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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proposta de um roteiro de apoio à descrição de lesões bucais como instrumentalização para a comunicação profissional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Good written communication is an essential skill for the exchange of information between health professionals. In the context of Brazilian National Health Service, this exchange occurs via referral and reply letters. With regard to oral lesions that require evaluation in secondary care, referral letters allow the assessment of clinical need and the urgency for consultation with the oral health specialist. These factors determine the access priority in the secondary health system. The lack of details and conciseness of the referral letters impacts the patient flow throughout the healthcare levels and hence the quality of healthcare services. In order to improve the quality of information of the referral letters to specialists in Oral Medicine in the Greater Florianopolis city, Santa Catarina, Brazil, a guideline for supporting the description of oral lesions - the OralDESC - has been developed. The guideline is being used in the courses related to oral diagnosis consultations at the Federal University of Santa Catarina. This paper extends the analysis of the problem, discussing some challenges for the implementation of the referral procedures in Brazil as well as the difficulties reported in the country and in other countries regarding the quality of referral letters. Additionally, the paper provides views of some authors on the educational potential of referral and reply letters and the necessity of training health students for written communication. The authors share some thoughts about the need for inclusion of activities in the Brazilian Dentistry curricula aiming at developing communication skills in the students so as to prepare them to work in multidisciplinary, interdisciplinary and transdisciplinary teams.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Proposta de um roteiro de apoio &agrave; descri&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es bucais como instrumentaliza&ccedil;&atilde;o para a comunica&ccedil;&atilde;o profissional</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Proposal for a guideline for the description of oral lesions as a support tool for professional communication in Oral Medicine</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria In&ecirc;s Meurer<sup>I</sup>; Caroline Zimmermann<sup>II</sup>; Liliane Janete Grando<sup>I</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Professora do Departamento de Patologia e do Ambulat&oacute;rio de Estomatologia do N&uacute;cleo de Odontologia Hospitalar do Hospital Universit&aacute;rio, Universidade Federal de Santa Catarina    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>II</sup> Mestre em Odontologia, Doutoranda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Universidade Federal de Santa Catarina    <br>     <br> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspondence</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A boa comunica&ccedil;&atilde;o escrita &eacute; uma habilidade essencial para a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre profissionais da sa&uacute;de. No contexto do SUS, essa troca ocorre por meio de documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia. Considerando as les&otilde;es bucais que necessitam de avalia&ccedil;&atilde;o na aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria, documentos de refer&ecirc;ncia permitem avaliar a necessidade cl&iacute;nica e a urg&ecirc;ncia de cada caso, com impactos na prioriza&ccedil;&atilde;o do acesso. A falta de detalhamento e concis&atilde;o dos documentos de refer&ecirc;ncia impacta na agilidade do fluxo do paciente entre os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e, consequentemente, na qualidade do cuidado a ele oferecido. Visando aprimorar o detalhamento dos documentos de refer&ecirc;ncia em Estomatologia na regi&atilde;o da Grande Florian&oacute;polis, Santa Catarina, foi desenvolvido o OralDESC - um roteiro de apoio &agrave; descri&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es bucais. O roteiro tamb&eacute;m vem sendo utilizado pelas disciplinas relacionadas ao Diagn&oacute;stico Bucal na Universidade Federal de Santa Catarina. Al&eacute;m de apresentar o roteiro, este trabalho procura ampliar a an&aacute;lise da quest&atilde;o, apresentando alguns desafios para a implanta&ccedil;&atilde;o dos complexos regulat&oacute;rios no Brasil, bem como as dificuldades relatadas no pa&iacute;s e em outras parte do mundo no que se refere &agrave; qualidade dos documentos de refer&ecirc;ncia. Adicionalmente, apresenta a vis&atilde;o de alguns autores sobre o potencial educativo dos processos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia e a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o para a comunica&ccedil;&atilde;o escrita. S&atilde;o partilhadas, ainda, reflex&otilde;es sobre a necessidade de inclus&atilde;o, nos curr&iacute;culos acad&ecirc;micos, de atividades que permitam o desenvolvimento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o por estudantes de Odontologia, de forma a capacit&aacute;-los &agrave; atua&ccedil;&atilde;o em redes de aten&ccedil;&atilde;o que privilegiam a intera&ccedil;&atilde;o multiprofissional, interdisciplinar e trans-disciplinar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores</b>: Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de. Aten-&ccedil;&atilde;o Secund&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de. Guia. Medicina Bucal. Refer&ecirc;ncia e Consulta.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Good written communication is an essential skill for the exchange of information between health professionals. In the context of Brazilian National Health Service, this exchange occurs via referral and reply letters. With regard to oral lesions that require evaluation in secondary care, referral letters allow the assessment of clinical need and the urgency for consultation with the oral health specialist. These factors determine the access priority in the secondary health system. The lack of details and conciseness of the referral letters impacts the patient flow throughout the healthcare levels and hence the quality of healthcare services. In order to improve the quality of information of the referral letters to specialists in Oral Medicine in the Greater Florianopolis city, Santa Catarina, Brazil, a guideline for supporting the description of oral lesions - the OralDESC &ndash; has been developed. The guideline is being used in the courses related to oral diagnosis consultations at the Federal University of Santa Catarina. This paper extends the analysis of the problem, discussing some challenges for the implementation of the referral procedures in Brazil as well as the difficulties reported in the country and in other countries regarding the quality of referral letters. Additionally, the paper provides views of some authors on the educational potential of referral and reply letters and the necessity of training health students for written communication. The authors share some thoughts about the need for inclusion of activities in the Brazilian Dentistry curricula aiming at developing communication skills in the students so as to prepare them to work in multidisciplinary, interdisciplinary and transdisciplinary teams.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Primary Health Care. Secondary Care. Guideline. Oral Medicine. Referral and Consultation.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 1 INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os questionamentos que deram origem a este trabalho ocorreram a partir da observa&ccedil;&atilde;o de fatos &ndash; e da busca por estrat&eacute;gias para solucionar o impasse por eles estabelecido. As autoras est&atilde;o vinculadas ao Ambulat&oacute;rio de Estomatologia do N&uacute;cleo de Odontologia Hospitalar (AE/NOH) &ndash; atrav&eacute;s do qual o Hospital Universit&aacute;rio da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC) presta atendimento ambulatorial a pacientes portadores de les&otilde;es bucais. O AE/NOH atendeu pacientes por livre demanda de 1996 at&eacute; agosto de 2010, quando foi inserido como unidade executante da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de da regi&atilde;o da Grande Florian&oacute;polis, nos n&iacute;veis secund&aacute;rio e terci&aacute;rio de aten&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. A partir desse momento, o encaminhamento de pacientes passou a ser gerenciado pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, atrav&eacute;s do SISREG - sistema online disponibilizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Neste modelo, os profissionais das Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) registram a necessidade da consulta no sistema e, com base nas informa&ccedil;&otilde;es registradas, &eacute; agendada a consulta no n&iacute;vel secund&aacute;rio de aten&ccedil;&atilde;o, determinando- se tamb&eacute;m a prioridade do acesso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s alguns meses de agendamento pelo novo modelo, a Central de Regula&ccedil;&atilde;o procurou o AE/NOH para estabelecer diretrizes para a prioriza&ccedil;&atilde;o do acesso. Ao analisar as informa&ccedil;&otilde;es das solicita&ccedil;&otilde;es de consultas, no entanto, percebeu-se que mesmo com um protocolo de regula&ccedil;&atilde;o seria dif&iacute;cil proceder a prioriza&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que muitos pedidos de consulta n&atilde;o forneciam a descri&ccedil;&atilde;o detalhada das les&otilde;es<sup>1</sup>. A dificuldade em proceder tal descri&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m vinha sendo observada entre estudantes do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia que desenvolviam atividades no AE/NOH. Buscando instrumentalizar o desenvolvimento dessa habilidade, as autoras desenvolveram um roteiro de apoio, denominado Oral- DESC. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de apresentar o roteiro, as autoras prop&otilde;em a reflex&atilde;o sobre a import&acirc;ncia do desenvolvimento da comunica&ccedil;&atilde;o escrita enquanto compet&ecirc;ncia essencial &agrave; adequada troca de informa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas entre os diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de - SUS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 2 O COMPLEXO REGULAT&Oacute;RIO DO SUS E A REGULA&Ccedil;&Atilde;O DE CONSULTAS EM ESTOMATOLOGIA</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A segmenta&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de no SUS em diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o decorre da necess&aacute;ria racionaliza&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho, com vistas &agrave; potencializa&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis. O fluxo de usu&aacute;rios entre os n&iacute;veis gera uma demanda por servi&ccedil;os que necessita de ordena&ccedil;&atilde;o. Denomina-se de regula&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; assist&ecirc;ncia ou regula&ccedil;&atilde;o assistencial o conjunto de rela&ccedil;&otilde;es, saberes, tecnologias e a&ccedil;&otilde;es que intermediam tal demanda<sup>2</sup>. A a&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria envolve o processo de operacionaliza&ccedil;&atilde;o, monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o das solicita&ccedil;&otilde;es de procedimentos, observando-se &ndash; al&eacute;m das quest&otilde;es cl&iacute;nicas &ndash; protocolos estabelecidos para disponibilizar a alternativa assistencial mais adequada<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de vem fomentando a implanta&ccedil;&atilde;o de complexos reguladores, incluindo a informatiza&ccedil;&atilde;o da regula&ccedil;&atilde;o assistencial atrav&eacute;s de um aplicativo online denominado Sistema de Regula&ccedil;&atilde;o (SISREG). A figura do regulador &eacute; chave no processo regulat&oacute;rio, estando sua atua&ccedil;&atilde;o situada na interface entre a rotina cl&iacute;nica e a gest&atilde;o dos servi&ccedil;os. O regulador tem acesso &agrave;s evid&ecirc;ncias cl&iacute;nicas do caso atrav&eacute;s das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no pedido de consulta, e &eacute; com base nessas informa&ccedil;&otilde;es que decide o fluxo de um caso em espec&iacute;fico<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A articula&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o se d&aacute; por mecanismos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia, e a organiza&ccedil;&atilde;o dos fluxos &eacute; estabelecida em uma rede hierarquizada e regionalizada<sup>3</sup>. A refer&ecirc;ncia representa o encaminhamento para atendimento em servi&ccedil;os de maior densidade tecnol&oacute;gica (n&iacute;veis secund&aacute;rio e/ou terci&aacute;rio de aten&ccedil;&atilde;o) enquanto a contrarrefer&ecirc;ncia diz respeito ao encaminhamento para um n&iacute;vel de menor densidade tecnol&oacute;gica (frequentemente representado pela Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de - UBS)<sup>4,5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; varia&ccedil;&otilde;es regionais nos processos de regula&ccedil;&atilde;o, e a ades&atilde;o ao SISREG tem sido gradativa<sup>6</sup>. Segundo a Coordena&ccedil;&atilde;o de Desenvolvimento de Sistemas de Sa&uacute;de do Departamento de Inform&aacute;tica do SUS<sup>7</sup>, est&atilde;o implantadas no Brasil 204 centrais de regula&ccedil;&atilde;o ambulatorial e 19 centrais de regula&ccedil;&atilde;o hospitalar. Na regi&atilde;o da Grande Florian&oacute;polis, Santa Catarina, o acesso ao n&iacute;vel secund&aacute;rio de aten&ccedil;&atilde;o ocorre a partir das UBS, via SISREG<sup>8</sup>. Para a regula&ccedil;&atilde;o de consultas de pacientes portadores de les&otilde;es bucais, ofertar ao regulador a descri&ccedil;&atilde;o detalhada das caracter&iacute;sticas da les&atilde;o (eventualmente associada a informa&ccedil;&otilde;es referentes a h&aacute;bitos como tabagismo e etilismo) &eacute; fundamental para a prioriza&ccedil;&atilde;o do acesso. O OralDESC foi desenvolvido para ser uma ferramenta de apoio a este processo de descri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 3 O ROTEIRO DE APOIO &Agrave; DESCRI&Ccedil;&Atilde;O DE LES&Otilde;ES BUCAIS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O OralDESC foi elaborado com base na literatura da &aacute;rea de Estomatologia e na experi&ecirc;ncia did&aacute;tica e cl&iacute;nica das autoras, assim como validado na forma de um piloto com cirurgi&otilde;es- dentistas e estudantes de Odontologia para verifica&ccedil;&atilde;o da sua adequa&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; composto de duas partes: (1) uma sequ&ecirc;ncia de itens descritivos, separados em seis se&ccedil;&otilde;es: identifica&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o/les&atilde;o fundamental, localiza&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas, coment&aacute;rios adicionais, h&aacute;bitos comportamentais e tratamentos pr&eacute;vios (<a href="#fig01">Figura 1</a>); e (2) ilustra&ccedil;&otilde;es, contemplando os seguintes itens descritivos: les&otilde;es fundamentais, tipos de inser&ccedil;&atilde;o e caracter&iacute;sticas superficiais comumente encontradas em les&otilde;es bucais (<a href="#fig02">Figura 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram acrescidas possibilidades de </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">respostas aos itens descritivos, visando a uniformiza&ccedil;&atilde;o de termos. As ilustra&ccedil;&otilde;es oferecem suporte visual &agrave; escolha dos termos adequados. Nos itens 4, 5 e 6, foram inclu&iacute;das perguntas que levem o usu&aacute;rio a fornecer maior detalhamento de dados de anamnese e de fatores que possam ter contribu&iacute;do para a ocorr&ecirc;ncia da les&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 4 REVIS&Atilde;O DA LITERATURA</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.1 Comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: os desafios dos processos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na tentativa de compreender a origem e buscar solu&ccedil;&otilde;es para o problema detectado, buscou-se na literatura relatos que enfocassem a comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, a implanta&ccedil;&atilde;o de complexos regulat&oacute;rios e a constru&ccedil;&atilde;o de documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Etimologicamente, <i>comunicare</i> (do latim) significa tornar comum. V&aacute;rios s&atilde;o os modelos que buscam descrever o fen&ocirc;meno da comunica&ccedil;&atilde;o, sendo o mais b&aacute;sico o chamado Modelo de Lasswell, datado dos anos 40<sup>9</sup>. Este modelo descreve o ato da comunica&ccedil;&atilde;o como as respostas &agrave;s seguintes perguntas: Quem? Diz o que? Atrav&eacute;s de que canal? Para quem? Com que resultado? ("who says what to whom in what channel with what effect?"). A estas perguntas correspondem os seguintes elementos, considerados como b&aacute;sicos na comunica&ccedil;&atilde;o: emissor, mensagem, meios, receptor e efeito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos autores posteriormente integraram conceitos adicionais a este modelo: Shannon e Weaver (1949, apud Pereira, 2007), por exemplo, identificaram o ru&iacute;do como qualquer perturba&ccedil;&atilde;o no processo de comunica&ccedil;&atilde;o e De Fleur (1966, apud Pereira, 2007) introduziu o conceito do feedback (compara&ccedil;&atilde;o dos significados entre a mensagem enviada e a recebida)<sup>10</sup>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/abeno/v15n3/a02fig01.jpg">      <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp; </p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/abeno/v15n3/a02fig02.jpg">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, toda mensagem &eacute; composta de c&oacute;digos (combina&ccedil;&atilde;o de signos utilizados na transmiss&atilde;o de uma mensagem), muitas vezes bastante espec&iacute;ficos; a comunica&ccedil;&atilde;o s&oacute; se concretiza se o receptor souber decodificar a mensagem<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tais conceitos comp&otilde;em a base de recentes sistemas de treinamento de equipes de sa&uacute;de para o trabalho colaborativo, como &eacute; o caso do TeamSTEPPS&reg; (<i>Team Strategies and Tools to Enhance Performance and Patient Safety</i>)<sup>11</sup>, desenvolvido pela <i>US Agency for Healthcare Research and Quality</i> em colabora&ccedil;&atilde;o com o Departamento de Defesa norteamericano<sup>12</sup>. Este modelo defende que a efetividade na comunica&ccedil;&atilde;o em uma equipe de sa&uacute;de depende basicamente de quatro pontos: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(1) Completude: oferecer todas as informa&ccedil;&otilde;es relevantes; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(2) Clareza, em grande parte dependente do uso de uma terminologia padr&atilde;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(3) Concis&atilde;o, pois detalhes desnecess&aacute;rios podem gerar confus&atilde;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(4) Oportunidade: feita a tempo, pois o atraso no repasse da informa&ccedil;&atilde;o pode comprometer a situa&ccedil;&atilde;o do paciente. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Num sistema de sa&uacute;de em que o paciente transita por diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o e/ou necessita de avalia&ccedil;&atilde;o interdisciplinar ou multiprofissional, a troca de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; essencial para garantir que o cuidado ocorra de forma adequada e em tempo oportuno. Documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia s&atilde;o meios comuns pelos quais essa comunica&ccedil;&atilde;o se estabelece<sup>3,13-16</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fran&ccedil;ois<sup>17</sup> defende que &quot;<i>boa comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial para consultas e refer&ecirc;ncias seguras e de qualidade</i>&quot;. No Canad&aacute;, o autor relata haver pouco contato entre os m&eacute;dicos da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e especialistas; assim, comunica&ccedil;&otilde;es por escrito s&atilde;o o meio mais comum &ndash; e &agrave;s vezes o &uacute;nico &ndash; para troca de informa&ccedil;&otilde;es. Para o autor, a comunica&ccedil;&atilde;o insuficiente se reflete em &quot;efeitos adversos&quot; como atraso no diagn&oacute;stico, repeti&ccedil;&atilde;o desnecess&aacute;ria de exames e aumento na polimedica&ccedil;&atilde;o, o que &ndash; entre outras consequ&ecirc;ncias &ndash; potencialmente aumenta os custos dos tratamentos de sa&uacute;de. Tattersal<sup>13</sup> acrescentou que a boa comunica&ccedil;&atilde;o evitaria ainda a insatisfa&ccedil;&atilde;o do paciente e a perda de confian&ccedil;a do mesmo no generalista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> H&aacute; refer&ecirc;ncias, na literatura, &agrave; dificuldade de comunica&ccedil;&atilde;o entre profissionais da sa&uacute;de no processo de refer&ecirc;ncia, sendo classificada como inadequada em termos de qualidade<sup>18-20</sup>, tempo<sup>18</sup> e conte&uacute;do<sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ferreira et al.<sup>21</sup> avaliaram a implanta&ccedil;&atilde;o do Complexo Regulador no Sistema P&uacute;blico de Sa&uacute;de de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo, Brasil, e identificaram a informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica incompleta como o principal problema para a a&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria de consultas m&eacute;dicas. Segundo os autores, "<i>quando o caso cl&iacute;nico era bem descrito, o trabalho dos reguladores era facilitado, al&eacute;m de permitir a identifica&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que poderiam ser atendidas pela aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, e n&atilde;o primariamente encaminhadas</i>". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Harris et al.<sup>22</sup> estudaram o processo de contrarrefer&ecirc;ncia no munic&iacute;pio de Camaragibe, Pernambuco, Brasil, ao entrevistar dez m&eacute;dicos das especialidades de neurologia, obstetr&iacute;cia, ginecologia, psiquiatria, otorrinolaringologia e colposcopia. Apesar da maioria dos especialistas compreender a import&acirc;ncia da contrarrefer&ecirc;ncia para a continuidade do cuidado, relataram n&atilde;o a enviar rotineiramente. Entre os motivos para tal, destacaram: inadequada organiza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o de trabalho; falta de tempo, recursos e materiais; inibi&ccedil;&atilde;o para a comunica&ccedil;&atilde;o; isolamento profissional; e a pr&oacute;pria educa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica recebida pelos participantes, a qual n&atilde;o enfatizava aspectos de sa&uacute;de p&uacute;blica. Os autores recomendaram a reavalia&ccedil;&atilde;o dos curr&iacute;culos acad&ecirc;micos de forma a refletir a import&acirc;ncia de um sistema integrado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Almeida et al.<sup>6</sup> descreveram a integra&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de em Belo Horizonte, Florian&oacute;polis e Vit&oacute;ria, munic&iacute;pios brasileiros que j&aacute; haviam implantado centrais de regula&ccedil;&atilde;o gerenciadas pelo SISREG. Os autores afirmaram que instrumentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia representam uma importante ferramenta para a integra&ccedil;&atilde;o. Relataram a exist&ecirc;ncia de mecanismos formais para refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia; no entanto, a maior parte dos gestores afirmou que a contrarrefer&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; pr&aacute;tica comum, apesar de os fluxos estarem institu&iacute;dos. Tal informa&ccedil;&atilde;o foi confirmada pelos baixos percentuais de m&eacute;dicos que afirmaram receb&ecirc;-la sempre ou na maioria das vezes, variando de 2,8% em Belo Horizonte a 11,5% em Florian&oacute;polis. Os autores defendem que a avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica dos encaminhamentos pode qualificar as refer&ecirc;ncias e promover a utiliza&ccedil;&atilde;o racional dos recursos especializados. Avaliam que a aus&ecirc;ncia da contrarrefer&ecirc;ncia sugere necessidade de maior integra&ccedil;&atilde;o, e que esfor&ccedil;os devem ser empreendidos junto aos profissionais da rede para garantir a continuidade informacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Machado, Colom&eacute; e Beck<sup>23</sup> analisaram a percep&ccedil;&atilde;o de profissionais da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia acerca do sistema de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia de um munic&iacute;pio do interior do Rio Grande do Sul, evidenciando lacunas de comunica&ccedil;&atilde;o entre profissionais dos diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Fratini, Saupe e Massaroli<sup>24</sup>, refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia s&atilde;o fundamentais para a efetiva&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios do SUS; no entanto, afirmaram que estes processos ainda se encontram num est&aacute;gio de pouco desenvolvimento, tanto em rela&ccedil;&atilde;o aos seus poss&iacute;veis sentidos te&oacute;ricos quanto no que refere &agrave; efetiva&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias, exitosas ou n&atilde;o. Estes mesmos autores afirmaram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "<i>...a busca por mecanismos facilitadores do estabelecimento de processos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia pode ser considerada fundamental para a concretiza&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da integralidade; mas &eacute; evidente tamb&eacute;m que as experi&ecirc;ncias para viabilizar este modelo t&eacute;cnico-assistencial ainda s&atilde;o muito isoladas e fr&aacute;geis, n&atilde;o permitindo generaliza&ccedil;&otilde;es, mesmo ao n&iacute;vel de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas municipais</i>". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O processo de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia parece n&atilde;o ser problema apenas no Brasil. Na Noruega, Farup et al.<sup>25</sup> abordaram a rela&ccedil;&atilde;o entre a inadequada intera&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e a falta de resolutividade dos sintomas de pacientes com refluxo gastroesof&aacute;gico (RGE). Para tal, entrevistaram 20 pacientes portadores de RGE com queixas persistentes, questionando-os quanto &agrave; poss&iacute;vel causa da falha no tratamento. As entrevistas foram anonimizadas, transcritas e avaliadas por 18 m&eacute;dicos (6 generalistas, 6 gastroenterologistas e 6 cirurgi&otilde;es g&aacute;stricos), aos quais foi solicitado que atribu&iacute;ssem a responsabilidade pela falha na resolutividade: (i) ao paciente, (ii) ao generalista, (iii) ao especialista ou (iv) &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre os servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Falha de intera&ccedil;&atilde;o foi apontada como a causa mais importante (35%), seguida por falha do cuidado prim&aacute;rio pelo generalista (28%), do cuidado secund&aacute;rio pelo especialista (27%) e da falha do paciente (10%). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Lin<sup>16</sup> relatou evid&ecirc;ncias, nos Estados Unidos, de transfer&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o insuficiente, com falta de comunica&ccedil;&atilde;o no sentido generalista &rarr; especialista em 50% das refer&ecirc;ncias, e no sentido especialista &rarr; generalista em 45% dos casos. No estudo, mais de 70% dos especialistas classificaram as informa&ccedil;&otilde;es recebidas como regulares ou insatisfat&oacute;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para O'Byrne et al.<sup>26</sup>, documentos de refer&ecirc;ncia deveriam ser suficientemente completos e acurados para assegurar um sistema seguro e efetivo; ainda, informa&ccedil;&otilde;es deveriam ser fornecidas de forma consistente por diferentes generalistas em diferentes regi&otilde;es, independente do sistema de refer&ecirc;ncia utilizado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foot, Naylor e Imison<sup>27</sup> listaram os elementos que qualificariam refer&ecirc;ncias de alta qualidade: 1) <i>necessidade</i>: pacientes referenciados apenas quando necess&aacute;rio e sem perda de tempo; 2) <i>destino</i>: local apropriado; 3) <i>condu&ccedil;&atilde;o</i> do processo de refer&ecirc;ncia em si, com documentos de refer&ecirc;ncia contendo as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e em um formato acess&iacute;vel ao destinat&aacute;rio. Finalmente, pontuaram que boa a comunica&ccedil;&atilde;o entre generalistas e especialistas deve ser incentivada, j&aacute; que facilita a troca de informa&ccedil;&otilde;es e oferece oportunidades de aprendizado, servindo de base para diagn&oacute;sticos e refer&ecirc;ncias de alta qualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O Grupo Europeu de Trabalho na Qualidade da Pr&aacute;tica Familiar afirmou que para haver melhora efetiva na interface entre a comunica&ccedil;&atilde;o, o cuidado cont&iacute;nuo do paciente e a continuidade do cuidado, s&atilde;o necess&aacute;rias mudan&ccedil;as n&atilde;o somente nos sistemas de sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m no modo como os profissionais encaram seu papel nesse contexto<sup>28</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Machado, Colom&eacute; e Beck<sup>23</sup> defendem ser necess&aacute;rio fortalecer a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais da sa&uacute;de, de forma que sejam capazes de compartilhar saberes e decis&otilde;es, ampliando e potencializando sua capacidade cr&iacute;tica e de interven&ccedil;&atilde;o na realidade. Segundo as autoras, esses s&atilde;o fatores essenciais para a sistematiza&ccedil;&atilde;o e efetiva&ccedil;&atilde;o dos processos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>4.2 O potencial educativo do processo de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia e o treinamento para o desenvolvimento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o escrita</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "<i>A refer&ecirc;ncia &eacute; o m&eacute;todo mais inexplorado para influenciar as atitudes dos consultores. A contrarrefer&ecirc;ncia &eacute; a rota mais negligenciada para a educa&ccedil;&atilde;o dos generalistas</i>." </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Pringle, 1991 apud Tattersall et al., 2002) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A comunica&ccedil;&atilde;o entre profissionais com diferentes conhecimentos, experi&ecirc;ncias, habilidades e expertises funciona como aprendizado m&uacute;tuo<sup>29,30</sup>. Em 1990, Westerman et al.<sup>30</sup> j&aacute; ressaltavam o potencial educativo de documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia. Para estes autores, generalistas e especialistas t&ecirc;m muito a ensinar um ao outro, e quando os documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia s&atilde;o pobres em dados, a oportunidade de aprendizado se perde. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Smith e Khutoane<sup>31</sup>, estudando a falta de documentos de contrarrefer&ecirc;ncia na &Aacute;frica do Sul, relataram que os m&eacute;dicos da aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria entendiam seu papel no sistema de sa&uacute;de apenas como supervisores de residentes. Desestimulados por documentos de refer&ecirc;ncia de baixa qualidade, referiram um sentimento de "futilidade" ao escrever contrarrefer&ecirc;ncias. N&atilde;o foi considerado por eles o poss&iacute;vel impacto educacional das contrarrefer&ecirc;ncias para residentes e generalistas, assim como a import&acirc;ncia da rede (<i>networking</i>) enquanto troca de saberes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para Lingard et al.<sup>32</sup>, quando um profissional decide filtrar os dados do paciente e escolhe express&aacute;-los de uma forma particular, condiciona pensamentos e a&ccedil;&otilde;es de outros profissionais. Deste ponto de vista, a linguagem traria em si n&atilde;o apenas uma for&ccedil;a descritiva, mas tamb&eacute;m uma for&ccedil;a construtiva. A linguagem, em virtude da sua fun&ccedil;&atilde;o social, embute valores, incorporando cren&ccedil;as de uma dada coletividade; assim, atitudes direcionadas a pacientes e outros profissionais acabam sendo refletidas e reproduzidas nas caracter&iacute;sticas das institui&ccedil;&otilde;es. A conex&atilde;o linguagem/ ideias seria fundamental: palavras modelam percep&ccedil;&otilde;es e atitudes &ndash; e as pr&aacute;ticas a elas associadas. Considerando a comunica&ccedil;&atilde;o interprofissional, uma das habilidades que o profissional de sa&uacute;de deveria desenvolver &eacute; a capacidade de produzir textos com informa&ccedil;&otilde;es relevantes; para tanto, precisa desenvolver o senso l&oacute;gico que o permita ressaltar, dentro de um conjunto vari&aacute;vel de dados sobre o paciente, apenas aqueles relevantes ao contexto cl&iacute;nico espec&iacute;fico. Citando um trabalho anterior<sup>33</sup>, os autores afirmaram que documentos de refer&ecirc;ncia refletem conclus&otilde;es dos escritores, expectativas sobre os leitores e regula&ccedil;&otilde;es do sistema em si. O conhecimento cl&iacute;nico seria apenas um elemento neste contexto biom&eacute;dico, e a relev&acirc;ncia de um documento de refer&ecirc;ncia seria determinada tanto pelo processo do racioc&iacute;nio diagn&oacute;stico (relev&acirc;ncia cl&iacute;nica) quanto pelo processo profissional da emiss&atilde;o de opini&atilde;o fundamentada em grupos multiprofissionais (relev&acirc;ncia ret&oacute;rica). Os autores ressaltaram de forma incisiva a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o no processo de desenvolvimento das habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o escrita quando afirmaram:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "<i>Uma abordagem casual para educar aprendizes acerca do conceito de relev&acirc;ncia &#91;da comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de&#93; incorre em risco significativo no amplo contexto do cuidado efetivo ao paciente, pois se documentos de refer&ecirc;ncia forem percebidos como irrelevantes, podem frustrar ou confundir seus destinat&aacute;rios, o que por sua vez pode amea&ccedil;ar o tr&acirc;nsito seguro do paciente atrav&eacute;s do sistema de sa&uacute;de</i>." </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros autores avaliaram o impacto do treinamento para escrita de documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia. Nestel e Kidd<sup>34</sup>, por exemplo, avaliaram a viabilidade de sess&otilde;es de ensino para estudantes do segundo ano de Medicina visando sensibiliz&aacute;-los para a comunica&ccedil;&atilde;o escrita no contexto dos cuidados em sa&uacute;de centrados no paciente, bem como auxili&aacute;-los no desenvolvimento das habilidades relacionadas. Na experi&ecirc;ncia das autoras, tais sess&otilde;es foram positivas, j&aacute; que, ap&oacute;s quatro meses, os estudantes que assistiram &agrave;s sess&otilde;es reportaram mais habilidade para a tarefa do que aqueles que n&atilde;o assistiram. Os participantes identificaram poss&iacute;veis fontes de problemas, como potenciais &quot;mal-entendidos&quot; com o uso de abrevia&ccedil;&otilde;es, e as implica&ccedil;&otilde;es de registros incorretos e informa&ccedil;&otilde;es incompletas. As autoras ponderaram que o melhor momento para essas sess&otilde;es talvez fosse aquele imediatamente anterior a experi&ecirc;ncias cl&iacute;nicas. Atividades subsequentes, integradas a um ambiente real, permitiriam a completude do desenvolvimento dessa habilidade. As autoras finalizaram ponderando que talvez fosse interessante estender esse perfil de atividade aos n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica continuada e a outros grupos profissionais, incluindo ambientes multiprofissionais - onde o significado da comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de se amplia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tattersall et al.<sup>13</sup> desenvolveram um curso de treinamento para oncologistas para qualific&aacute;-los para a comunica&ccedil;&atilde;o com generalistas ap&oacute;s a consulta do paciente. Os autores conclu&iacute;ram que o treinamento melhorou significativamente alguns itens considerados importantes nos documentos de contrarrefer&ecirc;ncia, como relatos, desejos e expectativas dos pacientes, detalhes psicossociais, e como/quando contatar o oncologista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Na &aacute;rea de Odontologia, n&atilde;o foram encontrados relatos que descrevessem algum tipo de treinamento para a elabora&ccedil;&atilde;o de documentos de refer&ecirc;ncia ou contrarrefer&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>5 DISCUSS&Atilde;O  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo brasileiro de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de &eacute; essencialmente colaborativo, e se estrutura em redes<sup>35</sup>, onde servi&ccedil;os e sistemas de sa&uacute;de se articulam. Nesse modelo, a qualidade de refer&ecirc;ncias e contrarrefer&ecirc;ncias &eacute; fundamental<sup>17,24</sup> e a colabora&ccedil;&atilde;o essencial, j&aacute; que diferentes atores assumem diferentes pap&eacute;is, dividindo responsabilidades na busca de solu&ccedil;&otilde;es para os problemas de sa&uacute;de dos pacientes. Por sua vez, a colabora&ccedil;&atilde;o depende da boa comunica&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Documentos de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia s&atilde;o registros escritos de pensamentos ou informa&ccedil;&otilde;es, sendo ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o entre profissionais de sa&uacute;de que desenvolvem um trabalho colaborativo<sup>13,17,21,26</sup>. No caso espec&iacute;fico da regula&ccedil;&atilde;o em Estomatologia na regi&atilde;o da Grande Florian&oacute;polis, a falta de informa&ccedil;&otilde;es em documentos de refer&ecirc;ncia em Estomatologia impactou na falta de resolutividade do sistema, pela necessidade de retorno do pedido de consulta para inclus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es adicionais<sup>1</sup>. O OralDESC foi criado para ser uma ferramenta de apoio aos cirurgi&otilde;es-dentistas das UBS do munic&iacute;pio de Florian&oacute;polis, mas tamb&eacute;m para uso nas atividades do Curso de Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia e do AE/NOH. Estudos est&atilde;o em andamento para avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o do roteiro, tanto do ponto de vista da autopercep&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios quanto do seu potencial para melhorar a descri&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es bucais. Ressalta-se, ainda, a necessidade do desenvolvimento de estudos sobre a efetividade do instrumento, tanto no que se refere &agrave; qualifica&ccedil;&atilde;o das descri&ccedil;&otilde;es de les&otilde;es bucais quanto ao seu eventual impacto na comunica&ccedil;&atilde;o interprofissional e no processo de refer&ecirc;ncia em Estomatologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acredita-se que o OralDESC tenha potencial para auxiliar os usu&aacute;rios na descri&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es bucais considerando os tr&ecirc;s primeiros pontos destacados pelo TeamSTEPPS&reg; <sup>11</sup>, e em particular no que se refere ao estabelecimento de terminologiapadr&atilde;o, que permitiria o fornecimento das informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias e em um formato consistente, independente de indiv&iacute;duo ou regi&atilde;o<sup>13,26</sup>. Embora a terminologia seja conhecida, frequentemente h&aacute; dificuldade, entre estudantes de Odontologia e cirurgi&otilde;esdentistas, de transferir esse conhecimento para as atividades cl&iacute;nicas. Por esse motivo, optouse por acrescentar ilustra&ccedil;&otilde;es dos termos que, na experi&ecirc;ncia das autoras, geram mais d&uacute;vidas e questionamentos na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O quarto ponto do TeamSTEPPS&reg; <sup>11</sup> &ndash; a oportunidade da comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; est&aacute; mais na depend&ecirc;ncia do profissional que referencia e do sistema em si, embora haja a expectativa de &ndash; com o uso do roteiro &ndash; haver redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de solicita&ccedil;&otilde;es de consulta devolvidas<sup>1</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe ressaltar que o processo de comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute; complexo, sendo necess&aacute;rio identificar outros pontos que reduzam a resolutividade do sistema. O OralDESC contempla apenas documentos de refer&ecirc;ncia, e aten&ccedil;&atilde;o semelhante deve ser dada ao processo de contrarrefer&ecirc;ncia, especialmente considerando as possibilidades de aprendizado embutidas na intera&ccedil;&atilde;o entre os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o<sup>13,29-32</sup>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>6 CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A forma&ccedil;&atilde;o de profissionais para atuar em sistemas de sa&uacute;de como o SUS &eacute; tarefa complexa, e deve contemplar tanto as necessidades dos usu&aacute;rios quanto do sistema. A interface ensino-servi&ccedil;o potencializa a observa&ccedil;&atilde;o dos desafios regionais na assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, cabendo tamb&eacute;m &agrave;s Universidades, atrav&eacute;s de seus programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, a busca de solu&ccedil;&otilde;es para as dificuldades observadas, em parceria com a rede de aten&ccedil;&atilde;o e seus gestores. Finalmente, ressalta-se que as Diretrizes Curriculares Nacionais em Odontologia preveem a forma&ccedil;&atilde;o para atua&ccedil;&atilde;o multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinar, e a forma&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica precisa envolver a&ccedil;&otilde;es que redundem na atua&ccedil;&atilde;o profissional desejada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora a comunica&ccedil;&atilde;o escrita seja uma compet&ecirc;ncia essencial para a comunica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica<sup>15,17,32,34</sup>, o desenvolvimento dessa habilidade n&atilde;o parece estar formalmente integrado &agrave; maioria dos curr&iacute;culos acad&ecirc;micos no Brasil. A literatura revisada pelas autoras &ndash; e apenas parcialmente contemplada neste artigo &ndash; permitiu perceber a amplitude e profundidade das discuss&otilde;es em andamento no que se refere aos processos de comunica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &ndash; e que incluem tamb&eacute;m o desenvolvimento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o com pacientes<sup>36,37</sup> e corpo t&eacute;cnico<sup>38</sup>. Tal conjunto de reflex&otilde;es merece entrar na pauta de discuss&otilde;es de institui&ccedil;&otilde;es comprometidas com a qualifica&ccedil;&atilde;o do ensino, como a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ensino Odontol&oacute;gico (ABENO), bem como de iniciativas institucionais para a forma&ccedil;&atilde;o docente &ndash; incluindo a forma&ccedil;&atilde;o docente nos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Rohden NT, Costa AM, Silva MLB. An&aacute;lise sobre a inser&ccedil;&atilde;o da especialidade de Estomatologia do Hospital Universit&aacute;rio no Sistema de Regula&ccedil;&atilde;o de Florian&oacute;polis e seus benef&iacute;cios na pr&aacute;tica odontol&oacute;gica. Cole&ccedil;&atilde;o Gest&atilde;o da Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2013;13:25&ndash;45. Dispon&iacute;vel em: http:// gsp.cursoscad.ufsc.br/wp/wp-content/uplo ads/2013/03/Volume-13-Artigo02.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. O SUS de A a Z. Bras&iacute;lia; 2009; S&eacute;rie F. Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de:481. Dispon&iacute;vel em: http://bvsms.sa&uacute;de.gov.br/ bvs/publicacoes/sus_az_garantindo_saude _municipios_3ed_p1.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Diretrizes para a implanta&ccedil;&atilde;o de Complexos Reguladores &#91;Internet&#93;. Bras&iacute;lia; 2006. Dispon&iacute;vel em: http://bvsms.saude.gov. br/bvs/ publicacoes/ DiretrizesImplantComplexos Reg2811.pdf </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de. Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de &#91;Internet&#93;. Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de, editor. Bras&iacute;lia; 2011. 1 p. Dispon&iacute;vel em: http:// www.conass.org. br/bibliotecav3/pdfs/colecao2011/livro_ 3.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Gest&atilde;o financeira do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &#91;Internet&#93;. 3rd ed. (null), editor. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2003. Dispon&iacute;vel em: http://www.fns2.saude.gov. br/documentos/ Publicacoes/Manual_Gestao_ Fin_SUS.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Almeida PF de, Giovanella L, Mendon&ccedil;a MHM de, Escorel S. Desafios &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o dos cuidados em sa&uacute;de: estrat&eacute;gias de integra&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis assistenciais em grandes centros urbanos. Cad Saude Publica. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz; 2010;26(2) :286&ndash;98. Dispon&iacute;vel em: http://www. scielo. br/pdf/csp/v26n2/08.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. BRASIL. SISREG - Sistema Nacional de Regula&ccedil;&atilde;o &#91;Internet&#93;. &#91;cited 2015 Jul 21&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www2. datasus. gov.br/DATASUS/index.php?acao= 11&amp;id=30430 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Bender ADS, Molina LR, Mello ALSF de. Absente&iacute;smo na aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e suas implica&ccedil;&otilde;es na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Revista Espa&ccedil;o para a Sa&uacute;de. Londrina; 2010;11(2):56&ndash;65. Dispon&iacute;vel em: http:// www.uel.br/ccs/espacoparasaude/v11n2 /absent.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lasswell HD. The structure and function of communication in society. In: Bryson L, editor. The Communication of Ideas. New York; 1948. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.Pereira DC. A rela&ccedil;&atilde;o esp&iacute;rito-sociedade. Nova Educa&ccedil;&atilde;o na Nova Ci&ecirc;ncia para a Nova Sociedade. Cidade do Porto: Universidade do Porto; 2007. pp. 401&ndash;86. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.Agency for Healthcare Research &amp; Quality. TeamSTEPPS&reg;: Strategies and Tools to Enhance Performance and Patient Safety &#91;Internet&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www. ahrq.gov/professionals/education/curriculum- tools/teamstepps/ index.html </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.Alonso A, Baker DP, Holtzman A, Day R, King H, Toomey L, et al. Reducing medical error in the Military Health System: How can team training help? Human Resource Management Review. 2006;16(3) :396&ndash;415. Dispon&iacute;vel em: http://www. sciencedirect. com/science/article/pii/S105 3482206000520 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.Tattersall MHN, Butow PN, Brown JE, Thompson JF. Improving doctors' letters. Med J Aust. 2002 Nov 4;177(9) :516&ndash;20. Dispon&iacute;vel em: https://www. mja.com. au/system/files/issues/177_09_041102/ tat10851_fm.pdf </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.Berta W, Barnsley J, Bloom J, Cockerill R, Davis D, Jaakkimainen L, et al. Enhancing continuity of information - essential components of a referral document. Can Fam Physician. The College of Family Physicians of Canada; 2008 Oct 1;54(10):1432&ndash; 6. Dispon&iacute;vel em: http:// www.cfp.ca/content/ 54/10/ 1432.full </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.Chetcuti K, Farrugia R, Cassar K. GP referral letters: time for a template? Malta Medical Journal; 2009 Jun;21 (2):26&ndash;9. Dispon&iacute;vel em: https://www. um.edu.mt/ library/oar/handle/123456789/921 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.Lin CY. Improving care coordination in the specialty referral process between primary and specialty care. N C Med J. 2012 Jan;73(1):61&ndash;2. Dipon&iacute;vel em: http://nciom.org/wp-content/uploa ds/2012/01/73115-web.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.Fran&ccedil;ois J. Tool to assess the quality of consultation and referral request letters in family medicine. Can Fam Physician. 2011 May;57(5):574&ndash;5. Dispon&iacute;vel em: http://www.cfp.ca/content/57/5/574.full. pdf+html </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.Gandhi TK, Sittig DF, Franklin M, Sussman AJ, Fairchild DG, Bates DW. Communication breakdown in the outpatient referral process. J Gen Intern Med. Springer; 2000 Sep;15(9):626&ndash;31. Dispon&iacute;vel em: http://www.ncbi. nlm.nih.gov/pmc/ articles/ PMC1495590/pdf/jgi_91119.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.Hodgson TA, Buchanan JAG, Garg A, Ilyas SE, Porter SR. An audit of the UK national cancer referral guidelines for suspected oral mucosal malignancy. Br Dent J. 2006 Nov 25;201(10):643&ndash;7. Dispon&iacute;vel em: http://www.nature. com/ bdj/journal/ v201/n10/pdf/4814262a.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.Ibiyemi O, Ibiyemi T. Quality and contents of referral letters from peripheral health centers to the dental centre of a teaching hospital, southwestern Nigeria. Acta odontologica Scandinavica. Informa Healthcare Stockholm; 2012 Mar;70(2) :165&ndash;8. Dispon&iacute;vel em: http://informa healthcare. com/doi/pdf/10.3109/000163 57.2011.600712 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.Ferreira JBB, Mishima SM, Santos JSD, Forster AC, Ferraz CA. O complexo regulador da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de na perspectiva de seus sujeitos operadores. Interface (Botucatu). Interface - Comunica&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o; 2010;14(33):345&ndash;58. Dispon&iacute;vel em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v14 n33/a09v14n33.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22.Harris M, Ferreira A, Mor&atilde;es I, de Andrade F, de Souza D. Reply letter utilization by secondary level specialists in a municipality in Brazil: a qualitative study. Rev Panam Salud Publica. 2007 Feb;21(2-3):96&ndash; 110. Dispon&iacute;vel em: http://www. scielosp. org/pdf/rpsp/v21n2-3/05.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.Machado LM, Colom&eacute; JS, Beck CLC. Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e o sistema de refer&ecirc;ncia e de contra-refer&ecirc;ncia: um desafio a ser enfrentado. Revista de Enfermagem da UFSM &#91;Internet&#93;. 2011 Jan 21;1(1):31&ndash;40. Dispon&iacute;vel em: http:// cascavel. ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/ reufsm/article/view/2337 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24.Fratini JRG, Saupe R, Massaroli A. Refer&ecirc;ncia e contra refer&ecirc;ncia: contribui&ccedil;&atilde;o para a integralidade em sa&uacute;de - DOI: 10.4025/cienccuidsaude.v7i1. 4908. Cienc Cuid Saude. 2008 Sep 8;7(1):65&ndash;72. Dispon&iacute;vel em: http://eduem.uem.br /ojs/index. php/CiencCuidSaude/article/download/ 4908/ 3211 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.Farup PG, Blix I, F&oslash;rre S, Johnsen G, Lange O, Johannessen R, et al. What causes treatment failure - the patient, primary care, secondary care or inadequate interaction in the health services? BMC Health Serv Res. BioMed Central Ltd; 2011;11(1):111. Dispon&iacute;vel em: http:// www.biomedcentral.com/content/pdf/ 1472-6963-11-111.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.O'Byrne L, Darlow C, Roberts N, Wilson G, Partridge MR. Smoothing the passage of patients from primary care to specialist respiratory opinion. Prim Care Respir J. 2010 Sep;19(3):248&ndash;53. Dispon&iacute;vel em: http://www.nature.com/articles/pcrj 201028 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27.Foot C, Naylor C, Imison C. The quality of GP diagnosis and referral &#91;Internet&#93;. Report - The King's Fundation. 2010 p. 77. Dispon&iacute;vel em: http://www. kingsfund. org.uk/sites/files/kf/Diagno sis%20 and%20referral.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28.Kvamme OJ, Olesen F, Samuelson M, Samuelsson M. Improving the interface between primary and secondary care: a statement from the European Working Party on Quality in Family Practice (EQuiP). Qual Health Care. BMJ Group; 2001 Mar;10(1):33&ndash;9. Dispon&iacute;vel em: http://qualitysafety.bmj.com/content/10/1 /33.full.pdf+html </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29.Newton J, Eccles M, Hutchinson A. Communication between general practitioners and consultants: what should their letters contain? BMJ &#91;Internet&#93;. BMJ Group; 1992 Mar 28;304(6830): 821&ndash;4. Dispon&iacute;vel em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles /PMC1881665/pdf/bmj00066-0039.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30.Westerman RF, Hull FM, Bezemer PD, Gort G. A study of communication between general practitioners and specialists. Br J Gen Pract. 1990 Nov;40(340): 445&ndash;9. Dispon&iacute;vel em: http://www. ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC 1371413/pdf/brjgenprac00074-0007.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31.Smith S, Khutoane G. Why doctors do not answer referral letters. South African Family Practice. Medpharm Publications Pty Ltd; 2009;51(1):64&ndash;7. Dispon&iacute;vel em: http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.10 80/ 20786204.2009.10873810 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32.Lingard L, Hodges B, MacRae H, Freeman R. Expert and trainee determinations of rhetorical relevance in referral and consultation letters. Med Educ. 2004 Feb;38(2):168&ndash;76. Dispon&iacute;vel em: http:// onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.136 52923.2004. 01745.x/pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33.Lingard LA, Haber RJ. What do we mean by "relevance?" A clinical and rhetorical definition with implications for teaching and learning the case-presentation format. Acad Med. 1999 Oct;74(10 Suppl):S124&ndash; 7. Dispon&iacute;vel em: http://journals. lww.com/academicmedicine/pages/articleviewer. aspx?year=1999&amp;issue=10000 &amp;article= 00061&amp;type=abstract </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34.Nestel D, Kidd J. Teaching and learning about written communications in a United Kingdom medical school. Educ Health (Abingdon). 2004 Mar;17(1):27&ndash;34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35.BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Portaria No 4.270, de 30 de dezembro de 2010. &#91;Internet&#93;. Dec 30, 2010. Dispon&iacute;vel em: http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/ 2011/img/07_jan_portaria4279_ 301210.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36.Carey JA, Madill A, Manogue M. Communications skills in dental education: a systematic research review. European Journal of Dental Education. Blackwell Publishing Ltd; 2010 May;14(2):69&ndash;78. Dispon&iacute;vel em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/ 10.1111/j.16000579.2009.00586.x/pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37.Candlin S. Therapeutic communication. French Forest: Pearson Education Australia; 2008. 261 p. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38.Evans J, Henderson A, Johnson N. The future of education and training in dental technology: designing a dental curriculum that facilitates teamwork across the oral health professions. Br Dent J. Nature Publishing Group; 2010 Mar 13;208(5):227&ndash; 30. Dispon&iacute;vel em: http://www.nature .com/bdj/journal/v208/n5/pdf/sj.bdj. 2010.208.pdf</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/abeno/v15n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a>    <b>Correspondencia para:</b> <br/>   Profa. Dra. Maria In&ecirc;s Meurer<br/>   Universidade Federal de Santa Catarina Campus Universit&aacute;rio &ndash; Trindade     <br>   88040-370 - Florian&oacute;polis - SC - Brasil    <br>   E-mail: <a href="mailto:meurer.m.i@ufsc.br">meurer.m.i@ufsc.br</a></font></p>      ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise sobre a inserção da especialidade de Estomatologia do Hospital Universitário no Sistema de Regulação de Florianópolis e seus benefícios na prática odontológica.]]></article-title>
<source><![CDATA[Coleção Gestão da Saúde Pública.]]></source>
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