lideran&ccedil;a. Estes relatos exemplificam a import&acirc;ncia dos programas PRO/PET-Sa&uacute;de para a forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e profissional em Odontologia. O primeiro relaciona-se a um paciente portador de carcinoma espinocelular (CEC) de l&aacute;bio, j&aacute; em met&aacute;stase. No segundo caso foi identificado um abcesso dental em maxila com fistula de drenagem, por&eacute;m o paciente era resistente a procurar atendimento odontol&oacute;gico, por medo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 3 RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  A integra&ccedil;&atilde;o entre o ensino, os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e a comunidade, como proposta nos programas PRO/PET-Sa&uacute;de, &eacute; essencial e necess&aacute;ria &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o das DCNs, devido &agrave; oportunidade de se apren-der e discutir sa&uacute;de conforme a realidade socioecon&ocirc;mica, cultural e sanit&aacute;ria, al&eacute;m de refletir na pr&aacute;tica sobre a produ&ccedil;&atilde;o do processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a<sup>10</sup>. As a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas possibilitam ao acad&ecirc;mico exercer o perfil generalista e humanista e aprimorar a capacidade de atuar em equipe multiprofissional, pensando na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de com integralidade e baseada no rigor t&eacute;cnico/cient&iacute;fico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A visita domiciliar permite aos integrantes de toda a equipe conhecer as condi&ccedil;&otilde;es de vida e de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o adscrita, bem como identificar os indiv&iacute;duos expostos a maiores riscos e que necessitam de maior aten&ccedil;&atilde;o<sup>14</sup>. Os profissionais da equipe de sa&uacute;de t&ecirc;m a oportunidade de realizar consultas domiciliares e de planejar projetos terap&ecirc;uticos singulares. No &acirc;mbito da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de preconiza que haja no m&iacute;nimo uma visita mensal em cada domic&iacute;lio da micro&aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o do ACS, havendo varia&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; frequ&ecirc;ncia e aos profissionais que participam, em fun&ccedil;&atilde;o das necessidades e do estado de sa&uacute;de do usu&aacute;rio<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as interven&ccedil;&otilde;es domiciliares acompanhadas no PET-Sa&uacute;de da UEPG, duas dessas exemplificam a import&acirc;ncia do profissional cirurgi&atilde;o-dentista na equipe multiprofissional. Em uma delas, um paciente do sexo masculino, 50 anos, trabalhador de uma grande empresa em Ponta Grossa, procurou atendimento odontol&oacute;gico na Unidade de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia sendo diagnosticado carcinoma espinocelular (CEC) de l&aacute;bio. Foi encaminhado para o servi&ccedil;o de refer&ecirc;ncia de oncologia, por&eacute;m a les&atilde;o j&aacute; estava em met&aacute;stase e o progn&oacute;stico n&atilde;o era bom. Visando melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de sobrevida do paciente, a equipe multiprofissional informou &agrave; fam&iacute;lia sobre os cuidados com a ferida e o controle de dor. Neste momento, os acad&ecirc;micos de Odontologia, sob a supervis&atilde;o do preceptor cirurgi&atilde;o-dentista, puderam intervir ao orientar sobre os cuidados paliativos, e tiveram a postura de lideran&ccedil;a ao demonstrar empatia, compromisso, tomada de decis&otilde;es acess&iacute;veis e fornecimento as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias sobre a neoplasia, al&eacute;m de exercer seu lado humanista frente &agrave; doen&ccedil;a. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O outro caso foi de uma paciente do sexo feminino, 25 anos, m&atilde;e de duas filhas, trabalhadora rural. Durante visita domiciliar foi diagnosticado abcesso dental </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">em maxila com fistula de drenagem, por&eacute;m ela n&atilde;o estava disposta a submeter-se ao tratamento odontol&oacute;gico por medo. Desta forma, a equipe se viu perante o desafio de conscientiz&aacute;-la sobre a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o, buscando conquistar sua confian&ccedil;a e credibilidade. Identificando sua realidade social, realizaram as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias sobre a les&atilde;o, as etapas do tratamento e o progn&oacute;stico. Somando-se a interven&ccedil;&atilde;o da equipe e a ocorr&ecirc;ncia de dor, a paciente finalmente concordou em submeter-se ao tratamento e obteve-se sucesso na resolu&ccedil;&atilde;o do caso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A compet&ecirc;ncia de responsabilizar-se e comunicar-se adequadamente para aplica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos cient&iacute;ficos, e de compreender todos os aspectos articulados ao contexto social s&atilde;o habilidades preconizadas pelas DCNs e que foram desenvolvidas nesses casos espec&iacute;ficos<sup>6</sup>. Ao participar destas duas situa&ccedil;&otilde;es, pod&ecirc;-se refletir sobre a import&acirc;ncia de atuar de forma a garantir a integralidade da assist&ecirc;ncia, refor&ccedil;ando o compromisso e a responsabilidade em tomar decis&otilde;es apropriadas e eficazes para a resolu&ccedil;&atilde;o do problema. A compreens&atilde;o dos fatores envolvidos na realidade em que vive o paciente e a utiliza&ccedil;&atilde;o desse conhecimento em benef&iacute;cio do tratamento torna a forma&ccedil;&atilde;o mais humanista e reflexiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A possibilidade de interven&ccedil;&atilde;o sobre as reais necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o adscrita &eacute; ampliada pelas visitas domiciliares, atrav&eacute;s das quais os membros da equipe multiprofissional t&ecirc;m a oportunidade de conhecer e compreender o ambiente e as rela&ccedil;&otilde;es intrafamiliares, abordando tanto os problemas sociais e emocionais quanto a doen&ccedil;a propriamente dita<sup>7</sup>. A viv&ecirc;ncia dos casos aqui relatados permitiu conviver com situa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas distintas, podendo entender o contexto social vivido pelas fam&iacute;lias e aplicar o conhecimento adquirido no curso de Odontologia, reconhecendo na pr&aacute;tica, casos estudados pelos acad&ecirc;micos apenas na literatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao acompanhar o cirurgi&atilde;o dentista preceptor em sua rotina de trabalho, tanto nas atividades na unidade de sa&uacute;de quanto em atendimento domiciliar, o estudante pode perceber a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o permanente. O PET-Sa&uacute;de tem instigado e direcionado os acad&ecirc;micos a se inserirem em programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o como continuidade do processo sentido e vivido na gradua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A principal perspectiva que as atividades em equipe multiprofissional trouxe aos estudantes de Odontologia foi a oportunidade de perceber as v&aacute;rias abordagens poss&iacute;veis para o mesmo problema, e vivenciar as compet&ecirc;ncias requeridas para os outros cursos. Os diferentes olhares enriquecem as discuss&otilde;es e propiciam subs&iacute;dios mais amplos para a elabora&ccedil;&atilde;o do plano de tratamento. Al&eacute;m disso, o trabalho em proximidade com a comunidade trouxe melhor compreens&atilde;o da ESF, e tornou poss&iacute;vel aplicar, na pr&aacute;tica, a teoria sobre o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, bem como a reflex&atilde;o sobre a import&acirc;ncia de pensar criticamente para analisar os problemas sociais e buscar a resolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 4 CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No decorrer da viv&ecirc;ncia no programa PET-Sa&uacute;de, os acad&ecirc;micos aprenderam a lidar com os desafios encontrados e vivenciaram a import&acirc;ncia do trabalho planejado e multiprofissional. O mais importante e fundamental foi a aproxima&ccedil;&atilde;o, de modo horizontal, entre equipe de sa&uacute;de, acad&ecirc;mico e paciente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A participa&ccedil;&atilde;o no PET-Sa&uacute;de pode ser considerada um diferencial na forma&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o-dentista. A atua&ccedil;&atilde;o no programa trouxe a valoriza&ccedil;&atilde;o da import&acirc;ncia do cuidado humanizado e integral e, certamente, ir&aacute; refletir na postura dos futuros profissionais perante seu trabalho.</font> </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Albuquerque ABB, Bosi MLM. Visita domiciliar no &acirc;mbito da estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: percep&ccedil;&otilde;es de usu&aacute;rios no munic&iacute;pio de Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. Cad de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25(5): 1103 &ndash; 12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Programa Nacional de Reorienta&ccedil;&atilde;o da Forma&ccedil;&atilde;o Profissional em Sa&uacute;de &ndash; Pr&oacute;-Sa&uacute;de : objetivos, implementa&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento potencial / Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. &ndash; Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#91;Internet&#93;. 2007 &#91;citado em 6 out 2013&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://prosaude.org/publicacoes/pro_saude1.pdf. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de- PACS. 2001:40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. ______. Portal da Sa&uacute;de. 2011 &#91;citado em 15 jan 2014&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=35306. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Dias AML. Discutindo caminhos para a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens&atilde;o. Revista Brasileira de Doc&ecirc;ncia, Ensino e Pesquisa em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica &#91;Internet&#93;. 2009 Ago &#91;citado em 9 out 2013&#93;; 1(1):37-52. Dispon&iacute;vel em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RDL/article/view/1946/1266. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. C&acirc;mara de Educa&ccedil;&atilde;o Superior. Resolu&ccedil;&atilde;o CNE/CES 3, de 19 de Fevereiro de </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2002 &#91;citado em 15 jan 2014&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES032002.pdf. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Fadel CB, Moura AMG, Bittencour ME. Visitas domiciliares no programa de agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de: a an&aacute;lise de um grupo de usu&aacute;rios do sistema &uacute;nico de sa&uacute;de. Revista Brasileira de Pesquisa em Sa&uacute;de. 2011; 13(2):62-67. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Fazenda ICA. Interdisciplinaridade: hist&oacute;ria, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus; 1995. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Holanda ALF, Barbosa AAA, Brito WGB, Reflex&otilde;es acerca da atua&ccedil;&atilde;o do agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de nas a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal.Ci&ecirc;ncia e sa&uacute;de coletiva Rio de Janeiro 2009; 1507-1512. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Morita MC, Codato LAB, Higasi MS, Kasai MLH. Visita domiciliar: espa&ccedil;o de aprendizagem na gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia. Revista de Odontologia da UNESP 2010;39(2):75-79. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Souza Neto ACS, Almeida AL, Santos Junior PR, Novaes IM. Viv&ecirc;ncia da odontologia no PET-Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia da UFAL. Aprendizado de a&ccedil;&otilde;es coletivas baseado no ensino-pesquisa-extens&atilde;o acad&ecirc;micos. ABENO. 2011; 11(1):16-18. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Sobrinho TAO, Medeiros CPP, Maia MR, Reis TC, Miranda LP, Costa PF. Integra&ccedil;&atilde;o Acad&ecirc;mica e Multiprofissional no PET-Sa&uacute;de: Experi&ecirc;ncias e Desafios. ABENO. 2011;11(1):39-42. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Takahashi RF, Oliveira MAC. A visita domicili&aacute;ria no contexto da sa&uacute;de da fam&iacute;lia. In: BRASIL. Instituto para o Desenvolvimento da Sa&uacute;de. Universidade de S&atilde;o Paulo. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Manual de enfermagem. Bras&iacute;lia: Ministerial da Sa&uacute;de, 2001;135:43 -46.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Visita domiciliar no âmbito da estratégia Saúde da Família: percepções de usuários no município de Fortaleza, Ceará, Brasil.]]></article-title>
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