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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação dos efeitos clínicos e cardiovasculares no uso da ropivacaína e da lidocaína na cirurgia de terceiro molar inferior incluso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Ropivacaine is widely used in medicine for epidural and regional anesthesia due to its long duration and low degree of toxicity. This drug has also been increasingly used in dentistry. The aim of the present study was to assess the clinical and cardiovascular effects of the use of ropivacaine (7.5 mg/ml) without a vasoconstrictor and lidocaine 2% with adrenalin (1:100,000) in a randomized, double-blind, clinical trial involving a sample of patients submitted to two separate surgical interventions for the removal of impacted lower third molars. The results demonstrate that lidocaine has a shorter latency time in comparison to ropivacaine (3.67 minutes versus 9.38 minutes). Ropivacaine has greater duration than lidocaine. Postoperative pain symptoms were more intense following surgery employing lidocaine. Neither drug exhibited adverse effects with regard to significant cardiovascular alterations. In conclusion, ropivacaine is a viable alternative for use in dental procedures that require a longer surgical time and analgesic action in the immediate postoperative period]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos cl&iacute;nicos e cardiovasculares no uso da ropivaca&iacute;na e da lidoca&iacute;na na cirurgia de terceiro molar inferior incluso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Assessment of clinical and cardiovascular effects of use of ropivacaine and lidocaine in impacted lower third molar surgery</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caetano Guilherme Carvalho Pontes<sup>I</sup>; Raimundo Silva Rocha<sup>II</sup>; Mairaira Teles Le&atilde;o e Silva<sup>III</sup>; Ricardo Wathson Feitosa de Carvalho<sup>IV</sup>; Paulo Germano de Carvalho Bezerra Falc&atilde;o<sup>V</sup>; Evandro Carneiro Martins Neto<sup>VI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Residente do Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, UFBA/Hospital Santo Ant&ocirc;nio(Obras Sociais Irm&atilde; Dulce); Salvador, BA.    <br> <sup>II</sup> Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, UFRJ; Mestre em Patologia Oral, UFRN; Professor da Disciplina de Cirurgia Oral e Est&aacute;gio Supervisionado II, UNIT; Aracaju, SE.    <br> <sup>III </sup>Cirurgi&atilde;-Dentista graduada pela UNIT; Aracaju, SE.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV </sup>Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, FOP/UPE; Professor do Curso de Aperfei&ccedil;oamento em Cirurgia Oral Menor da ABO-SE; Professor do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o de Implantodontia da ABO-SE; Aracaju, SE.    <br> <sup>V </sup>Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, FOP/UPE; Cirurgi&atilde;o Buco-Maxilo-Facial do Hospital de Emerg&ecirc;ncia e Trauma Senador Humberto Lucena; Jo&atilde;o Pessoa, PB.    <br> <sup>VI </sup>Cirurgi&atilde;o-Dentista graduado pela UNIFOR; Fortaleza, CE. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Amplamente usado na medicina para anestesia epidural e regional por apresentar longo tempo de dura&ccedil;&atilde;o e baixa toxicidade, a ropivaca&iacute;na vem sendo, aos poucos, utilizada na odontologia. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos cl&iacute;nicos e cardiovasculares em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de cloridrato de ropivaca&iacute;na 7.5 mg/ml sem vasoconstrictor e cloridrato de lidoca&iacute;na 2% com adrenalina 1:100.000, atrav&eacute;s de um ensaio cl&iacute;nico randomizado, duplo cego, de uma amostra de pacientes submetidos a duas interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas para remo&ccedil;&atilde;o de terceiro molar inferior incluso. Os resultados demonstram que a lidoca&iacute;na apresenta tempo de lat&ecirc;ncia inferior, quando comparada &agrave; ropivaca&iacute;na, sendo o maior valor encontrado de 3,67 minutos para a lidoca&iacute;na e de 9,38 minutos para a ropivaca&iacute;na. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dura&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, foi observado que a ropivaca&iacute;na apresentou tempo superior quando comparado &agrave; lidoca&iacute;na. A sintomatologia dolorosa p&oacute;s-operat&oacute;ria se mostrou mais intensa ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, utilizando-se lidoca&iacute;na. A ropivaca&iacute;na, assim como a lidoca&iacute;na em doses terap&ecirc;uticas, n&atilde;o apresentou efeitos adversos dignos de altera&ccedil;&otilde;es cardiovasculares significantes. Conclui-se que a ropivaca&iacute;na representa uma droga alternativa para o uso em procedimentos que requerem maior tempo cir&uacute;rgico e a&ccedil;&atilde;o analg&eacute;sica no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Lidoca&iacute;na; Ropivaca&iacute;na; Terceiro molar; Mand&iacute;bula.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ropivacaine is widely used in medicine for epidural and regional anesthesia due to its long duration and low degree of toxicity. This drug has also been increasingly used in dentistry. The aim of the present study was to assess the clinical and cardiovascular effects of the use of ropivacaine (7.5 mg/ml) without a vasoconstrictor and lidocaine 2% with adrenalin (1:100,000) in a randomized, double-blind, clinical trial involving a sample of patients submitted to two separate surgical interventions for the removal of impacted lower third molars. The results demonstrate that lidocaine has a shorter latency time in comparison to ropivacaine (3.67 minutes versus 9.38 minutes). Ropivacaine has greater duration than lidocaine. Postoperative pain symptoms were more intense following surgery employing lidocaine. Neither drug exhibited adverse effects with regard to significant cardiovascular alterations. In conclusion, ropivacaine is a viable alternative for use in dental procedures that require a longer surgical time and analgesic action in the immediate postoperative period.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Lidocaine; Ropivacaine; Third molar; Mandible.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as drogas anest&eacute;sicas utilizadas, a lidoca&iacute;na &eacute; a droga padr&atilde;o ouro e a mais utilizada na odontologia, no entanto, quando utilizada em procedimentos cir&uacute;rgicos complexos, apresenta limita&ccedil;&otilde;es, uma vez que o tempo de a&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica &eacute; intermedi&aacute;rio. Como alternativas, os profissionais podem utilizar sais anest&eacute;sicos que apresentem maior tempo de a&ccedil;&atilde;o, representados pela bupivaca&iacute;na e etidoca&iacute;na, embora esses promovam maiores efeitos colaterais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ropivaca&iacute;na (N - propil-2,6-pipecoloxilidina), anest&eacute;sico tipo amida sintetizada na d&eacute;cada de 50, utilizada nas diversas especialidades m&eacute;dicas, apresenta como principais caracter&iacute;sticas, o tempo de a&ccedil;&atilde;o prolongado, menores efeitos t&oacute;xicos e menor bloqueio das fibras nervosas motoras, gerando menores efeitos colaterais quando comparados a sais anest&eacute;sicos de pot&ecirc;ncias similares<sup>1</sup>. Apesar de seu uso na &aacute;rea m&eacute;dica, a ropivaca&iacute;na ainda n&atilde;o foi introduzida clinicamente na odontologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ropivaca&iacute;na &eacute; um propil derivado do N-alquil pipecoloxilidina, o terceiro da s&eacute;rie da mepivaca&iacute;na e da bupivaca&iacute;na, sendo estruturalmente um enanti&ocirc;mero puro contendo mais de 99% de sua forma lev&oacute;gira<sup>1</sup>. Essa se diferencia da bupivaca&iacute;na e mepivaca&iacute;na devido a sua arruma&ccedil;&atilde;o estrutural possuir tr&ecirc;s radicais carb&ocirc;nicos (propil), ligados ao grupamento am&iacute;nico. A redu&ccedil;&atilde;o do grau de radicais carb&ocirc;nicos diminui a solubilidade em gordura, e, assim, influencia o potencial anest&eacute;sico<sup>2</sup>, sendo constatado que a liga&ccedil;&atilde;o da ropivaca&iacute;na &agrave;s prote&iacute;nas plasm&aacute;ticas promove maior tempo de efeito anest&eacute;sico quando comparada &agrave; lidoca&iacute;na<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para analisar qual a concentra&ccedil;&atilde;o de ropivaca&iacute;na &eacute; efetiva na realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos odontol&oacute;gicos, j&aacute; foram avaliadas diferentes concentra&ccedil;&otilde;es (0,75%, 0,5%, 0,375% e 0,25%) na extra&ccedil;&atilde;o de terceiros molares mandibulares<sup>4</sup>, sendo constatado que tanto nas concentra&ccedil;&otilde;es de 0,75% quanto na de 0,5%, o in&iacute;cio do efeito anest&eacute;sico ocorre em menos de 1,5 minuto. No entanto, nas concentra&ccedil;&otilde;es de 0,375% e 0,25%, o efeito anest&eacute;sico inicia-se lentamente, necessitando de 4,2 (&plusmn; 2,5 minutos) e 10,7 (&plusmn; 3,0 minutos), respectivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ropivaca&iacute;na sem vasoconstritor tem sido pesquisada por produzir menos vasodilata&ccedil;&atilde;o, quando comparada aos outros anest&eacute;sicos locais<sup>2</sup>. O efeito vasoconstrictor da ropivaca&iacute;na pode ser ben&eacute;fico em bloqueios administrados em regi&otilde;es muito vascularizadas com possibilidade de absor&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida da droga<sup>5</sup>. Em baixas concentra&ccedil;&otilde;es, a ropivaca&iacute;na apresenta al&eacute;m de um pronunciado efeito vasoconstritor, um diferente bloqueio sensorial/motor com grau de bloqueio motor escasso, embora esse aumente quando se utilizam maiores concentra&ccedil;&otilde;es. Esse efeito dual pode ser devido &agrave; elevada solubilidade lip&iacute;dica, impedindo a ropivaca&iacute;na de penetrar nas largas fibras A&beta;, sendo seletiva e mais efetiva no bloqueio de fibras nervosas finas A&delta; e C. Entretanto em altas concentra&ccedil;&otilde;es, promove tanto ampla anestesia cir&uacute;rgica quanto analgesia p&oacute;s-operat&oacute;ria<sup>1,2,4</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; toxicidade, a ropivaca&iacute;na &eacute; considerada uma droga de toxicidade intermedi&aacute;ria, enquanto que a lidoca&iacute;na apresenta baixa e a bupivaca&iacute;na elevada toxicidade. Quanto &agrave; dose m&aacute;xima para a ropivaca&iacute;na sem vasoconstritor, &eacute; recomendada a utiliza&ccedil;&atilde;o de dose m&aacute;xima de 2,5 mg/kg e para a ropivaca&iacute;na com vasoconstritor, 4 mg/kg<sup>1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao contr&aacute;rio da bupivaca&iacute;na, os efeitos da ropivaca&iacute;na sobre o sistema cardiovascular usualmente ocorrem ap&oacute;s a presen&ccedil;a de sinais sobre o sistema nervoso central, apresentando menor toxicidade card&iacute;aca e neurol&oacute;gica que a bupivaca&iacute;na6, mostrando altera&ccedil;&otilde;es hemodin&acirc;micas absolutamente previs&iacute;veis<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto a ropivaca&iacute;na quanto a bupivaca&iacute;na j&aacute; demonstraram aumentar a press&atilde;o arterial em estudos quando comparados a placebos, mostrando valores mais elevados, tanto na press&atilde;o arterial sist&oacute;lica quanto diast&oacute;lica, quando utilizado a bupivaca&iacute;na. Demonstrando assim, que os efeitos cardiovasculares foram mais pronunciados ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o de bupivaca&iacute;na<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos cl&iacute;nicos e cardiovasculares na utiliza&ccedil;&atilde;o de cloridrato de ropivaca&iacute;na 7.5 mg/ml sem vasoconstrictor e cloridrato de lidoca&iacute;na 2% com adrenalina 1:100.000 em cirurgia de terceiros molares inferiores inclusos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> METODOLOGIA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este foi um ensaio cl&iacute;nico randomizado, duplo cego, de uma amostra de pacientes submetidos a duas interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas para remo&ccedil;&atilde;o de terceiro molar inferior incluso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre fevereiro e novembro de 2009, 100 pacientes que compareceram espontaneamente, em busca da remo&ccedil;&atilde;o dos terceiros molares inferiores inclusos foram pr&eacute;-selecionados. Todos os pacientes foram avaliados por um &uacute;nico examinador, dos quais 17 preenchiam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o (Indica&ccedil;&atilde;o de remo&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica de terceiros molares inferiores inclusos sob anestesia local; Inclus&atilde;o dent&aacute;ria bilateral, sim&eacute;trica e assintom&aacute;tica; Indica&ccedil;&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o de osteotomia e/ou odontossec&ccedil;&atilde;o; ASA I e II), tendo 83 pacientes sido exclu&iacute;dos, segundo os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o (Aus&ecirc;ncia de segundo molar inferior; Segundo molar inferior com doen&ccedil;a periodontal, c&aacute;rie ou restaura&ccedil;&atilde;o extensa; Paciente portador de altera&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica e/ou comportamental que inviabilize a interven&ccedil;&atilde;o sob anestesia local; Mulheres em per&iacute;odo de gesta&ccedil;&atilde;o/lacta&ccedil;&atilde;o; Indiv&iacute;duos irradiados e pacientes com impossibilidade de compreens&atilde;o do objetivo do estudo e/ou n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o da metodologia), resultando em 34 interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os pacientes assinaram um termo de consentimento, tendo sido aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Tiradentes (n&deg; 340608).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Fase Pr&eacute;-Operat&oacute;ria</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">  Na fase pr&eacute;-operat&oacute;ria, os par&acirc;metros cardiovasculares (frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca &ndash; FC, press&atilde;o arterial - PA) foram aferidos por um &uacute;nico examinador, utilizando um aparelho de press&atilde;o aneroide (SOLIDOR, S&atilde;o Paulo, Brasil). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados obtidos atrav&eacute;s de exames de imagem resultaram de ortopanradiografias, sendo a preconiza&ccedil;&atilde;o de Pell-Gregori e Winter utilizada para a classifica&ccedil;&atilde;o de inclus&otilde;es dent&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ap&oacute;s a consulta inicial, os pacientes foram agendados aleatoriamente, para dois cirurgi&otilde;es previamente calibrados que n&atilde;o tiveram contato nenhum com esses pacientes na fase de pr&eacute;-sele&ccedil;&atilde;o nem tinham acesso aos dados previamente coletados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Extra&ccedil;&otilde;es bilaterais foram realizadas em todos os 17 pacientes, por&eacute;m todas as interven&ccedil;&otilde;es aconteceram em momentos diferentes, com intervalo de 15 dias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Fase Operat&oacute;ria</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Escolha da Solu&ccedil;&atilde;o Anest&eacute;sica </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha da solu&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, cloridrato de ropivaca&iacute;na 7.5 mg/ml sem vasoconstrictor (Ropi, Crist&aacute;lia, S&atilde;o Paulo, Brasil) ou cloridrato de lidoca&iacute;na 2% com adrenalina 1:100.000 (Alphacaine, DFL, Rio de Janeiro, Brasil) foi aleat&oacute;ria para cada cirurgia, sendo preconizada a utiliza&ccedil;&atilde;o de, em m&eacute;dia, dois anestubes anest&eacute;sicos por procedimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelo fato de o cloridrato de ropivaca&iacute;na ser comercializado somente em ampolas de 20 ml, 1,8 ml foram removidos da ampola e injetados em anestubes de vidros sem uso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os r&oacute;tulos das solu&ccedil;&otilde;es anest&eacute;sicas foram substitu&iacute;dos por r&oacute;tulos de diversas colora&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o tendo o cirurgi&atilde;o e o examinador acesso a essa fase da pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> T&eacute;cnica Anest&eacute;sica</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento, foi realizada anestesia local atrav&eacute;s de bloqueio regional, atrav&eacute;s da t&eacute;cnica direta, dos nervos alveolar inferior, lingual e bucal, posteriormente &agrave; aspira&ccedil;&atilde;o negativa. Nenhuma t&eacute;cnica de seda&ccedil;&atilde;o foi utilizada nesta pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para quantificar o tempo de lat&ecirc;ncia da droga, ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o do sal anest&eacute;sico, o paciente foi orientado a informar quanto &agrave; dorm&ecirc;ncia do l&aacute;bio inferior, sendo esse per&iacute;odo registrado por meio de um cron&ocirc;metro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Decorridos 10 minutos ap&oacute;s a infiltra&ccedil;&atilde;o anestesia, os par&acirc;metros cardiovasculares (frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca e press&atilde;o arterial) foram aferidos, estando o cirurgi&atilde;o liberado para iniciar o procedimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> T&eacute;cnica Operat&oacute;ria</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Todos os procedimentos foram realizados no mesmo bloco cir&uacute;rgico, com os mesmos instrumentais, dispositivos rotativos (80.000-150.000 rpm, com broca tronco-c&ocirc;nica n&deg; 702) e materiais de consumo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as 34 interven&ccedil;&otilde;es foram realizadas por meio da t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, em conformidade com a padroniza&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica geral para a remo&ccedil;&atilde;o de terceiros molares inferiores inclusos, descrita por Farish e Bouloux<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> Fase P&oacute;s-Operat&oacute;ria</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao final da cirurgia, o paciente foi orientado a anotar o hor&aacute;rio em que o efeito anest&eacute;sico cessou, por meio da percep&ccedil;&atilde;o da aus&ecirc;ncia de dorm&ecirc;ncia no l&aacute;bio inferior. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avalia&ccedil;&atilde;o da sintomatologia dolorosa p&oacute;s-operat&oacute;ria, foi utilizada a Escala Anal&oacute;gica Visual (EAV), sendo o paciente orientado a mensurar de 0 a 10 e anotar sua dor logo ap&oacute;s cessado o efeito anest&eacute;sico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa fase, foi prescrito como protocolo terap&ecirc;utico diclofenaco de s&oacute;dio 50mg para uso de 08 em 08 horas por 03 dias, sendo que o paciente foi recomendado a ingerir a primeira dr&aacute;gea ap&oacute;s sentir desconforto ou dor, ou seja, ap&oacute;s a marca&ccedil;&atilde;o da sintomatologia na EVA. Como medica&ccedil;&atilde;o de suporte, foi prescrito paracetamol 500mg de 04/04 horas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> An&aacute;lise dos Dados</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A an&aacute;lise dos dados foi realizada por meio do "Software" Office Excel 2007 da Microsoft&reg;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A faixa et&aacute;ria dos pacientes operados mostrou-se variada, dos 16 aos 30 anos de idade, com uma m&eacute;dia de 23,5 anos. A propor&ccedil;&atilde;o entre o g&ecirc;nero feminino e masculino foi de aproximadamente 4:1 (78% e 22%, respectivamente). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseando-se nas classifica&ccedil;&otilde;es de inclus&otilde;es dent&aacute;rias de Pell-Gregori e Winter, as inclus&otilde;es predominantemente foram do tipo A2 (33,34%) vertical (4,44%). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; lat&ecirc;ncia dos anest&eacute;sicos utilizados, observou-se que a lidoca&iacute;na apresentou tempo de lat&ecirc;ncia inferior, quando comparada &agrave; ropivaca&iacute;na, sendo que o maior valor encontrado foi de 3,67 minutos para a lidoca&iacute;na e de 9,38 minutos para a ropivaca&iacute;na. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dura&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, foi observado que a ropivaca&iacute;na apresentou tempo superior quando comparado &agrave; lidoca&iacute;na, variando de 2,58 + 8,33 horas (h) e 2,33 + 5,08 horas, respectivamente (<a href="#graf01">Gr&aacute;fico 1</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="graf01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n4/a13graf01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A realiza&ccedil;&atilde;o de infiltra&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica complementar foi necess&aacute;ria para a realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos com a ropivaca&iacute;na em seis pacientes e com a lidoca&iacute;na em oito pacientes, sendo utilizado at&eacute; o m&aacute;ximo de 3,5 anestubes com a ropivaca&iacute;na e de 4 anestubes com a lidoca&iacute;na. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi observado, com os valores das PA aferidos antes e ap&oacute;s 10 minutos da infiltra&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, que a maioria das altera&ccedil;&otilde;es ocorreu quando do uso de lidoca&iacute;na, na propor&ccedil;&atilde;o de 3:1. Nos valores da FC, observou-se que, quando administrado a ropivaca&iacute;na, esses valores variaram em m&eacute;dia de menos cinco batimentos por minuto (bpm), enquanto que, para a lidoca&iacute;na, essa varia&ccedil;&atilde;o foi de menos 8 bpm. (Tabelas 1 e <a href="#tab02">2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando avaliada a sintomatologia dolorosa p&oacute;s-operat&oacute;ria, a maioria dos pacientes relatou que a pior dor foi sentida ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, utilizando-se lidoca&iacute;na, quando comparado com o uso de ropivaca&iacute;na (Gr&aacute;fico 2). A m&eacute;dia registrada na escala anal&oacute;gica visual para lidoca&iacute;na foi de 4,3cm, enquanto que, para ropivaca&iacute;na, foi de 3,1cm (<a href="#fig01">Figura 1</a>).</font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n4/a13tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n4/a13tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n4/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na amostra estudada, a propor&ccedil;&atilde;o entre os g&ecirc;neros foi 4:1, revelando que as mulheres buscam, com maior frequ&ecirc;ncia, a cirurgia dos terceiros molares, por&eacute;m os resultados revelam que o g&ecirc;nero n&atilde;o &eacute; determinante para a altera&ccedil;&atilde;o dos par&acirc;metros cardiovasculares.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quanto ao tempo de lat&ecirc;ncia, tendo como base a dorm&ecirc;ncia do l&aacute;bio inferior, foi observado que a m&eacute;dia para a ropivaca&iacute;na foi de 5,15 min (0,8 + 9,38), sendo esta maior que a da lidoca&iacute;na 3,55 min (0,68 + 10,0). A dura&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia, entretanto, foi de 5,5 h (2,30 + 9,50), estando compat&iacute;vel com os dados encontrados no estudo de Ernberg e Kopp9, no qual observaram que com a ropivaca&iacute;na, na concentra&ccedil;&atilde;o de 7.5 mg/ml, o tempo de lat&ecirc;ncia variou entre 2 e 10 minutos, e a dura&ccedil;&atilde;o variou entre 2 e 6 horas. Contudo, no estudo de Palma<sup>10</sup>, evidencia-se um tempo de lat&ecirc;ncia para a ropivaca&iacute;na de 0,93+1,47 minutos e um tempo de dura&ccedil;&atilde;o entre 1,33 e 7,4 horas para a anestesia de tecidos moles em mand&iacute;bula. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando da infiltra&ccedil;&atilde;o de ropivaca&iacute;na na maxila<sup>9</sup>, a m&eacute;dia do tempo de lat&ecirc;ncia mostra-se variar entre 1 a 3 minutos, e a dura&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 8 a 48 minutos para tecidos moles, enquanto que para anestesia pulpar, o tempo de lat&ecirc;ncia demonstra variar entre 2 e 5 minutos, e a dura&ccedil;&atilde;o, entre 4 e 58 minutos. Essas varia&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao presente estudo est&atilde;o relacionadas com a anatomia &oacute;ssea distinta para a maxila e mand&iacute;bula e a afinidade da ropivaca&iacute;na por troncos nervosos sensitivos menos calibrosos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devem ser enfatizados que os resultados do presente estudo foram obtidos atrav&eacute;s da infiltra&ccedil;&atilde;o mandibular, anatomicamente um osso mais denso, compacto, resultando em tempo de lat&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o semelhantes aos relatos anteriores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A distin&ccedil;&atilde;o do tempo de lat&ecirc;ncia, quando da utiliza&ccedil;&atilde;o de lidoca&iacute;na ou ropivaca&iacute;na, &eacute; justific&aacute;vel, em virtude de que, no pH 7,4, o percentual de RN para a lidoca&iacute;na &eacute; de 29 e para a ropivaca&iacute;na de 17, demonstrando uma maior difus&atilde;o nos tecidos da lidoca&iacute;na, quando comparado &agrave; ropivaca&iacute;na, explicando, assim, o maior tempo de lat&ecirc;ncia dessa &uacute;ltima<sup>11</sup>. Este fato pode explicar a aus&ecirc;ncia de analgesia transoperat&oacute;ria que ocorreu em uma paciente que apresentou tempo de lat&ecirc;ncia extremamente alto, por&eacute;m se observou efic&aacute;cia analg&eacute;sica p&oacute;s-operat&oacute;ria apresentando dor zero na EAV. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quantidade de solu&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica infiltrada inicialmente foi determinada em 3,6 ml (2 anestubes), seguindo os par&acirc;metros de estudo pr&eacute;vio<sup>10</sup>. Por&eacute;m, os resultados demonstraram que frequentemente os cirurgi&otilde;es recorreram &agrave; infiltra&ccedil;&atilde;o complementar, observando-se m&eacute;dias de 5,76 ml (3,2 anestubes) e 4,68 ml (2,6 anestubes) para a ropivaca&iacute;na e lidoca&iacute;na, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Quando avaliado o pKa da solu&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, tanto a ropivaca&iacute;na quanto a bupivaca&iacute;na demonstram pKa de 8,1, o que significa que ambas apresentam in&iacute;cio de a&ccedil;&atilde;o semelhante e maior que o da lidoca&iacute;na<sup>3,12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Foi observado que os valores dos par&acirc;metros cardiovasculares aferidos antes e ap&oacute;s a infiltra&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica, em sua maioria, as altera&ccedil;&otilde;es ocorreram quando do uso de lidoca&iacute;na, na propor&ccedil;&atilde;o de 3:1. Por&eacute;m, tanto a ropivaca&iacute;na quanto a lidoca&iacute;na n&atilde;o apresentam altera&ccedil;&otilde;es cardiovasculares significantes clinicamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nancarrow et al.<sup>13</sup> afirmam que se faz necess&aacute;ria a utiliza&ccedil;&atilde;o de uma quantidade muito maior de ropivaca&iacute;na, para que ocorram rea&ccedil;&otilde;es t&oacute;xicas tanto no sistema cardiovascular como no sistema nervoso central. &Eacute; sabido que, para procedimentos odontol&oacute;gicos, a quantidade de solu&ccedil;&atilde;o anest&eacute;sica &eacute; muito pequena e que o risco de toxicidade &eacute; reduzido. Deve ser lembrado que a dose m&aacute;xima da ropivaca&iacute;na &eacute; de 2,5mg/kg sem vasoconstrictor e 4mg/kg com vasoconstrictor. Estudo realizado por Lee et al.<sup>14</sup>, analisando o efeito sist&ecirc;mico da adi&ccedil;&atilde;o de epinefrina &agrave; ropivaca&iacute;na comparada &agrave; ropivaca&iacute;na sem vasoconstritor, constatou que a adi&ccedil;&atilde;o da epinefrina diminui o risco de toxicidade sist&ecirc;mica e aumenta a margem de seguran&ccedil;a. Por&eacute;m, esses dados entram em contradi&ccedil;&atilde;o com outros estudos quando n&atilde;o recomendam a adi&ccedil;&atilde;o desse vasoconstrictor &agrave; ropivaca&iacute;na pelo fato desta demonstrar consider&aacute;veis propriedades vasoconstritoras na fibra muscular lisa presente nos vasos sangu&iacute;neos, estando em semelhan&ccedil;a a coca&iacute;na<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em estudo realizado por Martins et al.<sup>15</sup>, os autores observaram o mecanismo de a&ccedil;&atilde;o vasoconstritora da ropivaca&iacute;na em m&uacute;sculo liso, percebendo que a ropivaca&iacute;na em baixas concentra&ccedil;&otilde;es potencializa o efeito vasoconstrictor, enquanto que, em altas concentra&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o houve altera&ccedil;&otilde;es. Buric<sup>2</sup> ratifica esta informa&ccedil;&atilde;o, relatando que a anestesia mostra-se efetiva e com sangramento usual, enquanto que, no p&oacute;s-operat&oacute;rio, a longa analgesia reduz o consumo de analg&eacute;sicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, constatou-se que a m&eacute;dia de sintomatologia dolorosa registrada pelos pacientes na escala visual anal&oacute;gica, quando receberam a lidoca&iacute;na, foi de 4,3cm e para a ropivaca&iacute;na foi de 3,1cm. Estudos sobre a percep&ccedil;&atilde;o da dor mostram que a diferen&ccedil;a m&iacute;nima, clinicamente significativa, na EAV de 10 cm &eacute; de 1,2cm para ter signific&acirc;ncia cl&iacute;nica. O grupo da ropivaca&iacute;na apresentou cerca de 30% menos dor, quando comparada ao da lidoca&iacute;na, estando este resultado inferior a estudos preliminares que demonstram que a sintomatologia p&oacute;s-operat&oacute;ria apresentou-se 77,8% menor ap&oacute;s o uso da ropivaca&iacute;na<sup>16</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com a revis&atilde;o liter&aacute;ria e os resultados observados, conclui-se que</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &bull; A ropivaca&iacute;na demonstrou ser um anest&eacute;sico com tempo de lat&ecirc;ncia um pouco maior que a lidoca&iacute;na, apresentando maior tempo de dura&ccedil;&atilde;o; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; A ropivaca&iacute;na, assim como a lidoca&iacute;na em doses terap&ecirc;uticas, n&atilde;o apresentou efeitos adversos, dignos de altera&ccedil;&otilde;es cardiovasculares significantes; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&bull; A ropivaca&iacute;na representa uma droga alternativa para o uso em procedimentos que requerem maior tempo cir&uacute;rgico e a&ccedil;&atilde;o analg&eacute;sica no p&oacute;s-operat&oacute;rio imediato.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Mclure HA, Rubin AP. Review of local anaesthetic agents. Minerva Anestesiol 2005;71(3):59-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=459430&pid=S1808-5210201100040001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Buric B. The assessment of anesthetic efficacy of ropivacaine in oral surgery. N Y State Dent J 2006;72(3):36-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Mcclure JH. Ropivacaine. Br J Anaesth 1996;76(2):300-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. El-Sharrawy E, Yagiela J. Anesthetic efficacy of different ropivacaine concentrations for inferior alveolar nerve block. Anesth Prog 2006;53(1):3-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Wienzek H, Freise H, Giesler I, Van Aken HK, Sielenkaemper AW. Altered blood flow in terminal vessels after local application of ropivacaine and prilocaine. Reg Anesth Pain Med 2007;32(3):233-9. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Aya AG, de la Coussaye JE, Robert E, Ripart J, Cuvillon P, Mazoit JX, et al. Comparison of the effects of racemic bupivacaine, levobupivacaine, and ropivacaine on ventricular conduction, refractoriness, and wavelength: an epicardial mapping study. Anesthesiology 2002;96(3):641-50. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Knudsen K, Beckman Suurk&uuml;la M, Blomberg S, Sj&ouml;vall J, Edvardsson N. Central nervous and cardiovascular effects of i.v. infusions of ropivacaine, bupivacaine and placebo in volunteers. Br J Anaesth 1997;78(5):507-14.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Farish SE, Bouloux GF: General technique of third molar removal. Oral Maxillofac Surg Clin North Am 2007;19(1):23-43. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Ernberg M, Kopp S. Ropivacaine for dental anesthesia: a dose-finding study. Oral Maxillofac Surg 2002;60(9):1004-10. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Palma FR. Atividade anest&eacute;sica da bupivaca&iacute;na e ropivaca&iacute;na em bloqueio do nervo alveolar inferior para cirurgias de terceiros molares inclusos &#91;tese&#93;. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Odontologia de Piracicaba; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Meechan JG. A comparison of ropivacaine and lidocaine with epinephrine for intraligamentary anesthesia: Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2002;93(4):469-73. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Malamed SF. Manual de anestesia local. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan; 2005. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Nancarrow C, Rutten AJ, Runciman WG, Mather LE, Carapetis RJ, McLean CF, et al. Myocardial and cerebral drug concentrations and the mechanisms of death after fatal intravenous doses of lidocaine, bupivacaine, and ropivacaine in the sheep. Anesth Analg 1989;69(3):276-83. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Lee BB, Kee WDN, Plummer JL, Karmaka MK, Wong SY. The effect of the addition of epinephrine on early systemic absorption of epidural ropivacaine in humans. Anesth Analg 2002;95(5):1402-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Martins CA, Arag&atilde;o PW, Freire SM, Martins MM, Borges MO, Borges AC. Effect of ropivacaine on neuronal norepinephrine reuptake in smooth muscle. Rev Bras Anestesiol 2005;55(5):532-7. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Kennedy M, Beck M, Weaver J. Anesthetic efficacy of ropivaca&iacute;na maxillary anterior infiltration. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2001;91(4):406-12.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v11n4/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Dr. Caetano Guilherme Carvalho Pontes    <br>   Avenida Contorno, 1283 - Centro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Lagarto - Sergipe    <br>   CEP: 4900-000</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:caetano_pontes@hotmal.com" target="_blank">caetano_pontes@hotmal.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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<surname><![CDATA[Rubin]]></surname>
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