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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da Função Nervo Marginal Mandibular após Acessos Risdon]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Detailed knowledge of the anatomy of the facial nerve and its branches, especially the marginal mandibular one is of fundamental importance in surgical treatment of mandibular fractures by making use of the Risdon surgical approach. The aim of this study is to evaluate the function of the marginal mandibular branch of facial nerve after surgical treatment these fractures by access Risdon. 44 patients with fractures of the mandibular body and angle, and the marginal mandibular nerve function being analyzed through visual inspection based on the rating scale in House-Brackmann facial nerve, in the preoperative and postoperatively (24 hours). Patients who had some degree of dysfunction within 24 hours were reassessed during 01 week, 01 month and 03 months postoperatively. Thirteen (29.55%) had some degree of dysfunction in a PO and thirty one (70.45%) patients had normal function, being females the most affected ones (71.43%). After 03 months, 91% of patients had grade I (normal) and 9% had grade II (mild dysfunction). It can be concluded that the majority of patients showed normal function of the marginal mandibular nerve at all times postoperatively demonstrating safety in the Risdon approaches performed.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Nervo facial]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/><B>Avalia&ccedil;&atilde;o da Fun&ccedil;&atilde;o Nervo Marginal Mandibular ap&oacute;s Acessos Risdon</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Assessment of the Marginal Mandibular Nerve Function after Risdon Approach</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Br&aacute;ulio Carneiro J&uacute;nior<sup>I</sup>; Roberto Almeida de Azevedo<sup>II</sup>; Christiano Sampaio Queiroz<sup>III</sup>; Sara Juliana de Abreu de Vasconcellos<sup>IV</sup>; Josiane Nascimento Santos<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre em Odontologia pela UFBA. Preceptor da Resid&ecirc;ncia de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Santo Ant&ocirc;nio-OSID e UFBA. Professor adjunto do Curso de Odontologia da UESB.    <br> <sup>II</sup> Mestre e Doutor em Odontologia pela UFBA e UFPB em Cirurgia Bucomaxilofacial. Professor adjunto da Faculdade Odontologia da UFBA. Coordenador da Resid&ecirc;ncia de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Santo Ant&ocirc;nio-OSID e UFBA.    <br> <sup>III </sup>Mestre em Odontologia pela UFBA. Preceptor da Resid&ecirc;ncia de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Santo Ant&ocirc;nio-OSID e UFBA.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV </sup>Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela UFBA. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O conhecimento detalhado da anatomia do nervo facial e de seus ramos, em especial o ramo marginal mandibular, &eacute; de fundamental relev&acirc;ncia em cirurgias para tratamento de fraturas mandibulares com uso do acesso cir&uacute;rgico Risdon, evitando-se poss&iacute;veis les&otilde;es. O objetivo deste trabalho &eacute; o de avaliar a fun&ccedil;&atilde;o do ramo marginal mandibular ap&oacute;s tratamento cir&uacute;rgico dessas fraturas, utilizando-se o acesso tipo Risdon. Foi avaliada a fun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular de 44 pacientes com fraturas de corpo e &acirc;ngulo mandibulares, utilizando exame visual com base na escala de classifica&ccedil;&atilde;o do nervo facial House-Brackmann, no pr&eacute;-operat&oacute;rio e p&oacute;s-operat&oacute;rio (24h). Os pacientes que apresentaram algum grau de disfun&ccedil;&atilde;o em 24 h foram reavaliados em 01 semana, 01 m&ecirc;s e 03 meses de p&oacute;s-operat&oacute;rio. Do total avaliado, treze (29,55%) apresentaram algum grau de disfun&ccedil;&atilde;o no 1&ordm; DPO, e trinta e um pacientes (70,45%) apresentaram normalidade na fun&ccedil;&atilde;o, sendo o g&ecirc;nero feminino mais acometido (71,43%). Ap&oacute;s 03 meses, 91% dos pacientes apresentaram grau I (normal) e 9%, grau II (disfun&ccedil;&atilde;o branda). Assim, pode-se concluir que a maioria dos pacientes avaliados apresentou normalidade na fun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular em todos os tempos p&oacute;s-operat&oacute;rios, sendo a disfun&ccedil;&atilde;o branda a mais encontrada, demonstrando seguran&ccedil;a nos acessos Risdon realizados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Nervo facial; Ramo marginal mandibular; Fraturas mandibulares; Inj&uacute;ria Nervosa; Escala House- Brackmann.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Detailed knowledge of the anatomy of the facial nerve and its branches, especially the marginal mandibular one is of fundamental importance in surgical treatment of mandibular fractures by making use of the Risdon surgical approach. The aim of this study is to evaluate the function of the marginal mandibular branch of facial nerve after surgical treatment these fractures by access Risdon. 44 patients with fractures of the mandibular body and angle, and the marginal mandibular nerve function being analyzed through visual inspection based on the rating scale in House-Brackmann facial nerve, in the preoperative and postoperatively (24 hours). Patients who had some degree of dysfunction within 24 hours were reassessed during 01 week, 01 month and 03 months postoperatively. Thirteen (29.55%) had some degree of dysfunction in a PO and thirty one (70.45%) patients had normal function, being females the most affected ones (71.43%). After 03 months, 91% of patients had grade I (normal) and 9% had grade II (mild dysfunction). It can be concluded that the majority of patients showed normal function of the marginal mandibular nerve at all times postoperatively demonstrating safety in the Risdon approaches performed.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Facial nerve, marginal mandibular branch, mandibular fractures, Nerve Injury, House&ndash;Brackmann grading.</font> </p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os traumatismos de face representam uma das mais importantes les&otilde;es observadas na Cirurgia Bucomaxilofacial e, devido a sua proje&ccedil;&atilde;o no ter&ccedil;o inferior da face, a mand&iacute;bula &eacute; frequentemente atingida por traumas, resultando em fraturas, principalmente nos acidentes de tr&acirc;nsito, agress&otilde;es, quedas ou acidentes esportivos. Ela representa o segundo osso mais comumente fraturado no esqueleto facial<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos tratamentos das fraturas mandibulares utilizando o acesso extraoral, &eacute; realizada a exposi&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio fraturado atrav&eacute;s da incis&atilde;o e dissec&ccedil;&atilde;o dos tecidos por planos<sup>2</sup>. Assim, h&aacute; possibilidades de complica&ccedil;&otilde;es com cicatrizes vis&iacute;veis e les&otilde;es ao nervo facial (ramo marginal mandibular). No acesso Risdon, em que uma abordagem com dissec&ccedil;&atilde;o do platisma &eacute; realizada, a incid&ecirc;ncia de disfun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial varia de 11 a 37%<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Les&otilde;es ao nervo marginal mandibular resultante de acessos cir&uacute;rgicos podem estar relacionadas &agrave; dissec&ccedil;&atilde;o excessiva dos tecidos<sup>4</sup>. Devido a in&uacute;meras fun&ccedil;&otilde;es que desempenha, uma inj&uacute;ria ao nervo marginal mandibular normalmente resulta em uma significante deformidade est&eacute;tica, causada pela interrup&ccedil;&atilde;o das fibras nervosas ao depressor do &acirc;ngulo da boca e ao depressor do l&aacute;bio inferior<sup>5</sup>. Pode resultar em assimetria durante o sorriso, com dificuldade de mover l&aacute;bio inferior para baixo e lateralmente do lado afetado<sup>6,7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos diagn&oacute;sticos das les&otilde;es ao nervo facial &eacute; realizada por m&eacute;todos subjetivos de avalia&ccedil;&atilde;o e registro. O sistema de classifica&ccedil;&atilde;o House-Brackmann, entre os m&eacute;todos de an&aacute;lise cl&iacute;nica, &eacute; um dos mais compreens&iacute;veis, al&eacute;m de ter grande concord&acirc;ncia entre suas avalia&ccedil;&otilde;es<sup>8,9,10</sup>. Essa classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das mais utilizadas no acompanhamento evolutivo dos pacientes com paralisia facial, considerando as disfun&ccedil;&otilde;es, monitorando seu grau ao longo do tempo e avaliando o curso da recupera&ccedil;&atilde;o motora<sup>11,12,13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tendo-se em vista o grande &iacute;ndice de fraturas resultante de traumas mandibulares em regi&atilde;o de corpo e &acirc;ngulo mandibular, com necessidade de interven&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de acessos cir&uacute;rgicos pr&oacute;ximos ao ramo marginal mandibular e os poss&iacute;veis riscos que esse procedimento traz a essa estrutura, este trabalho tem como objetivo avaliar a fun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular, baseando-se na escala de classifica&ccedil;&atilde;o do nervo facial House-Brackmann, ap&oacute;s tratamento cir&uacute;rgico de fraturas mandibulares, utilizando-se o acesso Risdon.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAIS E M&Eacute;TODO</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra constituiu-se de 44 indiv&iacute;duos que foram submetidos a tratamento cir&uacute;rgico de fraturas mandibulares (corpo e &acirc;ngulo), utilizando acessos extraorais Risdon, pelo Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais do Hospital Santo Ant&ocirc;nio (HSA) (Obras Sociais Irm&atilde; Dulce - OSID) ou do Hospital Universit&aacute;rio Edgard Santos (HUPES), no per&iacute;odo de fevereiro de 2009 a dezembro de 2009. O projeto da presente pesquisa foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Hospital Santo Ant&ocirc;nio/OSID. Todos os termos deste trabalho est&atilde;o de acordo com os crit&eacute;rios &eacute;ticos exigidos (Resolu&ccedil;&atilde;o MS/CNS no 196/96, que trata da pesquisa em seres humanos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os seguintes par&acirc;metros foram utilizados como crit&eacute;rios de exclus&atilde;o para a amostra: (1) idade menor que dez anos; (2) fraturas sinfis&aacute;rias, parassinfis&aacute;rias e condilares isoladas e (3) portador de qualquer altera&ccedil;&atilde;o funcional do ramo marginal mandibular pr&eacute;via em lado da fratura mandibular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A amostra foi avaliada por uma &uacute;nica avaliadora (residente do terceiro ano de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do HSA e do HUPES (UFBA). Depois de realizado o diagn&oacute;stico, procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o motora do ramo marginal mandibular do nervo facial de cada paciente, baseando-se na escala de classifica&ccedil;&atilde;o do nervo facial House-Brackmann.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Essa escala consiste na avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica visual da fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo facial, observando-se a simetria da movimenta&ccedil;&atilde;o da musculatura inervada pelo nervo. A escala apresenta um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o que varia de I a VI, em que a fun&ccedil;&atilde;o motora &eacute; classificada em normal (grau I), e as disfun&ccedil;&otilde;es motoras em: Disfun&ccedil;&atilde;o branda (grau II), Disfun&ccedil;&atilde;o moderada (grau III), Disfun&ccedil;&atilde;o moderadamente severa (grau IV), Disfun&ccedil;&atilde;o severa (grau V) e Total paralisia (grau VI). A escala avalia todos os ramos do nervo facial, mas, no presente estudo, apenas foi avaliada a fun&ccedil;&atilde;o do ramo marginal mandibular que est&aacute; relacionado ao acesso cir&uacute;rgico pesquisado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No exame cl&iacute;nico, a cada paciente, era solicitado relaxar a musculatura labial e, assim, realizar o sorriso for&ccedil;ado. Dessa maneira, p&ocirc;de ser avaliada a simetria, a exposi&ccedil;&atilde;o dos dentes e a regi&atilde;o de comissura labial. Solicitava-se realizar movimentos de assoviar. Os movimentos e a assimetria eram analisados. Os dados foram anotados na ficha cl&iacute;nica elaborada para a realiza&ccedil;&atilde;o da coleta de dados dessa pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes foram examinados no pr&eacute;-operat&oacute;rio e 24 horas (1&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio) ap&oacute;s a cirurgia. Os que apresentaram qualquer tipo de inj&uacute;ria do nervo marginal mandibular no 1&ordm; dia p&oacute;s-operat&oacute;rio (T1) foram examinados na 1&ordf; semana (T2), no 1&ordm; m&ecirc;s (T3) e no 3&ordm; m&ecirc;s (T4) de p&oacute;s-operat&oacute;rio, realizando o mesmo procedimento para a avalia&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-operat&oacute;rio. Os pacientes eram avaliados nos ambulat&oacute;rios e nas enfermarias do Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Santo Ant&ocirc;nio e na Faculdade de Odontologia da UFBA. Essa pesquisa n&atilde;o interferiu na rotina de revis&otilde;es dos pacientes operados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada paciente da amostra foi submetido a um &uacute;nico procedimento cir&uacute;rgico para tratamento da fratura. As fraturas foram acessadas, segundo a descri&ccedil;&atilde;o da literatura, diretamente pela realiza&ccedil;&atilde;o de incis&atilde;o extrabucal, dissec&ccedil;&atilde;o tecidual e descolamento periosteal. Tais fraturas foram, ent&atilde;o, reduzidas e fixadas com miniplacas, placas de reconstru&ccedil;&atilde;o ou parafusos de fixa&ccedil;&atilde;o, de acordo com o julgamento e a experi&ecirc;ncia de cada cirurgi&atilde;o. Foram prescritas medica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias, e os pacientes tiveram alta hospitalar, em m&eacute;dia, um dia depois, sendo avaliados ap&oacute;s sete dias, quando, tamb&eacute;m, era removida a sutura. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma an&aacute;lise descritiva foi realizada (frequ&ecirc;ncia absoluta/relativa) com a finalidade de identificar as caracter&iacute;sticas gerais e espec&iacute;ficas da amostra estudada. Foi utilizado o teste Qui-Quadrado ou o Exato de Fisher para verificar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&otilde;es significativas entre vari&aacute;veis nominais do estudo. Ser&atilde;o consideradas como estatisticamente significantes associa&ccedil;&otilde;es com p-valor &lt; 0,05.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS</B></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A amostra foi composta por trinta e sete pacientes (84,09%) do g&ecirc;nero masculino e sete (15,91%) do feminino. A faixa et&aacute;ria mais acometida se situou entre 31 a 40 anos (36,36%), seguida da faixa et&aacute;ria entre 21 a 30 anos (29,55%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O s&iacute;tio fraturado mais acometido foi o corpo mandibular (65,91%), seguido de &acirc;ngulo (22,73%). A etiologia mais comum foi agress&atilde;o f&iacute;sica (55%), destacando-se, tamb&eacute;m, os acidentes automobil&iacute;sticos (acidentes de moto - 21% e acidentes de carros - 9%) e quedas de pr&oacute;pria altura (9%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Do total de pacientes avaliados, treze (29,55%) apresentaram algum grau de disfun&ccedil;&atilde;o no T1 (1&ordm; DPO), e trinta e um pacientes (70,45%) apresentaram normalidade na fun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular no tempo referido (<a href="#fig01">Figura 1</a>). No 1&ordm; DPO, a maioria dos pacientes apresentou grau I da ECHB (70,45%). Na <a href="#fig02">Figura 2</a>, observa-se que, dos pacientes que apresentaram altera&ccedil;&atilde;o, 20,45% possu&iacute;am grau II, 6,82%, grau III e apenas 2,27%, Grau IV.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n2/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n2/a15fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, a <a href="#fig03">Figura 3</a> mostra que o feminino apresentou maior disfun&ccedil;&atilde;o no 1&ordm; DPO. Foi aplicado o Teste de Fisher e observou&ndash;se que h&aacute; uma diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os g&ecirc;neros e a presen&ccedil;a de disfun&ccedil;&atilde;o (p=0,0171).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n2/a15fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="#tab01">Tabela 1</a> demonstra os graus de disfun&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria e aos tempos cir&uacute;rgicos. Nas faixas et&aacute;rias entre 10 a 20 anos e 51 a 60 anos, 100% dos pacientes apresentaram grau I da ECHB em T1. Entre 21 a 30 anos, 76,92% apresentaram grau I, e 23,08%, grau II. A faixa et&aacute;ria mais acometida em T1 em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disfun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular compreendeu entre 31 a 40 anos com 37,50% de grau II e 12,50% de grau III da ECHB. Ao final dos tempos p&oacute;s-operat&oacute;rios (T4), somente as faixas et&aacute;rias entre 31 a 40 anos, e 41 a 50 anos apresentaram grau II (disfun&ccedil;&atilde;o branda) em T4 com 12,54% e 33,33%, respectivamente. Esses dados, ap&oacute;s avalia&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o mostraram diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre as faixas et&aacute;rias e o grau de disfun&ccedil;&atilde;o (p=0,1657-T1; p=0,0621-T2; p=0,5959-T4 e p=0,2299-T4). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s 03 meses (T4), 91% dos pacientes apresentaram normalidade na fun&ccedil;&atilde;o motora do nervo marginal mandibular, com grau I na ECHB, e 9% apresentaram grau II (disfun&ccedil;&atilde;o branda). (<a href="#fig04">Figura 4</a>)</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n2/a15tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n2/a15fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com v&aacute;rios estudos, Moreno et al.<sup>14</sup> , Gabrielli et al.<sup>15</sup> , Patroc&iacute;nio et al.<sup>1</sup> , Sakar et al.<sup>16</sup> , Brasileiro et al.<sup>17</sup> , Matos et al.18, o g&ecirc;nero masculino &eacute; predominante com rela&ccedil;&atilde;o aos traumas de face, inclusive nas fraturas mandibulares. Uma explica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para um maior acometimento desse g&ecirc;nero pode se justificar pelo seu envolvimento em esportes agressivos, viol&ecirc;ncia e dire&ccedil;&atilde;o perigosa, que s&atilde;o as principais etiologias das fraturas mandibulares<sup>19</sup>. Nossos resultados se apresentaram condizentes com a literatura atingindo um percentual de 84,09% para o g&ecirc;nero masculino.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A literatura &eacute; bastante divergente quanto &agrave; regi&atilde;o mandibular mais acometida em fraturas e parece depender da etiologia. Acidentes automobil&iacute;sticos causam comumente fraturas na regi&atilde;o de c&ocirc;ndilo, menos comum em parass&iacute;nfise e no corpo<sup>1</sup>. J&aacute; agress&otilde;es f&iacute;sicas causam frequentemente fraturas de &acirc;ngulo e corpo<sup>16</sup>. Esses dados est&atilde;o de acordo com nossos resultados, nos quais o s&iacute;tio mais encontrado foi corpo mandibular (69,91%), e a causa mais comum, agress&atilde;o f&iacute;sica (55%), apesar de o nosso estudo apenas enfatizar fraturas de corpo e &acirc;ngulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo, do total de pacientes avaliados, a maioria dos pacientes (70,45%) apresentou normalidade na fun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular no tempo referido. Esses resultados corroboram os de Nogueira et al.<sup>10</sup> que obtiveram 31 % de sinais de inj&uacute;ria ao nervo facial ap&oacute;s tratamento cir&uacute;rgico de anquilose de ATM e os estudos de Ellis et al.<sup>20</sup> e Batstone et al.<sup>21</sup>. No entanto, n&atilde;o corroborou os estudos de O'Regan et al.<sup>22</sup>, que encontraram 66% de disfun&ccedil;&atilde;o no 1&ordf; semana PO. Devemos considerar, por&eacute;m, que, que neste, estudo houve grande manipula&ccedil;&atilde;o do nervo facial em todos os seus ramos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos de Witt<sup>23</sup> avaliaram a fun&ccedil;&atilde;o do nervo facial em cirurgias de parotidectomia, utilizando-se da escala de classifica&ccedil;&atilde;o House-Brackmann em tempos p&oacute;s-operat&oacute;rios determinados. Os resultados de Witt<sup>23</sup> mostraram 87% dos pacientes com grau I e 17% com disfun&ccedil;&atilde;o (graus II, III e IV), com nenhum paciente apresentando disfun&ccedil;&atilde;o severa, corroborando os nossos resultados, em que 70,45% apresentaram grau I em T1 e nenhum paciente nos graus V e VI. Entretanto os estudos de Nogueira et al.<sup>10</sup> apresentaram maior porcentagem de disfun&ccedil;&atilde;o grau IV no 1&ordm; DPO em rela&ccedil;&atilde;o a este estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em se tratando do g&ecirc;nero, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a de disfun&ccedil;&atilde;o, esta parece estar associada, tendo sido estatisticamente significante. No feminino, 71,43% apresentam disfun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular, e apenas 21,62% do g&ecirc;nero masculino. Esses dados concordam com os dados de Witt<sup>23</sup> em que a maioria das pessoas acometidas com disfun&ccedil;&atilde;o foi do g&ecirc;nero feminino, por&eacute;m, discordando dos resultados de Nogueira et al.<sup>10</sup> que obtiveram o g&ecirc;nero masculino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro importante fator a ser considerado &eacute; que, em casos de inj&uacute;ria direta ao nervo marginal mandibular, n&atilde;o necessariamente o paciente ir&aacute; apresentar les&atilde;o permanente, porque o nervo marginal mandibular, em sua maioria, apresenta mais de um ramo, e anastomoses com outros ramos (como bucal e cervical) podem compensar a interrup&ccedil;&atilde;o nervosa desse nervo<sup>24,25,5</sup>. &Eacute; preciso considerar a riqueza de sub-ramos e as interconex&otilde;es. Essas interconex&otilde;es t&ecirc;m grande significado cl&iacute;nico e cir&uacute;rgico, j&aacute; que podem explicar o porqu&ecirc; da recupera&ccedil;&atilde;o funcional dos m&uacute;sculos ap&oacute;s les&atilde;o de um ou mais ramos<sup>26,2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A associa&ccedil;&atilde;o entre os graus de paralisia e as faixas et&aacute;rias entre os tempos estudados n&atilde;o foi estatisticamente significante. Em T1, 76,92% dos pacientes da faixa et&aacute;ria entre 21 a 30 anos apresentaram grau I e 23,08%, grau II; assim a maioria evoluiu com disfun&ccedil;&atilde;o branda. J&aacute; na faixa et&aacute;ria entre 31 a 40 anos, 37,50% apresentaram grau II de ECHB e 12,50%, grau III. Os resultados de O' Regan et al.<sup>22</sup> mostram que a faixa et&aacute;ria mais acometida foi entre 51 a 70 anos, com 48% grau II, 23% grau III e 2% grau IV. No presente estudo, a faixa et&aacute;ria entre 51 a 60 anos n&atilde;o demonstrou nenhum tipo de disfun&ccedil;&atilde;o em todos os tempos p&oacute;s-operat&oacute;rios. Esses dados discordam dessa pesquisa. Todavia, neste estudo e no daqueles autores, ap&oacute;s 03 meses, todos os pacientes tiverem graus mais brandos de disfun&ccedil;&atilde;o nervosa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao final do 3&ordm; m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio (T4), do total de pacientes avaliados nessa amostra, 91% apresentaram grau I da ECHB, portanto fun&ccedil;&atilde;o normal do nervo marginal mandibular, e 9%, grau II. Observamos, ent&atilde;o, que dos pacientes que, ao final do estudo ainda apresentaram disfun&ccedil;&atilde;o, se mostrava no grau mais leve (disfun&ccedil;&atilde;o branda). Esses resultados est&atilde;o em concord&acirc;ncia com os estudos relatados neste trabalho<sup>23,20,28,29</sup>. Destacamos os estudos de O'Regan et al.<sup>22</sup> , que avaliaram a fun&ccedil;&atilde;o do nervo facial em cirurgias de parotidectomia para tumores benignos, utilizando a escala de classifica&ccedil;&atilde;o House-Brackmann em tempos p&oacute;s-operat&oacute;rios determinados. Seus resultados corroboram os nossos achados, pois, ao final de 03 meses 84%, apresentaram grau I e 15%, grau II e 2%, grau III e, depois de 06 meses 99%, dos seus pacientes apresentavam grau I da ECHB.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos resultados do presente trabalho nos permite afirmar que a maioria dos pacientes avaliados apresentou normalidade na fun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular em todos os tempos p&oacute;s-operat&oacute;rios, tomando-se como base a escala de House-Brackmann, sendo a disfun&ccedil;&atilde;o branda a mais encontrada. Ao final do 3&ordm; m&ecirc;s p&oacute;s-operat&oacute;rio, em sua maior parte, os pacientes avaliados apresentaram fun&ccedil;&atilde;o normal. Dos pacientes que, ao final do estudo ainda apresentaram disfun&ccedil;&atilde;o, esta se mostrava no grau mais brando, demonstrando seguran&ccedil;a nos acessos Risdon realizados. O g&ecirc;nero feminino apresentou maior disfun&ccedil;&atilde;o do nervo marginal mandibular em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero masculino no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato e em todos os tempos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Patroc&iacute;nio LG et al. Fratura de mand&iacute;bula: an&aacute;lise de 293 pacientes tratados no Hospital de Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia. Rev. Bras. Otorrinolaringol 2005; 71 (5):560-565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=456499&pid=S1808-5210201100020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Zachariades N, Papademetrious I. Complication of treatment of fractures with compression plates. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 1995; 79:150-153. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Manisali M et al. Retromandibular approach to the mandibular condyle: a clinical and cadaveric study Int. J. Oral Maxillofac. Surg, 2003 32: 253-256. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Daane SO, Owsley JQ. Incidence of cervical branch injury with "marginal mandibular nerve pseudo-paralysis" in patients undergoing. Face Lift. Plast. Reconstr. Surg 2003; 111: 2414-2418.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Nason RW, Binahmed A, Torchia MG, Thiliversis J. Clinical observation of the anatomy and function of marginal mandibular nerve. Int. J. Oral. Maxillofac. Surg 2007; 36: 712-715. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Tulley, P. et al. Paralysis of the marginal mandibular branch of the facial nerve: treatment options. British Journal of Plastic Surgery 2000; 53: 378-385. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Canan S, Uceler H, Orhan M, Uckan A, Ozek C. Localization of the marginal mandibular branch of the facial nerve. The Journal of Craniofacial Surgery 2007; 19 (1):137-142. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Vrabec JT et al. Facial nerve grading system 2.0. Otolaryngol Head Neck Surg 2009; 140:445-450. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. House, J. W.; Brackmann, D. E. Facial nerve grading system. Otolaryngol Head Neck Surg 1985; 93 (2):146-147. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Nogueira RVB, Vasconcelos BCE. Facial nerve injury following for the tratment of ankylosis of temporomandibular joint. Med Oral Patol Oral Ciru Bucal 2007; 12:160-165. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. House JW. Facial nerve grading systems. Laryngoscopic 1983; 83:1056-1069. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Reitzen SD, Babb JS, Lalwani AK. Significance and reliability of the House-Brackmann grading system for regional facial nerve function. Otolaryngol Head Neck Surg 2009; 140:154-158. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Hillman T, Chen DA, Arriaga MA, Quigley M. Facial nerve function and hearing preservation acoustic tumor surgery: Does the approach matter? Otolaryngol Head Neck Surg 2010; 142:115-119. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Moreno JC, Fern&aacute;ndez A, Ortiz JA, Momtalvo JJ. Complication rates associated with different treatment for mandibular fractures. J. Oral Maxillofac. Surg 2000; 58:273-280. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Gabrielli MAC, Gabrielli MFR, Marcantonio E, Hockuli-Vieira E. Fixation of mandibular fractures with 2.0-mm miniplates: review of 191 cases. J Oral Maxillofac Surg 2003; 61:430-436. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Sakar K, Farag IA, Zeitoun IM. Review of 509 mandibular fractures treated at the University Hospital, Alexandria, Egypt. British Journal of Oral and maxillofacial Surgery 2006; 4:107-111. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Brasileiro BF, Passeri LA. Epidemiological analysis of maxilofacial fractures in Brazil: a 5-year prospective study. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2006; 102: 28-34. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Matos FP, Arnez MFM, Sverzut CE, Trivellato AE. A restrospective study of mandibular fracture in a 40-month period. Int. J. Oral Maxillofac. Surgery 2010; 39:10-15. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Toma VS, Mathog RH, Toma RS, Meleca RJ. Transoral versus extraoral of mandible fractures: a comparision of complication rates and other factors. Otolaryngology Head and Neck Surgery 2003; 128 (2): 215-219.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Ellis III E, Mcfadden D, Simon P, Throckmorton G. Surgical complication with open treatment of mandibular condylar process fracture. J. Oral Maxilloofac. Surg, 2000; 58: 950-958. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Batstone MD, Scott B, Lowe D, Rogers SN. Marginal mandibular nerve injury during neck dissection and its impact on patient perception of appearance. Head Neck 2009; 31: 673-678. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. O'Regan B, Bhardwaj G, Bhopal S, Cook V. Facial nerve morbity after retrograde nerve dissection in parotid surgery for benign disease: A 10-year prospective observational study of 136 cases. British Journal of maxillofacial Surgery 2007; 45:101-107. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Witt RL. Facial nerve function after partial superficial parotidectomy: an 11-year review. Otolaryngol Head Neck Surg. 1999; 121: 210-213. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Savary V, Robert R, Rogez JM, Armstrong O, Leborgne J The mandibular marginal ramus of the facial nerve: an anatomic and clinical study. Surg. Radiol. Anat, 1997; 19: 69-72.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Woltmann M, Faveri R, Sgrott EA. Anatomosurgical study of the marginal mandibular branch of the facial nerve for submandibular surgical approach. Braz Dental J. 2006; 17 (1):71-14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Moscovici, M. Anatomia cir&uacute;rgica da por&ccedil;&atilde;o terminal do nervo facial. Estudo do plexo bucal. Rev Bras Neurol, v. 45, n. 1, p. 43-50. 2009. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Weinberg S, Kryshtalskyj B. Facial nerve function following temporomandibular joint surgery using the preauricular approach. J Oral Maxillofac Surg. 1992; 50:1048-1051. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Vasconcelos BCE, Silva EDO, Dantas WRM, Barros ES, Monteiro GQM. Paralisia facial perif&eacute;rica traum&aacute;tica. Rev. Cir. Traumatol. Buco-Maxilo-Fac. 2001; 1(2):13-20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Vasconcelos BCE, Nogueira RBV, Silva LCF. Prospective study of facial nerve function after surgical procedures for treatment of temporomandibular patology. J.Oral Maxillofac. Surg. 2007; 65: 972-978.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n2/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Sara Juliana de Abreu de Vasconcellos    <br>   Faculdade de Odontologia da UFBA    <br>   Rua Ara&uacute;jo Pinho, 62 (10&ordm; andar) - Sala 1.007    <br>   Canela- Salvador/BA    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP 40.110-150</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:sarajulianad@yahoo.com.br" target="_blank">sarajulianad@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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