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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recidiva do Tumor Odontogênico Ceratocístico: Análise retrospectiva de 10 anos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Odontogenic keratocyst is a tumor whose origins are remnants of dental laminas. The treatment is based on the characteristics of the lesion. To reduce the recurrence, many techniques should be associated. The goal of this retrospective study was to evaluate different ways of odontogenic keratocyst tumor treatment and rate them against reappearance of the lesion. A retrospective review from 1998 to 2008 of the patients with odontogenic keratocyst treated at Oral Surgery Department of University Hospital of Federal University of Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ) was performed. There were 17 odontogenic keratocyst tumor treated in the period of 10 years. Among the cases, 10 relapsed (58.8%) after primary treatment. Enucleation alone were responsible for 71.42% of the recurrence. In the second surgery the most used procedure was the enucleation followed use of Carnoy's Solution. There were 57.14% of recurrence with this technique. Five patients needed a third intervention. The reverting occurred between 1 to 2.5 years, range 2.2 . It is important to associate methods to decrease reappearance of odontogenic keratocyst tumor. In this study besides the small sample Carnoy's solution was the most used method and showed to be an effective one to bring down the reoccurrence of this lesion.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ceratocistos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Recidiva do Tumor Odontog&ecirc;nico Ceratoc&iacute;stico: An&aacute;lise retrospectiva de 10 anos</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keraticyst Odontogenic Tumor Recurrence: Retrospective Reserch of 10 Years</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Stephanie Balmick<sup>I</sup>; Wagner Hespanhol<sup>II</sup>; Maria Aparecida de Albuquerque Cavalcante<sup>III</sup>; Italo Honorato Alfredo Gandelmann<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Aluna do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral HUCFF/UFRJ    <br> <sup>II</sup> Especialista em Patologia bucal, Doutor em Odontologia - Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro- Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral HUCFF/UFRJ    <br> <sup>III </sup>Professora Titular e Coordenadora do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral HUCFF/UFRJ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV </sup>Livre Docente e Professor em&eacute;rito da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral HUCFF/ UFRJ </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Ceratocisto odontog&ecirc;nico &eacute; um tumor que se origina dos remanescentes da l&acirc;mina dent&aacute;ria. O tratamento deve ser baseado nas caracter&iacute;sticas da les&atilde;o e para que seja efetivo, a associa&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas &eacute; indicada. O objetivo deste estudo foi comparar os m&eacute;todos de tratamento utilizados com o &iacute;ndice de recidiva. Foi feita uma an&aacute;lise retrospectiva de 1998 a 2008 dos casos diagnosticados como tumor odontog&ecirc;nico ceratoc&iacute;stico pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ). No per&iacute;odo de 10 anos foram tratados 17 pacientes. Destes, 10 (58,8%) recidivaram ap&oacute;s o tratamento prim&aacute;rio. A enuclea&ccedil;&atilde;o quanto utilizada sozinha foi respons&aacute;vel por 71,42% das recidivas. Na segunda cirurgia o procedimento mais utilizado foi a enuclea&ccedil;&atilde;o seguida da aplica&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy. Nestes casos o &iacute;ndice de recidiva foi de 57,14%. Cinco pacientes precisaram ser submetidos a uma terceira interven&ccedil;&atilde;o. As recidivas surgiram de 1 a 2.5 anos, m&eacute;dia 2,2 anos. A associa&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos &eacute; importante para a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de recidivas. Apesar da amostra pequena, a solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy foi o m&eacute;todo mais utilizado e demonstrou ser eficaz na diminui&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de recidiva no tratamento desta les&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Ceratocistos, Tratamento, Recidiva, Tumores odontog&ecirc;nicos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Odontogenic keratocyst is a tumor whose origins are remnants of dental laminas. The treatment is based on the characteristics of the lesion. To reduce the recurrence, many techniques should be associated. The goal of this retrospective study was to evaluate different ways of odontogenic keratocyst tumor treatment and rate them against reappearance of the lesion. A retrospective review from 1998 to 2008 of the patients with odontogenic keratocyst treated at Oral Surgery Department of University Hospital of Federal University of Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ) was performed. There were 17 odontogenic keratocyst tumor treated in the period of 10 years. Among the cases, 10 relapsed (58.8%) after primary treatment. Enucleation alone were responsible for 71.42% of the recurrence. In the second surgery the most used procedure was the enucleation followed use of Carnoy's Solution. There were 57.14% of recurrence with this technique. Five patients needed a third intervention. The reverting occurred between 1 to 2.5 years, range 2.2 . It is important to associate methods to decrease reappearance of odontogenic keratocyst tumor. In this study besides the small sample Carnoy's solution was the most used method and showed to be an effective one to bring down the reoccurrence of this lesion.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Keratocyst, Treatment. Recurrence, Odontogenic tumor.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ceratocisto odontog&ecirc;nico &eacute; um tumor originado de c&eacute;lulas da l&acirc;mina dent&aacute;ria. Representa 3 a 11 % das les&otilde;es odontog&ecirc;nicas de aspecto c&iacute;stico<sup>1</sup>. Diferente dos demais cistos que crescem devido ao aumento da press&atilde;o osm&oacute;tica, este, al&eacute;m disto, parece ter um mecanismo pr&oacute;prio de crescimento relacionado a fatores inerentes do pr&oacute;prio epit&eacute;lio ou com a atividade enzim&aacute;tica na c&aacute;psula fibrosa<sup>2</sup>. Em 2005, baseado em seu comportamento biol&oacute;gico a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) reclassificou esta les&atilde;o passando a denomin&aacute;-la tumor odontog&ecirc;nico ceratoc&iacute;stico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O tumor odontog&ecirc;nico ceratocistico, ao menos que haja infec&ccedil;&atilde;o associada, &eacute; assintom&aacute;tico. Desenvolvese no sentido anteroposterior, pelos espa&ccedil;os medulares &oacute;sseos, sem causar expans&atilde;o evidente tornando sua descoberta resultado de achado radiogr&aacute;fico<sup>1,3</sup>. No exame de imagem, apresenta-se radiotransparente de contorno bem definido geralmente na regi&atilde;o posterior da mand&iacute;bula, &acirc;ngulo e ramo<sup>1,4,5</sup>. Em 25 a 40 % dos casos est&aacute; associado &agrave; coroa de um dente incluso logo, a falha da irrup&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria &eacute; clinicamente um fator constante. No entanto, diversas les&otilde;es de origem dent&aacute;ria apresentam estas caracter&iacute;sticas. O diagn&oacute;stico &eacute; feito mediante exame histopatol&oacute;gico<sup>1,4,5</sup> que pode demonstrar epit&eacute;lio ortoqueratinizado, mais comum nos cistos isolados ou a variante paraqueratinizada, presente na maioria dos casos de s&iacute;ndrome do carcinoma nev&oacute;ide basocelular (S&iacute;ndrome de Gorlin)<sup>5,6</sup>. Os cistos desta s&iacute;ndrome apresentam atividade mit&oacute;tica aumentada no epit&eacute;lio e potencial de diferencia&ccedil;&atilde;o da camada basal<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento deste pode requerer m&uacute;ltiplas cirurgias uma vez que sua remo&ccedil;&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil devido &agrave; c&aacute;psula fina e fri&aacute;vel. A perman&ecirc;ncia de parte da c&aacute;psula dentro da cavidade e a presen&ccedil;a de cistos sat&eacute;lites est&atilde;o associadas &agrave; recorr&ecirc;ncia<sup>5,7</sup>. As cirurgias s&atilde;o de enuclea&ccedil;&atilde;o, ou seja, a remo&ccedil;&atilde;o total da les&atilde;o com manipula&ccedil;&atilde;o direta da mesma, ou ressec&ccedil;&atilde;o, na qual parte de tecido supostamente saud&aacute;vel tamb&eacute;m &eacute; retirado. Dentre os crit&eacute;rios para a escolha da t&eacute;cnica est&aacute; a &aacute;rea a ser operada e o tamanho da les&atilde;o<sup>8</sup>. Independente da forma de tratamento, um aspecto importante &eacute; o acesso aos cistos sat&eacute;lites<sup>9</sup>. A vantagem da enuclea&ccedil;&atilde;o se pauta na menor morbidade cir&uacute;rgica, por&eacute;m sozinha esta t&eacute;cnica resulta em pior progn&oacute;stico, sendo indicado utilizar m&eacute;todos adicionais para minimizar a recorr&ecirc;ncia<sup>10,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy e crioterapia s&atilde;o m&eacute;todos adicionais que promovem cauteriza&ccedil;&atilde;o e necrose &oacute;ssea superficial<sup>1,12,13</sup> destruindo os remanescentes epiteliais da l&acirc;mina dent&aacute;ria das margens &oacute;sseas diminuindo a recorr&ecirc;ncia<sup>6</sup>. A ostectomia perif&eacute;rica &eacute; utilizada com o mesmo intuito, resultando em menor &iacute;ndice de recidiva do que a enuclea&ccedil;&atilde;o sozinha<sup>11,14</sup>. A marsupializa&ccedil;&atilde;o pode ser realizada previamente a enuclea&ccedil;&atilde;o<sup>14,15</sup> para reduzir o tamanho da les&atilde;o. A recorr&ecirc;ncia na enuclea&ccedil;&atilde;o &eacute; de 17 a 56 % <sup>12</sup>. Com a solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy &eacute; reduzida para 9%. A ressec&ccedil;&atilde;o &eacute; a t&eacute;cnica com menor recorr&ecirc;ncia, 0 %<sup>14</sup>, porem &eacute; a mais agressiva causando danos est&eacute;ticos e funcionais ao paciente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste estudo foi, atrav&eacute;s de an&aacute;lise retrospectiva, comparar os diferentes m&eacute;todos de tratamento utilizados no tumor odontog&ecirc;nico ceratoc&iacute;stico com a recidiva da les&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> METODOLOGIA</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi realizada a an&aacute;lise retrospectiva de prontu&aacute;rios de pacientes tratados pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral do Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ) de 1998 a 2008 com cistos nos ossos gn&aacute;ticos. A amostra foi composta por casos em que o resultado do exame histopatol&oacute;gico foi de ceratocisto odontog&ecirc;nico. Como documenta&ccedil;&atilde;o inicial os pacientes possu&iacute;am radiografia panor&acirc;mica das arcadas dent&aacute;rias. As incid&ecirc;ncias fronto naso e lateral obliqua de mand&iacute;bula, em alguns casos a tomografia computadorizada, foram solicitadas como adicional para visualizar melhor o comprometimento &oacute;sseo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A escolha pelo tipo de tratamento foi realizada ap&oacute;s a an&aacute;lise dos exames de imagem. Nas les&otilde;es com probabilidade de fratura patol&oacute;gica da mand&iacute;bula ou envolvimento de estruturas nobres, devido &agrave;s dimens&otilde;es, foi feita a op&ccedil;&atilde;o pela marsupializa&ccedil;&atilde;o. O objetivo era fazer com que a les&atilde;o diminu&iacute;sse de tamanho e houvesse osteog&ecirc;nese na regi&atilde;o atingida, diminuindo a possibilidade de complica&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A marsupializa&ccedil;&atilde;o consiste na remo&ccedil;&atilde;o de parte da mucosa bucal e da c&aacute;psula c&iacute;stica criando uma abertura comunicando os dois meios. Foi realizada a sutura da c&aacute;psula c&iacute;stica com a mucosa bucal e colocado um obturador feito com resina acr&iacute;lica ou borracha de conta-gotas, para manter a abertura, que permaneceu por 06 a 09 meses. O paciente foi orientado a irrigar a cavidade com soro fisiol&oacute;gico 0,9 %, diariamente, sempre ap&oacute;s as refei&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos demais casos foram realizados: enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem; enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem e aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy (&Aacute;lcool absoluto 6ml, clorof&oacute;rmio 3ml, &aacute;cido ac&eacute;tico, glacial 1ml e cloreto f&eacute;rrico 1g) ; enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem com fulgura&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy foi aplicada na loja cir&uacute;rgica ap&oacute;s a curetagem inicial. Foi feita com gaze embebida que permaneceu sobre a cavidade por 3 minutos. Ap&oacute;s esse tempo, a gaze foi removida e o local lavado com soro fisiol&oacute;gico 0,9%. A fulgura&ccedil;&atilde;o, queima das paredes da cavidade c&iacute;stica com o bisturi el&eacute;trico, quando realizada, foi feita ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy e antes do fechamento da ferida cir&uacute;rgica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro exame de imagem de controle, radiografia panor&acirc;mica das arcadas dent&aacute;rias, foi realizado ap&oacute;s 01 m&ecirc;s da cirurgia. Ap&oacute;s 03 e 06 meses foram realizados novos exames de imagem, para verificar a neoforma&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea e poss&iacute;veis recidivas. Os pacientes que apresentaram recidivas foram submetidos &agrave; outra interven&ccedil;&atilde;o. O acompanhamento foi mantido com novos exames de imagem a cada 06 meses at&eacute; completar 03 anos e anualmente at&eacute; completar 05 anos.</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No per&iacute;odo de 10 anos foram tratados dezessete casos de ceratocisto odontog&ecirc;nico. Sete receberam como tratamento inicial a enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem; outros sete enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem seguida da aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy; dois casos foram submetidos &agrave; marsupializa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via e em um dos pacientes realizouse a enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem seguida da aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy e fulgura&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram registrados dez casos de recidiva ap&oacute;s o tratamento prim&aacute;rio (58,82%). Menor &iacute;ndice foi encontrado nos quais foi realizada a enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem seguida da aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy (42,85%) e o maior na enuclea&ccedil;&atilde;o sozinha (71,42%). A <a href="#tab01">tabela 1</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos pacientes no tratamento prim&aacute;rio, n&uacute;mero de pacientes tratados com cada t&eacute;cnica e a recidiva ap&oacute;s o tratamento prim&aacute;rio. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n1/a14tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Somente um paciente n&atilde;o retornou para acompanhamento. Nele foi realizada enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem. N&atilde;o h&aacute; dados referentes &agrave; recidiva deste caso. Um paciente era portador da S&iacute;ndrome de Gorlin, na qual h&aacute; maior freq&uuml;&ecirc;ncia destes cistos. A m&eacute;dia de tempo para recorr&ecirc;ncia incluindo todos os pacientes foi de 2,2 anos. Nos casos em que houve recidiva, os pacientes foram submetidos a novos procedimentos cir&uacute;rgicos para que fosse conseguida a total resolu&ccedil;&atilde;o da les&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na segunda interven&ccedil;&atilde;o o procedimento mais realizado foi e enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem seguida da aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy (07 pacientes). 57,14% das les&otilde;es recidivaram (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). A ressec&ccedil;&atilde;o segmentar foi realizada em um paciente ap&oacute;s recorr&ecirc;ncia do tratamento prim&aacute;rio. Neste caso n&atilde;o houve necessidade de procedimentos cir&uacute;rgicos adicionais. Alguns indiv&iacute;duos, 05, passaram por tr&ecirc;s interven&ccedil;&otilde;es. Foi realizada enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem em 3 pacientes e enuclea&ccedil;&atilde;o seguida da aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy em 2 (<a href="#tab03">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n1/a14tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n1/a14tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A recidiva do ceratocisto est&aacute; mais relacionada &agrave; natureza da les&atilde;o do que a t&eacute;cnica cir&uacute;rgica utilizada<sup>7</sup>. A c&aacute;psula fina e fri&aacute;vel e a forma&ccedil;&atilde;o de septos e bordas irregulares conforme o crescimento da les&atilde;o dificulta a remo&ccedil;&atilde;o da cavidade &oacute;ssea atrav&eacute;s da enuclea&ccedil;&atilde;o por curetagem. Nestes casos a ostectomia perif&eacute;rica passa a ser uma melhor op&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O acesso aos cistos sat&eacute;lites determina o progn&oacute;stico do tratamento<sup>9</sup>. Estes n&atilde;o s&atilde;o identific&aacute;veis por meio de radiografia prejudicando a defini&ccedil;&atilde;o da margem cir&uacute;rgica e o tratamento pode ser insuficiente para remover todos os remanescentes da l&acirc;mina dent&aacute;ria. Neste caso, a recorr&ecirc;ncia da les&atilde;o &eacute; evidente<sup>3</sup>. Boyne et al<sup>7</sup> analisando sete pacientes com recidivas a diferentes procedimentos cir&uacute;rgicos no per&iacute;odo de 10 a 21 anos, conclu&iacute;ram que o tratamento das margens da les&atilde;o n&atilde;o &eacute; suficiente para evitar a recidiva, pois a presen&ccedil;a de cistos em &aacute;reas distantes da les&atilde;o prim&aacute;ria, longe nas margens &oacute;sseas tratadas, seria respons&aacute;vel pelo alto &iacute;ndice de recorr&ecirc;ncia. Os pacientes que passaram por ressec&ccedil;&atilde;o segmentar n&atilde;o apresentaram les&otilde;es recidivantes, pois a margem de seguran&ccedil;a inclui os cistos sat&eacute;lites. Isso pode ser observado nos casos tratados pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia Oral do HUCFF/UFRJ onde o &uacute;nico paciente submetido a ressec&ccedil;&atilde;o (2&ordf; cirurgia) n&atilde;o precisou de novas interven&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As caracter&iacute;sticas da les&atilde;o e a condi&ccedil;&atilde;o do paciente devem ser observadas no planejamento cir&uacute;rgico. Ghali et al<sup>9</sup> considerou idade; condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de; disponibilidade para o acompanhamento e a presen&ccedil;a da S&iacute;ndrome de Gorlin, fatores que devem ser observados antes da escolha da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; les&atilde;o considerou: extens&atilde;o, &uacute;nica ou m&uacute;ltipla, uni ou multilocular, prim&aacute;ria ou recidiva com bordas bem definidas ou n&atilde;o, como caracter&iacute;sticas importantes. Myoung et al<sup>15</sup> em estudo envolvendo 132 pacientes sendo 256 les&otilde;es demonstraram resultados em que as recidivas foram mais freq&uuml;entes em indiv&iacute;duos acima de 50 anos (82.4%). No entando outros autores descrevem maiores taxas de recorr&ecirc;ncia em pacientes mais jovens<sup>16</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O comprometimento da cortical &oacute;ssea parece ser um elemento fundamental no estabelecimento da recorr&ecirc;ncia. Shear<sup>2</sup> relacionou a perfura&ccedil;&atilde;o da cortical &oacute;ssea &agrave; maior agressividade, pois isto permite que a les&atilde;o se espalhe pelos tecidos moles. Stoelinga<sup>18</sup> afirmou que quando a cortical &eacute; perfurada a mucosa sobrejacente deve ser removida, pois nela s&atilde;o observadas ilhas de epit&eacute;lio devido &agrave; fus&atilde;o do epit&eacute;lio c&iacute;stico ao da mucosa bucal. Nestes casos, para o tratamento da loja cir&uacute;rgica, dever&aacute; ser utilizada fulgura&ccedil;&atilde;o. Na mand&iacute;bula as perfura&ccedil;&otilde;es ocorrem com mais freq&uuml;&ecirc;ncia na cortical lingual, pois a bucal &eacute; mais espessa pela presen&ccedil;a da linha obl&iacute;qua<sup>3</sup>. Os prontu&aacute;rios dos pacientes, n&atilde;o apresentavam informa&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; perfura&ccedil;&atilde;o da cortical nos casos tratados pelo servi&ccedil;o no per&iacute;odo estudado. Um caso mais recente, n&atilde;o inclu&iacute;do na amostra, ainda esta em acompanhamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A enuclea&ccedil;&atilde;o seguida da aplica&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy &eacute; a terapia complementar mais utilizada e efetiva para diminuir a probabilidade de recidiva<sup>12,14,19,20</sup>, invas&atilde;o e necessidade de novas interven&ccedil;&otilde;es. Stoelinga<sup>3</sup> ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o de 82 casos diagnosticados com tumor odontog&ecirc;nico ceratoc&iacute;stico relataram ser este um m&eacute;todo eficaz na preven&ccedil;&atilde;o de recidiva. Com seu uso o &iacute;ndice passa a ser de 1 a 9 %<sup>12,14</sup>. No presente estudo a solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy foi utilizada em 08 dos 17 pacientes no tratamento prim&aacute;rio, em 08 dos 10 pacientes na segunda interven&ccedil;&atilde;o e em 2 dos 5 pacientes na terceira. As recidivas foram de quatro (50%), quatro (50%) e zero, respectivamente. Mais de uma aplica&ccedil;&atilde;o pode ser realizada no mesmo tempo cir&uacute;rgico<sup>20</sup>, o crit&eacute;rio &eacute; do cirurgi&atilde;o e independente da localiza&ccedil;&atilde;o ou do tamanho do tumor. A inje&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy na luz do cisto tem sido utilizada para solt&aacute;-lo da parede &oacute;ssea facilitando sua remo&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora a solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy, permita melhor tratamento de les&otilde;es intra &oacute;sseas, pode provocar parestesia do nervo alveolar inferior quando utilizada pr&oacute;xima ao canal mandibular<sup>3,20,21</sup>. Entretanto, Ribeiro Junior et al<sup>21</sup> em estudo envolvendo 18 les&otilde;es demonstraram que este &eacute; o m&eacute;todo adicional de tratamento que produz menos complica&ccedil;&otilde;es. A complica&ccedil;&atilde;o mais comum foi &agrave; deisc&ecirc;ncia da sutura provocada pelo contato da solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy com os tecidos moles. Isto promove a cauteriza&ccedil;&atilde;o tecidual impedindo o fechamento adequado da ferida cir&uacute;rgica. Gosau et al<sup>20</sup> afirmam que a altera&ccedil;&atilde;o da sensibilidade &eacute; transit&oacute;ria e ap&oacute;s 2 anos, em m&eacute;dia, h&aacute; total recupera&ccedil;&atilde;o do nervo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A marsupializa&ccedil;&atilde;o &eacute; a t&eacute;cnica de escolha em les&otilde;es de grandes dimens&otilde;es<sup>22</sup>. Requer a coopera&ccedil;&atilde;o do paciente devido ao tempo prolongado de tratamento, cerca de 6 a 12 meses<sup>10,23</sup> e para realizar as irriga&ccedil;&otilde;es<sup>15,22</sup>. N&atilde;o representa m&eacute;todo terap&ecirc;utico definitivo devendo posteriormente ser realizada a enuclea&ccedil;&atilde;o. <sup>5,14,15</sup> Esta associa&ccedil;&atilde;o demonstra resultados semelhantes &agrave; enuclea&ccedil;&atilde;o e aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy<sup>14,22</sup>. Apesar de diminuir a morbidade de uma ressec&ccedil;&atilde;o os pacientes devem ser rigorosamente acompanhados<sup>11,22</sup> e realizada somente nos n&atilde;o sindr&ocirc;micos<sup>8</sup>. No presente estudo a marsupializa&ccedil;&atilde;o foi realizada somente em dois casos. Os cistos eram grandes e causariam o comprometimento de estruturas se fosse optado pela sua remo&ccedil;&atilde;o completa no primeiro tempo cir&uacute;rgico. Uma les&atilde;o recidivou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ressec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; relacionada &agrave; recidiva, por&eacute;m &eacute; um procedimento extremamente agressivo com potencial de causar danos est&eacute;ticos e funcionais para o paciente. &Eacute; a op&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica somente quando outros tratamentos n&atilde;o foram suficientes para controlar o crescimento da les&atilde;o<sup>7</sup>. As les&otilde;es grandes ou que j&aacute; recidivaram muitas vezes em &aacute;reas de dif&iacute;cil acesso devido &agrave; proximidade com estruturas anat&ocirc;micas s&atilde;o tratadas com ressec&ccedil;&atilde;o em bloco (marginal) ou segmentar<sup>10,23</sup>. Dos pacientes tratados no servi&ccedil;o em somente um caso foi realizada ressec&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s recidiva do tratamento prim&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Morgan et al<sup>11</sup> em estudo restrospectivo envolvendo 40 pacientes tratados em 25 anos concluiu que a ostectomia perif&eacute;rica seguida de aplica&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy foi o m&eacute;todo relacionado aos menores &iacute;ndices de recidiva (0%). A enuclea&ccedil;&atilde;o sozinha esteve associada a 54,5 %; ostectomia perif&eacute;rica a 18,2% e enuclea&ccedil;&atilde;o com aplica&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy a 50%. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os ceratocistos odontog&ecirc;nicos s&atilde;o um dos componentes da S&iacute;ndrome de Gorlin. Os cistos s&atilde;o m&uacute;ltiplos da variante paraqueratinizada caracterizada por ter crescimento agressivo e tend&ecirc;ncia &agrave; recidiva ap&oacute;s o tratamento cir&uacute;rgico<sup>1,5,6,15,21</sup>. O acompanhamento nestes casos &eacute; mais importante. Na casu&iacute;stica do servi&ccedil;o somente um paciente era portador da s&iacute;ndrome de Gorlin. Foi submetido a tr&ecirc;s procedimentos cir&uacute;rgicos sem recidivas at&eacute; o presente momento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo para o surgimento das recidivas a literatura sugere que a maioria ocorre 05 ap&oacute;s a cirurgia<sup>1</sup>. No entanto h&aacute; relatos at&eacute; 10 anos depois<sup>14,19</sup>. Sendo assim o acompanhamento em longo prazo &eacute; fundamental. Neste estudo o tempo de recidiva variou de 1 a 2,5 anos, sendo a m&eacute;dia de 2,2 anos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>CONCLUS&Otilde;ES </B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A associa&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos &eacute; importante na diminui&ccedil;&atilde;o da recorr&ecirc;ncia do tumor odontog&ecirc;nico ceratocistico. Os tratamentos menos agressivos diminuem a morbidade do procedimento. No entanto apresentam o potencial de produzir pior progn&oacute;stico, pois aumenta a probabilidade de reincid&ecirc;ncia da les&atilde;o e necessidade de novas interven&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Apesar da amostra pequena, a solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy foi o m&eacute;todo mais utilizado e demonstrou ser eficaz na diminui&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de recidiva no tratamento deste tumor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. NEVILLE, B.W., DAMW, D.D., ALLEN, C.M., BOUQUOT, J.E. Patologia Oral e maxilofacial. Cap. 15 p. 570-573, 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o editora Guanabara koogan, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=454579&pid=S1808-5210201100010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. SHEAR, M. The aggressive nature of the odontogenic keratocyst: is it a benign cystic neoplasm? Part 1. Clinical and early experimental evidence of aggressive behaviour Oral Oncol. 2002 Apr;38(3):219-26 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. STOELINGA, P.J. Long-term follow-up on keratocysts treated according to a defined protocol. Int J Oral Maxillofac Surg. 2001 Feb;30(1):14-25 </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. ALI, M., BAUGHMAN, R. A. Maxillary odontogenic keratocyst A common and serious clinical misdiagnosis. J Am Dent Assoc. 2003 Jul;134(7):877-83</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. GONZ&Aacute;LES-ALVA, P., TANAKA, A., OKU, Y. et al. Keratocystic odontogenic tumor: a retrospective study of 183 cases. J Oral Sci. 2008 Jun;50(2):205-12 </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. AULUCK A., SUHAS, S., PAI, K. M. Multiple Odontogenic Keratocysts: Report of a Case. J Can Dent Assoc. 2006 Sep;72(7):651-6. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. BOYNE, P.J., HOU, D., MORETTA, C. et al. The Multifocal Nature of Odontogenic Keratocysts. J Can Dent Assoc 2005 Dec;33(12) 961-965.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. KOLOKYTHAS, A., FERNANDES, R. P., PAZOKI, A. et al. Odontogenic Keratocyst: To Decompress or Not to Decompress? A Comparative Study of Decompression and Enucleation Versus Resection/Peripheral Ostectomy J Oral Maxillofac Surg. 2007 Apr;65(4):640-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. GHALI, G.E., SCOTT CONNOR, M. Surgical management of the odontogenic keratocyst. Oral Maxillofac Surg Clin North Am. 2003 Aug;15(3):383- 92. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. AUGUST, M., FAQUIN, W.C., TROULIS, M.J. et al. Dedifferentiation of Odontogenic Keratocyst Epithelium After Cyst Decompression. J Oral Maxillofac Surg. 2003 Jun;61(6):678-83. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Morgan, T. A.; Burton, C.C.; Qian, F. A Retrospective Review of Treatment of the Odontogenic Keratocyst. J Oral Maxillofac Surg. 2005 May;63(5):635-639. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. BLANAS, N., FREUND, B., SCHWARTZ, M. et al. Systematic review of the treatment and prognosis of the odontogenic keratocyst. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2000 Nov;90(5):553-8.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. RIBEIRO J&Uacute;NIOR, O., BORBA, A.M., ALVES, C.A.F. et al. Carnoy's solution over the inferior alveolar nerve as a complementaray teratment for keratocystic odontogenic tumors. Rev. Cl&iacute;n. Pesq. Odontol. 2007 set/dez;3(3):199-202. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. MADRAS, J.; LAPOINTE, H. Keratocystic Odontogenic Tumour: Reclassification of the Odontogenic Keratocyst from Cyst to Tumour. J Can Dent Assoc. 2008 Mar;74(2):165-173.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. POGREL, M.A,; JORDAN, R.C.K. Marsupialization as a Definitive Treatment for the Odontogenic Keratocyst. J Oral Maxillofac Surg. 2004 Jun;62(6):651- 655. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Myoung, H.; Hong, S-P.; Hong, S-D.; Lee, J-I.; Lim, C-Y.; Choung, P-H.; Lee, J-H.; Choi, J-Y.; Seo, B-M.; Kim, M-J. Odontogenic keratocyst: Review of 256 cases for recurrence and clinicopathologic parameters. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2001 Mar;91(3):328-33. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Peixoto, R. F.; Menezes, D. P. B.; Pereira, J. S.; Pereira, K. M. A.; Costa, A. L. L. Tumor odontog&ecirc;nico ceratoc&iacute;stico: revis&atilde;o dos achados atuais Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-fac. 2009 jul./set;9(3):21-28. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. STOELINGA, P.J. The treatment of odontogenic keratocysts by excision of the overlying, attached mucosa, enucleation, and treatment of the bony defect with Carnoy solution J Oral Maxillofac Surg. 2005 Nov;63(11):1662-1666. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. ORTAKOGLU, K., SUER, B. T., SENCIMEN, M. A Large Odontogenic Keratocyst Containing A Third Molar Tooth in The Maxillary Antrum. Turk J Med Sci 2005 (35): 341-346. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. GOSAU, M., DRAENERT, F. G. , M&Uuml;LLER, S. et al. Two modifications in the treatment of keratocystic odontogenic tumors (KCOT) and the use of Carnoy's  solution (CS)&mdash;a retrospective study lasting between 2 and 10 years. Clin Oral Investig. 2010 Feb;14(1):27- 34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. RIBEIRO J&Uacute;NIOR, O.; BORBA, A.M.; ALVES, C.A.F. et al. Complica&ccedil;&otilde;es da solu&ccedil;&atilde;o de Carnoy no tratamento de tumores odontog&ecirc;nicos. Revista Ga&uacute;cha de Odontologia 2007 Jul./Set;55(3):263-266. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. MAURETTE, P. E.; JORGE, J.; MORAES, M. Conservative Treatment Protocol of Odontogenic Keratocyst: A Preliminary Study J Oral Maxillofac Surg. 2006 Mar;64(3):379-83. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. TOLSTUNOV, L.; TREASURE, T. Surgical Treatment Algorithm for Odontogenic Keratocyst: Combined Treatment of Odontogenic Keratocyst and Mandibular Defect With Marsupialization, Enucleation, Iliac Crest Bone Graft, and Dental Implants J Oral Maxillofac Surg. 2008 May;66(5):1025-36.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n1/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Stephanie Balmick    <br>   Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: Avenida Paulo de    <br>   Frontin 730/ 408 Bloco 2 Rio Comprido, Rio de Janeiro,    <br>   RJ    <br>   Cep: 20261-243</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:sbsb@mentorschool.com.br" target="_blank">sbsb@mentorschool.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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<year>2004</year>
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