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<journal-title><![CDATA[Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Universidade de Pernambuco]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Remoção de corpo estranho em cavidade orbitária: Relato de caso]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The intrusion of foreign bodies into the orbital cavity usually occurs through direct and penetrating trauma. Depending on the location and composition of the foreign body, the diagnosis can be made by direct observation or by the analysis of imaging studies. Conventional radiography, ultrasound, CAT scans and MRI are used as auxiliary investigations in the diagnosis. However, the nature of some foreign bodies can make their identification difficult, even with the use of imaging techniques. The presence of foreign bodies in the orbital cavity may result in orbital cellulitis, eye lesions, adjacent skin lesions, blindness, partial loss of visual acuity, among other complications. The aim of this study was to report the clinical case of a female dark-skinned patient, aged 17, injured by a piece of wood directly onto her left orbit. The patient developed orbital cellulitis, which was unresponsive to conventional antibiotic therapy, and loss of visual acuity. Radiography of the face did not reveal the retention of any foreign bodies. Computed tomography of the orbital cavity revealed images with a density similar to that of air were observed. The patient underwent exploratory surgery under general anesthesia at Hospital Miguel Couto - RJ, resulting in the removal of many wood fragments from the orbital cavity and the resulting remission of the infectious process.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Remo&ccedil;&atilde;o de corpo estranho em cavidade orbit&aacute;ria: Relato de caso</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Removal of foreign bodies from the orbital cavity: a case report</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ros&acirc;ngela Varella<sup>I</sup>; Rodrigo Resende<sup>II</sup>; Fl&aacute;via Santoro<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> Mestre em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela UFRJ e professora de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ.    <br> <sup>II</sup> Mestre em Odontologia pela UFF e professor de Cirurgia Oral do curso de Odontologia da Universidade Gama Filho / RJ.    <br> <sup>III </sup>Especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial pela Universidade Gama Filho / RJ. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A penetra&ccedil;&atilde;o de corpos estranhos na cavidade orbit&aacute;ria normalmente ocorre pelo trauma direto e penetrante. A depender da localiza&ccedil;&atilde;o e da composi&ccedil;&atilde;o do corpo estranho, o diagn&oacute;stico pode ser feito por observa&ccedil;&atilde;o direta ou mediante exames de imagens. As radiografias convencionais, as ultrassonografias, as tomografias computadorizadas e a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica s&atilde;o exames auxiliares no diagn&oacute;stico. Entretanto, a natureza de alguns corpos estranhos pode dificultar a sua identifica&ccedil;&atilde;o a despeito dos exames de imagem utilizados. A presen&ccedil;a de corpos estranhos na cavidade orbit&aacute;ria pode resultar em celulites orbit&aacute;rias, les&otilde;es oculares, les&otilde;es cut&acirc;neas adjacentes, amaurose, perda parcial da acuidade visual, entre outras complica&ccedil;&otilde;es. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso cl&iacute;nico de uma paciente, 17 anos de idade, feoderma, agredida com um peda&ccedil;o de madeira, diretamente sobre a &oacute;rbita esquerda. A paciente evoluiu com celulite orbit&aacute;ria refrat&aacute;ria &agrave; antibioticoterapia e perda da acuidade visual do olho esquerdo. A radiografia de face n&atilde;o revelou a presen&ccedil;a de corpos estranhos. Na tomografia computadorizada das cavidades orbit&aacute;rias, observou-se, na &oacute;rbita esquerda, imagens com densidade semelhante a ar. A paciente foi, ent&atilde;o, submetida &agrave; cirurgia explorat&oacute;ria, sob anestesia geral, no Hospital Municipal Miguel Couto /RJ, e nela in&uacute;meros fragmentos de madeira foram removidos, evoluindo com remiss&atilde;o do processo infeccioso. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Corpo estranho; Cavidade orbit&aacute;ria; Trauma orbit&aacute;rio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The intrusion of foreign bodies into the orbital cavity usually occurs through direct and penetrating trauma. Depending on the location and composition of the foreign body, the diagnosis can be made by direct observation or by the analysis of imaging studies. Conventional radiography, ultrasound, CAT scans and MRI are used as auxiliary investigations in the diagnosis. However, the nature of some foreign bodies can make their identification difficult, even with the use of imaging techniques. The presence of foreign bodies in the orbital cavity may result in orbital cellulitis, eye lesions, adjacent skin lesions, blindness, partial loss of visual acuity, among other complications. The aim of this study was to report the clinical case of a female dark-skinned patient, aged 17, injured by a piece of wood directly onto her left orbit. The patient developed orbital cellulitis, which was unresponsive to conventional antibiotic therapy, and loss of visual acuity. Radiography of the face did not reveal the retention of any foreign bodies. Computed tomography of the orbital cavity revealed images with a density similar to that of air were observed. The patient underwent exploratory surgery under general anesthesia at Hospital Miguel Couto &ndash; RJ, resulting in the removal of many wood fragments from the orbital cavity and the resulting remission of the infectious process.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Keywords: </B>Foreign body; Orbital cavity; orbital trauma.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os atendimentos oftalmol&oacute;gicos correspondem de 2 a 7% do total de atendimentos de emerg&ecirc;ncia nas unidades hospitalares.<sup>1,2</sup> Dentre os procedimentos oftalmol&oacute;gicas realizados, a remo&ccedil;&atilde;o de corpos estranhos na cavidade orbit&aacute;ria &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o encontrada com mais frequ&ecirc;ncia.<sup>1-9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De um modo geral, a presen&ccedil;a de corpos estranhos na cavidade orbit&aacute;ria se d&aacute; em decorr&ecirc;ncia do trauma direto e penetrante, podendo resultar em celulites orbit&aacute;rias, les&otilde;es oculares, abscessos intracranianos, amaurose, perda parcial da acuidade visual ou at&eacute; mesmo a morte em fun&ccedil;&atilde;o da contiguidade dessa cavidade com a cavidade craniana.<sup>4,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os traumas oculares afetam principalmente homens entre 16 e 45 anos de idade, seguidos das crian&ccedil;as em ambiente dom&eacute;stico.<sup>9</sup> A presen&ccedil;a de fragmentos met&aacute;licos, vidro e madeira &eacute; bastante frequente, sendo a inspe&ccedil;&atilde;o e a palpa&ccedil;&atilde;o do globo ocular e da cavidade orbit&aacute;ria de suma import&acirc;ncia na avalia&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria dessas les&otilde;es.<sup>4,6,7</sup> Considerando que o globo ocular ocupa apenas um quarto do volume da cavidade orbit&aacute;ria, esta tende a acomodar fragmentos relativamente grandes que podem ficar retidos nos tecidos circunjacentes.<sup>10</sup> Esses corpos podem, na maioria dos casos, ser diagnosticados por observa&ccedil;&atilde;o direta, o que permite facilmente a sua remo&ccedil;&atilde;o.<sup>8</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o de exames de imagens, como radiografias convencionais, ultrassonografia, tomografia computadorizada e resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, pode auxiliar no diagn&oacute;stico de objetos n&atilde;o detectados pelo exame cl&iacute;nico, entretanto, a depender da natureza desses corpos, o exame pode ser inconclusivo.<sup>3,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo deste trabalho &eacute; relatar um caso cl&iacute;nico de uma paciente vitimada por um trauma direto na &oacute;rbita esquerda, com penetra&ccedil;&atilde;o de fragmentos de madeira e consequente celulite orbit&aacute;ria. </font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RELATO DE CASO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Paciente A.C.S., g&ecirc;nero feminino, 17 anos de idade, feoderma, v&iacute;tima de agress&atilde;o f&iacute;sica, na qual o agressor desferiu golpes diretamente sobre a &oacute;rbita esquerda, utilizando-se de um peda&ccedil;o de madeira. Vinte dias ap&oacute;s receber o primeiro atendimento em uma unidade de sa&uacute;de pr&oacute;xima ao local da agress&atilde;o, foi encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto/ RJ para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma avalia&ccedil;&atilde;o pelo Servi&ccedil;o de Oftalmologia. Ao exame cl&iacute;nico, constatou-se a presen&ccedil;a de uma celulite orbit&aacute;ria e les&atilde;o da c&oacute;rnea esquerda, al&eacute;m de uma ferida na regi&atilde;o geniana ipsilateral (<a href="#fig01">Figura 1</a>). A paciente foi submetida &agrave; sutura da c&oacute;rnea, sob anestesia geral, pelo servi&ccedil;o de oftalmologia e seguiu em interna&ccedil;&atilde;o hospitalar para antibioticoterapia venosa e acompanhamento cl&iacute;nico. Ap&oacute;s 7 dias de controle p&oacute;s-operat&oacute;rio, a paciente n&atilde;o apresentou remiss&atilde;o do processo infeccioso e evoluiu com perda da acuidade visual. Foi, ent&atilde;o, solicitado um parecer do Servi&ccedil;o de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, tendo sido inicialmente solicitada uma tomografia computadorizada com contraste do ter&ccedil;o m&eacute;dio e superior da face, em cortes coronais e axiais que revelou uma &aacute;rea de intensa capta&ccedil;&atilde;o de contraste entre a parede lateral da &oacute;rbita e o globo ocular do lado esquerdo (<a href="#fig02">Figura 2</a>). Em seguida, a paciente foi submetida &agrave; explora&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica da &oacute;rbita esquerda sob anestesia geral. Mediante um acesso subtarsal esquerdo e dissec&ccedil;&atilde;o por planos anat&ocirc;micos, chegou-se at&eacute; a parede lateral e ao assoalho da &oacute;rbita (<a href="#fig03">Figura 3</a>), onde foram removidos 27 fragmentos de madeira (<a href="#fig04">Figura 4</a>). Ao final do procedimento, foi instalado um dreno de Pen Rose n&uacute;mero um, e a ferida cir&uacute;rgica foi fechada por planos anat&ocirc;micos. A paciente foi mantida sob antibioticoterapia p&oacute;s-operat&oacute;ria, por mais quatro dias. No quarto dia p&oacute;s-operat&oacute;rio, realizou-se uma nova tomografia computadorizada para controle, em que n&atilde;o foi evidenciada a presen&ccedil;a de corpos estranhos no interior da &oacute;rbita (<a href="#fig05">Figura 5</a>). A paciente evoluiu com regress&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o, recebendo alta hospitalar 07 dias ap&oacute;s a segunda manipula&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica (<a href="#fig06">Figura 6</a>). Permaneceu em acompanhamento ambulatorial por setenta dias, sem infec&ccedil;&atilde;o local, mas com perda da acuidade visual. Sendo assim, foi encaminhada para o ambulat&oacute;rio de Oftalmologia para reavalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/a05fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/a05fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/a05fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/a05fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/a05fig05.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig06"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/a05fig06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O atendimento a pacientes v&iacute;timas de traumas oculares &eacute; frequente nos servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia. Dentre as les&otilde;es encontradas, a penetra&ccedil;&atilde;o de corpos estranhos no olho correspondem a 59% desses atendimentos, sendo os homens, com idade variando entre 16 e 45 anos de idade, os mais acometidos.<sup>1-9</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora esses traumas possam ocorrer em diferentes ambientes, industri&aacute;rios e profissionais da constru&ccedil;&atilde;o civil parecem ser mais afetados que a popula&ccedil;&atilde;o em geral devido &agrave; atividade que exercem.9 Entretanto, alguns autores ressaltam que, em fun&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia nas grandes cidades, o n&uacute;mero de les&otilde;es oculares, decorrentes de agress&otilde;es f&iacute;sicas, vem aumentando indiscriminadamente, na sociedade.<sup>2,7</sup> A maioria desses ferimentos s&atilde;o leves, com corpos estranhos localizados superficialmente, contudo a suspei&ccedil;&atilde;o da penetra&ccedil;&atilde;o de corpos estranhos na cavidade orbit&aacute;ria deve existir toda vez que houver um trauma ocular direto, uma vez que os tecidos periorbit&aacute;rios tendem a mascarar o trajeto do objeto penetrante, dificultando, assim, a sua identifica&ccedil;&atilde;o. A inspe&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; mandat&oacute;ria, muito embora possa estar prejudicada pela presen&ccedil;a de edema. Deve-se ainda considerar que, em fun&ccedil;&atilde;o do volume da cavidade orbit&aacute;ria, objetos de grandes dimens&otilde;es podem ali localizar-se.<sup>4,6,7,9</sup> A perman&ecirc;ncia desses objetos pode determinar lacrimejamento, dor, sensa&ccedil;&atilde;o de arranhadura nos olhos e coceira, o que estimula a manipula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o pelo paciente, podendo resultar no deslocamento do corpo estranho. A inflama&ccedil;&atilde;o persistente, limita&ccedil;&atilde;o da motilidade ocular e perda da acuidade visual podem ser um indicativo da persist&ecirc;ncia destes corpos. Considerando a contamina&ccedil;&atilde;o desses objetos, a antibioticoterapia deve ser ponderada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A gravidade das les&otilde;es fica determinada pelo tipo de objeto e pela sua localiza&ccedil;&atilde;o na cavidade orbit&aacute;ria, e muitas vezes, o correto diagn&oacute;stico depende da avalia&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o de diferentes especialidades, ressaltando a oftalmologia, cirurgia Buco-Maxilo-Facial e Neurocirurgia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos objetos comumente encontrados na &oacute;rbita, os fragmentos de metal e de madeira, s&atilde;o mais prevalentes. Entretanto alguns autores relatam casos at&iacute;picos, com a presen&ccedil;a de fragmentos de dente, l&aacute;pis e ponta de caneta.<sup>4,7</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos exames de imagem podem ser utilizados para a identifica&ccedil;&atilde;o de corpos estranhos na cavidade orbit&aacute;ria. Em fun&ccedil;&atilde;o do baixo custo e da facilidade de execu&ccedil;&atilde;o, a radiografia convencional &eacute; o exame de primeira escolha, sendo &uacute;til na identifica&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o, principalmente de objetos met&aacute;licos com taxa de detec&ccedil;&atilde;o variando de 69 a 90%, seguida de fragmentos de vidro com detec&ccedil;&atilde;o entre 71 a 77%, entretanto os fragmentos de madeira, devido a sua natureza radiotransparente, n&atilde;o s&atilde;o bem evidenciados nesse exame.<sup>5</sup> Uma boa op&ccedil;&atilde;o para esse tipo de objeto &eacute; a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica que, por diferencia&ccedil;&atilde;o da densidade de pr&oacute;tons e do tempo de relaxamento, possibilita a distin&ccedil;&atilde;o da madeira em rela&ccedil;&atilde;o aos outros tecidos.Todavia vale destacar o elevado custo desse exame e sua contraindica&ccedil;&atilde;o perante a presen&ccedil;a de corpos met&aacute;licos, uma vez que podem ser deslocados durante o exame, resultando em danos adicionais &agrave;s estruturas adjacentes.<sup>7</sup> A tomografia computadorizada por diferencia&ccedil;&atilde;o de densidade entre as estruturas examinadas pode, a depender do tipo de madeira, n&atilde;o distingui-la dos demais tecidos, revelando &aacute;reas com densidade semelhante ao tecido mole ou ar. No caso aqui relatado, visualizaram-se &aacute;reas de densidade semelhante a ar junto &agrave; parede lateral da &oacute;rbita esquerda. Em um estudo para identifica&ccedil;&atilde;o de fragmentos de madeira por meio da tomografia computadorizada, foi demonstrado que pode haver diferen&ccedil;a de densidade, a depender do tempo de perman&ecirc;ncia desses corpos dentro dos tecidos.<sup>2</sup> Imediatamente ap&oacute;s o trauma, os corpos de madeira possuem densidade muito baixa, entretanto quando permanecem muitos meses dentro dos tecidos, a densidade passa a ser moderada, com intensidade superior &agrave; dos m&uacute;sculos orbit&aacute;rios. Esse exame pode ainda anteceder a realiza&ccedil;&atilde;o de uma resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica com a finalidade de descartar a presen&ccedil;a de corpos met&aacute;licos. A realiza&ccedil;&atilde;o desses exames no p&oacute;s-operat&oacute;rios pode demonstrar a remo&ccedil;&atilde;o total ou parcial destes objetos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A explora&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica da cavidade orbit&aacute;ria pode ser praticada por acesso subtarsal, sub-ciliar, transconjuntival entres outros, a depender da escolha do cirurgi&atilde;o. Neste caso, o acesso subtarsal propiciou um adequado campo cir&uacute;rgico para a remo&ccedil;&atilde;o dos fragmentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b> </font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a de corpos estranhos deve sempre ser investigada, quando h&aacute; trauma direto na cavidade orbit&aacute;ria. A inspe&ccedil;&atilde;o minuciosa das feridas associadas e a utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos de imagem, especialmente a tomografia computadorizada com contraste, podem ajudar na identifica&ccedil;&atilde;o e localiza&ccedil;&atilde;o desses corpos, que devem ser removidos o mais precocemente poss&iacute;vel a fim de se evitarem complica&ccedil;&otilde;es infecciosas e les&otilde;es das estruturas anat&ocirc;micas do conte&uacute;do orbit&aacute;rio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Ara&uacute;jo AAS, Almeida DV, Ara&uacute;jo VM, G&oacute;es MR. Urg&ecirc;ncia Oftalmol&oacute;gica: Corpo estranho ocular ainda como principal causa Arq. Bras. Oftalmol. 2002: 65: 223-227.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=461774&pid=S1808-5210201200030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Sheldrick JH, Vernon SA, Wilson A, Read SJ. Demand incidence and episode rates of ophthalmic disease in a defined urban population. BJM 1992: 305: 933-936. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Boncoeur-Martel MP, Adenis JP, Rulfi JY, Robert PY, Dupuy JP, Maubon A. CT appearances of chronically retained wooden intraorbital foreign bodies. Neuroradiology 2001: 43: 165-168. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Bray LC, Griffiths PG. The value of plain radiography in suspected intraocular foreign body. Eye 1991: 5: 751-754. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Dimitrakopoulos I, Lazaridis N, Karakasis D. Unusual retained foreign body in the orbit. J Oral Maxiollofac Surg 1991: 49: 420-421. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Bullock JD, Warwar RE, Bartley GB, Waller RR, Henderson JW. Unusual orbital foreign bodies. Ophthalmic Plast Reconstr Surg 1999: 15: 44-51. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Fulcher TP, McNab AA, Sullivan TJ. Clinical features and management of intraorbital foreign bodies. Ophthalmology 2002: 109: 494-500. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Green BF, Kraft SP, Carter KD, Buncic JR, Nerad JA, Armstrong D. Intraorbital wood detection by magnetic resonance imaging. Ophthalmology 1990: 97: 608-611. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. L Liu D, Al Shail E. Retained orbital wooden foreign body: a surgical technique and rationale. Ophthalmology 2002: 109: 393-399. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. L Layaun SEED, Schor P, Rodrigues MLV. Perfil da demanda de um servi&ccedil;o de oftalmologia em uma unidade de emerg&ecirc;ncia. Rev Bras Oftalmol 1992: 51: 171-173.</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v12n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rodrigo Resende     <br>   Faculdade de Odontologia, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro - Brasil    <br>   Rua Manoel Vitorino, 595 - Piedade &ndash; Rio de Janeiro, RJ/Brasil - CEP: 20748-900</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:resende.r@hotmail.com" target="_blank">resende.r@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Urgência Oftalmológica: Corpo estranho ocular ainda como principal causa Arq.]]></article-title>
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<page-range>223-227</page-range></nlm-citation>
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