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<journal-title><![CDATA[Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa do intervalo pós-morte em cadáveres congelados através da entomologia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To estimate the postmortem interval (PMI) of decomposing corpses found frozen in IMLAPC of Recife-PE through entomological evidence. Methods: Three bodies in an advanced state of putrefaction all male, who had fly larvae underwent removal of these larvae and put to laboratory rearing until the emergence of flies, and monitored the relative humidity and temperature at all times search. The temperatures were also obtained for a period of ten days occurring in the region of the location of cadavers. After the taxonomic identification of adults used to established literature calculations to arrive at the estimate of IPM. Results: We found two species of flies: Chrysomya putoria and Chrysomya albiceps, all from the same family Calliphoridae. The entomological calculations were conclusive statement on the dates stipulated by the experts of the IMLAPC were later found by our study, one case forty-eight hours in advance and the other two with an interval of approximately twenty-four hours. Conclusion: We achieved estimating the PMI based on calculations of the degree days accumulated in frozen corpses where there was a disagreement with the estimate of IPM in cases evaluated by comparing the record of entomology in the death certificate.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="top"/></a><B>Estimativa do intervalo p&oacute;s-morte em cad&aacute;veres congelados atrav&eacute;s da entomologia</B></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jefferson Luiz Figueiredo Leal<sup>I</sup>; Tatiana Costa de Oliveira; Suzana C&eacute;lia de Aguiar Soares Carneiro<sup>II</sup>; Arlene Bezerra Rodrigues dos Santos; Belmiro Cavalcanti do Egito Vasconcelos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup> DDS UPE    <br> <sup>II</sup> MSc, PhD </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#back">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivo: Estimar o intervalo p&oacute;s-morte (IPM) de cad&aacute;veres putrefeitos congelados encontrados no IMLAPC da cidade do Recife- PE por meio de evid&ecirc;ncias entomol&oacute;gicas. Material e M&eacute;todo: tr&ecirc;s corpos em adiantado estado de putrefa&ccedil;&atilde;o, todos masculinos, que possu&iacute;am larvas de mosca, foram submetidos &agrave; remo&ccedil;&atilde;o dessas larvas e postas para cria&ccedil;&atilde;o em laborat&oacute;rio at&eacute; a emerg&ecirc;ncia dos d&iacute;pteros, sendo monitorada a umidade relativa do ar e a temperatura em todos os momentos da pesquisa. Tamb&eacute;m foram obtidas as temperaturas durante um per&iacute;odo de dez dias que ocorreram na regi&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o dos cad&aacute;veres. Ap&oacute;s a identifica&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica dos indiv&iacute;duos adultos, usaram-se c&aacute;lculos estabelecidos na literatura para se chegar &agrave; estimativa do IPM. Resultados: Foram encontradas duas esp&eacute;cies de moscas: Chrysomya putoria e Chrysomya albiceps, todas da mesma fam&iacute;lia Calliphoridae. Os c&aacute;lculos entomol&oacute;gicos foram conclusivos na afirma&ccedil;&atilde;o de que as datas estipuladas pelos peritos do IMLAPC foram posteriores &agrave;s encontradas pelo nosso estudo, sendo um caso com quarenta e oito horas de anteced&ecirc;ncia e os outros dois com um intervalo de aproximadamente vinte e quatro horas. Conclus&atilde;o: Foi obtida a estimativa do IPM, baseando-se em c&aacute;lculos do grau dia acumulado em cad&aacute;veres congelados, em que houve uma discord&acirc;ncia da estimativa do IPM nos casos avaliados, por meio da entomologia, comparados ao registro na declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descritores: </B>Larva; Cad&aacute;ver; Fatores de Tempo; Mudan&ccedil;as Depois da Morte; Tanatologia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>ABSTRACT</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objective: To estimate the postmortem interval (PMI) of decomposing corpses found frozen in IMLAPC of Recife-PE through entomological evidence. Methods: Three bodies in an advanced state of putrefaction all male, who had fly larvae underwent removal of these larvae and put to laboratory rearing until the emergence of flies, and monitored the relative humidity and temperature at all times search. The temperatures were also obtained for a period of ten days occurring in the region of the location of cadavers. After the taxonomic identification of adults used to established literature calculations to arrive at the estimate of IPM. Results: We found two species of flies: Chrysomya putoria and Chrysomya albiceps, all from the same family Calliphoridae. The entomological calculations were conclusive statement on the dates stipulated by the experts of the IMLAPC were later found by our study, one case forty-eight hours in advance and the other two with an interval of approximately twenty-four hours. Conclusion: We achieved estimating the PMI based on calculations of the degree days accumulated in frozen corpses where there was a disagreement with the estimate of IPM in cases evaluated by comparing the record of entomology in the death certificate.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>Descriptors: </B>Larva; Cadaver; Time Factors; Postmortem Changes; Thanatology.</font> </p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Entomologia Forense &eacute; uma ci&ecirc;ncia de grande relev&acirc;ncia, inteirando-se na identifica&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies de insetos, observando ciclo vital e h&aacute;bitos, podendo contribuir, de forma significativa, para a per&iacute;cia, o meio jur&iacute;dico e criminal, corroborando para a elucida&ccedil;&atilde;o de lit&iacute;gios de variados aspectos, como, nos casos de maus-tratos, uso de entorpecentes, identifica&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima e de seus agressores, local do delito bem como na mensura&ccedil;&atilde;o do tempo da ocorr&ecirc;ncia. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseando-se na sequ&ecirc;ncia de apari&ccedil;&atilde;o de insetos no cad&aacute;ver e tamb&eacute;m no reconhecimento do grau de desenvolvimento dos est&aacute;dios imaturos das diferentes esp&eacute;cies, os insetos s&atilde;o usados em investiga&ccedil;&otilde;es forenses, especialmente para estimar o tempo decorrido ap&oacute;s a morte ou Intervalo P&oacute;s-Morte (IPM). A vantagem desse m&eacute;todo, em compara&ccedil;&atilde;o com outros procedimentos usados em Medicina Legal, &eacute; a sua precis&atilde;o, mesmo em estados avan&ccedil;ados de decomposi&ccedil;&atilde;o (depois de quatro a cinco dias p&oacute;s-morte), em que os m&eacute;todos tradicionais n&atilde;o s&atilde;o precisos. Logo que um animal morre, uma grande diversidade de d&iacute;pteros &eacute; imediatamente atra&iacute;da para o corpo, atrav&eacute;s de odores espec&iacute;ficos. A postura de ovos no cad&aacute;ver marca o in&iacute;cio de um rel&oacute;gio biol&oacute;gico que &eacute; usado por entom&oacute;logos forenses para estimar o IPM. Dois m&eacute;todos podem ser utilizados: 1) a estimativa da idade dos insetos imaturos que se alimentam do cad&aacute;ver, de acordo com seu grau de desenvolvimento e 2) a an&aacute;lise da comunidade de insetos presentes.<sup>1</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O uso mais difundido dessa ci&ecirc;ncia &eacute; para estimar a cronologia da morte, o chamado intervalo p&oacute;s-morte, que visa estabelecer o tempo m&iacute;nimo e m&aacute;ximo entre a morte e o momento em que o corpo foi encontrado.<sup>2,3</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Normalmente, nos m&eacute;todos tradicionais descritos, o Intervalo P&oacute;s-Morte (IPM) e a sua estimativa s&atilde;o inversamente proporcionais, isto &eacute;, quanto maior for o IPM, menor &eacute; a possibilidade de acurada determina&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, com o aux&iacute;lio de conhecimentos entomol&oacute;gicos, quanto maior o IPM mais segura &eacute; a estimativa.<sup>4</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O m&eacute;todo entomol&oacute;gico pode ser muito &uacute;til, sobretudo com um tempo de morte superior a tr&ecirc;s dias.<sup>5</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os insetos, especialmente da Ordem D&iacute;ptera, possuem &oacute;rg&atilde;os sensitivos altamente especializados e podem perceber os odores exalados pelos cad&aacute;veres, carca&ccedil;as e restos mortais muito antes de poderem ser percebidos pelos humanos. Como consequ&ecirc;ncia, s&atilde;o os primeiros seres vivos a chegar &agrave; cena de crimes. A carne forma um excelente microhabitat, servindo como s&iacute;tio de c&oacute;pula, estimulando a oviposi&ccedil;&atilde;o e atuando como fonte proteica.<sup>6</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do presente estudo foi estimar o IPM de cad&aacute;veres putrefeitos nas fases enfisematosa e coliquativa, encontrados no IMLAPC, na cidade do Recife, por meio das larvas de moscas encontradas nesses corpos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> MATERIAL E M&Eacute;TODOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Este estudo foi concebido no Programa de Mestrado em Per&iacute;cias Forense da Faculdade de Odontologia de Pernambuco da Universidade de Pernambuco (FOP/UPE), de acordo com o termo de confidencialidade (Ap&ecirc;ndice C), quando tamb&eacute;m foi realizada a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e o relat&oacute;rio final. A parte experimental foi realizada no Instituto de Medicina Legal de Pernambuco Professor Ant&ocirc;nio Persivo Cunha (IMLAPC) (Ap&ecirc;ndice B) e no Laborat&oacute;rio de Entomologia Forense (LEF) do Departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) do estado de Pernambuco, nordeste do Brasil e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa em 05 de junho de 2012, sob o CAAE 02573612.2.0000.5207 (Anexo A). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, a estimativa do Intervalo P&oacute;s- Morte (IPM) foi realizada por meio de evid&ecirc;ncias entomol&oacute;gicas, de acordo com conceitos descritos por Oliveira-Costa,<sup>7</sup> que se baseia na obten&ccedil;&atilde;o do Grau Dia Acumulado (GDA).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> AMOSTRA</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A amostra foi constitu&iacute;da de tr&ecirc;s cad&aacute;veres, registrados no Instituto de Medicina Legal de Pernambuco Professor Ant&ocirc;nio Persivo Cunha (IMLAPC), catalogados no per&iacute;odo de 31 de agosto a 23 de dezembro de 2012, sendo considerada uma amostragem do tipo temporal e n&atilde;o probabil&iacute;stica, visto que o n&uacute;mero de cad&aacute;veres ocorreu de forma espont&acirc;nea e n&atilde;o estimada pelos pesquisadores. Tivemos como crit&eacute;rios de inclus&atilde;o os corpos congelados que se encontraram em avan&ccedil;ado estado de decomposi&ccedil;&atilde;o nas fases: gasosa ou coliquativa que apresentavam larvas de mosca, sendo exclu&iacute;dos todos os casos documentados no IMLAPC, que, durante o processo de cria&ccedil;&atilde;o dos d&iacute;pteros em laborat&oacute;rio, n&atilde;o permearam a identifica&ccedil;&atilde;o do intervalo p&oacute;s-morte por alguma falha no ciclo, isto &eacute;, desenvolvimento de larvas, em pupas e, posteriormente, moscas adultas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por n&atilde;o ser poss&iacute;vel o acesso aos locais de crime, a coleta das larvas dos corpos foi realizada na chegada ao IMLAPC; apenas os corpos que se encontravam dentro dos par&acirc;metros exigidos pela pesquisa foram vistoriados, e as larvas, coletadas, sendo exclu&iacute;dos da amostra os casos que n&atilde;o se encontravam nas fases de putrefa&ccedil;&atilde;o estabelecidas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As larvas foram coletadas pelo pesquisador com pin&ccedil;as e acondicionadas em potes pl&aacute;sticos, sendo encaminhadas ao laborat&oacute;rio para cria&ccedil;&atilde;o, registrados os dados caso a caso: local da descoberta do cad&aacute;ver, as temperaturas da c&acirc;mara frigor&iacute;fica, do corpo, do nicho das larvas, temperatura ambiente m&aacute;xima e m&iacute;nima e a umidade relativa do ar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao se chegar ao LEF da UFRPE, por meio de estereosc&oacute;pico binocular, foi determinado o &iacute;nstar larval e iniciada a cria&ccedil;&atilde;o das larvas em potes pl&aacute;sticos de 500 ml, com tampa remov&iacute;vel, possuindo uma abertura em seu centro, coberta por malha fina de tecido (organza) para aera&ccedil;&atilde;o. No interior desses potes, foi colocado 5 cm de maravalha fina como substrato para pupa&ccedil;&atilde;o e uma placa de petri (10 ml) com carne mo&iacute;da bovina para alimenta&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os adultos emergidos da cria&ccedil;&atilde;o em laborat&oacute;rio passaram por triagem, montagem e desidrata&ccedil;&atilde;o em estufa por 48h a 50&ordm;C. A identifica&ccedil;&atilde;o taxon&ocirc;mica foi realizada com estereosc&oacute;pico por meio de estudo de nerva&ccedil;&atilde;o alar, utilizando as chaves de Mello,<sup>8</sup> Carvalho e Mello-Patiu.<sup>9</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n3/a07fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em laborat&oacute;rio, a cria&ccedil;&atilde;o foi monitorada diariamente e tamb&eacute;m medidas as temperaturas e umidades relativas di&aacute;rias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a verifica&ccedil;&atilde;o da localiza&ccedil;&atilde;o de cada corpo, foi solicitada ao Laborat&oacute;rio de Meteorologia do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (LAMEP/ ITEP), a informa&ccedil;&atilde;o das temperaturas m&aacute;xima e m&iacute;nima do per&iacute;odo que compreendia a data da descoberta at&eacute; aos dez dias que antecederam o achado do cad&aacute;ver. Ap&oacute;s identifica&ccedil;&atilde;o dos exemplares, obtiveram-se informa&ccedil;&otilde;es na literatura referentes ao tempo de desenvolvimento de cada esp&eacute;cie (em horas, da eclos&atilde;o &agrave; emerg&ecirc;ncia) de acordo com a temperatura m&eacute;dia de cria&ccedil;&atilde;o. Oliveira-Costa.<sup>7</sup></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> C&Aacute;LCULO DO INTERVALO P&Oacute;S-MORTE (IPM)</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para a estimativa do IPM, usou-se o c&aacute;lculo preconizado por Oliveira-Costa,<sup>7</sup> que utiliza o grau-dia acumulado (GDA), em que por meio da temperatura, relaciona os dados do desenvolvimento das esp&eacute;cies criadas em laborat&oacute;rio com as condi&ccedil;&otilde;es ambientais normais, ou seja, relaciona a intensidade de temperatura de que o inseto necessita para completar o seu desenvolvimento com a sua idade. O GDA &eacute;, na verdade, o valor entre os limiares de temperatura m&aacute;ximo e m&iacute;nimo que uma esp&eacute;cie suporta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, para se conseguir o IPM, deve-se obter a GDA esperada (GDAe), que &eacute; igual &agrave; temperatura de cria&ccedil;&atilde;o (TC) menos o limiar m&iacute;nimo (LMin) vezes o tempo de desenvolvimento (TD). E o GDA obtido (GDAo) que &eacute; encontrado, baseando-se no m&eacute;todo proposto por Arnold (1960), denominado - m&eacute;todo do ret&acirc;ngulo, no qual o GDAo &eacute; igual &agrave; soma das temperaturas m&aacute;xima e m&iacute;nima do local da localiza&ccedil;&atilde;o do cad&aacute;ver dividida por dois, sendo o seu resultado subtra&iacute;do do limiar m&iacute;nimo (LMin) de cada esp&eacute;cie estudada. Nesses casos, usaramse os c&aacute;lculos, desconsiderando a temperatura da c&acirc;mara frigor&iacute;fica, devido ao fato de os corpos estarem em um per&iacute;odo menor que vinte e quatro horas, e as larvas se encontrarem no terceiro &iacute;nstar e perto de puparem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Empregou-se a f&oacute;rmula para conseguir-se o GDAo para cada dia retroativamente, desde o est&aacute;gio de desenvolvimento larval encontrado at&eacute; o momento de oviposi&ccedil;&atilde;o. De posse dos valores, vai-se subtraindo dia ap&oacute;s dia o GDAo do GDAe at&eacute; chegar o momento em que o valor do GDAe for negativo. Assim nesse momento, o dia correspondente ser&aacute; possivelmente o que a mosca adulta colocou os ovos no cad&aacute;ver e, provavelmente, o dia da morte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GDAe = (TC &ndash; LMin) x TD </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GDAo = &#91;(Temp. Max + Temp. M&iacute;n)/2&#93; &ndash; Lmin </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">IPM = GDAo - GDAe </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="#tab01">Tabela 1</a> mostra-se o emprego da f&oacute;rmula supracitada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n3/a07tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> COLETA DE DADOS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Realizou-se o procedimento mediante duas fichas de avalia&ccedil;&atilde;o: uma para utiliza&ccedil;&atilde;o no IMLAPC, preenchida com dados do cad&aacute;ver, tipo de morte, local de origem do corpo, localiza&ccedil;&atilde;o anat&ocirc;mica do cad&aacute;ver, em que foram encontrados os d&iacute;pteros e tamb&eacute;m o IPM estimado pelos legistas do IMLAPC (Ap&ecirc;ndice A); e outra para uso no LEF da UFRPE que foi utilizada no momento da an&aacute;lise taxon&ocirc;mica (Ap&ecirc;ndice B).</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> RESULTADOS</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados est&atilde;o mostrados na <a href="#tab02">Tabela 2</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n3/a07tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B> DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>      <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A entomologia forense interpreta a evid&ecirc;ncia de insetos para estimar um tempo m&iacute;nimo desde a morte, ou o IPM, em casos de morte suspeita, por exemplo, homic&iacute;dio e suic&iacute;dio. Moscas varejeiras s&atilde;o as principais esp&eacute;cies usadas para estimar o IPM e s&atilde;o normalmente as primeiras a colonizar um organismo. A dura&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento das formas imaturas mais antigas encontradas no corpo, ou no local do crime, s&atilde;o usadas para calcular o IPM. As moscas passam por tr&ecirc;s fases principais de desenvolvimento, a saber: o ovo, a larva e a pupa, que constituem entre 3-7%, 25-57% e 35-69% do tempo total de desenvolvimento, respectivamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dura&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento do per&iacute;odo larval &eacute; conseguida, principalmente, pela medi&ccedil;&atilde;o do tamanho das larvas, por exemplo, comprimento ou peso, e muda larval primeiro, segundo e terceiro &iacute;nstar. Existem v&aacute;rios m&eacute;todos que t&ecirc;m sido utilizados para estudar o desenvolvimento da pupa numa tentativa de aperfei&ccedil;oar as estimativas do IPM.<sup>10</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todos os casos estudados, conseguiu-se o desenvolvimento do ciclo do d&iacute;ptero que se encontravam no terceiro &iacute;nstar. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se tamb&eacute;m que a temperatura ambiente e a temperatura do corpo influenciam no desenvolvimento dessas larvas e podem ou n&atilde;o alterar os resultados do IPM. A maioria dos corpos s&atilde;o encaminhados aos institutos de medicina legal para avalia&ccedil;&atilde;o, havendo pouco cuidado em manter esses corpos congelados ou n&atilde;o em v&aacute;rias etapas, como no transporte e armazenamento antes da avalia&ccedil;&atilde;o do legista. Por&eacute;m, poucos estudos se preocupam em pesquisar sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de larvas de corpos congelados na estimativa do IPM. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante estar atento ao tipo de term&ocirc;metro, pois a maioria encontrada no com&eacute;rcio n&atilde;o afere temperaturas abaixo de trinta e quatro graus. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tocante &agrave; obten&ccedil;&atilde;o da temperatura do local da descoberta do corpo, observamos que os dados metrol&oacute;gicos de que dispomos, LAMEP/ITEP, nos ofertam a temperatura por microrregi&atilde;o e n&atilde;o, por cidade isoladamente como deveria ser para n&atilde;o haver flutua&ccedil;&otilde;es das temperaturas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2006, Day e Wallman,<sup>11</sup> em um estudo com larvas de Calliphora augur (Fabricius) no f&iacute;gado de cordeiro. Cerca de 20 larvas de primeiro &iacute;nstar recolhidos do f&iacute;gado de ovelha e, subsequentemente, transferidas para tratamentos pareados utilizando f&iacute;gados frescos e f&iacute;gados congelados. Elas foram deixados em repouso de 1 a 10 dias. E, ao final desse per&iacute;odo, o comprimento do corpo da larva em cada par de grupos foi comparado. N&atilde;o foram detectadas diferen&ccedil;as significativas entre quaisquer pares a um n&iacute;vel de 1%, e apenas um par era significativamente diferente ao n&iacute;vel de 5%. Concluiu-se que congelamento e descongelamento de um meio de desenvolvimento de f&iacute;gado de ovelha n&atilde;o t&ecirc;m um efeito significativo sobre o crescimento de larvas de C. augur. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devem-se os dados referidos ao tempo e &agrave; temperatura em que o corpo ficou armazenado na c&acirc;mara frigor&iacute;fica, j&aacute; que esses podem permanecer por um intervalo de algumas horas a v&aacute;rios dias, assim, desde que n&atilde;o se encontrem aglomeradas em um nicho, as larvas sofrer&atilde;o influ&ecirc;ncia direta no grau de desenvolvimento. Muitas vezes, as larvas se agregam, e o calor metab&oacute;lico aumenta a temperatura, dando prosseguimento ao seu desenvolvimento sem grandes altera&ccedil;&otilde;es no seu ciclo.<sup>12</sup> Isso dificulta o controle da temperatura da c&acirc;mara frigor&iacute;fica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A investiga&ccedil;&atilde;o sobre os efeitos de congelamento em carca&ccedil;as em decomposi&ccedil;&atilde;o e do efeito que estas t&ecirc;m sobre os insetos &eacute; m&iacute;nima na literatura. Nesses moldes, um estudo foi realizado com o objetivo de comparar as diferen&ccedil;as nas atividades dos insetos quando infestados em carca&ccedil;as de porcos que foram congelados por dois meses e em porcos que foram refrigerados em geladeira por 12 horas. Nenhuma diferen&ccedil;a significativa foi observada no tempo para o ciclo dos d&iacute;pteros, desde o paparecimento das moscas, da postura dos ovos, do desenvolvimento das larvas t&atilde;o pouco da migra&ccedil;&atilde;o das larvas nos tecidos entre as carca&ccedil;as de su&iacute;nos. Os grandes centros de medicina legal congelam os corpos antes dos experimentos. Assim, &eacute; imperativo para entomologistas conhecer o efeito que tem o congelamento dos tecidos para os dos insetos.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Neste estudo, foram avaliados tr&ecirc;s corpos congelados; em todos os outros casos, as datas da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito foram posteriores &agrave;s conseguidas pelo m&eacute;todo entomol&oacute;gico aplicado; dois tiveram o IPM diferenciando em vinte e quatro horas, e o terceiro em quarenta e oito horas, diferindo de outros estudos que normalmente, nestes casos, o IPM &eacute; alargado.<sup>7,12</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alertamos para a necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o de mais estudos, utilizando cad&aacute;veres congelados para a estimativa do IPM, j&aacute; que foram encontradas pouqu&iacute;ssimas publica&ccedil;&otilde;es nesse sentido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b> </font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram encontradas duas esp&eacute;cies de moscas: Chrysomya putoria e Chrysomya albiceps, todas da mesma fam&iacute;lia Calliphoridae. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi conseguida a estimativa do IPM, baseandose em c&aacute;lculos do grau dia acumulado em cad&aacute;veres congelados, em que houve uma discord&acirc;ncia da estimativa do IPM nos casos avaliados por meio da entomologia, comparados ao registro na declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><B>REFER&Ecirc;NCIAS  </B></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Castro CBP. Seasonal carrion Diptera and Coleoptera communities from Lisbon (Portugal) and the utility of forensic entomology in legal medicine &#91;tese&#93;. Lisboa: Universidade de Lisboa, Faculdade de Ci&ecirc;ncias; 2011 &#91;citado 13 dez. 2012&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorio.ul.pt/handle/10451/4455" target="_blank">http://repositorio.ul.pt/handle/10451/4455</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=465106&pid=S1808-5210201300030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Bornemissza GF. An analysis of Arthropod succession in Carrion and the effect of its decomposition on the soil fauna. Aust J Zool. 1956; 5(1):1-12. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Schroeder H, Klotzbach H, P&uuml;schel K. Insects' colonization of human corpses in warm and cold season. Leg Med (Tokyo). 2003 Mar;5 Suppl 1:S372-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Goff ML, Odom CB. Forensic entomology in the Hawaiian Islands. Three case studies. Am J Forensic Med Pathol. 1987 Mar;8(1):45-50.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Catts EP, Haskel NH. Entomology and death: a procedure guide. Clemson, SC: Joyce's Print Shop; 1991. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Catts EP, Goff ML. Forensic entomology in criminal investigations. Annu Ver Entomol. 1992;37:253-72.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Oliveira-Costa J, coordenadora. Entomologia forense: quando os insetos s&atilde;o vest&iacute;gios. 3 ed. Campinas: Millennium Editora; 2011. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Mello RP. Chave para identifica&ccedil;&atilde;o das formas adultas das esp&eacute;cies da fam&iacute;lia Calliphoridae (Diptera, Brachycera, Cyclorrapha) encontradas no Brasil. Entomol Vect. 2003; 10(2): 255- 68. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Carvalho CJB, Mello-Patiu CA. Key to the adults of the most common forensic species of Diptera in South America. Rev Bras Entomol. 2008 set; 53(3): 390-406. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Richards CS, Simonsen TJ, Abel RL, Hall MJ, Schwyn DA, Wicklein M. Virtual forensic entomology: improving estimates of minimum post-mortem interval with 3D micro-computed tomography. Forensic Sci Int. 2012 Jul 10;220(1-3):251-64.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Day DM, Wallman JF. A comparison of frozen/ thawed and fresh food substrates in development of Calliphora augur (Diptera: Calliphoridae) larvae. Int J Legal Med. 2006 Nov;120(6):391-4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Huntington TE, Higley LG, Baxendale FP. Maggot development during morgue storage and its effect on estimating the post-mortem interval. J Forensic Sci. 2007 Mar;52(2):453-8. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Bugajski KN, Seddon CC, Williams RE. A comparison of blow fly (Diptera: Calliphoridae) and beetle (Coleoptera) activity on refrigerated only versus frozen-thawed pig carcasses in Indiana. J Med Entomol. 2011 Nov;48(6):1231-5.</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> </font></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="back"/></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rctbmf/v13n3/seta.jpg" border="0" align="absmiddle"/></a><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Belmiro C. E. Vasconcelos    <br>   Universidade de Pernambuco - UPE    <br>   Av. General Newton Cavalcanti, 1650    <br>   Camaragibe - Pernambuco/Brasil    <br>   CEP: 54753-220</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <br>   e-mail: </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:belmiro@pq.cnpq.br" target="_blank">belmiro@pq.cnpq.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Castro CBP.</collab>
<source><![CDATA[Seasonal carrion Diptera and Coleoptera communities from Lisbon (Portugal) and the utility of forensic entomology in legal medicine]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências]]></publisher-name>
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