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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Among the skills and competencies that involve training in dentistry, some of them require great creativity. In health education, this ability is intensely required, and scenic activities are opportunities for behavioral changes to occur in the context of their training. This study was an integral part of the extension project where health promotion activities were carried out with indigenous ethnic groups assisted by Casa de Saúde Indígena/CASAI in Belém/Pará. Among these activities, the authors developed pedagogical workshops with the different groups, clinical examination, topical application of fluoride, atraumatic restorative treatment and, transversally, educational actions with emphasis on scenic activity in its aspect known as Silent theater. The linguistic diversity observed in CASAI is an important challenge to health education strategies. However, by prioritizing different forms of communication such as those in the Silent theater, the limits are largely overcome. The playful with positive scenic modeling is an extremely rich resource in health education, especially in the face of limited oral communication conditions. This resource can translate ideas showing as viable educational technology for health education with these groups.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="righ">&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></a><a name="top"/><B>Teatro mudo como alternativa de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal com ind&iacute;genas no Estado do Par&aacute;</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Silent theater as educational alternative in oral health with indigenous in Par&aacute;</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alu&iacute;sio Ferreira Celestino J&uacute;nior<sup>I</sup>; D&eacute;bora Alves Soeiro<sup>II</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Jordana Alexandre Braz Aim&eacute;e<sup>II</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Rayssa Martins Carvalho<sup>II</sup></b></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>; Rebeca Menezes Rendeiro<sup>II</sup>; Tamiris Faro Casseb<sup>II</sup>; Wellisson Luigi Lima Pinheiro<sup>II</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Docente do curso de Odontologia do Centro Universit&aacute;rio do Par&aacute;    <br>   <sup>II</sup> Acad&ecirc;mico do curso de Odontologia do Centro Universit&aacute;rio do Par&aacute;</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia para:</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as habilidades e compet&ecirc;ncias que envolvem a forma&ccedil;&atilde;o em Odontologia, parte delas exige grande criatividade. Na educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, esta habilidade &eacute; intensamente exigida e as atividades c&ecirc;nicas s&atilde;o oportunidades para que mudan&ccedil;as de comportamento ocorram no contexto de sua forma&ccedil;&atilde;o. Este estudo foi parte integrante de projeto de extens&atilde;o onde foram realizadas atividades de Promo&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de com etnias ind&iacute;genas assistidas pela Casa de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena (CASAI) em Bel&eacute;m-Par&aacute;. Dentre estas atividades, os autores desenvolveram oficinas pedag&oacute;gicas com os diferentes grupos, exame cl&iacute;nico, aplica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de fl&uacute;or, tratamento restaurador atraum&aacute;tico e, transversalmente, a&ccedil;&otilde;es educativas com destaque para atividade c&ecirc;nica em sua vertente conhecida como Teatro Mudo. A diversidade lingu&iacute;stica observada na CASAI constitui um desafio importante &agrave;s estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Entretanto, ao se priorizar formas diferentes de comunica&ccedil;&atilde;o como aquelas do Teatro Mudo, os limites s&atilde;o em grande parte superados. O l&uacute;dico com modelagem c&ecirc;nica positiva &eacute; um recurso extremamente rico na educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, principalmente diante de condi&ccedil;&otilde;es de limite da comunica&ccedil;&atilde;o oral. Este recurso consegue traduzir ideias mostrando-se como tecnologia educativa vi&aacute;vel para educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de com estes grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores:</B> Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Bucal. Popula&ccedil;&otilde;es Ind&iacute;genas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Among the skills and competencies that involve training in dentistry, some of them require great creativity. In health education, this ability is intensely required, and scenic activities are opportunities for behavioral changes to occur in the context of their training. This study was an integral part of the extension project where health promotion activities were carried out with indigenous ethnic groups assisted by Casa de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena/CASAI in Bel&eacute;m/Par&aacute;. Among these activities, the authors developed pedagogical workshops with the different groups, clinical examination, topical application of fluoride, atraumatic restorative treatment and, transversally, educational actions with emphasis on scenic activity in its aspect known as Silent theater. The linguistic diversity observed in CASAI is an important challenge to health education strategies. However, by prioritizing different forms of communication such as those in the Silent theater, the limits are largely overcome. The playful with positive scenic modeling is an extremely rich resource in health education, especially in the face of limited oral communication conditions. This resource can translate ideas showing as viable educational technology for health education with these groups.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Health Education. Oral Health. Indigenous Population.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> 1 INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atividades l&uacute;dicas como ferramenta de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal t&ecirc;m sido utilizadas por meio de diferentes estrat&eacute;gias em todas as &aacute;reas da sa&uacute;de. A Odontologia vem integrando cada vez mais o paradigma de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de nestas estrat&eacute;gias, as quais potencializam maior ades&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos de cuidados com a sa&uacute;de bucal<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora haja um decl&iacute;nio da incid&ecirc;ncia de c&aacute;rie no mundo, esta enfermidade ainda &eacute; um grande desafio sanit&aacute;rio em nosso pa&iacute;s. Houve melhora significativa nos &uacute;ltimos anos, mas na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica, a mais prevalente patologia bucal toma propor&ccedil;&otilde;es mais s&eacute;rias que no restante do pa&iacute;s. Tomando-se como refer&ecirc;ncia o mais recente levantamento epidemiol&oacute;gico realizado no Brasil, verifica-se que esta &eacute; a regi&atilde;o com as maiores dificuldades, apresentando o pior quadro de preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie aos 12 anos que &eacute; a principal idade de compara&ccedil;&atilde;o entre diferentes popula&ccedil;&otilde;es<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta patologia, mesmo nesta regi&atilde;o, n&atilde;o apresenta perfil uniforme em termos de distribui&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o. Este agravo se concentra principalmente em popula&ccedil;&otilde;es com perfil socioecon&ocirc;mico desfavor&aacute;vel, principalmente nas periferias das grandes cidades como tamb&eacute;m nas &aacute;reas mais interiorizadas<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Amaz&ocirc;nia, as transi&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gica e demogr&aacute;fica tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o homog&ecirc;neas. H&aacute; lugares desta grande regi&atilde;o brasileira onde as doen&ccedil;as infectocontagiosas s&atilde;o expoentes de adoecimento na popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas que tamb&eacute;m avan&ccedil;am. S&atilde;o comunidades mais vulner&aacute;veis como aquelas onde o &iacute;ndice de desenvolvimento humano &eacute; cronicamente cr&iacute;tico<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As popula&ccedil;&otilde;es tradicionais como quilombolas, ribeirinhos e ind&iacute;genas acompanham esta situa&ccedil;&atilde;o preocupante com o agravante de n&atilde;o se ter muitas informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas. Os benef&iacute;cios que poderiam garantir melhor sa&uacute;de bucal verificados em parte da popula&ccedil;&atilde;o brasileira n&atilde;o &eacute; homog&ecirc;neo tamb&eacute;m<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo particular, as popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas apresentam-se em grande parte sob uma intensa transi&ccedil;&atilde;o nutricional, em que alimentos industrializados v&atilde;o substituindo a alimenta&ccedil;&atilde;o tradicional<sup>6</sup>. Desta forma, estas popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas v&atilde;o assumindo um novo tra&ccedil;o de mudan&ccedil;a na sua alimenta&ccedil;&atilde;o, passando a ser cada vez mais hipercal&oacute;rica, rica em s&oacute;dio e de valor nutricional prec&aacute;rio. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este conjunto de fatores influencia o surgimento de doen&ccedil;as como diabetes mellitus, hipertens&atilde;o arterial, obesidade, c&aacute;rie, entre outras patologias associadas ao novo estilo de vida. Concorrem para isso o fato de que estas comunidades adquirem o novo h&aacute;bito de risco, mas nem sempre assumem o h&aacute;bito de prote&ccedil;&atilde;o que a ele deveria estar associado. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as bucais &eacute; comum observar uma mudan&ccedil;a da dieta, que n&atilde;o &eacute; acompanhada do autocuidado em sa&uacute;de bucal<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se sobrep&otilde;e a este problema, a dificuldade de se obter informa&ccedil;&otilde;es qualificadas sobre preven&ccedil;&atilde;o e acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal por popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas<sup>8</sup>. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil supor o quanto este quadro &eacute; preocupante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Pose<sup>9</sup>, as mudan&ccedil;as e press&otilde;es exercidas pela sociedade nacional t&ecirc;m sido apontadas como fator determinante para o acr&eacute;scimo de diferentes n&iacute;veis de preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie e outras enfermidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para fazer frente a este quadro complexo &eacute; necess&aacute;rio investir em condi&ccedil;&otilde;es que favore&ccedil;am uma percep&ccedil;&atilde;o de cuidado a ser tomado pelos pr&oacute;prios ind&iacute;genas. Isto pode ser feito de diversas formas e uma delas se refere a estrat&eacute;gias de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de que possam inform&aacute;-los e motiv&aacute;-los para um comportamento de risco menor que estes supramencionados<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Partindo desse pressuposto, os autores desenvolveram projeto de extens&atilde;o universit&aacute;ria que integrou diversas atividades de cuidado a ind&iacute;genas albergados na Casa de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena do Distrito Sanit&aacute;rio Especial Ind&iacute;gena Guam&aacute;- Tocantins. Tais cuidados tiveram como paradigma de refer&ecirc;ncia a Promo&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. No contexto deste projeto foi desenvolvido um teatro educativo, em sua vertente "Teatro Mudo", com o objetivo de promover a melhor percep&ccedil;&atilde;o de riscos, como tamb&eacute;m de cuidados de sa&uacute;de bucal no sentido de orient&aacute;-los de maneira a assumirem uma postura de protagonismo destes cuidados com sua sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>2 RELATO DE EXPERI&Ecirc;NCIA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Este &eacute; um relato de experi&ecirc;ncia desenvolvido a partir de viv&ecirc;ncia em uma unidade de apoio &agrave; sa&uacute;de ind&iacute;gena na periferia da cidade de Bel&eacute;m, distrito de Icoaraci, em espa&ccedil;o institucional denominado Casa de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena (CASAI) do Distrito Sanit&aacute;rio Especial Ind&iacute;gena Guam&aacute;/Tocantins (DSEI GUA-TOC). Segundo a Biblioteca Virtual em Sa&uacute;de<sup>11</sup> um relato de experi&ecirc;ncia &eacute; um tipo de fonte de informa&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave; coleta de depoimentos e registro de situa&ccedil;&otilde;es e casos relevantes que ocorreram durante a implementa&ccedil;&atilde;o de um programa, projeto ou em uma dada situa&ccedil;&atilde;o problema. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Casa de Sa&uacute;de Ind&iacute;gena foi criada para atender a demandas de alojamento e alimenta&ccedil;&atilde;o para comunidades ind&iacute;genas do Distrito Sanit&aacute;rio Especial Ind&iacute;gena Guam&aacute;-Tocantins (DSEIGUATOC) em tr&acirc;nsito, provenientes principalmente de comunidades ind&iacute;genas do Estado do Par&aacute;, estando submetidos a regulamenta&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), embora receba tamb&eacute;m ind&iacute;genas de outros Estados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A CASAI de Bel&eacute;m fica localizada no distrito de Icoaraci, distante 21 km do centro da capital paraense e tem popula&ccedil;&atilde;o flutuante de cerca de 125 ind&iacute;genas das etnias Amanay&eacute;, Anamb&eacute;, Asurini, Atikum, Guajarara, Guarani, Ka&acute;apor, Karaj&aacute;, Kaxuyana, Kayap&oacute;, Munduruku, Parakan&atilde;, Suru&iacute;, Temb&eacute;, Timbira, Tiriy&oacute;, Waiwai, Xikrin e Zo&eacute;, as quais pertencem ao Distrito Sanit&aacute;rio Especial Ind&iacute;gena. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os ind&iacute;genas que se albergam na CASAI o fazem com a finalidade de receberem suporte a tratamentos de sa&uacute;de que n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis em seus locais de origem. Este tratamento, em geral, se refere a necessidade da m&eacute;dia e alta complexidade do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos albergados, entretanto, n&atilde;o &eacute; formada por enfermos, mas por seus acompanhantes. Embora a decis&atilde;o de que cada doente seja acompanhado por apenas um de seus familiares, esta norma n&atilde;o &eacute; rigorosamente respeitada na CASAI de Icoaraci. Por vezes, &eacute; poss&iacute;vel encontrar o n&uacute;cleo familiar completo do enfermo. Este n&uacute;mero em alguns casos supera meia d&uacute;zia de acompanhantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos destes acompanhantes permanecem sem muitas atividades nas instala&ccedil;&otilde;es da CASAI e podem permanecer por longos per&iacute;odos acompanhando o seu parente em tratamento. No tempo de perman&ecirc;ncia nesta unidade de apoio, a ger&ecirc;ncia da CASAI e sua equipe realizam programa&ccedil;&otilde;es com enfoque priorit&aacute;rio na educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Para este fim, foi solicitada a participa&ccedil;&atilde;o dos autores nas atividades que foram formalizadas atrav&eacute;s de projeto de extens&atilde;o universit&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O trabalho realizado foi parte integrante do projeto onde s&atilde;o realizadas outras atividades educativas, preventivas e curativas direcionadas &agrave; comunidade assistida pela CASAI. Dentre estas atividades os autores desenvolveram oficinas pedag&oacute;gicas com os diferentes grupos, al&eacute;m de aplica&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de fl&uacute;or, tratamento restaurador atraum&aacute;tico, exame cl&iacute;nico bucal para identifica&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es com caracter&iacute;sticas de malignidade, les&otilde;es de c&aacute;rie e doen&ccedil;as periodontais. Casos complexos foram encaminhados para atendimento pelos autores e outros volunt&aacute;rios na cl&iacute;nica de gradua&ccedil;&atilde;o no centro de Bel&eacute;m. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paralelamente, foi realizada atividade c&ecirc;nica em sua vertente conhecida como Teatro Mudo, abordando os seguintes temas: import&acirc;ncia de manter os dentes e gengivas saud&aacute;veis, t&eacute;cnicas de autocuidado relacionadas a escova&ccedil;&atilde;o, uso do fio dental e orienta&ccedil;&atilde;o de dieta adequada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto se desenvolveu com estritas caracter&iacute;sticas extensionistas, ou seja, n&atilde;o se tratou de pesquisa cient&iacute;fica, mas de desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es j&aacute; testadas pela ci&ecirc;ncia, portanto, n&atilde;o pretendeu gerar conhecimento generaliz&aacute;vel, desta maneira, n&atilde;o havendo necessidade de submiss&atilde;o a um comit&ecirc; de &eacute;tica em pesquisa por n&atilde;o se configurar como pesquisa propriamente dita. A &aacute;rea onde as diferentes etnias se encontravam (CASAI) n&atilde;o &eacute; territ&oacute;rio ind&iacute;gena, mas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, portanto n&atilde;o foi necess&aacute;ria autoriza&ccedil;&atilde;o da FUNAI para acesso em &aacute;rea Ind&iacute;gena. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar disso os autores comprometeramse em respeitar a vis&atilde;o de mundo das diferentes etnias presentes na CASAI no momento das visitas (costumes, est&eacute;tica, cren&ccedil;as religiosas, organiza&ccedil;&atilde;o social, diferen&ccedil;as lingu&iacute;sticas e estrutura pol&iacute;tica) al&eacute;m de outras peculiaridades relacionadas &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o, sejam elas de ordem intelectual, psicol&oacute;gica e social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em todas as etapas de desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es, foram rigorosamente observadas as normas vigentes relacionadas a estas popula&ccedil;&otilde;es em sua vulnerabilidade, seja de modo geral e em n&iacute;vel individual (enfermidade, limita&ccedil;&atilde;o sensorial ou motora, por exemplo). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As comunidades ind&iacute;genas na Amaz&ocirc;nia s&atilde;o muito heterog&ecirc;neas e isto se deve a diferentes fatores como distintas cosmovis&otilde;es (cren&ccedil;as, valores, atitudes), rela&ccedil;&atilde;o com o ambiente, intera&ccedil;&otilde;es internas e com outros grupos &eacute;tnicos, entre outros elementos<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o de contato com a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &iacute;ndia, por exemplo, influencia de maneira relevante estes grupos humanos. O contato inicial destas comunidades com a sociedade envolvente deu-se em momentos distintos e com intensidade tamb&eacute;m diversificada entre as diferentes etnias. Isto representou, na hist&oacute;ria destes povos, elementos de fortalecimento nas rela&ccedil;&otilde;es, de coes&atilde;o interna em muitos casos, mas tamb&eacute;m de desarmonia em diferentes nuan&ccedil;as, significando para estes povos mudan&ccedil;as importantes em sua cultura, algumas delas n&atilde;o muito favor&aacute;veis e, eventualmente, colocando em risco n&atilde;o somente tra&ccedil;os de sua cultura, mas a pr&oacute;pria vida humana<sup>13</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parte destas transforma&ccedil;&otilde;es culturais se deu no aspecto da linguagem. Com a expans&atilde;o da comunidade n&atilde;o &iacute;ndia iniciada ap&oacute;s a coloniza&ccedil;&atilde;o europeia ainda no s&eacute;culo XVI, um processo gradual, mas intenso fez com que algumas etnias se confrontassem com o colonizador absorvendo elementos da linguagem e por vezes, perdendo a refer&ecirc;ncia da l&iacute;ngua materna, principalmente nas novas gera&ccedil;&otilde;es<sup>14</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse elemento fundamental da identidade cultural, entretanto, n&atilde;o foi de todo abandonado em v&aacute;rias popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas. Preservado, mantem-se como elemento de coes&atilde;o destes povos, mas por outro lado limita a comunica&ccedil;&atilde;o com povos de l&iacute;ngua diferente<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este fen&ocirc;meno de diversidade lingu&iacute;stica, fica patente na CASAI em Icoaraci. Neste espa&ccedil;o de cuidado, ficam albergadas diversas etnias ind&iacute;genas da Amaz&ocirc;nia que se deslocam at&eacute; a CASAI em busca de cuidado com sua sa&uacute;de. Parte dessas pessoas domina razoavelmente o idioma portugu&ecirc;s, outros, entretanto, desconhecem completa ou parcialmente este idioma, o que requer a presen&ccedil;a de int&eacute;rpretes. N&atilde;o s&atilde;o duas ou tr&ecirc;s l&iacute;nguas faladas pelas diferentes comunidades, mas um n&uacute;mero diversificado que dificulta, por vezes, a intera&ccedil;&atilde;o entre os diferentes grupos &eacute;tnicos, principalmente em atividades coletivas. A&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de individuais ou que envolvam apenas uma l&iacute;ngua nativa nem sempre representam grande dificuldade, mas nas atividades simult&acirc;neas com grupos de l&iacute;nguas diferentes, esta barreira se imp&otilde;e. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se planejar a&ccedil;&otilde;es com esta dimens&atilde;o &eacute; importante que os atores envolvidos tenham clara a dificuldade dos s&iacute;mbolos orais t&atilde;o desconhecidos por muitos albergados da CASAI. Assim sendo, &eacute; importante planejar e implementar estrat&eacute;gias que contemplem as minorias lingu&iacute;sticas em sua diversidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para solucionar parte do problema, a presen&ccedil;a de um int&eacute;rprete &eacute; certamente desej&aacute;vel, mas com grande limita&ccedil;&atilde;o num contexto t&atilde;o plural em termos lingu&iacute;sticos. Atividades c&ecirc;nicas, por exemplo, podem valorizar a express&atilde;o corporal com s&iacute;mbolos universais de comunica&ccedil;&atilde;o do corpo. O teatro, portanto, &eacute; uma estrat&eacute;gia que em muito valoriza a comunica&ccedil;&atilde;o em contextos semelhantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O teatro &eacute; uma inven&ccedil;&atilde;o humana antiga, intimamente ligada ao surgimento do homem e sua necessidade de se comunicar<sup>16</sup>. A arte c&ecirc;nica &eacute; profundamente motivadora para crian&ccedil;as e adolescentes, ela os afeta nos aspectos cognitivos, emocionais, motores e sociais e como tal "demanda um alto grau de aten&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o, estimula mem&oacute;ria e percep&ccedil;&atilde;o (...) fomenta a imagina&ccedil;&atilde;o e a expressividade<sup>17</sup>." </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O roteiro da pe&ccedil;a foi cuidadoso, mas permitiu eventuais improvisos para valorizar a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade expectadora. A express&atilde;o corporal utilizada foi propositadamente exuberante, caricata &agrave;s vezes para n&atilde;o deixar d&uacute;vidas sobre seu conte&uacute;do. O bom humor, ao ser valorizado, d&aacute; leveza &agrave; mensagem para que seja positiva, motivadora. Elementos dram&aacute;ticos (de dor, por exemplo) poder&atilde;o existir, mas com solu&ccedil;&otilde;es no contexto de cuidados com a sa&uacute;de, como foi apresentado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As personagens representadas foram seres animados (crian&ccedil;a, jovem, m&atilde;e, pai, cirurgi&otilde;esdentistas) como tamb&eacute;m da anima&ccedil;&atilde;o fant&aacute;stica (sujidades, bact&eacute;ria, escovas de dentes, fio dental, creme dental, fl&uacute;or, espelho cl&iacute;nico). Ao dar vida a estes personagens, ganha-se em dinamismo c&ecirc;nico ao mesmo tempo que estimula com o l&uacute;dico o envolvimento da plateia por meio da imagina&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crian&ccedil;as e adultos participaram desta etapa do projeto de extens&atilde;o e, certamente representa uma estrat&eacute;gia de educa&ccedil;&atilde;o que pode ser estimulada no contexto de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para grupos de l&iacute;nguas diferentes como os encontrados na CASAI como tamb&eacute;m para pessoas com defici&ecirc;ncia auditiva, por exemplo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Independentemente das condi&ccedil;&otilde;es mencionadas, &eacute; um recurso que poder&aacute; ser utilizado com v&aacute;rios grupos, mesmo aqueles que n&atilde;o possuem as caracter&iacute;sticas acima descritas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3</font></b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O teatro mudo &eacute; uma ferramenta que, por valorizar a express&atilde;o corporal permite uma comunica&ccedil;&atilde;o eficaz em grupos linguisticamente distintos como os encontrados na CASAI em Bel&eacute;m. Esta forma de arte conseguiu traduzir ideias mostrando-se como tecnologia educativa vi&aacute;vel para educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de com estes grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A necessidade de comunicar ideias deve permitir uma imers&atilde;o no mundo c&ecirc;nico de forma a transformar tais ideias em comunica&ccedil;&atilde;o. Isto deve ser considerado por quem faz educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para diferentes grupos humanos. Os desafios n&atilde;o s&atilde;o apenas a l&iacute;ngua, mas diversos elementos da cultura de ind&iacute;genas, ribeirinhos, moradores de favelas ou de rua, trabalhadores, jovens, idosos, crian&ccedil;as, gr&aacute;vidas ou qualquer outro grupo que trazem suas complexas viv&ecirc;ncias a serem descortinadas pela linguagem expressa de forma t&atilde;o plural num contexto que se fa&ccedil;a razoavelmente compreendido. </font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Oliveira JCC. Atividades l&uacute;dicas na odontopediatria: uma breve revis&atilde;o da literatura. Rev Bras Odontol. 2014; 7(1):103-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=396700&pid=S1679-5954201700010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de - Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de - Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Pesquisa nacional de sa&uacute;de bucal 2010. Bras&iacute;lia, 2010. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Roncalli AG, Tsakos G, Sheiham A, Souza GC, Richard G, Watt RG. Social determinants of dental treatment needs in brazilian adults. BMC Public Health. 2014; 14:1097. DOI:10.1186/1471-2458-14-1097. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento - PNUD: Atlas do desenvolvimento humano dos munic&iacute;pios brasileiros, 2015. &#91;Acesso em: 27 jul 2016&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www.pnud.org.br/ IDH/Default.aspx?indiceAccordion=1&amp;li=l i_AtlasMunicipios</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Antunes JLF. Interven&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de p&uacute;blica e seu impacto nas desigualdades sociais em sa&uacute;de, Tempo Social. 2015; 27(1):161-74. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Queiroz SSMP, Xavier KO. Pr&aacute;ticas alimentares do grupo ind&iacute;gena Kariri-xoc&oacute;, de Lauro de Freitas-BA: sustentabilidade e desafios em contextos de mudan&ccedil;as. Food Nutr Health. 2015;10(3):649-62. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Moura PG, Batista LRV, Moreira EAM. Popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena: uma reflex&atilde;o sobre a influ&ecirc;ncia da civiliza&ccedil;&atilde;o urbana no estado nutricional e na sa&uacute;de bucal. Rev Nutr PUCCAMP. 2010;23(3):459-65. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. S&aacute; CS, Kuhnen M, Santos IF, Arruda MP, Toassi RFC. Planejamento em sa&uacute;de bucal na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de: da teoria &agrave; pr&aacute;tica. Rev APS. 2015;18(1):92-101. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. POSE SB. Avalia&ccedil;&auml;o das condi&ccedil;&ouml;es de sa&uacute;de bucal dos &iacute;ndios Xav&aacute;nte do Brasil Central &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;, Rio de Janeiro: Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica;1993. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Souza MEM, Carvalho ES, Fernandes ABSP, Carvalho FK, Carvalhal CO, Dutra ALT. A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de como medida de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de bucal. Full Dent Sci. 2015;6(22):239-48. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Biblioteca Virtual em Sa&uacute;de (BVS). Relato de Experi&ecirc;ncia; 2016. &#91;Acesso em: 31 mai 2016&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://brasil.bvs.br/ relatosexperiencia </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Resende LP, Rodrigues L; Meneg&oacute;cio AM. A realidade da tuberculose nos ind&iacute;genas brasileiros com diversidade de etnias em menores de 15 anos de idade. Ensaios Cienc. 2014;18(2)105-11.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Tagliari IA, Ferreira MB, Rocha SLR, Pizzi J, Leite N. Excesso de peso e baixa estatura em crian&ccedil;as de comunidades urbana, rural e ind&iacute;gena. Rev Bras Crescimento Desenvolv Hum. 2016;26(1), 67-73. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Silva MNF, Castilho ACC, Chaves ACA, Pereira C, Maciel, RF, Alc&acirc;ntaraMM, et al. Diversidade lingu&iacute;stica no Par&aacute;: mundos de l&iacute;nguas ind&iacute;genas e de l&iacute;ngua portuguesa. Rev Margens Interdisc. 2014 8(10):97-108. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Braga AO, Bastos ACP. O portugu&ecirc;s do posto ind&iacute;gena Guapor&eacute;: breve hist&oacute;ria do contato lingu&iacute;stico. Moara. 1998;1(3):46-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Silveira AFM. O resgate social atrav&eacute;s do teatro. 2016. &#91;Acesso em: 02 jun 2016&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://www.avm.edu.br/doc pdf/monografias_publicadas/C203477.pdf </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Margoni BMF. A arte c&ecirc;nica como instrumento para o desenvolvimento cognitivo da crian&ccedil;a. 2016. &#91;Acesso em: 02 ago 2016&#93;. Dispon&iacute;vel em: http://educare ceunsp.net/revista/artigos/no2/artigo_03</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/abeno/v17n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Correspond&ecirc;ncia para:</b>    <br>   Alu&iacute;sio Ferreira Celestino J&uacute;nior    <br>   Av. Governador Jos&eacute; Malcher, 163/305-A     <br>66035065 - Nazar&eacute; - Bel&eacute;m/Par&aacute;    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   e-mail: <a href="mailto:celestinojr@yahoo.com.br" target="_blank">celestinojr@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Recebido: 28/12/2016    <br> Aceito: 23/01/2017</b></font></p>      ]]></body>
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<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atividades lúdicas na odontopediatria: uma breve revisão da literatura.]]></article-title>
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